sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Porra!!! É TÃO BOM!!!!!!!!

Hooker with a Penis - Tool




I, met a boy, wearing Vans, 501s, and a
Dope beastie-tee, nipple rings,
New tattoos that claim that he
Was OGT,
back in '92,
from the first EP.

And in between
Sips of Coke
He told me that
He thought
We were sellin' out,
Layin' down,
Suckin' up
To the man.

Well now I've got some
Advice for you, little buddy.
Before you point your finger
You should know that
I'm the man,

And if I'm the man,

Then you're the man, and
He's the man as well so you can
Point that fuckin' finger up your ass.

All you know about me is what I've sold you,
Dumb fuck.
I sold out long before you ever even heard my name.

I sold my soul to make a record,
Dip shit,
And then you bought one.

I've got some
Advice for you, little buddy.
Before you point your finger
You should know that
I'm the man,

If I'm the fuckin' man
Then you're the fuckin' man as well
So you can
Point that fuckin' finger up your ass.

All you know about me is what I've sold you,
Dumb fuck.
I sold out long before you ever heard my name.

I sold my soul to make a record,
Dip shit,
And you bought one.

All you read and
Wear or see and
Hear on TV
Is a product
Begging for your
Fatass dirty
Dollar

Shut up and

Buy, buy, buy, my new record
Buy, buy, buy, send more money
Fuck you, buddy.
Fuck you, buddy.
Fuck you, buddy.
Fuck you, buddy.

!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Sombras que abalam

Sombras que abalam o meu ser, ser gracioso, mal feitor, que transforma o bem, no infinito mal. Revitaliza a boa memória de tantos anos, apagada por segundos de sofrimento, só imagens de dor e sorrisos de amor. Aí profundo sentimento que inunda a psique duma forma saguaz de recordações vibrantes, sorridentes e ternas. Mas vou passar o rio, a pé ou a nado, rápido para ser agora, não amanhã, hoje.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

O que há por detrás...

O que há por detrás do nosso pensamento relativo ao que se pode pensar e não se sabe?

Nada! Rigorosamente nada! Quem afirma que sabe, é um palhaço! Ou tem vergonha de não saber, ou acha que saber é bom para fazer novas amizades. Mas esses, não me enganam! Conheço-os à distância! São uns falsos e nada sabem e tudo acham que se podem saber. São uns falsos! Tipos como esses deveriam ser enterrar de pernas para o ar em covas aladas, cravadas de pregos ferrugentos, ou em cimento armado, parvo. Estes tipos revoltam-me, remexem com as minhas entranhas. Salta aos olhos, são impostores. E quando se põe a inventar? Do género: “O que estás a pensar não é realmente o que querias dizer e eu sei o que querias dizer, só que não consegues porque não está ai, não estás a apanhar, não sabes, mas eu sei.” Fico irado! Há individuo mais petulante, que o individuo que profere estas palavras?

Há.

Há aqueles indivíduos, seres humanos, Homens, gente, pessoas em geral que acham que andar descalço faz bem ao pé chato.
Essas pessoas são duma índole muito duvidosa. Mesmo muito. Cuidado gente deste mundo. Há pessoas assim, por ai. Cuidado! Depois não digam que eu não avisei.

Bom dia e descansem a alma sana.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

É tão certo como eu me chamar...

No tempo em que todos faziam fogueiras, tu eras a minha homosapiens favorita. Hoje és a minha razão de viver, a razão de ser o que eu queria que fosse, a ideia que eu tinha de quem pode ser, e viver, a ter todos os dias falta de estar. Desde os tempos das invenção da roda que nada foi igual. A roda veio trazer vida a tudo que nada vivia, que estava adormecido, passou a ser mais rápido chegar onde quer que fosse, nem que fosse só por ir. Queria tanto ser roda, mas daquelas das carroças, que são mais puras, pois são imperfeitas. Identifico-me muito com esse tipo de rodas. Não gosto de nada das rodas dos carros de hoje em dia, são demasiado redondas. Se bem que não posso ser e por isso vou-me dedicar à caça de insectos grandes. Depois, com o tempo e a experiência, abrir um restaurante, ser famoso e viver numa casa muito grande. São estes os meus planos. Sei que para o conseguir terei de ficar bem mais alto, mas pelo menos gosto de ter a certeza que sim.

Dá-me vontade de comer lasanha quando penso assim.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Sobra uma sandes, alguém quer? É de quê? Nada...

“Quanto mais olho, menos vejo!” - Diz um cego, no alto daquelas escadas. Resultado, duas costelas partidas. Deviam ter vergonha os Srs. das tascas que vendem vinho a qualquer preço! Abaixo os Srs. das tascas que vendem vinho a qualquer preço, sem nunca pensar que por detrás do balcão pode estar uma barata esmigalhada no chão e um cego a beber vinho! Abaixo! Malditos!
A bem dizer não sei se era do vinho, mas uma coisa é certa, a ultima coisa que o cego disse antes de cair, foi: acho que deixei a bengala da tasca...


Uma fuga de informação fez com que todos os mais dotados de provérbios potentes, se escondessem por entre a folhagem rala, como a barba que traziam. Nas costas levavam as suas mochilas e no ombro um balde cheio de ranho de porco. Daí surgiu a canção:
Andorinha do monte
Que vais sem norte
Faz um charro grande em monte
Que bata bem forte!
Passados dois dias a fuga foi encontrada e tapada com azevinhos maduros. Ninguém sabe agora um provérbio tão potente como o que preferiu o Sr. Gracindo:
Quem trás um tijolo na mão, ou trás vento ou um limão!

Sopra o vento naquela colina, suave e metediço, não respeita folhas, nem vagens, só o pólen das laranjeiras em flor, que cai certo, no chão repleto de folha e vegetação velha, castanha, que contrasta com a verdejante cor do vómito do bêbado...

O cão, o cão, o cão, o cão, o cão, o cão, o cão, o cão, o cão, o cão, o cão, o cão, o cão, o cão, o cão, o cão, o cão, o cão, o cão, o cão... o cão.

- O Sr. desculpe, mas sabe-me dizer que camelo é aquele?
- Sei...

Uma das mais raras aparições de gente já morta, foi num congresso. Compareceram em grande número. Os sacanas comeram tudo o que havia e os outros pobres coitados, ficaram só com as sobras. Não se faz! Hoje em dia, nada disto pode acontecer, pois saiu uma lei que proíbe este tipo de acontecimentos públicos. Estas festas são neste momento realizadas com segurança privada.
Ainda bem.

Chega de falar de coisas parvas. Vamos a assuntos sérios.

Sérios.
(nada...)
(nada? mas nada é algo...) (nada...)(nada é tudo, mas tudo mesmo, que se torna em nada!)
(vá lá, ou menos é nada)

Bom dia! Zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz...

Onde estavas tu em 84?

Tiro neste momento A conclusão de tudo isto! Agora tudo faz sentido, quando penso que em 1984 eu via com entusiasmo efervescente, um pequeno programa que dava num dos canais públicos, o qual dava pelo nome de: A “iárvore” dos Patafurdios!
A música mais usada no programa, tinha a seguinte letra:
"Por incrivel que pareça...
Por incrivel que pareça...
Nao ha nada, nao ha nada...
que nao nos aconteça...
Oh sorte malvada...
que vida desgraçada...
Ai ai ai ai "

Assusta?

Não sei. Mais provável é não assustar, mas uma coisa é certa, pelo menos não matava tantas pessoas como agora....

Ficam aqui uns pequenos vídeos, que estão disponíveis no
  • Youtube
  • (consegui este patrocínio. Foi difícil, mas consegui!).






    Nota de tecto:
    Não é aconselhável o visionamento por pessoas nascidas depois de 1984.

    segunda-feira, 7 de setembro de 2009

    Bom, muito bom, excelente!

    The Horrors - "Who Can Say"



    I never meant for you to get hurt
    And how I try, oh how I try
    I could never give you just what you deserve
    Another man would surely learn

    I know these words may only serve to twist the knife
    but I'll strive to make them heard
    Maybe it's better now I've gone away
    Maybe it's not, oh who can say

    And though it's hard for me to say
    I know you're better off this way

    And when I told her I didn't love her anymore
    She cried
    And when I told her her kisses were not like before
    She cried
    And when I told her another girl had caught my eye
    She cried
    And then I kissed her with a kiss
    That could only mean goodbye

    And though it's hard for me to say
    Maybe you're better off this way
    And though it's hard for me to say
    I know you're better off this way

    Get away!
    (repeat)

    sexta-feira, 14 de agosto de 2009

    Coisas do ca...

    Tenho de conseguir ver o código de barras nas calças, aproveito e vejo que tipo de cuecas que ela usa. Isso é primordial.
    Cheguei-me perto e disse-lhe que tinha de ver o código, que se encontravam na parte de trás. Ele estranhou, mas mostrou. Claro está que não tinha cuecas. Fiquei muito perturbado, sabendo que só havia uma fina camada de tecido entre o mundo exterior e o céu. Mas tentei disfarçar. Disse-lhe duma forma carinhosa que estava tudo em ordem e ela sorriu. Fiquei com a sensação que não ia conseguir que ela me escolhesse, no entanto mantive a esperança.
    Mais tarde no bar da porta 18, encontrei-a. Meti conversa com ela. Ela disse-me olá, mas baixou logo os olhos. Sentei-me no outro lado do balcão e tentei ignora-la. Não consegui evitar. Passados alguns minutos olhei-a e esperei. Claro está que ao sentir-se observada, olhou na minha direcção e eu disfarcei com um olhar sobre o horizonte. Ela sorriu e baixou de novo o olhar. Pensei que seria muito ousado aproximar-me. Assim sendo enviei um guardanapo a pedir licença. Em vez de o dar ao bar man, não, atirei. Foi cair junto da velha mais feia das redondezas e planetas de todas as galáxias. Pedi desculpa e sai a correr. A magoa forte no meu peito corroía-me e nem olhei para trás. A velha ficou tão triste que morreu na hora e a moça... a moça nunca mais a vi. Só passados anos é que percebi que devia ter confiado no bar man.

    Moral: Muda de profissão.

    quinta-feira, 2 de julho de 2009

    Carlos

    Carlos, esse nome tirano. Tudo de pode dizer sobre este nome. A história fala sobre este nome como sendo o mais tirano, o mais profano e o que é sinonimo do mal. Senão vejamos:

    António Carlos Oliveira Salazar
    Adolf Karl Hitler
    Karl Marx
    Josef Karl Satalin
    Estaline Carlos
    Aníbal Carlos Cavaco Silva
    Carlos Gengis Khan
    Pol Pot de Carlos
    Carlos Castro
    Bin Karlin Laden
    Carlos Filipe Fidel Castro
    Jorge Carlos W. Bush
    Carlos Filipe Fidel Castro
    Carlos Cruz
    Carlos Jorge Bush
    João Carlos Paulo II
    Karlus Vlad III the Impaler
    Henry Kamen Karl
    Karl Heinrich Himmler
    Pedro Carlos Alonso Lopez
    Charles Henry Lee Lucas
    Tomás Carlos de Torquemada

    estes e muitos outros em que o nome concomitante Carlos foi abafado por ser maléfico.


    Um dia falarei sobre o nome: Jorge.

    Aviso à circulação

    Estou fora de circulação. É só o que tenho a dizer... Nada mais!

    sexta-feira, 12 de junho de 2009

    Era uma vez...

    Era uma vez um homem…

    - Ah, vá lá, consegues ser mais original que isso!
    - Já te disse que não te quero aqui!
    - Mas...
    - Nem mas, nem mais meio mas! Não te quero aqui! Já disse!
    - Mas...
    - Mas outra vez?
    - Estou triste e vou-me embora.
    - Fiquei agora cheio de pena de ti... Oh, coitadinho!
    - Adeus!
    - Baza!

    Era uma vez um homem que vivia a sua vida duma forma silenciosa. Tinha poucos amigos...

    - Vá lá, deixa lá...
    - Ainda ai estás?!
    - Não quero que fiques chateado comigo, só quero que tudo corra bem, nada mais.
    - Vais, ou não vais?
    - Agora que perguntas, digo-te: não vou!
    - Então está bem.
    Era uma vez um homem que me chateava tanto a cabeça...
    - Pronto, eu vou.
    - Tens medo que eu possa dizer de ti, é isso?
    - Não! Eu não tenho medo de nada!
    - Muito bem.

    Era uma vez um homem que me chateava tanto a cabeça e tive...

    - Pára! Não digas mais. Eu vou... triste e pesaroso, mas vou.
    - Sim, vai e vê se não voltas. Ficaria por demais feliz.
    - Eu, logo eu, que tanto fiz por ti. Não entendo.
    - Claro...

    Era uma vez um homem que me chateava tanto a cabeça, mas tanto que tive de seguir com a minha modesta vida, e honesta e sem ter de recorrer a estratagemas mirabolantes, sem ter de recorrer a mentiras sagazes, queria ser eu pela primeira vez. Assim fiz...

    - Não estou a perceber onde queres chegar...
    - Eu não acredito! TU ainda aqui??!! Podes ir embora, por favor?
    - Oh! Não queria incomodar a tua genialidade. Desculpa, sim, desculpa-me, peço-te desculpa, não foi por mal, sim?
    - Pára! Chateias-me!
    - Eu vou, sim, eu vou e... bem, vou-me e pronto.
    - Finalmente! Já era sem tempo!

    Assim fiz. Pus-me no caminho da minha consciência, enveredei por caminhos mais simples e menos tortuosos, ou seja, passei a comer mais peixe e a por menos sal na comida. Tem sido...

    - Mas o que uma coisa tem a ver com a outra?
    - TU?
    - Desculpa... sim, eu tinha prometido, mas sabes que eu não suporto ver-te a arruinar um texto desta forma... Fico pensativo e julgo que está a falar de outras pessoas que conheci.

    E mais uma vez…era uma vez um homem, que já nem sei se era mesmo mas que era chato. Entrei nos meus pensamentos estapafurdiamente incógnitos e de repente vi…

    -Ah! Desculpa interromper, mas tu não viste…foste visto!
    -OUTRA VEZ? Parece-me que é hoje que vou ter de desencantar de mim um sentimento de revolta quiçá atroz para com a tua pessoa.
    -Bah! Sim…já sei… vou embora! Tenho pena em ver-te a afundar num estado de tortura literária.

    Vi que poderia ser uma pessoa diferente, sorrir mais, fazer exercício físico e de vez em quando ir ao parque ver as pombas defecarem nas estátuas imóveis até ficarem de cor esverdeadamente branca.

    -Psstt! Mas isso é uma cor nova?
    -Eu não volto a falar de modos modestos contigo.
    -Logo eu que sou tão teu amigo, ouve-me por favor!
    -Amigo? Tu?
    -Claro!
    -A sério, não entres por esses caminhos sem saída. Já falamos sobre isto à umas linhas atrás, recordas-te?
    -Esquece o passado!
    -Mas ESTÁS PARVO?
    -Mas…
    -BAZA, SOME-TE, ESFUMA-TE!
    -Como queiras…mas…
    -Ssshhhhiuu!
    -Mas…
    -Cala-te!

    Seriam essas novas atitudes que me fariam recuar e ponderar o que fiz anteriormente. A busca pela nova pessoa que queria ser, e sabia que por fim iria encontrar-me. Um calafrio percorreu-me a espinha…sim! Era eu! Tanto que me quis encontrar. Mas porque estarei eu metido dentro de uma escorregadia e perfumada caneca vitrificada que me espeta os olhos de tanto ardor? Ah…descobri que…

    -Eu não disse? Eu avisei!
    -Vais morrer!
    -Morte natural ou provocada? É que estou cheio de medo!
    -Desaparece de vez! Olha que não respondo por mim! E dizes-te meu amigo..pois sim!
    -Tem calma, sim? Só vim buscar os meus chinelos de quarto.
    -Leva tudo e desaparece!
    -Já estou a ir…mas…estou mortinho para ver onde te vais meter com os teus…
    -Com os meus quê? DIZ! FALA!
    -AH! É melhor não. Não quero estragar a surpresa.
    -Cobarde!
    -É, É! Chama-lhe nomes!
    -DESAPARECE JÁ!

    Descobri que podia ser feliz e a redoma que me envolvia, protegia-me de intempéries, picos, espinhos, lavagantes e da crescente vaga de crimes inidóneos. Sabia e soube sempre que a minha vida teria de ser mantida fora desta vitrina que me isola, mas não queria estar exposto...

    - Oh! Que fofo... Tenho quase pena de ti... Coitadinho.
    - Bem, bem! Tu queres ver que te vou aos fagotes?!
    - Não te enerves, que faz rugas!
    - Estás a gozar?
    - Não, estou a ri-me de algo que li ontem em casa dum amigo.
    - Já tens os chinelos? Podes agora ir?
    - Já. Vou-me deitar. Vens?
    - Que pergunta! Claro que não!
    - Anda lá...
    - Cala-te, já disse! E vai-te!

    Não queria ficar exposto a tentações externas, a mal feitores maliciosos, que prevaricam a minha mente vazia de engarrafamento, não conspurcada pelo assaz assombro de estar sempre a dizer mentiras, ou, muito simplesmente, só porque não tenho dinheiro. Assim, tal como noutros dias em que me tornei forte, livre de preconceito e libertei-me.
    Para além de ter saído do frasco, vitrina da vida, livrei-me da minha irritante consciência e zarpei a todo o gás pela auto-estrada da vida a sós. Tentei embevecer-me e concentrar-me no que tinha dito à momentos. Talvez numa tentativa errática de querer deambular por esse caminhos obscuros, tenebrosos, tortuosos, complexos e ansiosos por novas descobertas.
    Sai. Cá fora está bem mais frio. Devia ter trazido um agasalho. Palmilho tudo com cuidado extremoso. Tudo me é muito desconhecido, tudo me é estranho, nem sei bem por onde começar. Tendo um objectivo em mente: tomar uma bebida forte, sem ser preciso pedir.
    Tal como estava, fui. Pedi as chaves de casa a um estranho. Com relutância cedeu-mas. Ainda lhe perguntei as horas, mas achou que eu estava a abusar e bateu-me com força no rabo. Gostei.


    - OK! Já chega! Estás a ir por caminhos que eu conheço. Estás a querer dizer algo que não tenhas coragem de dizer cara a cara?
    - Se voltas a aparecer aqui, eu faço-te em picado! Te garanto!
    - Eu até gosto de empadão...
    - Tu...!
    - Estou a ir, estou a ir... Ai, não se pode brincar, que susceptível!
    - É agora que te vou matar! Anda cá! Ah! Agora foges! Ai se te apanho desfaço-te!

    Entrei numa sala escura que tinha uma luz ao fundo, portanto era uma sala semi iluminada…ou não? Ai que dilema da vida! Penso nisso depois. Algo me incomodava a parte traseira e não sei bem explicar o que era. Fiquei farto daquela sala, era semi escura e não gostei do papel de parede. Desci. Apeteceu-me de repente ir andar naqueles autocarros de turistas com capota descoberta (não sei explicar lá muito bem o nome técnico). Subi. Consegui ver o horizonte. Era belo e bastante extenso visto a partir dos intervalos dos prédios. Aahhh…que perspectiva! Parou. Desci. Continuei a caminhar e deparei-me em frente de uma lavandaria. Decidi livrar-me da minha sombra. Faz-me mais gordo dependendo da posição do sol. Deixei-a a porta da lavandaria para uma lavagem a seco ou manual, conforme as senhoras desejarem porque a sombra não é esquisita. Pode ser que depois volte a querer usá-la.

    -AAAHHHH! Palmas…não…a sério…palmas. Finalmente admites!
    -Admito o quê?
    -Que te sentes sujo!
    -Olha, estás bem?
    -Perfeito!
    -Não parece.
    -Mas admites ou não?
    -Admito o quê?
    -O que disse antes.
    -Oh!
    -Quem cala, consente!
    -Mas eu não disse nada.
    -Exacto!
    -Vai-te embora…por favor. Deixas-me exausto!
    -Por isso é que dizes a verdade. Acho que sendo assim fico!
    -Não ias dormir, deitar a cabeça na almofada, ir para a terra dos sonhos e tal?
    -E perder este maravilhoso espectáculo? Não me parece.
    -Só sossegas quando me vires em ponto de rebuçado não é?
    -Depende…
    -De quê?
    -Explodes é?
    -Não…
    -Então?
    -Dou-te um murro e ficas com os dentes colados…que tal?
    -Ah bom! Não precisas dizer mais nada.
    -Então vais embora suponho!
    -Vou…mas volto já para buscar a lâmina da barba.

    Na praça contígua, encontrei uma estátua. Era duma mulher nua. Fiquei excitado, mas depois de ver a parte de trás da estátua perdi a excitação. Pensei de novo na casa onde tinha estado e subi de novo para o autocarro (Ah! Lembrei-me no nome: Hop On Hop Off. Eu sabia que ia acabar por me lembrar.) e saí na última paragem, pois já não me lembrava onde tinha subido, quando sai da casa do estranho. Entretanto como tinha travado conhecimento com uma estrangeira no autocarro, cedi-lhe as chaves da casa e disse-lhe que a casa ficava na cidade. Ao que ela ficou muito agradada. Sei que iria dar com a casa por certo, pois numa cidade como estas, onde vivem cerca de 3 milhões de pessoas e há duas a três casas por pessoa, seria de facto uma tarefa fácil. Senti-me aliviado e feliz.
    A fome apoderou-se de mim e conhecia um restaurante muito bom na zona. Dirigi-me para lá. Era perto da casa do desconhecido. Engraçado, agora tinha reparado que já sabia onde era a casa e vi as chaves da casa do dito desconhecido, no chão. Fiquei triste, pois sentia-me sem rumo e sem sentido. A estrangeira tinha recusado a minha, nossa, hospitalidade. Mas de qualquer forma, peguei nas chaves e dei a um mendigo, que prontamente mas devolveu a dizer que não aceitava. Eu não sabia o que fazer com a porcaria das chaves...


    - Ainda as tens?
    - Desculpa?
    - Se ainda tens as chaves?
    - Oh meu grande anormal! Isto é uma história e é tudo inventado. Não consegues entender isso?
    - És cruel...
    - Bem, vejamos. Estás a ver esta faca?
    - Não estou a entender...
    - Não? Parece-me bem que sim.
    - Não estou, a sério que não estou. Estás a deixar-me preocupado.
    - Ah! Agora estás preocupado! Sim, sim, entendo. Pois meu caro amigo, eu avisei e agora não há ponto de retorno.
    - Mas... e a nossa amizade? E nós? Não! Não faças isso... Eu vou-me embora, sim, eu vou. Pára! Arghhhh.
    - Hum... que giro, estou a sentir uma faca a espetar-me na barriga.
    - Arghhhh... claro… Arghhhh... é normal, eu sou só a tua consciência, logo eu sou o teu corpo... Arghhhh...
    - Hã? Não estou a entender... és o quê? A minha consciência? Ahahah! E queres que eu acredite nisso? Isso é truque meu amigo. Bolas, que está a doer um pouco... Que estranho…
    - Pára! Tu vais morrer assim... Arghhhh...
    - Eu? Espera, deixa ver uma coisa. Acho que tens razão... esta é a minha barriga, esta é a minha mão e nela uma faca que penetra vagarosamente dentro do meu corpo. Oops! Isto não é nada bom...
    - Eu nunca pensei... Arghhhh... que fosses tão estúpido! Bolas! Ainda bem que vou-te abandonar. Que és tão parvo! Bem… Arghhhh... tenho de ir. Adeus.
    - Mas... mas... e... eu... Arghhhhhhhhhhhhh.


    Texto conjunto
    Autores:
    J - PERFEITAMENTE IMPERFEITAS
    Forass - Formiga Assassina

    terça-feira, 9 de junho de 2009

    Who is who

    - Ergue-te e anda! - Disse o Senhor de roupas flácidas.
    - E eu? - Pergunto ao mesmo Senhor.
    E ele do alto do seu metro e oitenta e oito centímetros, diz com voz calma de quem está com a moca:
    - Vais ter a tua hora.
    Ainda hoje estou à espera. Será que demora muito?

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    - O Sr. desculpe, tem horas que me diga?
    - Tenho sim.
    - Não se importa de me dizer então as horas?
    - Depende.
    - Desculpe?
    - Sim, depende.
    - Do quê?
    - Da sua posição.
    - Como assim?
    - Da sua posição na terra.
    - É temporária.
    - Então são 7 horas.
    - Muito obrigado.

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    Um dia ia a passar pela rua da minha prima e vi a igreja lá do bairro. Nunca tinha lá entrado e porque eu adoro igrejas, entrei. Pelo som, não estava ninguém lá dentro. Quer dizer, estava, mas já não estava cá, neste vida, imunda, a terrena. Então, como por milagre, apareceu-me um Sr.. Achei aquilo um pouco estranho, pois o Sr. estava vestido de vermelho. Ainda lhe perguntei o que estava ali a fazer, mas ele não me deu tempo de dizer o que quer que fosse e levou-me para dentro. As portas fecharam-se e até hoje não compreendo o que me aconteceu, mas sei que passei a ter muito mais sucesso com as mulheres.

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    Antes de deitar fiz as minhas habituais preces. Rezei a Santos, Santas e a Deus. Não pedi nada, só tentei que me ouvissem. No outro dia percebi que me tinham ouvido. Quando sai de casa, tinham-me rebocado o carro. Pensei: “Sim, obrigados a todos, por não poluir mais este planeta que tanto trabalho vos deu a criar e manter!”

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    - Senhor?
    - Sim?
    - Diga-me uma coisa.
    - Diz meu filho.
    - Quem vos haveis feito?
    - O Pai todo poderoso.
    - Sim. E diga-me mais.
    - Sim meu filho, perguntai o que quiserdes.
    - Sim. Quem é aquele Sr. que vai lá a casa todos os dias e que não é o meu pai?
    - É o homem do leite.
    - Como sabeis?
    - Er... Pois meu filho, há coisas nem eu sei explicar...
    - Obrigado...

    - Senhor? Ainda aí estais?
    - Sim meu filho, estou. Queres perguntar mais alguma coisa?
    - Sim, queria.
    - Diz então meu filho. Sou todo ouvidos.
    - Diga-me por favor uma coisa. Porque há igrejas que se desmoronam? Será que foi porque houve um acto profano lá dentro? Poderá ser a ira de Deus? Ou será que os tolos dos arquitectos e engenheiros não são religiosos e fazem as coisas mal?
    - Er...
    - Não responda, eu sei que vai dizer: “Pois meu filho, há coisas nem eu sei explicar...” Já percebi, já percebi... coitadinhos deles...

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    - Boa noite Sr. condutor.
    - Voa noiteee... está bonzinho? Bons olhos o vejam... – Diz bastante alcoolizado.
    - O Sr. bebeu?!
    - Sim, Xôr Guarda... bebi. Bebi o sangue de Cristo e estou muito bem, sinto-me purificado.
    - O Sr. está é alcoolizado!
    - Bolas Maria! É preciso ter azar, apanhamos um policia ateu...

    Um passarinho

    Um passarinho, pequeno, tão indefeso, assolou-se ao beiral da minha janela. Vinha aos pulos, aos saltinhos, cantava, chilreava, parecia tão contente e alegre, que mesmo o fresco da manhã, parecia não o incomodar. Olhava para dentro do quarto. Eu, que dormitava, olhei a janela. Vi-o e ele viu-me. Senti o seu chamar. Levantei-me, dirigi-me, pé ante pé, para não o assustar. Como que por magia, ouvi a sua voz, doce e melódica. Dizia:
    - Sabes meu amigo, estou muito contente hoje! - com um tom de voz que não conseguia abafar a sua felicidade. Eu respondi, um pouco atordoado:
    - Olá meu querido amigo, passarinho... Vejo que sim, que estas muito contente. E diz-me, a que se deve tamanha felicidade?
    - Hoje é o dia mais importante da minha vida! - disse ainda mais feliz!
    - Então porquê? - perguntei curioso.
    - Nasceram os meus filhos! Todos! São os primeiros de toda a minha vida! Estou tão feliz meu amigo! - disse-o ainda mais feliz!
    - Oh... Mas que boa noticia! Isso é fabuloso! - partilhando a sua radiante felicidade, fazendo os meus olhos brilhar.
    - É verdade, estou mais feliz, mais do que alguma vez tive! É tão bom! E sabes meu amigo, sabes porque estou aqui?
    - Não... - respondi pensativo.
    - Porque é graças a ti, ao teu amor, ao amor que sentes e recebes da tua mulher e dos teus filhos, que me deram ânimo e força para conseguir tudo o que tenho hoje. - disse-o com uma pequena lágrima no olho.
    Eu fiquei sem saber o que dizer, não estava a acreditar, parecia um sonho e ao mesmo tempo, algo muito real. Mas como podia ser? A Maria e o Manuel ainda não estavam comigo, como podia ser. Nisto, voltei-me para trás e olhei o meu leito. Lá estava, a minha amada, deitada, em paz, em sossego, doce e bela. Sorri. Olhei para a janela e o passarinho fez-me sinal para continuar e ir ao quarto.
    Via-se o quarto, ao fundo. Olhei de novo para a janela e ele dizia:
    - Vai, vai ver.
    Com passos pequenos mas firmes, dirigi-me para o outro quarto. Quando entrei, não evitei as lágrimas correrem pela minha face. Duas camas, uma ao lado da outra estavam alinhadas e em cada uma delas, uma criança. Numa o meu querido Manuel, que acarinho como meu filho e na outra, um rapaz, o nosso filho. Não queria acreditar, tudo parecia um sonho, mas não podia ser, tudo era real, tão real! Voltei ao quarto, olhei a minha amada, cheguei-me perto dela, olhei e por breves momentos senti tudo, senti que sabia o que era o amor, sentia todo o amor de todos os quantos a amam e o quanto os amo, em uníssono! Uma força tremenda invadiu o meu peito. Sorri, fiz uma carícia na minha Maria, ela devolveu um sorriso. Fui ao quarto, fiz uma carícia a cada um deles e voltei para junto da janela. O passarinho já tinha ido. Ainda olhei em volta, mas em vão. Apoderou-se em mim um tal estado de paz, que voltei à cama e dormi. Sorri, beijei a minha amada e disse: Até já!
    Passado algumas horas acordei, olhei para o meu lado, lá estava, a cama vazia, levantei-me assustado e o outro quarto vazio. Voltei ao meu com uma tristeza inconsolável. Olhei a janela e no beiral, estava um passarinho. Não se mexia, estava ali, parado. Olhava a rua. Voltou-se na minha direcção, olhou-me, arrancou uma pena, deixou-a no beiral e voou. Abri a janela, peguei na pena, encostei-a ao meu peito e disse: Sim, vamos sim!

    segunda-feira, 8 de junho de 2009

    O vento

    Vento, sol e mar,
    não há igual este amar,
    sem assas voamos,
    sem enganos carinhos trocamos,
    amamos,
    os dois, depois e agora,
    um minuto numa hora,
    tudo se sente,
    no futuro e no presente,
    sentimento puro,
    já é escuro e o dia finda,
    sem que se sinta,
    fica a doçura,
    sem amargura, nua,
    despida de perversão,
    com muita emoção,
    que exalta o coração
    e ao toque da mão,
    há a palavra muda,
    que nunca muda,
    e ecoa, sempre boa,
    amo-te,
    sem pranto,
    mas sim com um sorriso
    nos lábios.

    Ultimos remorsos antes do esquecimento

    Photobucket


    Quero agradecer a:

    À Ana Isabel Augusto por ter deixado participar nesta experiência única. Os mais sinceros parabéns pelo trabalho excelente que fez. Agora sei o quão complicado é fazer o que faz...
    Aos actores, num todo, que participaram na peça, pela forma carinhosa como me acolheram e que me deram força e me ajudaram. Parabéns também pela sua performance. Excelente!
    Aos elementos que fizeram parte duma forma ou de outra na peça: musica, imagem e som.
    Às pessoas amigas e familiares que foram ver a peça.
    A uma pessoa muito especial que por origem do destino, não pode ver a peça, mas que esteve sempre presente.

    A todas estas pessoas, o meu MUITO OBRIGADO!!!

    ---------------------------------------------------------------------------------

    Quanto aos outros.... pois... não vou comentar. Para eles, duas frases da peça: “Não ousaria.” e “Não vou ser eu a dizer o contrário...”

    Muitos beijos e abraços!

    Que venha a próxima!

    sábado, 6 de junho de 2009

    Mais um... Sim, UM QUESTIONÁRIO!

    Como eu adoro questionários! AHAHA AHAHA AHAHA AHAHA AHAHA!!!! (já chega)

    Sente-se uma pessoa idiota? Aqui vão um conjunto de questões que irão avaliar a sua dose de idiotice.

    Q 1:
    Quanto andam de Táxi, qual a primeira frase, ou palavra que dizem?
    1- Fazem referência à hora do dia ou da noite mas ao contrário?
    2- Mentem?
    3- Seguram-se com força ao puxador da porta e dizem: siga aquela barata?
    4- Abrem a berguilha e perguntão ao vosso sexo para onde quer ir?
    5- Não dizem nada?

    Q 2:
    Numa situação aflitiva (tipo: “paniquei”) o que fazem?
    1- Adormecem?
    2- Fogem e dizem aos gritos: “cuidado com as carteiras de plástico!”?
    3- Deitam-se no chão e dizem a todos que passam: Wellcome ?
    4- Vão a passo e ainda param para pedir um cigarro?
    5- Não dizem nada de jeito?

    Q 3:
    Sempre que saem de casa o que fazem?
    1- Entram de novo porque estão nus e esqueceram-se do fogão ligado?
    2- Saltam 4 vezes e cantam o hino da alegria em Ré?
    3- Colocam-se em posição de corrida de fundo e após alguns segundos saem em passo de marcha salpicando com cuspo o caminho que percorrem?
    4- Saem normalmente mas sem qualquer tipo de orientação?
    5- Não saem sem primeiro não dizer nada?

    Q 4:
    Se forem abordados por alguém na rua o que respondem, a qualquer que seja a abordagem?
    1- Ignoram o facto, olham para ar, apontando e dizendo: “Olhe, uma gaivota morta.”?
    2- Olham nos olhos da outra pessoa e rodam a cabeça como faz um cão?
    3- Começam a falar da ultima situação de viveram no sub mundo da erva?
    4- Respondem, mas em Húngaro?
    5- Não dizem nada que seja credível?

    Q 5:
    Quando passeiam com o(a) vosso(a) amado(a), como o fazem?
    1- Dão as mãos por trás das costas, mas de tal forma entrelaçado e complicado de andar nessa forma, que têm de ir ao hospital para resolver o problema de pulsos?
    2- De cabeça junta, mas sem que o corpo de toque?
    3- A agarrar nos cabelos um do outro e quando dirigem a palavra um outro na presença de estranhos, insultam-se como se não houvesse amanhã?
    4- Com a total e absoluta normalidade, de mão dada, etc, etc... mas quando passam por alguém, dirigem-se um ou outro em Finlandês do bairro?
    5- Não dizem nada, mesmo nada, simplesmente nada, pois estão com a boca cheia?


    O resultado é fácil. Somam os pontos das respostas e depois enviam para aqui: www.dgs.pt


    Terão resposta nos próximos 2 anos e meio, com sorte...

    sexta-feira, 5 de junho de 2009

    Manual - Drogaria

    Procedimentos interessantes e muito úteis quando visitar uma drogaria e quiçá sair ileso.

    - Usando o próprio nome, entre no espaço e pergunte se vendem Black Bombain. Se notar que não sabem o que é, faça de conta que ia comprar um prego de ½ polegada. Se não tiver, vá-se embora a resmungar que o empregado(a) era simpático.
    - Fazendo-se passar por outra pessoa qualquer, entre e saia, repetindo esta acção até lhe perguntarem se está tudo bem. Se for abordado dessa forma, diga que sim, mas não queria incomodar. Se não for abordado, repita a acção, mas desta vez profira cânticos Celtas.
    - Fique à porta e pegando em qualquer objecto profira estas palavras: Oh Evaristo! Ön itt van ez?
    - Faça-se passar pela sua mãe, entre, aproxime-se de qualquer cliente, faça o gesto com a mão fingindo uma arma de fogo, encoste nas costas dessa pessoa e diga com voz de trovão: Tem uma camisola muito bonita!
    - Fazendo de conta que é vossa excelência, entre a correr. Chegue perto do balcão, toque no balcão e diga: O seu nome um, dois, três salva todos!
    - Não entre.
    - Vestido duma forma palhaça, entre, espere junto do balcão. Quando alguém chegar ao pé de si, fale antes da pessoa e diga que o conhece, só não se lembra é de onde. Depois peça meio litro e electricidade em pó e comece-se a rir como se lhe tivessem contado uma anedota. Vai ver uma reacção muito desagradável por parte da pessoa que o está a servir. Não ligue e depois diga que estava a brincar. De seguida peça um pouco de chocolate em pó e ai atire-se para o chão a rir. Se não for posto na rua, repita a acção até que o façam.
    - Antes de entrar no estabelecimento, verifique se é uma drogaria, só depois é que pode entrar. Faça-o sempre sozinho, para evitar ser perseguido pela injúria.
    - Procure uma drogaria num bairro pobre e depois não entre. Diga que vai chamar a polícia, em voz alta. Depois chame drogados às pessoas que estão dentro do local, de seu nome: drogaria.
    - Com uns sapatos de número inferior ao que calça, entre e peça os seguintes itens:
    * Um litro de tachas em plástico
    * Uma dúzia de parafusos de ¼ de polegada tipo rebuçado
    * 13 metros de corrente de papel do tipo 12 gramas
    * Uns quantos puxadores de roupeiro sejam lá quais forem
    * Uma sanita
    * Um reposteiro barato
    * 2 metros e meio de fio condutor de água castanha (importante ser castanha)
    * Um martelo para pregos rombos
    * Um chuveiro.
    Caso não lhe forneçam estes itens, peça o livro de reclamações. Se fornecerem, ou pelo menos esboçarem tentativa em lhe satisfazerem os pedidos, vá á rua e certifique-se onde está.


    Boas compras e faça um seguro de vida.

    quinta-feira, 4 de junho de 2009

    Submundo da erva

    Estas e outras teorias avanças em largos anfiteatros situados em grandes escarpas voltadas para o mar do interior do pais profundo, onde a miséria supera a vida mundana da civilização agitada pelo constante emergir de ideias puras, sinceras, usadas em discursos cheios de garbosidade, semelhante a textos eruditos, ou fanáticos, que nada dizem e tudo querem dizer, mesmo que tapem os poros inchados pelo suor que escorre pela nuca.

    São estas as palavras que ouvimos frequentemente. São estas as palavras que ouvimos frequentemente. Repito. São estas as palavras que ouvimos frequentemente. Mas não quero com isto dizer que sejam faladas, podem muito bem ser cantadas, ou ditas em silêncio, ou mesmo em estrangeiro.

    Salta à vista. Não se pode esconder, há pessoas que justificam a sua maneira de estar, com elevados pensamentos profundos. Estas são as pessoas que eu falo. São estas as pessoas que fazem o que se pode ser dito como: pessoas.
    Em tudo são pessoas, mas em nada seres intelectuais afirmados, tendo uma falta de sentido de oportunidade cinematográfico constante. Estão sempre onde não é preciso, discursando de tudo e para todos, não havendo limite para a sua globalidade. São dotados de um espírito miraculoso, fazendo de tudo para parecerem ser acérrimos defensores das suas ideias.

    Se bem que tudo se poderia dizer do que se fala num plenário boçal. Não vou reforçar a ideia de estar incluído em vários exercícios de estilo em tudo ultrapassáveis pela incessante vontade de estar presente em todos os sítios, não sabendo que o está. Há uma necessidade ultra superlativa de nos excedermos em vários dias, noites e mesmo tardes, sem nunca estar cansados. Esta necessidade é bivalente. Tanto pode ser vulgar, como pode ser subjugada.
    Por exemplo: “num rico dia de sol, numa Primavera marcada pelo desabrochar da vida, marcada pela criação, pelo vento e sementes lançadas ao vento, numa cantiga embalada pelo suave sol que resplende por entre as nuvens, farrapos de branco, que vestem e despem o céu.”
    São estes os literários que nos aguçam as entranhas e dão vida à morte e morte à vida.





    Leiam com atenção e descubram a palavra escondida. É um bom desafio. Não é uma ideia horrível, mas bem pensada.

    quarta-feira, 27 de maio de 2009

    As história loucas do Sr... Hum... não me lembro

    Acordei de manhã com a impressão que me tinha esquecido de algo ontem à noite.

    Ontem, depois de ter chegado a casa e ter despejado meio litro de água gelada nos pés, por incharem a olhos vistos, dei por mim a pensar: “Não sei bem porque será... mas julgo que o cão tem algo a ver com esse facto.”
    Talvez eu tivesse sido deliberadamente inconsciente ao ponto de julgar que um cão de 60kgs poderia ser bom como pisa papeis, ou até mesmo como tapete de entrada, mas de facto o que se passa, é que não pode, não deve, não será nunca e nunca poderá ser, um desses itens.
    Será por demais óbvio referir que tem sido complicado entrar em casa, sem que o porreiro e fiel Albertino (o meu cão, amigo do meu vizinho e não meu), me dê umas estonteantes dentadas cada vez que penetro vagarosamente na minha propriedade, comprada com muito amor, carinho, suor e vários hectares de papel de parede, com bandeiras de todo o mundo.
    O Sr. Alber, como lhe chamo com o maior dos carinhos, trata-se dum caniche disforme, que por engano, no dia das primeiras vacinas, as mesmas, não obstante o facto de terem sido trocadas, fosse injectado com cortisona enriquecida.
    Foi um descalabro. Desde esse dia que o pobre Sr. Aber se queixa da falta de sexo, quer por ser tão obeso, como também e por outro facto qualquer que não consigo descortinar. Foram tentadas todo o tipo de mesinhas e outras coisas tais, como medicamentos, operações ao ventre e enchimento das fossas nasais. Tudo, foi tentado absolutamente tudo, mas nada o pôde salvar duma vida afável, tenebrosa, inchada, pouco vibrante, flamejante e errática. Passa os dias deitado no tapete da entrada e rosna a qualquer mosca maior que um percevejo. Tendo em conta a sua condição, estando portanto nesta situação, eu, o honroso proprietário da estática casa, todos os dias, quando nela penetro, sem excepção, piso-lhe o focinho. Não será por demais referir que este facto é um dado adquirido, o pobre Sr. Aber, no meio de tanta energia acumulada, despeja dum só golpe, toda a fúria e morde-me ambos os pés, antes que eu possa dizer: “São Viriato era Santo e chato.”
    Daí os meus pés incharem desmesuradamente, até ao ponto de ficarem mesmo inchados. Digamos que numa escala de 0 a 10, ficavam inchados. Em virtude de tais acontecimentos e porque a frequência dos acontecimentos serem tão obstipantes, torna o acto de defecar ultra mega hiper complicado, mesmo atingindo valores inatingíveis, sendo esta acção há muito tempo notada, mesmo há muito tempo, não exageremos, há mesmo muitos anos, talvez, antes da criação.
    Um passo é equivalente um passo de jibóia, imaginando esta, com longas pernas vibrantes, grossas e telhudas. Não se moviam, sendo os pés dois blocos de cimento armado, não armado, de arma, mas sim de armado, concreto. - É sempre espinhoso descingir estes pequenos nós de gramática corrente, ou vulgo: corriqueiro. – Se bem que após dois ou três segundos tudo voltava ao normal, podendo assim fazer a minha vida normal sem constrangimentos ou restrições.
    Por volta das 23 horas, chega a minha mulher, alegre prostituta, que ganha a vida da melhor forma que pode, sendo detentora de uns viçosos 134 centímetros. Vinha sempre escavacada e também com problemas nos pés, mas neste caso não por causa do Sr. Abertino, vulgo, como já anteriormente tinha referido, Sr. Aber. Lembra-se sempre do diabólico canídeo e penetra em casa pelas portas dos fundos, algo a que nunca me habituara, por ser demasiado mandrião. A esposa, mal entra em casa, tal como eu, tenta dar passos equivalentes... etc, etc... mas sempre os blocos de cimento... etc, etc... só com uma ligeira alteração, não vai defecar mas sim urinar, dando gritos que se ouvem em profundidade e não em altura. As dores são lancinantes, mesmo dolorosas, provocando uma cadeia de acontecimentos não registados, por serem tão sonoros. Pobre esposa, tem sempre o mesmo ritual: litros e litros de pomada anti-fungo, mais outros tantos anti-o-quer-que-fosse e por fim, mais um líquido com bastante álcool para botar pela goela a baixo, com a finalidade de esquecer que existe.
    Dorme. A meio da noite, salta em cima de mim para ver se esta tudo em condições. Eu não me importo, sempre fui muito amigo dela e compreendo-a muito bem, mesmo quando me pegou uma doença mortal. Não morri por um triz, aliás, hoje em dia nem sei bem se já não morri, mas sei que o meu pénis nunca mais foi o mesmo, sendo agora bem mais grosso e ultrajante.

    Nessa noite, como que por obra de Deus, algo aconteceu. A esposa não me saltou em cima. Estranhei e dormi. No outro dia quando me levantei para fazer rigorosamente nada, vi que A esposa estava desfalecida, quase moribunda, retesada, ou seja, morta. Não consegui conter um desabafo, logo seguido dum bafo da boca, que mal se podia inalar, no entanto tudo fiz para não sorrir, pois A esposa estava de boca aberta com o pénis do Sr. Aber na boca.

    Os médicos dizem que morreu de morte natural. Eu não achei e pus o Sr. Aber em tribunal. Perdi por falta de provas. O facto é que o pobre Sr. Aber a partir desse dia emagreceu a olhos vistos. A esposa faleceu-me no leito do amor e eu... bem, eu, sou agora um vendedor de sanitários muito reconhecido. “O meu maravilhoso pénis!” É o slogan. Tenho vendido muitas sanitas da mais alta qualidade e gabarito. As gentes não sabem o quão alguma vez poderiam pensar em usufruir, mas sempre com uma ideia em mente: Se há cão, é sanita!

    Como dizia eu no início: Acordei de manhã com a impressão que me tinha esquecido de algo ontem à noite.
    E esqueci, esqueci-me do que ia a dizer...

    Boa sorte e boa vida! Já dizia a Maria!

    segunda-feira, 25 de maio de 2009

    E agora...

    E agora… Perguntas e respostas à moda da Maria.

    Pergunta: Olá Maria! O meu nome é Aldino (nome fictício, que por acaso é um nome bem bonito). Dia de fazer contas à vida. Tenho 67 anos e sou um dos mais velhos da minha Paróquia. A minha mulher, que tem menos 10 anos que eu, deixou-me ontem. O que devo fazer?

    Resposta: Meu caro Sr. Aldino (bem bonito por sinal), está na hora de seguir o chamamento da sua vida espiritual. Dar o passo em frente, Deus precisa de pessoas como o Sr. Aldino. Deixe a vida terrena, o sexo à bruta, os prazeres da carne e dedique o resto da vida à Causa. A sua mulher está ainda em idade de ser muito feliz e o Sr. nada pode fazer senão olhar para ela e abençoa-la no seu caminho de vida terrena, de vida lasciva. Enquanto o Sr. Aldino será muito mais feliz sem a sua companheira, pois estará junto ao Todo Poderoso e assim poderá dedicar a sua vida a quem precisa mesmo de si, do seu amor, do seu carinho e compreensão. Não pense duas vezes, vá já hoje falar com o seu Padre e conte-lhe os seus intentos. Boa sorte e boa vida.

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    Pergunta: Olá Maria! O meu nome é Justino (ao contrário de muitos, este é o meu nome verdadeiro, não tenho medo de assumir nada), tenho 35 anos e dou muitos flatos quando estou a fazer amor com a minha companheira. O que devo fazer?

    Resposta: Caro Sr. Joaquim (há que assumir os nossos erros), deve não contar esse facto a muita gente e operar a sua mulher. Há operações que resolvem esse problema, mas depois terá uma dificuldade, que é, a sua esposa deixa de puder cheirar o quer que seja. No entanto, pode também e porque este espaço é para todos nós os que precisamos de ajuda, deverá contactar o seu Médico, ou Farmacêutico e perguntar como deve proceder para que os flatos não sejam mal cheirosos. Claro está que também pode deixar de comer. Como vê, há muitas hipóteses. Boa sorte e boa vida.

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    Pergunta: Olá Maria! Não vou dizer o meu nome, pois é muito ridículo, mas pode-me chamar por Y. Sou um homem de 44 anos, alto, demasiado alto, que por ser tão alto, não tenho companheira. O que devo fazer?

    Respota: Caro Sr. Y, não tem problema dar o seu nome, mas suspeito que seja Ygor. Acertei? Fico feliz por isso. De qualquer forma, ser alto não é um problema, pois há homens muito mais altos que o Sr. Y, que não precisam de companheira. Há quanto tempo não usa as suas mãos para se satisfazer? Há hoje em dia luvas especiais que simulam o calor do interior duma vagina e com variados níveis de calor, como de lubrificação. Estas luvas têm servido bastante homens que, ou por serem muito feios, ou por ter algum tipo de deformação genética: pénis gigantes, pénis minúsculos, pénis demasiado largos, etc, etc... A ciência está muito evoluída e serve os seus intentos. Pode também cortar partes do seu fémur, mas é mais doloroso e moroso. Imagino também que não será a beleza em pessoa, assim sendo, seria uma desperdício de tempo. Boa sorte e boa vida.

    terça-feira, 5 de maio de 2009

    Frases feitas

    Ora bem. Frases feitas, essas enigmáticas palavras, que tudo dizem e nada de compreende. Vamos tentar saber o verdadeiro sentido disto tudo:

    Alguns exemplos:

    - Água sem água não limpa nem lava.
    Água, liquido incolor, que mata a sede e lava tudo. Vejamos; se não há água, não há limpeza, logo isto é para os porcos deste mundo.

    - Neve na lama, chuva na cama.
    Neve na lama? Mas de neva, não há água em estado liquido, logo, não há lama, mas se houver, é portanto um contraceno, de qualquer forma, há água na cama, logo o colchão de água rompeu-se! É normal, o tipo escorregou na neve com lama e cai em cima da cama onde tinha o colchão de água e dai; água na cama. Podemos concluir que se trata do seguinte: Infidelidade.

    - Zangam-se as comadres, descobrem-se as verdades.
    As comadres? E os compadres? É uma frase feita sexista. Nem vou tentar explicar o sentido desta frase...

    - Do trabalho e da experiência aprendeu o Homem a ciência.
    Ou seja, com o trabalho e com a experiência, podes fazer compostos químicos. Está certo!

    - Filho és pais serás, conforme fizeres assim acharás.
    Será que vou ser pai? Senão for, não vou achar nada? Mais uma frase feita sexista. Não vou comentar... É mau demais!

    - Luar de Janeiro não tem parceiro.
    É verdade! É por essas e por outras que ficam sempre solteiros para sempre. É sem dúvida uma frase feita a pensar nos solteiros, padres e freiras. É bem feito!

    - Chuva de Agosto apressa o mosto.
    A chuva de Agosto estraga é sempre o Festival de Paredes de Coura! Isso sim!!! Quais apressa o mosto!!

    - Devemos viver o Presente, estudando o Passado e preparando o Futuro.
    É uma verdade muito verdadeira, pois se assim não fosse era uma grande confusão: Viver o Futuro, estudando o Presente, preparando o Passado...
    Era estúpido!

    - Não há Sábado sem sol, nem Domingo sem missa, nem Segunda sem preguiça.
    Este é o pior delas todas! E os desgraçados que trabalham os dias todos??? Já para não falar nos tolos que não vão à missa!
    Há lá pior frase que esta? Não há! É a pior!


    Algumas ideias para frases feitas:

    - Mingua de verde, ou entra ou sai da parede.

    - Se vais correr, para pelo menos para ver.

    - Onde há um burro, há sempre uma casa.

    - Cinto de cabedal, botas de plástico.

    E por ai fora...

    O grito

    Vento fresco de norte,
    que trás sorte e amor,
    enche de calor o nosso amor,
    faz os nossos corações,
    cantar canções
    de querer e amar,
    sem parar,
    de sorrir, de sentir,
    o que nos vai na alma,
    com a calma
    de mil beijos, graceijos,
    juntos de novo, vamos ficar
    e amar,
    junto ao mar,
    ou ao rio,
    sem frio,
    nos montes, onde há fontes
    de esperança,
    onde podemos fazer a nossa dança,
    sempre
    e para todo o sempre,
    presente, amor ardente,
    crente na nossa força gigante,
    amante,
    de olhos nos olhos,
    de mãos nas mãos,
    conquistamos
    mares e vales,
    aldeias e cidades,
    com a força de mil touros,
    e a garra de mais mil leões,
    e a pleno pulmões,
    com as nossas determinações,
    dizemos em coro, sem choro,
    com um sorriso, preciso,
    gritamos: NÓS AMAMO-NOS!!!

    Para que todos oiçam!

    segunda-feira, 30 de março de 2009

    Amor no Douro

    Brisa que nos toca na face
    Suave e amena nortada
    Que nos envolve e alasse
    Eu e a minha amada

    Toques de amor são dados
    Beijos de paixão são trocados
    Segredos de sonho são falados
    Toques suaves são amados

    Doces olhares e meigos
    Envolvem-nos num manto
    Torna-nos leigos
    Com tanto encanto

    Suspiro quando te abraço
    Sustenho a respiração
    Aperto-te em enlaço
    E sinto o teu coração!

    Sentidos em exaltação
    À nossa roda rodopiam
    O embalo duma canção
    As nossas bocas cantam.

    Luz brilhante e forte
    Mais forte é o amor
    Vem de sul, vem de norte
    A nossa troca de candor

    Numa escalada de emoção
    Prepara-se a palavra amada
    Nos dois um só coração
    À palavra: Amo-te! A desejada.

    A espera

    O que sinto? Pressinto?
    Bate por bater? Ou por de amor sofrer?
    È forte, é possante
    Sem norte e amante.
    Desejo o toque,
    só por um segundo
    Sou eu o forte
    E tenho todo o tempo do mundo.
    Olho-te,
    Procuro-te,
    O suave desejo dum beijo,
    Enche o meu peito,
    Que fica satisfeito
    Por amar, por um abraçar.
    Amor? O que se sente?
    Os olhos duas estrelas,
    Fervilha o sangue e não mente,
    Corre forte na veias para enche-las.
    De amor e com calor.
    Vou ficar, até o mundo acabar.
    Depois?
    Nos teus braços vou ficar.

    Amor eterno

    Do nada surgiu a força,
    como um rio,
    largo,
    de ir longe,
    muito longe,
    até ao infinito, num minuto,
    num segundo,
    ao fim do mundo,
    por um olhar, um amar
    sublime,
    avassalador,
    cheio de
    amor,
    sem dor, ou com dor,
    sofrido pela saudade
    e tido pela ansiedade,
    felicidade,
    arrebatador,
    cheio de calor,
    mas suave,
    como o toque da tua mão,
    na minha face,
    num enlace de séculos
    de ternura,
    que ainda dura,
    para todo o sempre,
    em frente,
    assim irá ser,
    dias, anos,
    amor eterno,
    sem tempo marcado, bem amado
    e as palavras que ficam,
    e repicam:
    Sim, vamos sim!

    quarta-feira, 25 de março de 2009

    A aranha

    Viajava pela cozinha e enchi-me de coragem para apanhar a aranha, que voava pela parede. Vesti o casaco de ir aos morangos e fiz-me à vida. Sai, deixei a pobre coitada seguir a sua vida. "A minha vida?", não a dela! Vai ser um dia muito agitado. Tinha de ir vender a minha caçarola favorita e não sabia quanto ia pedir por ela. Tinha uma noção, mas não quis entender. Podia ser um pouco cara. Falei com o meu amigo de longa data e perguntei-lhe se queria ir à casa de penhoras. Disse prontamente que não podia e só queria estar agarrado ao comando a ver tv tola. De qualquer forma, consegui-lhe dar a volta. Falei-lhe duma certa pessoa, duma certa forma, consegui-o convencer. Era tarde, na manhã. O transito era tão pouco que se conseguia ouvir o som dos canos de esgoto nas casas anexas, à estrada que vinha de sul. Perguntei-lhe se queria café, mas disse logo que queria era despachar-se, para voltar a casa. Fui directo ao assunto. A casa de penhora estava fechada para férias e matei a aranha.

    Conclusão: Se na vida acreditas, compra um cão.

    sexta-feira, 13 de março de 2009

    Pequena estrela

    Sai. Caminhava pela vila, estava deserta, não se via vivalma. Ao fundo o latir dum cão e a água a passar no riacho. A passos brandos, mas seguros, segui rumo ao campo. Estava uma noite estrelada, com a lua como companheira, iluminava a estrada de terra. Era nítida toda a planície, salpicada de sobreiros e montes. A luz azulada pintava as copas das árvores, embebendo tudo numa atmosfera melancólica e romântica. Pensava nela, nas palavras que tínhamos trocado, o que tínhamos dito. Sorri. De repente, ouvi uma voz. Não tinha direcção, parecia vir de todo o lado, muito baixo dizia:
    - Onde vais?
    Eu não sabia de onde vinha. Olhei em todas as direcções e nada vi. Só sombras perdidas nos campos, sombras negras, mas nada assustadoras, negras de desejo de as encontrar. De repente:
    - Diz-me, onde vais?
    Resisti e, perguntei:
    - Onde estás? – Muito baixo também, quase sussurrava.
    - Aqui...
    - Não te vejo... – Olhei para dentro da mata.
    - Aqui... não me vês?
    - Não... – Olhava a toda a volta.
    - Mas tu não me estás a olhar...
    - Não...?
    - Não. Estou aqui, olha, aqui!
    - Mas a tua voz vem de todos os lados, não consigo perceber de onde vem... – Dizia eu com uma voz de alguma tristeza, misturada de alguma ansiedade.
    - Não estás a olhar para onde eu estou. Eu vejo-te. Vejo-te muito bem. Estás ai, parado, com o teu olhar, belo, com as tuas feições, que eu tanto adoro. Olha para mim! Estou aqui....
    - Mas... eu não sei onde estás. Diz-me, onde estás? – Dizia eu, um pouco em desespero.
    - Já disse. Mas tu não me vês. Sente-me. Sente-me. Sente-me.
    - Espera. Vou sentir-te.
    Cerrei os olhos e procurei pela voz. O silêncio da noite envolveu-me, apoderou-se de mim e senti-me flutuar. Alguns segundos bastaram para sentir de onde a voz vinha e de quem era. Inclinei a cabeça para cima, ainda de olhos fechados. Abri os olhos, a princípio a medo e depois, completamente abertos. E vi. Vi quem tinha a voz. Estava no céu. A luz era diferente de todas as outras, era uma estrela diferente. Cintilava de forma mais errante e bela. Duma luz que cativa e maravilha. Sorri. De repente:
    - Olá! Vês, afinal sabes onde estava. Eu sabia que me ias encontrar. – As palavras dela sopravam na minha face. A doçura era eterna.
    - Como és bela.
    - Não, eu sou feia, esta luz esconde quem sou e como sou.
    - Não, és bela, eu consigo ver-te.
    - Consegues? Não pode ser....
    - Sim, vejo os teus olhos, o contorno do rosto, os teus lábios, os teus longos e belos cabelos de seda.
    - Não pode ser! Eu não posso ser vista. Como são os meus olhos? Tu não me estás a ver, imaginas...
    - Os teus olhos sorriem para mim, brilham, mais que a luz que te envolve. As tuas covas na face quando ris...
    - Mas... como pode ser? Estás mesmo a ver-me... Sou horrível! Não olhes! Peço-te, não olhes!
    - Tanto que não vou parar, como já estou perto de ti.
    - Como conseguiste aqui chegar?
    - Foste tu que desces-te.
    O ar de espanto da pequena estrela, fez-me sorrir.
    - Eu desci... eu... – Não sabia mais que dizer. Estava espantada.
    - É verdade. Estás aqui, ao pé de mim. Tenho a sensação de... – Parei e olhei. Dizia olhando os seus olhos.
    - Sim, eu sei. Tu sabes quem eu sou.
    - Sei.
    - Mesmo que nunca me tenhas visto.
    - Mas eu já te vi. – Sorri.
    - Eu sei. – Sorriu.
    Ali ficámos, de mãos dadas, os dois, sem noção de tempo, sem noção do que nos envolvia, mas ao mesmo tempo sabia que algo estava à nossa volta, tudo, sentimos tudo, os nossos corpos, interligados, envolvidos com o campo, com o ar, a mata, as árvores, a terra, a lua, tudo, o universo e contudo, ali estávamos, sós e num só. De repente...:
    - Adoro-te tanto! - Em coro dissemos e num voou celestial, imiscuirmo-nos nas estrelas, lado a lado, numa só. Ao fundo, um pequeno clarão e para sempre desaparecemos. Para sempre e para todo o sempre, juntos, lado a lado.

    É a bidinha...

    Grito duas vezes por um eco que voa na minha consciência de galinha torta pelo vento forte que vem de sul e norte, depende do cheiro que trás na ponta da espada carregada de sangue e amor de ver o que ninguém vê, ou sente, mesmo que seja rente à minha pele morta pelo sol forte do Verão escaldante e arrepiante, de fazer transpirar e suar as paredes da minha alma deserta de amor, mas cheia de pedras gastas pelo andar descalço na areia do tua calma de viver e sofrer pelo amar de braços abertos ao ar, seja agora ou depois, sempre que seja visto por outros ou pelos mesmo, segue sozinho o pássaro alado, mal cheiroso por tanto voar, lá no alto vê e respira, duma só lufada, todo o silêncio que há naquela colina, sombria, triste e fria. Assim é a vida.

    terça-feira, 10 de março de 2009

    Famous last words. (Parvas...)

    Acho que já tinha falado disto, mas aqui ficam mais umas:

    O gato é o melhor amigo do dono. Por isso mesmo é que eu o embebedo. O pior é que ele não se lembra de nada no outro dia, mas eu lembro...

    Quem tem medo de um escaravelho? Brinca com o quê? Com merda? Pois, devia ter sabido disso mais cedo...

    Eu sou o maior e o mais rápido corredor dos 100 metros crocodilo!

    A namorada dele é mansa! Lá por ter 2 metros...

    A ponte não me assusta! O que me assusta é o facto de o pára-quedas não estar a funcionar...

    Mergulho até aos 25 metros e o tubarão também...

    Tenho sempre a mania de que consigo virar o volante do meu carro quando vou a 300...

    Não tenho medo! Tenho é vontade de cagar.

    Vejo a águia. E sei que é vesga!

    Eu sou gajo para passar aquela passadeira! Acho que não estou em Roma...

    Levanto este peso de 1500kgs só com uma mão! Pelo menos a mão ficou lá...

    Sou o menos possível, no que se trata ao mais impossível! Por isso subo esta ravina sem ter atenção com a toca do urso...

    Faço tudo o mais rápido possível e mais rápido que todos! Ainda bem que tropecei no primeiro degrau a descer o Cristo Rei...

    The sun (e não é o jornal)

    O sol que invade a minha consciência e trespassa a tristeza que se apodera de mim. Sol forte que trás alegria à minha vida, despida de carinho e amor, que inunda e abunda em rios de raios fortes, que magoam, tanto como acariciam, que penetram na minha carapaça, de pele mole, que faz vibrar o meu peito em bruscas mudanças de temperatura, ora frio ou gélido, o meu peito se enche de ti, alegria de viver, de vida nova, de tentação de mais ter, saber que nada virá e tudo acabará, bem... Quando?

    segunda-feira, 9 de março de 2009

    Musicas minhas

    The Smiths
    There's A Light That Never Goes Out

    Take me out tonight
    Where there's music and there's people
    And they're young and alive
    Driving in your car
    I never never want to go home
    Because I haven't got one
    Anymore
    Take me out tonight
    Because I want to see people and I Want to see life
    Driving in your car
    Oh, please don't drop me home
    Because it's not my home, it's their Home,
    and I'm welcome no more
    And if a double-decker bus
    Crashes into us
    To die by your side
    Is such a heavenly way to die
    And if a ten-ton truck
    Kills the both of us
    To die by your side
    Well, the pleasure - the privilege is mine
    Take me out tonight
    Take me anywhere, I don't care I don't care, I don't care
    And in the darkened underpass I thought Oh God, my chance has come at last
    (But then a strange fear gripped me and I Just couldn't ask)
    Take me out tonight
    Oh, take me anywhere,
    I don't care I don't care, I don't care
    Driving in your car
    I never never want to go home
    Because I haven't got one, da ...Oh,
    I haven't got one

    And if a double-decker bus
    Crashes into us
    To die by your side
    Is such a heavenly way to die
    And if a ten-ton truck
    Kills the both of us
    To die by your side
    Well, the pleasure - the privilege is mine

    Oh, There Is A Light And It Never Goes Out
    There Is A Light And It Never Goes Out
    There Is A Light And It Never Goes Out
    There Is A Light And It Never Goes Out
    There Is A Light And It Never Goes Out
    There Is A Light And It Never Goes Out
    There Is A Light And It Never Goes Out
    There Is A Light And It Never Goes Out
    There Is A Light And It Never Goes Out

    sábado, 7 de março de 2009

    Saudade

    do ant. soedade, soidade, suidade < Lat. solitate, com influência de saudar


    s. f.,
    lembrança triste e suave de pessoas ou coisas distantes ou extintas, acompanhada do desejo de as tornar a ver ou a possuir;
    pesar pela ausência de alguém que nos é querido;

    nostalgia;

    quinta-feira, 5 de março de 2009

    Silence 4 - Borrow

    You're never with me
    you're never near me
    What time is it?
    What time?
    Whose time is this?
    Give yourself a chance to breathe
    I'll give you the room you need

    You're never here
    You're never near here
    What day is this?
    What day?
    Whose day is this?
    Put me in your supermarket list
    I'm here, I'm real, it's true, I do exist

    Today you may feel a little sleepy
    Maybe the morning is too soon
    I guess I'll have to borrow
    One of your sunny afternoons
    But afternoons they never come
    There's nothing left for me to borrow

    I guess I'll try again tomorrow
    I guess I'll try again tomorrow
    I guess I'll try again tomorrow
    I guess I'll try again tomorrow

    You're wasting me
    You're breaking, you're wasting me
    Can this be love?
    Is this?
    Whose love is this?What is wrong with you?
    I don't know
    No place in you for me
    And me, I need you so

    And if you want to be by yourself
    No one disturbing, that's alright
    I guess I'll have to borrow
    A little of yourself tonight
    But tonight it never comes
    There's nothing left for me to borrow

    I guess I'll try again tomorrow
    I guess I'll try again tomorrow
    I guess I'll try again tomorrow
    I guess I'll try again tomorrow

    It may seem a little hollow
    But I'll try again tomorrow

    There's nothing left for me to borrow
    I guess I'll try again tomorrow

    quarta-feira, 4 de março de 2009

    Manual:

    Como fazer compras num hipermercado e o que fazer e não fazer.

    - Se for descalço, peça ajuda a um dos seguranças que guarde os seus pés. Não se vai querer magoar.
    - Leve sempre um saco de plástico atado à coxa. Assim se por um acaso não conseguir ir à casa de banho quando está a escolher a fruta, pode sempre fazer ali.
    - Sempre que for a um hiper, pergunte a um funcionário(a), se sabe onde é a entrada, mas só depois de estar lá dentro. Em seguida siga-o(a) para onde quer ele(a) vá durante dois minutos. Caso se sinta incomodado, dê duas voltas e diga: A vida é para os ricos.
    - Entre no corredor das bebidas e diga em voz alta: Eu sou um pássaro. Nada deverá acontecer, caso aconteça, grite ainda mais alto: Não sei quem sou, sei que ele sabe. – E aponte para alguém que vá a passar. Resulta sempre!
    - Na secção de detergentes, finja que está a roubar, mas se alguém vir, finja que está a beber. No fim diga: Se não gosta, não coma! – Mesmo que seja a fingir.
    - Corra pelo corredor central.
    - Salpique a pessoa que está ao seu lado, quando comprar peixe. Se não gostar, diga-lhe: Desculpe, pensei que era o meu marido/mulher.
    - Nos frescos, deite-se no chão e coloque a tabuleta de “Piso escorregadio”. Se alguém tentar levanta-lo(a), diga: Estou em paz com o mundo.... – Deve ser complicado dizer, mas tente.
    - Na secção das bebidas alcoólicas, diga: Eu odeio o vinho! – E compre 10 garrafas de vinho. Não seja forreta e compre, vai ver que é bom.
    - Se é mulher e trás mala, deixe-a no carrinho, afaste-se e ponha-se à coca. Sempre que alguém passar perto do carrinho, grite: Tenho um prego no pé! - aguarde que alguém vá ter consigo. Se não resultar, insista, mesmo que isso seja parvo.
    - Quando for para a caixa, diga à pessoa que está à sua frente, que a pessoa que está à frente dela, não tem dinheiro. Se for alguém da família, ou conhecido dessa pessoas, olhe para o ar e assobie. Nunca mais diga um palavra, mesmo que essa pessoa lhe pergunte o quer que seja.
    - Ao cumprimentar a pessoa da caixa, diga-lhe que tem um amigo(a) muito parecido e depois comece a trata-lo(a) por Joaquina. Se a pessoa se sentir incomodada, deixe estar, isso passa-lhe.
    - Quando tirar o método de pagamento, pergunte se pode ir a casa buscar o cão, mas leve as compras consigo. Se a pessoa da caixa chamar a segurança, diga que estava a brincar. Procure durante vários minutos pelo método de pagamento e por fim, com o método na mão, diga: O dinheiro não traz felicidade, mas faz-me ser uma pessoa muito mais integra. Se um dia houver alguém que lhe peça dinheiro por uma razão qualquer que não conseguir justificar, é porque não tem, é porque é pobre e está a pedir-lhe ajuda. O dinheiro é mau, é sujo, não presta, não tem alma, serve só para comprar as pessoas. A alma é pura, o ser é genuíno, as pessoas são integras e o dinheiro é malvado. Diga não ao dinheiro. – Se a pessoa na caixa tiver de novo intenção em chamar o segurança, diga de novo que estava a brincar, sorrindo com ar de ovelha. Depois de pagar grite: Estou livre!
    - Leve o carrinho para dentro da sua viatura, se não couber, culpe a empresa que fez a sua viatura. Caso consiga, é porque tem uma viatura muito grande, mas culpe à mesma a empresa que fez a sua viatura.
    - Saia. À saída, se estiver alguém à sua frente, diga de novo: Estou livre! - mas mais baixinho. A pessoa que estará à sua frente, não vai compreender a sua euforia e vai pensar que está a mal trata-lo. Não é bom.



    Boas compras e feliz mingua.

    Sol

    Vejo os teus olhos, vejo-os à distância, numa distância encurtada pelo pensamento, pelo desejo de te ter e me teres, num misto de estar e não conseguir estar, sempre em constante sensação de proximidade, sem estar. Vaguei pelas recordações, numa viagem metabólica, que altera o meu corpo, o qual viaja pelos teus cabelos, pelas minhas memórias, sentindo-me um pássaro, com assas grandes, que abraça tudo, numa forma suave e gigante, como quem quer amar e ser amado, sem limites, sendo o céu o meu espaço, onde tu estás, à minha espera, e sorris. E eu sorrio. Sinto o teu amor, como uma auréola, que envolve e me puxa, sempre, para junto de ti. A luz é forte, quase me cega, mas os teus olhos, estão presentes, olham-me, duma forma como eu nunca vi, como eu nunca senti, é por demais belo, é assustador e atrai. Voo em círculos, quero mas não consigo me aproximar, quanto mais tento, mais a tua luz brilha. Todo o medo do universo, eu perco e a ti me chego, de olhos fechados, procuro, toco os teus lábios, não sei onde estão, toco, como quem toca com a suavidade duma rosa branca, por instinto, por sentir o teu calor. Numa explosão, sinto as minhas asas envolverem-te, transformam-se em braços, a luz é ainda mais forte, mais intensa. De lábios juntos, de corpos unidos, fundidos, toda a luz fica num esplendor de mil sois! É lindo, é belo. É...

    Assim se forma um sol...

    sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

    Viva ao que eu chamo de: grito do fundo do poço

    Certezas:

    *No movimento das teorias, a estática dos teoremas.
    *A dúvida do pensamento, a certeza da pergunta.
    *A auto-estrada das estrelas, o atalho dos mares.
    *A luta das forças, contra as forças da luta.
    *Matéria negra, branca é a luz.

    Dúvidas:

    !Se há líquidos e gasosos, porque não inspirar cerveja?
    !Em que data foi criado o calendário?
    !Qual a forma da roda, antes de existir?
    !A matéria é feita de algo que existe, ou se ensina?
    !Haverá forma de quantificar a quantidade de quantidade?
    !Qual a razão da espuma no liquido para lavar as sanitas?

    Incertezas:

    >Duvido que um Sr. na Irlanda consiga dançar depois de beber Licor Beirão.
    >Não sei se alguém sabe de que cor é a cor...
    >Mesmo que de certa forma eu possa vir a ser um individuo, será que poderei ser mais alto por isso?.
    >Uma sardinha no mar, pode percorrer uma grande distância, mas na grelha tenho as minhas dúvidas...
    >Estou incerto quanto ao futuro, mas também é normal, estou morto.
    >Uma carruagem de passageiros do comboio da linha do Tua, vai a uma velocidade X. Está uma senhora à janela. Será que trás soutien?


    Conclusão: Há mais dúvidas que tudo o resto.

    quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

    A simplicidade do complicado

    Simples é algo que se entende sem se ver, é algo que se sente sem serem necessárias palavras.
    São os momentos que fazem a vida, sempre. São esses momentos que guardamos em sítios na nossa memória para sempre. Mesmo que queiramos deitar fora, esquecer, eles estão lá, para mais tarde, quando tivermos coragem, na nossa solidão, os recordar e pensar o que podíamos ter feito de diferente. Só que nada seria diferente, pois será sempre como é, mesmo que queiramos alterar, só pelo simples facto de sabermos como podia ter sido.
    Se aconteceu, é sempre porque não podia ter sido de outra forma.
    Vivemos a vida num misto de desejo, de liberdade e de prisão, pois a consciência manda em quase tudo o que fazemos e quando isso não acontece, somos quase felizes, ou totalmente felizes.
    Não há que forçar algo que não pode ser, há que continuar e ver para crer.
    Se um dia for pior que o outro, haverá outro que será melhor que o primeiro, seja em que situação for.
    Viver é difícil, mas saber viver é tão fácil. Ouvir o nosso coração e saber que bate porque tem de bater, até que morramos, pois nada somos, e tudo desejamos. Querer, não é poder, mas tem uma força tremenda.
    Ouvir, sentir, cheirar e saborear, tudo o que nos envolve, duma forma lúcida e embriagada. Com controlo? Sim, pois a vida assim nos ensinou.
    Amar não é sofrer, mas sim sentir amando e amar porque se sente.
    Choro porque amo e sorriu porque amo.
    Desde sempre disse e já há quem mais o pensou: os extremos tocam-se. Mas digo mais, quando isso acontece, é porque estamos bem, pois a vida é feita disso e é o que nos impele a continuar.
    Não acredito em algo que não nos dê “pica”, pois nada é garantido e por isso sofro, pois seria bem mais fácil ir pelo caminho mais fácil, mas e se isso for chato? Chato é mau? Não é, mas é um tremendo aborrecimento.
    Cada vez mais tudo será igual e ao mesmo tempo, diferente, até ao ponto de haver um constante conflito chato.
    Quanto mais tempo passa, mais a paciência se esgota, ou se quer mais? Mais do que se nunca teve? A paz é um momento, a guerra também, e o meio é equilibrado. Mas o meio não existe, pois é chato, daí que nos leve a pensar que mais vale um equilíbrio sentido, que um ponderado.
    A racionalidade é boa? Sim, é óptima! Não nos deixa sentir e deixa-nos continuar sem nos magoar. Mas quando bate a porta, é terrível, pois não sabemos lidar com ela. No entanto sabemos lidar com sentimentos de hipocrisia e cinismos, pois são fruto do racional, de algo que não nos faz sofrer. Tudo tem base no sofrimento, na dor, pois não a suportamos e fugimos dela. Quem não tem dor é insensível ou racional? Ou pura e simplesmente sabe lidar com isso...? Não é necessário sofrer para saber. Aprendemos com os erros e temos decisões com base na nossa experiência, mas uma criança sabe quando quer e não quer fazer algo, mesmo que isso implique magoar-se. Na pureza da decisão, não há tabus, nem senso comum, há a natureza humana, que sempre nos faz optar por algo que o nosso eu diz. Para quê esconder e ter medo, se vamos todos morrer. O que é hoje, amanhã não será, já o que foi ontem, nada podemos alterar.
    Viver e deixar viver, morrer e viver.
    É simples.
    A minha mãe diz: A vida é bela, o Homem é que dá cabo dela.
    Tento todos os dias não o fazer, não destruir a vida bela. Mas é complicado.

    Bom dia e até já, para todos, um bom raiar do dia, sempre na esperança de chegar ao pôr-do-sol e dizer sentido: Amo-te.

    segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

    A concha

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    Ao cair da tarde conheci uma concha, era normal, tinha cores normais, vistosas mas muito normais. Como que do nada encontrei-a, estava na praia, ali, junto à água. Peguei nela, limpei a areia, olhei-a e ela olhou para mim, tímida. Sabia que o lugar dela era ali, naquela praia, mas de qualquer forma tomei-a comigo. Não tive coragem de a tirar da praia e depois do por do sol, ali fiquei, nada disse, só a olhava. Não sabia o que dizer. Já sem luz do sol, olhei o céu estrelado e vi a lua. Brilhava como nunca, iluminava toda a praia, não havia mais nada, só eu a praia, o mar, a areia, as estrelas, a lua e a pequena concha. Com a luz da lua, outras cores foram surgindo da normal concha, tornando-se numa concha maior, com luz e vida próprias. Vislumbrei algo que me deixou boquiaberto. A face duma donzela, que me olhava. Olhos doces e escuros como a noite, meigos e ternos como a sua brisa que me tocava na minha face, querendo acariciar-me. A sua face era como a própria concha, normal, mas tão bela, mais bela entra as mais belas. Os meus olhos brilharam quando um sorriso da sua boca, imaculada, surgiu. Quase chorei e vindo das entranhas da pequena concha, uma pequena, mas gigante mão, tocou a minha face e amparou uma gota de lágrima, deixada cair pela felicidade do momento. Sorriu de novo. Eu sorri de volta. A concha agigantava-se em forma de mulher, bela e normal, mas de uma sensualidade sem igual, tal como a concha que peguei. Longos cabelos castanhos escuros, tapavam-lhe parte da face, de contornos suaves, duma tez clara, celestial, pele como seda, perfeitamente normal, nariz pequeno que só apetecia tocar, as maçãs do rosto em perfeita harmonia com os contornos nos maxilares e queixo, incrivelmente belo. A luz da lua não podia iluminar tanto aquele corpo, a luz que brotava era dum branco e azul que aquecia o coração, que enchia o espaço onde estávamos e formava uma barreira, nada nem ninguém conseguia lá chegar, mesmo que houvesse quem quer que fosse ali por perto. Senti um puxão, puxava-me para junto dela, mas não sentia a sua mão, só o magnetismo do seu corpo, que me puxava para junta dela. Estava já na plena forma duma mulher e eu ali estava, sem entender como podia ser, como duma normal concha, pode brotar tal normal mulher, do mais belo do universo. Estava agora à minha frente de joelhos e eu em frente a ela, de joelhos também. Tinha-me arrastado alguns centímetros na areia e cada vez mais próximo estava, mais ela me olhava e puxava. Estava tão próximo que ouvia o seu coração bater, como se estivesse dentro de água, num som grave e suave, que vibrava o meu corpo e batia em simultâneo com o meu, num embalo de fazer crescer ondas no mar. Continuava fixo na sua face, o seu corpo estava coberto por algas marinhas, dum verde profundo e brilhante como que se o sol ainda lhe brilhasse. Não pude evitar de ver as sua formas, belas e de tão normais que eram, faziam tudo parecer ainda mais belo. Estava muito próximo dela, quase lhe conseguia ver a alma, linda, bela, fabulosa, incrivelmente bela e normal. Aproximou a sua boca da minha e disse:
    - Para me teres, terás de morrer. – Numa voz profunda, meiga, doce, melódica e envolvente.
    Olhei nos olhos e disse:
    - Mata-me com o teu amor.
    Estas palavras ecoaram pelas falésias da praia, pelo céu, pelo mar, pela ar, por debaixo da areia, e ressoavam de novo na sua face nos seus lábios e seios. Estendeu os braços e apertou-me junto do seu peito. Senti o meu corpo a fraquejar, senti os meus membros a perderem força, num desespero de querer viver e não conseguir, se respirar sem puder. Definhava ali, o meu corpo deixava de existir. Senti um pavor tremendo, não sabia se queria e resisti. Tarde demais... Estava já dentro do que se pudesse chamar corpo, no dela. Ela, ainda mais se agigantava a brilhava, na praia deserta. Despedia-me do meu pobre corpo, que para nada servia, jazia, ali, morto, sem vida. Eu? Estava onde sempre quis estar, no seu seio, dentro dela, vivo, mais vivo que nunca. Olhei o mundo pela ultima vez e zarpei rumo ao mar. A concha caiu no chão, sem vida, normal, com cores vistosas e normais, para o nascer do sol, mais lindo de sempre, numa explosão de viva e cor. Rumamos ao único sítio onde nunca devíamos ter saído, o mar, o vasto e longo mar. As nossas almas por lá navegam ainda hoje. Por vezes venho à praia e vejo a concha, que ainda por lá anda, na esperança de colher mais uma alegre alma.

    domingo, 22 de fevereiro de 2009

    sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

    A praia

    Photobucket

    A tua face, que a lua ilumina,
    Celebra a alegria em mim,
    A tua cheirosa pele de menina
    E tua doçura sem fim.

    Silêncio quebrado pelo mar,
    Que revolto endiabrado e poderoso!
    Acalma o espírito exaltado pelo amar,
    E liberta sem amarras, o teu olhar gracioso.

    Toque suave de mão aberta,
    Na tua face de pele sedosa,
    Que todo o carinho liberta,
    Soltando a tua expressão graciosa.

    Olhos, nos olhos brilhantes,
    Em que a alma forte se toca,
    Com o desejo de dois amantes,
    O beijo doce e meigo se troca.

    As lágrimas surdas que correm pela alma,
    Os desejos mudos das nossas bocas gritam,
    Os lábios húmidos que se fundem com a calma,
    E a palavra quente e forte que rompe o silêncio quando duas almas se amam.

    - Amo-te! – essa é a palavra que fica esquecida no tempo, que parou, que ficou esquecido, que é sentida, mas não correspondida.
    Acordo do sonho e sorriu.

    Foi bom demais e verdadeiro,
    Foi sentido e perfeito.

    Até já.

    quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

    Já faltou mais

    Ondas em vagas,
    que fazem chagas,
    enchem a praia deserta,
    coberta de rocha,
    posta e deposta,
    por anos de tanto o mar bater,
    sem se ver,
    em fúria,
    sem injuria,
    inunda, a areia imunda,
    por depósito de restos humanos,
    profanos, sem alma,
    com a palma da mão inchada
    de tanto conspurcar,
    mesmo sujar,
    sem dó, sem pensar,
    sem amar, sem parar.
    Oh saudade!
    Oh felicidade!
    Por dias bonitos,
    cheios de calor
    e gritos,
    com candor das crianças,
    felizes e com esperanças,
    de brincar,
    de correr e saltar,
    de viver e pular.
    Ai o cheiro! Ai o desejo!
    De respirar, sentir o ar,
    o sol e o mar,
    a praia não mais deserta,
    mas coberta,
    por humanos, profanos,
    que enchem-na de corpos imundos,
    cheios de cheiros estranhos,
    em rebanhos, amassam a areias
    outrora sem gloria
    e agora
    porca.

    Já faltou mais.

    terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

    Sem nome

    - O que podemos fazer Grace?
    - Talvez o Andrew possa nos ajudar.
    - Não me parece. Ele tem sempre muita coisa para fazer. Dizes isso porque não falas com ele já há muito tempo. Qual foi a ultima vez que falaste com ele?
    - Há cerca de dois meses.
    - Isso é muito tempo para o Adrew. Ele agora lida com assuntos bem mais vantajoso.
    - Ai sim?
    - Sim... De tal forma que já não faz serviços de pequena monta.
    - Mas ele mesmo assim é excelente para aquilo que queremos.
    - Eu sei, mas não o fará para nós...
    - Mas e se te disser que tenho uma quantia bastante avultada de dinheiro para esta tarefa?
    - De que quantia estás a falar?
    - Só a direi se conseguir falar com o Andrew.
    - Pois mas isso é impossível.
    - Então não podemos contar com ele... Mas olha que é uma quantia bastante simpática.
    - Anda, diz-me quanto.
    - Nada feito.
    - Não vamos chegar a um consenso.
    - Desta forma não, mas se tu ou eu cedermos algo, talvez consigamos chegar a algum lado.
    - Não me parece, pois somos muito parecidos e ambos sabemos que não vamos ceder.
    - Não te tinha como pouco inteligente.
    - Como assim? Estás-me a chamar estúpido?
    - Sabes bem que não te considero estúpido, mas acho que neste momento não estás a entender o que te estou a dizer, ou a fazer entender.
    - Bem. Eu já entendi que estás a tentar jogar comigo de alguma forma.
    - Chama-lhe o que quiseres.
    - Olhas-me com esse ar e eu não estou a gostar.
    - Estou a tentar perceber o que se passa contigo.
    - Não faças isso que eu não gosto.
    - Eu sei, mas é mais forte que eu.
    - Pára Grace!
    - Tudo bem Matt.

    - Vou falar com o Andrew.

    domingo, 1 de fevereiro de 2009

    A responder do estrangeiro:

    Na inevitabilidade de algo acontecer, acontece quase sempre como menos esperamos e mais prevemos.

    Não digo a palavra, pois não a sinto e dai ficará o meu eterno: até logo...

    Estou por ai...



    Te sakam...

    BD.

    sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

    Ainda é Natal?

    As palavras saltam-me da boca, flúem num misto de paz e exaltação, sinto o sangue quente a percorrer as minhas veias, tudo o que toco fica em brasa, incandescente. A própria saliva parece estar em ebulição, a ponta dos dedos derretem metal. O coração faz vibrar o edifício, quando falo, a voz sai grossa e ressoa por todas as paredes, produzindo sons em baixas frequências, que fazem também vibrar os vidros. Tento afastar os meus pensamentos de ideias perturbadoras, mas tudo o que penso é chamas, calor, calor imenso. Estou numa tensão descontrolada. A ideia de derreter tudo assola-me a alma! Tudo! Derreto tudo! Rios de material incandescente rodeiam-me, quanto mais derreto, mais quero derreter. Ai! Sinto tanto calor!

    Eu bem me queria parecer, estou dentro deste forno há horas e nunca mais estou feito. Mas que raio está a demorar tanto tempo?

    (O peru da consoada)

    quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

    A fuga

    Mexia-me com dificuldade, o frio mantinha-me preso, nada que eu fazia parecia alterar o meu estado. Tinha de me mexer, de reagir, senão morria ali colado aquela árvore. Já tinha andado milhares de quilómetros e não avistava nada, só floresta e alguns animais. Pensei que vinha preparado para tudo, mas tudo não existe. Dou por mim a pensar em morrer, isto só mostra que sou fraco. O que me fará viver? A esperança de alcançar a felicidade? A esperança de alcançar o que tanto lutei para conseguir? Fujo? Do quê? Mas nada disso me dá vontade de continuar, só de desistir, de me abandonar por aqui e deixar-me morrer à fome e ao frio. Mas depois penso que morrer assim é muito doloroso, não posso morrer assim, sou demasiado fraco. Pensando nisso, resolvo seguir e não morrer. O dilema persiste, mas envolto nos pensamentos deixo-me ir e nesse preciso dia foi o dia em que fiz mais quilómetros.
    Como sempre ao final do dia fazia sempre o meu acampamento. O medo de animais furtivos era sempre uma constante, mas até aquele dia nada tinha acontecido. Sorte? Talvez, pois não fui minimamente preparado para o que quer que fosse.
    Trazia na mochila de viagem uma tenda, um saco cama para temperaturas baixas, várias latas de comida, um canivete Suíço, uma bússola, um mapa mais ou menos detalhado, um bloco de notas, alguma roupa, mas pouca e no meu corpo, várias camadas de roupa, que ia despindo consoante ia andando e voltava a vesti-las quando o frio chegava.
    Montei a tenda, comi dentro dela para não deitar cheiros para a floresta, enterrei os restos de comida, organizei as coisas para dormir, escrevi alguns apontamentos no meu bloco e deitei-me. Era sempre muito complicado adormecer, mas o cansaço era muito e cedia sempre a ele. Os barulhos da noite são tenebrosos, mas após 7 dias a dormir na floresta, tudo parecia mais normal, menos assustador.
    Eu fugia, fugia de tudo e de todos. A minha vida tinha dado um enorme revés, nada corria bem, era perseguido por tudo e por todos, não tinha paz, nem sossego. A minha mulher tinha-se envolvido com o meu melhor amigo, a minha filha mais velha tinha fugido com um ex-criminoso que já tinha causado muito sofrimento na nossa cidade, a mais nova não saía de casa porque tinha medo de morrer. A minha vida estava um inferno. Até que um certo dia cometi a desgraça da minha vida. Mais uma vez não preparei nada. A fúria invadiu os meu corpo. Peguei na arma de fogo do meu irmão e saí. Com o meu espírito fraco, sabia que não ia ter qualquer tipo de hesitação em executar o que tinha em mente. Desci a rua, serrei os dentes. A fúria, misto de raiva e desmotivação de viver, apodera-se cada vez mais de mim, nem sequer tinha a arma escondida, pendia na minha mão, agarrava-a com toda a força e na outra mão um urso de peluche, segurava-o pelo pescoço. Entrei na casa. Como sempre tinha a porta aberta. Procurei o que queria abater e quando finalmente encontrei, estava a olhar para mim, com um ar muito ameaçador. Apontei a arma e disparei. Caiu logo morto. Fugi e ainda fujo, vou continuar a fugir a expressão não me sai da cabeça. O cão, antes de levar com o tiro, pediu desculpa com os olhos, mas eu não quis saber. Abati-o ali, a sangue frio, sem remorsos, sem qualquer pingo de sentimento, só queria que o cão deixasse de existir, que se calasse.
    Não vou conseguir... Mas vou tentar chegar ao topo daquele monte e ver como é cair no fundo deste vale, pois morrer ao frio e à fome não é para mim, sou demasiado covarde.
    Assim fiz. Subi e subi, até que cheguei. Lá no alto, avistava quase toda a mata, a vista era de tirar o ar, muito bonita mesmo. Pensei que seria um desperdício sujar aquele sítio, mas fraco como sou, tomei a decisão de me atirar. Tirei toda a roupa, estava muito frio. Enchi o peito de ar, olhei o horizonte e deixe-me cair. Quando estava a começar a cair, ouvi um cão ladrar. Se já estava gelado, mais gelado fiquei. Interrompi a queda e olhei para trás. O cão estava ali, a olhar para mim e pela expressão, já ali estava há alguns minutos. Sentado, mirava com desprezo. Senti-me ainda mais despido e gelado. Perguntei-lhe o que ele estava ali a fazer. A sua cabeça ainda tinha sangue, mas parecia de boa saúde. Eu fiquei estático, sem reacção. Levantou-se e dirigiu-se na minha direcção. Eu naquele momento pensei que me fosse matar e a minha covardia era de tal forma que já não me queria atirar, não queria que o cão me matasse, ali. Só queria fugir e continuar a fugir. Ele aproximava-se vagarosamente. Olhava para mim, com uma expressão de paz. Eu olhava a ravina e estava muito próximo de cair. Implorei que parasse, ajoelhei-me e pedi-lhe perdão. Chorava como uma criança, estava de joelhos em frente aquele cão, de joelhos, cheio de medo de morrer. O cão, deu mais um passo e quando estava muito perto de mim, parou. Olhou para mim e disse: Tens lume?

    Como é irónica a vida depois da morte, não é?

    domingo, 18 de janeiro de 2009

    ...

    Alguém disse isto em estrangeiro.
    "Good judgement comes from experience, and experience comes from bad judgement."

    E eu digo isto:
    Se a terra fosse um balde de merda, eu seria a tinta do balde.
    Se o mar fosse a minha consciência, eu seria a tua.
    Se o ser fosse sábio, eu seria o livro de mesa de cabeceira.
    Se a matéria fosse invisível, eu seria o nada.

    Hoje está um dia Editors

    Editors - Well Worn Hand

    Wake up my love
    Today I heard some bad news
    Just what are we all supposed to do?
    I won't let them get to you

    I don't want to go out on my own anymore
    I cant face the night like I used to before

    Take my well worn hand
    Let's lock ourselves away
    We'll never, ever step outside
    We'll curl up in a ball and hide

    I don't want to go out on my own anymore
    I cant face the night like I used to before

    I don't want to go out on my own anymore
    I cant face the night like I used to before
    I'm so sorry for the things that they've done
    I'm so sorry about what we've all become

    sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

    Silbretário

    Vitra h gripa o chgaço, que metrécita o figripoto de neca, bristi go go, huir io guifrito. Mertre fistro er te biloiço a drefteria jo jorgagto, mis te a da fretirio gisto, merico, sa chilofrisco, e maltra vsitriperio ghoftario, jo sa tre xiborio de monitricia fogaços da infre-se t’omerzito distrei na irmir ber girtólio, ade jo e daz 12 maoila obretiri, prépro lo ol béstio.
    Ghistr nedeteco sa freo hijo qser vostripar, sabreto berito jiço eti quato jfgi nefregocibsitro, misgotio hofre de vertri e bdremifigótio.
    Ai, minha carne!

    Caso queirão saber, eu não faço assim muita ideia do que aqui está escrito, mas Deus sabe.

    quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

    O Mar

    Amarrei-te ao meu cais
    Fiz de ti um meu porto
    Para te deixar nunca mais
    Até que fique louco

    Será sempre um mar sereno
    Dentro do meu agitado mar
    Recebo o teu amor pleno
    Toda a tua vontade de amar

    A onda que me corta a meio
    É a mesma que me enche o coração
    É a mesma que está no teu seio
    É a mesma que dá a paixão

    Vem mergulhar no meu oceano
    Mergulha rápido e bem fundo
    Até perderes esse belo ar sano
    Neste mar do tamanho do mundo

    Ninho

    Era uma manhã de Primavera, o vento estava calmo, o sol brilhava, a temperatura estava tão amena, tudo estava bem, parecia tudo em paz, o sossego estava presente. Até as pedras sorriam.
    Uma andorinha negra e branca, pequena, voava, apanhava o seu alimento, estava feliz e era livre. O seu bater de asas e os sons que emitia, davam um alento especial ao cenário. Construía o seu ninho, para albergar a sua vida, sentia-se segura lá dentro. As paredes do ninho eram a sua protecção, a sua defesa e quanto mais construía, mas segura estava. Sabia que era esse o seu intuito de viver, estar segura, para segurar a sua vida e talvez de mais outra andorinha, e quiçá, de uma pequena e indefesa andorinha bebé. Construía com carinho, afinco e muito determinação. Nada mais interessava, só o ninho, a sua protecção, sentir-se segura e nada do que a rodeava lhe era importante.
    Nessa tarde, o tempo mudou. Ficou muito vento e começou a chover. O seu ninho estava muito forte, era já muito sólido. E como já tinha trabalhado nele a manhã toda, foi para a sua segurança. Lá ficou, até a tempestade passar.
    No entanto, um gigante meteorito, caiu do céu e esmagou o seu ninho. Nada pode fazer.

    Conclusão: Há mar e mar, que duas a voar.

    terça-feira, 13 de janeiro de 2009

    R de amor

    Resisto com todos os meus sentidos, emitidos e ouvidos, sentidos, mas não merecidos.

    Resisto a não te beijar, a não te ter, tocar, mas adoro, sentir que podia, não sofria, ria, de tanto amar.

    Resisto com todas as minhas forças, são deveras, são loucas, mas são sinceras e não são poucas.

    Resisto, tento, pouco, o meu pobre coração, treme, não de frio, mas sim de calor, que por amor, o sangue ferve, percorre o meu corpo, da cabeça ao pés, tu, o amor, és, uma flor, plantada, que caiu do céu e entrou, amada, cavou, o meu solitário coração e ficou.

    Resisto de todas as formas, que não vejas, que não percebas, que não ouças, que não entendas, tenho medo, que te apercebas, muito medo, e luto, para que nada seja e tudo possa ser, todos os dias luto, não sendo, pois nada pode haver, só...

    Resisto a que não se note, o bater do meu coração, que salta, pula, bem alto vai, exalta, quer sair, daqui para fora, quer partir, para junto do teu, agora!

    Resisto ao que não sinto, sinto o que sei que não posso resistir.

    Resisto, e... até ao dia...

    segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

    O dia

    Olhos nos olhos, falámos,
    de mãos dadas ficámos,
    de lábios colados ficaríamos,
    unidos seríamos,
    sem nunca sabermos,
    só o sonho,
    o doce sonho,
    sonhado e amado…
    O que poderia ser que não foi, o que poderia ser?
    Nada
    e tudo, tudo
    e alguma coisa,
    o amor que sinto
    diz-me que sim,
    a flor que cresce no jardim, também,
    mas a ventania,
    ai a ventania!
    Essa diz que não,
    diz que mais podia,
    mas nada poderei fazer,
    senão
    esquecer, aquecer?
    Entender?
    Beber? Ouvir e amar...
    Ficar com um pequeno pedaço de alma que algum dia podia sentir,
    sentir e partiu,
    sem entrar,
    ou entrou?
    Eu senti, e tu?