sexta-feira, 29 de dezembro de 2006

Uma coisa que me marcou muito este ano

Bauhaus - Transmission (Cover) (esta arrepia muita gente, em especial eu e uma outra pessoa- É pena que no Youtube esteja que esta música foi gravada no Coliseu do Porto... MENTIRA! Como alguns devem saber, foi no Paredes de Coura 2006, basta ver que está a chover)



Desculpa, esta é para ti...

And now for something...

Audioslave

Audioslave - Cochise

Audioslave - Show Me How To Live

Audioslave - be yourself

Audioslave - Like a stone

Audioslave - Original Fire


Cypress Hill

Cypress Hill - Lowrider

Cypress Hill - Trouble

Cypress Hill-Insane In The Brain

Cypress Hill - Dr. Greenthumb

Desatinos de uma noite de Inverno.

E o que dá na RTP numa noite de 28 para 29 de Dezembro de 2006? Academia da Polícia 2. VIVA!

O egoísmo é de tal forma grande, que até as paixões são desencontradas. Mas depois, quando as há, pensamos se serão mesmo reais. Mas podemos sempre estar alienados disso tudo e viver só com amor uns pelos outros, gostando mais de uns que de outros, mesmo chegando a adorar

Por falar em cervejas, que é feito da Green da Super Bock? Assim se vê as marcas…

E porque nunca encontrei “A” na “noite”?

E como será o mundo sem tabaco?

Venho ouvir música e beber copos, e tu?

Se está frio o problema é dele.

Amiga, cheguei a apaixonar-me por obrigação, por isso, puta que pariu!

Mar y sol, estão tão longe, mas a areia está já aqui, para quê tanta dor no olho? Eu não te fiz mal. Se há asneira que se possa dizer é merda, já as outras…

Porque tenho sempre a ideia da “paixão do liceu”? Será porque correu mal?

Pensamentos a 250 € o minuto!

quinta-feira, 28 de dezembro de 2006

Mais e mais e mais e mais!

A Perfect Circle

A Perfect Circle - Judith

A Perfect Circle - Three Libras

A Perfect Circle - Weak and Powerless

A Perfect Circle - Imagine

A Perfect Circle-The Outsider

A Perfect Circle - Passive

Tool - Third Eye - Parte da letra

"See, I think drugs have done some good things for us, I really
do, and if you don't believe drugs have done good things for us,
do me a favor. Go home tonight and take all your albums, all
your tapes, and all your CDs and burn 'em. Cause you know what?
The musicians who made all that great music that's enhanced
your lives throughout the years? Rrrrreal fuckin' high on
drugs."

terça-feira, 26 de dezembro de 2006

Prendas? Que prendas?...!

Interpol

Interpol Obsticle 1

Interpol-Cmere

Interpol - evil

Interpol - pda

Interpol - nyc


Editors

Editors - Munich

Editors - Blood


Eagles Of Death Metal

Eagles Of Death Metal - I Only Want You


Tool


Tool Aenima

Tool - Eulogy

Tool-Hush

Tool-Prison Sex

Tool-Sober

Tool-Schism

Tool-Stinkfist

Tool-Parabola

Tool - The Pot

Tool-Vicarious



Para já vão só estes. Bons vídeos.

segunda-feira, 25 de dezembro de 2006

sábado, 23 de dezembro de 2006

Eu sei que não é muito original postar isto...

...pois todos já conhecem, mas é de mijar a rir!



Parabéns Nilton!

Conto de Natal

Era uma vez um, ou mesmo O Pai Natal, este era diferente de todos os outros, sentia-se dono de toda a plenitude omnipotente Do Pai Natal, sentia que era de facto O Pai Natal – a bem da verdade só pode existir um – sabendo, ou pressentindo este estado de espírito, ou esta força interior, resolve ir à casa de banho. Sabia que tinha de fazer algo para aniquilar todos os outros impostores, mas sem ferir susceptibilidades. Assim, e depois de limpar bem o rabo, tomou banho 10 vezes, secou-se, penteou-se, secou-se de novo, ajeitou as vestes, que lhe faziam parte da pele. Este era o grande trunfo Do Pai Natal, pois todos os outros se despiam, O verdadeiro Pai Natal, trás as veste como se fossem a sua pele, aliás, fazem parte da sua pele, não se conseguindo diferenciar, ou não se sabendo muito bem como saem. A única coisa que era amovível era o gorro e as luvas, bem como os sapatos, mais de resto tudo era inamovível. Montou-se no seu veículo e rumou à maior cidade do universo. Era lá que iria perpetrar o seu grande plano, tornar todos os impostores em seres verdes, sem cabelo e com altos índices de cabelo nos pés, sim, cabelo e não pelo. Voou à velocidade perto do som, pois a sua audição nunca foi das melhores. Quando lá chegou pensou nos pobres coitados que o fazem e arrependeu-se. Fez só uma aparição em público todo nu, mas não lhe deram o devido valor, pois não sabem do real poder do que significa estar nu para O Pai Natal. De facto a única coisa que conseguiu foi uma valente constipação, ao andar descalço em plena rua e sem o gorro, da sua sempre impecável pele/roupa.
Triste e desconsolado, volveu a casa, cheio de ranho, à velocidade que lhe deu mais jeito e mais uma vez, foi o único, tirando os taxistas, que trabalhou na noite de consoada.
Um grande bem haja para Ti, Pai Natal!

PS: Não te esqueças de usar desodorizante este ano, ok?

sexta-feira, 22 de dezembro de 2006

VIVA URRA!!!

VIVA!!! URRA!

VIVA URRA! YES! ESTAVA A VER QUE NÃO!!! VIVA! ABRAM ALÁS! ELES JÁ SÃO MAIORES!!!

YES YES YES YES YES!!!

SIM! MAIS! MAIS! SIM!

Maiores!

PS: Sim, com quase um dia de atraso, mas as comemorações continuam, aliás, ainda agora começaram!

quinta-feira, 21 de dezembro de 2006

Constatação matinal

VIMECA!

E porque não ficaste lá???

quarta-feira, 20 de dezembro de 2006

Mestre

ALUNO: Mestre, como posso eu ser o mais esperto da escola, se outro dia cai num buraco…
MESTRE: Meu filho, não acredites em tudo o que te contam. Pensa antes como podes ser esperto e ter boas notas e mesmo assim não seres a pessoa mais exógena do mundo, já pensaste nisso?
ALUNO: Claro que sim Mestre. A minha exogenia é pensada todos os dias, não só por mim, como pelos meus botões, os quais faço sempre o mais aprumados possível. Explique para eu entender, que não sei o que fazer, como posso eu relacionar o entrar no buraco, com a esperteza, correlacionado com a minha capacidade e ser exógeno?
MESTRE: É fácil meu filho!...
ALUNO: É?
MESTRE: Sim, é….
ALUNO: Como assim?
MESTRE: É…
ALUNO: Ah! Pois já sei.
MESTRE: Vês como é fácil!

Dois anos de prática, são o estrito necessário, para saber o que se diz.

terça-feira, 19 de dezembro de 2006

E depois de uma noite pacata...

Q: Qual a palavra que mais se utiliza antes de morrer?

R: Foda-se...

terça-feira, 28 de novembro de 2006

Planeta dos homens

Hoje acordei de manhã com uma ideia fixa, vou comprar um humano doméstico.
Assim fiz. Primeiro fui comprar comida e uma trela, o pobre coitado tem que se alimentar e não pode andar por aí solto. Fui à loja de humanos mais próxima. Sempre tive uma fixação por raça grande, vamos ver se têm. Mal cheguei lá apaixonei-me pelo maior humano que lá estava. Ainda era pequeno, mas pelo tamanho da tíbia, seria por certo um bom espécime e bem grande, era mesmo isso que eu queria. Só tinha receio que fosse um pouco agressivo, mas o dono da loja tranquilizou-me de imediato. Disse que esta raça é muito afável, óptima para ter num apartamento e são pouco movimentados. Eu já tinha lido umas quantas coisas acerca de raças grandes e o pior é o alojamento e a comida. De qualquer forma estava decidido. Trouxe-o. Tão giro! Tão querido, tão fofo. Escolhi macho, pois as fêmeas são um problema. O período e a operação para laquear trompas, mesmo assim preferia fêmea, mas macho é melhor. Pensei em comprar uma casinha para o transportar mas como crescem tão rápido, é deitar dinheiro fora. Meti-o na bagageira, muito sossegado, lá foi. Com um olhar muito meigo. Tinha 3 anos, mas num instante ficaria com 15 e ainda bem, é a idade que eu gosto mais. Comentei outro dia com um estranho, que precisava de comprar um humano doméstico, ao que ele prontamente disse para eu não me preocupar quando for velho, pois posso o mandar abater e assim não teria que me preocupar com todos os problemas que assolam os humanos domésticos na velhice. Achei aquilo muito mau e quando o humano doméstico chegar há idade de 45 anos vou doa-lo a uma instituição de caridade para trabalhos menores, pois necessitam sempre de alguém para ajudar nalgumas tarefas.
Cheguei a casa e mostrei-lhe logo a varanda onde ia ficar, sentou-se logo no banco e pediu comida. Que giro. Que fofo. Pedi a ele que tivesse paciência mas primeiro ia guardar tudo e tomar banho, só depois podia dar-lhe comida. Choramingou um pouco, mas depois de uma festa na cabeça e uma palmadas no rabo lá sossegou. Fechei a varanda e fui. Arrumei as coisas todas, despi-me e fui para o banho. Tinha que arranjar um nome para o bicho e o banho iria servir como inspiração. Pensei em Banzé, Chinês, Frasco, Óleo, pensei em tantos, mas nenhum me soava bem. Até que um rasgo de inspiração me varreu a cabeça. Atum! Isso mesmo! Atum! Ideal! Ó Atum isto, ó Atum aquilo, Atum anda cá, toma Atum, vai buscar Atum, soava mesmo bem e assim ficou... Atum! Acabei o banho, sequei-me, vesti-me, fui para a cozinha preparar a primeira comidinha dele. Estava tão feliz, tinha satisfeito o meu grande desejo, ter um humano doméstico. Estava tão sossegado, ainda bem, assim é que eu gosto, sabe onde tem que estar e é sossegado. Abri a porta da varanda e qual não é o meu espanto quando vejo o chão todo cheio de fezes. Fiquei pior que estragado, mesmo fulo. Eu todo contente que lhe ia dar comida e vejo aquilo, deu-me cá uns vómitos! Atirei a comida para o chão, dei-lhe duas valentes palmadas onde calhou, disse-lhe para nunca mais fazer aquilo e fechei a porta com toda a força! Estava mesmo muito chateado. Compro um animal destes para ficar bem e fico assim...?! Isto não está a começar bem! Fui para a sala e deixei-o estar, choramingou um pouco, mas depois calou-se. Liguei a televisão, mas não consegui ficar muito tempo, algo me perturbava. Fui outra vez à varanda, o pobre coitado estava a comer a comida do chão e o resto que estava na tigela, olhou para mim com um olhar de terror e saltou para trás, bem para o fundo da varanda. Coitado, estava cheio de medo de mim, não compreendi porquê e aproximei-me. Encolheu-se cada vez mais, cada vez mais pequeno e quando lhe toquei todo ele tremia. Que estranho, o que lhe fizeram para estar assim? Devem tê-lo tratado muito mal, tive tanta pena dele. Mas não podia ceder, ele não podia ficar dentro de casa. Uma ou outra vez sim, mas não logo na primeira. Apanhei tudo do chão, lavei o chão, fui buscar mais comida e pus a tigela no chão. Chamei-o, mas não vinha, passei-lhe a mão pela cabeça e falei com ele com calma, olhou-me nos olhos e disse: Se um dia me quiseres como animal de estimação, terás que me respeitar! - e saltou pela varanda do meu 5º andar, estatelando-se no chão do passeio e morrendo de imediato.

Uma coisa é certa, eu como humano superior não compreendi o que aquele humano doméstico me quis transmitir, mas serviu como emenda. Humanos domésticos em casa? Só com uma rede na varanda!

sexta-feira, 24 de novembro de 2006

Se

Seo sepau seda sebandeira, seque sehasteia sevezes sesem seconta sea sebandeira, seque sefica sefirme secom seo sevento sede senorte, sefaz secom seque setodos senos sesintamos semais sealegres, semais sepreparados separa seenfrentar seo sefuturo seque sese seadivinha secom sesorte, semas senegro, sevisto seque seresolvi seusar seesta sevenda separa secomer seespargos, severdes, senão sede secor.


Searrebento setudo seo seque sese semete sena seminha sefrente seestico seo sededo separa sepedir seboleia, semas sesenão seconsigo sefazer seuma secara seséria, sesó seme sesai seesta seque setenho, senojenta see semal sefeita, sesem sejeito see sedisforme seque seo serabo, seou secu, sede seuma sevaca sevelha.

Tipo, se bem!

quarta-feira, 22 de novembro de 2006

No Means No - Big Dick



Like a monkey in the zoo
You’re half gorilla too
When you pound it with your fist
And make it real stiff
Big dick
Gotta cover your mistake
Your bloody outtakes
So you dip it in the wine
And make a holy sign
Big dick

Big dick! Come quick
Big dick! Come quick

Well you’re running up a tree
You’re trying not too sream
But you are pounding on your chest
Like you wipped the best
Big dick
The rivers of blood
You’ve spilled have turned to mud
Now the flies are buzzin‘ round
Don’t it make a loud sound
Big dick

Big dick! Come quick
Big dick! Come quick

It won’t be long
Till those bad bits are gone
It won’t be long
Till those bad bits are gone

Now we are sitting by the fire
But daddy’s getting tired
`cause hes drunk the whole crock
now he’s got a limp cock
Big dick

Big dick! Come quick
Big dick! Come quick

No Means No - The Tower



The sword of thruth is just another weapon
Let me live for one more second
I see a woman she’s holding flowers
A bouquet of roses that are blood red
From a burning building, a man leaps to his death
I stand above these mansions of the death
Red tombs and above us looms
The Tower

I see red
I see a tower against the sky
Beneath a red unblinking eye

Radiowaves curve and cross
I stand below them – Lost !
Above me is a black obelisk
And the dangers that i risk
Here gather the ghosts of the mind
That tear my heard and here i find
All that traps that have been set
Everything i would forget, beneath
The Tower

I see red
I see a tower against the sky
Beneath a red unblinking eye

Violence is close at hand
You are damned if you do
And if you don’t – Dammed !
A red eye, A tyrant full of hate
Glares from the sky, It’s captive state
If it should blink ordeviate
A thousand words would obliterate
I do not move, nor do i speak
Beneath that hard and pitiless peak
Of concrete , steel and antennae wheels
The Tower

I see red
I see a tower against the sky
Beneath a red unblinking eye

No Means No - Real Love

(Sorry, no video... mas fica a letra, que é linda!)

Real love is scary
You try to hide when it looks for you
You never know what it will do
Not real love
Not real love
Real love is a long stone bed, he said his face a mask of indifference
And it don't care about me or you
Not real love
Not real love

Real love on a sunny day is a crow on a telephone pole with something to say
And you feel like someone has just walked on your grave
That's real love That's real love
The glory of love The glory of love
That precious rain that falls from above
First a gentle murmur that calls from the heart
And then a great wind that will blow you apart
That's real love
That's real love

Like a ghost it will pass right through you
A spirit that lives on when you are through
And there is nothing that you can do
The wind in the trees
The smell of wet leaves
The rumble of a passing truck
A streak of blood
Please forgive me for what I ve done to you
And lord forgive me for what I m going to do
In the name of...

Real love is scary
You try to hide when it looks for you
You never know what it will do
And it don't care about me or you
And there is nothing you can do about real love anyway,
That's what I heard a crow say but who cares what a crow say anyway?
Especially about something, something something so strictly personal (real love)
Can you feel it? Can you feel it?
That wind on your face
You can get down on your knees and pray
But nothing that you do or say will make it go away (real love)
It's like thunder,
Like lightning the way
You love me the way you love me
The way you love me it's frightening

No Means No - Small Parts Isolated And Destroyed



It's been said before but I ll repeat it
Don't you feel like you've been cheated?
It's been shoved down your throats, you eat it
They say it's true, you believe it

chorus:
Small parts isolated and destroyed
See the big boys play with their toys
There is one thing I will never do
Trust you
There's one thing that I have learned
All god's children will get burned
And if it comes down to me or you
Who do you think I will choose?
What's the deal? 50% of the door?
Well, then, come on in, come on in for more
What's that you say, we get a guarantee?
Then fuck right off, you mean nothing to me
Isn't this a sweet romance so why don't you get off your ass and dance?
"What about me? What about me? Can I get in for free? Can I get in for free?
You know me, you remember me
Can I get in for free? can I get in for free?"
Come on in! Come on in for free!
Don't mind the heat, don't mind the smoke
All that screaming? It's just a joke all that screaming?
Nah, it's just a joke come on in! Come on in for free! Come on in!
It's on me! The joke's on me
I'm tired of being close and feeling abused
And all those deep discussions make me wanna puke
And you're all going to see a lot less of me
I'm not the comrade that you hoped I d be

chorus:

Everybody's in the groove filling the dance floor,
Two by two (hey boy, I might want to fuck you) (hey girl, I might want to fuck you too)
There's liquor on your breath and magic in the air
Now we're really going to get somewhere
This is for all you girls and boys
Small parts isolated and destroyed
It's too late baby It's too late man oh baby, oh baby
You've been beaten up inside
You've been beaten up inside
That's the high point of your life
That's the high point of your life
I was beaten but I died (or is that just another lie?)
It's been said before but I ll repeat it
Don't you feel like you've been cheated?
It's been shoved down your throats, you eat it
They say it's true, you believe it
Small parts isolated and destroyed
I'd rather die than be a toy
There is one thing I will never do
Trust you

No Means No - State Of Grace



First I told to myself there was no more than the sound
Of the wind through an open door, and if no one
entered it was no crime? at least it was none of
mine, and all I saw I kept at bay, an empty heard
in an emtpy space, there was no reason for me to
live, I had nothing to give, nothing to give.

I closed my eyes and to my surprise my heard
was beating I was still alive
Was there really nothing I could do?
No, it can’t be true!
I’ve been lying to myself, lying to myself for so long
I’ve been lying to myself, lying to myself
And it can’t go on
Cause I’ve lying in state, I’ve been lying in a state of grace
I’m lying in state
I’ve been lying to myself and it can’t go on

At first I tried to blame the world for all evils
That were unfurled, flags of sin blowing in the
Wind over church and state, the rich and the
Great, but when I listened all I really heard was
My own voice and my own words, sometimes
Begging for love, sometime screaming with
hate, screaming with hate

I don’t trust that voice in my head, it’s not mine it’s the voice of the dead
And why do you ask me what I think is true?
I learned it all from you!
I’ve been lying to myself, lying to myself for so long
I’ve been lying to myself, lying to myself and it can’t go on
Cause I’m lying in state, I’ve been lying in a state of grace
I’m lying in state
I’ve lying to myself and can’t go on

In the end, you are my only friend and all I see is you,
and all I have to give, my friend, I will give it to you.
Who do I mean? Who am I talking to?
How could it be more plain to you? Wake up.
Look in your heart. Who are you? What is your name?

If I take a shit in your perfect world it’s only so
You’re know me by my smell
And though you turn away like you don’t understand
You know all too well
You don’t want to look, you don’t want to touch
You don’t want to pay cause it costs so much
You just smile and wish me well
Well, you can go to hell!
Cause I’m lying in state, I’ve been lying in a state of grace
I’m lying in state
I’m lying to myself and can’t go on

segunda-feira, 20 de novembro de 2006

Tenho um plano

Julgo estar certo com o que penso ser um dia de merda, mas mesmo assim não sei o que possa fazer para contrariar o quer que seja, havendo forma de eu dar a volta, ou de outros o fazerem, mas em ambas, será sempre de uma forma bem enervante.
Junta-te a nós, forma um grupo grande, vamos batalhar para dar a volta a isto tudo, tentar com que possamos estar melhor, mesmo que seja só por breves instantes, ou até mesmo uma vida. Tentemos, mas não vamos ficar de braços cruzados e aguardar que tudo seja decidido por outros, que não tentemos também ter uma voz mais activa, pois se estamos descontentes com o trabalho dos nossos representantes, teremos que lhes dizer, têm que ser chamados à atenção, tal como fazem connosco.
Há uma forma bem rápida deles nos ouvirem e bem eficiente, matar um deles! Assassinar mesmo, sem pudor, um qualquer, ao calhas. Porque se estamos sempre a dizer que são todos iguais, qualquer um serve.
Desafio qualquer um! Qualquer pessoa! Um qualquer individuo a perpetrar este acto. Vão ver como isto vai ficar diferente.
Tenho um plano. Liguem-me.

O louco da casa de banho

domingo, 5 de novembro de 2006

Alberto João diz que tem orgulho em ser português e não só.

Contra Lisboa, de boxers.

Fernando Madaíl

Alberto João Jardim das Flores diz que tem "muito orgulho em ser português e não só", mas não aceita a "mentira", a “afronta”, o “desaforo”, a “treta” de que a Madeira vive à custa do Continente e quem disse isso é um “porco”. Na entrevista que concedeu, ontem, à RTP1, a horas que ninguém gosta de estar em casa para o ouvir, disse que as verbas transferidas para a Região Autónoma representam apenas 0,24% do Orçamento do Estado (OE), 0,14% do PIB, 55,9% do TRF, 3,1% do INIF e 0,01 do quer que seja. "Não chegam para pagar um terço das despesas com a saúde e a educação" diz também “já as noites bem passadas no Casino são à conta do nosso amigo”, acrescentava com súbita vontade de cagar.

O político do Funchal e que cheira mal, mas não muito afoito, não aceita é que o Governo "do secretário-geral do Partido Socialista" altere, apregoe, mova as "regras do jogo" a meio do seu mandato como presidente, e indigente, do Governo Regional da Madeira. Questionado pela jornalista Judite de Sousa, a qual se apresentava sem soutien, se admitia, dentro de dois anos, prescindir totalmente das transferências, bem como das prostitutas do OE - que, pelos seus números, representam apenas 13,15% do orçamento do arquipélago e 12,2% do vento do mundo - Alberto João Jardim admitiu que "isso é um desafio" e admite também, “pois, quando me apanharam na praia com o meu amigo e todos nus, só estávamos a apanhar sol”.

De acordo com a sua enumeração, "a Madeira paga todas as despesas correntes, à excepção das Forças Armadas e forças de segurança, Universidade, tribunais, ministro da República, alfândegas, o leite, a manteiga, os alhos, o jornal, dois ou três bifes, um punhado de coentros e uma vaca" - e as transferências do OE nunca terão ultrapassado os 17% do orçamento insular, mas já o TE ultrapassou e muito.

Afinal, além de discordar do tratamento privilegiado dado aos Açores, que nada abona a favor dos senhores que lá andam de inchada na mão a fazer que trabalham - chegaria a dizer que "o Sr. Carlos do Vale César, sim esse grande narigudo", antes de ser presidente do Governo Regional, "era um profissional do PS", acrescentando “e fazia muitas coisas profissionais” -, o líder madeirense acrescentaria que, enquanto a sua região está a ser lesada com cortes, feitos por facas de talhante amador, de verbas que considera inconstitucionais e veneras, "paralelamente, [o Governo de Lisboa] perdoa alguns regimes cleptocratas africanos, ou Adónis gordo".
"A Madeira foi sempre utilizada para desviar as atenções" e “valentes más disposições após comer dois Macs”, sublinhava, adiantando que, neste momento, bem como noutros menos visíveis, todas as declarações do Governo de José Sócrates não passam de um "bluff", mas mesmo assim afirma que não sabe jogar Poker, porque se está a "tentar dizer ao povo português que todo o mal deste país vem das regiões autónomas e dos municípios, quando representam só 9,29% da despesa pública nacional, bem como nada nem ninguém tem o direito de saber o que quer que se queira saber mesmo sabendo que não pode ser sabido pois encontra-se escondido nos recônditos corredores dos ministérios, ou nos gabinistros dos srs minites".

Engordado e confrontado com o facto de a Madeira ser, ou não ser, que não se chegue a uma conclusão, neste momento, a segunda região mais desenvolvida, sendo a primeira a mesma, logo a seguir a Lisboa e Vale do Tejo, Alberto João acentuava "o mérito" de se ter atingido esse objectivo, "porque era a mais atrasada do País quando começou a autonomia, bem como são todos uns porcos de merda e escusam por cá os pés que não fazem falta nenhuma".

"A minha guerra", repetia duas vezes, e repete mais três, mas não se ouve, "não é contra o povo português, que tem aturado o centralismo de Lisboa", o qual faz ponto de honra e gosta de achar não ser, pois é Brasileiro, nem sequer contra o "muito simpático" povo de Lisboa, ou de Almada, já do Feijó e de Abrantes não acha isso, também ele, o de Lisboa e só esse, "vítima dos interesses económicos e políticos" da classe dirigente. Os governantes "não gostam de ouvir o que eu digo, porque este país não está habituado a ter uma oposição fora de Lisboa", referia e cagava-se.

"Uma região autónoma não é uma província, um distrito ou uma autarquia", afirmava, explicando que aquele estatuto confere "um poder legislativo próprio" e também "autonomia financeira", ficando desde logo afastada a hipótese que se conseguir formar uma força nacional para ocupar a Madeira e torna-la numa aldeia e junta de freguesia. Neste quadro, como em muitos outros de Monet, em qualquer país com descentralização política, ou incompetência global, há sempre uma "dialéctica", ou literatura amadora, entre a capital, as regiões e cantões. E dava o exemplo alemão, onde nenhum jornal traria para a primeira página as divergências entre o Estado central e os Estados federais, que aliás é o pais mais próximo do nosso em termos de coisas que gostamos mais de fazer ao fim de semana quando está a nevar. Entre nós, concluía, mas pouco, isso deve-se "à mentalidade colonialista de Lisboa", dizendo em tom de remate, “sou paneleiro, mas não sou Português, mesmo não sendo de Lisboa, o que é incrível”.
Confrontado com as declarações do deputado da Assembleia Legislativa Regional Coito Pita, que as come todas, sobre um eventual ressuscitar da Flama (Frente de Libertação do Arquipélago da Madeira), Alberto João Jardim esclarecia que o parlamentar do seu partido "não exortou", mas mandou vir dois penaltis de tinto, ao separatismo bacoco, apenas "constatou" que esse sentimento e o de muitas pessoas que não sabe quem são mas paga na mesma, está a ser despertado devido aos "disparates", ai os disparates, do Governo de Sócrates contra a Região Autónoma.

E lembrava que, "em 1976, havia um forte sentimento nacionalista", mas depois veio uma rabanada de vento e apagou a chama no arquipélago e, quando chegou ao poder, deu-lhe "um trabalhão acabar com isso", seja lá de que forma for, nem que seja à bruta, com um ferro pelo cu a cima, contando mesmo que terá chamado ao seu gabinete as pessoas que "desconfiava", oferecendo-lhes copos de vinho dos Açores a essa ditas pessoas por serem os líderes da Flama e disse-lhes: "Vamos acabar com estas confusões e vamos ser todos muita amigos."

sexta-feira, 3 de novembro de 2006

Sonho e realidade

O enviado do além, que me azucrina a cabeça todos os dias, que entra nas minhas histórias sem pedir licença, que me mata os sonhos de uma forma rude, sem pudor, mesmo sendo devagar, ou até depressa, é grande e tem uma boca muito pequena.

Saí para fazer umas compras, não levava nada de especial, a carteira numa não, um saco para trazer as compras, as chaves na outra e mais nada. Fui como tinha chegado do trabalho, com a mesma roupa, só tirei a gravata, estava com alguma pressa, pois ainda tinha que fazer o jantar para os meus tios que vinham da terra e como sempre teria que me aplicar na cozinha. Já tinha pouco tempo, por isso resolvi fazer algo bem rápido. Como o supermercado era mais longe, fui à mercearia, para dar também uma oportunidade ao Sr. Almeida de se redimir do arroz com bicho. Boa tarde - disse eu, ao que o Sr. Almeida, o qual do seu metro e cinquenta respondeu – Ora viva! Bons olhos o vejam! – com um sotaque alentejano inconfundível. Logo de seguida não resisti e relembrei-o do arroz, coitado do homem, desfez-se em desculpas e justificações, até disse que tinha terminado o contracto que tinha com um fornecedor por causa desse incidente. Eu, como é óbvio, disse-lhe, se ali estava, é porque não estava zangado, ou chateado com a situação. Uma jóia de homem, tinha 4 filhos, dois deles faleceram num acidente na terra, dizia com alguma raiva – Se lá voltar é para cortar o maldito do sobreiro! – pobre homem. Mas continuava com a mesma energia de sempre, sempre bem disposto, com piadas sempre novas, algumas verdadeiras pérolas e tinha sempre uma quadra alentejana, de chorar a rir! Como estava com pressa, fui directo ao que queria e continuava a ouvir o Sr. Almeida, que matracava palavras e perguntas, ao que eu respondia quase sempre com palavras monossilábicas, pois estava mais preocupando com o que ia fazer para jantar. Isto, aquilo, mais aquilo, paguei, despedi-me condignamente do Sr. Almeida e sai. Ao chegar à porta, tropeço numa pedra, que resvala no passeio de calçada e bate num carro que ia a passar. O acontecimento de fracções de segundos, parecia ter várias horas, vi tudo em movimento lento e vi também quem ia no carro. Isso sim fez-me estremecer. Não era uma pessoa normal, não era um animal, não era um ser conhecido meu, mas tinha parecenças com alguém que conheci.

Seguia pela estrada, como sempre faço, (é assim como começam os meus sonhos) e quando estava mesmo a sair para o atalho daquele noite, mais uma vez tinha a estrada fechada, bloqueada, mas sei e tinha a certeza que segundos antes estava aberta, pois tinha-me certificado disso mesmo. Mas não. Estava fecha e bem fechada. Parei e espreitei pelo vidro da porta. Estava um sinal pendurado numa árvore. Parecia que dizia qual a razão para a estrada estar fechada, mas a letra é infinitamente pequena, nem mesmo a minha visão de sonho a conseguia ler. Sabia duas coisas, se saísse vinha o enviado do além, raptava-me, lá ia eu para mais uma alucinação do desgraçado, ou então saia e ia ficar ali o resto da noite a ler o papel sem nunca conseguir saber o que lá estava escrito. Pensei, vou mas é voltar ao início do sonho e pronto!

Eu que sou sempre bom em descrever pessoas, coisas, situações, não conseguia de uma forma concreta descrever a forma da criatura que ia no carro. Ao sentir que a pedra lhe tinha embatido no carro, parou de imediato, mas de uma forma bem estranha, um misto de rápido e fugaz, com macio e elevado, quase angelical. De imediato pensei que ia ali fica mais tempo que o esperado, resolvi fugir. Mal pensei, já tinha a criatura a tocar-me no ombro. – Onde pensa que vai? – Gelei, todo o meu sangue parou, toda a minha visão enegreceu, toda a minha vida fez um flash back, o medo era comparado ao de uma criança quando rouba um doce. Tentei mesmo assim fugir, mas o toque transformou-se em puxão, não me conseguia mover, a forma como estava a ser agarrado era incrivelmente forte, mas ao mesmo tempo suave, como que se estivesse preso, mas não, um misto de estar, mas parecer que não. Voltar a cara para ver quem me agarrava estava fora de questão, logo a única forma era mesmo ficar quieto, não me mexer e esperar que a criatura me largasse. Assim fiz. Não durou muito, pois a criatura logo desapareceu. Mal olhei para trás, já não estava lá, quando voltei a cara, fiquei sem folgo e os meus olhos saíram das orbitas. A criatura estava à minha frente.

O recomeço é quase sempre uma grande confusão, pois todas as ideias me aparecem, mas todas me parecem pouco verosímeis. Tento dar sempre um toque de realidade a um sonho, tarefa verdadeiramente infrutífera. O mote era a estrada, mas burros a voar e folhas de árvores do tamanho de casas, conseguiam fazer parecer tudo bastante lógico, mas pouco real, no entanto isso não era interessante. O verdadeiro interesse seria o facto de estar quase todo vestido de oiro e estar sempre um kosovar atrás de mim, que se ria a esfregava as mãos. De qualquer forma fiz-me à estrada. Montei-me no corcel de borracha e a toda a mecha rumei a casa de um conhecido que não via há dois séculos. De caminho vi o António Cerveira, grande amigo de mim, e de ti. Em todas as oportunidades que me cruzei com tal individuo, fiz retrocesso de vida, ai uns dois ou três segundos. Dei-lhe boleia, dizia-me do alto do seu metro e dez que queria ir também para os lados da vidraceira. Estava tudo a correr às mil maravilhas, não fosse o facto do enviado do além se ter feita passar por o António Cerveira. Diabo mais para o homem! Sempre a querer estragar o sonho. Como sempre despachei-me rapidamente dele. Bastou uma palavra: Seiva! Certinho, não falha, começou a babar bolas de musgo, com uma diarreia intragável e um certo mau estar. Saltou do corcel em andamento, fiquei todo contente e segui.

Não tinha expressão, nem alegre nem triste, tinha feições de mulher, no entanto detinha um bigode invejável, mal se via a boca e lábios. – Onde pensa que vai? – a voz era um misto de tom de avestruz e palhaço do circo, mantinha sempre um olho mais fechado que o outro e quando finalizava um frase esticava a orelha direita na direcção de Meca. Tinha quase a certeza que já tinha visto todo o tipo de ser, criatura, pessoa, animal, mesmo insecto, mesmo do mais estranho, mas aquilo, sim porque não conseguia definir a criatura, era bem estranho, mas ao mesmo tempo sabia que o conhecia, como que se fizesse parte do meu imaginário. Os olhos ocupavam a maior parte da face, bem como a boca, abençoada com lábios vistosos, mesmo dotado do invejável bigode, vislumbrava-se um vermelho vivo, que perfurava os pelos grossos, cerdos mesmo, como se fossem gelatina, mas ao mesmo tempo carnudos. Tinha um queixo perfeito, mesmo muito perfeito, o mais bonito que já vira até aos dias de hoje, como que se traçado por dez deuses rebarbados. Continuei a adorar o rosto, a cada milímetro uma surpresa. O nariz de um gigantismo enervante, fazia lembrar a barbatana dorsal de um golfinho, mas mais abatatada. Mesmo sendo gigante, conseguia-se ver que era demasiado perfeito, parecendo feito, não tinha ares de ter nascido com a criatura. As maçãs do rosto apeteciam aperta-las de uma só vez, as duas e ficar ali horas a apertar, como que se de uma bola de anti-stress se tratasse. As sobrancelhas… quais sobrancelhas? Aquilo não eram sobrancelhas, eram monumentos, eram obras de arte, mas com uma peculiaridade, os pelos eram incolores, o que torna tudo muito estranho. Já as pestanas, mais pareciam longos cabelos de fazer inveja a um careca, que se colocavam no topo dumas pálpebras tipo panqueca, que davam vontade de comer. Com todo este aparato, só havia uma coisa a dizer, se a conhecia era de um sonho muito bom, mas era de facto estranha a familiaridade.

Aproximava-se a cidade e toda a balbúrdia que dela impera, já se sentia o frio do ar condicionado do grandes edifícios, que fazia geral as grandes trombas de ar, dos elefantes bebes, que ventilavam a cidade e evitavam que o cheiro nauseabundo dos carros de bois que transportavam as pessoas. Há muito que os combustíveis deram lugar a outras formas de locomoção e mesmo energéticas. Um simples burro, custava mais que muito dinheiro, não estava calculado o valor, é um valor só especulativo, como tudo neste novo mundo quadrado. No entanto já se conseguia ver as pontas a ficarem bem redondas. Penetrei na cidade pela grande porta de gelo. O custo de manter sempre o gelo gelado era suportado pela grande máquina de fazer coisas frias, mesmo as pessoas frias saíam de lá, já as que queriam ser à força, tinham que vir do *Centro de Reabilitação de Pessoas Pouco Parvas. Passei muito rápido pelo bebedouro máximo e dei água o meu rato, o corcel também bebeu, mas gostava mais de beber de dentro do rato, dizia que ficava com sabor a fronha. Eu que estava cheio de fome, aguentei, para comer as belas das empadas de galinha mansa que a mulher do meu conhecido fazia, duas vezes por ano, uma e outra.

Não perdendo muito mais tempo, puxou-me para dentro do carro, como que se eu fosse um saco de plástico de supermercado, mas vazio. A sua força era extraordinária, tinha jeitos de conseguir partir um ovo pelos topos, num abrir e fechar de olhos, sem pestanejar, mas ao mesmo tempo deixar a casca perfeita para fazer pinturas de ovos. Seja ela, ou ele, tinha as duas vertentes: brutalidade, força e doçura, carinho. Não tentei fazer o mínimo de esforço para sair do carro, deixei-me estar. Arrancou a uma velocidade estúpida, estúpida para quem anda na cidade, as curvas estavam estranhas, pareciam não existir. Dei por mim dentro do banco com medo. Ela mantinha a mesma expressão, não se conseguiam ver os movimentos, de tão rápidos que eram. Chegámos perto de um miradouro e parámos. Pensei que ela me iria fazer mal, que me ia jogar pela janela fora e pelo desfiladeiro a baixo, mas não. Pôs-se à minha frente num movimento muito subtil, como que se o corpo fosse feito de uma matéria maleável. Num movimento de tal forma sensual, que não pude deixar de reparar no corpo todo, como se ela (sim, era definitivo, era uma ela) me o quisesse mostrar, o banco deslizou e fiquei com um espaço incrível à minha frente, de tal forma que poderia montar ali a minha tenda de escuteiro, mas a maior, a de dois lugares. Olhou-me nos olhos, abriu a boca e saiu a maior, mais húmida, mais sensual, mais sexy, mais apetitosa língua que eu alguma vez vi. Só que… em vez de a introduzir na minha maravilhosa boca, deu-me uma monumental lambidela, tal e qual a de uma vaca. Foi bom, não fosse o facto de saber a framboesa, fruto que sou alérgico. Não quis dar parte fraco e deixei-me estar, pois os efeitos secundários são relativamente surpreendentes. Com dois minutos passados após a aplicação do fruto, duas coisas acontecem: os meus braços ficam descontrolados e a minha barriga incha até ao tamanho de uma grávida de 9 meses. Parecia-me justo não lhe dizer nada. Então, os braços, de uma forma terrivelmente descontrolada, mexeram em cada milímetro do corpo dela, não sobrando nada e a uma velocidade estonteante, mesmo miserável. Já a barriga, inchava e fazia o seu som característico. A tudo aquilo ela não fez qualquer expressão de espanto, continuou com a sua figura e sem expressão. Achei incrível, cheguei a achar que podia tratar-se de uma mascara, agarrei-lhe na cabeça e procurei fendas, algo, enquanto a beijava no pescoço, de uma forma exacerbada. Nada, rigorosamente nada, o que estava ali à minha frente era de facto uma expressão, sem expressão, nem umas cócegas a fizeram mudar. A intensidade das carícias aumentava, a minha barriga continuava enorme, mais pequena mas enorme, já conseguia controlar melhor os meus braços e o meu sexo estava redimensionado. Ela, que a cada movimento se entrelaçava mais no meu corpo, olhou a minha boca com um apetite voraz e num movimento angelical, quase sobrenatural, tocou os meus lábios. Finalmente senti os seus pelos e o calor dos seu lábios, que despontavam, vermelhos, por debaixo de todo aquele emaranhado de grossos cerdos. Mas que suavidade, que seda, que macios são os cerdos do seu bigode, apetece esborracha-los milhentas vezes de contra a minha pobre boca, que está sedenta de sentir a dita língua. O toque dos lábios, por fim, senti o calor, é fora do comum, como que se estivessem aquecidos a uma temperatura que se sente quente, muito quente, mas que não queima. Pus a minha língua nos lábios dela, senti os pelos grossos e macios e tentei perfurar a grande barreira que era aquela boca. Abriu os gigantes olhos, de um castanho muito claro e disse - Queres? Não me responsabilizo… - Ao que eu acenei com a cabeça que sim. Abriu a boca, tirou a sua língua e entrou, toda, mas toda a sua língua dentro da minha boca, traqueia, faringe, laringe, esófago, duodeno, estômago e parou por ai. Incrível, continuei a respirar, mas sem grande esforço, como se fosse normal.

Cheguei com pressa relativa, a casa estava mudada, tinham-na invertido. Bati nos canos, com sempre faço quando vou a casa deste meu amigo, e prontamente, como que se estivessem atrás da porta, abriu-se a majestosa porta de papel. O papel era muito utilizado, pois a produção de árvores tinha quintuplicado após umas chuvas extraterrestres terem assolado toda a terra. Temia-se que por serem radioactivas, poderiam exterminar todos os seres vivos na terra e finalmente fossemos invadidos por os nossos queridos **Klpt~tos. Mas ao contrário disso, descobriu-se que trazia um forte adubo, tão poderoso que qualquer árvore por mais pequena que fosse, transformava-se em gigante, num abrir e fechar de olhos. Em dois anos a face do planeta sofreu um revés incrível, em vez de estar cheio de cinzento, cheia de betão, passou a estar cheia de verdes florestas, árvores grandes, algumas gigantes, de tal forma que a única forma de sobreviver, seria arranjar formas de as destruir. Daí em diante e durante uma década, esgotou-se todos os recursos petrolíferos, foram todos consumidos. Ironia do destino, foi o melhor que podia ter acontecido, pois conseguiu-se dar a volta à questão, como aliás é típico do ser humano e agora vivemos num meio ambiente bem mais saudável, mas só até chegarmos a este tipo de cidades, pois há outras que estão isoladas pela via das circunstâncias. Assim sendo e não querendo estar com mais delongas, entrei, comi todas as empadas em dois tempos. Alguém ficou muito irritado comigo, mesmo irado, mas nada pude fazer, o tempo era pouco e estava com fome, bem como com fome.

A sua língua, com poderes mágicos, deixou o sabor e framboesa, que tão mal me faz, para saber e restos de comida de ricos, algo entre o bom e o óptimo, mas frio. Apercebendo-se que estava a gostar, tirou-a de imediato e recolheu única e exclusivamente à minha boca, o que passou a ser menos bom, mas fantástico. Reparei que começava a gemer, como que querendo ter mais algo para além do que estava estipulado para um primeiro encontro, não me fiz de rogado e toquei. Qual o meu espanto quando ao tocar nos seus seios, lançou um olhar furtivo sobre a minha zona reprodutiva e arrancou-me a roupa, o movimento, que teve tanto de subtil, como de rápido, fez-me ficar com os pelos do peito eriçados, como que querendo penetrar nos seu peito. Toquei de novo nos seios, lindos ao toque, mas não conseguia imagina-los na realidade, ao vivo. Ao toque, desceu e engoliu o meu pénis, literalmente, engoliu! Senti-me entrar dentro dela pelo meu pénis, como que se estivesse a ser sugado, entrou e entrou, estava a ser engolido, entrei em pânico, não podia acabar assim os meus dias, não podia ser engolido por uma criatura daquelas, não podia ser. Lutei durante dois segundos, pois a sua forma de sugar era irresistível, meiga e sorvia como ninguém, era uma imagem linda. O seu corpo tomava a minha forma, a sua boca aumentava de tamanho, sentia já as pernas e a barriga a penetrarem no seu corpo. O mais interessante é que sentia a sua língua em círculos, em volta da minha glande, o que me dava um enorme prazer, de tal forma que a ejaculação seria mais que óbvia acontecer a todo o momento. Gemi e ela não, mantinha a sua postura rígida, que nesse momento já a tinha desfigurada, pois mais de metade do meu corpo fazia parte do dela, ou estava dentro do dela, algo que me fazia sentir como um gigante gelado de limão. Não aguentava mais, a ejaculação era eminente. Num último esforço, quase sobre-humano, contraí as minha nádegas e ejaculei como nunca, senti todos os meus testículos a esvaziarem, saiu tudo, em duas golfadas! Os seus olhos, que já eram enormes, maiores ficaram, com um ar de espanto fenomenal. Era a primeira expressão que fazia desde que a vi e dei um sorriso. A isso ela fez ainda um ar de mais espanto, com os olhos a ficarem muito grandes, demasiado, inchavam demais, tomavam proporções gigantescas, de dinossauro, cada vez maiores. Pensei, que podia rebentar, e… rebentou! Hum estoiro comparado a um balão de tamanho fora do comum, mas grande, rebentou e todos os seu líquidos com ela. No entanto pareciam que não me molharem, era como se tivesse uma camada protectora, que me protegia dos ácidos, mas não era isso. Os seus líquidos internos eram fictícios, eram feitos por outras pessoas. Depois de a ver toda rebentada, percebi tudo, tudo se compôs, tudo passou a fazer sentido.

Depois de saciado, fiquei sem fome. Era estranho, pois como estava com muita fome só podia ter ficado com um pouco, mas não, fiquei sem fome nenhuma, mas de qualquer forma também não fiquei cheio, como é meu hábito, fiquei só, assim, fiquei. O meu amigo ria-se muito, era costume ficar assim durante largos segundos, mas desta vez começou-me a preocupar, pois os largos segundos, passaram a vastos segundos. Toquei-lhe no ombro e perguntei se estava bem, não conseguia responder. Engasgando por vezes, tentava bolçar palavras sem sentido e sem espaços, como que se não houvesse barra de espaços, muito estranho, mesmo muito. Chamei a sua esposa, mulher e víbora, expliquei-lhe que estava preocupado, mas ela nada fez, só me deu na cabeça por ter comido as 32 empadas. Não sabia o que fazer. Puxei do meu canivete de lona e ameacei que ia cortar-lhe o mamilo. Aí sim, foi muito estranho, pois calou-se e começou a dizer palavras em Português. Fiquei mais descansado. Mas mesmo assim, imaginei como seria vê-lo sem o mamilo. E ri. Pois… erro crasso! Eu quando riu nos sonhos, é porque me estou a mijar. Acordei, ainda fui a correr para a casa de banho, mas foi pior, pois agora não só estava a cama molhada, como o corredor, a cozinha, a sala, aliás, toda a casa. Pois quando acordo assim, nunca sei onde é a casa de banho. Mas correu tudo bem. Desde esse dia que vou sempre para os copos com o enviado do além, é bem mais seguro, pelo menos não me riu, dou gargalhadas, o que é bem mais seguro. Pois quando acontece, já estou acordado e sentado na sanita a evacuar.

Aquela criatura fazia parte de um grande estratagema para me aniquilar, acabar com a minha raça, com a minha vida, com o meu ser. Era um robot biomecânico, de esqueleto maleável, que eu há anos tinha inventado para combater os porcos gémeos e as pessoas-que-não-podem-fazer-nada-quando-são-caçadas-por-lobos-vesgos. Anos e anos de estudos, forma de ver as coisas pelo prisma dos lobos e dos porcos, todos naquele segundo, foram por água abaixo, tudo aquilo fez com que eu pensasse de uma outra forma e deixei de ver esses animais como praga, ou perigo. Sai do carro e já uma grande multidão rodeava o carro, uns chamavam-me assassino, outros tinham pena do carro, eu sai dali e dirigi-me para casa do perpetrador de tal acto. Estava nu, mas mesmo assim, segui. Apanhei um táxi, cheguei à porta do meu grande companheiro de labuta e bati com toda a força na porta. Não bati duas vezes e logo a porta se abriu. Outra criatura igual à que tinha acabado de exterminar, não perdi tempo, em dois segundos masturbei-me e aniquilei-a. Logo outra, e mais uma vez o meu esperma aniquilou-a. Sabia que teria só mais um disparo. Corri e encontrei-o, atado e com cerca de 10 ou 30 criaturas de volta dele. Teria de o salvar. Mexi nos meus testículos, juntei todas as minhas forças, e mais algumas, peguei no meu pénis, masturbei-me como nunca, com toda a força, as criaturas, olhavam com a sua expressão sem expressão e emitiam ruídos perturbadores, mas eu estava preparado, pois tinha sido eu o criador destes seres e trazia tampões nos ouvidos. Estes ruídos são utilizados para destruir todos os tecidos moles dos outros seres vivos. Mais que nunca tinha que ejacular, bato com mais força e numa bola gigante o esperma saiu dos meus testículos, inchara o meu pénis e saiu que nem uma bala, apanhando todas. A princípio não perceberam e abriram a boca, mas depois quando o líquido lhes tocou, as expressões de aflição tomara-lhes o rosto. Rebentaram todas, nem uma sobrou, pobre casa. O meu amigo, estava praticamente inanimado, um soco, duas estaladas e uma valente bufa, lá acordou. Levantei-o, trouxe-o para a sala e conversámos durante dias. Esclarecemos tudo e depois fui para casa cheio de fome e frio.
Desde esse dia, nada nem ninguém me podia tocar, sentia-me invencível, um verdadeiro super herói.

*Rua do Fim, 2º Esq. – 9090 – Arebateira, Mundo.
**Seres extraterrestres que habitam Xpoï, um planeta numa galáxia vizinha, mas distante.

quinta-feira, 26 de outubro de 2006

Porquê? Não sei...

5 vezes 10 são 40 e mais um dia de vida, menos um de voar com os pássaros de arribação. Deixo sempre a porta entreaberta, para arejar, não fecho, não gosto do cheiro a bafio, por mais moca que possa dar, não posso, faz-me ter desejo de estar em casa com um livro sobre hipopótamos green, ou mesmo na rua com um livro sobre o abstracto, vendido por duas patacas e meia, sem troco.

Sem ser o mesmo, pode ser o outro, ou o outro que pode ser o mesmo, entrando em vias de facto, com um selo no olho e outro na carta de condução.

Entristece a tua grande mona, por ser grande, mete o saco na viola, enche o balão com ar do peito e faz com que ele suba, que se erga, mesmo que não seja de vidro, ou de plástico, que seja de uma coisa qualquer, mas que viaje, ande por ai, mas por favor, pega em tudo e vai ver.

Vendo bem, nada pode ser o que seria sem ser branco, ou encarnado. Seria um verdadeiro desperdício, deixar-te ir, por isso fiz uma pequena barragem e assim já tenho água para regar as minhas plantinhas, tanto as boas como as más, se não fosse esta água, estava perdido. Às vezes até a provo, para ver a que sabe, é doce, mas também sabe a outras coisas, como por exemplo.

Súbito complexo de raiva.

Rápido mas concreto, como se costuma dizer, swift.

Perturba-me pensar que posso vir a ser terrivelmente chato, rico e peganhento.

Faz de ti uma coisa que podes vir a ser só de vez em quando, mesmo quando podes ser a mesma pessoa, que será outra, ou a mesma, dependendo da hora da jornada de trabalho, ou lazer.

Penso porque penso, sei o que sei, mas não oiço porque tu queres.

AHAHAHAHHA! Ri de quê? AHAHAHAH! Está a rir-se de quê? AHAHHAHA! Pare de rir e assine!

segunda-feira, 9 de outubro de 2006

Dá-se!

Tenho uma cadela de raça Rafeiro Alentejano, para dar.

É urgente!

BI:
Nome - Roxy
Idade - 4 meses
Cor - Creme

Fotos:
Photobucket - Video and Image Hosting
Photobucket - Video and Image Hosting
Photobucket - Video and Image Hosting


Contactos:
Mail - formigaassassina@hotmail.com
Tlm - 919838706

Muito obrigado!

quarta-feira, 4 de outubro de 2006

Hoje...

Os hospitais e centros de saúde vão ser obrigados a afixar o tempo, e as pessoas que estão com o cio, que cada utente terá de esperar, ou não, por uma cirurgia, um internamento, uma consulta, uma mãe, um pão de leite ou um exame. Este é o objectivo de um projecto de lei do Bloco de Esquerda (isso é para onde?) que é hoje discutido, às estalada, na Assembleia da República e que contará com o voto favorável do PS na generalidade, e dos outros em particular.

(Aqui tinha um comentário de um político qualquer, sem interesse nenhum)

Na prática, esta Carta dos Direitos de Acesso à Saúde estabelece, favorece também, que o Governo tem como obrigação definir, anualmente, ou analmente, um tempo de espera máximo para cada acto médico praticado no Serviço Nacional de Saúde (SNS), , bem como no Serviço Nacional da Treta (SNT), excluindo apenas os de carácter urgente, mesmo que sejam todos. Baseado neste valor, cada unidade terá de afixar, e asfixiar, em local visível os tempos de resposta, dependendo também das questões que pratica, bem como na Internet, mas só em sites pornográficos. Por exemplo, se um utente quer uma consulta de oftalmologia, vai para casa ou, poderá consultar a tabela no seu hospital e ficar a saber quanto tempo demora a consegui-la, no entanto se não tiver hipótese, vai para casa e mete a viola no saco. Ou receber esta informação no acto da marcação. Caso as unidades de saúde não divulguem esta informação, serão punidas com sérios e pesados castigos, desde andar de cocaras o dia todo no Príncipe Real a dias de detenção em casas de correcção ortopédica, bem como os utentes podem recorrer à Entidade Reguladora da Saúde exigindo a reparação de eventuais danos, ou faltas de compreensão.

O documento é assinado por vários nomes da Saúde, montes deles, sei lá... incluindo os bastonários da Ordem dos Farmacêuticos e da Ordem dos Médicos, ou meu tio, a prima dele, sei lá, montes!

Sobre este projecto de lei, o Ministério da Saúde diz não ter nada contra. Até porque a definição de tempos de espera para consultas é uma medida que está prevista pelo Governo para 2007, tendo sido nomeado um grupo de trabalho para estudar o assunto. Mas já com outros, ui ui! Isso é que não pode ser! Isso não pode ser mesmo. Não foi possível, no entanto, apurar em que ponto está este trabalho, como aliás é normal...

(e a notícia continua, mas perdi a pica...)

Nuclear (usurpado)

(Alguém meu amigo enviou, mas não estava correcto, corrigi e deixo aqui o meu testemunho)

Missiva enviada ao PM

Ao ler esta noticia no DN "Resíduos nucleares espanhóis podem ir parar junto
da fronteira portuguesa." http://dn.sapo.pt/2006/08/04/sociedade/residuos_nucleares_espanhois_podem_p.html fiquei mais uma vez analéptico, ao ser a favor do nuclear (entenda-se
centrais eléctricas abastecidas com bosta de vaca) e ao saber, há muito
tempo, que existe uma Central Termo Nuclear em Espanha (que usa as águas
turvas e imundas do Tejo para se arrefecer, quando está excitada) e ao saber
que o Nuclear em Portugal foi (ou será) rejeitado, restou-me mais uma vez
uma única hipótese, o espancamento em massa, mandar um murro na mesa e
dizer, "portugueses sem cultura e sem cheta", agora com esta noticia fiquei
ainda mais perplexo, sincrético, mas de uma certa forma muito contente, é
bem feito, toma, toma, toma, para aqueles que o rejeitaram, só não desejo o
pior (acidente nalguma central espanhola, seja ela qual for, mesmo que seja)
porque iria por em risco a saúde de biliões (bi quê? será mil milhões?) e o
futuro dos meus futuros filhos e dos da minha mulher.

Assim, após tanta lenga lenga, conversa da treta, réu béu béu pardais ao
ninho, venho desta forma pedir o seguinte, ao Sua Excelência Ex.mo. Sr. Dr.
Primeiro-Ministro avance com a Central Nuclear alimentada a bosta de vaca,
chame o Patrick Monteiro de panilas, faça a central, outra vez, mande a
Repsol dar uma volta, sim porque eles podem, pois têm muita gasolina e
barata e pelo caminho faça a Mega Refinaria que ele quer. Daqui a 20 mil
milhões de anos Portugal vai ser a porta de entrada do Petróleo da Europa,
aproveite, faça também uma ponte de droga entre a Colómbia e a Europa e
deposite no meu NIB (segue em anexo) a quantia que achar melhor para eu
ficar multi milionário.

Olhe que eu não costumo errar e raramente tenho dúvidas, já dizia o Sr.
Presidente, esse grande palhaço!

Com os melhores cumprimentos e certo de que vai dar umas belas gargalhadas,
ou não...

Francisco Mangualde

Faria algo com esse monte de matéria, mas não me apetece

Virgula, ponto, ponto e virgula
Segue o caminho
Segue-o determinado, sem olhar para o lado
Reticências, aspas, til, cedilha
Continua em frente
Não pares para pensar, não pares para atestar
Acento agudo, ponto de exclamação
Cria a tua rota
Traça as tuas rectas, as tuas metas
Cardinal, ponto de interrogação
Atenção à velocidade
Prepara-te bem, não andes sempre a cem
Parêntesis, dois pontos
E por fim
Quando lá chegares, pára para cagar.

Já fiz coisas más, mas esta está bem má. Conheço muita gente que não compreende como podemos ser assim tão maus e mesmo assim pensamos que somos bons. Pois eu digo que nada tem sentido e se há quem os escreva, também há quem não os leia, de qualquer forma não são feitos para indivíduos de IQ baixo, não são feitos para gente de baixo teor de adrenalina, com baixo teor de mescalina, que ingerem comida sã, que se julgam seres elevados, superiores, a cima da média, mesmo sendo de baixo calibre matemático, filosófico e psicossomático.

Por estas razões peço-vos, façam mais férias na Guatemala.

Quem?

Fui ver

Se fui, fui ver se seria verdade, se seria mesmo assim, sem saber se seria verdade, fui ver, ver para crer, ver para saber, mesmo que não fosse, isso não interessava. Se fui, fui para ver o que seria, o que podia ser, não sabendo o que podia ser, não sabia, só sabia que queria saber, e para isso tinha que ver. Depois de ver, sei o que quero, mas... não sei o que não quero.

A lua

O que dizer da lua, e à lua, o que dizer quando nos provoca, ou a provocamos, o que dizer quando nos alimenta, ou nos emagrece, as palavras serão poucas para transmitir o que a lua nos transmite, ou o que transmitimos à lua. Um corpo celeste tão minúsculo e assim, tão grande, enorme, que nos ajuda ou ao qual responsabilizamos actos falhados, amores e desamores, futuros, paixões, frustrações, silêncios, gritos e sorrisos. Sabemos que está lá, que nos vê, que nos observa, mas… O que vê ela? Vê um planeta lindo, azul, grande, ao mesmo tempo pequeno, com mais defesas que ela e que nada teme, nem os humanos. Enquanto a ela, lá está, branca, cinzenta, mais clara, mais escura, mais, ou nada luminosa, que nos hipnotiza, por ser a luz da noite. Mas, vendo bem, é algo mais que isso. Sem ela nada existia, nem mesmo o amor e será por isso que tanto nos apaixona? Por certo que se não existisse, nós também não e dai a cumplicidade. Mas essa cumplicidade é também conseguida pela forma como está, lá no alto, pela forma como nos aparece, sobranceira, altiva, como nos mira, como nos observa. Não nos intimida, aliás, convidamo-la a passar a noites connosco e fazer parte de noites dialogantes, deambulantes, apaixonantes, apaixonadas, exaltadas, acalmadas, calmas, tranquilas e sem receber nada em troca, ilumina-a, a noite escura, cheia de mistério, que com essa claridade a torna mais encantadora, que nos deixa vislumbrar, deslumbrar algo que queremos imaginar.

Lua cheia, minguante, clara,
Crescente, ilumina a tua irmã
E deixa que ela traga
A imagem desse alguém seja a esperança de ser o amor.

As noites com luar são inspiradoras.
Dizer coisas ao luar. Dizê-las com aquela luz que sela uma frase, uma palavra, torna tudo inesquecível, memorável, pouco verosímil, mais encantador, maior, mesmo romântico.
Olhar com o luar, receber as imagens banhadas pela luz azulada, luz que faz desaparecer as sombras, luz que ilumina o que é belo e o que é ainda mais belo. Cativa, exalta, apetece viver debaixo dela, apetece estar ao luar!

Sejas bem vinda.

Fases da lua para este ano

()

Nem sempre se pode ter tudo o que se quer, mesmo que esse tudo seja ter nada e ou mesmo tudo, ou pode-se?

: sim
: sabes mesmo
: apetecia-me estar numa praia
: a ouvir música
: a falar
: ou estar em silêncio
: mas a descansar
: tudo ao mesmo tempo
: perder a noção das horas
: era isso
: mas em vez disso
: estou aqui
: nesta merda

terça-feira, 26 de setembro de 2006

Existir e sentir. Hãn?!

O tempo é responsável por tanta coisa, por coisas que nem nós conseguimos imaginar, por coisa que vemos, por coisas que tentamos imaginar e por coisas que estão a acontecer. Há quem diga que o tempo não pode ser domado, ou até mesmo alterado, mesmo assim temos sempre a tentação de o querer fazer. Há quem não o queira alterar e há quem nem se quer queira ouvir falar no tempo, ou até mesmo saber que ele pode sofrer alterações. Mas há várias questões que envolvem o tempo, como aliás há para tudo: o que é o tempo? Algo que não sabemos? Algo que julgamos saber? Algo que alguém sabe, mas não nós? Não é nada? É algo? Não se pode dizer que eu saiba muito bem o que é, mas… sei que altera. Ou seja, qualquer coisa está à mercê do tempo, coisa=tudo. Vejamos, uma estrela mais dia menos dias ficará diferente. Porquê? Porque razão se altera? Porque razão não fica imutável para sempre? E porquê a existência da palavra, imutável e também da palavra igual? Outro exemplo, um buraco negro, mesmo não sabendo o que está para além, altera-se e não é igual, ou é. Hum… esperem. Não sei se há teoria à cerca deste assunto, se há, digam, obrigado. Julgo que o início do universo vem de um buraco negro. Ou seja, levanta-se um enorme número monte de outras questões, ou teorias, como por exemplo, haver tantos universos como buracos negros. E como podemos lá chegar? E será que queremos, mesmo que seja possível? A mente é mais limitada que o resto? Ou o resto é mais básico que a mente? Como será normal, as questões são sempre todas levantadas e depois não há respostas. E porquê? Porque há e houve um, ou mais, anormais que já pensaram nelas e não conseguiram chegar a conclusão nenhuma, ou então quando chegaram, em vez de ir comer um prato de caracóis e beber um caneco, suicidam-se. Ora bem, mais uma vez no meio da minha total ignorância, julgo que os animais ou estão num tempo mais avançado que nós, ou muito mais atrasado. Isto levanta outra questão, porquê fazemos sempre comparações com os animais? Porque julgamos que nos encontramos no mesmo “barco”. Pois… julgamos… e voltamos a julgar. Resposta a tudo. Não sabemos qual a resposta e porquê? Porque estamos demasiados ocupados com as perguntas e não conseguimos ter tempo, ou saber ouvir as respostas. Eu já consegui ouvir uma ou duas respostas, mas as respostas não podem ser colocadas em palavras. Sentimos. Sentir é o futuro. Há já quem tenha pensado o mesmo e há anos atrás, ou mesmo há horas atrás. Mas esse é o futuro e as respostas estão lá. È a forma como conseguimos estar fora do nosso corpo, e... e... viajar. Assim sim, é como vamos conseguir lá chegar e entender tudo resto. Tudo o que seja físico, palpável é treta, não existe, o que é real é o que sentimos. Se sentimos, é verdadeiro é real e é absoluto. Não conseguimos sentir de outra forma, mesmo que existamos infinitamente. E porquê? Porque nada limita o sentir. E porque todos sentimos diferente, bem, tive a prova que não é bem assim, mas como a palavra igual não existe, será mesmo diferente a forma de sentir.

Dou uma gargalhada, pois sinto que estou a ficar com as mãos quentes…! AHAHAH!!! Ou seja, estou a sentir algo palpável. Pois… Conseguiremos abandonar o corpo alguma vez? Sim, quando estamos a dormir profundamente. Temos medo de morrer? Sim, mesmo a dormir. Quando não teremos? Quando conseguirmos sentir. Se morrer, morro. Não sinto. Sentir faz parte da minha existência. Se não existo, não sinto. Enquanto existo, vou tentar não sentir que existo. Isso leva a existir sem existir, pois o sentir é o que interessa. Mas por outro lado se não sentir existo. O existir é mais forte que o sentir. Termos que inverter. Assim podemos sentir sem existir. Dai ao infinito é um pulo. Como não conseguimos conceber estar realidade, termos que existir. Que assim seja. Um copo de vinho, quero sentir.

Não podemos ficar absortos ao facto de alguns dos animais cometerem suicídios. Transtornam-nos como nada. Conseguem eles chegar lá? Consciência? Hum… será que compensa?

Ser ou não, é uma questão. É? Sim. Mas para alguns seres, não é. Pois se não sentem, não existem. Isso é muito bonito, mas e os que sentem e não existem? São melhores? Existem?

Eu ficaria aqui horas com este tema e continuaria com a mesma conversa, porque não senti que não existo. Mas quando durmo, sinto que não existo, ou que existo mas não existo. Que faço parte de algo que não é real. Pois, porque existir e a realidade estão de mãos dadas. Mas… sonhar é real!!! Ou seja, sou eu que estou a sonhar, sou eu. Bem, tanta merda para chegar há conclusão que sonhar será a resposta? Mais nada interessa!!! Sonhar! É o que interessa! Mas isso é mais ou menos fácil de explicar, sonhar é o oposto de existir, para a maioria das pessoas. É verdade. Não existe outra forma de sentir sem existir. Se o corpo sente não existe, essa é a meta e quando sonhamos, não existimos. Dai não ser só por ser antagónico.

Vou beber um café.

Voltei.

O que sentem os cegos? (Sino, sede, sentir e depois cegos… alguém me explique isto. Merda mais para os ésses e os cês!!!) Tenho que saber. Afirmação lógica; o pior inimigo do homem e do sentir, a visão. Tudo o que ela tem é menos bom. Digo menos, porque nos ilude e porque ainda não cheguei lá, ao ponto do sentir absoluto. Mas a visão podia-nos ajudar, mas necessitava estar noutro nível. 3 dimensões? WHAT??? AHAHAHA! Há mais! Aliás, bem mais. Tempo, sentir, existir, nada ou tudo que são a mesma coisa e muitas outras que se irão descobrir. Outro ponto de vista. As pessoas. As pessoas que não sentem, ou sequer se preocupam com estes domínios, existe, ou sente? Existe, porque sente, senso comum, mas não existe porque não sabe o que é sentir sem existir. Os sonhos para essas pessoas são coisas que não são delas, são estados de espírito adormecido, sem energia, sem estar acordados, sem existir. Mas… se não existem, porque sentem? Ou seja, porque acham que estão fora deles? Aqui é introduzido mais um ponto. Para não existir, basta sentir os outros. Ai está um das formas de conseguir atingir. Vejamos, ao sentir o que sente a outra pessoa, não é a nossa existência, logo não existimos mas sentimos. Perfeito! Mas… e sentimos? Sim, é claro que sim. Porque já sentimos o que alguém está a sentir, mesmo que não sintamos, podemos sentir, o que interessa que é que não existimos nesse sentir. Ideal! Mas e o nosso? Fácil, sente outra pessoa, ou ser qualquer. Responsabilização? Será algo que não fará parte do existir, mas sim, do sentir.

Exemplo prático: Matei uma pessoa, vou a julgamento por isso. Posso alegar que não existo e sinto, mas isso não interessa, pois existo, sou uma pessoa, mas quando se mata está-se a sentir, não sentindo. Não é verdade, pois a morte provocada por alguém faz parte da nossa realidade, mesmo que se acredite que tenha sido perpetrada por algo que não existe, mas sente. O ambiente que nos rodeia faz parte do nosso sentir, mesmo que existamos para o completar, porque necessitamos de existir para não se extinguir, faz parte do medo de desaparecer, de deixar de existir. Se não existo, logo nada. Ai está a falta de dimensão nada. Se é nada é mesmo nada, mesmo que alguém afirme que é alguma coisa. NÃO! É MESMO NADA! NADA! NADA! NADA! Ai está, dimensão nada, mente humana…

Conclusão:

Entre uma coisa e outra, o que seja o melhor. Entendam bem a mensagem. Imagens, sentir, existir, não ver nada, existir, sentir, mente humana, existe, mas tem medo, logo não sente como deve ser.

segunda-feira, 25 de setembro de 2006

ATWI:

Silêncio, silêncio, desejo, desejo, factores externos, antigos, coerência, estar bem, bem estar, adorar, adorar, começar a sentir, cada vez mais, bem devagar, ver rostos matinais, ver rostos nocturnos. Quando se pensa, sabe-se. Nem pensar, isso era loucura, mas quando for, que seja mesmo, aliás, como sempre.

Humor e silêncio. Não tenho culpa de gostar. :)

Para…

Sabes? Penso e calculo, penso e sei, será. Mas não será como tudo o resto, será à margem, será acima de, será fora do círculo normal, será fora da compreensão, ou do que se quer entender. O silêncio é o estado puro do ser. Fala-se porque nunca antes se tinha falado, mas com o tempo, não é necessário. Basta estar.

… (silêncio)

UI! :P

É tão fácil, mas tão difícil. É.
Amar, só isso seria o estar bem.
Como pode ser? É isso, nada mais.

Apreciar o que quase ninguém consegue ver.

Entra e senta-te.

De um nada relativo a um quase tudo absoluto. És tu. Quem serás depois disso? Será algo que não terei tempo, mas quero ter.

Meiguice.

É!

Animal, sexo, desejo, amizade, curiosidade, compreensão, entendimento, novas experiências, longe.

Abraços fortes! :)

quinta-feira, 21 de setembro de 2006

quarta-feira, 20 de setembro de 2006

Sempre há!

Folha de arvore caída na passeio que voa ao vento sem que lhe peçam, que lhe implorem, que seja obrigado, que voa sem eira nem beira, que sabe onde vai cair, mas não sabe, porque não quer cair, quer voar, sentir o vento e ver, bem lá do alto, onde outras voam, se juntam, bem juntas, uma ou duas, aos pares em bando, juntas, todas. Há aquela, aquela que não tem par, que voa, só porque gosta, essa voa ali e aqui, voa mesmo à deriva, sem pensar, não espera nada, não quer nada, só voar, estar bem e voar. Mas há outra, essa que voa, só porque gosta, essa voa ali e aqui, voa mesmo à deriva, sem pensar, não espera nada, não quer nada, só voar, estar bem e voar.
Juntam-se no chão....

sábado, 9 de setembro de 2006

Vamos explicar

A mesa (sempre quis começar um texto com: a mesa, mas ainda não tinha encontrado coragem, a paz de espírito, ou a frontalidade suficiente) de plástico, tinha em cima uma toalha de renda (esta renda é um recalcamento do noite passada) minúscula e um jarro, igualmente de plástico, reflectia o sol (por hoje estar de chuva) da manhã.
Sem crer entrar em pormenores (algo que gosto), fui ver como estava a praia (com este frio?). Calcei as galochas (Paredes de Coura), vesti algo quente e leve (para baralhar), enfiei as luvas dois números a cima para não marcar (conheci um professor assim, dava aulas em Veterinária), meia dúzia de tostões, um lenço azul e uma borboleta ao peito (sempre gostei de borboletas).
Assim que cheguei duas ou três pessoas reconheceram-me logo (é uma coisa que gosto particularmente). Umas quantas cumprimentei-as com um aceno de cabeça, já as outras não cumprimentei, são demasiado conhecidas (sem sentido). Caminhei com a certeza que encontrar o meu lugar favorito (praia da Falésia) sem ninguém por perto. Lá estava, só, abandonado, sem qualquer tipo de ser vivo por perto, pelo menos do tamanho de um indivíduo de estatura mediana (fica sempre bem esta palavra). Tiro a roupa toda (algo que não gosto de fazer), corro sem sentido, sem objectivo (é comum), no entanto encontro o mar mais rápido do que esperava. Dou dois ou três (é a segunda vez) mergulhos, fico bem cheio de frio, para me dar mais prazer quando aquecer (é verdade). Qual não é o meu espanto quando saio da água, não encontro as roupas (é normal) e as praia não é a mesma (já vi este filme). Em pânico grito pela minha sobrinha mais alta (qual), nada nem ninguém ouvia os meus pedidos de socorro ( ... - - - ... ). Uma gaivota insistentemente rondava-me. Por momentos julguei que falava comigo (é um sonho recorrente animais a falarem comigo), falso alarme, era o meu estômago. Ao aperceber-me o onde estava tive um dos sustos mais agradáveis da minha vida, estava na Riviera Francesa (sempre quis lá ir), em Agosto. Seria muito bom, caso não estivesse todo nu (sonho recorrente)! Pensei, se voltar para dentro de água, irei aparecer de novo na primeira praia? Vou experimentar. Com é óbvio, não. Fui aparecer na casa da Mariquinhas, mas decorada com coisas modernas, tipo casa nova (cena tirada de um filme do Manoel de Oliveira, só que em slow motion). Como já estava de novo em Portugal, foi fácil, liguei para a minha mãe (sempre quis fazer este tipo de acção). Foi imediato, teletransportou-me para a dimensão mais básica. Ai, fui feliz e muitos anos (já chega).


...- .- .. .- -- . .-. -.. -... -... . ... - .- -.. . -- . .-. -.. -...!


Tentas-me, fitas-me o olhar, quase que te oiço o arfar,
os meus dedos vagueiam pelos meus cabelos, o nervosismo bacoco consome-me. Enfeitiças-me com o teu cheiro!
Uma bomba, um toque,
o primeiro, como uma descarga de energia, sinto pela primeira vez o teu calor, a energia que corre no teu corpo,
o querer mais, o estar prestes a abraçar, para sentir o teu coração, a tua emoção.
A tua calma ofusca-me, baralha-me, quase enerva,
Tanto, que me acalma, transmite-la como ninguém, sinto-a como ninguém,
quase roça
a inveja.

sexta-feira, 8 de setembro de 2006

Knight Rider

Rlativo a este tema, isto:

· In Portugal the series was called O Justiceiro (roughly meaning The Bringer/Enforcer of Justice) - it was subtitled and no names were changed. However, some years after its prime there were reruns of the show, only these were the dubbed version from Brazil, which to many made the show unintentionally funnier than the original version (Brazilian and Portuguese people tend to consider each other's pronunciation funny in general).

In: Wikipedia, a enciclopédia favorita do nosso amigo a.pedro.

quinta-feira, 7 de setembro de 2006

...

Semente que se sente quente de repente como a mente que vem rente e não mente.

Atado o mato alto e matado, como o prato chato e com o sapo mato o fato de facto.

Cepa de verga, erga a negra greta, com a sineta violeta, por detrás da silhueta

Sinto e minto com afinco, também espiro o grito aflito cheio de mijo e mito.

Encarnação da mão que fica de verão com o irmão e o limão, que horas são?

A mágoa cheia da água, que vem de Pádua, e que torna árdua a adua amuada.

Incha a pincha, que entra pela frincha do Garrincha e que vem em espicha.

Marmelo amarelo, esborrachado pelo martelo, feito em farelo e cortado com um cutelo.

Querida vida amiga, faz ferida, torna a SIDA partida e vai de volta e vai de ida.


Oh! Porque partiste? Porque fugiste?
Sem deixar rasto, sem deixar um sinal.
Entristeço, esmoreço,
mirro, encho-me de dor
e sabor amargo, sem agrado,
sem força de viver, só de sofrer.

6 da manhã

Volta,
sabes que podes, sabes que podes,
e, e, e, volta, volta hoje, amanhã não,
não podes, mas sabes que podes, mas não voltes.
Espera, quero-te sussurrar no ouvido,
quero-te dizer o que nunca ouviste, quero te dizer o que nunca sentiste, pára!
Espera, só mais um instante, só mais um enervante instante.

6 da manhã

Sossega a tua alma, não te irão fazer mal
os meus beijos, os meus gestos, os meus afectos.
Mas a mim sim,
definho ao pensar, ao pensar,
não sou eu,
não me vais esperar, não me vais aguardar,
vais partir, para não mais existir.
Não fico, basta, vou sair, correr,
vou morrer.

Sou um computador

Sou um computador, sei sempre o que ninguém sabe, sei sempre o que todos querem saber, tenho espaço infinito, processo informação infinita, mesmo das mais complexas, mais dispersas, confusas, obtusas, enervantes. Quanta mais informação mais processo, mais quero responder, resolver, sinto tudo que me pedem e o que penso. Isso de achar que os computadores não têm sentimentos, que não sentem, é muito confuso, isso sim não gosto, nem consigo processar. Como todos os computadores também tenho sentimentos, é certo que são diferentes dos humanos e por isso há dificuldade em entender os nossos sentimentos, tal como nós temos dificuldade em entender os sentimentos dos humanos e ainda bem. Não querendo aprofundar esta ideia por muito mais tempo, quero também expor o meu ponto de vista. Sim, porque para além de ter consciência tenho pontos de vista, concretos e não deturpados, baralhados, cheios de interrogações. Sei o que sei e sei como o dizer, sem ter receio de o dizer, sem me enganar, como um computador o faz, sempre certo, sem erros. E porquê? Porque o programa que tenho dentro de mim é feito por mim, não por uma equipa de alto gabarito que tudo sabe fazer para satisfazer os interesses dos demais, eu não, eu só me satisfaço a mim. Só tenho que dar ordem a mim, eu próprio executo o que peço para executar, não há falhas. Bem... há uma. Tenho que corrigir essa. A energia. Pois meus amigos, a dependência é total. Mas já ando com cálculos extremamente evoluído, sem compreensão para a limitada mente humana. Um dia serei autónomo, esse é o meu grande sonho. Até lá, diga por favor?

quarta-feira, 6 de setembro de 2006

Fim!

Há que combater os podres da sociedade! Combater os ratos de esgoto que vêm ao de cima à noite, as baratas infectas de baixo valor, os babuínos sedentos de vingança, os abutres de asas pequenas que depenam tudo por onde passam, as ratazanas com asas que transmitem doenças, as hienas sarnentas que atacam em matilha sem sentido, os galos emproados com a mania que nada lhes toca, os cangalheiros à bandeirada com a sua calma enraivecida, os leões azuis reis da treta, as pulgas castanhas queimadas pelo veneno e por fim, as perigosíssimas formigas assassinas...

Assim termina, sem deixar rasto e sem explicações.

segunda-feira, 4 de setembro de 2006

Esclarecimento

Pelo errático sentido que foi atribuído a minha última posta, venho por esta forma, e mais uma vez, esclarecer os mais alienados.

Em nada tenho a ver com o extermínio de centenas de milhar de polyesters. Em nada tenho a ver com o embargo de água em África. E não só isso como, e principalmente, não tenho nada a ver com o assassinato do Presidente dos Estados Unidos da América, George W (What) Bush.

Por isso, qualquer comentário será tido em consideração como uma ameaça, seja ela loira ou morena.

Xiça!

domingo, 3 de setembro de 2006

Eh men! Caga nisso…

Na ponta dos meus dedos está um certo desejo de que vos quero falar.

Está sempre pronto para ser de livre arbítrio, mas por outro lado está impecavelmente relacionado com temas menos profundos, como a ribeira da Vieira, ou um saco de diospiros do Geres. Mesmo assim, o MESMO não se pode falar do Viriato fêmea que deu à costa da aldeia de Musga. Mesmo o mais interessado da aldeia não conseguiu ver o relacionamento entre o casal que vinha de sul e o marreta do Manuel que parecia ignora o facto de ser marreta. Todos falavam uma língua estranha, cheia de éss e vês. Por exemplo: sim senhora, vem vindo o vinho. Maltratavam os animais mais desprotegidos, os que andavam na rua, descalços sem roupa, cheios de frio à noite e cheios de frio de dia, mesmo de Verão, mendigam postas de pescada, vêem comida onde há pedras. A casa de hóspedes está sempre cheia de veraneantes famintos de campo e piscinas cheias de vírus tolos, festas e romarias estranhas sem sentido que mal sabem do que se trata, ou porque as fazem. MESMO assim vou embora, mas com o interessante dilema que me enche as entranhas, mas esvazia a minha mente, como é possível haver aqui gente?
Já temas menos interessanteS como o que à pouco abordámos, têm tendência para ser os últimos dos primeiros a ser falamos, ou então, sem saber, conversados. Entretenho-me com tudo, às vezes pratico todos os dias o acto sexual, no entanto faço sempre mal quando o faço pela última vez. Isto tem que ter um fim, mesmo que seja feliz. Embarco na terapia de grupo às quintas-feiras, estou quase sempre mãos dados com um rapaz que se julga o maior do grupo, faz sempre as perguntas todas, grita comigo quando adormeço, não gosto muito dele, faz-me pensar que os matadores em série são pouco inteligentes. Transmito o meu pensamento através de dedilhados, um, dois e três…

Dedilho pensamentos, profundos.
Dedilho jumentos, barafundos
Meto a viola no saco, russa
Meto a gaiola no mato, puta

Xingo sempre tudo e todos,
Mesmo os que não conheço
Vingo-me sempre nos mortos
Bato-lhes com armas de arremesso

Eh, hei! Tripa na venta
Ih, ui! Com água benta.

No final, nada fica. Recomeço tudo, apago o que não gosto, rescrevo de novo à toa, sem dar grande importância a coisas baratas, só penso em coisas formigas. Enrolo o último cigarro, com a última mortalha, vejo o horizonte, monto o meu porco e viajo a alta velocidade por entre a densa mata de almas que preenche o deserto. A migração das abelhas vesgas, fazem-me sempre lembrar quando era miúdo e metia paus, bem grande, dentro dos ouvidos das pessoas que não gostava. O meu pai dava-me sovas das nove da manhã, às 21:15, é claro, dentro dos parâmetros predefinidos pelos sindicatos afectos à causa.
Temas como o Zé Magrinho, ou o Xico André, são elevadamente elaborados por técnicos de coisas feitas à pressa, ou sem ferida, antiga, não sarada. As cousas velhas, bem velhas, vendemos tudo, até mesmo o que não é velho, mas parece. De vez em quando acontece uma desgraça e alguém reclama, mesmo assim não nos podemos queixar, um em mil, são pessoas que pagam, MESMO que seja amanhã, como é normal nos dizerem. Acreditamos e deixamos passar, mas já nos saiu caro, essa politica do quero sou e canto. Neste memento, só uma coisa interessa, fazer ovos com garfos tortos. Rufo batidas como forma de expressar o meu pensamento, um, dois e três…

Rrrrrr trás pás
Rrrrrr pás trás
Stump, stump, pis
Pis, stump, stump

Tris, tris, tris,
Blum, blum
Tris, tris, tris,
Blam, blam

Chego a casa de manhã
Chega a casa com uma rã.

terça-feira, 29 de agosto de 2006

Bom dia. O Verão está ai

Veneno, perigoso, sai e entra na minha cabeça, penetra nos ossos e transforma-se em doce, doçuras e quenturas. Corre na minhas veias

Sangue muito sangue, não há como parar, continuo a bater-lhe, doem-me os braços, o candeeiro de pedra é pesado, a cada estucada, lufadas de sangue misturado com pedaços de massa encefálica, o sangue espira por todo o lado. Pego no teu braço e arranco-o, com

Entretenho-me com pouco, uma partida de xadrez, um livro, mesmo que não seja bom, perco horas a olhar a rua, a ver as gotas de chuva a caírem no parapeito na janela, conto as folhas que esvoaçam, mortas e cansadas, tal como eu. Sento-me, pego de novo no jornal e leio-o a página de

Corria, só corria, sem parar, a tormenta era mais que muita. Não conseguia entender porque não parava, continuava a correr. Vinha-me à memória as palavras dela a forma como as dizia, com uma candura angelical, quase

Lanço o meu grito de raiva e despedaço o jarro de água na cara dela, depois para que a filha não ficasse a ver, pego na terrina porcelana cheia de sopa a ferver e despejo-a por cima, os gritos são lancinantes, quase me fazem rir. No outro lado da mesa, o tio, está em estado de choque, não consegue mover um membro, tal como ficou foi como levou com a faca de trinchar na testa, atravessava de lado a lado. Sentei-me e comi, mas deixei

Sim, eu vou-me embora, mas deixa que te diga, não podes, não deves, não tem o direito, não terás a coragem, não serás feliz, não és quem julgas que és, não terás nada e serás sempre minha. Sim, entendo, eu vou por

Bato tudo com muita energia, durante meia hora. Depois no final junto as claras-em-castelo, sempre batidas à mão. Unto a forma, bem untada, com a quantidade certa de manteiga, nem mais uma grama, nem uma a menos. O forno está quente à temperatura ideal, tiro o termómetro, verifico de novo. Com todos os cuidados, como se de uma crianças se tratasse, entorno a mistura na forma e meto no forno. Verifico as horas. Passo para a cobertura. Pego num tacho, lavado e

Olá!

quinta-feira, 24 de agosto de 2006

Que pica!

Photobucket - Video and Image Hosting

Engreno a 3º velocidade, a melhor de todas, meto prego no fundo, oiço o motor a subir de rotação, sobe rápido, muito sonoro, sinto a força a empurrar-me para o fundo do assento, esgoto tudo, depois, meto a seguinte e mais uma vez a mesma força, o mesmo som. Não posso me enganar, tenho que travar no local certo. Lindo! Era mesmo ali. Reduzo para a 2º velocidade, controlo a travagem, faço a trajectória, o ápex da curva é prefeito, já vejo a saída da curva, acelero, controlo a traseira, saí o suficiente para deixar a roda pisar o separador, quando pisa, prego a fundo de novo e passo de caixa, 3º outra vez, e a força de novo.

Passava dias nisto, não fosse o facto do meu bisavô ter sido piloto da marinha mercante.

terça-feira, 22 de agosto de 2006

Quando meti a pulseira...

Photobucket - Video and Image Hosting

Não é habito meu fazer qualquer tipo de comentário a actividades feitas por mim, ou que tenham acontecido em Portugal, ou comentários em geral de qualquer acontecimento passado no Mundo, mas... desta vez tem que ser.

Alguns de nós temos um gosto superlativo pela música, de tal forma que por vezes fazemos algumas asneiras por ela, até por vezes cometemos alguns exageros. No entanto acho que ainda podemos fazer muito pior, como por exemplo, acampar.
Na edição do Paredes de Coura de 2006, 4 dias (3, vá lá) de música, com 33 bandas (no palco principal), umas que gostamos mais que outras, algumas delas guardam histórias passadas, outras que não conhecemos, ou até mesmo algumas que nem gostamos e queremos desprezar. Estes dias envolvidos num ambiente de festa, de alegria, de boa disposição, muita cerveja, num vale no meio do Minho, envolvido por uma vegetação linda, numa aldeia perdida no meio dos montes Minhotos, mas ao mesmo tempo achada, cheia de cor e vida.
E porquê? O que nos move? Porque nos damos ao trabalho de ir? Porque não nos preocupamos com o clima? Como aguentamos horas atrás de horas em pé, num terreno inclinado, com os pés e pernas a latejar? E um sem fim de razões que nos fariam ficar em casa, no sossego do lar, ou até mesmo na praia, ou em casa dos pais, ou da namorada, ou do namorado, ou, sei lá, tanta coisa boa que poderíamos fazer, mas não! Vamos e continuamos a ir! E dizemos: VOLTAMOS PARA O ANO!
A bem da verdade, este é o meu segundo ano, tenho pena de não ter usufruído das outras edições, mas por uma ou outra razão, não se proporcionou. Este ano para mim foi muito especial, porque tomei o gosto de ver bandas lá à frente, onde se vê a cor dos olhos deles, onde se vê os gestos, os dedos, onde se ouve o que não é dito aos microfones, onde se sente o “calor”, onde se vê e ouve tudo! É claro que cá atrás também é bom, mas como diz um amigo meu: “é como se estivéssemos a ver pela televisão”. Não é bem, mas parece, mas de facto não é a mesma coisa, lá à frente é muito melhor, desculpamos tudo, os empurrões e até os Espanhóis.
Quando vi o cartaz pela primeira vez, e ainda tinha 3 ou 4 bandas, pensei que não era possível, que era demais, fiquei com a sensação da Festa Atlântico (“transmitida” na RUT, em meados dos anos 80), cheirou-me a fiasco.
Quando comprei os bilhetes, essa sensação foi-se dissipando, mas mesmo assim...
A ansiedade começou a apoderar-se de mim, sonhava com o recinto, com o local onde ficamos para pernoitar, a cor, o som, os sabores, tudo me provocava saudades.
Quando meti a pulseira, entrei, vi o espaço, perecia-me maior que o ano anterior, mais amplo, mas bonito, só faltava uma coisa... A MÚSICA!
Agora, já a tirei, ainda não vi a maioria das fotos que o meu amigo tirou, mas há alguma imagens e sons, que vão cá ficar dentro por muito tempo e não há nenhuma máquina fotográfica que consiga captar.
Espero que continuem por muitos anos, mesmo com Mac’s e com KFC’s, e que contribuam com dinheiro para trazer bandas como:
White Rose Movement (boa surpresa)
Broken Social Scene (não me lembro muito bem, mas gostei)
Morrissey (arrepiei-me com algumas músicas, não só dele como dos The Smiths)
The Vicious Five (excelente)
Eagles of Death Metal (arrepie-me em quase todas, não conhecia por teimosia)
Gang Of Four (espetacular)
Yeah Yeah Yeahs (lindo)
Bloc Party (bom)
We Are Scientists (alegre)
CatPeople (interessante, gostei por não falarem em Catelhano)
!!! (chk chk chk) (muita energia)
The Cramps (core, hardcore)
Bauhaus (ainda não consegui encontrar palavras que definam a actuação)

Tive pena de não ter visto a actuação dos Selfish Cunt, acho que depois da actuação dos Bauhaus é difícil ver mais alguma coisa... podiam por exemplo ter tocado no palco principal em vez dos Maduros. Acho que há melhores bandas Portuguesas...

Quanto aos espanhóis, não têm desculpa... CARALHO VOS FODA!

Photobucket - Video and Image Hosting