As veias cheias de letras azuis, que nos moldam, essas ideias, vazias por vezes, mesmo cheias de ideias. Ideias? Não, sentimentos, mesmo os garantidos sentidos amorfos, sem coisas palpáveis, mas na necessidade de garantias, procuram tacto, sentimento com na ponta dos dedos, pois não conseguem no âmago do sentir. Sentir? Mentir? A verdade escondida, por detrás de seres fictícios, que nos dão força, não dando, só esperando, que dão, mas que são, forças amarguradas, ou pensadas? São só as que nos dão força. Porque nos sentimos alados? Desesperados? Isolados? Ou... amados? Não é um consenso, há só senso, que nos faz amar, porque pouco mais há para dar, receber? Perder? Sofrer? A palavra da ordem... sofrer. Morrer por sofrer? Amar, por estar a cagar? Ou estar-me a cagar para o amar? Bem... as questões são ar que não se vê, respostas que não são tidas como resposta, mas sim como pergunta, absoluta junta, porque nada tem muito mais para dar, se não expirar... o amar. Mas quando o amar é sentido, tudo tende a ser efectivo, mesmo o que não tem explicação, coisas do coração…. Que São? Pu... que o pariu!
domingo, 15 de fevereiro de 2026
quinta-feira, 29 de janeiro de 2026
Fátima
O sol raia
Sinto um nervoso miudinho
Como se ainda fosse pequenino
Não sei explicar
Mas sei que ficará
Não sei hesitar
Nem como parará
Porque me sinto pequeno?
Porque me sinto bebé?
Não sei quem sou
Sei que estou
Fico nervoso só de pensar
Fico exaltado só de respirar
É hoje!
Não pensei que fosse verdade
Mas é a realidade
Porque já estou a caminho
Umas vezes de pressa
Outras devagarinho
A certeza é essa
Que se faz torna certa
Pois de estou de mão aberta
Sem conseguir parar
De coração a acelerar
Ansioso pelo contacto
Menino de não entender
Porque estou a tremer
Só sinto o que poderá ser
E nada me faz parar
Só acelerar
Seguir em frente
Às vezes temente
De perder
Porque irei sofrer
Sei de coração
Sem conseguir antever
Que esta emoção
Não é natural
Mas é normal
Porque nada fez prever
Que iria algum dia acontecer
Fico feliz por me teres escolhido
E não hesito em correr
Pois vou ser colhido
Pelo teu coração
Como se fosse o nosso coração.
Na colina apareceste... com o sol por detrás, uma visão de
Fátima, que em Fátima se fez.
Resolvi escrever, mas não é porque vou esquecer, é para
meter e compreender, se o sentimento ainda existe. E como seria de esperar, é igual
ao primeiro dia.
Não sei o que dizer... mas nunca irei esquecer.
Rima da noite
Porque suspiro?
Porque me atiro?
Faz sentido?
É real o perigo?
Se consigo responder
Ficarás a saber
Se me esconder
Não vais compreender
É natural
É sentimental
Não é viral
É fundamental
Vou alternar
Como vou falar
Ora amar
Ora matar
O calor
Do amor
Tem sabor
Tem ardor
Certeiro
É o arqueiro
Que acerta no meio
É o primeiro
Não se sabe como termia
Só se sabe que é uma menina
Podia ser uma assassina
Mas é uma heroína
Amo
Chamo
Surdo
Mudo
É o que sinto
E não minto
É um mito
Mas eu sinto
Se te quero?
Só espero
E desespero
Ser sincero
Anseio pelo dia
Que no nada
Que não venhas fria
Mas sim amada
Há palavras como: quero-te
Que rimam com: desfaço-te
Mas quando te quero
Soa sempre como: te amo...
quarta-feira, 28 de janeiro de 2026
Sonho
O dedo na pele
Sente, o quente
Que nunca sentiu
Fugiu? Nem pensar
Porque quer ficar
Sentir mais e mais
Quente, porque nunca sentiu
Porque é isso
que faz o sentir
Sem ser submisso
Mas é nisso
que o faz acordar
Sem partir, sente
de novo
O seio nu
O beijo cru
O sentimento de perder
Perder o momento
Por isso, tem de ser junto
Um, dois, quatro vezes
contorno a aureola do mamilo
procurando nunca me esquecer
daquele toque
se me faz falta
reter na memória
e dar enfoque
à gloria
ao que exalta.
Sinto um sinal na ponta do dedo...
nas costas.
Fixo-me dele, como se de uma memória
nunca mais vivida
partida
para evitar ficar vazia
sentia-a
uma
duas, três vezes
e rodei... senti
um sinal.
O calor do corpo junto ao meu,
Nús, sem uma única palavra,
sem sexo, ali... no cheiro,
no colo de sentir e estar,
tudo morreu ali e tudo
viveu para sempre,
porque se sente.
Obrigado amor!
sábado, 24 de janeiro de 2026
Hoj'é nada! Amanhã?
Nada
nada é a espada que amada, trespassa
a carapaça, dura de lama, quente
que não sente, mas está presente, estará?
Sim, está, morta, viva?
ou só adormecida, sem vida, ou privada
de vida viva, morta por dentro, mas viva
por
fora da casa que está pintada de branco, com
um
dois
mantos de cor branca, pura de pureza, cínica, quase
cinéfila, com uma grande tela branca de amor, branco
mas ao mesmo tempo vermelho, negro, para não dar a notar que é negro,
porque calha mal no verso, maroto, arroto
aberto, sem pudor, porque não é assim que se quer,
mas é assim que se pode ser, ter, amar, estar
por favor, sem valor, com amor, estar, SIM!
NÃO!? Mas assim a mão não pode ter, mas pode ouvir
sentir, não ir, mas parir, amor... sentido, porque foi assim que
foi concebido.
Parabéns! O ar está para ti!
Estamos todos aqui!
Nada pode existir, se nada existe, por isso, nada persiste,
Mentiste? Não! Só não sentiste... pena, poderia ser algo
soberbo... agora? É só medo.
A formiga mais perigosa do mundo, Myrmecia pyriformis!