Vinha hoje no autocarro e pensei: e se as pessoas trocassem de sexo? Ou seja, se os homens tivessem vagina e as mulheres pénis, mas tudo o resto mantinha-se. Estão a imaginar?
Passo seguinte, as questões...
- Quem tem os bebes? A mulher.
- Por onde saem os bebes? Pela pequena ranhura do pénis, que se dilata, tipo cabeça de serpente.
- Os óvulos, como são fecundados, quem tem o esperma e o óvulo? Fácil! A ejaculação do homem é dentro da sua vagina e ai fica. Aquando da penetração da mulher, o seu pénis no momento do orgasmos suga o esperma de dentro da vagina do homem, que em seguida entra para as trompas da mulher, onde se encontra o óvulos, podendo ai ser fecundado.
- E o prazer? Sim, esse tema muito importante! Os homens na sua vagina detém o clitóris, e as mulheres a glande do pénis, simples!
- Urinar? Basta trocar os sinais nas casas de banho!
- E o período da mulheres? Têm-no à mesma. O sangue sai pela ranhura do pénis.
- E o que faz o homem depois de um orgasmo? Lava, ou então sai. Já no caso das mulheres, aquando do acto sexual, a maior parte do esperma é absorvido pelo fluidos corporais da mulher, o resto sai.
- E as frases? Tipo: Toma querida! Será alterado para: Dá-me querida! Já as mulheres dirão: Fazia-te um minete agora mesmo e aqui! Ou então: Estou cheia de tesão, até se nota no vestido... oops!
- Os homossexuais? Os homens “brincam” com os “dildos”, entre outras coisas uns com os outros e as mulheres passam a ter sexo anal, simples não acham?
- E as habituais cenas, o meu pénis é maior que o teu, como é? Será : Olha p’a minha vagina! É mais vermelha que a tua! Olha p’o meu clitóris!!
- E o resto? Tudo normal, o homem mantém os testículos, a mulher os seios, as mulheres continuam femininas e os homens machões, or not...
sexta-feira, 22 de julho de 2005
quarta-feira, 20 de julho de 2005
11 de Outubro
António que nunca tinha provado o borrego, pede meia dose. O empregado meio zarolho, olha-o com ar de desdém e do alto do seu metro e quarenta riposta:
- O Sr. quer o quê?!...
- Meia dose de borrego, se faz favor. – Com um ar intimidado.
- Como queira.... – Cuspe no lápis e aponta o pedido no seu bloco infecto de pontas castanhas da gordura.
- Já agora e se não se importar, o meu amigo também queria pedir, pode ser? – Ainda mais subserviente.
- Calma pá!! Só tenho dois braços! – com maus modos - Ora portanto, uma de borrego e para o Sr o que vai ser...? – Acenando com a cabeça para mim.
- Eu queria uma omelete de camarão.
- Hãn? De quê?
- Camarão.
- Vou ver se temos. – com modos de taberneiro mal cheiroso.
- Com certeza. – volto-me para o António e pergunto – Ó António, diz-me lá uma coisa.
- Diz lá...
- Quando disseste que íamos comer, não me lembro de ter mencionado que íamos comer ao bufete do hospital? – com tom irónico.
- Porque dizes isso?
- Estamos num dos lugares mais finos e caros de Santa Margarida do Azorro e começo a achar que este tipo não gosta muito de água, muito menos de nos servir.
- Óh isso, não te preocupes. O Sr. Amaro é assim mas é boa pessoa.
- Acredito António, julgo é que ele não sabe disso.
- Não sejas assim tão incrédulo Martins. Tem mais fé nas pessoas.
- Gostava, mas às vezes julgo que não, em especial quando me deparo com situações como esta e sabendo disso tento a todo custo evita-las.
- Isso é que fazes mal. Se sabes de ante mão que as situações podem ser assim porque razão tentas encara-las e ao mesmo tempo evita-las?
- Mas meu amigo, este situação foi inesperada. Eu julgava estar num restaurante de 5 estralas e o que vejo? Um taberneiro que me ameaça batatada, cospe para lápis como que se do pénis se tratasse, acho que isto é sinónimo de um atendimento personalizado e de alto gabarito?
- Mas julguei...
- Cala-te! Eu estou muito arrependido de estar aqui contigo! Sempre julguei que fosses mais selectivo nas tuas opções e o que vejo eu? Hãn? Um qualquer restaurante vão de escada, perdido no meio de um aldeia Serrana, onde o frio transparece por entre as pedras da calçada branca, como que se quisesse apoderar dos teus malditos joanetes!
- Ilário? Ilário Martins? Allô? Chama Ilário Martins à terra... Allô?!?
- ... e como que por entre a bruma, serrada, o nevoeiro húmido, carregado de morte...
- Martins? Já chega! Estás a começar a assustar-me, basta! Volta!!
- Posso ser útil n’alguma coisa? – Pergunta o empregado imundo.
- Nada Sr. Amaro, muito obrigado. Muito gentil da sua parte.
- ... em nada se transforma quando se tenta alterar, em nada se converte quando se tenta alimentar, o luar carregado....
- MARTINS!!! BASTA!!! – e com estas duras palavras sacode-me, provocando um colapso no meu minúsculo cérebro, que chocalha dentro da minha enorme caixa craniana.
- ... Hãn?! O que foi?! Onde estou!? – de olhos alucinados e raiados de loucura, despertei. – António? És tu? O que se passou?
- Não sei Martins, não sei... mas fiquei apavorado, mesmo muito. – Com a sua mão magra e gelada, António passa-a pelo meu rosto. – Pronto já está tudo bem, pronto... como te sentes?
- Não sei, muito confuso, como que o meu corpo tivesse sido invadido por outro ser, sinto-me conspurcado, sem alma, vazio. Como que sentisse que este não é o meu cheiro, este não é o meu casaco.
- Bem estranho Martins, bem estranho... – comentado isto com comigo e olhando para o Sr. Amaro evidenciando loucura da minha parte.
E com estas palavras, saiu e dirigiu-se para a sala de encontro. Aí passa cerca de dez minutos, tempo suficiente para eu rever o golpe final. Como antecipara um final feliz, de um só gesto revi todos os passos do amigo António. Não me fiz rogado e passei ao ataque. Sabendo de ante mão o que me trazia aquele lugar, resolvi fazer o que tínhamos em mente. Fiz de conta que me sentia mal e fui até ao bar. Esperei pacientemente que o meu amigo António se livrasse do empregado sebento. Mais quinze ou vinte minutos e tudo aquilo iria terminar. António dava conversar ao empregado e ao chefe de mesa pedindo desculpa pelo sucedido. Consegui por entre a conversa perceber que tudo estava esclarecido. Nada tinha alterado o plano. Voltei para junto dele.
- Então, tudo mais calmo, amigo Martins? – Colocando a sua mão sobre o meu ombro, enquanto me sentava de novo junto à mesa.
- Tudo melhor agora... Olha lá, António. Tens a certeza que ele vem?
- Martins? A rosa está vermelha...
- Sim, mas eu estou a começar a ficar com suores frios.
- Martins, o que foi que te disse o meu padrinho? Se isso acontecer, é porque Ele está lá em cima a olhar por nós.
- Sei! Mas tenho receio que não cumpra a minha parte.
- Deixa estar, eu ajudo-te. – e com estas palavras tudo ficou claro na minha cabeça.
Todo o plano estava exactamente a correr à mil maravilhas! Era impressionante, quase um sonho, uma realidade abstracta, lindo, o paraíso estava a dois minutos de distância.
- Martins, o tipo acabou de chegar.
- Óptimo António! Óptimo! Está tudo a compor-se, estou calmo, já vi tudo. – disse-o com um olhar apaixonado.
- Isso, já vi que sim. É muito bonito não é?!
- É lindo António! É lindo!
- Estás pronto Martins?
- Sim estou...
- Sentes o saco de baixo da mesa?
- Estou com ele na mão e estou a sentir o detonador.
- AGORA!!!
E os dois bem alto gritámos: Ala!!
Mais de 40 mortos, entre eles um dirigente político interveniente nas negociações, cerca de 200 feridos, o meu amigo António ao meu lado desfeito e eu no céu observo, no entanto, penso que nada daquilo tem muito sentido... porque razão o sangue é todo da mesma cor...?
- O Sr. quer o quê?!...
- Meia dose de borrego, se faz favor. – Com um ar intimidado.
- Como queira.... – Cuspe no lápis e aponta o pedido no seu bloco infecto de pontas castanhas da gordura.
- Já agora e se não se importar, o meu amigo também queria pedir, pode ser? – Ainda mais subserviente.
- Calma pá!! Só tenho dois braços! – com maus modos - Ora portanto, uma de borrego e para o Sr o que vai ser...? – Acenando com a cabeça para mim.
- Eu queria uma omelete de camarão.
- Hãn? De quê?
- Camarão.
- Vou ver se temos. – com modos de taberneiro mal cheiroso.
- Com certeza. – volto-me para o António e pergunto – Ó António, diz-me lá uma coisa.
- Diz lá...
- Quando disseste que íamos comer, não me lembro de ter mencionado que íamos comer ao bufete do hospital? – com tom irónico.
- Porque dizes isso?
- Estamos num dos lugares mais finos e caros de Santa Margarida do Azorro e começo a achar que este tipo não gosta muito de água, muito menos de nos servir.
- Óh isso, não te preocupes. O Sr. Amaro é assim mas é boa pessoa.
- Acredito António, julgo é que ele não sabe disso.
- Não sejas assim tão incrédulo Martins. Tem mais fé nas pessoas.
- Gostava, mas às vezes julgo que não, em especial quando me deparo com situações como esta e sabendo disso tento a todo custo evita-las.
- Isso é que fazes mal. Se sabes de ante mão que as situações podem ser assim porque razão tentas encara-las e ao mesmo tempo evita-las?
- Mas meu amigo, este situação foi inesperada. Eu julgava estar num restaurante de 5 estralas e o que vejo? Um taberneiro que me ameaça batatada, cospe para lápis como que se do pénis se tratasse, acho que isto é sinónimo de um atendimento personalizado e de alto gabarito?
- Mas julguei...
- Cala-te! Eu estou muito arrependido de estar aqui contigo! Sempre julguei que fosses mais selectivo nas tuas opções e o que vejo eu? Hãn? Um qualquer restaurante vão de escada, perdido no meio de um aldeia Serrana, onde o frio transparece por entre as pedras da calçada branca, como que se quisesse apoderar dos teus malditos joanetes!
- Ilário? Ilário Martins? Allô? Chama Ilário Martins à terra... Allô?!?
- ... e como que por entre a bruma, serrada, o nevoeiro húmido, carregado de morte...
- Martins? Já chega! Estás a começar a assustar-me, basta! Volta!!
- Posso ser útil n’alguma coisa? – Pergunta o empregado imundo.
- Nada Sr. Amaro, muito obrigado. Muito gentil da sua parte.
- ... em nada se transforma quando se tenta alterar, em nada se converte quando se tenta alimentar, o luar carregado....
- MARTINS!!! BASTA!!! – e com estas duras palavras sacode-me, provocando um colapso no meu minúsculo cérebro, que chocalha dentro da minha enorme caixa craniana.
- ... Hãn?! O que foi?! Onde estou!? – de olhos alucinados e raiados de loucura, despertei. – António? És tu? O que se passou?
- Não sei Martins, não sei... mas fiquei apavorado, mesmo muito. – Com a sua mão magra e gelada, António passa-a pelo meu rosto. – Pronto já está tudo bem, pronto... como te sentes?
- Não sei, muito confuso, como que o meu corpo tivesse sido invadido por outro ser, sinto-me conspurcado, sem alma, vazio. Como que sentisse que este não é o meu cheiro, este não é o meu casaco.
- Bem estranho Martins, bem estranho... – comentado isto com comigo e olhando para o Sr. Amaro evidenciando loucura da minha parte.
E com estas palavras, saiu e dirigiu-se para a sala de encontro. Aí passa cerca de dez minutos, tempo suficiente para eu rever o golpe final. Como antecipara um final feliz, de um só gesto revi todos os passos do amigo António. Não me fiz rogado e passei ao ataque. Sabendo de ante mão o que me trazia aquele lugar, resolvi fazer o que tínhamos em mente. Fiz de conta que me sentia mal e fui até ao bar. Esperei pacientemente que o meu amigo António se livrasse do empregado sebento. Mais quinze ou vinte minutos e tudo aquilo iria terminar. António dava conversar ao empregado e ao chefe de mesa pedindo desculpa pelo sucedido. Consegui por entre a conversa perceber que tudo estava esclarecido. Nada tinha alterado o plano. Voltei para junto dele.
- Então, tudo mais calmo, amigo Martins? – Colocando a sua mão sobre o meu ombro, enquanto me sentava de novo junto à mesa.
- Tudo melhor agora... Olha lá, António. Tens a certeza que ele vem?
- Martins? A rosa está vermelha...
- Sim, mas eu estou a começar a ficar com suores frios.
- Martins, o que foi que te disse o meu padrinho? Se isso acontecer, é porque Ele está lá em cima a olhar por nós.
- Sei! Mas tenho receio que não cumpra a minha parte.
- Deixa estar, eu ajudo-te. – e com estas palavras tudo ficou claro na minha cabeça.
Todo o plano estava exactamente a correr à mil maravilhas! Era impressionante, quase um sonho, uma realidade abstracta, lindo, o paraíso estava a dois minutos de distância.
- Martins, o tipo acabou de chegar.
- Óptimo António! Óptimo! Está tudo a compor-se, estou calmo, já vi tudo. – disse-o com um olhar apaixonado.
- Isso, já vi que sim. É muito bonito não é?!
- É lindo António! É lindo!
- Estás pronto Martins?
- Sim estou...
- Sentes o saco de baixo da mesa?
- Estou com ele na mão e estou a sentir o detonador.
- AGORA!!!
E os dois bem alto gritámos: Ala!!
Mais de 40 mortos, entre eles um dirigente político interveniente nas negociações, cerca de 200 feridos, o meu amigo António ao meu lado desfeito e eu no céu observo, no entanto, penso que nada daquilo tem muito sentido... porque razão o sangue é todo da mesma cor...?
terça-feira, 19 de julho de 2005
A razão
A besta imensa que divide a minha razão é comparada só, única e exclusivamente, a um elefante cheio de vontade de copular, com uma cadela sem o cio.
Se acham isto bárbaro ou sem sentido, tentem falar com o meu dermatologista após uma consulta de rotina. É virtualmente impossível tentar compreender ou encontrar qualquer tipo de sentido, seja ele nefasto ou concreto, nas palavras do homem. Tudo quando julgavam conhecer e mesmo o que julgo não conhecer, é vos posto à vossa frente na forma verbal, para além disso há os indícios físicos de que algo vai rebentar dentro dele. Os olhos saem das orbitas, as veias jugulares transformam-se em grandes mangueiras, como as dos bombeiros, os dedos e unhas cravam-se nas almofadas do cadeirão, a saliva em forma de espuma escorre abundantemente nos cantos da boca e por entre esta estado de espirito saem palavras como: eczematosas, psoríase, disidrose, vesiculante, Streptococcus pyogenes grupo A, estreptococos ou até estafilococos, misturadas com palavrões para além do aceitável, a roçar o fantástico. Isto tudo porque fui à praia de Cruz Quebrada.
Por isso estão a ver como está a minha razão, basicamente está eczematosas, psoríase, com disidrose, vesiculante, com streptococcus pyogenes grupo A, cheia de estreptococos ou até estafilococos, mas por outro lado sei muito bem quando estou feliz.
Se acham isto bárbaro ou sem sentido, tentem falar com o meu dermatologista após uma consulta de rotina. É virtualmente impossível tentar compreender ou encontrar qualquer tipo de sentido, seja ele nefasto ou concreto, nas palavras do homem. Tudo quando julgavam conhecer e mesmo o que julgo não conhecer, é vos posto à vossa frente na forma verbal, para além disso há os indícios físicos de que algo vai rebentar dentro dele. Os olhos saem das orbitas, as veias jugulares transformam-se em grandes mangueiras, como as dos bombeiros, os dedos e unhas cravam-se nas almofadas do cadeirão, a saliva em forma de espuma escorre abundantemente nos cantos da boca e por entre esta estado de espirito saem palavras como: eczematosas, psoríase, disidrose, vesiculante, Streptococcus pyogenes grupo A, estreptococos ou até estafilococos, misturadas com palavrões para além do aceitável, a roçar o fantástico. Isto tudo porque fui à praia de Cruz Quebrada.
Por isso estão a ver como está a minha razão, basicamente está eczematosas, psoríase, com disidrose, vesiculante, com streptococcus pyogenes grupo A, cheia de estreptococos ou até estafilococos, mas por outro lado sei muito bem quando estou feliz.
sexta-feira, 15 de julho de 2005
quinta-feira, 14 de julho de 2005
Manual de boas práticas
No cinema:
- Perguntar à pessoa que está a vender os bilhetes se tem trocos. Se responder que sim, pague com Multibanco, se responder que não, faça um sinal para o fundo da sala e vá-se embora.
- Quando estiver a comprar o bilhete pergunte se as cadeiras estão equipadas com algálias.
- Entre na sala dois minutos atrasados e gritem: “Porra! Deixei o telemóvel no frigorifico.”
- Quando lhe estiverem a indicar o lugar, iniciem um choro nervoso e digam que não querem aquele lugar, que preferem o lugar do morto.
- Depois de sentados e passados 30 segundos, finjam que estão a dormir.
- De 10 em 10 minutos levantem-se, no caso dos Srs. ajeitem o cabelo e no das as Sras. ajeitem o cabelo.
- Baixinho vão chamando a pessoa que está no outro lado da sala, com um pssst e aos poucos intensifiquem o psst.
- Caso optaram pela sala de cinema pipoca, encham a boca de muitas pipocas e depois prenunciem a palavra Afonso, mas com muita força.
- Se for um drama, entrem na sala com um rolo de papel higiénico e apontem, para a pessoa que vai a vossa frente.
- Se for um filme de acção, quando estiverem a entra da sala, benzam-se.
- Se for uma comédia, entrem na sala antes de começar o filme a rir às gargalhadas e quando alguém se rir durante o filme, mandem a calar, evocando surdez.
- Se for um outro filme qualquer, não vão ver.
- Se for um outro filme qualquer, mas queiram lhe dar um tema, façam o mesmo.
- Se for a primeira vez que vão ao cinema com aquela pessoa, digam que sofrem de claustrofobia, após o final do filme.
- A meio do filme ponham o braço no ar e esperem que alguém chegue junto de vós. Se isso acontecer, peçam um Vodka Martini, com duas pedras.
- Antes de desligarem o telemóvel, experimentem todas as melodias do vosso telemóvel. Se isso demorar mais que duas horas, peçam desculpa no fim.
- Quando as luzes se apagarem, gritem de pânico. E digam alto e bom som: Não fui eu!
- Caso tenham um chapéu alto, tragam-no e exibam-no com vaidade antes de se sentar. Olhem nos olhos da pessoa que está a trás de vós e digam-lhes com um sorriso nos lábios: Boa noite.
- Mesmo que tenham idade para ver o filme que vão ver, comentem isso com a pessoa que está a obliterar o bilhete, de uma forma tímida.
- Caso seja Verão, antes de entrar na sala vistam um sobretudo e façam um ar austero.
- Se depois disto, ninguém reclama, ou ainda está na sala, saia e diga em alto e bom som, olhando para o proteccionista: “Nem um homem, quanto mais...”
- Se alguém o expulsar, desculpe-se. Diga que tem gases. Quando estiver cá fora, pergunte as horas e compre o bilhete para a próxima sessão.
- Muita atenção: Por nada interrompa o visionamento da película se estiver muito “à rasca” para urinar. Faça nas no local onde está sentado, caso a sala estiver equipada com algálias; se não estiver, não sei o que deve fazer.
Bom filme!
- Perguntar à pessoa que está a vender os bilhetes se tem trocos. Se responder que sim, pague com Multibanco, se responder que não, faça um sinal para o fundo da sala e vá-se embora.
- Quando estiver a comprar o bilhete pergunte se as cadeiras estão equipadas com algálias.
- Entre na sala dois minutos atrasados e gritem: “Porra! Deixei o telemóvel no frigorifico.”
- Quando lhe estiverem a indicar o lugar, iniciem um choro nervoso e digam que não querem aquele lugar, que preferem o lugar do morto.
- Depois de sentados e passados 30 segundos, finjam que estão a dormir.
- De 10 em 10 minutos levantem-se, no caso dos Srs. ajeitem o cabelo e no das as Sras. ajeitem o cabelo.
- Baixinho vão chamando a pessoa que está no outro lado da sala, com um pssst e aos poucos intensifiquem o psst.
- Caso optaram pela sala de cinema pipoca, encham a boca de muitas pipocas e depois prenunciem a palavra Afonso, mas com muita força.
- Se for um drama, entrem na sala com um rolo de papel higiénico e apontem, para a pessoa que vai a vossa frente.
- Se for um filme de acção, quando estiverem a entra da sala, benzam-se.
- Se for uma comédia, entrem na sala antes de começar o filme a rir às gargalhadas e quando alguém se rir durante o filme, mandem a calar, evocando surdez.
- Se for um outro filme qualquer, não vão ver.
- Se for um outro filme qualquer, mas queiram lhe dar um tema, façam o mesmo.
- Se for a primeira vez que vão ao cinema com aquela pessoa, digam que sofrem de claustrofobia, após o final do filme.
- A meio do filme ponham o braço no ar e esperem que alguém chegue junto de vós. Se isso acontecer, peçam um Vodka Martini, com duas pedras.
- Antes de desligarem o telemóvel, experimentem todas as melodias do vosso telemóvel. Se isso demorar mais que duas horas, peçam desculpa no fim.
- Quando as luzes se apagarem, gritem de pânico. E digam alto e bom som: Não fui eu!
- Caso tenham um chapéu alto, tragam-no e exibam-no com vaidade antes de se sentar. Olhem nos olhos da pessoa que está a trás de vós e digam-lhes com um sorriso nos lábios: Boa noite.
- Mesmo que tenham idade para ver o filme que vão ver, comentem isso com a pessoa que está a obliterar o bilhete, de uma forma tímida.
- Caso seja Verão, antes de entrar na sala vistam um sobretudo e façam um ar austero.
- Se depois disto, ninguém reclama, ou ainda está na sala, saia e diga em alto e bom som, olhando para o proteccionista: “Nem um homem, quanto mais...”
- Se alguém o expulsar, desculpe-se. Diga que tem gases. Quando estiver cá fora, pergunte as horas e compre o bilhete para a próxima sessão.
- Muita atenção: Por nada interrompa o visionamento da película se estiver muito “à rasca” para urinar. Faça nas no local onde está sentado, caso a sala estiver equipada com algálias; se não estiver, não sei o que deve fazer.
Bom filme!
quarta-feira, 13 de julho de 2005
Rap’parta!
A seiva que corre do pinheiro,
Dá sempre muito dinheiro
Como uma lagosta por inteiro
No meu carro a pilhas verdadeiro
A gruta era mesmo funda
Do tamanho de uma bunda
Mesmo muito profunda
E Tinha um ar muita chunga
Fui apanhar macacos para o Ruanda
Montado na grande chanca
A tua grande tranca
Vai estripar a minha baganha
Meteste a tua prima
No meio de uma ravina
Tenho o dedo numa tina
E ou outro na tua vagina
Já me disseram que era aldrabão
Mas não quis acreditar
Só tenho uma mão
Para me coçar
Assim de longe
Até pareces um monge
Mas mais de perto
Não passas de um feto
Desde pequeno que tenho a mania
De que a minha tia
Tem a panela fria
Mas era só azia
Vi a tua sogra
A comprar dois quilos de soda
Tinha ainda de sobra
Mas quis comprar mais
Estive na lareira do anormal
Estava lá um marsupial
A fazer tricô
Quanto eu brincava com o iô-iô
Já me disseram que era aldrabão
Mas não quis acreditar
Só tenho uma mão
Para me coçar
Dá sempre muito dinheiro
Como uma lagosta por inteiro
No meu carro a pilhas verdadeiro
A gruta era mesmo funda
Do tamanho de uma bunda
Mesmo muito profunda
E Tinha um ar muita chunga
Fui apanhar macacos para o Ruanda
Montado na grande chanca
A tua grande tranca
Vai estripar a minha baganha
Meteste a tua prima
No meio de uma ravina
Tenho o dedo numa tina
E ou outro na tua vagina
Já me disseram que era aldrabão
Mas não quis acreditar
Só tenho uma mão
Para me coçar
Assim de longe
Até pareces um monge
Mas mais de perto
Não passas de um feto
Desde pequeno que tenho a mania
De que a minha tia
Tem a panela fria
Mas era só azia
Vi a tua sogra
A comprar dois quilos de soda
Tinha ainda de sobra
Mas quis comprar mais
Estive na lareira do anormal
Estava lá um marsupial
A fazer tricô
Quanto eu brincava com o iô-iô
Já me disseram que era aldrabão
Mas não quis acreditar
Só tenho uma mão
Para me coçar
terça-feira, 12 de julho de 2005
À pois é!!
9 da manhã, ligo a televisão, como bom cidadão que sou, vejo as notícias nacionais e do mundo.
Fenómenos estranhos, alterações climatéricas, finanças, política; enquanto me preparo para mais uma dia de árdua labuta, vou ouvindo tudo com muita atenção. Eis que se não quando uma notícia, aparentemente inofensiva, chama-me à sala e se torna num verdadeiro sonho:

Ainda com a barba meia por desfazer, não penso duas vezes; hoje não vou trabalhar!
E por volta das 13:30...:

Amanhã, dia 3, será um novo dia, com ele os passarinhos voltaram e cantaram de alegria, uns por estarem mesmo felizes, outros porque nós achamos que sim.
Fenómenos estranhos, alterações climatéricas, finanças, política; enquanto me preparo para mais uma dia de árdua labuta, vou ouvindo tudo com muita atenção. Eis que se não quando uma notícia, aparentemente inofensiva, chama-me à sala e se torna num verdadeiro sonho:

Ainda com a barba meia por desfazer, não penso duas vezes; hoje não vou trabalhar!
E por volta das 13:30...:

Amanhã, dia 3, será um novo dia, com ele os passarinhos voltaram e cantaram de alegria, uns por estarem mesmo felizes, outros porque nós achamos que sim.
segunda-feira, 11 de julho de 2005
Grito
No dia 25, saí, na noite difusa, corpos esvoaçantes de desejo, misturam-se na bruma do fumo do tabaco, que conspurca a pele, limpa, lavada, perfumada, suave. Algo me impele para o bar; serão as luzes, o olhar, o som, a sede. Tento não pensar muito nisso e dirijo-me autonomamente, sem dar contas a ninguém, nem se quer a mim. Olhos fixos na rapariga do bar e peço, sem tremer as mãos, sem soluçar, sem hesitações.
Um copo de água, por favor.
Contorcia-me ao som da música.
Sai, fui à casa de banho.
Quando voltei as pessoas estavam muito diferentes, só depois me apercebi que a música tinha mudado, bem como as luzes. Já a rapariga que me seguia para todo o lado, inclusive para a casa de banho, essa mantinha-se na mesma, como que se não fosse necessário dizer que eu estou ali, mas ela não teria que estar, mas estava e nada disso iria mudar a minha forma de pensar. De qualquer forma, mantinha a mesma postura desde à três horas. Calada, olhava-me, tocava-me no ombro e pedia algo, mas eu não compreendia, eu não a conseguia ouvir. Fiz um pequeno esforço, contudo ela ao ver que eu estaria interessado em saber o que ela teria para me dizer, ou pedir, correu e de um só salto, mergulhou na noite, caindo no chão, sem um único som. Saltou da varanda, sorte a do idoso que por ali passava.
Saí, fui à casa de banho.
No bar, pedi um copo de água.
A musica era cada vez mais intensa.
Com a alarido provocado pela garota, nada pude fazer, se não tentar encontrar alguém que a substituísse. Tarefa árdua, impossível, mesmo desesperante, até que por um milagre (coisa que não acredito), aparece um anjo. As vestes que trazia identificavam um sabor tórrido, seco e sem sal. Mas os olhos, tenros, e negros como a noite sem luar, transpareciam um súbito ar de desdém, que aos poucos se convertia em sufoco. Mais uma vez, nada pude fazer. Tal como a primeira, esta, ficou a meu lado, de uma forma diferente, mais colada, mais junta, por certo seria da idade. Em tudo diferente, mas em tudo igual, não só por ser um mulher, como eu sou o mesmo.
A música, aí esta música!
E vai mais uma copo de água...
A casa de banho, fica tão longe.
Sem querer deixar arrefecer muito a noite, passei ao ataque. Tentei por várias vezes prenunciar o meu nome, mas não sai nada, só grunhidos, sons sem sentido, ao que ela, respondia, “Prazer...”. Desde logo percebi que a comunicação estava condenada ao olhar. Dancei mais um pouco, já não sentia o chão, digo-vos que não é uma sensação fantástica, é mais na onda do surreal, do ‘se-bem! Tão juntos, tão fundidos, que pensei que tinha mudado de sexo. Julguei-me fora de mim, dentro dela, senti o meu sexo em mim. Assim que os meus lábios penetraram nos dela, tudo mudou, nada ficou, desde essa hora até ao dia seguinte e dentro dos próximos dois mil, trezentos, oitenta e 3 anos, não mais os vou largar, bem... posso fazer uma pausa de dois mil, trezentos, oitenta e 3 anos, menos duas semanas.
Bebi um shot de urina.
Dancei a casa de banho.
E, paguei a música.
Quando me dei conta das horas, soltei um grito lancinante!
Um copo de água, por favor.
Contorcia-me ao som da música.
Sai, fui à casa de banho.
Quando voltei as pessoas estavam muito diferentes, só depois me apercebi que a música tinha mudado, bem como as luzes. Já a rapariga que me seguia para todo o lado, inclusive para a casa de banho, essa mantinha-se na mesma, como que se não fosse necessário dizer que eu estou ali, mas ela não teria que estar, mas estava e nada disso iria mudar a minha forma de pensar. De qualquer forma, mantinha a mesma postura desde à três horas. Calada, olhava-me, tocava-me no ombro e pedia algo, mas eu não compreendia, eu não a conseguia ouvir. Fiz um pequeno esforço, contudo ela ao ver que eu estaria interessado em saber o que ela teria para me dizer, ou pedir, correu e de um só salto, mergulhou na noite, caindo no chão, sem um único som. Saltou da varanda, sorte a do idoso que por ali passava.
Saí, fui à casa de banho.
No bar, pedi um copo de água.
A musica era cada vez mais intensa.
Com a alarido provocado pela garota, nada pude fazer, se não tentar encontrar alguém que a substituísse. Tarefa árdua, impossível, mesmo desesperante, até que por um milagre (coisa que não acredito), aparece um anjo. As vestes que trazia identificavam um sabor tórrido, seco e sem sal. Mas os olhos, tenros, e negros como a noite sem luar, transpareciam um súbito ar de desdém, que aos poucos se convertia em sufoco. Mais uma vez, nada pude fazer. Tal como a primeira, esta, ficou a meu lado, de uma forma diferente, mais colada, mais junta, por certo seria da idade. Em tudo diferente, mas em tudo igual, não só por ser um mulher, como eu sou o mesmo.
A música, aí esta música!
E vai mais uma copo de água...
A casa de banho, fica tão longe.
Sem querer deixar arrefecer muito a noite, passei ao ataque. Tentei por várias vezes prenunciar o meu nome, mas não sai nada, só grunhidos, sons sem sentido, ao que ela, respondia, “Prazer...”. Desde logo percebi que a comunicação estava condenada ao olhar. Dancei mais um pouco, já não sentia o chão, digo-vos que não é uma sensação fantástica, é mais na onda do surreal, do ‘se-bem! Tão juntos, tão fundidos, que pensei que tinha mudado de sexo. Julguei-me fora de mim, dentro dela, senti o meu sexo em mim. Assim que os meus lábios penetraram nos dela, tudo mudou, nada ficou, desde essa hora até ao dia seguinte e dentro dos próximos dois mil, trezentos, oitenta e 3 anos, não mais os vou largar, bem... posso fazer uma pausa de dois mil, trezentos, oitenta e 3 anos, menos duas semanas.
Bebi um shot de urina.
Dancei a casa de banho.
E, paguei a música.
Quando me dei conta das horas, soltei um grito lancinante!
Nax saca dex nhima mãri
Nax saca dex nhima mãri, iv mua nhaara, aer drange, merone, otã drange equ sox hsolo rmae dox nhomata dex rintenasga. Solvire ud-ala oa ijdriam closae sima imóxipra. Ifo mnteportane aitece. Canun sima ax iv, daiand johe nhote daesduas elad...
quinta-feira, 7 de julho de 2005
Volta!
Procuro-te no fundo da escada, mas não te encontro, só um leve toque do teu perfume, que pelo cheiro, já deve ter vários dias. Desapareces-te, não te vejo à dias. Não consigo saber bem o que se passou. Estava tudo tão bem, andávamos tão felizes, tu na cozinha, eu na sofá, tu na casa da minha mãe e eu com os meus amigos, estávamos mesmo felizes, bolas pá! És mesmo mal agradecida! Fiz de tudo para te agradar! Comprei a máquina de lavar roupa nova, um lava-loiças maior, um esquentador de ligar automático, até comprei um caixote do lixo daqueles da reciclagem. Que queres mais?!?! Já não te batia à dois meses e tenho me controlado a beber, já só vinha duas vezes grosso para casa. Até comprei um saco de pugilismo para não te bater! Devias agradecer-me, pá! Até no outro dia fui contigo ao centro comercial e fui dar uma volta enquanto tu foste comprar trapos. É claro que mais que uma hora a fazer essas coisas, chega bem, mais vale isso que nada! Tens que ver as coisas por esse prisma. Já para não falar que uma semana antes de teres ido embora, encontrei a tua mãe na rua e até consegui falar-lhe e tudo! Ela é claro que depois de eu a cumprimentar ficou para lá a falar sozinha: “Você é um crápula! Estúpido! Veja bem o que está a fazer a minha filha, ela anda toda desgraçada...!” - Eu é claro que fiz ouvidos de mercador. E depois da morte do teu pai, nunca mais lhe disse nada, não a quero chatear. Por falar em fazer mal, como está a tua orelha? Melhor espero eu...
Só pode ter sido da lua, ou se calhar da gaja que estava na minha cama quando chegaste a casa. Mas podes voltar, eu já lavei os lençóis, a casa de banho e a cozinha. Eu sou mesmo bonito, não sou? Volta, por favor...
Só pode ter sido da lua, ou se calhar da gaja que estava na minha cama quando chegaste a casa. Mas podes voltar, eu já lavei os lençóis, a casa de banho e a cozinha. Eu sou mesmo bonito, não sou? Volta, por favor...
Hoje - 2
Quatro da manhã, às voltas na cama, vazia, fria, cheia de magoa, de dor, o arrepio torna-me ainda mais pequeno. Espreito a mesa de cabeceira, teimosamente as horas que fitam sem cessar, que ameaçam, que deturpam a verdadeira realidade... não passam de meros números. Mais uma vez desisto. A passos arrastados, transponho a minha preocupação para outra divisão. Por entre o breu da noite fria, tento desviar-me das parede, como elas de mim, sem sucesso aparente, servem de guia. Por fim, chego pesaroso à cozinha. De todas as divisões esta guarda algo que não pode mais ser esquecido, trazendo uma lufada de ar fresco à minha pobre alma, que dormente pensa em tudo e em nada. Neste momento só uma coisa interessa, copo de leite morno, para afogar esta maldita inquietude. Pacientemente encho o fervedor de leite e aguardo. Em quanto isso, sento-me e de orelhas entre as pernas e medito. Quase conseguia, quase chegava lá, mas o leite já transbordava e mais uma vez o sono transformou-se em euforia, a quietude em trovoada. Servi o leite e dirigi-me para a sala. Num acto de irreflectido, liguei o rádio. Procurei algo calmo, bucólico, que me aclamasse, tornando-se numa busca inglória. Muita música sem nexo, sem sentido, em línguas que não intendo. Desliguei o rádio. Na canto, perdida, a minha escrevaninha piscava-me o olho, tentei. Mal cheguei ao papel e à pena, lembrei-me de uma palavra: simpatia, mas não me surgia nada, mesmo nada, nem uma rima; mas com que diabo rima simpatia? Busquei por entre os meus apontamentos, rabiscos, temas de inspiração para os meus poemas sem sentido, de rimas estúpidas que ninguém compreende, da rima do mal com o anormal, do coração com o cagalhão, e nada! Nada conseguia rimar com simpatia, a única palavra que me surgia para esta rima, era, merda! E com este pensamento e após o terno efeito do leite, adormeci, ali mesmo.
quarta-feira, 6 de julho de 2005
Carne Podre
O mistério da carne podre, que definha e cresce por entre as pedras do caminho, tão escura, tão mal cheirosa, tão infecta, mas que nos atraia, a cheirar, a tocar, chegando mesmo a tornar-se uma obsessão de a ter nas mãos, junto ao corpo, de leva-la connosco, de a exibir, de mostrar que a conseguimos ter, sem que nos faça qualquer tipo de mal.
Mas após alguns dias, as doenças, as náuseas, os arrepios, os suores frios, o querer tirar e não conseguir, o lavar, raspar e não sair, o cheiro infecto que se nota a léguas, não mais nos larga. Pensamos que nunca mais nos irá abandonar, mas há uma solução! Sim há! Temos que nos convencer que a carne fresta é mais saudável, mais difícil de obter, é certo, mas mais fácil de sair. Não tem o mesmo aspecto apelativo da podre, a qual se consegue obter sem grande esforço. Mas compensa. É mais limpa e saudável. É bem mais difícil de obter, e as quantidades são sem dúvida insignificantes, quando comparadas com a da podre, mas dá mais gozo, mais gosto e não cheira tão mal.
Por isso eu digo a bem de verdade, não comam carne. Comam merda! Essa sim é a verdadeira ambição de qualquer um.
Mas após alguns dias, as doenças, as náuseas, os arrepios, os suores frios, o querer tirar e não conseguir, o lavar, raspar e não sair, o cheiro infecto que se nota a léguas, não mais nos larga. Pensamos que nunca mais nos irá abandonar, mas há uma solução! Sim há! Temos que nos convencer que a carne fresta é mais saudável, mais difícil de obter, é certo, mas mais fácil de sair. Não tem o mesmo aspecto apelativo da podre, a qual se consegue obter sem grande esforço. Mas compensa. É mais limpa e saudável. É bem mais difícil de obter, e as quantidades são sem dúvida insignificantes, quando comparadas com a da podre, mas dá mais gozo, mais gosto e não cheira tão mal.
Por isso eu digo a bem de verdade, não comam carne. Comam merda! Essa sim é a verdadeira ambição de qualquer um.
segunda-feira, 4 de julho de 2005
sexta-feira, 1 de julho de 2005
Hoje
Mas que raio andam estes palhaços a fazer? Cada dia que passa fico mais baralhado... não sei se os deva mandar para o caralho ou para a cona da mãe deles! Que palhaçada!! À e tal, não vamos mexer nos impostos e mais não sei o quê! A merda! Mas não há ninguém que os trave?! Que lhes faça medo? Acho que se uma deles fosse morto, como na Espanha se fazia, resolvia-se muita coisa! Passam sempre incólumes, como se nada fosse, até de riem! Isto tem que acabar! É que é muito difícil aguentar isto... não sei mesmo onde isto vai parar, aliás até sei; eles cada vez melhor e nós cada vez pior!
Mas porque raio inventam tanto?! Não é preciso inventar, basta copiar o que os outros fizeram bem, e no máximo fazer um pouco melhor, há que ser práticos! Nós não somos melhores que os outros países, somos iguais ou até mesmo piores, deixemo-nos de merdas! E outra coisa, se não gostam do nosso país e estão sempre a dizer mal dele, VÃO PARA OUTRO QUALQUER! E deixem-nos descansados, se não querem trabalhar, emigrem! Temos uma pais excelente! Com óptimas condições.
Outra coisa, ajudem o próximo, nem que seja uma vez, acho que não é pedir muito. Quando falo de ajuda, basta dar conta que está uma pessoa ao vosso lado e que de alguma forma poderão ajuda-la, nem que seja abrir uma porta, dar passagem no transito, partilhar um elevador, apanhar um papel da chão, sei lá tanta coisa. Quantas vezes já deram a vez na fila da pagar as compras no Supermercado?...
Ouvi esta semana no noticiário: “Temos que começar a pensar no nuclear como energia alternativa para o nosso pais...” Só agora é que se ouve falar nisto?!?! Devem estar a brincar comigo não? Olha a Espanha já lá tem energia nuclear desde os anos 70!
Já devíamos ter energia nuclear à muito tempo! E os recursos hídricos? Porque razão não são aproveitados?! PORQUÊ CARALHO! Faz-me tanta confusão! O que interessa é casas... CASAS E MAIS CASAS!
E o turismo estúpido, de província, para não estragar a fauna e a flora, ai ai... a MERDA! Sabem o que é proteger em Portugal? É deixar a mata crescer, VIRGEM, sem ser tratada, para depois se possa pegar fogo e construir á vontade! Uma mata deve ser partilhada por todos e deve ser explorada por todos, deve estar bem tratada e vigiada. Organizar passeios de jeep, ou a pé. Mas o que fazem os defensores do ambiente? Andam de Renault 4, que é dos carros mais poluentes do MUNDO!
Bom fim de semana. Vou para a Costa de Caparica... mais o seu belo plano Polis... A MERDA!
PS: Isto amanhã passa...
Mas porque raio inventam tanto?! Não é preciso inventar, basta copiar o que os outros fizeram bem, e no máximo fazer um pouco melhor, há que ser práticos! Nós não somos melhores que os outros países, somos iguais ou até mesmo piores, deixemo-nos de merdas! E outra coisa, se não gostam do nosso país e estão sempre a dizer mal dele, VÃO PARA OUTRO QUALQUER! E deixem-nos descansados, se não querem trabalhar, emigrem! Temos uma pais excelente! Com óptimas condições.
Outra coisa, ajudem o próximo, nem que seja uma vez, acho que não é pedir muito. Quando falo de ajuda, basta dar conta que está uma pessoa ao vosso lado e que de alguma forma poderão ajuda-la, nem que seja abrir uma porta, dar passagem no transito, partilhar um elevador, apanhar um papel da chão, sei lá tanta coisa. Quantas vezes já deram a vez na fila da pagar as compras no Supermercado?...
Ouvi esta semana no noticiário: “Temos que começar a pensar no nuclear como energia alternativa para o nosso pais...” Só agora é que se ouve falar nisto?!?! Devem estar a brincar comigo não? Olha a Espanha já lá tem energia nuclear desde os anos 70!
Já devíamos ter energia nuclear à muito tempo! E os recursos hídricos? Porque razão não são aproveitados?! PORQUÊ CARALHO! Faz-me tanta confusão! O que interessa é casas... CASAS E MAIS CASAS!
E o turismo estúpido, de província, para não estragar a fauna e a flora, ai ai... a MERDA! Sabem o que é proteger em Portugal? É deixar a mata crescer, VIRGEM, sem ser tratada, para depois se possa pegar fogo e construir á vontade! Uma mata deve ser partilhada por todos e deve ser explorada por todos, deve estar bem tratada e vigiada. Organizar passeios de jeep, ou a pé. Mas o que fazem os defensores do ambiente? Andam de Renault 4, que é dos carros mais poluentes do MUNDO!
Bom fim de semana. Vou para a Costa de Caparica... mais o seu belo plano Polis... A MERDA!
PS: Isto amanhã passa...
quinta-feira, 30 de junho de 2005
quarta-feira, 29 de junho de 2005
Chispas
Era uma vez uma pessoa que por ser a pessoa que era, chamava-se Vera, nasceu na Primavera, mas não ambicionou ver.
Mas por outras razões, que não quero mencionar, ficava virada para o mar quando o coração começava a incendiar.
Sei que foi vista com um turista, dentro do hospital, com o jornal e o avental, sei que não era da vista, pois isso seria muito normal.
Quando o viu era tremendo, mesmo horrendo, mesmo não o sendo, vinha sempre de uma certo canto do Rossio.
Fez vista grossa, à morsa que vinha grossa, de trombas, dentro de uma possa, a babar, e a arrotar, não queria acreditar, fui ver, já nem havia sombras!
Estes e outro textos, não podem ser encontrados em lado nenhum.
Mas por outras razões, que não quero mencionar, ficava virada para o mar quando o coração começava a incendiar.
Sei que foi vista com um turista, dentro do hospital, com o jornal e o avental, sei que não era da vista, pois isso seria muito normal.
Quando o viu era tremendo, mesmo horrendo, mesmo não o sendo, vinha sempre de uma certo canto do Rossio.
Fez vista grossa, à morsa que vinha grossa, de trombas, dentro de uma possa, a babar, e a arrotar, não queria acreditar, fui ver, já nem havia sombras!
Estes e outro textos, não podem ser encontrados em lado nenhum.
Santo António, Santo Antoninho
Mas um bocado e levas no cuzinho.
Foi na noite de Santo António
A primeira vez que te vi
Dois minutos no comboio
Foi mesmo ai que te comi
Vem comemorar este Santo
Ali naquela esquina
Tu mostras-me a vagina
E eu, o meu encanto
Vem comer sardinha assada
Na mesa do Santo Padre
Mas tapa essa cona assada
Para não fazer inveja á Santa Madre
Neste dia de euforia
Come-se muito carapau
Com muita alegria
Meti-te o pirilau
Agora que a festa acabou
É tempo de ir embora
Mas eu cá não vou
Porque te estou a comer agora
Agora que já te comi
Posso ir descansado
Eu, com menos um rim
E tu, com o rabo assado!
Foi na noite de Santo António
A primeira vez que te vi
Dois minutos no comboio
Foi mesmo ai que te comi
Vem comemorar este Santo
Ali naquela esquina
Tu mostras-me a vagina
E eu, o meu encanto
Vem comer sardinha assada
Na mesa do Santo Padre
Mas tapa essa cona assada
Para não fazer inveja á Santa Madre
Neste dia de euforia
Come-se muito carapau
Com muita alegria
Meti-te o pirilau
Agora que a festa acabou
É tempo de ir embora
Mas eu cá não vou
Porque te estou a comer agora
Agora que já te comi
Posso ir descansado
Eu, com menos um rim
E tu, com o rabo assado!
quarta-feira, 8 de junho de 2005
Já repararam?
Porque razão é que os intervenientes na última ceia de Jesus Cristo, estão todos no mesmo lado da mesa? Será que aquilo foi transmitido em directo?
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A formiga mais perigosa do mundo, Myrmecia pyriformis!