quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Sonho

 O dedo na pele

Sente, o quente

Que nunca sentiu

Fugiu? Nem pensar

Porque quer ficar

Sentir mais e mais

Quente, porque nunca sentiu

Porque é isso

que faz o sentir

Sem ser submisso

Mas é nisso

que o faz acordar

Sem partir, sente

de novo

O seio nu

O beijo cru

O sentimento de perder

Perder o momento

Por isso, tem de ser junto

Um, dois, quatro vezes

contorno a aureola do mamilo

procurando nunca me esquecer

daquele toque

se me faz falta

reter na memória

e dar enfoque

à gloria

ao que exalta.

Sinto um sinal na ponta do dedo...

nas costas.

Fixo-me dele, como se de uma memória

nunca mais vivida

partida

para evitar ficar vazia

sentia-a

uma

duas, três vezes

e rodei... senti

um sinal.

O calor do corpo junto ao meu,

Nús, sem uma única palavra,

sem sexo, ali... no cheiro, 

no colo de sentir e estar,

tudo morreu ali e tudo

viveu para sempre,

porque se sente.

Obrigado amor!

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