quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Fátima

O sol raia

Sinto um nervoso miudinho

Como se ainda fosse pequenino

Não sei explicar

Mas sei que ficará

Não sei hesitar

Nem como parará

Porque me sinto pequeno?

Porque me sinto bebé?

Não sei quem sou

Sei que estou

Fico nervoso só de pensar

Fico exaltado só de respirar

É hoje!

Não pensei que fosse verdade

Mas é a realidade

Porque já estou a caminho

Umas vezes de pressa

Outras devagarinho

A certeza é essa

Que se faz torna certa

Pois de estou de mão aberta

Sem conseguir parar

De coração a acelerar

Ansioso pelo contacto

Menino de não entender

Porque estou a tremer

Só sinto o que poderá ser

E nada me faz parar

Só acelerar

Seguir em frente

Às vezes temente

De perder

Porque irei sofrer

Sei de coração

Sem conseguir antever

Que esta emoção

Não é natural

Mas é normal

Porque nada fez prever

Que iria algum dia acontecer

Fico feliz por me teres escolhido

E não hesito em correr

Pois vou ser colhido

Pelo teu coração

Como se fosse o nosso coração.

  

Na colina apareceste... com o sol por detrás, uma visão de Fátima, que em Fátima se fez.

 

Resolvi escrever, mas não é porque vou esquecer, é para meter e compreender, se o sentimento ainda existe. E como seria de esperar, é igual ao primeiro dia.

 

Não sei o que dizer... mas nunca irei esquecer.

Rima da noite

Porque suspiro?

Porque me atiro?

Faz sentido?

É real o perigo?


Se consigo responder

Ficarás a saber

Se me esconder

Não vais compreender


É natural

É sentimental

Não é viral

É fundamental


Vou alternar

Como vou falar

Ora amar

Ora matar


O calor

Do amor

Tem sabor

Tem ardor


Certeiro

É o arqueiro

Que acerta no meio

É o primeiro


Não se sabe como termia

Só se sabe que é uma menina

Podia ser uma assassina

Mas é uma heroína


Amo

Chamo

Surdo

Mudo


É o que sinto

E não minto

É um mito

Mas eu sinto


Se te quero?

Só espero

E desespero

Ser sincero


Anseio pelo dia

Que no nada

Que não venhas fria

Mas sim amada


Há palavras como: quero-te

Que rimam com: desfaço-te

Mas quando te quero

Soa sempre como: te amo...

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Sonho

 O dedo na pele

Sente, o quente

Que nunca sentiu

Fugiu? Nem pensar

Porque quer ficar

Sentir mais e mais

Quente, porque nunca sentiu

Porque é isso

que faz o sentir

Sem ser submisso

Mas é nisso

que o faz acordar

Sem partir, sente

de novo

O seio nu

O beijo cru

O sentimento de perder

Perder o momento

Por isso, tem de ser junto

Um, dois, quatro vezes

contorno a aureola do mamilo

procurando nunca me esquecer

daquele toque

se me faz falta

reter na memória

e dar enfoque

à gloria

ao que exalta.

Sinto um sinal na ponta do dedo...

nas costas.

Fixo-me dele, como se de uma memória

nunca mais vivida

partida

para evitar ficar vazia

sentia-a

uma

duas, três vezes

e rodei... senti

um sinal.

O calor do corpo junto ao meu,

Nús, sem uma única palavra,

sem sexo, ali... no cheiro, 

no colo de sentir e estar,

tudo morreu ali e tudo

viveu para sempre,

porque se sente.

Obrigado amor!

sábado, 24 de janeiro de 2026

Hoj'é nada! Amanhã?

 Nada


nada é a espada que amada, trespassa

a carapaça, dura de lama, quente

que não sente, mas está presente, estará?

Sim, está, morta, viva?

ou só adormecida, sem vida, ou privada

de vida viva, morta por dentro, mas viva

por

fora da casa que está pintada de branco, com 

um

dois

mantos de cor branca, pura de pureza, cínica, quase

cinéfila, com uma grande tela branca de amor, branco

mas ao mesmo tempo vermelho, negro, para não dar a notar que é negro,

porque calha mal no verso, maroto, arroto

aberto, sem pudor, porque não é assim que se quer,

mas é assim que se pode ser, ter, amar, estar

por favor, sem valor, com amor, estar, SIM!

NÃO!? Mas assim a mão não pode ter, mas pode ouvir

sentir, não ir, mas parir, amor... sentido, porque foi assim que

foi concebido.

Parabéns! O ar está para ti!

Estamos todos aqui!

Nada pode existir, se nada existe, por isso, nada persiste,

Mentiste? Não! Só não sentiste... pena, poderia ser algo

soberbo... agora? É só medo.