O dedo na pele
Sente, o quente
Que nunca sentiu
Fugiu? Nem pensar
Porque quer ficar
Sentir mais e mais
Quente, porque nunca sentiu
Porque é isso
que faz o sentir
Sem ser submisso
Mas é nisso
que o faz acordar
Sem partir, sente
de novo
O seio nu
O beijo cru
O sentimento de perder
Perder o momento
Por isso, tem de ser junto
Um, dois, quatro vezes
contorno a aureola do mamilo
procurando nunca me esquecer
daquele toque
se me faz falta
reter na memória
e dar enfoque
à gloria
ao que exalta.
Sinto um sinal na ponta do dedo...
nas costas.
Fixo-me dele, como se de uma memória
nunca mais vivida
partida
para evitar ficar vazia
sentia-a
uma
duas, três vezes
e rodei... senti
um sinal.
O calor do corpo junto ao meu,
Nús, sem uma única palavra,
sem sexo, ali... no cheiro,
no colo de sentir e estar,
tudo morreu ali e tudo
viveu para sempre,
porque se sente.
Obrigado amor!

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