A ida a casa das minhas tias, fez-me lembrar os tempos em que ainda na minha meninice, fazia casas para suínos, varandas para galinhas e beliches para coelhos. Certo dia, estava eu muito ocupado a fazer um banco para o cavalo do Dom Fuas Roupinho (o inventor o ABS), quando de repente surgiu, sabe-se lá donde, o nosso amigo Arturi. Vinha de muletas. Percebi logo, pois naquela altura eu era um alegre e entusiasta leitor de coisa alguma, tinha sido atropelado. Perguntei:
- Tu és… tu… és o Arturi!
- Sim… é verdade, sou eu.
- Sabias que eu nunca gostei de ti!
- Ai sim?
E como surgira, desapareci eu.
Viajei por montes e vales, numa cápsula feita dum material que não conhecia, que genericamente irei chamar a partir de agora de: merda! Quando dei por mim, estava em casa. Achei tudo aquilo muito estranho, mas não reparei. Aquela casa não era a minha, mas sim a casa da minha sogra. Achei mais uma vez estranho, mas optei discretamente por não reparar mais uma vez. Eu naquela altura não era casado, seria só e única e exclusivamente no dia seguinte.
Todos gostavam de me chamar, o Alpendre da Colher. Mas passados dois dias caiu em desuso.
Era sem duvida uma predestinação, eu de certa forma não queria entrar na casa da minha sogra, sem ter cortado as unhas, ou sem se quer ter morrido. Alguém ou alguma coisa fez com que este sonho se realizasse. Continuei surpreendido, mas não reparei. Assim como fora, fui ver a minha amada ao sótão, que estava a dormir, acção que vinha fazendo desde que tinha perdido o seu caracol. Ainda hoje foi ao papelão, trouxe quantidade suficiente para três mil caracóis. Mesmo com aquele insuportável cheiro a cartão, não o fazia trazer de volta. Contentava-se simplesmente com as suas fotografias. Um ida a Benidorm, com o falecido seu pai, um caracol genuíno do Algarve!
No dia seguinte, depois de ir para casa curar a embriagues, que tinha contraído numa despedida de solteiro, não a minha, porque eu não as faço. Acordei bastante mais cedo com o ladrar da minha irmã e o mugir da minha prima-irmã. Vesti-as, vesti-me e sai para o dia mais chato de toda a minha vida: O casamento da minha mulher. Logo por azar, vou ser eu o marido e pai das sete belas crianças que vamos ter…
Ainda não consegui perceber a ligação entre mim e os meus filhos. De tantos anos que os tenho, só consegui estar com eles, no total um ano. Mais de resto, ou se dorme, ou está-se no trabalho, ou na escola, ou com os avós, ou com os amigos, eu sei lá! Mas que raio é que eu estou cá a fazer? Vou voar…
Só me apetece ir para um sítio onde não conheçam a minha sogra!
O que eu gostava mesmo era de estar num porto mar, dum qualquer pais da América Latina, onde o cheiro da madeira retorcida, se confunde com o das uvas pobres pela acção do desespero, misturado com o cheiro de urina de gato albardado. Acho que partia logo no primeiro navio, barco, canoa que estivesse a sair naquele momento e ia sem rumo por esse mundo fora.
No dia seguinte fiz rumo ao trabalho.
Já estava casado e à espera de quatro filhos. A minha querida e bela mulher, tinha feito um tratamento de inseminação artificial e esperava quatro alegres pestes. Dizia com grande garbo: “Assim é mais rápido!”.
A minha vida corria às mil maravilhas, tal como estava tudo planeado, ou seja: MAL! Apesar disso tinha um sorriso nos lábios e uns óculos novos. Tendo em conta todas estas contrariedades, não esmoreci.
Despedi-me, divorcie-me, paguei tudo o que devia, matei a minha sogra e internei toda a minha família, mais a minha mulher, num hospício, daqueles baratos, onde não há casas de banho.
Após tudo isso, fugi e ainda fujo. Já lá vão dois dias e já estou em Atenas! É obra! Com o carro do meu vizinho, que habilmente roubei. Nunca um mini com 38 anos andou tão depressa; 150 km/h, numa das descidas dos Pirenéus! Que loucura! Têm sido difíceis a passagem das fronteiras, mas os meus dotes de camaleão, com os meus 16 passaportes falsos, mais os 543 bigodes e o estojo de disfarces que comprei na loja dos Chineses em Marraquexe, tudo ia correndo às mil maravilhas.
Já há duas semanas que fujo. Acho que chega…
E acho que me enganei no navio. O nome não me é estranho: “SAGRES”.
quarta-feira, 14 de abril de 2010
sexta-feira, 26 de março de 2010
Maltratei a minha alma e deu nisto
Num estado de espírito encravado no mar profundo de gotas de água, cheias de sal e medo, cravo os meus medos, numa enseada escondida de todos, onde só os bons estão, onde só os que nos escutam sentem o que nos vai na alma, no nosso intimo. Por ser tão fundo, é escuro, mas claro e evidente como a claridade do sol do meio-dia, seja aqui, ou no Nepal, desde que não pareça mal.
É com este estado de espírito repleto de manobras esquivas, por não querer ser o que todos acham que podem saber, que mergulho, bem fundo e oiço as vozes da profundidade, em gritos histéricos, abafados pela surdina da profundidade, mas tão alto como o pássaro que voa lá no cimo. Calo-me e espero. Espero que venham e, me comam, que acabem de vez com isto tudo, que tratem de tratar do que já está tratado, mas demora, que sigam os seus caminhos sem nunca olhar para trás, só em frente e para sempre!
Neste estado de espírito que vos digo: esta merda é muito boa! Mas engorda…
Quem se preocupa com isso?
Já dizia uma pessoa que conhecia: “Se não queres estar de cabeça erguida, segue os passos de quem sabe.”
Olho-te duma só vez, sem ter a certeza que o olhar chega, sem saber se o olhar basta. Tudo parece ser tão pouco, as palavras, os gestos, os olhares, o toque, o que sentimos, o que não sentimos, tudo é … sem quantidade. Tudo não tem quantidade, quando comparado ao que é de facto. Não há quantidade, não há palavra, não há gesto, não há saber, não há nada, NADA, que consiga definir o nosso sentir. Por mais voltas que queiramos dar, nada irá superar, o nosso amar!
È a primeira vez que aqui ponho... Neste meu mundo que me acompanha e só eu o conheço.
Enfrentamos com coragem o mar revolto, que com árduo esforço, queima-nos os braços, com a força de mil homens, saltamos as vagas, sem parar, sem cansar. O mar, em abraços de força bruta, cerca-nos, envolve-nos, alcança-nos, sempre e mais uma vez. A água saldada, gelada, fria, pela madrugada, penetra nos ossos, no âmago, mantendo sempre o coração quente, sente, pelo calor dum amar, profundo, sem parar, com rumo, segue-se o brilho do olhar, esse amar, esse nosso amar. Perdemo-nos para sempre, nesse mar sem nunca parar. Seguimos em frente… sem fim e… com o nosso rumo!
Rimas populares:
Albertina, Albertina, já que vais à cozinha, com essa cara linda, trás mas é o pão!
Oh sol que no horizonte vais baixo, arranja-me lá um cigarro…
Estava em casa a pensar em ti, vi e li, só não comi.
Pelos prados do Outono amarelo, vejo-te, estás com a Maria e o Tó!
Numa manhã de Primavera, subo as escadas da felicidade, quando estou aflito, borro-me.
Venham, venham ver, um boi que sabe ler e uma vaca que sabe ladrar.
Escuto com atenção o que o pássaro me diz, diz que somos lindos, diz que somos parvos…
Na cidade deserta, uma alma perdida pede na esquina, será a minha prima?
Alvejo um grande coração vermelho, com a certeza de acertar, preparo a flecha e como um croissant.
Sempre quis começar uma história com: Mesmo…
Agora que o posso fazer, perdi a história e encontrei a estória. Não sei o que fazer… Tenho de encontrar uma língua que não tenho duas, ou mais versões da mesma merda! Bolas, estou farto disto!
Era um dia bonito, em que todos sorriam e eram felizes. Os que iam a caminho do trabalho, sorriam com toda alegria, os que ficavam em casa, riam-se por os outros irem trabalhar e os que não estavam a fazer uma coisa nem outra, estavam contentes, mas realmente o que interessava, era a felicidade das pessoas e as palavras que proferiam. Palavras de ordem: “Estamos felizes! Estão felizes!” – Ecoavam nas paredes dos prédios sem cor e nas avenidas cheias de alcatrão. Os pássaros cantavam e comiam das mãos de quem passava, passando largas quantidades de doenças graves e tudo era bom e feliz. Um sentimento de positivismo exteriorizado pelas acções e reacções.
No seio desta grande festa, um menino, pequenino, de barba branca e cabelo escuro, dizia: Do que é que se riem?
É com este estado de espírito repleto de manobras esquivas, por não querer ser o que todos acham que podem saber, que mergulho, bem fundo e oiço as vozes da profundidade, em gritos histéricos, abafados pela surdina da profundidade, mas tão alto como o pássaro que voa lá no cimo. Calo-me e espero. Espero que venham e, me comam, que acabem de vez com isto tudo, que tratem de tratar do que já está tratado, mas demora, que sigam os seus caminhos sem nunca olhar para trás, só em frente e para sempre!
Neste estado de espírito que vos digo: esta merda é muito boa! Mas engorda…
Quem se preocupa com isso?
Já dizia uma pessoa que conhecia: “Se não queres estar de cabeça erguida, segue os passos de quem sabe.”
Olho-te duma só vez, sem ter a certeza que o olhar chega, sem saber se o olhar basta. Tudo parece ser tão pouco, as palavras, os gestos, os olhares, o toque, o que sentimos, o que não sentimos, tudo é … sem quantidade. Tudo não tem quantidade, quando comparado ao que é de facto. Não há quantidade, não há palavra, não há gesto, não há saber, não há nada, NADA, que consiga definir o nosso sentir. Por mais voltas que queiramos dar, nada irá superar, o nosso amar!
È a primeira vez que aqui ponho... Neste meu mundo que me acompanha e só eu o conheço.
Enfrentamos com coragem o mar revolto, que com árduo esforço, queima-nos os braços, com a força de mil homens, saltamos as vagas, sem parar, sem cansar. O mar, em abraços de força bruta, cerca-nos, envolve-nos, alcança-nos, sempre e mais uma vez. A água saldada, gelada, fria, pela madrugada, penetra nos ossos, no âmago, mantendo sempre o coração quente, sente, pelo calor dum amar, profundo, sem parar, com rumo, segue-se o brilho do olhar, esse amar, esse nosso amar. Perdemo-nos para sempre, nesse mar sem nunca parar. Seguimos em frente… sem fim e… com o nosso rumo!
Rimas populares:
Albertina, Albertina, já que vais à cozinha, com essa cara linda, trás mas é o pão!
Oh sol que no horizonte vais baixo, arranja-me lá um cigarro…
Estava em casa a pensar em ti, vi e li, só não comi.
Pelos prados do Outono amarelo, vejo-te, estás com a Maria e o Tó!
Numa manhã de Primavera, subo as escadas da felicidade, quando estou aflito, borro-me.
Venham, venham ver, um boi que sabe ler e uma vaca que sabe ladrar.
Escuto com atenção o que o pássaro me diz, diz que somos lindos, diz que somos parvos…
Na cidade deserta, uma alma perdida pede na esquina, será a minha prima?
Alvejo um grande coração vermelho, com a certeza de acertar, preparo a flecha e como um croissant.
Sempre quis começar uma história com: Mesmo…
Agora que o posso fazer, perdi a história e encontrei a estória. Não sei o que fazer… Tenho de encontrar uma língua que não tenho duas, ou mais versões da mesma merda! Bolas, estou farto disto!
Era um dia bonito, em que todos sorriam e eram felizes. Os que iam a caminho do trabalho, sorriam com toda alegria, os que ficavam em casa, riam-se por os outros irem trabalhar e os que não estavam a fazer uma coisa nem outra, estavam contentes, mas realmente o que interessava, era a felicidade das pessoas e as palavras que proferiam. Palavras de ordem: “Estamos felizes! Estão felizes!” – Ecoavam nas paredes dos prédios sem cor e nas avenidas cheias de alcatrão. Os pássaros cantavam e comiam das mãos de quem passava, passando largas quantidades de doenças graves e tudo era bom e feliz. Um sentimento de positivismo exteriorizado pelas acções e reacções.
No seio desta grande festa, um menino, pequenino, de barba branca e cabelo escuro, dizia: Do que é que se riem?
quarta-feira, 3 de março de 2010
Canções de amor
Não há nada como uma bela canção de amor!
Pavement Saw Big Black (No album Pigpile, que dopois surgiu mais tarde no album Songs about fucking!, um verdadeiro algum de músicas de amor!)
She went through me like a pavement saw
And I feel stupid 'cause I was so stupid about it
She went through me like a pavement saw
And I feel... stupid 'cause I was so stupid about it
She smokes so self-contently
Makes me sick
But she's so pretty that I can't resist
She likes to suffer, she's has nothing to do
Can't hate the chick 'cause she's got no sense
She went through me like a pavement saw
And I feel stupid 'cause I was so stupid about it
She went through me like a pavement saw
And I feel stupid 'cause I was so stupid about it
Pavement Saw Big Black (No album Pigpile, que dopois surgiu mais tarde no album Songs about fucking!, um verdadeiro algum de músicas de amor!)
She went through me like a pavement saw
And I feel stupid 'cause I was so stupid about it
She went through me like a pavement saw
And I feel... stupid 'cause I was so stupid about it
She smokes so self-contently
Makes me sick
But she's so pretty that I can't resist
She likes to suffer, she's has nothing to do
Can't hate the chick 'cause she's got no sense
She went through me like a pavement saw
And I feel stupid 'cause I was so stupid about it
She went through me like a pavement saw
And I feel stupid 'cause I was so stupid about it
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Frases que tornaram pessoas famosas e ainda mais carrancudas.
Escalo a tua consciência trepando os caracóis da tua sensualidade.
Anónimo (Português)
Anônimo (Brasileiro)
A inspiração é um volante para a sua sabedoria?
Uma pergunta num Jornal local.
Caço pardais de manhã e inspiro-me em tudo o que oiço, inclusivamente nas pessoas que não falam.
Um escritor muito famoso.
A tua inveja roça-me os tomates!
Dona duma peixaria no Bulhão
Eu vejo tudo através do espectro da minha imaginação e depois carrego no botão!
Operário fabril.
Penso o que penso, por pensar que nada pensaria se pensasse de forma mais obtusa.
Um individuo. (Em Português)
Um cára. (Em Brasileiro)
Saber demais torna-nos mais inertes e menos afoitos a conseguir duma forma racional o que se pretende. Terão de usurpar o tempo, concluindo sempre duma forma eficaz o labor rigoroso em que se empenham.
Empreiteiro
Adeus e até ao meu regresso.
Nota de rodapé: Há quem diga que comer cascas de limões verdes, faz bem à saúde, mas ponho aqui algumas reticências. ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... (Acho que chega... ... ... ... ... ... ... ... ... ...) (É do tédio... ... ... ... ... ... ... ... ... ...) (Dá-me para isto. Mas podia ser bem pior. Quiçá.)
Anónimo (Português)
Anônimo (Brasileiro)
A inspiração é um volante para a sua sabedoria?
Uma pergunta num Jornal local.
Caço pardais de manhã e inspiro-me em tudo o que oiço, inclusivamente nas pessoas que não falam.
Um escritor muito famoso.
A tua inveja roça-me os tomates!
Dona duma peixaria no Bulhão
Eu vejo tudo através do espectro da minha imaginação e depois carrego no botão!
Operário fabril.
Penso o que penso, por pensar que nada pensaria se pensasse de forma mais obtusa.
Um individuo. (Em Português)
Um cára. (Em Brasileiro)
Saber demais torna-nos mais inertes e menos afoitos a conseguir duma forma racional o que se pretende. Terão de usurpar o tempo, concluindo sempre duma forma eficaz o labor rigoroso em que se empenham.
Empreiteiro
Adeus e até ao meu regresso.
Nota de rodapé: Há quem diga que comer cascas de limões verdes, faz bem à saúde, mas ponho aqui algumas reticências. ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... (Acho que chega... ... ... ... ... ... ... ... ... ...) (É do tédio... ... ... ... ... ... ... ... ... ...) (Dá-me para isto. Mas podia ser bem pior. Quiçá.)
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
Tédio Manuel Esteves Retério Temporário Permanente
Nascido numa pequena aldeia no meio do nada, filho de Repetitivo Retério Temporário Permanente e Seca Infastiada Esteves, no ano longinquo de há muitos anos, quase esquecidos, sem ter muita noção de que ano.
O seu caracter é apagado, sem grande vontade para fazer o quer que seja, denota um certa falta de ânimo para fazer o quer que seja, sempre com muito para fazer, não fazendo nada. Desde pequeno que passeia horas sem fim, pelos campos abandonados, ou pelas estradas que não levam a lado nenhum. Com muita tedência para entediar quem quer que se apróxime dele. Tédio, que desde há muito não tem grande facilidade em fazer amigos, nem se quer muita vontade de os fazer, pois acha que é muito chato falar com quem quer que seja, mesmo que isso demore horas a fio. Fala dum assunto que nada tem de interessante, que nada contribui para a vontade de fazer alguma coisa. Muito parado e repetitivo, soma as horas, como quem coleciona selos sem imagem, como quem diz a mesma palavra vezes sem conta e sem dar por isso.
Conta-se que Tédio era muito apreciado pelas tristes almas que viviam numa aldeia próximo, que passavam dias, até meses, numa toada repetida, a voltar folhas em branco, contando-as. Pessoas infelizes, que tomadas pelo sentimento inerte, sentiam-se frustadas e assim entendiam, ou acarinhavam o Tédio Manuel, como seu filho.
Dotado duma estranha apetência para a solidão, consegue estar calado, triste e enfadado, sem nunca pestanejar. O seu caracter apagado, sempre muito enjoado, sente-se a definhar, sem puder controlar, mesmo que isso leve a solidão e a um sentimento de vazio.
Rapaz franzino, fraquinho, conseguia por mal, triste e só, um, ou outro amigo, mesmo sofrendo de hiper-actividade, com um simples discurso sobre nada, ou mesmo sobre assunto qualquer, desde que fosse sobre o mesmo assunto e falado repetidas vezes.
Em adulto, seguiu a carreira de técnico de contas e consegue estar triste e enfastiado em toda a sua actividade, repetindo a mesma conta, vezes e vezes sem conta, só com o intuito de repetir e assim, ser entediante.
O seu futuro, será um tédio, mas tédio é, Tédio será, sempre e sempre, sempre, sempre , ssempre, sempre, sempre, sempre, sempre, sempre, sempre, sempre, sempre, sempre, sempre, sempre, sempre, sempre, sempre, sempre, sempre, sempre, sempre e sempre... e... sempre, sempre, sempre... e...
O seu caracter é apagado, sem grande vontade para fazer o quer que seja, denota um certa falta de ânimo para fazer o quer que seja, sempre com muito para fazer, não fazendo nada. Desde pequeno que passeia horas sem fim, pelos campos abandonados, ou pelas estradas que não levam a lado nenhum. Com muita tedência para entediar quem quer que se apróxime dele. Tédio, que desde há muito não tem grande facilidade em fazer amigos, nem se quer muita vontade de os fazer, pois acha que é muito chato falar com quem quer que seja, mesmo que isso demore horas a fio. Fala dum assunto que nada tem de interessante, que nada contribui para a vontade de fazer alguma coisa. Muito parado e repetitivo, soma as horas, como quem coleciona selos sem imagem, como quem diz a mesma palavra vezes sem conta e sem dar por isso.
Conta-se que Tédio era muito apreciado pelas tristes almas que viviam numa aldeia próximo, que passavam dias, até meses, numa toada repetida, a voltar folhas em branco, contando-as. Pessoas infelizes, que tomadas pelo sentimento inerte, sentiam-se frustadas e assim entendiam, ou acarinhavam o Tédio Manuel, como seu filho.
Dotado duma estranha apetência para a solidão, consegue estar calado, triste e enfadado, sem nunca pestanejar. O seu caracter apagado, sempre muito enjoado, sente-se a definhar, sem puder controlar, mesmo que isso leve a solidão e a um sentimento de vazio.
Rapaz franzino, fraquinho, conseguia por mal, triste e só, um, ou outro amigo, mesmo sofrendo de hiper-actividade, com um simples discurso sobre nada, ou mesmo sobre assunto qualquer, desde que fosse sobre o mesmo assunto e falado repetidas vezes.
Em adulto, seguiu a carreira de técnico de contas e consegue estar triste e enfastiado em toda a sua actividade, repetindo a mesma conta, vezes e vezes sem conta, só com o intuito de repetir e assim, ser entediante.
O seu futuro, será um tédio, mas tédio é, Tédio será, sempre e sempre, sempre, sempre , ssempre, sempre, sempre, sempre, sempre, sempre, sempre, sempre, sempre, sempre, sempre, sempre, sempre, sempre, sempre, sempre, sempre, sempre, sempre e sempre... e... sempre, sempre, sempre... e...
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
Hoje...
... comer as tuas entranhas, decepando membro por membro, numa calma celestial, com um sorriso nos lábios, eu te amo, por dentro e por fora, duma cadência mecânica, quase minimal, sem pensar nos preconceitos, seguindo pensamentos mórbidos de calar o Diabo, mas com a fúria de Deus e a raiva de mil tubarões.
Oh suave corte de fio de faca afiada, que te penetra docemente, sente, sente, o aço frio que te trespassa, crava-se nos teus ossos e encrava, ou parte, as fibras quebram, o sangue escorre, pinga nos lençóis, brancos, imaculados, dum branco das nuvens de Verão. Sim, morre, morre devagar, suavemente, como quem não tem pressa.
Pedes num ultimo suspiro: mata-me devagar.
Oh suave corte de fio de faca afiada, que te penetra docemente, sente, sente, o aço frio que te trespassa, crava-se nos teus ossos e encrava, ou parte, as fibras quebram, o sangue escorre, pinga nos lençóis, brancos, imaculados, dum branco das nuvens de Verão. Sim, morre, morre devagar, suavemente, como quem não tem pressa.
Pedes num ultimo suspiro: mata-me devagar.
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Porra!!! É TÃO BOM!!!!!!!!
Hooker with a Penis - Tool
I, met a boy, wearing Vans, 501s, and a
Dope beastie-tee, nipple rings,
New tattoos that claim that he
Was OGT,
back in '92,
from the first EP.
And in between
Sips of Coke
He told me that
He thought
We were sellin' out,
Layin' down,
Suckin' up
To the man.
Well now I've got some
Advice for you, little buddy.
Before you point your finger
You should know that
I'm the man,
And if I'm the man,
Then you're the man, and
He's the man as well so you can
Point that fuckin' finger up your ass.
All you know about me is what I've sold you,
Dumb fuck.
I sold out long before you ever even heard my name.
I sold my soul to make a record,
Dip shit,
And then you bought one.
I've got some
Advice for you, little buddy.
Before you point your finger
You should know that
I'm the man,
If I'm the fuckin' man
Then you're the fuckin' man as well
So you can
Point that fuckin' finger up your ass.
All you know about me is what I've sold you,
Dumb fuck.
I sold out long before you ever heard my name.
I sold my soul to make a record,
Dip shit,
And you bought one.
All you read and
Wear or see and
Hear on TV
Is a product
Begging for your
Fatass dirty
Dollar
Shut up and
Buy, buy, buy, my new record
Buy, buy, buy, send more money
Fuck you, buddy.
Fuck you, buddy.
Fuck you, buddy.
Fuck you, buddy.
!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
I, met a boy, wearing Vans, 501s, and a
Dope beastie-tee, nipple rings,
New tattoos that claim that he
Was OGT,
back in '92,
from the first EP.
And in between
Sips of Coke
He told me that
He thought
We were sellin' out,
Layin' down,
Suckin' up
To the man.
Well now I've got some
Advice for you, little buddy.
Before you point your finger
You should know that
I'm the man,
And if I'm the man,
Then you're the man, and
He's the man as well so you can
Point that fuckin' finger up your ass.
All you know about me is what I've sold you,
Dumb fuck.
I sold out long before you ever even heard my name.
I sold my soul to make a record,
Dip shit,
And then you bought one.
I've got some
Advice for you, little buddy.
Before you point your finger
You should know that
I'm the man,
If I'm the fuckin' man
Then you're the fuckin' man as well
So you can
Point that fuckin' finger up your ass.
All you know about me is what I've sold you,
Dumb fuck.
I sold out long before you ever heard my name.
I sold my soul to make a record,
Dip shit,
And you bought one.
All you read and
Wear or see and
Hear on TV
Is a product
Begging for your
Fatass dirty
Dollar
Shut up and
Buy, buy, buy, my new record
Buy, buy, buy, send more money
Fuck you, buddy.
Fuck you, buddy.
Fuck you, buddy.
Fuck you, buddy.
!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Sombras que abalam
Sombras que abalam o meu ser, ser gracioso, mal feitor, que transforma o bem, no infinito mal. Revitaliza a boa memória de tantos anos, apagada por segundos de sofrimento, só imagens de dor e sorrisos de amor. Aí profundo sentimento que inunda a psique duma forma saguaz de recordações vibrantes, sorridentes e ternas. Mas vou passar o rio, a pé ou a nado, rápido para ser agora, não amanhã, hoje.
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
O que há por detrás...
O que há por detrás do nosso pensamento relativo ao que se pode pensar e não se sabe?
Nada! Rigorosamente nada! Quem afirma que sabe, é um palhaço! Ou tem vergonha de não saber, ou acha que saber é bom para fazer novas amizades. Mas esses, não me enganam! Conheço-os à distância! São uns falsos e nada sabem e tudo acham que se podem saber. São uns falsos! Tipos como esses deveriam ser enterrar de pernas para o ar em covas aladas, cravadas de pregos ferrugentos, ou em cimento armado, parvo. Estes tipos revoltam-me, remexem com as minhas entranhas. Salta aos olhos, são impostores. E quando se põe a inventar? Do género: “O que estás a pensar não é realmente o que querias dizer e eu sei o que querias dizer, só que não consegues porque não está ai, não estás a apanhar, não sabes, mas eu sei.” Fico irado! Há individuo mais petulante, que o individuo que profere estas palavras?
Há.
Há aqueles indivíduos, seres humanos, Homens, gente, pessoas em geral que acham que andar descalço faz bem ao pé chato.
Essas pessoas são duma índole muito duvidosa. Mesmo muito. Cuidado gente deste mundo. Há pessoas assim, por ai. Cuidado! Depois não digam que eu não avisei.
Bom dia e descansem a alma sana.
Nada! Rigorosamente nada! Quem afirma que sabe, é um palhaço! Ou tem vergonha de não saber, ou acha que saber é bom para fazer novas amizades. Mas esses, não me enganam! Conheço-os à distância! São uns falsos e nada sabem e tudo acham que se podem saber. São uns falsos! Tipos como esses deveriam ser enterrar de pernas para o ar em covas aladas, cravadas de pregos ferrugentos, ou em cimento armado, parvo. Estes tipos revoltam-me, remexem com as minhas entranhas. Salta aos olhos, são impostores. E quando se põe a inventar? Do género: “O que estás a pensar não é realmente o que querias dizer e eu sei o que querias dizer, só que não consegues porque não está ai, não estás a apanhar, não sabes, mas eu sei.” Fico irado! Há individuo mais petulante, que o individuo que profere estas palavras?
Há.
Há aqueles indivíduos, seres humanos, Homens, gente, pessoas em geral que acham que andar descalço faz bem ao pé chato.
Essas pessoas são duma índole muito duvidosa. Mesmo muito. Cuidado gente deste mundo. Há pessoas assim, por ai. Cuidado! Depois não digam que eu não avisei.
Bom dia e descansem a alma sana.
terça-feira, 15 de setembro de 2009
É tão certo como eu me chamar...
No tempo em que todos faziam fogueiras, tu eras a minha homosapiens favorita. Hoje és a minha razão de viver, a razão de ser o que eu queria que fosse, a ideia que eu tinha de quem pode ser, e viver, a ter todos os dias falta de estar. Desde os tempos das invenção da roda que nada foi igual. A roda veio trazer vida a tudo que nada vivia, que estava adormecido, passou a ser mais rápido chegar onde quer que fosse, nem que fosse só por ir. Queria tanto ser roda, mas daquelas das carroças, que são mais puras, pois são imperfeitas. Identifico-me muito com esse tipo de rodas. Não gosto de nada das rodas dos carros de hoje em dia, são demasiado redondas. Se bem que não posso ser e por isso vou-me dedicar à caça de insectos grandes. Depois, com o tempo e a experiência, abrir um restaurante, ser famoso e viver numa casa muito grande. São estes os meus planos. Sei que para o conseguir terei de ficar bem mais alto, mas pelo menos gosto de ter a certeza que sim.
Dá-me vontade de comer lasanha quando penso assim.
Dá-me vontade de comer lasanha quando penso assim.
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Sobra uma sandes, alguém quer? É de quê? Nada...
“Quanto mais olho, menos vejo!” - Diz um cego, no alto daquelas escadas. Resultado, duas costelas partidas. Deviam ter vergonha os Srs. das tascas que vendem vinho a qualquer preço! Abaixo os Srs. das tascas que vendem vinho a qualquer preço, sem nunca pensar que por detrás do balcão pode estar uma barata esmigalhada no chão e um cego a beber vinho! Abaixo! Malditos!
A bem dizer não sei se era do vinho, mas uma coisa é certa, a ultima coisa que o cego disse antes de cair, foi: acho que deixei a bengala da tasca...
Uma fuga de informação fez com que todos os mais dotados de provérbios potentes, se escondessem por entre a folhagem rala, como a barba que traziam. Nas costas levavam as suas mochilas e no ombro um balde cheio de ranho de porco. Daí surgiu a canção:
Andorinha do monte
Que vais sem norte
Faz um charro grande em monte
Que bata bem forte!
Passados dois dias a fuga foi encontrada e tapada com azevinhos maduros. Ninguém sabe agora um provérbio tão potente como o que preferiu o Sr. Gracindo:
Quem trás um tijolo na mão, ou trás vento ou um limão!
Sopra o vento naquela colina, suave e metediço, não respeita folhas, nem vagens, só o pólen das laranjeiras em flor, que cai certo, no chão repleto de folha e vegetação velha, castanha, que contrasta com a verdejante cor do vómito do bêbado...
O cão, o cão, o cão, o cão, o cão, o cão, o cão, o cão, o cão, o cão, o cão, o cão, o cão, o cão, o cão, o cão, o cão, o cão, o cão, o cão... o cão.
- O Sr. desculpe, mas sabe-me dizer que camelo é aquele?
- Sei...
Uma das mais raras aparições de gente já morta, foi num congresso. Compareceram em grande número. Os sacanas comeram tudo o que havia e os outros pobres coitados, ficaram só com as sobras. Não se faz! Hoje em dia, nada disto pode acontecer, pois saiu uma lei que proíbe este tipo de acontecimentos públicos. Estas festas são neste momento realizadas com segurança privada.
Ainda bem.
Chega de falar de coisas parvas. Vamos a assuntos sérios.
Sérios.
(nada...)
(nada? mas nada é algo...) (nada...)(nada é tudo, mas tudo mesmo, que se torna em nada!)
(vá lá, ou menos é nada)
Bom dia! Zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz...
A bem dizer não sei se era do vinho, mas uma coisa é certa, a ultima coisa que o cego disse antes de cair, foi: acho que deixei a bengala da tasca...
Uma fuga de informação fez com que todos os mais dotados de provérbios potentes, se escondessem por entre a folhagem rala, como a barba que traziam. Nas costas levavam as suas mochilas e no ombro um balde cheio de ranho de porco. Daí surgiu a canção:
Andorinha do monte
Que vais sem norte
Faz um charro grande em monte
Que bata bem forte!
Passados dois dias a fuga foi encontrada e tapada com azevinhos maduros. Ninguém sabe agora um provérbio tão potente como o que preferiu o Sr. Gracindo:
Quem trás um tijolo na mão, ou trás vento ou um limão!
Sopra o vento naquela colina, suave e metediço, não respeita folhas, nem vagens, só o pólen das laranjeiras em flor, que cai certo, no chão repleto de folha e vegetação velha, castanha, que contrasta com a verdejante cor do vómito do bêbado...
O cão, o cão, o cão, o cão, o cão, o cão, o cão, o cão, o cão, o cão, o cão, o cão, o cão, o cão, o cão, o cão, o cão, o cão, o cão, o cão... o cão.
- O Sr. desculpe, mas sabe-me dizer que camelo é aquele?
- Sei...
Uma das mais raras aparições de gente já morta, foi num congresso. Compareceram em grande número. Os sacanas comeram tudo o que havia e os outros pobres coitados, ficaram só com as sobras. Não se faz! Hoje em dia, nada disto pode acontecer, pois saiu uma lei que proíbe este tipo de acontecimentos públicos. Estas festas são neste momento realizadas com segurança privada.
Ainda bem.
Chega de falar de coisas parvas. Vamos a assuntos sérios.
Sérios.
(nada...)
(nada? mas nada é algo...) (nada...)(nada é tudo, mas tudo mesmo, que se torna em nada!)
(vá lá, ou menos é nada)
Bom dia! Zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz...
Onde estavas tu em 84?
Tiro neste momento A conclusão de tudo isto! Agora tudo faz sentido, quando penso que em 1984 eu via com entusiasmo efervescente, um pequeno programa que dava num dos canais públicos, o qual dava pelo nome de: A “iárvore” dos Patafurdios!
A música mais usada no programa, tinha a seguinte letra:
"Por incrivel que pareça...
Por incrivel que pareça...
Nao ha nada, nao ha nada...
que nao nos aconteça...
Oh sorte malvada...
que vida desgraçada...
Ai ai ai ai "
Assusta?
Não sei. Mais provável é não assustar, mas uma coisa é certa, pelo menos não matava tantas pessoas como agora....
Ficam aqui uns pequenos vídeos, que estão disponíveis no Youtube (consegui este patrocínio. Foi difícil, mas consegui!).
Nota de tecto:
Não é aconselhável o visionamento por pessoas nascidas depois de 1984.
A música mais usada no programa, tinha a seguinte letra:
"Por incrivel que pareça...
Por incrivel que pareça...
Nao ha nada, nao ha nada...
que nao nos aconteça...
Oh sorte malvada...
que vida desgraçada...
Ai ai ai ai "
Assusta?
Não sei. Mais provável é não assustar, mas uma coisa é certa, pelo menos não matava tantas pessoas como agora....
Ficam aqui uns pequenos vídeos, que estão disponíveis no
Nota de tecto:
Não é aconselhável o visionamento por pessoas nascidas depois de 1984.
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
Bom, muito bom, excelente!
The Horrors - "Who Can Say"
I never meant for you to get hurt
And how I try, oh how I try
I could never give you just what you deserve
Another man would surely learn
I know these words may only serve to twist the knife
but I'll strive to make them heard
Maybe it's better now I've gone away
Maybe it's not, oh who can say
And though it's hard for me to say
I know you're better off this way
And when I told her I didn't love her anymore
She cried
And when I told her her kisses were not like before
She cried
And when I told her another girl had caught my eye
She cried
And then I kissed her with a kiss
That could only mean goodbye
And though it's hard for me to say
Maybe you're better off this way
And though it's hard for me to say
I know you're better off this way
Get away!
(repeat)
I never meant for you to get hurt
And how I try, oh how I try
I could never give you just what you deserve
Another man would surely learn
I know these words may only serve to twist the knife
but I'll strive to make them heard
Maybe it's better now I've gone away
Maybe it's not, oh who can say
And though it's hard for me to say
I know you're better off this way
And when I told her I didn't love her anymore
She cried
And when I told her her kisses were not like before
She cried
And when I told her another girl had caught my eye
She cried
And then I kissed her with a kiss
That could only mean goodbye
And though it's hard for me to say
Maybe you're better off this way
And though it's hard for me to say
I know you're better off this way
Get away!
(repeat)
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
Coisas do ca...
Tenho de conseguir ver o código de barras nas calças, aproveito e vejo que tipo de cuecas que ela usa. Isso é primordial.
Cheguei-me perto e disse-lhe que tinha de ver o código, que se encontravam na parte de trás. Ele estranhou, mas mostrou. Claro está que não tinha cuecas. Fiquei muito perturbado, sabendo que só havia uma fina camada de tecido entre o mundo exterior e o céu. Mas tentei disfarçar. Disse-lhe duma forma carinhosa que estava tudo em ordem e ela sorriu. Fiquei com a sensação que não ia conseguir que ela me escolhesse, no entanto mantive a esperança.
Mais tarde no bar da porta 18, encontrei-a. Meti conversa com ela. Ela disse-me olá, mas baixou logo os olhos. Sentei-me no outro lado do balcão e tentei ignora-la. Não consegui evitar. Passados alguns minutos olhei-a e esperei. Claro está que ao sentir-se observada, olhou na minha direcção e eu disfarcei com um olhar sobre o horizonte. Ela sorriu e baixou de novo o olhar. Pensei que seria muito ousado aproximar-me. Assim sendo enviei um guardanapo a pedir licença. Em vez de o dar ao bar man, não, atirei. Foi cair junto da velha mais feia das redondezas e planetas de todas as galáxias. Pedi desculpa e sai a correr. A magoa forte no meu peito corroía-me e nem olhei para trás. A velha ficou tão triste que morreu na hora e a moça... a moça nunca mais a vi. Só passados anos é que percebi que devia ter confiado no bar man.
Moral: Muda de profissão.
Cheguei-me perto e disse-lhe que tinha de ver o código, que se encontravam na parte de trás. Ele estranhou, mas mostrou. Claro está que não tinha cuecas. Fiquei muito perturbado, sabendo que só havia uma fina camada de tecido entre o mundo exterior e o céu. Mas tentei disfarçar. Disse-lhe duma forma carinhosa que estava tudo em ordem e ela sorriu. Fiquei com a sensação que não ia conseguir que ela me escolhesse, no entanto mantive a esperança.
Mais tarde no bar da porta 18, encontrei-a. Meti conversa com ela. Ela disse-me olá, mas baixou logo os olhos. Sentei-me no outro lado do balcão e tentei ignora-la. Não consegui evitar. Passados alguns minutos olhei-a e esperei. Claro está que ao sentir-se observada, olhou na minha direcção e eu disfarcei com um olhar sobre o horizonte. Ela sorriu e baixou de novo o olhar. Pensei que seria muito ousado aproximar-me. Assim sendo enviei um guardanapo a pedir licença. Em vez de o dar ao bar man, não, atirei. Foi cair junto da velha mais feia das redondezas e planetas de todas as galáxias. Pedi desculpa e sai a correr. A magoa forte no meu peito corroía-me e nem olhei para trás. A velha ficou tão triste que morreu na hora e a moça... a moça nunca mais a vi. Só passados anos é que percebi que devia ter confiado no bar man.
Moral: Muda de profissão.
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Carlos
Carlos, esse nome tirano. Tudo de pode dizer sobre este nome. A história fala sobre este nome como sendo o mais tirano, o mais profano e o que é sinonimo do mal. Senão vejamos:
António Carlos Oliveira Salazar
Adolf Karl Hitler
Karl Marx
Josef Karl Satalin
Estaline Carlos
Aníbal Carlos Cavaco Silva
Carlos Gengis Khan
Pol Pot de Carlos
Carlos Castro
Bin Karlin Laden
Carlos Filipe Fidel Castro
Jorge Carlos W. Bush
Carlos Filipe Fidel Castro
Carlos Cruz
Carlos Jorge Bush
João Carlos Paulo II
Karlus Vlad III the Impaler
Henry Kamen Karl
Karl Heinrich Himmler
Pedro Carlos Alonso Lopez
Charles Henry Lee Lucas
Tomás Carlos de Torquemada
estes e muitos outros em que o nome concomitante Carlos foi abafado por ser maléfico.
Um dia falarei sobre o nome: Jorge.
António Carlos Oliveira Salazar
Adolf Karl Hitler
Karl Marx
Josef Karl Satalin
Estaline Carlos
Aníbal Carlos Cavaco Silva
Carlos Gengis Khan
Pol Pot de Carlos
Carlos Castro
Bin Karlin Laden
Carlos Filipe Fidel Castro
Jorge Carlos W. Bush
Carlos Filipe Fidel Castro
Carlos Cruz
Carlos Jorge Bush
João Carlos Paulo II
Karlus Vlad III the Impaler
Henry Kamen Karl
Karl Heinrich Himmler
Pedro Carlos Alonso Lopez
Charles Henry Lee Lucas
Tomás Carlos de Torquemada
estes e muitos outros em que o nome concomitante Carlos foi abafado por ser maléfico.
Um dia falarei sobre o nome: Jorge.
sexta-feira, 12 de junho de 2009
Era uma vez...
Era uma vez um homem…
- Ah, vá lá, consegues ser mais original que isso!
- Já te disse que não te quero aqui!
- Mas...
- Nem mas, nem mais meio mas! Não te quero aqui! Já disse!
- Mas...
- Mas outra vez?
- Estou triste e vou-me embora.
- Fiquei agora cheio de pena de ti... Oh, coitadinho!
- Adeus!
- Baza!
Era uma vez um homem que vivia a sua vida duma forma silenciosa. Tinha poucos amigos...
- Vá lá, deixa lá...
- Ainda ai estás?!
- Não quero que fiques chateado comigo, só quero que tudo corra bem, nada mais.
- Vais, ou não vais?
- Agora que perguntas, digo-te: não vou!
- Então está bem.
Era uma vez um homem que me chateava tanto a cabeça...
- Pronto, eu vou.
- Tens medo que eu possa dizer de ti, é isso?
- Não! Eu não tenho medo de nada!
- Muito bem.
Era uma vez um homem que me chateava tanto a cabeça e tive...
- Pára! Não digas mais. Eu vou... triste e pesaroso, mas vou.
- Sim, vai e vê se não voltas. Ficaria por demais feliz.
- Eu, logo eu, que tanto fiz por ti. Não entendo.
- Claro...
Era uma vez um homem que me chateava tanto a cabeça, mas tanto que tive de seguir com a minha modesta vida, e honesta e sem ter de recorrer a estratagemas mirabolantes, sem ter de recorrer a mentiras sagazes, queria ser eu pela primeira vez. Assim fiz...
- Não estou a perceber onde queres chegar...
- Eu não acredito! TU ainda aqui??!! Podes ir embora, por favor?
- Oh! Não queria incomodar a tua genialidade. Desculpa, sim, desculpa-me, peço-te desculpa, não foi por mal, sim?
- Pára! Chateias-me!
- Eu vou, sim, eu vou e... bem, vou-me e pronto.
- Finalmente! Já era sem tempo!
Assim fiz. Pus-me no caminho da minha consciência, enveredei por caminhos mais simples e menos tortuosos, ou seja, passei a comer mais peixe e a por menos sal na comida. Tem sido...
- Mas o que uma coisa tem a ver com a outra?
- TU?
- Desculpa... sim, eu tinha prometido, mas sabes que eu não suporto ver-te a arruinar um texto desta forma... Fico pensativo e julgo que está a falar de outras pessoas que conheci.
E mais uma vez…era uma vez um homem, que já nem sei se era mesmo mas que era chato. Entrei nos meus pensamentos estapafurdiamente incógnitos e de repente vi…
-Ah! Desculpa interromper, mas tu não viste…foste visto!
-OUTRA VEZ? Parece-me que é hoje que vou ter de desencantar de mim um sentimento de revolta quiçá atroz para com a tua pessoa.
-Bah! Sim…já sei… vou embora! Tenho pena em ver-te a afundar num estado de tortura literária.
Vi que poderia ser uma pessoa diferente, sorrir mais, fazer exercício físico e de vez em quando ir ao parque ver as pombas defecarem nas estátuas imóveis até ficarem de cor esverdeadamente branca.
-Psstt! Mas isso é uma cor nova?
-Eu não volto a falar de modos modestos contigo.
-Logo eu que sou tão teu amigo, ouve-me por favor!
-Amigo? Tu?
-Claro!
-A sério, não entres por esses caminhos sem saída. Já falamos sobre isto à umas linhas atrás, recordas-te?
-Esquece o passado!
-Mas ESTÁS PARVO?
-Mas…
-BAZA, SOME-TE, ESFUMA-TE!
-Como queiras…mas…
-Ssshhhhiuu!
-Mas…
-Cala-te!
Seriam essas novas atitudes que me fariam recuar e ponderar o que fiz anteriormente. A busca pela nova pessoa que queria ser, e sabia que por fim iria encontrar-me. Um calafrio percorreu-me a espinha…sim! Era eu! Tanto que me quis encontrar. Mas porque estarei eu metido dentro de uma escorregadia e perfumada caneca vitrificada que me espeta os olhos de tanto ardor? Ah…descobri que…
-Eu não disse? Eu avisei!
-Vais morrer!
-Morte natural ou provocada? É que estou cheio de medo!
-Desaparece de vez! Olha que não respondo por mim! E dizes-te meu amigo..pois sim!
-Tem calma, sim? Só vim buscar os meus chinelos de quarto.
-Leva tudo e desaparece!
-Já estou a ir…mas…estou mortinho para ver onde te vais meter com os teus…
-Com os meus quê? DIZ! FALA!
-AH! É melhor não. Não quero estragar a surpresa.
-Cobarde!
-É, É! Chama-lhe nomes!
-DESAPARECE JÁ!
Descobri que podia ser feliz e a redoma que me envolvia, protegia-me de intempéries, picos, espinhos, lavagantes e da crescente vaga de crimes inidóneos. Sabia e soube sempre que a minha vida teria de ser mantida fora desta vitrina que me isola, mas não queria estar exposto...
- Oh! Que fofo... Tenho quase pena de ti... Coitadinho.
- Bem, bem! Tu queres ver que te vou aos fagotes?!
- Não te enerves, que faz rugas!
- Estás a gozar?
- Não, estou a ri-me de algo que li ontem em casa dum amigo.
- Já tens os chinelos? Podes agora ir?
- Já. Vou-me deitar. Vens?
- Que pergunta! Claro que não!
- Anda lá...
- Cala-te, já disse! E vai-te!
Não queria ficar exposto a tentações externas, a mal feitores maliciosos, que prevaricam a minha mente vazia de engarrafamento, não conspurcada pelo assaz assombro de estar sempre a dizer mentiras, ou, muito simplesmente, só porque não tenho dinheiro. Assim, tal como noutros dias em que me tornei forte, livre de preconceito e libertei-me.
Para além de ter saído do frasco, vitrina da vida, livrei-me da minha irritante consciência e zarpei a todo o gás pela auto-estrada da vida a sós. Tentei embevecer-me e concentrar-me no que tinha dito à momentos. Talvez numa tentativa errática de querer deambular por esse caminhos obscuros, tenebrosos, tortuosos, complexos e ansiosos por novas descobertas.
Sai. Cá fora está bem mais frio. Devia ter trazido um agasalho. Palmilho tudo com cuidado extremoso. Tudo me é muito desconhecido, tudo me é estranho, nem sei bem por onde começar. Tendo um objectivo em mente: tomar uma bebida forte, sem ser preciso pedir.
Tal como estava, fui. Pedi as chaves de casa a um estranho. Com relutância cedeu-mas. Ainda lhe perguntei as horas, mas achou que eu estava a abusar e bateu-me com força no rabo. Gostei.
- OK! Já chega! Estás a ir por caminhos que eu conheço. Estás a querer dizer algo que não tenhas coragem de dizer cara a cara?
- Se voltas a aparecer aqui, eu faço-te em picado! Te garanto!
- Eu até gosto de empadão...
- Tu...!
- Estou a ir, estou a ir... Ai, não se pode brincar, que susceptível!
- É agora que te vou matar! Anda cá! Ah! Agora foges! Ai se te apanho desfaço-te!
Entrei numa sala escura que tinha uma luz ao fundo, portanto era uma sala semi iluminada…ou não? Ai que dilema da vida! Penso nisso depois. Algo me incomodava a parte traseira e não sei bem explicar o que era. Fiquei farto daquela sala, era semi escura e não gostei do papel de parede. Desci. Apeteceu-me de repente ir andar naqueles autocarros de turistas com capota descoberta (não sei explicar lá muito bem o nome técnico). Subi. Consegui ver o horizonte. Era belo e bastante extenso visto a partir dos intervalos dos prédios. Aahhh…que perspectiva! Parou. Desci. Continuei a caminhar e deparei-me em frente de uma lavandaria. Decidi livrar-me da minha sombra. Faz-me mais gordo dependendo da posição do sol. Deixei-a a porta da lavandaria para uma lavagem a seco ou manual, conforme as senhoras desejarem porque a sombra não é esquisita. Pode ser que depois volte a querer usá-la.
-AAAHHHH! Palmas…não…a sério…palmas. Finalmente admites!
-Admito o quê?
-Que te sentes sujo!
-Olha, estás bem?
-Perfeito!
-Não parece.
-Mas admites ou não?
-Admito o quê?
-O que disse antes.
-Oh!
-Quem cala, consente!
-Mas eu não disse nada.
-Exacto!
-Vai-te embora…por favor. Deixas-me exausto!
-Por isso é que dizes a verdade. Acho que sendo assim fico!
-Não ias dormir, deitar a cabeça na almofada, ir para a terra dos sonhos e tal?
-E perder este maravilhoso espectáculo? Não me parece.
-Só sossegas quando me vires em ponto de rebuçado não é?
-Depende…
-De quê?
-Explodes é?
-Não…
-Então?
-Dou-te um murro e ficas com os dentes colados…que tal?
-Ah bom! Não precisas dizer mais nada.
-Então vais embora suponho!
-Vou…mas volto já para buscar a lâmina da barba.
Na praça contígua, encontrei uma estátua. Era duma mulher nua. Fiquei excitado, mas depois de ver a parte de trás da estátua perdi a excitação. Pensei de novo na casa onde tinha estado e subi de novo para o autocarro (Ah! Lembrei-me no nome: Hop On Hop Off. Eu sabia que ia acabar por me lembrar.) e saí na última paragem, pois já não me lembrava onde tinha subido, quando sai da casa do estranho. Entretanto como tinha travado conhecimento com uma estrangeira no autocarro, cedi-lhe as chaves da casa e disse-lhe que a casa ficava na cidade. Ao que ela ficou muito agradada. Sei que iria dar com a casa por certo, pois numa cidade como estas, onde vivem cerca de 3 milhões de pessoas e há duas a três casas por pessoa, seria de facto uma tarefa fácil. Senti-me aliviado e feliz.
A fome apoderou-se de mim e conhecia um restaurante muito bom na zona. Dirigi-me para lá. Era perto da casa do desconhecido. Engraçado, agora tinha reparado que já sabia onde era a casa e vi as chaves da casa do dito desconhecido, no chão. Fiquei triste, pois sentia-me sem rumo e sem sentido. A estrangeira tinha recusado a minha, nossa, hospitalidade. Mas de qualquer forma, peguei nas chaves e dei a um mendigo, que prontamente mas devolveu a dizer que não aceitava. Eu não sabia o que fazer com a porcaria das chaves...
- Ainda as tens?
- Desculpa?
- Se ainda tens as chaves?
- Oh meu grande anormal! Isto é uma história e é tudo inventado. Não consegues entender isso?
- És cruel...
- Bem, vejamos. Estás a ver esta faca?
- Não estou a entender...
- Não? Parece-me bem que sim.
- Não estou, a sério que não estou. Estás a deixar-me preocupado.
- Ah! Agora estás preocupado! Sim, sim, entendo. Pois meu caro amigo, eu avisei e agora não há ponto de retorno.
- Mas... e a nossa amizade? E nós? Não! Não faças isso... Eu vou-me embora, sim, eu vou. Pára! Arghhhh.
- Hum... que giro, estou a sentir uma faca a espetar-me na barriga.
- Arghhhh... claro… Arghhhh... é normal, eu sou só a tua consciência, logo eu sou o teu corpo... Arghhhh...
- Hã? Não estou a entender... és o quê? A minha consciência? Ahahah! E queres que eu acredite nisso? Isso é truque meu amigo. Bolas, que está a doer um pouco... Que estranho…
- Pára! Tu vais morrer assim... Arghhhh...
- Eu? Espera, deixa ver uma coisa. Acho que tens razão... esta é a minha barriga, esta é a minha mão e nela uma faca que penetra vagarosamente dentro do meu corpo. Oops! Isto não é nada bom...
- Eu nunca pensei... Arghhhh... que fosses tão estúpido! Bolas! Ainda bem que vou-te abandonar. Que és tão parvo! Bem… Arghhhh... tenho de ir. Adeus.
- Mas... mas... e... eu... Arghhhhhhhhhhhhh.
Texto conjunto
Autores:
J - PERFEITAMENTE IMPERFEITAS
Forass - Formiga Assassina
- Ah, vá lá, consegues ser mais original que isso!
- Já te disse que não te quero aqui!
- Mas...
- Nem mas, nem mais meio mas! Não te quero aqui! Já disse!
- Mas...
- Mas outra vez?
- Estou triste e vou-me embora.
- Fiquei agora cheio de pena de ti... Oh, coitadinho!
- Adeus!
- Baza!
Era uma vez um homem que vivia a sua vida duma forma silenciosa. Tinha poucos amigos...
- Vá lá, deixa lá...
- Ainda ai estás?!
- Não quero que fiques chateado comigo, só quero que tudo corra bem, nada mais.
- Vais, ou não vais?
- Agora que perguntas, digo-te: não vou!
- Então está bem.
Era uma vez um homem que me chateava tanto a cabeça...
- Pronto, eu vou.
- Tens medo que eu possa dizer de ti, é isso?
- Não! Eu não tenho medo de nada!
- Muito bem.
Era uma vez um homem que me chateava tanto a cabeça e tive...
- Pára! Não digas mais. Eu vou... triste e pesaroso, mas vou.
- Sim, vai e vê se não voltas. Ficaria por demais feliz.
- Eu, logo eu, que tanto fiz por ti. Não entendo.
- Claro...
Era uma vez um homem que me chateava tanto a cabeça, mas tanto que tive de seguir com a minha modesta vida, e honesta e sem ter de recorrer a estratagemas mirabolantes, sem ter de recorrer a mentiras sagazes, queria ser eu pela primeira vez. Assim fiz...
- Não estou a perceber onde queres chegar...
- Eu não acredito! TU ainda aqui??!! Podes ir embora, por favor?
- Oh! Não queria incomodar a tua genialidade. Desculpa, sim, desculpa-me, peço-te desculpa, não foi por mal, sim?
- Pára! Chateias-me!
- Eu vou, sim, eu vou e... bem, vou-me e pronto.
- Finalmente! Já era sem tempo!
Assim fiz. Pus-me no caminho da minha consciência, enveredei por caminhos mais simples e menos tortuosos, ou seja, passei a comer mais peixe e a por menos sal na comida. Tem sido...
- Mas o que uma coisa tem a ver com a outra?
- TU?
- Desculpa... sim, eu tinha prometido, mas sabes que eu não suporto ver-te a arruinar um texto desta forma... Fico pensativo e julgo que está a falar de outras pessoas que conheci.
E mais uma vez…era uma vez um homem, que já nem sei se era mesmo mas que era chato. Entrei nos meus pensamentos estapafurdiamente incógnitos e de repente vi…
-Ah! Desculpa interromper, mas tu não viste…foste visto!
-OUTRA VEZ? Parece-me que é hoje que vou ter de desencantar de mim um sentimento de revolta quiçá atroz para com a tua pessoa.
-Bah! Sim…já sei… vou embora! Tenho pena em ver-te a afundar num estado de tortura literária.
Vi que poderia ser uma pessoa diferente, sorrir mais, fazer exercício físico e de vez em quando ir ao parque ver as pombas defecarem nas estátuas imóveis até ficarem de cor esverdeadamente branca.
-Psstt! Mas isso é uma cor nova?
-Eu não volto a falar de modos modestos contigo.
-Logo eu que sou tão teu amigo, ouve-me por favor!
-Amigo? Tu?
-Claro!
-A sério, não entres por esses caminhos sem saída. Já falamos sobre isto à umas linhas atrás, recordas-te?
-Esquece o passado!
-Mas ESTÁS PARVO?
-Mas…
-BAZA, SOME-TE, ESFUMA-TE!
-Como queiras…mas…
-Ssshhhhiuu!
-Mas…
-Cala-te!
Seriam essas novas atitudes que me fariam recuar e ponderar o que fiz anteriormente. A busca pela nova pessoa que queria ser, e sabia que por fim iria encontrar-me. Um calafrio percorreu-me a espinha…sim! Era eu! Tanto que me quis encontrar. Mas porque estarei eu metido dentro de uma escorregadia e perfumada caneca vitrificada que me espeta os olhos de tanto ardor? Ah…descobri que…
-Eu não disse? Eu avisei!
-Vais morrer!
-Morte natural ou provocada? É que estou cheio de medo!
-Desaparece de vez! Olha que não respondo por mim! E dizes-te meu amigo..pois sim!
-Tem calma, sim? Só vim buscar os meus chinelos de quarto.
-Leva tudo e desaparece!
-Já estou a ir…mas…estou mortinho para ver onde te vais meter com os teus…
-Com os meus quê? DIZ! FALA!
-AH! É melhor não. Não quero estragar a surpresa.
-Cobarde!
-É, É! Chama-lhe nomes!
-DESAPARECE JÁ!
Descobri que podia ser feliz e a redoma que me envolvia, protegia-me de intempéries, picos, espinhos, lavagantes e da crescente vaga de crimes inidóneos. Sabia e soube sempre que a minha vida teria de ser mantida fora desta vitrina que me isola, mas não queria estar exposto...
- Oh! Que fofo... Tenho quase pena de ti... Coitadinho.
- Bem, bem! Tu queres ver que te vou aos fagotes?!
- Não te enerves, que faz rugas!
- Estás a gozar?
- Não, estou a ri-me de algo que li ontem em casa dum amigo.
- Já tens os chinelos? Podes agora ir?
- Já. Vou-me deitar. Vens?
- Que pergunta! Claro que não!
- Anda lá...
- Cala-te, já disse! E vai-te!
Não queria ficar exposto a tentações externas, a mal feitores maliciosos, que prevaricam a minha mente vazia de engarrafamento, não conspurcada pelo assaz assombro de estar sempre a dizer mentiras, ou, muito simplesmente, só porque não tenho dinheiro. Assim, tal como noutros dias em que me tornei forte, livre de preconceito e libertei-me.
Para além de ter saído do frasco, vitrina da vida, livrei-me da minha irritante consciência e zarpei a todo o gás pela auto-estrada da vida a sós. Tentei embevecer-me e concentrar-me no que tinha dito à momentos. Talvez numa tentativa errática de querer deambular por esse caminhos obscuros, tenebrosos, tortuosos, complexos e ansiosos por novas descobertas.
Sai. Cá fora está bem mais frio. Devia ter trazido um agasalho. Palmilho tudo com cuidado extremoso. Tudo me é muito desconhecido, tudo me é estranho, nem sei bem por onde começar. Tendo um objectivo em mente: tomar uma bebida forte, sem ser preciso pedir.
Tal como estava, fui. Pedi as chaves de casa a um estranho. Com relutância cedeu-mas. Ainda lhe perguntei as horas, mas achou que eu estava a abusar e bateu-me com força no rabo. Gostei.
- OK! Já chega! Estás a ir por caminhos que eu conheço. Estás a querer dizer algo que não tenhas coragem de dizer cara a cara?
- Se voltas a aparecer aqui, eu faço-te em picado! Te garanto!
- Eu até gosto de empadão...
- Tu...!
- Estou a ir, estou a ir... Ai, não se pode brincar, que susceptível!
- É agora que te vou matar! Anda cá! Ah! Agora foges! Ai se te apanho desfaço-te!
Entrei numa sala escura que tinha uma luz ao fundo, portanto era uma sala semi iluminada…ou não? Ai que dilema da vida! Penso nisso depois. Algo me incomodava a parte traseira e não sei bem explicar o que era. Fiquei farto daquela sala, era semi escura e não gostei do papel de parede. Desci. Apeteceu-me de repente ir andar naqueles autocarros de turistas com capota descoberta (não sei explicar lá muito bem o nome técnico). Subi. Consegui ver o horizonte. Era belo e bastante extenso visto a partir dos intervalos dos prédios. Aahhh…que perspectiva! Parou. Desci. Continuei a caminhar e deparei-me em frente de uma lavandaria. Decidi livrar-me da minha sombra. Faz-me mais gordo dependendo da posição do sol. Deixei-a a porta da lavandaria para uma lavagem a seco ou manual, conforme as senhoras desejarem porque a sombra não é esquisita. Pode ser que depois volte a querer usá-la.
-AAAHHHH! Palmas…não…a sério…palmas. Finalmente admites!
-Admito o quê?
-Que te sentes sujo!
-Olha, estás bem?
-Perfeito!
-Não parece.
-Mas admites ou não?
-Admito o quê?
-O que disse antes.
-Oh!
-Quem cala, consente!
-Mas eu não disse nada.
-Exacto!
-Vai-te embora…por favor. Deixas-me exausto!
-Por isso é que dizes a verdade. Acho que sendo assim fico!
-Não ias dormir, deitar a cabeça na almofada, ir para a terra dos sonhos e tal?
-E perder este maravilhoso espectáculo? Não me parece.
-Só sossegas quando me vires em ponto de rebuçado não é?
-Depende…
-De quê?
-Explodes é?
-Não…
-Então?
-Dou-te um murro e ficas com os dentes colados…que tal?
-Ah bom! Não precisas dizer mais nada.
-Então vais embora suponho!
-Vou…mas volto já para buscar a lâmina da barba.
Na praça contígua, encontrei uma estátua. Era duma mulher nua. Fiquei excitado, mas depois de ver a parte de trás da estátua perdi a excitação. Pensei de novo na casa onde tinha estado e subi de novo para o autocarro (Ah! Lembrei-me no nome: Hop On Hop Off. Eu sabia que ia acabar por me lembrar.) e saí na última paragem, pois já não me lembrava onde tinha subido, quando sai da casa do estranho. Entretanto como tinha travado conhecimento com uma estrangeira no autocarro, cedi-lhe as chaves da casa e disse-lhe que a casa ficava na cidade. Ao que ela ficou muito agradada. Sei que iria dar com a casa por certo, pois numa cidade como estas, onde vivem cerca de 3 milhões de pessoas e há duas a três casas por pessoa, seria de facto uma tarefa fácil. Senti-me aliviado e feliz.
A fome apoderou-se de mim e conhecia um restaurante muito bom na zona. Dirigi-me para lá. Era perto da casa do desconhecido. Engraçado, agora tinha reparado que já sabia onde era a casa e vi as chaves da casa do dito desconhecido, no chão. Fiquei triste, pois sentia-me sem rumo e sem sentido. A estrangeira tinha recusado a minha, nossa, hospitalidade. Mas de qualquer forma, peguei nas chaves e dei a um mendigo, que prontamente mas devolveu a dizer que não aceitava. Eu não sabia o que fazer com a porcaria das chaves...
- Ainda as tens?
- Desculpa?
- Se ainda tens as chaves?
- Oh meu grande anormal! Isto é uma história e é tudo inventado. Não consegues entender isso?
- És cruel...
- Bem, vejamos. Estás a ver esta faca?
- Não estou a entender...
- Não? Parece-me bem que sim.
- Não estou, a sério que não estou. Estás a deixar-me preocupado.
- Ah! Agora estás preocupado! Sim, sim, entendo. Pois meu caro amigo, eu avisei e agora não há ponto de retorno.
- Mas... e a nossa amizade? E nós? Não! Não faças isso... Eu vou-me embora, sim, eu vou. Pára! Arghhhh.
- Hum... que giro, estou a sentir uma faca a espetar-me na barriga.
- Arghhhh... claro… Arghhhh... é normal, eu sou só a tua consciência, logo eu sou o teu corpo... Arghhhh...
- Hã? Não estou a entender... és o quê? A minha consciência? Ahahah! E queres que eu acredite nisso? Isso é truque meu amigo. Bolas, que está a doer um pouco... Que estranho…
- Pára! Tu vais morrer assim... Arghhhh...
- Eu? Espera, deixa ver uma coisa. Acho que tens razão... esta é a minha barriga, esta é a minha mão e nela uma faca que penetra vagarosamente dentro do meu corpo. Oops! Isto não é nada bom...
- Eu nunca pensei... Arghhhh... que fosses tão estúpido! Bolas! Ainda bem que vou-te abandonar. Que és tão parvo! Bem… Arghhhh... tenho de ir. Adeus.
- Mas... mas... e... eu... Arghhhhhhhhhhhhh.
Texto conjunto
Autores:
J - PERFEITAMENTE IMPERFEITAS
Forass - Formiga Assassina
terça-feira, 9 de junho de 2009
Who is who
- Ergue-te e anda! - Disse o Senhor de roupas flácidas.
- E eu? - Pergunto ao mesmo Senhor.
E ele do alto do seu metro e oitenta e oito centímetros, diz com voz calma de quem está com a moca:
- Vais ter a tua hora.
Ainda hoje estou à espera. Será que demora muito?
-----------------------------------------------------------------------------------------------
- O Sr. desculpe, tem horas que me diga?
- Tenho sim.
- Não se importa de me dizer então as horas?
- Depende.
- Desculpe?
- Sim, depende.
- Do quê?
- Da sua posição.
- Como assim?
- Da sua posição na terra.
- É temporária.
- Então são 7 horas.
- Muito obrigado.
-----------------------------------------------------------------------------------------------
Um dia ia a passar pela rua da minha prima e vi a igreja lá do bairro. Nunca tinha lá entrado e porque eu adoro igrejas, entrei. Pelo som, não estava ninguém lá dentro. Quer dizer, estava, mas já não estava cá, neste vida, imunda, a terrena. Então, como por milagre, apareceu-me um Sr.. Achei aquilo um pouco estranho, pois o Sr. estava vestido de vermelho. Ainda lhe perguntei o que estava ali a fazer, mas ele não me deu tempo de dizer o que quer que fosse e levou-me para dentro. As portas fecharam-se e até hoje não compreendo o que me aconteceu, mas sei que passei a ter muito mais sucesso com as mulheres.
------------------------------------------------------------------------------------------------
Antes de deitar fiz as minhas habituais preces. Rezei a Santos, Santas e a Deus. Não pedi nada, só tentei que me ouvissem. No outro dia percebi que me tinham ouvido. Quando sai de casa, tinham-me rebocado o carro. Pensei: “Sim, obrigados a todos, por não poluir mais este planeta que tanto trabalho vos deu a criar e manter!”
---------------------------------------------------------------------------------------------
- Senhor?
- Sim?
- Diga-me uma coisa.
- Diz meu filho.
- Quem vos haveis feito?
- O Pai todo poderoso.
- Sim. E diga-me mais.
- Sim meu filho, perguntai o que quiserdes.
- Sim. Quem é aquele Sr. que vai lá a casa todos os dias e que não é o meu pai?
- É o homem do leite.
- Como sabeis?
- Er... Pois meu filho, há coisas nem eu sei explicar...
- Obrigado...
- Senhor? Ainda aí estais?
- Sim meu filho, estou. Queres perguntar mais alguma coisa?
- Sim, queria.
- Diz então meu filho. Sou todo ouvidos.
- Diga-me por favor uma coisa. Porque há igrejas que se desmoronam? Será que foi porque houve um acto profano lá dentro? Poderá ser a ira de Deus? Ou será que os tolos dos arquitectos e engenheiros não são religiosos e fazem as coisas mal?
- Er...
- Não responda, eu sei que vai dizer: “Pois meu filho, há coisas nem eu sei explicar...” Já percebi, já percebi... coitadinhos deles...
--------------------------------------------------------------------------------------------------------
- Boa noite Sr. condutor.
- Voa noiteee... está bonzinho? Bons olhos o vejam... – Diz bastante alcoolizado.
- O Sr. bebeu?!
- Sim, Xôr Guarda... bebi. Bebi o sangue de Cristo e estou muito bem, sinto-me purificado.
- O Sr. está é alcoolizado!
- Bolas Maria! É preciso ter azar, apanhamos um policia ateu...
- E eu? - Pergunto ao mesmo Senhor.
E ele do alto do seu metro e oitenta e oito centímetros, diz com voz calma de quem está com a moca:
- Vais ter a tua hora.
Ainda hoje estou à espera. Será que demora muito?
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- O Sr. desculpe, tem horas que me diga?
- Tenho sim.
- Não se importa de me dizer então as horas?
- Depende.
- Desculpe?
- Sim, depende.
- Do quê?
- Da sua posição.
- Como assim?
- Da sua posição na terra.
- É temporária.
- Então são 7 horas.
- Muito obrigado.
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Um dia ia a passar pela rua da minha prima e vi a igreja lá do bairro. Nunca tinha lá entrado e porque eu adoro igrejas, entrei. Pelo som, não estava ninguém lá dentro. Quer dizer, estava, mas já não estava cá, neste vida, imunda, a terrena. Então, como por milagre, apareceu-me um Sr.. Achei aquilo um pouco estranho, pois o Sr. estava vestido de vermelho. Ainda lhe perguntei o que estava ali a fazer, mas ele não me deu tempo de dizer o que quer que fosse e levou-me para dentro. As portas fecharam-se e até hoje não compreendo o que me aconteceu, mas sei que passei a ter muito mais sucesso com as mulheres.
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Antes de deitar fiz as minhas habituais preces. Rezei a Santos, Santas e a Deus. Não pedi nada, só tentei que me ouvissem. No outro dia percebi que me tinham ouvido. Quando sai de casa, tinham-me rebocado o carro. Pensei: “Sim, obrigados a todos, por não poluir mais este planeta que tanto trabalho vos deu a criar e manter!”
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- Senhor?
- Sim?
- Diga-me uma coisa.
- Diz meu filho.
- Quem vos haveis feito?
- O Pai todo poderoso.
- Sim. E diga-me mais.
- Sim meu filho, perguntai o que quiserdes.
- Sim. Quem é aquele Sr. que vai lá a casa todos os dias e que não é o meu pai?
- É o homem do leite.
- Como sabeis?
- Er... Pois meu filho, há coisas nem eu sei explicar...
- Obrigado...
- Senhor? Ainda aí estais?
- Sim meu filho, estou. Queres perguntar mais alguma coisa?
- Sim, queria.
- Diz então meu filho. Sou todo ouvidos.
- Diga-me por favor uma coisa. Porque há igrejas que se desmoronam? Será que foi porque houve um acto profano lá dentro? Poderá ser a ira de Deus? Ou será que os tolos dos arquitectos e engenheiros não são religiosos e fazem as coisas mal?
- Er...
- Não responda, eu sei que vai dizer: “Pois meu filho, há coisas nem eu sei explicar...” Já percebi, já percebi... coitadinhos deles...
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- Boa noite Sr. condutor.
- Voa noiteee... está bonzinho? Bons olhos o vejam... – Diz bastante alcoolizado.
- O Sr. bebeu?!
- Sim, Xôr Guarda... bebi. Bebi o sangue de Cristo e estou muito bem, sinto-me purificado.
- O Sr. está é alcoolizado!
- Bolas Maria! É preciso ter azar, apanhamos um policia ateu...
Um passarinho
Um passarinho, pequeno, tão indefeso, assolou-se ao beiral da minha janela. Vinha aos pulos, aos saltinhos, cantava, chilreava, parecia tão contente e alegre, que mesmo o fresco da manhã, parecia não o incomodar. Olhava para dentro do quarto. Eu, que dormitava, olhei a janela. Vi-o e ele viu-me. Senti o seu chamar. Levantei-me, dirigi-me, pé ante pé, para não o assustar. Como que por magia, ouvi a sua voz, doce e melódica. Dizia:
- Sabes meu amigo, estou muito contente hoje! - com um tom de voz que não conseguia abafar a sua felicidade. Eu respondi, um pouco atordoado:
- Olá meu querido amigo, passarinho... Vejo que sim, que estas muito contente. E diz-me, a que se deve tamanha felicidade?
- Hoje é o dia mais importante da minha vida! - disse ainda mais feliz!
- Então porquê? - perguntei curioso.
- Nasceram os meus filhos! Todos! São os primeiros de toda a minha vida! Estou tão feliz meu amigo! - disse-o ainda mais feliz!
- Oh... Mas que boa noticia! Isso é fabuloso! - partilhando a sua radiante felicidade, fazendo os meus olhos brilhar.
- É verdade, estou mais feliz, mais do que alguma vez tive! É tão bom! E sabes meu amigo, sabes porque estou aqui?
- Não... - respondi pensativo.
- Porque é graças a ti, ao teu amor, ao amor que sentes e recebes da tua mulher e dos teus filhos, que me deram ânimo e força para conseguir tudo o que tenho hoje. - disse-o com uma pequena lágrima no olho.
Eu fiquei sem saber o que dizer, não estava a acreditar, parecia um sonho e ao mesmo tempo, algo muito real. Mas como podia ser? A Maria e o Manuel ainda não estavam comigo, como podia ser. Nisto, voltei-me para trás e olhei o meu leito. Lá estava, a minha amada, deitada, em paz, em sossego, doce e bela. Sorri. Olhei para a janela e o passarinho fez-me sinal para continuar e ir ao quarto.
Via-se o quarto, ao fundo. Olhei de novo para a janela e ele dizia:
- Vai, vai ver.
Com passos pequenos mas firmes, dirigi-me para o outro quarto. Quando entrei, não evitei as lágrimas correrem pela minha face. Duas camas, uma ao lado da outra estavam alinhadas e em cada uma delas, uma criança. Numa o meu querido Manuel, que acarinho como meu filho e na outra, um rapaz, o nosso filho. Não queria acreditar, tudo parecia um sonho, mas não podia ser, tudo era real, tão real! Voltei ao quarto, olhei a minha amada, cheguei-me perto dela, olhei e por breves momentos senti tudo, senti que sabia o que era o amor, sentia todo o amor de todos os quantos a amam e o quanto os amo, em uníssono! Uma força tremenda invadiu o meu peito. Sorri, fiz uma carícia na minha Maria, ela devolveu um sorriso. Fui ao quarto, fiz uma carícia a cada um deles e voltei para junto da janela. O passarinho já tinha ido. Ainda olhei em volta, mas em vão. Apoderou-se em mim um tal estado de paz, que voltei à cama e dormi. Sorri, beijei a minha amada e disse: Até já!
Passado algumas horas acordei, olhei para o meu lado, lá estava, a cama vazia, levantei-me assustado e o outro quarto vazio. Voltei ao meu com uma tristeza inconsolável. Olhei a janela e no beiral, estava um passarinho. Não se mexia, estava ali, parado. Olhava a rua. Voltou-se na minha direcção, olhou-me, arrancou uma pena, deixou-a no beiral e voou. Abri a janela, peguei na pena, encostei-a ao meu peito e disse: Sim, vamos sim!
- Sabes meu amigo, estou muito contente hoje! - com um tom de voz que não conseguia abafar a sua felicidade. Eu respondi, um pouco atordoado:
- Olá meu querido amigo, passarinho... Vejo que sim, que estas muito contente. E diz-me, a que se deve tamanha felicidade?
- Hoje é o dia mais importante da minha vida! - disse ainda mais feliz!
- Então porquê? - perguntei curioso.
- Nasceram os meus filhos! Todos! São os primeiros de toda a minha vida! Estou tão feliz meu amigo! - disse-o ainda mais feliz!
- Oh... Mas que boa noticia! Isso é fabuloso! - partilhando a sua radiante felicidade, fazendo os meus olhos brilhar.
- É verdade, estou mais feliz, mais do que alguma vez tive! É tão bom! E sabes meu amigo, sabes porque estou aqui?
- Não... - respondi pensativo.
- Porque é graças a ti, ao teu amor, ao amor que sentes e recebes da tua mulher e dos teus filhos, que me deram ânimo e força para conseguir tudo o que tenho hoje. - disse-o com uma pequena lágrima no olho.
Eu fiquei sem saber o que dizer, não estava a acreditar, parecia um sonho e ao mesmo tempo, algo muito real. Mas como podia ser? A Maria e o Manuel ainda não estavam comigo, como podia ser. Nisto, voltei-me para trás e olhei o meu leito. Lá estava, a minha amada, deitada, em paz, em sossego, doce e bela. Sorri. Olhei para a janela e o passarinho fez-me sinal para continuar e ir ao quarto.
Via-se o quarto, ao fundo. Olhei de novo para a janela e ele dizia:
- Vai, vai ver.
Com passos pequenos mas firmes, dirigi-me para o outro quarto. Quando entrei, não evitei as lágrimas correrem pela minha face. Duas camas, uma ao lado da outra estavam alinhadas e em cada uma delas, uma criança. Numa o meu querido Manuel, que acarinho como meu filho e na outra, um rapaz, o nosso filho. Não queria acreditar, tudo parecia um sonho, mas não podia ser, tudo era real, tão real! Voltei ao quarto, olhei a minha amada, cheguei-me perto dela, olhei e por breves momentos senti tudo, senti que sabia o que era o amor, sentia todo o amor de todos os quantos a amam e o quanto os amo, em uníssono! Uma força tremenda invadiu o meu peito. Sorri, fiz uma carícia na minha Maria, ela devolveu um sorriso. Fui ao quarto, fiz uma carícia a cada um deles e voltei para junto da janela. O passarinho já tinha ido. Ainda olhei em volta, mas em vão. Apoderou-se em mim um tal estado de paz, que voltei à cama e dormi. Sorri, beijei a minha amada e disse: Até já!
Passado algumas horas acordei, olhei para o meu lado, lá estava, a cama vazia, levantei-me assustado e o outro quarto vazio. Voltei ao meu com uma tristeza inconsolável. Olhei a janela e no beiral, estava um passarinho. Não se mexia, estava ali, parado. Olhava a rua. Voltou-se na minha direcção, olhou-me, arrancou uma pena, deixou-a no beiral e voou. Abri a janela, peguei na pena, encostei-a ao meu peito e disse: Sim, vamos sim!
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