Maltrato a minha vontade de estar, porque não consigo sentir com as pontas dos dedos, que estão cobertas de cinismo, de vontades absurdas, quase surdas, no meio de tanta lucidez, sinto-me opaco, cheio de riscos; a visão está ofuscada pelo sentido pouco real do sentir. Mas como podemos acreditar e sentir em Deuses e que nos fazem amar, sem os vermos, ou podermos tocar neles? Ou seja, Deuses? Tudo bem... podemos sentir de uma forma extrassensorial, agora uma pessoa que amamos, mas que está longe... isso é estranho e pouco compreendido. Bem, a bem dizer, digo que se acredito nesse tipo de amor, também devia acreditar em Deuses.
De que forma se mistura o amar, com o abstracto? Temos de nos cortar, para sentir? Temos de elevar o sentimos ao ponto de achar que estamos a sentir algo de facto? Será o sentir abastracto cínico? Se temos sentidos pecaminosos com uma pessoa e dizemos que sentimos o que se passou com essa/s pessoa/s, porque razão não podemos acreditar numa entidade que na verdade não nos tocou com a mão, ou nos atirou com uma pedra com uma fisga? Ou seja, se for uma mulher/homem que não conhecemos, mas que tivemos pensamentos e, só pensamentos, está tudo bem, mas se for um Deus... pára! Isso é estranho... agora como é que vou acreditar num tipo que fala um conjunto de balelas e que até fazem sentido, mas que como não me deu um "hi-five" não vou acreditar nele!
Mas a coisa começa a ficar estranha quando há pessoas casadas com essas entidades que nunca lhe deu uma palmada no rabo, ou um beliscão... uma coisa é eu sonhar que a Charlize Theron é a minha namorada, durante 4 meses, outra é casar-me com ela em sonhos e reclamar tudo, por ela não me ligar um cu!
Tendo em conta estes aspectos, julgo que são ambos válidos, mas uns são dotados de pureza e os outros de ... cenas coiso... mas na verdade: durante meio segundo deram que pensar, ou não?
A formiga mais perigosa do mundo, Myrmecia pyriformis!
Sem comentários:
Enviar um comentário
CU menta!