Nada
nada é a espada que amada, trespassa
a carapaça, dura de lama, quente
que não sente, mas está presente, estará?
Sim, está, morta, viva?
ou só adormecida, sem vida, ou privada
de vida viva, morta por dentro, mas viva
por
fora da casa que está pintada de branco, com
um
dois
mantos de cor branca, pura de pureza, cínica, quase
cinéfila, com uma grande tela branca de amor, branco
mas ao mesmo tempo vermelho, negro, para não dar a notar que é negro,
porque calha mal no verso, maroto, arroto
aberto, sem pudor, porque não é assim que se quer,
mas é assim que se pode ser, ter, amar, estar
por favor, sem valor, com amor, estar, SIM!
NÃO!? Mas assim a mão não pode ter, mas pode ouvir
sentir, não ir, mas parir, amor... sentido, porque foi assim que
foi concebido.
Parabéns! O ar está para ti!
Estamos todos aqui!
Nada pode existir, se nada existe, por isso, nada persiste,
Mentiste? Não! Só não sentiste... pena, poderia ser algo
soberbo... agora? É só medo.
