sábado, 19 de setembro de 2026

Verão - depois do vivo.

 Toco-te com uma pétala.

Respondes na nota certa

Faço-te um gracejo

Será um ensejo?

Não, dobra as sobrancelhas para pensar.

Emite um som, que pode ser desejar?

Fico na escuta.

Contigo e mais a minha luta.

Mordo, ouço e despedaço,

o meu abraço!

Que é forte, ou de desejo?

É potente, ou virtuoso?

Desejo? De novo?

É poder de amar, porque nada pode parar,

o que sinto de vez

aquela vez, uma vez,

acha que tudo te fez

em duas ou três vezes

mas não, uma ou duas são más

as que trás, satanás

ou amarás?

Mas no entanto, o pranto

tem o encanto de uma flor

a do amor que nunca nos dá dor, 

mas tem o sabor

do puro e doce amor

que nos tolda e dar vontade

na ansiedade da virtude de ser

desaparece o ser!

Viva o não-vivo

que nos por séculos de frio

torna o calor em cio

o cio em amor e o calor

em frio,

Morto-vivo, lindo e carente

que nos quer sempre

Vivo? Não quer saber... 

só quero sentir!

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CU menta!