(Caros leitores do que quer que seja parecido com algo que mais parece uma coisa que é igual ao que está aqui escrito, se não conseguem, ou não têm "olhos" para ler este vistoso texto, nestas coisas coisas que enviam raios zepa, é favor imprimir e ler em papel. Thank thank, e-u.)
Precisamente quando já fazia parte da multidão emergente, o meu querido arqui-inimigo Sebastião Vulva, gritou por mim.
- Valter!
Eu não queria acreditar no que ouvia, não podia ser ele, ele era a última pessoa que poderia encontrar aqui neste terminal de comboios. Depois de tantos quilómetros e países, encontro este enervante vegetal, este encéfalo gigante desmamado. Tentei esconder-me.
- Estás-te a esconder?
Como é possível? Como podem existir pessoas assim? Pessoas não, alcunha de pessoas, seres vivos assim, coisas... coisas que julgam que pensam, com cérebros de mamute, esponjoso, embebido em saliva de rato de esgoto!
- Vá! Não te escondas… eu sei que és tu.
- Sebastião! Então, como estás? Não te tinha visto - respondo eu depois de equacionar todo o tipo de fugas possíveis e imaginárias.
- É pá, pensei que te estavas a esconder…
- Não estava aqui a apertar os meus sapatos.
- Ah! E então, tudo bem?
- Sim, já estão apertados.
- Hum?
- Os sapatos…
- O que têm?
- Estão bons, sim…
- Sim? E então?
- Então?
- Sim?...
- São os meus sapatos apertados, já estão apertados.
Uma das vezes que me aconteceu uma situação parecida com este violento anormal, fiquei dois dias a pensar que tinha um prego na alma.
- Eu não te perguntei nada sobre os sapatos.
- Não? Então?
- Perguntei por ti, como estavas.
- Ah! Estou bem, acho eu.
- Achas?
- Sim, porque quando fico com a sensação que não estou confortável, fico tão impaciente que não consigo responder a perguntas normais.
Senta-se uma pessoa nas costas do banco onde estava sentado e pergunta.
- Do you know if the train to Chicago as left?
- Não.
- Thank you.
Passa uma senhora com um ramo de rosas tão grande, que mal se conseguia equilibrar. Acabou por cair sobre o Sebastião, ficando com a cabeça enterrada no meio das flores e no meio das suas pernas. Aproveitei a oportunidade para fugir. O pobre desgraçado bem que gritou.
Fiquei em Nova Iorque mais um dia, com a esperança de o despistar. Sabendo eu da sua persistência, viajei de autocarro para um estado mais a norte.
Estava sentado, de novo, no terminal, quando oiço:
- Valter!
Pensei. Se correr muito ele não vai dar por mim e ficará a pensar que era uma alucinação. Quando estou assim corro muito depressa. Assim fiz. Quando já estava no táxi, pensei se fosse de Táxi até à próxima cidade seria uma óptima ideia. E assim fiz. Revi os meus apontamentos, o dinheiro que tinha comigo e dei a direcção. Passados alguns minutos, o condutor retorquiu em árabe:
- Ighmil?
- Não fumo.
Fizemos mais uns quantos quilómetros em silêncio.
Só depois de estar no táxi e dele ter zarpado a toda a velocidade é que percebi. O Sebastião tinha também apanhado outro táxi e estava a seguir-nos.
Mesmo sentado, corri com todas as forças possíveis. Não eram suficientes, pois tinha-o logo na minha peugada, o qual alegremente falava comigo como se não estivesse a correr. Fiquei tão estranho e preocupado que resolvi ser mais expedito.
- Olha Sebastião, eu não gosto de ti e como sabes, somos arqui-inimigos, por isso, gostaria que me deixasses em paz.
- Look Sir I don’t like your attitude, so please I’m going to leave you here if you don’t mind.
- Desculpe, estava a sonhar.
Já me perseguia nos sonhos, começava a ser preocupante. Consegui convencer o condutor a levar-me ao destino. Pediu para ver se eu tinha dinheiro, mostrei-lhe parte dele. Ficou satisfeito.
Desta vez perguntou-me em Holandês:
- Delhgruther?
- Só puro malte.
Estava muito cansado. Tentei lutar cegamente contra o meu cansaço, para não mais adormecer. De tal forma que me começou a doer o rabo. A maldita viagem não tinha fim. O meu intuito era que o taxímetro, que ainda era dos antigos, ficasse em $999,99. Este dinheiro seria mais que suficiente para chegar a outro país qualquer, deslocando-me doutra forma de transporte, mas devido à emergência, tive de o gastar desta assim, neste táxi infecto e branco como os dentes do elefante do Mohamed. Quando passámos mais de meio caminho, o condutor disse que se sentia muito cansado, que teria de dormir. Não quis acreditar no que ouvia. Propus que fosse eu a conduzir. Eu não estava autorizado a conduzir aquele veículo, mas como era noite serrada, não haveria problema. Fizemos uma pequena pausa à beira da estrada, deixei-o dar uma pequena volta. Entrei no lugar do condutor e arranquei, sem o condutor... estava a roubar um táxi num país onde estas coisas são muito perigosas, que giro. Olhei para o nível do tanque, estava quase vazio. Nada prudente. Abandonei a táxi até não ter mais combustível. Fechei-o e guardei a chave. Podia-me fazer jeito daqui a mais uns dias. A noite tinha caído a um ritmo estrondoso. Seria mais uma hora ou duas até à próxima cidade. Já se avistavam as luzes. Parei debaixo de um poste de luz, tirei o meu livro de apontamentos e escrevi com grande precisão o que me tinha sucedido nos últimos dois dias. Tive a impressão que se continuasse com este ritmo não teria forma de continuar a viagem. A loucura de estar dias a fio sem ver uma única pessoa conhecida estava a dar comigo em louco. O Sebastião, não era assim tão importante para mim, era um velho amigo que não via há anos. Não era nada e nem se parecia com o meu arqui-inimigo. Era até bastante agradável de se estar. Adormeci mais uma vez embrenhado nestes pensamentos. Descorei por completo a minha segurança. Não se ouvia ou via nada nem ninguém no raio de quilómetros, só as luzes da cidade mais próxima.
Sempre que me deixaste entrar, fizeste-o de uma forma horrivelmente boa, enervantemente carinhosa, de uma simpatia que me deixa sempre com vontade de continuar, de querer mais, de falar até que a cabeça rebente com tanta coisa que tenho para dizer. O mais engraçado é que tenho a noção que podia dizê-las igualmente em silêncio, ou até mais.
Acordei no banco de trás de um carro, que me parecia um carro de polícia. Voltei a adormecer. Voltei a acordar passados dois minutos e de novo acordei no mesmo carro. Não! O Sebastião outra vez e a conduzir o carro. Fiquei muito mais descansado pois sabia que era tão absurdo que não podia ser verdade.
- És tão engraçado.
Disse ele.
- Não vejo qual o sentido dessa frase.
- Claro que não. Se sou eu que a digo não podes de facto saber.
- Isso é que te enganas, pois sou eu que a estou a dizer.
- Isso é tão engraçado.
- Eu sei. São as palavras. Olha uma, e outra, e mais uma, e outra. É giro não é?
- E se te calasses?
- Vou tentar.
- Óptimo.
O sonho era de tal forma quente que tentei retirar o maior partido dele, mas não me deixava respirar mais que uma vez, não estava a conseguir. Acordei. Tentei voltar a adormecer, pois o que estava a sonhar era de tal forma mirabolante que queria voltar. Claro que o calor de manhã no deserto era muito forte, tão quente que nem um camelo de má rês se aguentaria naquelas partes. Segui o meu caminho. Duas horas a pé sobre aquele calor e com uma mochila e uma mala com o material de documentação, era um desafio bem vigoroso.
Dá-me a mão, vamos por ai, vamos passear, apanhar ar, contar as sequóias, distinguir o canto das aves, fazer figuras com as nuvens, enchemo-nos de paranóias, vamos rebolar na relva e descansar de barriga para o ar, enchermos a peito de ar e ouvir o vento a passar.
Vem, anda, dá-me a mão.
Vamos esperar que o céu escureça, que nos caía em cima, que nos esmoreça, que nos encharque e que nos faça rir.
Anda, dá-me a mão, vamos!
Corremos, pulamos, fugimos, roubámos fruta, ficaste quase enxuta, eu também e paramos.
Dá-me a mão, vem, anda.
Rimos pela última vez, de lábios colados, um raio nos fulminou, nos juntou, nos uniu, puta que pariu!
Faço a mesma pergunta algumas vezes seguidas. Não sei o que foi, nem sei bem porquê. Mas tu…
Queria pensar em ti de uma forma menos lasciva.
Mal cheguei à próxima localidade, procurei um Motel, ou algo onde pudesse alterar a minha figura. Por certo que estaria a ser perseguido pela polícia, não sendo nada agradável ser-se apanhado. Não tinha planos, pela primeira vez em anos, não tinha forma de dar a volta à situação. Encontrei um Motel, dei um nome falso. Paguei e fui para o quarto. Rapei o cabelo e saí. Ainda me senti tentado em dormir um pouco, mas não seria nada prudente.
Desde a última carta que te enviei que quero ainda te escrever mais, com o desejo que as leias. Quando as lês, sinto os teus olhos a acompanharem os meus lábios e isso é uma imagem bastante agradável.
Cheguei à estação de autocarros e a polícia estava por todo o lado, pensei que me iriam reconhecer, no entanto o meu disfarce de maneta seria mais que convincente para aquela estirpe de polícia. Aproximei-me no bebedouro, baixei-me e a minha carteira tombou sobre o chão, caindo numa poça de gasóleo. Tinha de recuperar a carteira, todos iam notar nos grandes emblemas do Sport Lisboa e Benfica em ambos os lados da carteira! Pedi a um cão que por ali passava que a recuperasse, mas olhou para mim com focinho de cão Inglês e borrifou-se. Ainda pensei que fosse por ser um cão estúpido, mas quem estava a ser estúpido era eu, pois o desgraçado só entendia Inglês. Ainda o chamei:
- Venha aiqui, Caw, caw ajudarer, je. - Mas acho que ele não entendeu.
Arranjei outra forma de apanhar a carteira, mesmo espalhafatosa, mas ao mesmo tempo muito desgastante. Utilizei o pensamento. Quando já tinha a carteira não mão, deixei-a de novo cair, mas desta vez em cima da pata dum polícia de grande envergadura. Com voz de trovão retorquiu:
- O Xor. é Português?
Ao que respondi a urinar-me pelas calças a baixo:
- No Sir Officer!
- Ai xim? Então donde xão esstex emblemass, oh camandro!?
- I’m sorry, I don’t konw what are you talking about. That’s not my wallet.
- E quem essta a falar da carteiira, oh murcom?!
- What?
- Oube lá, deixate de merdass e ressponde-me já, ou então baiss paxar uma noite ao calabouxo e não bais gosstar!
- Promete que não diz a ninguém?
- Oh meu ganda cabramzão! Então éss Portuguêsss e xo agora é que dizeis?! Eu bem que te tirei a pinta, mass na quiss dixer nada. Mass de facto as marcass no braxo a dizer Amor de Mãe não inganão ninguém! Oh cabrão!
Dizendo isto, dá uma forte gargalhada, bate-me com toda a força nas costas e puxa-me para ele, dando-me um abraço terrivelmente apertado, que quase que me tira os sentidos. Pego na carteira, que estava ensopada em combustíveis fosseis e vou com o Sr. Agente da autoridade Americana “tuga” para parte incerta. A caminho do desconhecido, só me benzia que aquela latagão não me levasse para junto dos outros “tugas” e me exigisse como troféu de caça, metendo-me a beber Super Bock e a comer cozido à portuguesa feito com ingredientes Americanos. Já por si só o cozido já é mau, mas ainda por cima com ingredientes destas partes, seria por demais assumidamente horrível.
Mexo e remexo no teu cabelo, a cada vez que o faço sinto a suavidade que envolve os meus dedos, o cheiro que se liberta, penetra no meu nariz enchendo-me de suaves tentações de te beijar e de te ter no meu regaço. Oh suaves lábios que brilham com a luz de mil velas e aquecem o meu coração! Oh tentação! Olhas nos meus olhos, olhos meus os lábios, parecendo que os ouves e num gesto subtil, sinto os teus lábios junto dos meus, em suaves movimentos e carícias envolventes. É melhor que eu alguma vez podia imaginar... É bom demais!
Quando dou por mim, estou numa associação de “tugas” com uma mini Super Bock na mão e a ser apresentado a todos os “tugas” que lá estavam. O cheiro que pairava era-me muito característico, mas tinha um não-sei-quê a McDonald’s. Lá percebi o que se passava. O que eu temia estava a acontecer, estavam a fazer cozido à portuguesa com ingredientes Americanos... Senti um vomito e bebi a mini de tacada! Não ia conseguir aguentar por muito mais tempo. Tentei chegar à fala com o meu amigo latagão, mas já estava no meio dos outros labregos e eu aqui, com uma sopeira que não me largava.
- De onde sois?
- Da minha terra... – dizia eu sem olhar para ela.
- E onde é?
- Lá, na minha terra...
- Ah, que engraxado. Eu xou de Goães. Conheceis?
- Já lá fui mil vezes nos últimos 100 mil anos...
- Ai xim? Ah! Que engraxado! Sabeis onde fica a paragem da camioneta?
- Claro que sim. – Nem olhava para ela, tentava procurar os olhos do latagão.
- Ah! Estou banjada! Eu nasci na casa que fica mesmo ao lado dessa paragem! Oh home! Vamos ali para trás que eu quero-vos dizer uma cousa.
- Hã? Desculpe? – e finalmente olhei para ela. Fiquei de boca aberta. Era linda! Tinha os seios mais lindos que eu já alguma vez tinha visto, os olhos mais verdes e de uma formato lindo, como eu nunca tinha posto os meus castanhos em cima, de uma formas lindas, baixa como se quer a uma mulher no Norte de Portugal, sardenta, rosada, de cabelos longos e avermelhados, de uns lábios esculturais, dumas mãos suaves e angélicas, como que se nunca tivessem sido tocadas por ninguém, com carne, rija, forte, meiga como a doce brisa duma manhã de verão. Puxou-me e fomos. Ainda estava extasiado com tamanha beleza e não sabia para onde me levava. Fomos para as traseiras do pavilhão. Ela dava risinhos pequenos e dizia baixinho que eu ia gostar. Eu prestar atenção para onde ela me levava. Até que chegámos. Atirou-me para cima da cama, tirou-me a roupa em dois segundos e a dela em meio segundo. Sentou-se em cima de mim e pura e simplesmente engoliu o meu sexo com o dela. Eu ainda estava extasiado. Senti uma dor fulminante no coração e sabia o que me estava a acontecer, estava-me a unir com ela, estávamo-nos fundir um com outro. Primeiro pelo sexo, depois pelas mãos, que se apertavam com toda a força. Ela com os seus olhos verdes mirava-me e dizia coisas porcas e lindas. Saltava em cima de mim e eu queria mais. Senti os peito dela nas minhas mãos e senti-me a unir-me de novo com ela. As minhas mãos penetravam nos seios dela e lá ficavam, não conseguia tirar. Ela mexia no meu peito e gritava para todos ouvirem que ia ter o orgasmo da vida dela. Eu estava de tal forma que me deixei ir e... gritámos até não ter mais folgo!
Sopro a tua alma
que enche as minhas veias
de sede
de te ter nua
no meu leito
desfeito
pelo teu corpo que rebola
agora, louca
encosta na minha boca
o teu corpo
quente, húmido
e perfeito
sem jeito
fico a mirar-te, a amar-te
sempre a tocar-te
com o olhar
ou com o ar
sinto o teu amar.
Fiquei com muito receio que nos tivessem ouvido. Eu não sabia o que dizer, mas olhei-a nos olhos e disse:
- Amo-te!
Ela olhou-me nos olhos e disse:
- Sou a mulher do rapaz que te trouxe para aqui...
E eu disse:
- Ok....
Vesti-me mais rápido do que ela dissesse: PNEUMOULTRAMICROSCOPICOSSILICOVULCANOCONIÓTICO!
Claro está que o latagão agarrou-me pelo sexo e puxou-me para junto dos seus comparsas a fim de fazerem uma rebelião. É nestas alturas que eu gostava de estar com a minha mãe e perguntar por que raio é que pensou em ter um filho como eu. Pobre mãe, ia ficar sem o seu filho predilecto, sendo eu o único de sangue. Entreguei a minha alma a um senhor que estava no canto a virar frangos e ainda gritei aos meus executores:
- Um último desejo?! Posso?!
De repente todos falavam um dialecto que eu não entendia. Senti-me perdido e chamei por ela.
- Amor!? Amor?! Onde estás? Porque me abandonas? Vem, vem ver o teu amor a sucumbir ao teu desejo. Amo-te, não tenho medo de o dizer, sei que vou morrer feliz. Tive-te! Pelo menos durante 5 minutos, tive-te. Eu sei, sou um frouxo, sempre fui assim, dura sempre pouco. Já falei com o meu psicólogo, mas nem com ele dura mais. É horrível. Mas ao menos é com gosto. Vem, volta! Aparece.
Mas ela não aparece e o meu tempo estava a acabar. Já estava amarrado à tábua da mesa de jantar. Eles iam acabar comigo e da pior forma. Iam-me dar cozido à portuguesa até eu morrer...
Estavam todos de roda da mesa com ar maléfico, deitavam fumo pelas narinas e diziam palavras em Latim. Eu estava petrificado de medo. Achei que era a forma mais terrível e parva de morrer e resolvi revoltar-me. Tentei várias vezes gritar pela polícia, mas a cada vez que gritava eles aumentavam a musica. Tó Maria Vinhas – Formiga, Formiguinha! A dor nos meus ouvidos era saborosamente pálida, pois comparada com a dor que sentia na traqueia, pela força com que me metiam os pedaços de lombardo, couve-galega, misturado com pedaços de toucinho e carne de vaca pela boca abaixo. Eu chorava de alegria quando sentia o vinho tinto a humedecer as largas quantidades de comida que entravam pela minha boca. Sentia os cantos da boca a rasgarem, mas isso era melhor que a dor que sentia nos pés que estavam a ser mordiscados pelo porco de estimação que eles tinham. Mais uma vez pensei se tudo aqui estava certo e mais uma vez imaginei todos aqueles corpos nus e a dançarem o vira enquanto eu tocava adufe. Mesmo assim, a dor não me abandonava. Até que ouvi um grito:
- Parem! Ou param ou levam com o meu raio zepa!
Não era real, não podia, Sebastião Vulva tinha-me encontrado! Por momentos pedi para me meterem mais comida para dentro, assim morria em vez de ser salvo por ele. Mas a imagem da minha amada surgiu a meu lado, que chorava e nada podia fazer, pois estava de pés a mãos atadas, vinha aos pulos e quando estava quase à minha beira, foi empurrada por seu marido que espumava da boca e dizia
- Maiss, maiss, maiss!!! – com aquele sotaque horrível das beiras que me corroía!
Quando a vejo deitada no chão, sem puder fazer nada, sucumbi à ajuda do meu velho e querido arqui-inimigo, Sebastião Vulva!
Dei um sinal com a ponta do meu dedo mindinho e só de uma rajada, ceifou a vida de cerca de 4 tugas de olhos vermelhos e dentes podres de tanta raiva! Fiquei todo sujo. Não gostei, mas do mal o menos, assim como assim, a bem dizer, nem foi assim tão mau, podia ser bem pior, podia ter falhado e ter-me acertado. O raio zepa é um raio muito caricato. Fica um cheiro mau, pestilento e gotejante. Os seres que são atingidos por tal raio, ficam tão disformes como as orelhas dum morcego depois de fritas no óleo das batatas de 5 semanas. Mas passados alguns minutos, cerca de 62, voltam à forma original, embora com um pequeno senão. Ficam todos com a voz do locutor de rádio Fernando Peça e com sexualidade ambígua.
Vi-te hoje com outro homem. Era o homem mais lindo do mundo, mal pude ver-te, pois a sua beleza ofusca a tua. Não me senti mal, só senti um calafrio quando pensei que aquelas mãos lindas, te tocam e te enchem de carícias, que mimam e que te fazem feliz. Matei-me ontem, hoje estou feliz.
Sorriso...
Ele continuou a enviar os seus raios e todos caem junto a meus pés de boca à banda e com o sorriso mais tolo que alguma vez tinha visto. Quando todos estavam no chão, o Sebastião aproximou-se e disse:
- Meu caro amigo, mais uma vez te salvo. É a décima quarta vez que o faço, porque não me queres como companheiro de viagem? Diz-me?! Fico triste quando penso nisso.
Não conseguia falar. Só saiam ruídos, pois a minha boca estava atafulhada de McCozido à portuguesa. Ele apercebendo-se disso e porque tinha nojo da carne (Meat is murther, meat is muther!), desatou a minha querida amada, a flor do meu coração, a tesão do meu sexo, a promessa de dias bons e melhores! Ela, com todos os cuidados, tirou pedaço por pedaço da minha boca e finalmente pude falar.
- Podes ficar triste mais daqui a pouco? É que esta gente, não tarda nada, fica toda normal, ou mais ou menos. – comento eu com o Sebastião.
- Tens razão. Fico triste mais daqui a pouco. – responde ele com um ar de lula.
Eu mal conseguia andar. A comida tinha de sair de dentro de mim. Em lufadas de vómitos estonteantes, pedaços de tudo o que tinha entrado, estava a sair, até mesmo coisas que não tinha ingerido.
Já na rua, entramos no carro do Sebastião e zarpámos a baixa velocidade, pois era um pequeno carro a baterias. Achei tão caricato que dei uma gargalhada, que foi logo abafada pela dor que sentia nos cantos da boca, que sangravam a bem sangrar. A minha amada tratava de mim, com todo o tipo de apetrechos. Máquinas de costura que faziam zig-zag, picareta de vários bicos, um martelo de pontas bambas, uma agulha de escuteiro e um beijo. Em dois minutos estava curado. E com o meu companheiro e querido Sebastião Vulva, arqui-inimigo de todos os tempos, desde que me conheço e evacuo-o sentado. Estava feliz, mas ele não, e lembrou-se dizendo:
- Bolas pá! Podias deixar-me ao menos fazer sexo oral contigo!
- Ok, podes.
E lá fomos nós pela estrada fora, na nossa viagem que nunca mais irá terminar. É bom quando estamos felizes e sem complexos dizemos:
- Olá, sou eu! O teu amigo!
Meu amor, meu estupor!
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
Vejamos;
Dormimos, ou pelo menos uma grande maioria da humanidade e se assim é, o que pode ser mais importante: dormir, ou estar acordado?
Em norma dormimos para descansar de quando estamos acordados e activos, mas se descansarmos demasiado, podemos ficar por demais descansados e assim perdemos a capacidade de estarmos activos, que é o real interesse da coisa. Dormir demais, não é bom para a actividade, mas no entanto é bom para a inactividade, mas se dormirmos de menos, acontece o inverso. Há uma solução. Dormir, o que dizem os entendidos, a quantidade certa para cada indivíduo, para que possamos andar sempre activos e inactivos com conta peso e medida. Isso é tudo muito bonito, mas na maioria das vezes não se pode seguir à risca essas indicações, pois por mais que haja bom senso, não há como dormir 8, ou 9 horas por dia. Isso é estúpido!
Na minha realmente estúpida e enervante opinião, acho que devemos dormir pouco, curtir muito, trabalhar muito, foder ainda mais e quando o corpo não aguentar mais, azar! A morte é Santa e sábia! Venha outro corpo para nós destruirmos!
Em norma dormimos para descansar de quando estamos acordados e activos, mas se descansarmos demasiado, podemos ficar por demais descansados e assim perdemos a capacidade de estarmos activos, que é o real interesse da coisa. Dormir demais, não é bom para a actividade, mas no entanto é bom para a inactividade, mas se dormirmos de menos, acontece o inverso. Há uma solução. Dormir, o que dizem os entendidos, a quantidade certa para cada indivíduo, para que possamos andar sempre activos e inactivos com conta peso e medida. Isso é tudo muito bonito, mas na maioria das vezes não se pode seguir à risca essas indicações, pois por mais que haja bom senso, não há como dormir 8, ou 9 horas por dia. Isso é estúpido!
Na minha realmente estúpida e enervante opinião, acho que devemos dormir pouco, curtir muito, trabalhar muito, foder ainda mais e quando o corpo não aguentar mais, azar! A morte é Santa e sábia! Venha outro corpo para nós destruirmos!
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
Familia Feliz
6h45 da manhã! O despertador ecoa por todo o quarto fazendo tremer as paredes. Parecendo um autómato, o Sr. X levanta-se e toma a direcção da casa de banho. Passado um minuto do Sr. X entrar na casa de banho a Sra. X levanta-se e dirige-se para a cozinha a fim de fazer o pequeno-almoço. Só depois irá tratar da sua higiene e quem sabe pôr-se bonita. Coloca uma chaleira ao lume, prepara outras coisas e vai acordar o filho que já estava sentado na cama a dormir. A Sra. X dá umas quantas ordens ao filho. Volta para o seu quarto para arejar a cama e abrir a janela. Em seguida vai à casa de banho onde o marido desfazia a barba. Ela senta-se na sanita e pergunta-lhe se a pode levar casa da mãe para ir buscar umas coisas. Ele diz que tem uma reunião e não pode. Ficam logo zangados e há uma pequena discussão que é interrompida pelo filho que pergunta onde estão as cuecas lavadas para ele, que não há na gaveta. A Sr. X dá outra ordem ao filho e ele vai contrariado à cozinha. Antes passa pela sala e liga a TV, ficando na sala a ver os desenhos animados, esquecendo-se das cuecas. Os pais estão de novo a discutir, com montes de acusações atiradas a ambos. Na verdade, o Sr. X não tem reunião nenhuma, tinha é combinado o pequeno-almoço com a namorada e a Sra. X precisa mesmo de ir a casa da mãe, pois o saco contém bens que pertencem ao seu futuro namorado e ela quer entrega-los o quanto antes. Ambos de certa forma cedem e o Sr. X diz que vai a casa da sogra à hora de almoço e a Sr. X diz que não é preciso, que está mais que habituada e vai lá à hora de almoço, sozinha. Depois de estarem os dois já quase prontos a água da chaleira está quente, as torradas estão queimadas e o filho está nu a ver os desenhos animados. A Sra. X quando vê o filho naqueles preparos, dá-lhe uma estalada e ordena mais duas ou três coisas e o filho a toda a mecha, a chorar, vai fazê-las. O Sr. X entra na cozinha, pega na chávena do café e bebe tudo de um só golo, beija a mulher, na boca, ainda com hálito horrível a café e diz até logo ao filho. Quando ia mesmo a sair, a Sra. X informa-o:
- Marido, quero o divórcio.
- Marido, quero o divórcio.
terça-feira, 4 de novembro de 2008
Soltas (Parte Y)
Vagueio nas tuas veias, cheias de felicidade e droga. Sorrio a cada passagem pelo teu coração. É um órgão tão bonito, parece algo feito pelo Gaudi.
Trepo pelo pilar da tua consciência e invoco todos os Deuses menores, na esperança vã de ter algo a ver com eles, mesmo que me chamem caloteiro.
Bebo tudo de uma só vez e tento estar sóbrio, mas a dificuldade de me levantar é constante, no entanto sei que alguém me vai receber de braços abertos, nem que seja amanhã.
Numa conversa de café ouvi que duas pessoas do mesmo sexo podem ter filhos. Pensei para mim: será que eu posso ser filho de mim?
- Vais fazer o quê? Abrir a mala aqui? Vais ser a heroína do dia? Tem calma contigo! Olha que o tipo já te topou. CUIDADO!!! PUM! (tiro de caçadeira).
Trepo pelo pilar da tua consciência e invoco todos os Deuses menores, na esperança vã de ter algo a ver com eles, mesmo que me chamem caloteiro.
Bebo tudo de uma só vez e tento estar sóbrio, mas a dificuldade de me levantar é constante, no entanto sei que alguém me vai receber de braços abertos, nem que seja amanhã.
Numa conversa de café ouvi que duas pessoas do mesmo sexo podem ter filhos. Pensei para mim: será que eu posso ser filho de mim?
- Vais fazer o quê? Abrir a mala aqui? Vais ser a heroína do dia? Tem calma contigo! Olha que o tipo já te topou. CUIDADO!!! PUM! (tiro de caçadeira).
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
Hora do Bolo
Bolo de óleo de fígado de bacalhau!
01
- Dei um pontapé no escuro, atingi a minha amada!
Bauhaus – Kick in de eye (duração: 3:40)
02
- Vejo-te ai parada, esperas por quem não te ama, mas estás feliz... às vezes!
Artic Monkeys – When the Sun Goes Down (duração: 3:22)
03
- A minha avó disse-me ontem: Oh filho! Casa com uma virgem...
Morphine – Virgin Bride (duração: 3:28)
04
- Procuro paz e não encontro, procuro alguém e não surge, vou fugir! Hum! Talvez para a Florida, que me dizes Alberto?
Butthole Surfers - Moving to Florida (duração: 4:32)
05
- Para ti...
Editors – Blood (duração: 3:29)
06
- Salva-me! Salva-me! Salva-me! Estou aqui!!! Aqui dentro do berlinde...
Foo Fighters – My hero (duração: 4:19)
07
- Ai! Deixa-me! Larga-me! Vai-te! Desaparece! Maldita pulga...
A Perfect Circle – Orestes (duração: 4:48)
08
- Tanto que eu procurei por ti... tanto! E onde estavas? Aqui, mesmo ao meu lado...
David Fonseca – Hold Still (duração: 4:57)
09
- Ai que raiva!!! Amo-te!!! Quero-te!!! Desejo-te!!! E...
Mão Morta – Quero morder-te as mãos (duração: 2:37)
10
O que é o amor? É um café e bagaço? Uma ida ao cinema? Passar uma noite na prisão com a minha amada? O que é?
NoMeansNo – Real love (duração: 3:39)
11
Camalion de imitación!
Big Black – The Model (duração: 2:34)
12
Adeus! Até sempre!
Tool – Aenema (duração: 6:39)
01
- Dei um pontapé no escuro, atingi a minha amada!
Bauhaus – Kick in de eye (duração: 3:40)
02
- Vejo-te ai parada, esperas por quem não te ama, mas estás feliz... às vezes!
Artic Monkeys – When the Sun Goes Down (duração: 3:22)
03
- A minha avó disse-me ontem: Oh filho! Casa com uma virgem...
Morphine – Virgin Bride (duração: 3:28)
04
- Procuro paz e não encontro, procuro alguém e não surge, vou fugir! Hum! Talvez para a Florida, que me dizes Alberto?
Butthole Surfers - Moving to Florida (duração: 4:32)
05
- Para ti...
Editors – Blood (duração: 3:29)
06
- Salva-me! Salva-me! Salva-me! Estou aqui!!! Aqui dentro do berlinde...
Foo Fighters – My hero (duração: 4:19)
07
- Ai! Deixa-me! Larga-me! Vai-te! Desaparece! Maldita pulga...
A Perfect Circle – Orestes (duração: 4:48)
08
- Tanto que eu procurei por ti... tanto! E onde estavas? Aqui, mesmo ao meu lado...
David Fonseca – Hold Still (duração: 4:57)
09
- Ai que raiva!!! Amo-te!!! Quero-te!!! Desejo-te!!! E...
Mão Morta – Quero morder-te as mãos (duração: 2:37)
10
O que é o amor? É um café e bagaço? Uma ida ao cinema? Passar uma noite na prisão com a minha amada? O que é?
NoMeansNo – Real love (duração: 3:39)
11
Camalion de imitación!
Big Black – The Model (duração: 2:34)
12
Adeus! Até sempre!
Tool – Aenema (duração: 6:39)
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
Duas histórias.
Uma história:
Na rua onde o meu tio mora, vive um arruaceiro, mas que tem um coração de oiro. Todos os dias mete conversa de uma forma provocadora com o homem da padaria. Ele acha muita piada ao facto do Sr. Ernesto ser um fala-barato e nunca ter medo de dizer: Santinho. Eu não acho muito justo, o Carlos Manuel, o arruaceiro, ser assim! Corrói-me! Tinha de fazer alguma coisa.
Fui para casa, abri o meu livro de notas e pus-me a pensar! Passados trinta segundos estava a traçar o plano. De repente aparece a minha mãe na sala toda nua a dizer que quer um rolo de papel higiénico. Eu não quero ir à despensa agora que estou a pensar numa coisa tão bela e maquiavélica. Mas ou é isso, ou a minha mãe tortura-me a face com os seus gigantes seios. Levanto-me e lá vou eu. Ainda vou a caminho e já ela me pergunta em forma de cantora de ópera se o rolo já está na mão dela. Abro a porta e quem está lá dentro? O meu primo! E igualmente nu. Peço que saia, mas ele cheio de medo, diz-me que o meu pai está de olho nele. Penso o que ele quer dizer com isto, mas não o levo a sério. A minha mãe canta na sala, a pleno pulmão. Olho para trás e vejo o meu primo de pénis erecto e soube logo o que se estava ali a passar. Ele anda enrolado com a minha empregada, só pode ser isso. Apeteceu-me estrangula-lo, mas ao mesmo tempo lembrei-me do Carlos Manuel e deixei o assunto. Será resolvido noutra oportunidade. Entrego o rolo à minha mãe, dou uma palmada no rabo, pisco-lhe o olho e ela sorri. Gosto.
Ao mesmo tempo que ia delineando o plano maquiavélico, sorrio com ar de mau e sinto-me a pessoa mais má do universo. Mais um linha e já está feito. A melhor parte está para vir, quando lhe arranco a unhas das mãos e lhe parto os dedos todos dos pés. Estou mesmo a terminar. Entra de novo a minha mãe aos gritos com um vibrador no recto a chamar pela polícia, a dizer que vai matar o tipo que lhe vendeu o aparelho e que lhe disse que aquilo não lhe fazia cócegas. Ela no meio dos gritos, ri-se descontrolada. É uma imagem desgastante e desconcertante. Eu pego-lhe no braço, faço-a parar, meto o aparelho mais para dentro e ela pára logo de rir. Pronto, está resolvido o problema, agora estou feliz e ela também. Está com uns olhos um bocado esbugalhados e não se mexe, mas já lhe passa.
Estou a sair de casa quando a ouço gritar de tal forma que se ouve no bairro inteiro. Finalmente chegou-lhe a dor ao cérebro e conseguiu processar a informação em forma de grito horrível, provocada pela dor lancinante. Fabuloso.
Eu adoro andar a pé e vou pelo passeio quando ouço alguém chamar por mim num tom de gozo. Cedo percebi que se tratava do Gonçalo, o meu querido amigo Gonçalo. Atiro-lhe com uma pedra, ele agarra com os dentes e foge todo contente.
Já consigo ver a padaria do Sr. Ernesto e o Carlos Manuel está à porta com um tacho na mão e uma vassoura na outra. Corro para junto dele e leio tudo que tinha escrito em casa. Fica apavorado e foge para a Austrália.
Moral da história: Nunca tenhas medo de ninguém, mesmo que esse alguém seja o teu próprio pai. Ele vai compreender e vai-te bater, mas tu vais também compreender que ele é maior que tu e não tem qualquer tipo de problema em te partir os dois braços, caso tenhas mais.
Outra história:
Tinha um cão, era meu, tinha-me sido dado pela irmã do meu amigo. Eu sempre quis namorar com ela, mas ela deu-me um cão. Agora, cada vez que olho para o cão vejo-a e tento já há algum tempo ter relações com o cão. Ele olha-me com ar de desprezo. Estou a dar em louco. Já tentei de tudo. E consegui. Comprei-lhe uma trela nova, mas pelo abanar da cauda ele não quer saber da trela, mas sim do meu sexo. O cão não tem um pingo de sentimentalismo, só quer sexo bruto. Nada de carinhos. Eu já o levei ao psicólogo para cães, mas foi ainda pior. Apaixonou-se pelo médico. Não sei mais que fazer. Em desespero já o levei para um canil durante uma semana para tentar cobrir o máximo de cadelas possível, mas esteve sempre numa canto, só de lá saía quando o maior dos tratadores lhe ia dar de comer e ele punha-se de 4 à espera dele. Inclusivamente até lhe tirou as calças, tal como eu lhe ensinara e fez sexo oral com o senhor. Claro está que o senhor quis ficar com o cão. Foi uma grande complicação. Só havia uma hipótese, ir falar com a irmã do meu amigo e contar-lhe a verdade. Assim fiz.
Num dia triste de Verão quente como o inferno, peguei no cão e fui para a rua. Ele pensou que íamos para o nosso refúgio secreto e estava tão contente que dava dó. Mas depressa percebeu que ia-mos para outro lado. Pelo caminho lambia-me a orelha e dava-me mordidelas de amor no nariz e nas bochechas, entre toques com a pata no meu pénis duro que nem ferro. Queria festa, mas eu estava farto e afastei-o mais uma vez. Deitou-se ao canto do banco de trás e chorou o resto do caminho todo.
Chegámos!
Mal abri a porta de trás, vomitou. Pensei que podia ter enjoado com a viagem, mas não. Estava mesmo muito doente. O seu coração estava a sangrar de dor, estava consumido de ciúmes, sabia que eu vinha aconselhar-me com a minha amada. Entrámos e dei logo de caras com ela e o seu namorado, a rebolarem pela relva fora, em actividades muito pouco consentâneas. O cão que estava habituado às frenéticas orgias na minha casa de praia com mais 4 ou 5 cães dos meus vizinhos e pensou que podia entrar na festa. Não o consegui agarrar a tempo e de imediato fez sexo oral com o namorado da miúda. Ele em pânico e com medo de ficar sem o seu sexo alado, nem se mexeu e deixou que o pobre cão o deixasse atingir o orgasmo. Ela também em pânico e já que estava ali à mão de semear, atirou-se ao pénis do pobre Latinhas, que jazia ali, firme e hirto. Eu que não podia ver fazerem tanto mal ao meu cão, resgatei-o e zarpei a casa com os olhos inundados, mas ao mesmo tempo feliz e um último pensamento: meu amor.
Moral da história: Quanto mais conhecemos as pessoas mais gostamos de tratar os animais como tais.
Na rua onde o meu tio mora, vive um arruaceiro, mas que tem um coração de oiro. Todos os dias mete conversa de uma forma provocadora com o homem da padaria. Ele acha muita piada ao facto do Sr. Ernesto ser um fala-barato e nunca ter medo de dizer: Santinho. Eu não acho muito justo, o Carlos Manuel, o arruaceiro, ser assim! Corrói-me! Tinha de fazer alguma coisa.
Fui para casa, abri o meu livro de notas e pus-me a pensar! Passados trinta segundos estava a traçar o plano. De repente aparece a minha mãe na sala toda nua a dizer que quer um rolo de papel higiénico. Eu não quero ir à despensa agora que estou a pensar numa coisa tão bela e maquiavélica. Mas ou é isso, ou a minha mãe tortura-me a face com os seus gigantes seios. Levanto-me e lá vou eu. Ainda vou a caminho e já ela me pergunta em forma de cantora de ópera se o rolo já está na mão dela. Abro a porta e quem está lá dentro? O meu primo! E igualmente nu. Peço que saia, mas ele cheio de medo, diz-me que o meu pai está de olho nele. Penso o que ele quer dizer com isto, mas não o levo a sério. A minha mãe canta na sala, a pleno pulmão. Olho para trás e vejo o meu primo de pénis erecto e soube logo o que se estava ali a passar. Ele anda enrolado com a minha empregada, só pode ser isso. Apeteceu-me estrangula-lo, mas ao mesmo tempo lembrei-me do Carlos Manuel e deixei o assunto. Será resolvido noutra oportunidade. Entrego o rolo à minha mãe, dou uma palmada no rabo, pisco-lhe o olho e ela sorri. Gosto.
Ao mesmo tempo que ia delineando o plano maquiavélico, sorrio com ar de mau e sinto-me a pessoa mais má do universo. Mais um linha e já está feito. A melhor parte está para vir, quando lhe arranco a unhas das mãos e lhe parto os dedos todos dos pés. Estou mesmo a terminar. Entra de novo a minha mãe aos gritos com um vibrador no recto a chamar pela polícia, a dizer que vai matar o tipo que lhe vendeu o aparelho e que lhe disse que aquilo não lhe fazia cócegas. Ela no meio dos gritos, ri-se descontrolada. É uma imagem desgastante e desconcertante. Eu pego-lhe no braço, faço-a parar, meto o aparelho mais para dentro e ela pára logo de rir. Pronto, está resolvido o problema, agora estou feliz e ela também. Está com uns olhos um bocado esbugalhados e não se mexe, mas já lhe passa.
Estou a sair de casa quando a ouço gritar de tal forma que se ouve no bairro inteiro. Finalmente chegou-lhe a dor ao cérebro e conseguiu processar a informação em forma de grito horrível, provocada pela dor lancinante. Fabuloso.
Eu adoro andar a pé e vou pelo passeio quando ouço alguém chamar por mim num tom de gozo. Cedo percebi que se tratava do Gonçalo, o meu querido amigo Gonçalo. Atiro-lhe com uma pedra, ele agarra com os dentes e foge todo contente.
Já consigo ver a padaria do Sr. Ernesto e o Carlos Manuel está à porta com um tacho na mão e uma vassoura na outra. Corro para junto dele e leio tudo que tinha escrito em casa. Fica apavorado e foge para a Austrália.
Moral da história: Nunca tenhas medo de ninguém, mesmo que esse alguém seja o teu próprio pai. Ele vai compreender e vai-te bater, mas tu vais também compreender que ele é maior que tu e não tem qualquer tipo de problema em te partir os dois braços, caso tenhas mais.
Outra história:
Tinha um cão, era meu, tinha-me sido dado pela irmã do meu amigo. Eu sempre quis namorar com ela, mas ela deu-me um cão. Agora, cada vez que olho para o cão vejo-a e tento já há algum tempo ter relações com o cão. Ele olha-me com ar de desprezo. Estou a dar em louco. Já tentei de tudo. E consegui. Comprei-lhe uma trela nova, mas pelo abanar da cauda ele não quer saber da trela, mas sim do meu sexo. O cão não tem um pingo de sentimentalismo, só quer sexo bruto. Nada de carinhos. Eu já o levei ao psicólogo para cães, mas foi ainda pior. Apaixonou-se pelo médico. Não sei mais que fazer. Em desespero já o levei para um canil durante uma semana para tentar cobrir o máximo de cadelas possível, mas esteve sempre numa canto, só de lá saía quando o maior dos tratadores lhe ia dar de comer e ele punha-se de 4 à espera dele. Inclusivamente até lhe tirou as calças, tal como eu lhe ensinara e fez sexo oral com o senhor. Claro está que o senhor quis ficar com o cão. Foi uma grande complicação. Só havia uma hipótese, ir falar com a irmã do meu amigo e contar-lhe a verdade. Assim fiz.
Num dia triste de Verão quente como o inferno, peguei no cão e fui para a rua. Ele pensou que íamos para o nosso refúgio secreto e estava tão contente que dava dó. Mas depressa percebeu que ia-mos para outro lado. Pelo caminho lambia-me a orelha e dava-me mordidelas de amor no nariz e nas bochechas, entre toques com a pata no meu pénis duro que nem ferro. Queria festa, mas eu estava farto e afastei-o mais uma vez. Deitou-se ao canto do banco de trás e chorou o resto do caminho todo.
Chegámos!
Mal abri a porta de trás, vomitou. Pensei que podia ter enjoado com a viagem, mas não. Estava mesmo muito doente. O seu coração estava a sangrar de dor, estava consumido de ciúmes, sabia que eu vinha aconselhar-me com a minha amada. Entrámos e dei logo de caras com ela e o seu namorado, a rebolarem pela relva fora, em actividades muito pouco consentâneas. O cão que estava habituado às frenéticas orgias na minha casa de praia com mais 4 ou 5 cães dos meus vizinhos e pensou que podia entrar na festa. Não o consegui agarrar a tempo e de imediato fez sexo oral com o namorado da miúda. Ele em pânico e com medo de ficar sem o seu sexo alado, nem se mexeu e deixou que o pobre cão o deixasse atingir o orgasmo. Ela também em pânico e já que estava ali à mão de semear, atirou-se ao pénis do pobre Latinhas, que jazia ali, firme e hirto. Eu que não podia ver fazerem tanto mal ao meu cão, resgatei-o e zarpei a casa com os olhos inundados, mas ao mesmo tempo feliz e um último pensamento: meu amor.
Moral da história: Quanto mais conhecemos as pessoas mais gostamos de tratar os animais como tais.
sexta-feira, 22 de agosto de 2008
Secas, muito secas e outras tantas ainda mais secas!
JÁ CHOREI RIOS DE LÁGRIMAS COM ALGUMAS QUE ESTÃO AQUI!
(Cuidado, algumas podem ser fatais para alguns leitores mais impressionáveis.)
Estas!
Porque é que o Batman colocou o batmóvel no seguro?
- Porque ele tem medo que Robin.
Como é que o o Batman faz para que abram a bat-caverna?
- Ele bat-palmas.
Como se faz uma omelete de chocolate ?
- Com ovos de páscoa !
Porque na Argentina as Vacas vivem olhando para o céu?
- Porque há "Bois nos Aires"!
Para que servem óculos verdes?
- Para verde perto...
Para que servem óculos vermelhos?
- Para vermelhor...
Porque que é a mulher do Hulk se divorciou dele?
- Porque ela queria um homem mais maduro...
Já conheces a piada do fotógrafo?
- Ainda nao foi revelada.
Como se diz top-less em chinês?
- Xem-chu-tian.
Sabes qual a diferença entre uma lagoa e uma padaria?
- Na lagoa há sapinho, e na padaria, assa pao.
O que é que um cromossoma diz para o outro?
- Cromossomos bonitos!
Sabem porque é que a abelha morreu electrocutada?
R: Porque pousou numa rosa choque.
Sabes o melhor sítio para engatar um gaja?
R: No IKEA, porque é só chegar levar para casa e montar.
Conversa:
-Então pá! O que achas-te da 2ª guerra mundial??
-Eu? Eu achei um braço.
O que e que acontece quando dois bandidos caem ao mar?
R: Uma onda de crime.
Tão dois tomates no frigorifico.
Um diz: "Ta frio aqui dentro!".
E o outro: "AAAAHHH, um tomate que fala!!!"
E mais estas!
Piadas Nomes:
- Róis as unhas? O Van Nistelrooy
- Metes os dedos na garganta quando vomitas? O david mathews
- Podes? O Ipod, o Simião
- Deste comida às pombas? O judeu
- Violas gajas? O Saviola
- És grande? O Pelé.
- Dás prendas no Natal? O Malouda.
- Ias ao jogo ontem? O Renteria.
- Ris-te ? O Henry.
- Quantas mulheres há na tua vida? Na do Stepanov.
- O Mantorras vale 18 milhoes e o Victor Valdez.
- O Ricardo Carvalho corta, o Leandro Lima.
- Vais à festa? - Não, mas espero que o Drogba.
- Comigo não fazias mas com o Ernesto Farías?
- Como é que te chamas? - Samuel Etoo?
- Tu congelas? O Gerrard!
- Tu ardes? O Lampard.
- Os teus olhos são castanhos? Os do Liedson.
- Quantas vezes morres? A Alanis Morrisette.
- De quem é a música? Ed Carlos.
- Quem é que manda lá em casa? Mandela.
- Já deste milho aos pombos em Israel? O Judeu!
- Sentes frio? O 50 Cent!
- És cantor? A Beyoncé!
- Dás muitas quedas? O Malouda.
- Ao contrário do António, o Mário passou a Bolatti.
- As tuas calças são novas? As do Paulo Assunção.
- A mulher do Quaresma é doce, a do Simão Sabrosa.
- Na nossa loja, eu arranjo flores e o Sérgio Ramos.
- Essa bola não é do Katsouranis, mas Edcarlos.
- O Gerrard conta uma piada e o John Riise.
- Quer a sua água Frechaut natural?
- Leste a biblia ? O Galileu!.
- Moras em Lisboa? Não, mas o Rogério Samora!
- Eu decoro cozinhas, e o Marcelo Salas.
- Não enchas o balde demais, senão o Valderrama.
- Hoje há pão quente, amanha há Panduru.
- Quando a semente é italiana, o Zambrotta.
- Aqui não há mobília? No Ikea.
- A tua pele está molhada, a do David Fonseca.
- Apetecia-me um doce, ao Michel Salgado.
- Ja malhaste a Soraia Chaves? O José Malhoa!
- Desces o rio? O Bangladesh!
- Marcas muitos golos? A Dinamarca!
- Sabes que era o chefe antes de cristo? O Boss Ac.
- Cais? Roy Makaay.
- Quantos toques dás numa bola? Leonardo da Vinci e Iordanov.
- Lambes o prato quando acabas de comer? O Philip Lahm.
- Em que casa fica? O Alessandro Nesta.
- Violas gajas ? O Saviola.
- O Pateta usa o teclado. E o Mickey Mouse.
- Eu gosto de chá gelado. O Clark Kent.
- Embrulhas? A Natalie Imbruglia.
- A Maria é da cidade, O Martinho da Vila.
- Dás-me dinheiro? O Van Dame.
- Tu dizes a verdade, mas o Schwarzenegger.
- És paneleiro? O Makelelé.
E para acabar as duas internacionais:
- Can you do that? No, but Oliver Kahn.
E estas...
O que é que aconteceu quando o Elefante se apoiou numa pata???
O PATO FICOU VIÚVO!!
Porque Jesus nunca ganhou o Euromilhoes??
R: Porque so tem 1 cruz!!
Sabem que nome se dá à zona da barriga da mulher que fica à mostra?
Faixa de Gaja...
Porquê???
Porque abaixo fica a terra prometida.
Resposta a um inquérito a 850.000 habitantes em portugal:
Você pensa que existem demasiados imigrantes em portugal ?
20% - Sim
13% - Não
67% - Oi?
O Joãozinho entra no quarto e apanha o seu pai a colocar um preservativo.
O pai, muito embaraçado, tenta esconder a sua erecção e o preservativo baixando-se para
Olhar debaixo da cama.
O Joãozinho diz:
- O que estás a fazer, pai?
O pai responde:
- Eu acho que vi um rato debaixo da cama.
Joãozinho responde:
- E vais enrabá-lo?!
Era uma vez um rádio tão pequeno tão pequeno tão pequeno que em vez de estações apanhava apeadeiros.
O funcionário público vai até ao chefe e diz:
- Chefe, os nossos arquivos estão a abarrotar. Será que não poderíamos deitar fora as pastas e documentos com mais de vinte anos???
- Óptima ideia! Mas antes tira uma copia de tudo.
No bar, os amigos contavam piadas, quando um deles disse que ia contar uma de louras. Uma loura que estava perto avisou:
- Cuidado, eu sou loura!
O outro respondeu:
- Não há problema, eu repito as vezes que for preciso...
---------------------------------------------------------------------
Bom fim de semana! Se conseguirem!
(Cuidado, algumas podem ser fatais para alguns leitores mais impressionáveis.)
Estas!
Porque é que o Batman colocou o batmóvel no seguro?
- Porque ele tem medo que Robin.
Como é que o o Batman faz para que abram a bat-caverna?
- Ele bat-palmas.
Como se faz uma omelete de chocolate ?
- Com ovos de páscoa !
Porque na Argentina as Vacas vivem olhando para o céu?
- Porque há "Bois nos Aires"!
Para que servem óculos verdes?
- Para verde perto...
Para que servem óculos vermelhos?
- Para vermelhor...
Porque que é a mulher do Hulk se divorciou dele?
- Porque ela queria um homem mais maduro...
Já conheces a piada do fotógrafo?
- Ainda nao foi revelada.
Como se diz top-less em chinês?
- Xem-chu-tian.
Sabes qual a diferença entre uma lagoa e uma padaria?
- Na lagoa há sapinho, e na padaria, assa pao.
O que é que um cromossoma diz para o outro?
- Cromossomos bonitos!
Sabem porque é que a abelha morreu electrocutada?
R: Porque pousou numa rosa choque.
Sabes o melhor sítio para engatar um gaja?
R: No IKEA, porque é só chegar levar para casa e montar.
Conversa:
-Então pá! O que achas-te da 2ª guerra mundial??
-Eu? Eu achei um braço.
O que e que acontece quando dois bandidos caem ao mar?
R: Uma onda de crime.
Tão dois tomates no frigorifico.
Um diz: "Ta frio aqui dentro!".
E o outro: "AAAAHHH, um tomate que fala!!!"
E mais estas!
Piadas Nomes:
- Róis as unhas? O Van Nistelrooy
- Metes os dedos na garganta quando vomitas? O david mathews
- Podes? O Ipod, o Simião
- Deste comida às pombas? O judeu
- Violas gajas? O Saviola
- És grande? O Pelé.
- Dás prendas no Natal? O Malouda.
- Ias ao jogo ontem? O Renteria.
- Ris-te ? O Henry.
- Quantas mulheres há na tua vida? Na do Stepanov.
- O Mantorras vale 18 milhoes e o Victor Valdez.
- O Ricardo Carvalho corta, o Leandro Lima.
- Vais à festa? - Não, mas espero que o Drogba.
- Comigo não fazias mas com o Ernesto Farías?
- Como é que te chamas? - Samuel Etoo?
- Tu congelas? O Gerrard!
- Tu ardes? O Lampard.
- Os teus olhos são castanhos? Os do Liedson.
- Quantas vezes morres? A Alanis Morrisette.
- De quem é a música? Ed Carlos.
- Quem é que manda lá em casa? Mandela.
- Já deste milho aos pombos em Israel? O Judeu!
- Sentes frio? O 50 Cent!
- És cantor? A Beyoncé!
- Dás muitas quedas? O Malouda.
- Ao contrário do António, o Mário passou a Bolatti.
- As tuas calças são novas? As do Paulo Assunção.
- A mulher do Quaresma é doce, a do Simão Sabrosa.
- Na nossa loja, eu arranjo flores e o Sérgio Ramos.
- Essa bola não é do Katsouranis, mas Edcarlos.
- O Gerrard conta uma piada e o John Riise.
- Quer a sua água Frechaut natural?
- Leste a biblia ? O Galileu!.
- Moras em Lisboa? Não, mas o Rogério Samora!
- Eu decoro cozinhas, e o Marcelo Salas.
- Não enchas o balde demais, senão o Valderrama.
- Hoje há pão quente, amanha há Panduru.
- Quando a semente é italiana, o Zambrotta.
- Aqui não há mobília? No Ikea.
- A tua pele está molhada, a do David Fonseca.
- Apetecia-me um doce, ao Michel Salgado.
- Ja malhaste a Soraia Chaves? O José Malhoa!
- Desces o rio? O Bangladesh!
- Marcas muitos golos? A Dinamarca!
- Sabes que era o chefe antes de cristo? O Boss Ac.
- Cais? Roy Makaay.
- Quantos toques dás numa bola? Leonardo da Vinci e Iordanov.
- Lambes o prato quando acabas de comer? O Philip Lahm.
- Em que casa fica? O Alessandro Nesta.
- Violas gajas ? O Saviola.
- O Pateta usa o teclado. E o Mickey Mouse.
- Eu gosto de chá gelado. O Clark Kent.
- Embrulhas? A Natalie Imbruglia.
- A Maria é da cidade, O Martinho da Vila.
- Dás-me dinheiro? O Van Dame.
- Tu dizes a verdade, mas o Schwarzenegger.
- És paneleiro? O Makelelé.
E para acabar as duas internacionais:
- Can you do that? No, but Oliver Kahn.
E estas...
O que é que aconteceu quando o Elefante se apoiou numa pata???
O PATO FICOU VIÚVO!!
Porque Jesus nunca ganhou o Euromilhoes??
R: Porque so tem 1 cruz!!
Sabem que nome se dá à zona da barriga da mulher que fica à mostra?
Faixa de Gaja...
Porquê???
Porque abaixo fica a terra prometida.
Resposta a um inquérito a 850.000 habitantes em portugal:
Você pensa que existem demasiados imigrantes em portugal ?
20% - Sim
13% - Não
67% - Oi?
O Joãozinho entra no quarto e apanha o seu pai a colocar um preservativo.
O pai, muito embaraçado, tenta esconder a sua erecção e o preservativo baixando-se para
Olhar debaixo da cama.
O Joãozinho diz:
- O que estás a fazer, pai?
O pai responde:
- Eu acho que vi um rato debaixo da cama.
Joãozinho responde:
- E vais enrabá-lo?!
Era uma vez um rádio tão pequeno tão pequeno tão pequeno que em vez de estações apanhava apeadeiros.
O funcionário público vai até ao chefe e diz:
- Chefe, os nossos arquivos estão a abarrotar. Será que não poderíamos deitar fora as pastas e documentos com mais de vinte anos???
- Óptima ideia! Mas antes tira uma copia de tudo.
No bar, os amigos contavam piadas, quando um deles disse que ia contar uma de louras. Uma loura que estava perto avisou:
- Cuidado, eu sou loura!
O outro respondeu:
- Não há problema, eu repito as vezes que for preciso...
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Bom fim de semana! Se conseguirem!
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
Um dia de cada vez.
Há um vaso na tua varanda,
uma flor nele cresce,
com vontade tamanha,
que mata toda a peste.
De dia para dia,
agiganta-se no parapeito,
hoje como chovia,
nasce um amor perfeito.
Se morrer amanhã,
No outro dia voltará,
Com a força de uma campeã
E o amor mais sólido ficará
Plantarei e regarei,
todos os dias,
amarei e beijarei,
tu também o farias.
Dura um dia,
dura dois anos,
dura o tempo que durar,
mas sempre o meu coração
irá te amar!
uma flor nele cresce,
com vontade tamanha,
que mata toda a peste.
De dia para dia,
agiganta-se no parapeito,
hoje como chovia,
nasce um amor perfeito.
Se morrer amanhã,
No outro dia voltará,
Com a força de uma campeã
E o amor mais sólido ficará
Plantarei e regarei,
todos os dias,
amarei e beijarei,
tu também o farias.
Dura um dia,
dura dois anos,
dura o tempo que durar,
mas sempre o meu coração
irá te amar!
terça-feira, 19 de agosto de 2008
Considerações, consideradas e elaboradas por seres.
Cacei uma vitela! Era tão grande que não cabia no meu carro. Pedi emprestado o carro ao meu sogro e ele disse-me:
- Se levares o meu carro, terás de levar também a tua sogra.
Eu, depois de reflectir durante largos minutos, cheguei a uma conclusão:
- Se eu não tivesse matado a vitela ela tinha sido feliz a vida toda!
Moral da história:
Anda sempre com o kit de substituição de lâmpadas no carro!
-------------------------------------------------------------------------------------
Quando o meu chefe me mandou fazer aquela tarefa, eu não gostei muito do seu tom de voz, mas disse-lhe à mesma:
- Assim farei, mesmo que fique todo negro.
O meu chefe é meio surdo e percebeu:
- Sim olhei, era mesmo grande e negro.
Fui despedido com justa causa. Assédio sexual!
Moral da história:
Um dia não são dias e mais vale uma na passarinha, que duas nas mamas.
-------------------------------------------------------------------------------------
Vai um carro a passar na estrada. Vai depressa. Leva duas pessoas lá dentro, uma é careca a outra tem os dentes sujos.
Q: Qual delas é a mais alta?
R: A que leva os dentes sujos.
Justificação: A que leva os dentes sujos não tem braços e a outra, que é de estatura mediana, não lhe consegue chegar aos dentes.
Moral da história:
Quando há transito o melhor é ir de mota.
-------------------------------------------------------------------------------------
Estava a passar férias numa quinta de turismo rural, com 3 amigos. Um era mais amigo que os outros e perguntou-me:
- Gostas de bacalhau?
Eu não respondi e ele matou-me.
Moral da história:
Quando estás com o teu Ipod, cuidado! Não tenhas o volume no máximo, pode causar surdez total e profunda!
- Se levares o meu carro, terás de levar também a tua sogra.
Eu, depois de reflectir durante largos minutos, cheguei a uma conclusão:
- Se eu não tivesse matado a vitela ela tinha sido feliz a vida toda!
Moral da história:
Anda sempre com o kit de substituição de lâmpadas no carro!
-------------------------------------------------------------------------------------
Quando o meu chefe me mandou fazer aquela tarefa, eu não gostei muito do seu tom de voz, mas disse-lhe à mesma:
- Assim farei, mesmo que fique todo negro.
O meu chefe é meio surdo e percebeu:
- Sim olhei, era mesmo grande e negro.
Fui despedido com justa causa. Assédio sexual!
Moral da história:
Um dia não são dias e mais vale uma na passarinha, que duas nas mamas.
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Vai um carro a passar na estrada. Vai depressa. Leva duas pessoas lá dentro, uma é careca a outra tem os dentes sujos.
Q: Qual delas é a mais alta?
R: A que leva os dentes sujos.
Justificação: A que leva os dentes sujos não tem braços e a outra, que é de estatura mediana, não lhe consegue chegar aos dentes.
Moral da história:
Quando há transito o melhor é ir de mota.
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Estava a passar férias numa quinta de turismo rural, com 3 amigos. Um era mais amigo que os outros e perguntou-me:
- Gostas de bacalhau?
Eu não respondi e ele matou-me.
Moral da história:
Quando estás com o teu Ipod, cuidado! Não tenhas o volume no máximo, pode causar surdez total e profunda!
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
És tão bela...
És tão bela e eu não te posso dizer,
não te posso sequer tentar transmitir o meu desejo,
o meu mais profundo desejo,
de ter-te nua,
na cama dum desses motéis de beira da estrada
e possuir-te,
de te afundar no meu sémen,
de ouvir os teus gritos de súplica e por fim,
pagar e dizer-te:
Eh pá! És tal e qual a namorada duma amiga minha!
não te posso sequer tentar transmitir o meu desejo,
o meu mais profundo desejo,
de ter-te nua,
na cama dum desses motéis de beira da estrada
e possuir-te,
de te afundar no meu sémen,
de ouvir os teus gritos de súplica e por fim,
pagar e dizer-te:
Eh pá! És tal e qual a namorada duma amiga minha!
quinta-feira, 14 de agosto de 2008
Mitra!
Com um dente inchado,
vomitas para o lado.
Vives com a tua tia-avó,
Aquela que te chula sem dó.
Vais ter um triste fim,
Vais casar com o Serafim!
Roubas tudo a toda a gente,
És uma verdadeira demente.
Vives no bairro da saúde,
E contas os trocos amiúde.
Arrotas postas de pescada,
Sempre foste mal amada.
Evitas ser apalpada,
Tens sempre a cona inchada.
Trabalhas na fábrica de gelados,
Tens-nos sempre bem mamados.
Toda a gente anda contente,
Quando a tua mão sente.
Porca badalhoca,
Coça o cu e arrota.
És o verdadeiro modelo,
De quem quer ter medo.
É assim a história,
Desta vã gloria.
Esta ninguém conhece,
E que toda a gente esquece.
Teve um triste fim,
Esta bela mulher do Bonfim!
Morreu com ele entalado,
E com um sorrido acabado!
vomitas para o lado.
Vives com a tua tia-avó,
Aquela que te chula sem dó.
Vais ter um triste fim,
Vais casar com o Serafim!
Roubas tudo a toda a gente,
És uma verdadeira demente.
Vives no bairro da saúde,
E contas os trocos amiúde.
Arrotas postas de pescada,
Sempre foste mal amada.
Evitas ser apalpada,
Tens sempre a cona inchada.
Trabalhas na fábrica de gelados,
Tens-nos sempre bem mamados.
Toda a gente anda contente,
Quando a tua mão sente.
Porca badalhoca,
Coça o cu e arrota.
És o verdadeiro modelo,
De quem quer ter medo.
É assim a história,
Desta vã gloria.
Esta ninguém conhece,
E que toda a gente esquece.
Teve um triste fim,
Esta bela mulher do Bonfim!
Morreu com ele entalado,
E com um sorrido acabado!
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
Foo Fighters: My Hero
(Uma das minhas favoritas, de TODAS!)
Too alarming now to talk about
Take your pictures down and shake it out
Truth or consequence, say it aloud
Use that evidence, race it around
There goes my hero
Watch him as he goes
There goes my hero
Hes ordinary
Dont the best of them bleed it out
While the rest of them peter out
Truth or consequence, say it aloud
Use that evidence, race it around
There goes my hero
Watch him as he goes
There goes my hero
Hes ordinary
Kudos my hero leaving all the best
You know my hero, the one thats on
There goes my hero
Watch him as he goes
There goes my hero
Hes ordinary
Too alarming now to talk about
Take your pictures down and shake it out
Truth or consequence, say it aloud
Use that evidence, race it around
There goes my hero
Watch him as he goes
There goes my hero
Hes ordinary
Dont the best of them bleed it out
While the rest of them peter out
Truth or consequence, say it aloud
Use that evidence, race it around
There goes my hero
Watch him as he goes
There goes my hero
Hes ordinary
Kudos my hero leaving all the best
You know my hero, the one thats on
There goes my hero
Watch him as he goes
There goes my hero
Hes ordinary
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
Alforrecas com espirros no forno!
Ingredientes:
- Duas alforrecas médias
- Um dente de peixe vivo
- Vómito do pequeno almoço de macaco das cavernas de Batu
- Duas colheres de raspas de algo que não sei o nome
- 1 kg de sal desnatado
- ½ grama de ar
- ½ dúzia bigodes de gato pardo
- 32 espirros
- Bué azeite!
- Umas caganitas de alho
- Um mau livro de cozinha
- Pimenta e coisas que fazem mal q.b.
Preparação:
Primeiro unta-se uma forma de bolos com o vómito do pequeno almoço de macaco das cavernas de Batu. Há que ter muita atenção com o vómito, pois não pode coalhar.
Depois mete-se uma frigideira no fogão e deixa-se lá estar sem o lume estar ligado, fica só lá, assim, parada, sem fazer nada, nada...
O resto mistura-se quase tudo numa vasilha de plástico encarnado. Começa-se pelo ar e as caganitas de alho, misturam-se muito bem até obter uma massa espalmada e sem cor. Em seguida e duma só vez, mete-se ao monte as raspas de algo que não sei o nome, mais o livro, misturando de uma forma activa e sem nexo. Deixa-se o preparo enervar-se cerca de duas horitas.
Em seguida, nas alforrecas, fazem-se pequena incisões com uma faca de pontas rombas, por forma a que emitam um som agudo que mal de ouve.
Usando um tabuleiro de aço ferrugento, faz-se uma cama com sal. Faz-se depois um pequeno orifício, no meio do sal, com o dedo grande do pé direito, colocando-se depois, espalhadas de uma forma irracional as alforrecas. Atenção: Não colocar nada no pequeno orifício!
Vaza-se o preparo da vasilha encarnada, em forma de molho alegre, sobre as alforrecas.
Chegou o momento de usar a pimenta. Coloque na palma da mão, uma boa quantidade de pimenta e inspire a pimenta pelo nariz com muita força. O resultado dessa atrocidade será para espalhar sobre as alforrecas, na forma de 32 vezes.
Por fim, rega-se com bué azeite!
Vai ao forno durante o tempo que conseguir aguentar o cheiro em casa.
Entretanto num almofariz esborrache os bigodes de gato pardo com o dente de peixe vivo, entornando para dentro da mistela, duma forma heterogenia, coisas que fazem mal q.b.
Depois de tudo estar feito, serve-se quase morno. Acompanhe duma forma quase despercebida, com o acompanhamento esborrachado no almofariz. Use doçura de leveza nesta tarefa.
O apetite é voraz, não lhe dê atenção, dê-lhe comer!
Boa digestão.
PS: A forma com o vómito, não serve rigorosamente para nada!
- Duas alforrecas médias
- Um dente de peixe vivo
- Vómito do pequeno almoço de macaco das cavernas de Batu
- Duas colheres de raspas de algo que não sei o nome
- 1 kg de sal desnatado
- ½ grama de ar
- ½ dúzia bigodes de gato pardo
- 32 espirros
- Bué azeite!
- Umas caganitas de alho
- Um mau livro de cozinha
- Pimenta e coisas que fazem mal q.b.
Preparação:
Primeiro unta-se uma forma de bolos com o vómito do pequeno almoço de macaco das cavernas de Batu. Há que ter muita atenção com o vómito, pois não pode coalhar.
Depois mete-se uma frigideira no fogão e deixa-se lá estar sem o lume estar ligado, fica só lá, assim, parada, sem fazer nada, nada...
O resto mistura-se quase tudo numa vasilha de plástico encarnado. Começa-se pelo ar e as caganitas de alho, misturam-se muito bem até obter uma massa espalmada e sem cor. Em seguida e duma só vez, mete-se ao monte as raspas de algo que não sei o nome, mais o livro, misturando de uma forma activa e sem nexo. Deixa-se o preparo enervar-se cerca de duas horitas.
Em seguida, nas alforrecas, fazem-se pequena incisões com uma faca de pontas rombas, por forma a que emitam um som agudo que mal de ouve.
Usando um tabuleiro de aço ferrugento, faz-se uma cama com sal. Faz-se depois um pequeno orifício, no meio do sal, com o dedo grande do pé direito, colocando-se depois, espalhadas de uma forma irracional as alforrecas. Atenção: Não colocar nada no pequeno orifício!
Vaza-se o preparo da vasilha encarnada, em forma de molho alegre, sobre as alforrecas.
Chegou o momento de usar a pimenta. Coloque na palma da mão, uma boa quantidade de pimenta e inspire a pimenta pelo nariz com muita força. O resultado dessa atrocidade será para espalhar sobre as alforrecas, na forma de 32 vezes.
Por fim, rega-se com bué azeite!
Vai ao forno durante o tempo que conseguir aguentar o cheiro em casa.
Entretanto num almofariz esborrache os bigodes de gato pardo com o dente de peixe vivo, entornando para dentro da mistela, duma forma heterogenia, coisas que fazem mal q.b.
Depois de tudo estar feito, serve-se quase morno. Acompanhe duma forma quase despercebida, com o acompanhamento esborrachado no almofariz. Use doçura de leveza nesta tarefa.
O apetite é voraz, não lhe dê atenção, dê-lhe comer!
Boa digestão.
PS: A forma com o vómito, não serve rigorosamente para nada!
sexta-feira, 8 de agosto de 2008
A fada madrinha
Outro dia estava eu a ver se conseguia chegar com o meu pénis à torneira do lavatório e apareceu a fada madrinha:
- Que fazeis?
- Lavo o meu pénis
- No lavatório?
- Sim!
- E o bidé? Para que serve?
- Para lavar o cu!
- E mais qualquer coisa...
- Eu só lá lavo o cu!
- Mas podes lá lavar o pénis!
- Não gosto...
- Porquê?
- Porque me sinto pequeno...
- Mas tu és pequeno!
- Mas assim sinto-me ainda mais!
- Bem, então vejamos... tens dois desejos!
- Sim? Verdade??!!
- Sim. Podes pedi-los agora!
- Boa! Aqui vão: Quero ser grande! E quero ter um pénis ainda maior!
- Zás!
E assim morreu esmagado pelo seu próprio pénis.
Moral da história: Não é o tamanho que conta.
- Que fazeis?
- Lavo o meu pénis
- No lavatório?
- Sim!
- E o bidé? Para que serve?
- Para lavar o cu!
- E mais qualquer coisa...
- Eu só lá lavo o cu!
- Mas podes lá lavar o pénis!
- Não gosto...
- Porquê?
- Porque me sinto pequeno...
- Mas tu és pequeno!
- Mas assim sinto-me ainda mais!
- Bem, então vejamos... tens dois desejos!
- Sim? Verdade??!!
- Sim. Podes pedi-los agora!
- Boa! Aqui vão: Quero ser grande! E quero ter um pénis ainda maior!
- Zás!
E assim morreu esmagado pelo seu próprio pénis.
Moral da história: Não é o tamanho que conta.
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
Quiz 3!
De quem é esta letra?
Então é isso, a permanência - orgulho estraçalhado pelo amor
E aquilo que uma vez foi inocência, virado e deitado de lado
Uma nuvem suspensa sobre mim marca cada momento
No fundo da memória, aquilo que uma vez foi amor
Oh, como acabei por perceber, como eu queria tempo
Colocado em perspectiva, tão difícil de encontrar, eu tentei
Só por um instante, pensei ter encontrado meu caminho
O destino desdobrado - foi o que vi escorrer do meu alcance
Pontos de luz em excesso, além de todo o alcance
Exigências solitárias por tudo que eu gostaria de guardar
Vamos dar um passeio fora daqui, ver o que encontramos
Colecção sem nenhum valor de esperanças e desejos passados
Nunca imaginei as distâncias que teria que percorrer
Todos os cantos mais escuros de um sentido que desconhecia
Só por um instante, ouvi alguém chamar
Olhei para além do dia, que jazia em minha mão
Não há absolutamente nada por lá...
Agora que percebi como tudo dá errado
Tenho de achar alguma terapia, este tratamento é muito prolongado
No fundo do coração do lugar onde a simpatia reinava
Tenho de encontrar meu destino, antes que seja tarde demais...
Prémio a anunciar em recentes edições!
Boa sorte!
E já temos vencedor!
De seu nome Isabel! Parabéns!
O prémio ser-lhe-á enviado por correio.
Obrigado pela vossa participação! (quase nula, mas é normal).
Fica aqui o original, que por acaso é um poema lindo!
Twenty Four Hours (1980)
So this is permanence, love's shattered pride.
What once was innocence, turned on its side.
A cloud hangs over me, marks every move,
Deep in the memory, of what once was love.
Oh how I realised how I wanted time,
Put into perspective, tried so hard to find,
Just for one moment, thought I'd found my way.
Destiny unfolded, I watched it slip away.
Excessive flashpoints, beyond all reach,
Solitary demands for all I'd like to keep.
Let's take a ride out, see what we can find,
A valueless collection of hopes and past desires.
I never realised the lengths I'd have to go,
All the darkest corners of a sense I didn't know.
Just for one moment, I heard somebody call,
Looked beyond the day in hand, there's nothing there at all.
Now that I've realised how it's all gone wrong,
Gotta find some therapy, this treatment takes too long.
Deep in the heart of where sympathy held sway,
Gotta find my destiny, before it gets too late.
-------------------------------------------------------------------------------
Fiz aqui um pequeno jogo de palavras, não sei se o Ian pensou nisso, ou se é pura coincidência, mas aqui fica:
So this is permanence, of what once was love.
Oh how I realised, I watched it slip away.
Excessive flashpoints and past desires.
I never realised, there's nothing there at all.
Now that I've realized, before it gets too late.
Estranha coincidência, não acham?
Então é isso, a permanência - orgulho estraçalhado pelo amor
E aquilo que uma vez foi inocência, virado e deitado de lado
Uma nuvem suspensa sobre mim marca cada momento
No fundo da memória, aquilo que uma vez foi amor
Oh, como acabei por perceber, como eu queria tempo
Colocado em perspectiva, tão difícil de encontrar, eu tentei
Só por um instante, pensei ter encontrado meu caminho
O destino desdobrado - foi o que vi escorrer do meu alcance
Pontos de luz em excesso, além de todo o alcance
Exigências solitárias por tudo que eu gostaria de guardar
Vamos dar um passeio fora daqui, ver o que encontramos
Colecção sem nenhum valor de esperanças e desejos passados
Nunca imaginei as distâncias que teria que percorrer
Todos os cantos mais escuros de um sentido que desconhecia
Só por um instante, ouvi alguém chamar
Olhei para além do dia, que jazia em minha mão
Não há absolutamente nada por lá...
Agora que percebi como tudo dá errado
Tenho de achar alguma terapia, este tratamento é muito prolongado
No fundo do coração do lugar onde a simpatia reinava
Tenho de encontrar meu destino, antes que seja tarde demais...
Prémio a anunciar em recentes edições!
Boa sorte!
E já temos vencedor!
De seu nome Isabel! Parabéns!
O prémio ser-lhe-á enviado por correio.
Obrigado pela vossa participação! (quase nula, mas é normal).
Fica aqui o original, que por acaso é um poema lindo!
Twenty Four Hours (1980)
So this is permanence, love's shattered pride.
What once was innocence, turned on its side.
A cloud hangs over me, marks every move,
Deep in the memory, of what once was love.
Oh how I realised how I wanted time,
Put into perspective, tried so hard to find,
Just for one moment, thought I'd found my way.
Destiny unfolded, I watched it slip away.
Excessive flashpoints, beyond all reach,
Solitary demands for all I'd like to keep.
Let's take a ride out, see what we can find,
A valueless collection of hopes and past desires.
I never realised the lengths I'd have to go,
All the darkest corners of a sense I didn't know.
Just for one moment, I heard somebody call,
Looked beyond the day in hand, there's nothing there at all.
Now that I've realised how it's all gone wrong,
Gotta find some therapy, this treatment takes too long.
Deep in the heart of where sympathy held sway,
Gotta find my destiny, before it gets too late.
-------------------------------------------------------------------------------
Fiz aqui um pequeno jogo de palavras, não sei se o Ian pensou nisso, ou se é pura coincidência, mas aqui fica:
So this is permanence, of what once was love.
Oh how I realised, I watched it slip away.
Excessive flashpoints and past desires.
I never realised, there's nothing there at all.
Now that I've realized, before it gets too late.
Estranha coincidência, não acham?
quinta-feira, 10 de julho de 2008
A hipótese
E se tivessem só uma hipótese na vossa vida de voltar atrás?
Outro dia ia a caminho das compras e quando lá cheguei tinha-me esquecido da carteira. Pensei: vou usar agora mesmo a hipótese de voltar para trás na vida, numa determinada situação.
E usei. Fiquei todo contente e fiz as compras todas que podia e que não podia. Foi uma sensação por demais magnânima.
Quando voltava para casa, todo contente, atendi o telemóvel, era a minha mulher. Estava todo contente a explicar o que se tinha passado e no meio da grande excitação, não vi uma criança que passava na passadeira. Atropelei-a!
Agora que estou preso penso:
E se eu tivesse nascido dois minutos depois?
E pensei também se seria melhor continuar a dar-me com o Luís. Ele tem um ar um bocado estranho e já me tocou na pila duas vezes....
Estas e outras hipóteses fazem do nosso dia-a-dia uma mão cheia de decisões que de uma forma ou de outra podem influenciar os demais que nos rodeiam. A cada momento que passa, em fracções de segundo, podemos acabar com a vida de alguém, ou até mesmo começar novas vidas.
O que nos levará a pensar que nos podemos arrepender do que quer que seja?
É o facto de termos consciência.
Um cão não vai achar que devia ter tomado outra decisão, porque resolveu fazer uma valente cagada em casa, quando podia ter esperado mais uns minutos ou até mesmo ter chamado à atenção do dono, que estava muito aflito e já não podia mais.
Ora assim sendo, nós, os humanos, mais uma vez os eternos estúpidos, julgamos que podemos alterar o que quer que seja. E mais uma vez chegamos à conclusão que não há hipótese de o fazer. Se fosse possível, seria um caos, parecido com o que vivemos, mas desorganizado. Vejamos exemplos:
O Manuel foi ter com a Filipa, a sua actual namorada, mas antes encontrou a sua ex-namorada, de seu nome Maria, que lhe deu um beijo na boca, mas a Filipa apanhou-os a beijarem-se, isto porque a Filipa resolveu fazer-lhe uma surpresa. Ora bem, há aqui duas coisas. Imaginem que a Filipa ainda tinha a sua hipótese da vida e a ia utilizar, fazendo com que a Maria e ele não se cruzassem. Por seu lado, o Manuel, que também tinha a sua hipótese de vida, usava-a para que a sua amante, de seu nome Carla, o visse beijar a Maria, estando a Filipa, presente e fazendo esta última uma cena de ciúmes.
Vamos analisar pessoa por pessoa, primeiro sem alteração dos factos e depois com a alteração.
1- Manuel:
1.1 - Sem hipótese: O Manuel vai ter com a Filipa, mas a Maria, apanhou-o no meio do caminho, declarou-se de novo a ele, não lhe resistindo, acabando por beija-la.
A Filipa viu e deu um valente soco na Maria, fazendo com que a rapariga não fosse seleccionada para top model do ano.
1.2 – Com hipótese: O Manuel fez com que a Carla, sua amante e que andava a extorquir-lhe dinheiro, o visse a beijar a Maria e a Filipa fizesse uma cena de ciúmes. Este acontecimento fez com que tudo ficasse bem para o lado dele, no que dizia respeito a ele e à Carla, mas tudo mal com as outras duas, coisa que ele poderia resolver, não fosse a Maria ser top model e a Filipa lutadora de Tai condo.
2- Filipa:
2.1 – Sem hipótese: Ela apanhou o Manuel com a sua ex-namorada e deu-lhe um valente soco. Ela foi acusada de agressão à Maria, a qual foi parar ao hospital. Inevitavelmente acabou tudo com o Manuel.
2.1 – Com hipótese: A Filipa fez com que o Táxi onde viajava a Maria se atrasasse dois minutos, evitando que os dois se cruzassem. Assim, a Carla, tinha o caminho livre para puder continuar a extorquir o dinheiro que ela bem entendesse, bem como fez com que a Maria, fosse seleccionada top model do ano. Para a Filipa foi também vantajoso, pois pôde pedir o Manuel em casamento e ele aceitar, fazendo assim com que a Carla passasse a ser amante do Manuel a tempo inteiro.
3- A Carla
3.1 – A Carla, a que extorquia dinheiro ao Manuel, já tinha utilizado a sua hipótese, quando fez uma plástica ao nariz, a qual correu muito mal.
4 – A Maria, é um elemento que o qual eu não quero determinar o seu trajecto de vida, perante este caso, pois teria de envolver mais de 5000 pessoas no texto. Incluindo ao taxista...
Ora bem, podemos fazer aqui um pequeno resumo da matéria dada.
Tendo em conta a frase: “Um bater de asas na China, pode provocar um tremor de terra nos EUA”. Verificamos que, qualquer facto que seja alterado, poderá ter repercussões tão elevadas, que podem ser catastróficas.
Imaginem que na candura das suas 10 primaveras, virgem e feia que nem um Charroco, a suposta futura mãe do Hitler tinha morrido num acidente macabro, envolvendo uma bigorna e um machado medieval, não tendo sobrado nada da pobre coitada... conseguem imaginar o mundo sem o Hitler? Pois é... Seria tudo completamente diferente e talvez, já não existisse humanidade.
Por isso meus amiguinhos, tenham cuidado e tomem bem atenção: “Mais vale uma pomba na mão que duas a voar.”
Ou seja - parem, escutem e vejam.
É um conselho do Ministério da Boa Disposição.
Sejam felizes de vez em quando, ou então quando o cão deixar.
Outro dia ia a caminho das compras e quando lá cheguei tinha-me esquecido da carteira. Pensei: vou usar agora mesmo a hipótese de voltar para trás na vida, numa determinada situação.
E usei. Fiquei todo contente e fiz as compras todas que podia e que não podia. Foi uma sensação por demais magnânima.
Quando voltava para casa, todo contente, atendi o telemóvel, era a minha mulher. Estava todo contente a explicar o que se tinha passado e no meio da grande excitação, não vi uma criança que passava na passadeira. Atropelei-a!
Agora que estou preso penso:
E se eu tivesse nascido dois minutos depois?
E pensei também se seria melhor continuar a dar-me com o Luís. Ele tem um ar um bocado estranho e já me tocou na pila duas vezes....
Estas e outras hipóteses fazem do nosso dia-a-dia uma mão cheia de decisões que de uma forma ou de outra podem influenciar os demais que nos rodeiam. A cada momento que passa, em fracções de segundo, podemos acabar com a vida de alguém, ou até mesmo começar novas vidas.
O que nos levará a pensar que nos podemos arrepender do que quer que seja?
É o facto de termos consciência.
Um cão não vai achar que devia ter tomado outra decisão, porque resolveu fazer uma valente cagada em casa, quando podia ter esperado mais uns minutos ou até mesmo ter chamado à atenção do dono, que estava muito aflito e já não podia mais.
Ora assim sendo, nós, os humanos, mais uma vez os eternos estúpidos, julgamos que podemos alterar o que quer que seja. E mais uma vez chegamos à conclusão que não há hipótese de o fazer. Se fosse possível, seria um caos, parecido com o que vivemos, mas desorganizado. Vejamos exemplos:
O Manuel foi ter com a Filipa, a sua actual namorada, mas antes encontrou a sua ex-namorada, de seu nome Maria, que lhe deu um beijo na boca, mas a Filipa apanhou-os a beijarem-se, isto porque a Filipa resolveu fazer-lhe uma surpresa. Ora bem, há aqui duas coisas. Imaginem que a Filipa ainda tinha a sua hipótese da vida e a ia utilizar, fazendo com que a Maria e ele não se cruzassem. Por seu lado, o Manuel, que também tinha a sua hipótese de vida, usava-a para que a sua amante, de seu nome Carla, o visse beijar a Maria, estando a Filipa, presente e fazendo esta última uma cena de ciúmes.
Vamos analisar pessoa por pessoa, primeiro sem alteração dos factos e depois com a alteração.
1- Manuel:
1.1 - Sem hipótese: O Manuel vai ter com a Filipa, mas a Maria, apanhou-o no meio do caminho, declarou-se de novo a ele, não lhe resistindo, acabando por beija-la.
A Filipa viu e deu um valente soco na Maria, fazendo com que a rapariga não fosse seleccionada para top model do ano.
1.2 – Com hipótese: O Manuel fez com que a Carla, sua amante e que andava a extorquir-lhe dinheiro, o visse a beijar a Maria e a Filipa fizesse uma cena de ciúmes. Este acontecimento fez com que tudo ficasse bem para o lado dele, no que dizia respeito a ele e à Carla, mas tudo mal com as outras duas, coisa que ele poderia resolver, não fosse a Maria ser top model e a Filipa lutadora de Tai condo.
2- Filipa:
2.1 – Sem hipótese: Ela apanhou o Manuel com a sua ex-namorada e deu-lhe um valente soco. Ela foi acusada de agressão à Maria, a qual foi parar ao hospital. Inevitavelmente acabou tudo com o Manuel.
2.1 – Com hipótese: A Filipa fez com que o Táxi onde viajava a Maria se atrasasse dois minutos, evitando que os dois se cruzassem. Assim, a Carla, tinha o caminho livre para puder continuar a extorquir o dinheiro que ela bem entendesse, bem como fez com que a Maria, fosse seleccionada top model do ano. Para a Filipa foi também vantajoso, pois pôde pedir o Manuel em casamento e ele aceitar, fazendo assim com que a Carla passasse a ser amante do Manuel a tempo inteiro.
3- A Carla
3.1 – A Carla, a que extorquia dinheiro ao Manuel, já tinha utilizado a sua hipótese, quando fez uma plástica ao nariz, a qual correu muito mal.
4 – A Maria, é um elemento que o qual eu não quero determinar o seu trajecto de vida, perante este caso, pois teria de envolver mais de 5000 pessoas no texto. Incluindo ao taxista...
Ora bem, podemos fazer aqui um pequeno resumo da matéria dada.
Tendo em conta a frase: “Um bater de asas na China, pode provocar um tremor de terra nos EUA”. Verificamos que, qualquer facto que seja alterado, poderá ter repercussões tão elevadas, que podem ser catastróficas.
Imaginem que na candura das suas 10 primaveras, virgem e feia que nem um Charroco, a suposta futura mãe do Hitler tinha morrido num acidente macabro, envolvendo uma bigorna e um machado medieval, não tendo sobrado nada da pobre coitada... conseguem imaginar o mundo sem o Hitler? Pois é... Seria tudo completamente diferente e talvez, já não existisse humanidade.
Por isso meus amiguinhos, tenham cuidado e tomem bem atenção: “Mais vale uma pomba na mão que duas a voar.”
Ou seja - parem, escutem e vejam.
É um conselho do Ministério da Boa Disposição.
Sejam felizes de vez em quando, ou então quando o cão deixar.
quarta-feira, 30 de abril de 2008
Doce Maria
Na caverna funda
Envolta na bruma
O teu manto repousa
Macio como uma raposa
Negro como a noite
Faz-me sofrer de tresnoite
Oiço o teu grito
Sempre aflito
Profundo e carregado de dor
Brutal e avassalador
Sobe as escadas
Penetra como espadas
Ecoa no palácio vazio
Ressoa no casario
À noite apareces
A tua tês escureces
Trazes a cruz
Velas e pus
Espalhas terror
Anseias por amor
Matas como amas
Assim cheia de ganas
És uma doce tentação
Trazes sangue na mão
E no final da matança
Expões a tua façanha
Bem no frio de noitinha
Vens sozinha
Escorrem pela tua face
Lágrimas de embace
O teu amor jaze morto
Ao teu lado está outro
Recolhes à tua campa
Vens manca
Uma seta trespassa a perna
Entras na caverna
Outra o coração
Mais uma na mão
Dormes o sono lento
Trazes o alimento
Vais dormir
Vais partir
Até lá
Mulher má!
Envolta na bruma
O teu manto repousa
Macio como uma raposa
Negro como a noite
Faz-me sofrer de tresnoite
Oiço o teu grito
Sempre aflito
Profundo e carregado de dor
Brutal e avassalador
Sobe as escadas
Penetra como espadas
Ecoa no palácio vazio
Ressoa no casario
À noite apareces
A tua tês escureces
Trazes a cruz
Velas e pus
Espalhas terror
Anseias por amor
Matas como amas
Assim cheia de ganas
És uma doce tentação
Trazes sangue na mão
E no final da matança
Expões a tua façanha
Bem no frio de noitinha
Vens sozinha
Escorrem pela tua face
Lágrimas de embace
O teu amor jaze morto
Ao teu lado está outro
Recolhes à tua campa
Vens manca
Uma seta trespassa a perna
Entras na caverna
Outra o coração
Mais uma na mão
Dormes o sono lento
Trazes o alimento
Vais dormir
Vais partir
Até lá
Mulher má!
segunda-feira, 28 de abril de 2008
Resultados
Resultados dos dois Quizs:
1- ETERNO ANALFABRUTO
O cancioneiro é Tony Carreira.
O titulo original da música é: ETERNO VAGABUNDO!
Eterno Vagabundo
Tony Carreira
Já pensei em parar de correr e acalmar mas não deu
Está em mim querer o mundo, sou um eterno vagabundo
Assim sou eu
REFRÃO:
Sou, sou como sou
Nada mudou, nem vai mudar
Sou, sou como sou
Onde não estou eu quero estar
As paixões para mim quase nunca têm fim nem adeus
No amor sou assim, nunca se cansam de mim
Assim sou eu
REFRÃO
Já pensei ter mulher, ter um lar a condizer, mas não deu
Porque o meu coração é vagabundo até mais não
Assim sou eu
REFRÃO
2- Quando as letras são realmente boas, mesmo traduzidas!
A letra original é dos Bauhaus e a música é tem por título: Crowds
Crowds - Bauhaus
What do you want of me
What do you long from me
A slim Pixie, thin and forlorn
A count, white and drawn
What do you make of me
What can you take from me
Pallid landscapes off my frown
Let me rip you up and down
For you I came to forsake
Lay wide despise and hate
I sing of you in my demented songs
For you and your stimulations
Take what you can of me
Rip what you can off me
And this I'll say to you
And hope that it gets through
You worthless bitch
You fickle shit
You will spit on me
You will make me spit
And when the Judas howl arise
And like the Jesus Jews you epitomize
I'll still be here as strong as you
And I'll walk away in spite of you
And I'll walk away
Away
Walk away
-------------------------------------------------------------------------------------
Não há vencedores.
1- ETERNO ANALFABRUTO
O cancioneiro é Tony Carreira.
O titulo original da música é: ETERNO VAGABUNDO!
Eterno Vagabundo
Tony Carreira
Já pensei em parar de correr e acalmar mas não deu
Está em mim querer o mundo, sou um eterno vagabundo
Assim sou eu
REFRÃO:
Sou, sou como sou
Nada mudou, nem vai mudar
Sou, sou como sou
Onde não estou eu quero estar
As paixões para mim quase nunca têm fim nem adeus
No amor sou assim, nunca se cansam de mim
Assim sou eu
REFRÃO
Já pensei ter mulher, ter um lar a condizer, mas não deu
Porque o meu coração é vagabundo até mais não
Assim sou eu
REFRÃO
2- Quando as letras são realmente boas, mesmo traduzidas!
A letra original é dos Bauhaus e a música é tem por título: Crowds
Crowds - Bauhaus
What do you want of me
What do you long from me
A slim Pixie, thin and forlorn
A count, white and drawn
What do you make of me
What can you take from me
Pallid landscapes off my frown
Let me rip you up and down
For you I came to forsake
Lay wide despise and hate
I sing of you in my demented songs
For you and your stimulations
Take what you can of me
Rip what you can off me
And this I'll say to you
And hope that it gets through
You worthless bitch
You fickle shit
You will spit on me
You will make me spit
And when the Judas howl arise
And like the Jesus Jews you epitomize
I'll still be here as strong as you
And I'll walk away in spite of you
And I'll walk away
Away
Walk away
-------------------------------------------------------------------------------------
Não há vencedores.
quinta-feira, 24 de abril de 2008
Quando as letras são realmente boas, mesmo traduzidas!
Quiz 2!
De quem é esta letra?
"O que queres de mim?
O que esperas de mim?
Um esbelto Pixie, magro e desolado
Uma contagem, branca e desenhando
O que fazes de mim?
O que podes tirar de mim?
Pálidas paisagens do meu franzir de sobrancelhas
Deixa-me rasgar-te de cima a baixo
Por ti eu vim para esquecer
Colocar amplamente desprezo e ódio
Eu canto sobre ti nas minhas músicas doidas
Para ti e para as tuas simulações
Tira o que puderes de mim
Rasgue o que puderes fora de mim
E eu vou dizer isso para ti
E espero que isso se complete
Sua vadia imprestável
Sua inconstante merda
Vais cuspir em mim
E vais-me fazer cuspir
E quando o uivar de Judas surgir
E como os judeus de Jesus vais resumir
Eu continuarei aqui tão forte quanto você
E irei embora a despeito de você
E irei embora
Embora
Irei embora"
Boa sorte!
De quem é esta letra?
"O que queres de mim?
O que esperas de mim?
Um esbelto Pixie, magro e desolado
Uma contagem, branca e desenhando
O que fazes de mim?
O que podes tirar de mim?
Pálidas paisagens do meu franzir de sobrancelhas
Deixa-me rasgar-te de cima a baixo
Por ti eu vim para esquecer
Colocar amplamente desprezo e ódio
Eu canto sobre ti nas minhas músicas doidas
Para ti e para as tuas simulações
Tira o que puderes de mim
Rasgue o que puderes fora de mim
E eu vou dizer isso para ti
E espero que isso se complete
Sua vadia imprestável
Sua inconstante merda
Vais cuspir em mim
E vais-me fazer cuspir
E quando o uivar de Judas surgir
E como os judeus de Jesus vais resumir
Eu continuarei aqui tão forte quanto você
E irei embora a despeito de você
E irei embora
Embora
Irei embora"
Boa sorte!
ETERNO ANALFABRUTO
Quiz 1!
Finalmente chega a este bolg uma lufada de ar fresco vindo dos paises onde não se pode andar de manga curta.
Descobre o cancioneiro.
Esta letra está alterada e a original pretence a um dos cantores mais conhecidos da nossa praça.
De quem é a letra original?
"Já pensei em pensar de correr e cagar mas não deu
Está em mim querer o chuto, sou um eterno analfabruto
Assim sou eu
REFRÃO:
Sou, sou, sou, sou, gago eu sou
Nada mudou, nem vai mudar
Sou, sou, sou , sou gago eu sou
Onde não vou, eu quero estar
Os cagalhões para mim quase nunca têm fim nem adeus
No cagar sou assim, nunca se cansam de mim
Assim sou eu
REFRÃO
Já pensei ter mulher, ter um lar e dizer: esse sofá é meu!
Porque o meu coração é analfabruto até mais não
Assim sou eu
REFRÃO"
Todos os que acertarem, serão premiados com um presente surpresa.
Boa sorte!
Participem!
Finalmente chega a este bolg uma lufada de ar fresco vindo dos paises onde não se pode andar de manga curta.
Descobre o cancioneiro.
Esta letra está alterada e a original pretence a um dos cantores mais conhecidos da nossa praça.
De quem é a letra original?
"Já pensei em pensar de correr e cagar mas não deu
Está em mim querer o chuto, sou um eterno analfabruto
Assim sou eu
REFRÃO:
Sou, sou, sou, sou, gago eu sou
Nada mudou, nem vai mudar
Sou, sou, sou , sou gago eu sou
Onde não vou, eu quero estar
Os cagalhões para mim quase nunca têm fim nem adeus
No cagar sou assim, nunca se cansam de mim
Assim sou eu
REFRÃO
Já pensei ter mulher, ter um lar e dizer: esse sofá é meu!
Porque o meu coração é analfabruto até mais não
Assim sou eu
REFRÃO"
Todos os que acertarem, serão premiados com um presente surpresa.
Boa sorte!
Participem!
terça-feira, 22 de abril de 2008
Espasmos 12
A incrível grelha era de ferro, fundido pelo sol abrasador das três para as três, e tinha duas cavilhas que podiam ser cortadas, mas por razões que nos escapam, ficaram assim durante anos, acumulando ferrugem em grandes quantidades, tal como a erva, que também crescia rapidamente por entre os tijolos de areia, frágeis, e moles como se fossem areia movediça. O Cristo que fazia tricot, era um Cristo grande como a merda, tinha um grande sinal na ponta do nariz, mais parecia uma verruga nojenta que um sinal mal acabado, mas no entanto não era, era uma pitada de merda que tinha caído do céu.
Mete uma coisa na cabeça, se eu quero abrir a lata de atum, nem que a tenha de abrir com os dentes da tua tia-avó. Ela vai ter de abrir, nem que seja hoje, ou amanhã pela fresquinha, vai ter de ser e o que tem de ser tem muita força! Assim força de leão de dentes estragados pelo tempo frio e seco, que nos torna maduros e sem ponta por onde se lhe pegue. São estas folhas que escrevo durante um ataque de velhos ex-combatentes ex-soviéticos de barbas esbranquiçadas, que metem tudo dentro de sacos azuis, que fogem cegos, cheios de malícia e com muito perícia escondem-se dentro de carros cheios de prostitutas do sul da Zimbabué. É uma verdadeira corrida aos preços fortes como o aço, que penetra devagar nas coisas suaves e moles e nos faz transpirar com o calor cheio de gosma e infelicidade por serem todos do mesmo grupo de sangue.
Era uma casa que nem o meu próprio pai gostava de estar, e por mais que houvesse tempo para estar junto com quer que fosse, havia sempre algo que não nos conseguia manter juntos. Estar juntos e próximo era praticamente impossível, era como dois ímanes que se repulsam, de pólos opostos, neste caso, vários. O jantar na mesma mesa era impossível, teria de haver pelo menos dois a três metros de distância entra cada elemento da família. O mais caricato é que eram muito unidos, não conseguiam fazer nada uns sem os outros. Tem famílias que passam dias sem se ver, mas estes não, mantinham-se sempre em grupo. Ir ao cinema era quase impossível, pois ou teriam de ver um filme que tivesse a sala quase vazia, ou então comprar bilhetes para uma sessão normal, teriam de comprar quase dois meses antes. Só havia uma forma de andar de carro. Tiveram de comprar um autocarro suficientemente grande para que todos os elementos da família se pudessem manter com a tal distância. Só havia uma forma de todos estarem próximos. Andando nus. E assim todos quando podiam ficavam nus, mesmo que isso implicasse valentes gripes e faltas de respeito. O desejo de se manterem unidos era muito e assim superior aos problemas de estarem doentes ou incestuosos.
Mete uma coisa na cabeça, se eu quero abrir a lata de atum, nem que a tenha de abrir com os dentes da tua tia-avó. Ela vai ter de abrir, nem que seja hoje, ou amanhã pela fresquinha, vai ter de ser e o que tem de ser tem muita força! Assim força de leão de dentes estragados pelo tempo frio e seco, que nos torna maduros e sem ponta por onde se lhe pegue. São estas folhas que escrevo durante um ataque de velhos ex-combatentes ex-soviéticos de barbas esbranquiçadas, que metem tudo dentro de sacos azuis, que fogem cegos, cheios de malícia e com muito perícia escondem-se dentro de carros cheios de prostitutas do sul da Zimbabué. É uma verdadeira corrida aos preços fortes como o aço, que penetra devagar nas coisas suaves e moles e nos faz transpirar com o calor cheio de gosma e infelicidade por serem todos do mesmo grupo de sangue.
Era uma casa que nem o meu próprio pai gostava de estar, e por mais que houvesse tempo para estar junto com quer que fosse, havia sempre algo que não nos conseguia manter juntos. Estar juntos e próximo era praticamente impossível, era como dois ímanes que se repulsam, de pólos opostos, neste caso, vários. O jantar na mesma mesa era impossível, teria de haver pelo menos dois a três metros de distância entra cada elemento da família. O mais caricato é que eram muito unidos, não conseguiam fazer nada uns sem os outros. Tem famílias que passam dias sem se ver, mas estes não, mantinham-se sempre em grupo. Ir ao cinema era quase impossível, pois ou teriam de ver um filme que tivesse a sala quase vazia, ou então comprar bilhetes para uma sessão normal, teriam de comprar quase dois meses antes. Só havia uma forma de andar de carro. Tiveram de comprar um autocarro suficientemente grande para que todos os elementos da família se pudessem manter com a tal distância. Só havia uma forma de todos estarem próximos. Andando nus. E assim todos quando podiam ficavam nus, mesmo que isso implicasse valentes gripes e faltas de respeito. O desejo de se manterem unidos era muito e assim superior aos problemas de estarem doentes ou incestuosos.
quinta-feira, 13 de março de 2008
De mim, para ti.
O som dos teus lábios nos meus olhos, enche de alegria a alma, ferida, profundo, que se enche de esperança de voltar a sorrir. Sem mentir e sempre cheias de verdade, as conversas, que transbordam fúteis e maduras.
Não se sabe o que o dia trará, saber-se-á que virá devagar. Se trouxer ventos frios e desagradáveis, que nos abalam e mexem com os alicerces, com as fundações, dos edifícios mais altos, que por serem altos, necessitam de estabilidade e não de ventania descontrolada, que os abane à toa e lhes provoquem receio.
Alegre fúria de viver e ser vivido com felicidade, sem amargura, consumindo cada segundo como se fosse o último, mas sem dor e com profunda vontade de ter tudo de uma forma tranquila, como se não tivesse que ser, mas sim, que fizesse parte de ambos, como que naturalmente tudo flúi, havendo uma ligação intemporal, estrondosa, doce, meiga e feliz.
Ai amarga vontade de partir, de sair! Ai doce vontade de estar e ficar!
Como é bom sorrir para o sol dos teus olhos e sentir que tudo vai bem, mesmo quando infundados medos de complicações naturais, rondam como abutres a calma das almas.
Gozar pequenos momentos, todos juntos, em sopros de vida vivida de uma forma intensa e quente, mas ao mesmo tempo sem soluços, nem engasgos, como que fossem sempre acompanhadas pelo doce mel que envolve os momentos e os torna suaves.
Não se sabe o que o dia trará, saber-se-á que virá devagar. Se trouxer ventos frios e desagradáveis, que nos abalam e mexem com os alicerces, com as fundações, dos edifícios mais altos, que por serem altos, necessitam de estabilidade e não de ventania descontrolada, que os abane à toa e lhes provoquem receio.
Alegre fúria de viver e ser vivido com felicidade, sem amargura, consumindo cada segundo como se fosse o último, mas sem dor e com profunda vontade de ter tudo de uma forma tranquila, como se não tivesse que ser, mas sim, que fizesse parte de ambos, como que naturalmente tudo flúi, havendo uma ligação intemporal, estrondosa, doce, meiga e feliz.
Ai amarga vontade de partir, de sair! Ai doce vontade de estar e ficar!
Como é bom sorrir para o sol dos teus olhos e sentir que tudo vai bem, mesmo quando infundados medos de complicações naturais, rondam como abutres a calma das almas.
Gozar pequenos momentos, todos juntos, em sopros de vida vivida de uma forma intensa e quente, mas ao mesmo tempo sem soluços, nem engasgos, como que fossem sempre acompanhadas pelo doce mel que envolve os momentos e os torna suaves.
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008
Uma história muito triste.
Era uma vez uma Dona que tinha uma filha que era muito jovem, mesmo para a idade dela. Andavam sempre juntas, mesmo que isso fosse desagradável para ambas.
Um dia quando tudo indicava que iam ser muito felizes e para sempre, apareceu a Fada Madrinha e disse:
- Pede dois desejos puta!
- Hã?
- Foda-se! És surda?! Não tenho o dia todo pá!
- Que indelicada! Que atrevida!
- Olha lá oh minha grande vaca, pensas que estou aqui porque quero? Achas que eu gosto de estar a aturar pessoas que não têm onde cair mortas e que se agarram à merda de desejos que lhes são pedidos, em vez de serem desejados, ou feitos por vós?
- Que estúpida que a Fada é! – disse para a filha muito jovem.
- Pá! Tenho dias, mas sim, hoje apanhaste-me num dia muito mau e por isso vê se te despachas, OK?!
- Se assim for eu não peço nada! Bruta!
- Ouve lá, mas pensas que estás a falar com quem? Hã?! Eu sou a Fada Madrinha e estou-te a dar uma ordem! Pede a merda dos desejos e JÁ!
- Não vou pedir... já disse que não. Só os peço quando a Fada se dirigir a mim como Fada, não como está a fazer.
- Chavala, anda! Pede! JÁ! A minha paciência tem limites, não abuses!
- Ai que Fada tão mazinha!
- Minha filha, é a vida... agora desembucha!
- Já disse que não vou pedir!
- Vá anda lá...
- Não!
- Tens mesmo de pedir e depois tens de assinar aqui o papel da deslocação, ok?
- Como? Não entendi....
- É como te digo, pede, assina e eu bazo!
- Que modos tão grosseiros para uma Fada.
- São os meus modos, azar!
- Vá-se embora! Não queremos nada consigo! Xô!
- A mim ninguém me enxota! Tu vê lá com quem te metes mulher! Eu tenho poderes muito fortes.
- E eu com isso... não se esqueça que eu tenho dois desejos e eu tenho mais poder que a Fada. Eu posso manda-la para o quinto dos infernos com um só desejo.
- Não eras capaz... e tens dois desejos, por isso se pedires esse desejo primeiro, não puderás pedir o segundo! AHAHAHA!
- Minha querida Fada Madrinha, afinal quero pedir os desejos.
- Finalmente! Já não era sem tempo... Muito bem, venham lá eles.
- Ora cá vão eles: 1º - Quero 150 mil milhões de euros aqui e agora.
- Eu sabia... que fútil... ok. Aqui tens! Zapp! – Num gesto displicente com a varinha, apareceu o dinheiro.
- BEM! QUE LINDO! Pensei que estava a brincar... nunca acreditei que fosse mesmo uma Fada....
- É incrível como és tão burra e estúpida! Claro que sou, se disse que era é por sou, não é?! Oh burra!
- Outra vez essa conversa?! Ainda tenho outro desejo?
- Sim... claro! Porra! És mesmo estúpida.... e surda!
- Muito bem.... 2º - Quero que vás para o quinto dos infernos!
- AHAHAH! Minha amiga, onde pensas que estás??? AHAHAHAHAH!!!
E no meio das gargalhadas maléficas da Fada Madrinha, os gritos lancinantes da mãe e da filha muito jovem...
Moral da história: Desejes o que desejares, nunca o faças com a barriga vazia.
Um dia quando tudo indicava que iam ser muito felizes e para sempre, apareceu a Fada Madrinha e disse:
- Pede dois desejos puta!
- Hã?
- Foda-se! És surda?! Não tenho o dia todo pá!
- Que indelicada! Que atrevida!
- Olha lá oh minha grande vaca, pensas que estou aqui porque quero? Achas que eu gosto de estar a aturar pessoas que não têm onde cair mortas e que se agarram à merda de desejos que lhes são pedidos, em vez de serem desejados, ou feitos por vós?
- Que estúpida que a Fada é! – disse para a filha muito jovem.
- Pá! Tenho dias, mas sim, hoje apanhaste-me num dia muito mau e por isso vê se te despachas, OK?!
- Se assim for eu não peço nada! Bruta!
- Ouve lá, mas pensas que estás a falar com quem? Hã?! Eu sou a Fada Madrinha e estou-te a dar uma ordem! Pede a merda dos desejos e JÁ!
- Não vou pedir... já disse que não. Só os peço quando a Fada se dirigir a mim como Fada, não como está a fazer.
- Chavala, anda! Pede! JÁ! A minha paciência tem limites, não abuses!
- Ai que Fada tão mazinha!
- Minha filha, é a vida... agora desembucha!
- Já disse que não vou pedir!
- Vá anda lá...
- Não!
- Tens mesmo de pedir e depois tens de assinar aqui o papel da deslocação, ok?
- Como? Não entendi....
- É como te digo, pede, assina e eu bazo!
- Que modos tão grosseiros para uma Fada.
- São os meus modos, azar!
- Vá-se embora! Não queremos nada consigo! Xô!
- A mim ninguém me enxota! Tu vê lá com quem te metes mulher! Eu tenho poderes muito fortes.
- E eu com isso... não se esqueça que eu tenho dois desejos e eu tenho mais poder que a Fada. Eu posso manda-la para o quinto dos infernos com um só desejo.
- Não eras capaz... e tens dois desejos, por isso se pedires esse desejo primeiro, não puderás pedir o segundo! AHAHAHA!
- Minha querida Fada Madrinha, afinal quero pedir os desejos.
- Finalmente! Já não era sem tempo... Muito bem, venham lá eles.
- Ora cá vão eles: 1º - Quero 150 mil milhões de euros aqui e agora.
- Eu sabia... que fútil... ok. Aqui tens! Zapp! – Num gesto displicente com a varinha, apareceu o dinheiro.
- BEM! QUE LINDO! Pensei que estava a brincar... nunca acreditei que fosse mesmo uma Fada....
- É incrível como és tão burra e estúpida! Claro que sou, se disse que era é por sou, não é?! Oh burra!
- Outra vez essa conversa?! Ainda tenho outro desejo?
- Sim... claro! Porra! És mesmo estúpida.... e surda!
- Muito bem.... 2º - Quero que vás para o quinto dos infernos!
- AHAHAH! Minha amiga, onde pensas que estás??? AHAHAHAHAH!!!
E no meio das gargalhadas maléficas da Fada Madrinha, os gritos lancinantes da mãe e da filha muito jovem...
Moral da história: Desejes o que desejares, nunca o faças com a barriga vazia.
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
Espasmos 45
Fingi que não podia ser o que tu pensas, sendo o que tu pensas o que podia ser, ou não ser. Se fosse seria, no entanto e assim mais uma vez, deixo aqui escrito neste pedaço de papel parvo, algo que poderás julgar como um desabafo, mas não é. É bem mais que isso, é o expoente máximo de todo o meu ser, ou não ser, pois quem pensa assim calcula-se que seja um perfeito anormal.
Como eu sempre digo, vejamos:
Eu e tu, numa piscina sem fundo. A tua irmã e eu no meio do seu quarto, escuro.
Vêem? É por demais uma questão de ser ou não ser. Nada nem ninguém sabe muito bem o como se deve proceder para dizer mal, ou de uma forma errada proferir O mal, ou até mesmo desdenhar. Mais de resto, são todos anormais, que julgam saber o que cá fazem, mas no fundo da piscina sem fundo, não sabem, nem julgam que ser, é mesmo O ser.
As palavras saltam todas numa poça de sangue grelhado.
Como eu sempre digo, vejamos:
Eu e tu, numa piscina sem fundo. A tua irmã e eu no meio do seu quarto, escuro.
Vêem? É por demais uma questão de ser ou não ser. Nada nem ninguém sabe muito bem o como se deve proceder para dizer mal, ou de uma forma errada proferir O mal, ou até mesmo desdenhar. Mais de resto, são todos anormais, que julgam saber o que cá fazem, mas no fundo da piscina sem fundo, não sabem, nem julgam que ser, é mesmo O ser.
As palavras saltam todas numa poça de sangue grelhado.
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
Dores de dentes
Missiva aberta a cada passagem de nível que o outro faz ver não entende porque pode ir fazer sorrir o passeio de dor amarela, de vertigem agreste e enrugada.
É de facto um processo definitivo introspectivo que é endogénico, é magnifico, no entanto extra passado dos cornos com a variável elevação dos grifos invertidos pelo frio gelado que vem dos cantos dos olhos do búfalo amigo, o povo está no mar a lutar pela vida dos que andam a coçar o rabo do macaco que anda sempre em pé de salsaparrilha que cura os bons dias para si e para o meu cunhado de fresco na madeira crua, dura.
Salvo raros dias em delírio equilibrado pelo vento forte da rua de cima que vinha de todos os lados de Almeida, a aldeia mais íngreme, do país mais chato como a putaça da tia deles os outros, os mesmos que vêm aos pares que cantam juntos unidos pelo umbigo frouxo, laço, largo, imenso e que nada consegue reter, nem o suor que vem do peito de pato assado no forno da minha alma castanha de Espanha e Portugal que não está nada mal esse grande anormal, o Pai Natal.
Vamos ser honestos; o meu grande amigo Filipe Mendes é magro. Se fosse menos, seria uma boa pessoa, assim não mete o dedo onde não é chamado, nem que seja o dedo mais fininho do mundo! O sacana!
A verdade é verdadeira; ao nascer do dia todos nós sabemos que é de dia.
Siga a vida e vá abrir a porta à morte. Ela é muito elegante mas não lava bem os dentes. É uma porquinha.
Ai! Ai!
The end...
É de facto um processo definitivo introspectivo que é endogénico, é magnifico, no entanto extra passado dos cornos com a variável elevação dos grifos invertidos pelo frio gelado que vem dos cantos dos olhos do búfalo amigo, o povo está no mar a lutar pela vida dos que andam a coçar o rabo do macaco que anda sempre em pé de salsaparrilha que cura os bons dias para si e para o meu cunhado de fresco na madeira crua, dura.
Salvo raros dias em delírio equilibrado pelo vento forte da rua de cima que vinha de todos os lados de Almeida, a aldeia mais íngreme, do país mais chato como a putaça da tia deles os outros, os mesmos que vêm aos pares que cantam juntos unidos pelo umbigo frouxo, laço, largo, imenso e que nada consegue reter, nem o suor que vem do peito de pato assado no forno da minha alma castanha de Espanha e Portugal que não está nada mal esse grande anormal, o Pai Natal.
Vamos ser honestos; o meu grande amigo Filipe Mendes é magro. Se fosse menos, seria uma boa pessoa, assim não mete o dedo onde não é chamado, nem que seja o dedo mais fininho do mundo! O sacana!
A verdade é verdadeira; ao nascer do dia todos nós sabemos que é de dia.
Siga a vida e vá abrir a porta à morte. Ela é muito elegante mas não lava bem os dentes. É uma porquinha.
Ai! Ai!
The end...
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008
A história da vida dele
São duas da tarde, estou entediado no quarto triangular. Pensei em tomar uma decisão que iria fazer o meu dia muito mais interessante, mas não a consigo entender. Fui ver se tinha mensagens, não tinha. Isso despoletou uma tremenda dor de cabeça que me fez entender qual a decisão a tomar. Vou ter com a minha amiga Amália. Adoro estar com ela dentro do meu quarto. Sabia que o tráfego de prédios a esta hora era monstruoso e depois do novo sistema de ultra elevação ter-se avariado a semana passada, tudo estaria ainda pior.
Dei uma espreitadela no trânsito. Havia um acidente na prédio-estrada P4. Colisão de um prédio, com semi-casas de 35 andares, contra uma minúscula casa térrea. Seriam cerca de duas horas de caminho. Mas não iria conseguir estar ali em casa por muito mais tempo. Programei sono forçado para duas horas, comuniquei o meu destino e logo de imediato caí no sono.
O sistema de ultra elevação é do mais evoluído de todos, está implementado em duas dúzias de capitais de distrito em todo o país. Neste caso, e porque a cidade é a mais antiga do país, o sistema foi alterado, tendo sofrido graves convulsões de instalação, como por exemplo o facto de não se conseguir estar por mais de três horas dentro do buracadeiro de pilares, visto que o ar na parte inferior da cidade é mortal. Já há muito que só vivem ser vivos nas plataformas superiores. A plataforma quinze é a mais cara. As maqualteradas, são as únicas coisas que vivem no piso ao nível do “solo”. São alimentadas por dejectos vindos das plataformas superiores.
O sistema que tinha custado quatro mil milhões de toneladas de milho roxo, estava agora parado e não havia grande esperança de o voltar a colocar em bom funcionamento. Este sistema permitia que uma casa, dentro de um edifício, fosse separada em várias divisões podendo assim haver maior circulação nos corredores mais estreitos. Assim, com essa separação, todo o tráfego fazia-se bem melhor. Casas, prédios, semi-prédios, etc., poderiam circular de uma forma dividida por todos os itinerários alternativos. Nos primórdios já tinha havido um grande avanço com a separação da casa do edifício, havendo assim uma mobilidade muito maior e também a construção de edifícios maiores e mais altos.
Cheguei à hora programada. A manga deslizou e acostou na porta da Amália. Ainda demorou alguns segundos a abrir a porta, mas por fim deu o ar da sua graça lá do alto do seu metro a trinta. Disse olá e acenou com a mão. Deslizei pela passadeira da manga até à porta. A manga dela era bem mais agradável que a minha. Tinha projecções de explosões lindas! Uma das minhas favoritas era da explosão da torre Eiffel, em 2084, por um grupo de atrasados mentais que julgavam que o monumento fazia parte duma das antenas de comunicação do planeta KU75W da constelação Adrega. A explosão é linda! É hoje o símbolo da nova nação para a construção dum novo país no subsolo. Anolanda. Nunca lá fui, mas a Amália tinha lá muitos amigos cheios de cicatrizes na nuca. Era sinal que bebiam muito sumo de alperce, muito apreciado naquela terra. Os concentrados de alperce, em conjunção com os vapores libertados pelo subsolo, são inebriantes e funcionam como uma droga alcalina.
Mal entrei na casa senti o cheiro típico de refogado de morsa. O cheiro é nauseabundo, mas pouco intenso. As morsas, desde a sua quase extinção, passaram a ser cultivadas em cativeiro e é uma das dietas mais utilizadas pelas pessoas que se movem pouco, ou seja, as pessoas que têm pernas com quinze centímetros. São oriundas da zona centro/sul do ex-continente Europa. Eu adorava morsa na brasa e ela sabia.
Desde que foi implementado o serviço de quero-ir-e-não-preciso-dizer-se-posso-so-tenho-de-dizer-que-vou, que todos nós sabíamos quem lá vinha, como vinha e quando, podendo recusar também a visita, fazendo com que o requisitante ficasse com vontade de evacuar muito. Um serviço quase gratuito. Por apenas duas beterrabas e meia por mês, tinha-se este serviço.
Hiper desloquei-me até ao local de lavagens. Hoje não sei porque, estava com menos radiação que o costume, mas mesmo assim pedi a lavagem Zing. Logo de seguida em hiper deslocação, fiz-me chegar à sala das calorias e ingeri o que podia e mais gostava.
O tipo de alimentação utilizado nestes centros sociais era todo à base de comida falsa. Toda a comida era processada com a finalidade de não provocar qualquer tipo de risco para a saúde das pessoas com quem se estava. Este tipo de sistema fez com que nada nem ninguém pudesse comer sozinho, mesmo pessoas que nunca tenham trocado fluidos.
A alta radiação fazia com que todo o tipo de conversa na rua, fosse feita só dentro de pequenos círculos que flutuavam por toda a cidade. Abrir a boca no exterior, ou a caminho seja de onde fosse, seria um desastre territorial imenso. Assim, os vários níveis de lavagem eram determinantes para o bom funcionamento das regras de sobrevivência. Desde a Alça, passado pelo Zing e a mais potente, a Frust, tornavam todo o corpo mais saudável e com menos probabilidades de apodrecer.
Passados quarenta e três minutos, tempo calculado para a minha refeição, efectuei algo que já tinha saudades. Vomitei, coloquei tudo no misturador de moléculas e fiz o meu gato. Comi-o com o sorriso nos lábios. Ainda levei uma penalização, por não ter informado que iria tomar aquele tipo de atitude e assim demorei mais tempo do que se tinha calculado. Odeio ser penalizado! Desta vez custou-me uma pêra podre, muito apreciada na casa dos Almeida.
Após ter engolido o resto do meu gato-alimentar, masturbei-me, penetrei na Amália, arrotei e por fim bebi água azul. Estava satisfeito. Falei mais uns quatro minutos e um quarto com a minha querida Amália e voltei para o meu bairro. Tinham reparado o sistema de elevação, mas azarento como sou, como tinha trazido a casa, não pude utilizar o sistema. Ainda para mais neste momento não é necessário despender qualquer tipo pagamento. Estas borlas eram atribuídas porque os sistemas tinham sido implementados há pouco tempo, não havendo assim responsabilidade de qualquer tipo de acidente. Mais uma hora e três minutos e estava de novo em casa.
Mal cheguei a casa dormi mais dez horas e fui para o trabalho.
No dia seguinte reparei que podia muito bem ir a pé, pois ainda tinha uns créditos extra que consegui na lotaria do segundo dia do mês trinta e quatro. Fiz-me ao caminho, a longa caminhada de sete minutos seria extenuante e estonteante. Procurei ir o mais rápido possível, para que a fraqueza não me atacasse e ficasse a meio caminho. Passados quatro minutos encontrei-me com a minha amiga Amália. Fiquei estupefacto, pois como poderia ser possível estarmos ali os dois a caminhar a pé? A Amália não caminhava há pelo menos dois séculos e eu ia pelo mesmo caminho. Só poderia ter um significado este encontro: sexo. Fizemos durante treze dias. No final estávamos com muita fome, pois não tínhamos comido nada, nem nos tínhamos lavado. Os nossos corpos estavam a atingir a o cheiro morsa e a putrefacção era esquivamente a três anos a conviver com gentes do norte.
“Quem quer que vivesse debaixo de uma certa influência paranóica teria de fazer todo os dias umas valentes bolas de ranho e distribuir por todo a província montado em camelos alados, armado de varapaus até ao olhos” Nota tirada do manual do bom homem do norte quente. Este tipo de sujeitos eram os habitantes do norte do pais, dai a comparação estes e os habitantes de cada região. Já os habitantes do sul eram mais estranhos e usavam coisas na cabeça para se tornarem mais influentes nas padarias de pão cru. Altamente complexos, por serem todos amigos do inimigo, era muito complicado ter qualquer tipo de conversa permanente, durante mais de quinze minutos. Ex: Eu sou o primeiro a ter que inventar algo para não estar a pensar o que podem fazer por mim. Que achas disto amigo (inimigo)?
Por este exemplo podem ver como é complexa a forma de agir destas gentes. Só uma das cidades do sul detinha condições para a realização de desporto, de qualquer forma possível e imaginária.
Após o grande deserto de sexo passado com a minha amiga Amália, passei mais três minutos a pé e fui trabalhar.
O meu trabalho era muito parecido com o que todos faziam na bimetropole. Este grande centro de pessoas que nada faziam e tudo queriam ter, desenvolviam trabalhos altamente avançados, tão avançados que nem os próprios sabiam o que faziam. No entanto era de tal forma avançado que o trabalho aparecia feito. E porquê? Fácil! Há sempre meia dúzia de indivíduos, que normalmente são atarracados, que desenvolvem trabalhos altamente qualificados e que produzem tudo. Os outros, nem sequer mandavam em nada, não tinham chefes, eram pura e simplesmente parasitas. Eu fazia parte das pessoas parasitas. Era muito bom.
Naquele dia e por uma razão verdadeiramente simpática, tinha quatro garrafas de Grinfos. Bebida muito utilizada para a cura das borbulhas nos pés, era também um grande inibidor de pulgas nos sovacos. Sentei-me, mexi nos papeis e fui-me embora. Estava cansado. Passados três dias e meio viria para mexer em mais meia dúzia de papéis. Levei as garrafitas e fui-me embora.
No dia seguinte entrei de férias. Estava tudo combinado, iria de férias para morrer. Já tinha lá estado uns três ou quatro mês, não me recordo bem. O problema destas férias é o facto de nunca se saber ao certo quanto tempo se vai lá ficar. Era muito divertido! Durante o tempo que lá estamos podemos fazer coisas incríveis. Não vou dizer pois tenho vergonha.
A minha vizinha era muito amiga da outra, que morava no prédio ao lado e passava os dias a deslocar-se pela manga. Eu que estava sempre atento, uma das vezes consegui uma boleia na manga dela e conheci a amiga. Ambas bateram-me como era de esperar. Convidei ambas para um mês de morte. Só a mais alta acedeu ao meu pedido. A outra quis lá ficar mais tempo, mas eu não podia, pois tinha usado todos os meus caramelos de verdemã, que eram necessários para passar mais dias em morte. Desta vez ia ser de arromba, tinha juntado cerca de dezassete caramelos, estava cheio de sorte e muito feliz, ainda para mais ia com duas amigas que não gostam de sexo encaracolado.
Em tempo de paz todo o povo da Ingrícia, província alagada pelos grandes degelos do aquecimento provocado pelas lareiras iónicas, passavam muito tempo em suspensão e em largos campos de férias. O ar era rarefeito e pouco se podia fazer, já a temperatura era tão inferior a zero, que nem se conseguia contar. As pessoas passavam longas horas deitadas umas com as outras e rebolavam muito, faziam muitas cócegas nas palmas das mãos com penas de abutre verde. Era muito divertido.
Em duas ou três ocasiões do ano, os grandes senhores das terras inférteis, juntavam-se todos em casa do grande Director Supremo e falavam, congeminavam, palravam, emborcavam e suspiravam muito também. Nestas reuniões, para além do que já foi dito, também eram decididos quais os caminhos da nação. Sendo estes senhores os responsáveis máximos do poder mais alto das coisas que não interessam, podiam tomar qualquer de decisão que teria de passar por toda a burocracia possível e imaginária, demorando mais tempo que cada um deles pudesse viver. Assim, as decisões eram tomadas à mesma, mas as realmente importantes, eram tomadas de repente e pela senhora que faz arquivo. Esta informação era ultra secreta. Só duas pessoas sabiam; a mãe, que já tinha padecido e a avó, que não sabia se estava viva, ou não. Altas decisões eram tomadas do alto daquele edifício, no último andar, enquanto arquivava coisas sem nexo.
Voltei de férias e não sabia como pegar no trabalho, por isso não fui ver os novos horários e fiz os antigos. Fui logo colocado em sítios que ninguém queria ficar. Aí sim, trabalhei como nunca. Foi muito divertido. Passei a achar que era uma pessoa. Os outros olhavam-me com desdém e não falavam comigo eu achava isso muito giro e fiz um pequeno jogo. A cada vez que alguém me olhasse de forma diferente, dava-lhes um bombom. Assim podia ficar mais tranquilo comigo e achar que era uma pessoa válida.
Dois dias daquilo e apaixonei-me pela mulher do arquivo. Seria a última coisa que me podia ter acontecido. Esta pessoa era muito pouco importante na empresa e de nada me iria servir estar assim desta forma pela cachopa. Era linda, bela. Estava verdadeiramente embeiçado. Mudei de casa, que nos dias que corriam demorava uma tarde e passei a morar mais longe da casa da Amália. Ela ainda reclamou durante uns tempos, mas depois dei-lhe um urso pular e ficou mais satisfeita.
Estava a viver o amor da minha vida e tinha o emprego mais estúpido do planeta. Era neste momento muito feliz.
Passados três anos, falámos em filhos, mas ela não entendeu e foi ter com o meu pai para perguntar se tinha sido bom pai. Falámos de novo e só aí entendi que o problema era mais grave. Tinha casado com a responsável do país. Fiz então as malas e mudei-me para o palácio das pessoas. Aí fui ainda mais feliz, pois podia ter todo o tipo de coisas que para nada me serviam, mas que me faziam ser parvo. A minha querida mulher, sempre bela e sem tempo para mim, arquivava sozinha e dava uma larachas. Falava muito sozinha.
As gerações mais recentes queriam ser mais intervenientes e empenhadas em destruir o que se tinha feito até então e voltar a construir de novo. Este dogma Anárquico fora introduzido por um grande pensador de todos os tempo esquecidos e onde se podia pisar o chão virgem, que na altura estudava uma forma de errar sempre sem ser apanhado. Todos os jovens estavam encantados com estes ensinamentos. Seguiam à risca o que este anormal tinha pensado. Era muito complicado conviver com eles, pois qualquer coisa que fosse dita, gritavam sempre em resposta: Apre!
Isto é extremamente desconcertante. Algo foi feito para combater este flagelo. A mesma palavra passou a fazer parte de um conjunto de palavras mudas. Ou seja, quando proferidas não faziam qualquer tipo de sentido. Assim, o velho Apre, deu lugar a: .... . Foi muito bom e viveram todos muito felizes.
Às portas da morte finalmente consegui falar com o meu padre de crisma. Foi muito interessante saber que ele não gostava das mesmas comidas que eu. Morri a saber a carne de porco no forno macrobiótico. Muito bom, em especial nos dias pequenos.
Foi muito divertido.
Dei uma espreitadela no trânsito. Havia um acidente na prédio-estrada P4. Colisão de um prédio, com semi-casas de 35 andares, contra uma minúscula casa térrea. Seriam cerca de duas horas de caminho. Mas não iria conseguir estar ali em casa por muito mais tempo. Programei sono forçado para duas horas, comuniquei o meu destino e logo de imediato caí no sono.
O sistema de ultra elevação é do mais evoluído de todos, está implementado em duas dúzias de capitais de distrito em todo o país. Neste caso, e porque a cidade é a mais antiga do país, o sistema foi alterado, tendo sofrido graves convulsões de instalação, como por exemplo o facto de não se conseguir estar por mais de três horas dentro do buracadeiro de pilares, visto que o ar na parte inferior da cidade é mortal. Já há muito que só vivem ser vivos nas plataformas superiores. A plataforma quinze é a mais cara. As maqualteradas, são as únicas coisas que vivem no piso ao nível do “solo”. São alimentadas por dejectos vindos das plataformas superiores.
O sistema que tinha custado quatro mil milhões de toneladas de milho roxo, estava agora parado e não havia grande esperança de o voltar a colocar em bom funcionamento. Este sistema permitia que uma casa, dentro de um edifício, fosse separada em várias divisões podendo assim haver maior circulação nos corredores mais estreitos. Assim, com essa separação, todo o tráfego fazia-se bem melhor. Casas, prédios, semi-prédios, etc., poderiam circular de uma forma dividida por todos os itinerários alternativos. Nos primórdios já tinha havido um grande avanço com a separação da casa do edifício, havendo assim uma mobilidade muito maior e também a construção de edifícios maiores e mais altos.
Cheguei à hora programada. A manga deslizou e acostou na porta da Amália. Ainda demorou alguns segundos a abrir a porta, mas por fim deu o ar da sua graça lá do alto do seu metro a trinta. Disse olá e acenou com a mão. Deslizei pela passadeira da manga até à porta. A manga dela era bem mais agradável que a minha. Tinha projecções de explosões lindas! Uma das minhas favoritas era da explosão da torre Eiffel, em 2084, por um grupo de atrasados mentais que julgavam que o monumento fazia parte duma das antenas de comunicação do planeta KU75W da constelação Adrega. A explosão é linda! É hoje o símbolo da nova nação para a construção dum novo país no subsolo. Anolanda. Nunca lá fui, mas a Amália tinha lá muitos amigos cheios de cicatrizes na nuca. Era sinal que bebiam muito sumo de alperce, muito apreciado naquela terra. Os concentrados de alperce, em conjunção com os vapores libertados pelo subsolo, são inebriantes e funcionam como uma droga alcalina.
Mal entrei na casa senti o cheiro típico de refogado de morsa. O cheiro é nauseabundo, mas pouco intenso. As morsas, desde a sua quase extinção, passaram a ser cultivadas em cativeiro e é uma das dietas mais utilizadas pelas pessoas que se movem pouco, ou seja, as pessoas que têm pernas com quinze centímetros. São oriundas da zona centro/sul do ex-continente Europa. Eu adorava morsa na brasa e ela sabia.
Desde que foi implementado o serviço de quero-ir-e-não-preciso-dizer-se-posso-so-tenho-de-dizer-que-vou, que todos nós sabíamos quem lá vinha, como vinha e quando, podendo recusar também a visita, fazendo com que o requisitante ficasse com vontade de evacuar muito. Um serviço quase gratuito. Por apenas duas beterrabas e meia por mês, tinha-se este serviço.
Hiper desloquei-me até ao local de lavagens. Hoje não sei porque, estava com menos radiação que o costume, mas mesmo assim pedi a lavagem Zing. Logo de seguida em hiper deslocação, fiz-me chegar à sala das calorias e ingeri o que podia e mais gostava.
O tipo de alimentação utilizado nestes centros sociais era todo à base de comida falsa. Toda a comida era processada com a finalidade de não provocar qualquer tipo de risco para a saúde das pessoas com quem se estava. Este tipo de sistema fez com que nada nem ninguém pudesse comer sozinho, mesmo pessoas que nunca tenham trocado fluidos.
A alta radiação fazia com que todo o tipo de conversa na rua, fosse feita só dentro de pequenos círculos que flutuavam por toda a cidade. Abrir a boca no exterior, ou a caminho seja de onde fosse, seria um desastre territorial imenso. Assim, os vários níveis de lavagem eram determinantes para o bom funcionamento das regras de sobrevivência. Desde a Alça, passado pelo Zing e a mais potente, a Frust, tornavam todo o corpo mais saudável e com menos probabilidades de apodrecer.
Passados quarenta e três minutos, tempo calculado para a minha refeição, efectuei algo que já tinha saudades. Vomitei, coloquei tudo no misturador de moléculas e fiz o meu gato. Comi-o com o sorriso nos lábios. Ainda levei uma penalização, por não ter informado que iria tomar aquele tipo de atitude e assim demorei mais tempo do que se tinha calculado. Odeio ser penalizado! Desta vez custou-me uma pêra podre, muito apreciada na casa dos Almeida.
Após ter engolido o resto do meu gato-alimentar, masturbei-me, penetrei na Amália, arrotei e por fim bebi água azul. Estava satisfeito. Falei mais uns quatro minutos e um quarto com a minha querida Amália e voltei para o meu bairro. Tinham reparado o sistema de elevação, mas azarento como sou, como tinha trazido a casa, não pude utilizar o sistema. Ainda para mais neste momento não é necessário despender qualquer tipo pagamento. Estas borlas eram atribuídas porque os sistemas tinham sido implementados há pouco tempo, não havendo assim responsabilidade de qualquer tipo de acidente. Mais uma hora e três minutos e estava de novo em casa.
Mal cheguei a casa dormi mais dez horas e fui para o trabalho.
No dia seguinte reparei que podia muito bem ir a pé, pois ainda tinha uns créditos extra que consegui na lotaria do segundo dia do mês trinta e quatro. Fiz-me ao caminho, a longa caminhada de sete minutos seria extenuante e estonteante. Procurei ir o mais rápido possível, para que a fraqueza não me atacasse e ficasse a meio caminho. Passados quatro minutos encontrei-me com a minha amiga Amália. Fiquei estupefacto, pois como poderia ser possível estarmos ali os dois a caminhar a pé? A Amália não caminhava há pelo menos dois séculos e eu ia pelo mesmo caminho. Só poderia ter um significado este encontro: sexo. Fizemos durante treze dias. No final estávamos com muita fome, pois não tínhamos comido nada, nem nos tínhamos lavado. Os nossos corpos estavam a atingir a o cheiro morsa e a putrefacção era esquivamente a três anos a conviver com gentes do norte.
“Quem quer que vivesse debaixo de uma certa influência paranóica teria de fazer todo os dias umas valentes bolas de ranho e distribuir por todo a província montado em camelos alados, armado de varapaus até ao olhos” Nota tirada do manual do bom homem do norte quente. Este tipo de sujeitos eram os habitantes do norte do pais, dai a comparação estes e os habitantes de cada região. Já os habitantes do sul eram mais estranhos e usavam coisas na cabeça para se tornarem mais influentes nas padarias de pão cru. Altamente complexos, por serem todos amigos do inimigo, era muito complicado ter qualquer tipo de conversa permanente, durante mais de quinze minutos. Ex: Eu sou o primeiro a ter que inventar algo para não estar a pensar o que podem fazer por mim. Que achas disto amigo (inimigo)?
Por este exemplo podem ver como é complexa a forma de agir destas gentes. Só uma das cidades do sul detinha condições para a realização de desporto, de qualquer forma possível e imaginária.
Após o grande deserto de sexo passado com a minha amiga Amália, passei mais três minutos a pé e fui trabalhar.
O meu trabalho era muito parecido com o que todos faziam na bimetropole. Este grande centro de pessoas que nada faziam e tudo queriam ter, desenvolviam trabalhos altamente avançados, tão avançados que nem os próprios sabiam o que faziam. No entanto era de tal forma avançado que o trabalho aparecia feito. E porquê? Fácil! Há sempre meia dúzia de indivíduos, que normalmente são atarracados, que desenvolvem trabalhos altamente qualificados e que produzem tudo. Os outros, nem sequer mandavam em nada, não tinham chefes, eram pura e simplesmente parasitas. Eu fazia parte das pessoas parasitas. Era muito bom.
Naquele dia e por uma razão verdadeiramente simpática, tinha quatro garrafas de Grinfos. Bebida muito utilizada para a cura das borbulhas nos pés, era também um grande inibidor de pulgas nos sovacos. Sentei-me, mexi nos papeis e fui-me embora. Estava cansado. Passados três dias e meio viria para mexer em mais meia dúzia de papéis. Levei as garrafitas e fui-me embora.
No dia seguinte entrei de férias. Estava tudo combinado, iria de férias para morrer. Já tinha lá estado uns três ou quatro mês, não me recordo bem. O problema destas férias é o facto de nunca se saber ao certo quanto tempo se vai lá ficar. Era muito divertido! Durante o tempo que lá estamos podemos fazer coisas incríveis. Não vou dizer pois tenho vergonha.
A minha vizinha era muito amiga da outra, que morava no prédio ao lado e passava os dias a deslocar-se pela manga. Eu que estava sempre atento, uma das vezes consegui uma boleia na manga dela e conheci a amiga. Ambas bateram-me como era de esperar. Convidei ambas para um mês de morte. Só a mais alta acedeu ao meu pedido. A outra quis lá ficar mais tempo, mas eu não podia, pois tinha usado todos os meus caramelos de verdemã, que eram necessários para passar mais dias em morte. Desta vez ia ser de arromba, tinha juntado cerca de dezassete caramelos, estava cheio de sorte e muito feliz, ainda para mais ia com duas amigas que não gostam de sexo encaracolado.
Em tempo de paz todo o povo da Ingrícia, província alagada pelos grandes degelos do aquecimento provocado pelas lareiras iónicas, passavam muito tempo em suspensão e em largos campos de férias. O ar era rarefeito e pouco se podia fazer, já a temperatura era tão inferior a zero, que nem se conseguia contar. As pessoas passavam longas horas deitadas umas com as outras e rebolavam muito, faziam muitas cócegas nas palmas das mãos com penas de abutre verde. Era muito divertido.
Em duas ou três ocasiões do ano, os grandes senhores das terras inférteis, juntavam-se todos em casa do grande Director Supremo e falavam, congeminavam, palravam, emborcavam e suspiravam muito também. Nestas reuniões, para além do que já foi dito, também eram decididos quais os caminhos da nação. Sendo estes senhores os responsáveis máximos do poder mais alto das coisas que não interessam, podiam tomar qualquer de decisão que teria de passar por toda a burocracia possível e imaginária, demorando mais tempo que cada um deles pudesse viver. Assim, as decisões eram tomadas à mesma, mas as realmente importantes, eram tomadas de repente e pela senhora que faz arquivo. Esta informação era ultra secreta. Só duas pessoas sabiam; a mãe, que já tinha padecido e a avó, que não sabia se estava viva, ou não. Altas decisões eram tomadas do alto daquele edifício, no último andar, enquanto arquivava coisas sem nexo.
Voltei de férias e não sabia como pegar no trabalho, por isso não fui ver os novos horários e fiz os antigos. Fui logo colocado em sítios que ninguém queria ficar. Aí sim, trabalhei como nunca. Foi muito divertido. Passei a achar que era uma pessoa. Os outros olhavam-me com desdém e não falavam comigo eu achava isso muito giro e fiz um pequeno jogo. A cada vez que alguém me olhasse de forma diferente, dava-lhes um bombom. Assim podia ficar mais tranquilo comigo e achar que era uma pessoa válida.
Dois dias daquilo e apaixonei-me pela mulher do arquivo. Seria a última coisa que me podia ter acontecido. Esta pessoa era muito pouco importante na empresa e de nada me iria servir estar assim desta forma pela cachopa. Era linda, bela. Estava verdadeiramente embeiçado. Mudei de casa, que nos dias que corriam demorava uma tarde e passei a morar mais longe da casa da Amália. Ela ainda reclamou durante uns tempos, mas depois dei-lhe um urso pular e ficou mais satisfeita.
Estava a viver o amor da minha vida e tinha o emprego mais estúpido do planeta. Era neste momento muito feliz.
Passados três anos, falámos em filhos, mas ela não entendeu e foi ter com o meu pai para perguntar se tinha sido bom pai. Falámos de novo e só aí entendi que o problema era mais grave. Tinha casado com a responsável do país. Fiz então as malas e mudei-me para o palácio das pessoas. Aí fui ainda mais feliz, pois podia ter todo o tipo de coisas que para nada me serviam, mas que me faziam ser parvo. A minha querida mulher, sempre bela e sem tempo para mim, arquivava sozinha e dava uma larachas. Falava muito sozinha.
As gerações mais recentes queriam ser mais intervenientes e empenhadas em destruir o que se tinha feito até então e voltar a construir de novo. Este dogma Anárquico fora introduzido por um grande pensador de todos os tempo esquecidos e onde se podia pisar o chão virgem, que na altura estudava uma forma de errar sempre sem ser apanhado. Todos os jovens estavam encantados com estes ensinamentos. Seguiam à risca o que este anormal tinha pensado. Era muito complicado conviver com eles, pois qualquer coisa que fosse dita, gritavam sempre em resposta: Apre!
Isto é extremamente desconcertante. Algo foi feito para combater este flagelo. A mesma palavra passou a fazer parte de um conjunto de palavras mudas. Ou seja, quando proferidas não faziam qualquer tipo de sentido. Assim, o velho Apre, deu lugar a: .... . Foi muito bom e viveram todos muito felizes.
Às portas da morte finalmente consegui falar com o meu padre de crisma. Foi muito interessante saber que ele não gostava das mesmas comidas que eu. Morri a saber a carne de porco no forno macrobiótico. Muito bom, em especial nos dias pequenos.
Foi muito divertido.
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
Soltas 23
Corto a tua memória com uma faca, mas depois não me venhas com a história que não me conheces.
3+3=6+3=9?
À noite nada pode falhar, senão não tinha tomado banho. Não achas Catarina?
Já nos vimos no outro dia. A nódoa continua na mesma.
A estrela que brilha sem se ver, o riso que se ouve sem se ouvir, e tu?
Roxinól da Cova da Piedade, nem consigo cantar ao luar, para que eu não te possa penetrar. (muito má!)
Tenho que convencer alguém a mergulhar no Oceano profundo.
Cego de barulho, cheiro-te de dia, mas sinto-te como uma tarte de amora.
A seta que acerta na testa, durante a minha sesta. Para a próxima fodo-te a tromba!
Olha e desolha o olho que enrola, durante a noite toda, sou capaz de amar.
Amanhã a terra vai cheirar a fogo. Hoje cheira a mar.
Mais que uma nave, uma árvore, uma passagem para algo que não compreendes. Então para quê falar nisso?
Mustang sem gasolina!
A água está muito parada, quieta, linda, espelho que reflecte a alma que quem passa, mas tu não estás lá!
Se estás ai, vem cá, vá lá, não te acanhes!
Porque tenho a mania que tudo quero, nada consigo ter.
GRETA!!!
A luz que se vê ao fundo do tunel é roxa, odeio mesmo essa cor!
Vem de fora, vem sozinho, mas trás uma vida, pena que não sabe cantar. Com essa voz de cana rachada seria uma bela MERDA!!!
Quem os entende, tem de ser como eles!
Grita-se guerra a tudo o que não interessa.
Na mesa dois litros de bagaço, mas não tenho boca para encher.
Mesa de chá.
O medo de te ter é comparável a algo que nem Deus iria compreender.
Mexe devagar no ar, assim não se sente o meu cheiro.
What a fuck is money doing here?!
A gaveta do meu amário está vazia, preciso de algo para a encher.
Vomitei.
Quanto mais te vejo mais te quero matar!
Sandes mistas de sangue e suor.
Finura...
3+3=6+3=9?
À noite nada pode falhar, senão não tinha tomado banho. Não achas Catarina?
Já nos vimos no outro dia. A nódoa continua na mesma.
A estrela que brilha sem se ver, o riso que se ouve sem se ouvir, e tu?
Roxinól da Cova da Piedade, nem consigo cantar ao luar, para que eu não te possa penetrar. (muito má!)
Tenho que convencer alguém a mergulhar no Oceano profundo.
Cego de barulho, cheiro-te de dia, mas sinto-te como uma tarte de amora.
A seta que acerta na testa, durante a minha sesta. Para a próxima fodo-te a tromba!
Olha e desolha o olho que enrola, durante a noite toda, sou capaz de amar.
Amanhã a terra vai cheirar a fogo. Hoje cheira a mar.
Mais que uma nave, uma árvore, uma passagem para algo que não compreendes. Então para quê falar nisso?
Mustang sem gasolina!
A água está muito parada, quieta, linda, espelho que reflecte a alma que quem passa, mas tu não estás lá!
Se estás ai, vem cá, vá lá, não te acanhes!
Porque tenho a mania que tudo quero, nada consigo ter.
GRETA!!!
A luz que se vê ao fundo do tunel é roxa, odeio mesmo essa cor!
Vem de fora, vem sozinho, mas trás uma vida, pena que não sabe cantar. Com essa voz de cana rachada seria uma bela MERDA!!!
Quem os entende, tem de ser como eles!
Grita-se guerra a tudo o que não interessa.
Na mesa dois litros de bagaço, mas não tenho boca para encher.
Mesa de chá.
O medo de te ter é comparável a algo que nem Deus iria compreender.
Mexe devagar no ar, assim não se sente o meu cheiro.
What a fuck is money doing here?!
A gaveta do meu amário está vazia, preciso de algo para a encher.
Vomitei.
Quanto mais te vejo mais te quero matar!
Sandes mistas de sangue e suor.
Finura...
sexta-feira, 18 de janeiro de 2008
quarta-feira, 9 de janeiro de 2008
Sr. Barros
A vingança do careca.
Eram cerca das dezassete e trinta quando o carteiro trouxe a alegre notícia ao Sr. Barros. Tinha sido escolhido para uma experiência da agência. Ligou de imediato ao avô, que morava na localidade mais próxima e que não sabia que o seu neto era um vigarista de primeira.
- Avô?!
- Sim meu netinho querido…
- Vou viajar!
- Ai sim? E eu com isso…
Mal desligou a chamada fez duas malas bem pequenas, pois não gosta de andar com muita bagagem e pôs-se a caminho. Foi de autocarro, depois de metro e por fim, a pé. Foram uns longos cinquenta e cinco minutos. Como não estava habituado a viagens desta envergadura, levou o lençol de banho para se assoar entre cada paragem.
Não era uma pessoa alta, mas também não muito gorda, talvez por ser assim baixo e pouco magro, não se considerava uma pessoa gira, mas sim uma pessoa encravada. Fazia-se sempre acompanhar por um cesta de verga muito pequena, a qual guardava no bolso do casaco, onde trazia todos os documentos da família que conhecia. Os que não conhecia, guardava numa caixa de sapatos, algures num cacifo de estação de comboio, num terminal longínquo, a norte do país. Este pormenor será demais importante para o desfecho da história.
Ao chegar à agência deparou-se com um grande enigma: será que tinha deixado bem fechado o armário das bolachas? Não hesitou. Não foi confirmar, pois lembrara-se que tinha comido tudo no dia anterior, sabendo que este tipo de experiências poderá durar sempre o seu tempo.
Assim, o Sr. Barros, despiu-se de preconceitos e vestiu a bata de médico obstetra. Conas eram a sua grande paixão e como nunca tinha tido um filho, conseguia assim matar uma dúzia de coelhos com uma só cajadada.
Foram longos, os 17 anos que lá viveu.
Quando voltou a casa, tudo lhe parecia fora do sítio e trouxe consigo mais dois tiques da longa lista de tiques que já detinha. Por outro lado deixou de dizer: amanda.
Era compulsiva a forma como proferia tal palavra. Atroz!
Algo de positivo teria de advir de tal experiência.
Tal como se tinha esquecido do armário das bolachas, também se tinha esquecido da janela da sala aberta, deixando entrar os milhares de pombos e outros seres cósmicos que passaram a habitar na sala. O que lhe valeu foi que a sala era pequena e estava com a porta que lhe dava acesso, fechada à chave. Após três semanas de limpezas e pinturas, conseguiu de novo voltar a conviver com o doce sabor da liberdade.
Os longos anos que passara na agência, deram-lhe uma perspectiva nova da vida, pois agora era marreco. Para além disso, poupara bastante, pois todo o dinheiro que recebia era de imediato colocado numa conta bancária na Suíça, à qual só ele teria acesso. Mais tarde veio a descobrir que não se conhecia e nem ele tinha acesso à conta. Entretanto e porque se conhecia na altura, conseguiu tirar todo o dinheiro para depois se perder de novo na sua alma incompreendida.
Ligou à avó. Como seria de esperar, atendeu uma voz de doce mulher:
- AVÔ?!
- Não, daqui é a viúva do avô. – Disse com voz doce e num sotaque brasileiro cheio de tesão.
- AVÓ?!
- É meu querido, voltei!
- AVÓ! Que saudades…
E desligou o telefone. Nunca suportara o facto da sua avó ser mais nova que ele e ainda por cima, boa como o milho!
Ficou muito, mas mesmo muito, muito mesmo, por demais triste. O avô tinha partido sem deixar um sinal, uma carta, um bilhete, um fax, um email, algo que pudesse dizer: adeus meu querido neto. O número de conta é este e podes levantar tudo.
Isso deixou-o de rastos. Como a marreca era já muito acentuada, parecia ainda mais baixo e de rastos. Era uma pessoa mesmo muito pequena.
Tentou de tudo para reaver um livro que emprestara ao avô, mas a brasuca nunca o deixou entrar lá em casa. Convidou-a a passar uma tarde na casa dele e o máximo que conseguiu foi uma tarde de sexo estonteante. Quanto ao dinheiro, nicles!
Resolveu puxar dos galões e fez a maior viagem da sua vida, pois enganou-se rumo ao norte, em busca da famosa estação de comboios e do bonito cacifo. De uma raiva alaranjada, fez mais quatro quilómetros do que devia. Nunca mais iria se perder daquela forma parva e gigante.
Procurou pelo cacifo, mas já nem a estação existia. Sentiu um vazio penetrante. Todos os documentos dos familiares que não conhecia, tinham desaparecido. Comentou isso com o agente da autoridade que o apanhou a roubar uma bola de Berlim, com recheio. Prontamente o Sr. agente informou-o que a estação tinha sido movida para Espanha e era agora um parque de diversões parvas e sem sentido. Adivinhou logo o que se iria passar. O humor dos espanhóis era mau, ou de alguma forma diferente e por isso, menos bom, mesmo intragável!
Pediu ao Sr. Agente que lhe escrevesse a morada nas costas e fugiu. Volvidos dois dias e meio, chegou perto do cacifo. Abriu-o e dois ratos alados sorriram, perguntando-lhe:
- Diz a palavra: chave.
- Chave.
- Ai tens...
- Obrigado.
Pegou nos documentos de todos os familiares que não conhecia e ficou na mesma. Tudo tinha perdido o sentido. Mais uma vez tinha-se perdido e não sabia quem era.
- Há coisas que nunca mudam… - pensou ele embrutecido pelo gelo que comia, o qual jazia no fundo do copo de sumo de anona.
De qualquer forma voltou a casa, sempre com o sentido dos documentos que agora lhe saltavam na mão e que quase o queimavam.
No conforto do lar e, comendo porco pequeno, lá se encontrou.
No meio dos documentos dos familiares que nunca conhecera, estavam os documentos da legítima esponja, esposa, mulher e companheira durante duas semanas, de seu avô. A sua legítima avó e que ainda tinha direito a tudo, pois nunca se tinha divorciado do amantíssimo esponjo, esposo, marido e companheiro. Depressa volveu à localidade mais próxima e procurou pela sua querida e pequena avó.
Encontrou um jarro cheio de cinzas. Todas as esperanças tinham ido por água abaixo. Só havia uma hipótese, exercer o seu charme de forma inimitável sobre a mulher do seu avô, a brasuca boazona que comia tudo o que se mexia e gastava o dinheiro do velhote a seu belo prazer. Até uma vez comprou um quilo de batatas, a cabra!
Convidou-a para um jantar romântico no elevador do prédio do lado, pois tinha a sua música favorita. Correu bem o jantar e o sexo que fizeram, já o facto de terem sido presos, não foi tão agradável
Repetiram tudo várias vezes até se casarem. No dia seguinte ao casamento ela conseguiu fazer com que ele assinasse um documento que lhe dava todos os poderes sobre dos todos os bens de todas as famílias, conhecidas e desconhecidas.
Matou-me no dia seguinte. Não foi no mesmo dia, porque não conseguiu o horário dos comboios da linha do sul.
Moralidade da história: Se comeres gelo, lava todos dos dias os dentes, porque senão dói.
Eram cerca das dezassete e trinta quando o carteiro trouxe a alegre notícia ao Sr. Barros. Tinha sido escolhido para uma experiência da agência. Ligou de imediato ao avô, que morava na localidade mais próxima e que não sabia que o seu neto era um vigarista de primeira.
- Avô?!
- Sim meu netinho querido…
- Vou viajar!
- Ai sim? E eu com isso…
Mal desligou a chamada fez duas malas bem pequenas, pois não gosta de andar com muita bagagem e pôs-se a caminho. Foi de autocarro, depois de metro e por fim, a pé. Foram uns longos cinquenta e cinco minutos. Como não estava habituado a viagens desta envergadura, levou o lençol de banho para se assoar entre cada paragem.
Não era uma pessoa alta, mas também não muito gorda, talvez por ser assim baixo e pouco magro, não se considerava uma pessoa gira, mas sim uma pessoa encravada. Fazia-se sempre acompanhar por um cesta de verga muito pequena, a qual guardava no bolso do casaco, onde trazia todos os documentos da família que conhecia. Os que não conhecia, guardava numa caixa de sapatos, algures num cacifo de estação de comboio, num terminal longínquo, a norte do país. Este pormenor será demais importante para o desfecho da história.
Ao chegar à agência deparou-se com um grande enigma: será que tinha deixado bem fechado o armário das bolachas? Não hesitou. Não foi confirmar, pois lembrara-se que tinha comido tudo no dia anterior, sabendo que este tipo de experiências poderá durar sempre o seu tempo.
Assim, o Sr. Barros, despiu-se de preconceitos e vestiu a bata de médico obstetra. Conas eram a sua grande paixão e como nunca tinha tido um filho, conseguia assim matar uma dúzia de coelhos com uma só cajadada.
Foram longos, os 17 anos que lá viveu.
Quando voltou a casa, tudo lhe parecia fora do sítio e trouxe consigo mais dois tiques da longa lista de tiques que já detinha. Por outro lado deixou de dizer: amanda.
Era compulsiva a forma como proferia tal palavra. Atroz!
Algo de positivo teria de advir de tal experiência.
Tal como se tinha esquecido do armário das bolachas, também se tinha esquecido da janela da sala aberta, deixando entrar os milhares de pombos e outros seres cósmicos que passaram a habitar na sala. O que lhe valeu foi que a sala era pequena e estava com a porta que lhe dava acesso, fechada à chave. Após três semanas de limpezas e pinturas, conseguiu de novo voltar a conviver com o doce sabor da liberdade.
Os longos anos que passara na agência, deram-lhe uma perspectiva nova da vida, pois agora era marreco. Para além disso, poupara bastante, pois todo o dinheiro que recebia era de imediato colocado numa conta bancária na Suíça, à qual só ele teria acesso. Mais tarde veio a descobrir que não se conhecia e nem ele tinha acesso à conta. Entretanto e porque se conhecia na altura, conseguiu tirar todo o dinheiro para depois se perder de novo na sua alma incompreendida.
Ligou à avó. Como seria de esperar, atendeu uma voz de doce mulher:
- AVÔ?!
- Não, daqui é a viúva do avô. – Disse com voz doce e num sotaque brasileiro cheio de tesão.
- AVÓ?!
- É meu querido, voltei!
- AVÓ! Que saudades…
E desligou o telefone. Nunca suportara o facto da sua avó ser mais nova que ele e ainda por cima, boa como o milho!
Ficou muito, mas mesmo muito, muito mesmo, por demais triste. O avô tinha partido sem deixar um sinal, uma carta, um bilhete, um fax, um email, algo que pudesse dizer: adeus meu querido neto. O número de conta é este e podes levantar tudo.
Isso deixou-o de rastos. Como a marreca era já muito acentuada, parecia ainda mais baixo e de rastos. Era uma pessoa mesmo muito pequena.
Tentou de tudo para reaver um livro que emprestara ao avô, mas a brasuca nunca o deixou entrar lá em casa. Convidou-a a passar uma tarde na casa dele e o máximo que conseguiu foi uma tarde de sexo estonteante. Quanto ao dinheiro, nicles!
Resolveu puxar dos galões e fez a maior viagem da sua vida, pois enganou-se rumo ao norte, em busca da famosa estação de comboios e do bonito cacifo. De uma raiva alaranjada, fez mais quatro quilómetros do que devia. Nunca mais iria se perder daquela forma parva e gigante.
Procurou pelo cacifo, mas já nem a estação existia. Sentiu um vazio penetrante. Todos os documentos dos familiares que não conhecia, tinham desaparecido. Comentou isso com o agente da autoridade que o apanhou a roubar uma bola de Berlim, com recheio. Prontamente o Sr. agente informou-o que a estação tinha sido movida para Espanha e era agora um parque de diversões parvas e sem sentido. Adivinhou logo o que se iria passar. O humor dos espanhóis era mau, ou de alguma forma diferente e por isso, menos bom, mesmo intragável!
Pediu ao Sr. Agente que lhe escrevesse a morada nas costas e fugiu. Volvidos dois dias e meio, chegou perto do cacifo. Abriu-o e dois ratos alados sorriram, perguntando-lhe:
- Diz a palavra: chave.
- Chave.
- Ai tens...
- Obrigado.
Pegou nos documentos de todos os familiares que não conhecia e ficou na mesma. Tudo tinha perdido o sentido. Mais uma vez tinha-se perdido e não sabia quem era.
- Há coisas que nunca mudam… - pensou ele embrutecido pelo gelo que comia, o qual jazia no fundo do copo de sumo de anona.
De qualquer forma voltou a casa, sempre com o sentido dos documentos que agora lhe saltavam na mão e que quase o queimavam.
No conforto do lar e, comendo porco pequeno, lá se encontrou.
No meio dos documentos dos familiares que nunca conhecera, estavam os documentos da legítima esponja, esposa, mulher e companheira durante duas semanas, de seu avô. A sua legítima avó e que ainda tinha direito a tudo, pois nunca se tinha divorciado do amantíssimo esponjo, esposo, marido e companheiro. Depressa volveu à localidade mais próxima e procurou pela sua querida e pequena avó.
Encontrou um jarro cheio de cinzas. Todas as esperanças tinham ido por água abaixo. Só havia uma hipótese, exercer o seu charme de forma inimitável sobre a mulher do seu avô, a brasuca boazona que comia tudo o que se mexia e gastava o dinheiro do velhote a seu belo prazer. Até uma vez comprou um quilo de batatas, a cabra!
Convidou-a para um jantar romântico no elevador do prédio do lado, pois tinha a sua música favorita. Correu bem o jantar e o sexo que fizeram, já o facto de terem sido presos, não foi tão agradável
Repetiram tudo várias vezes até se casarem. No dia seguinte ao casamento ela conseguiu fazer com que ele assinasse um documento que lhe dava todos os poderes sobre dos todos os bens de todas as famílias, conhecidas e desconhecidas.
Matou-me no dia seguinte. Não foi no mesmo dia, porque não conseguiu o horário dos comboios da linha do sul.
Moralidade da história: Se comeres gelo, lava todos dos dias os dentes, porque senão dói.
sexta-feira, 21 de dezembro de 2007
Solstício de Inverno
Hoje é o fim do íncio! :) O dia mais curto do dia, dá lugar ao dia seguinte, em que são maiores!!!
YES!!! :)
Bem vindo sejas Inverno... Seu filho da pu...!
YES!!! :)
Bem vindo sejas Inverno... Seu filho da pu...!
quinta-feira, 13 de dezembro de 2007
Atchim!
Vem um carro de baixo e outro de cima, qual deles trás quem estás à espera? É o verde, pois o outro não tem rodas.
Se fico mais um segundo, acho que me mijo todo. No entanto tenho medo de ir andando. Acho que vou ficar.
Xiii! Mais uma vez lá deixei o meu cão no tacho! Já é o segundo. Para a próxima vai de carrinho. Olha lá o bicho!
Mete uma coisa na cabeça, eu não sou o quem pensas que eu sou. Sou quem julgas que eu sou. Mas, és tu quem sabe quem é o teu amigo? Eu sei, que tu sabes que ele sabe, mas não vou estar a julgar ninguém por coisas desse género.
Vai e volta, o calhau naquela rua. Entra e sai, o carro na garagem. Porque razão o sol não é quadrado?
Eu vou dizer uma coisa. Uma coisa.
Gloria a nossa que vos parta ao meio! Se os pastos estiverem secos, as vacas vão ter problemas em cagar como deve ser. Coitadas.
Espirro estas palavras sem sentido, mas se virem, todas têm o seu significado, mesmo as que estão mal escritas.
É bom saber isso…
Se fico mais um segundo, acho que me mijo todo. No entanto tenho medo de ir andando. Acho que vou ficar.
Xiii! Mais uma vez lá deixei o meu cão no tacho! Já é o segundo. Para a próxima vai de carrinho. Olha lá o bicho!
Mete uma coisa na cabeça, eu não sou o quem pensas que eu sou. Sou quem julgas que eu sou. Mas, és tu quem sabe quem é o teu amigo? Eu sei, que tu sabes que ele sabe, mas não vou estar a julgar ninguém por coisas desse género.
Vai e volta, o calhau naquela rua. Entra e sai, o carro na garagem. Porque razão o sol não é quadrado?
Eu vou dizer uma coisa. Uma coisa.
Gloria a nossa que vos parta ao meio! Se os pastos estiverem secos, as vacas vão ter problemas em cagar como deve ser. Coitadas.
Espirro estas palavras sem sentido, mas se virem, todas têm o seu significado, mesmo as que estão mal escritas.
É bom saber isso…
segunda-feira, 10 de dezembro de 2007
Um dia em Lisboa
Primeira paragem.
Num dia, algures perdido num destes anos resolvi caminhar, deambular pela cidade, tirar umas fotos a Lisboa, passear, ouvir música, ler, esquecer que existia e quiçá passar um bom bocado.
9:30 da manhã, saí de casa, sem carro, apanhei o autocarro, rumo à Capital. Como não havia autocarro directo para o centro (Baixa), saí em Alcântara para a caminhada do Calvário até à Praça do Comércio. Passeio muito pouco típico, com aliás gosto de fazer. É bom saber que há coisas que não conhecemos e que estão ainda por descobrir. Vi prédios, casas, ruas largas, ruas estreitas e muito poucas pessoas. Não era de todo o meu intuito ver caras, figuras, senti-las, tinha mais a necessidade de sentir os sítios. Dois rolos de 32, um bloco e um livro seriam suficientes. Ângulos, formas de olhar, ver o que quase ninguém vê e pode não ser através da lente de uma câmara fotográfica, pode ser só com a alma, ou com o estado de espirito, o olhar que vê e diz mil palavras, não podendo ser ouvidas. Ao longo do passeio reparei que havia vários objectos que após serem recolhidos, podem ser analisados para futuras experiências da NASA. Há edifícios que falam connosco, pedem que os ajudem, outros que nos mandam dar uma curva e nos desprezam. A cada diapositivo projectado na minha retina, uma cantiga de cores suspirava ao meu ouvido, transmitia dor, ou alegria, tristeza ou gozo. Continuava a caminhava, sabia que só pararia quando chegasse. Passei Santos, caminhei quase sempre junto à 24 de Julho, via o Cais do Sodré e não queria lá chegar, mas não parava. Não sei porquê, mas todo o Cais do Sodré naquele dia parecia-me medonho, um local onde não queria estar, ou que ninguém devia estar. Quando lá cheguei, quase corri e só me apetecia gritar a todos quantos ali passavam para dali saírem, para fugirem, para escapulirem. Foi rápido, no entanto fiquei com saudades, mas não olhei para trás rumo aos passos do Concelho. Praça sem vida, sem cor, sem alma, sem nada. Todas as fotos que tirei a esta Praça saem sempre sem cor, menos sendo a preto e branco. Fazem lembrar as fotos tiradas na praia aos miúdos ao meio-dia. Eu explico; há som, há cor, mas depois de reveladas, nada...
Sorri mal cheguei à Praça do Comércio, como que se o ar do mar me tivesse entrado pela ventas e enchido os pulmões de Percebes, mesmo não havendo grande vento, mas o sol reflectido na pedra branca dava-lhe essa qualidade.
Segunda paragem.
Não escrevi nada, nem uma linha de jeito. Os sons, as cores, a excitação de andar, não deixavam sair palavras, só coisas parvas, rimas parvas, palavras parvas, tolas mesmo. Uma foto e zarpei. Estava na dúvida, no entanto a Rua Augusta é a minha eleita. Aí sim, caras, rostos e olhares. Não consegui definir o que via, só os via e não sentia nada. A cada passo mais me fazia confusão o não sentir as pessoas, como que se não estivessem lá, aliás, estão lá, mas não estão a sentir o que lhes aparece, ou o que miram, como se aquele local fosse um local qualquer. Desde logo abandonei as caras e passei de novo aos edifícios, em especial o topo. O que se passa no topo dos edifícios? Estão lá as coisas mais lindas, mais incríveis, mais fantásticas, e também as mais sem interesse que existe. É um misto de tudo e de nada. Desde a estátua, às cuecas de velha. Mas é claro que do nada pode-se transformar em tudo, o que interessa é o pormenor. Tolo, olho o topo dos edifícios, é como um vírus, que se propaga de uma forma demasiado rápida. As pessoas passam e olham também e como será óbvio referir, elas nada vêm, pois procuram desgraça alheia e eu, coisas bonitas. A fome apodera-se do meu estômago.
Terceira paragem.
Após um bom repasto e bem regado, nada melhor que subir a uma das 7 colinas. O sol convidava. Subi e subi, cheguei a um dos meus locais de eleição. Procurei um dos bancos de jardim, abri a mochila, tirei a música, liguei-a, sentei-me, mas sentei-me mesmo, tirei também o livro abri na página em que ia, li ao todo 10 linhas, deite-me no banco e adormeci. Há muitos, muitos anos que não dormia assim, senti que o meu corpo tivesse deixado a terra e passou a estar noutra dimensão, senti-me muito leve e tranquilo. Como quase todas as pessoas que sejam conscientes, haveria sempre o receio de perder tudo o que tinha e ser assaltado, pensei nisso quando acordei, mas de imediato passou-me, pois o sol dava-me na cara, enchendo-me de energia (mais ainda) para continuar. Levantei-me, assumi de novo a posição de sentado, li umas quantas páginas, mirei à minha volta, estava quase vazio o jardim. São horas das fotos da tarde. Água, sol, arvores, casas, edifícios, o rio. Ai o rio! Pensei que era aqui que queria viver e morrer. Há muito locais por esse mundo fora, mas este é de uma beleza incrível, não sendo nada de especial, torna tudo muito mais fabuloso. Ouvia os acordos de uma música que me faz sorrir e sorri. Verti uma pequena lágrima, doce e alegre. Sorri de novo. Senti-me em paz, respirei fundo, senti uma lufada de ar fresco, fechei os olhos, ouvi, senti e... a música acabou. Guardei o livro que jazia no meu colo, tirei a máquina e tudo me parecia lindo para fotografar. Deitei-me de novo no banco, a imagem era linda, uma, a água no bebedouro, outra, a vista, mais uma. Tudo, tudo era belo. Após uma última vista sobre aquela Lisboa, rumei a outras paragens. Tinha ainda muito que caminhar. Desci de novo á baixa, subi de novo, desta feita, à Graça.
Quarta paragem
Pedi uma bebida, e fiquei por ali, parado, sem pensar em nada, como que se estivesse hipnotizado. O pôr-do-sol era a razão. Dei-lhe um sorriso, disse-lhe até amanhã e ele foi-se. Arrepie-me, vesti a camisola, mas logo percebi que não era só frio, era a noite que lá vinha e eu ainda tinha outros sítios onde ir. Bebi outra bebida, tirei o bloco e escrevi. “Hoje é dia de esquecer...” Arranquei a página, amarrotei-a, pedi a conta e deixei a folha em cima da mesa. Era hora de descer pela encosta. Ainda pensei que podia ir ao Castelo mas a Avenida da Liberdade chamava-me e a noite vinha a passos largos. Quando cheguei ao Martim Moniz estava louco por comer um dos petiscos mais saborosos e mais simples da baixa. Um lombinho e uma imperial preta. Quanto mais pensava mais a saliva se acumulava. Pedi, esperei e ouvi as vozes à minha volta. As conversas são deliciosas naquele local. Servido o lombinho, provei cada dentada como sendo a última, como sendo a comida mais saborosa do universo, bem como a cerveja, tudo estava no lugar certo há hora certa. Comi e bebi, fiquei e esperei, respirei e ouvi. Sorria de vez em quando. Como são deliciosas, ignorantes e lascivas as conversas naquela local. É tão engraçado quando um homem diz qualquer coisa lasciva e depois olha em volta à procura de aprovação, ou desaprovação. Somos quase impelidos a concordar com o que o cavalheiro diz e abanamos a cabeça. Paguei e saí. A Avenida está ali a dois passos. Tinha que seguir. Senti o seu chamamento, era estranho. Parei na praça central dos Restauradores, coloquei a máquina a jeito, tirei algumas fotos à Avenida e a tudo o que nela sobe e desce, até ficar sem rolo. Senti uma enorme curiosidade em ver as fotos. Coloquei o rolo de emergência, ando sempre com um pequeno rolo de 12 para emergências. Fui descendo a rua. O Rossio iluminado é algo a não perder. A Rua do Oiro era outro dos locais que queria encontrar. O elevador de Santa Justa, outro. Estava feito, consegui as fotos que queria, estava na hora de saída nocturna. Subi a Rua do Carmo, o Chiado já tinha alguma agitação, parei no Camões e esperei. Esperei que chegasse alguém. Alguém… uma pessoa qualquer. Alguém!! Esperei mais um pouco, e outro tanto, mais um minuto, ninguém. Uma tristeza sepulcral abateu-se sobre mim. O sorriso de tarde deu lugar à raiva, à profunda tristeza, o querer desaparecer, fugir e não mais voltar. Saltei do banco e voei para dentro do Bairro Alto. Era o mote. Estava criado o estado de espirito para entrar. Corri um ou dois bares que normalmente costumo ir. Não é que sejam muito especiais, como aliás é apanágio do Bairro Alto, em que nada é especial, mas há muita gente que assim pensa, ou julga que sim. Uma coisa é certa, mais uma vez estava lá. Pedi quase sempre a mesma bebida e finalizei no Arroz Doce como de costume. Fiquei preocupado pois mais uma vez estava sozinho e não sóbrio. Parei um pouco com o Arroz Doce à minha frente e ouvi, escrevi e ri. Tenho esse texto algures, um dia quem sabe o revelo.
Encontrei um paralelismo inquietante entre o local do lombinho e as ruas do Bairro Alto. Fiquei contente e triste ao mesmo tempo.
Quinta paragem
Havia um último local, um derradeiro, o último. É um local onde me sinto bem, porque a música de vez em quando me agrada, no entanto foi o local onde já me senti pior na minha vida. Por isso é um local do amor e ódio, coisas que me atraem e mexem comigo. Depois de uma rápida descida e já “embalado”, bati à porta – Tudo bem Rui? – Cumprimentei à entrada. Estava relativamente vazio. Senti desde logo uma estranha sensação de inquietude, visto que tinha passado o dia todo a interiorizar. Dito e feito, a sensação de estar a ser olhado por todos, de estar a ser criticado por todos, fez-me sentir revoltado, angustiado. Acabei a minha bebida avidamente, disse até logo ao Rui e saí à pressa. Procurei o ar da noite, algo que tornasse a minha noite mais agradável. Procurei o rio, o consolo do rio. Hum! Tão bom... Sorri de novo. Já era tarde.
Sexta paragem
Esperei o autocarro, o frio e o sono começaram a apoderar-se de mim, resisti até à última réstia de energia. Finalmente chegou.
Entrei, paguei, sentei-me, pedi por tudo para chegar rápido a casa. À medida que passava por locais que tinha visto de manhã, comentava para mim: “Já passei por ali e a pé...”. Cheguei ao destino, muito, mas muito cansado. Saí e procurei chegar a casa o mais rápido possível. Os metros até casa pareceram horas, dias, semanas, quase em esforço. Abri a porta da rua, entrei, fechei a porta, atirei tudo para o chão, tirei a roupa toda, voei para a cama e descansei.
Final
Um último pensamento invadiu a minha cabeça, antes de dormir: “Tenho a boca colada de não falar, mas tenho a mente cansada de sentir. Até manhã” Sorri e dormi.
Num dia, algures perdido num destes anos resolvi caminhar, deambular pela cidade, tirar umas fotos a Lisboa, passear, ouvir música, ler, esquecer que existia e quiçá passar um bom bocado.
9:30 da manhã, saí de casa, sem carro, apanhei o autocarro, rumo à Capital. Como não havia autocarro directo para o centro (Baixa), saí em Alcântara para a caminhada do Calvário até à Praça do Comércio. Passeio muito pouco típico, com aliás gosto de fazer. É bom saber que há coisas que não conhecemos e que estão ainda por descobrir. Vi prédios, casas, ruas largas, ruas estreitas e muito poucas pessoas. Não era de todo o meu intuito ver caras, figuras, senti-las, tinha mais a necessidade de sentir os sítios. Dois rolos de 32, um bloco e um livro seriam suficientes. Ângulos, formas de olhar, ver o que quase ninguém vê e pode não ser através da lente de uma câmara fotográfica, pode ser só com a alma, ou com o estado de espirito, o olhar que vê e diz mil palavras, não podendo ser ouvidas. Ao longo do passeio reparei que havia vários objectos que após serem recolhidos, podem ser analisados para futuras experiências da NASA. Há edifícios que falam connosco, pedem que os ajudem, outros que nos mandam dar uma curva e nos desprezam. A cada diapositivo projectado na minha retina, uma cantiga de cores suspirava ao meu ouvido, transmitia dor, ou alegria, tristeza ou gozo. Continuava a caminhava, sabia que só pararia quando chegasse. Passei Santos, caminhei quase sempre junto à 24 de Julho, via o Cais do Sodré e não queria lá chegar, mas não parava. Não sei porquê, mas todo o Cais do Sodré naquele dia parecia-me medonho, um local onde não queria estar, ou que ninguém devia estar. Quando lá cheguei, quase corri e só me apetecia gritar a todos quantos ali passavam para dali saírem, para fugirem, para escapulirem. Foi rápido, no entanto fiquei com saudades, mas não olhei para trás rumo aos passos do Concelho. Praça sem vida, sem cor, sem alma, sem nada. Todas as fotos que tirei a esta Praça saem sempre sem cor, menos sendo a preto e branco. Fazem lembrar as fotos tiradas na praia aos miúdos ao meio-dia. Eu explico; há som, há cor, mas depois de reveladas, nada...
Sorri mal cheguei à Praça do Comércio, como que se o ar do mar me tivesse entrado pela ventas e enchido os pulmões de Percebes, mesmo não havendo grande vento, mas o sol reflectido na pedra branca dava-lhe essa qualidade.
Segunda paragem.
Não escrevi nada, nem uma linha de jeito. Os sons, as cores, a excitação de andar, não deixavam sair palavras, só coisas parvas, rimas parvas, palavras parvas, tolas mesmo. Uma foto e zarpei. Estava na dúvida, no entanto a Rua Augusta é a minha eleita. Aí sim, caras, rostos e olhares. Não consegui definir o que via, só os via e não sentia nada. A cada passo mais me fazia confusão o não sentir as pessoas, como que se não estivessem lá, aliás, estão lá, mas não estão a sentir o que lhes aparece, ou o que miram, como se aquele local fosse um local qualquer. Desde logo abandonei as caras e passei de novo aos edifícios, em especial o topo. O que se passa no topo dos edifícios? Estão lá as coisas mais lindas, mais incríveis, mais fantásticas, e também as mais sem interesse que existe. É um misto de tudo e de nada. Desde a estátua, às cuecas de velha. Mas é claro que do nada pode-se transformar em tudo, o que interessa é o pormenor. Tolo, olho o topo dos edifícios, é como um vírus, que se propaga de uma forma demasiado rápida. As pessoas passam e olham também e como será óbvio referir, elas nada vêm, pois procuram desgraça alheia e eu, coisas bonitas. A fome apodera-se do meu estômago.
Terceira paragem.
Após um bom repasto e bem regado, nada melhor que subir a uma das 7 colinas. O sol convidava. Subi e subi, cheguei a um dos meus locais de eleição. Procurei um dos bancos de jardim, abri a mochila, tirei a música, liguei-a, sentei-me, mas sentei-me mesmo, tirei também o livro abri na página em que ia, li ao todo 10 linhas, deite-me no banco e adormeci. Há muitos, muitos anos que não dormia assim, senti que o meu corpo tivesse deixado a terra e passou a estar noutra dimensão, senti-me muito leve e tranquilo. Como quase todas as pessoas que sejam conscientes, haveria sempre o receio de perder tudo o que tinha e ser assaltado, pensei nisso quando acordei, mas de imediato passou-me, pois o sol dava-me na cara, enchendo-me de energia (mais ainda) para continuar. Levantei-me, assumi de novo a posição de sentado, li umas quantas páginas, mirei à minha volta, estava quase vazio o jardim. São horas das fotos da tarde. Água, sol, arvores, casas, edifícios, o rio. Ai o rio! Pensei que era aqui que queria viver e morrer. Há muito locais por esse mundo fora, mas este é de uma beleza incrível, não sendo nada de especial, torna tudo muito mais fabuloso. Ouvia os acordos de uma música que me faz sorrir e sorri. Verti uma pequena lágrima, doce e alegre. Sorri de novo. Senti-me em paz, respirei fundo, senti uma lufada de ar fresco, fechei os olhos, ouvi, senti e... a música acabou. Guardei o livro que jazia no meu colo, tirei a máquina e tudo me parecia lindo para fotografar. Deitei-me de novo no banco, a imagem era linda, uma, a água no bebedouro, outra, a vista, mais uma. Tudo, tudo era belo. Após uma última vista sobre aquela Lisboa, rumei a outras paragens. Tinha ainda muito que caminhar. Desci de novo á baixa, subi de novo, desta feita, à Graça.
Quarta paragem
Pedi uma bebida, e fiquei por ali, parado, sem pensar em nada, como que se estivesse hipnotizado. O pôr-do-sol era a razão. Dei-lhe um sorriso, disse-lhe até amanhã e ele foi-se. Arrepie-me, vesti a camisola, mas logo percebi que não era só frio, era a noite que lá vinha e eu ainda tinha outros sítios onde ir. Bebi outra bebida, tirei o bloco e escrevi. “Hoje é dia de esquecer...” Arranquei a página, amarrotei-a, pedi a conta e deixei a folha em cima da mesa. Era hora de descer pela encosta. Ainda pensei que podia ir ao Castelo mas a Avenida da Liberdade chamava-me e a noite vinha a passos largos. Quando cheguei ao Martim Moniz estava louco por comer um dos petiscos mais saborosos e mais simples da baixa. Um lombinho e uma imperial preta. Quanto mais pensava mais a saliva se acumulava. Pedi, esperei e ouvi as vozes à minha volta. As conversas são deliciosas naquele local. Servido o lombinho, provei cada dentada como sendo a última, como sendo a comida mais saborosa do universo, bem como a cerveja, tudo estava no lugar certo há hora certa. Comi e bebi, fiquei e esperei, respirei e ouvi. Sorria de vez em quando. Como são deliciosas, ignorantes e lascivas as conversas naquela local. É tão engraçado quando um homem diz qualquer coisa lasciva e depois olha em volta à procura de aprovação, ou desaprovação. Somos quase impelidos a concordar com o que o cavalheiro diz e abanamos a cabeça. Paguei e saí. A Avenida está ali a dois passos. Tinha que seguir. Senti o seu chamamento, era estranho. Parei na praça central dos Restauradores, coloquei a máquina a jeito, tirei algumas fotos à Avenida e a tudo o que nela sobe e desce, até ficar sem rolo. Senti uma enorme curiosidade em ver as fotos. Coloquei o rolo de emergência, ando sempre com um pequeno rolo de 12 para emergências. Fui descendo a rua. O Rossio iluminado é algo a não perder. A Rua do Oiro era outro dos locais que queria encontrar. O elevador de Santa Justa, outro. Estava feito, consegui as fotos que queria, estava na hora de saída nocturna. Subi a Rua do Carmo, o Chiado já tinha alguma agitação, parei no Camões e esperei. Esperei que chegasse alguém. Alguém… uma pessoa qualquer. Alguém!! Esperei mais um pouco, e outro tanto, mais um minuto, ninguém. Uma tristeza sepulcral abateu-se sobre mim. O sorriso de tarde deu lugar à raiva, à profunda tristeza, o querer desaparecer, fugir e não mais voltar. Saltei do banco e voei para dentro do Bairro Alto. Era o mote. Estava criado o estado de espirito para entrar. Corri um ou dois bares que normalmente costumo ir. Não é que sejam muito especiais, como aliás é apanágio do Bairro Alto, em que nada é especial, mas há muita gente que assim pensa, ou julga que sim. Uma coisa é certa, mais uma vez estava lá. Pedi quase sempre a mesma bebida e finalizei no Arroz Doce como de costume. Fiquei preocupado pois mais uma vez estava sozinho e não sóbrio. Parei um pouco com o Arroz Doce à minha frente e ouvi, escrevi e ri. Tenho esse texto algures, um dia quem sabe o revelo.
Encontrei um paralelismo inquietante entre o local do lombinho e as ruas do Bairro Alto. Fiquei contente e triste ao mesmo tempo.
Quinta paragem
Havia um último local, um derradeiro, o último. É um local onde me sinto bem, porque a música de vez em quando me agrada, no entanto foi o local onde já me senti pior na minha vida. Por isso é um local do amor e ódio, coisas que me atraem e mexem comigo. Depois de uma rápida descida e já “embalado”, bati à porta – Tudo bem Rui? – Cumprimentei à entrada. Estava relativamente vazio. Senti desde logo uma estranha sensação de inquietude, visto que tinha passado o dia todo a interiorizar. Dito e feito, a sensação de estar a ser olhado por todos, de estar a ser criticado por todos, fez-me sentir revoltado, angustiado. Acabei a minha bebida avidamente, disse até logo ao Rui e saí à pressa. Procurei o ar da noite, algo que tornasse a minha noite mais agradável. Procurei o rio, o consolo do rio. Hum! Tão bom... Sorri de novo. Já era tarde.
Sexta paragem
Esperei o autocarro, o frio e o sono começaram a apoderar-se de mim, resisti até à última réstia de energia. Finalmente chegou.
Entrei, paguei, sentei-me, pedi por tudo para chegar rápido a casa. À medida que passava por locais que tinha visto de manhã, comentava para mim: “Já passei por ali e a pé...”. Cheguei ao destino, muito, mas muito cansado. Saí e procurei chegar a casa o mais rápido possível. Os metros até casa pareceram horas, dias, semanas, quase em esforço. Abri a porta da rua, entrei, fechei a porta, atirei tudo para o chão, tirei a roupa toda, voei para a cama e descansei.
Final
Um último pensamento invadiu a minha cabeça, antes de dormir: “Tenho a boca colada de não falar, mas tenho a mente cansada de sentir. Até manhã” Sorri e dormi.
quinta-feira, 6 de dezembro de 2007
O que parece é
Suspende a tua respiração e calça a luva.
- Sabes, vou para a China!
- Hã?!
- Sim, foi isso que ouviste.
- Com quem?
- Sozinho!
- Não pode ser!
- Eu sei… mas chamam por mim.
- Quem?
- Eles…
- Ah! Já sei… Quem? Quem são eles?
- Eles…
- Explica-te melhor, isso não é conversa. Quem são eles?
- Eles… ora, são Eles!
- Estás portanto a gozar comigo, não estás?!
- Claro que não. Queria que fosses e primeira pessoa a sabê-lo.
- Ai sim? E quem te dá o direito de escolheres. E depois, quero saber já e agora, quem são eles!!!
- De facto não há muito a dizer. Eles são eles, os maus. E tu, porque te escolhi? Porque és a única pessoa que me ouve, ou com que eu consigo falar.
- Ouve bem o que te vou dizer:
- Sim…
- Tu não vais para lado nenhum.
- Não?
- Sim, não vais!
- E porque não vou?
- Deixa-me falar e acabar.
- Sim.
- Tu não vais para lado nenhum, pois se fosses já tinhas ido. Esse é o primeiro aspecto da questão, depois, na tua condição, não vais conseguir e por fim, volto a dizer que não podes, não tens o direito de falar comigo desse tipo de coisas.
- Não acreditas? Achas que estou louco? Sou um sonhador? Posso até ser , mas a força deles é superior a isso tudo!
- Estou a perder a paciência. Por certo não me ouves, ou não me entendeste. Queres que me vá embora? Que te deixe sozinho com as tua novas loucuras?
- Se o fizeres serás o primeiro a morrer!
- Como?! Como foi que disseste?
- Ouviste bem. Mato-te se fores embora!
- Calma! Tem muita calma. Não te exaltes. Sabes bem que eles estão sempre a vigiar-te. Ao mínimo sobressalto vais para onde não queres.
- Se for a culpa é tua, toda tua!
- Não digas isso, sabes que me magoas quando dizes isso.
- Sim, digo, vezes sem conta. É escusado dizer que a culpa é toda tua!
- Vá, não exageres. Tens a tua quota parte…
- Não, a culpa é toda tua!
- Não ínsitas!
(…)
Conversa entre duas moscas dentro de um copo voltado ao contrário, por um bruxo vesgo.
- Sabes, vou para a China!
- Hã?!
- Sim, foi isso que ouviste.
- Com quem?
- Sozinho!
- Não pode ser!
- Eu sei… mas chamam por mim.
- Quem?
- Eles…
- Ah! Já sei… Quem? Quem são eles?
- Eles…
- Explica-te melhor, isso não é conversa. Quem são eles?
- Eles… ora, são Eles!
- Estás portanto a gozar comigo, não estás?!
- Claro que não. Queria que fosses e primeira pessoa a sabê-lo.
- Ai sim? E quem te dá o direito de escolheres. E depois, quero saber já e agora, quem são eles!!!
- De facto não há muito a dizer. Eles são eles, os maus. E tu, porque te escolhi? Porque és a única pessoa que me ouve, ou com que eu consigo falar.
- Ouve bem o que te vou dizer:
- Sim…
- Tu não vais para lado nenhum.
- Não?
- Sim, não vais!
- E porque não vou?
- Deixa-me falar e acabar.
- Sim.
- Tu não vais para lado nenhum, pois se fosses já tinhas ido. Esse é o primeiro aspecto da questão, depois, na tua condição, não vais conseguir e por fim, volto a dizer que não podes, não tens o direito de falar comigo desse tipo de coisas.
- Não acreditas? Achas que estou louco? Sou um sonhador? Posso até ser , mas a força deles é superior a isso tudo!
- Estou a perder a paciência. Por certo não me ouves, ou não me entendeste. Queres que me vá embora? Que te deixe sozinho com as tua novas loucuras?
- Se o fizeres serás o primeiro a morrer!
- Como?! Como foi que disseste?
- Ouviste bem. Mato-te se fores embora!
- Calma! Tem muita calma. Não te exaltes. Sabes bem que eles estão sempre a vigiar-te. Ao mínimo sobressalto vais para onde não queres.
- Se for a culpa é tua, toda tua!
- Não digas isso, sabes que me magoas quando dizes isso.
- Sim, digo, vezes sem conta. É escusado dizer que a culpa é toda tua!
- Vá, não exageres. Tens a tua quota parte…
- Não, a culpa é toda tua!
- Não ínsitas!
(…)
Conversa entre duas moscas dentro de um copo voltado ao contrário, por um bruxo vesgo.
terça-feira, 27 de novembro de 2007
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A formiga mais perigosa do mundo, Myrmecia pyriformis!