Ondas em vagas,
que fazem chagas,
enchem a praia deserta,
coberta de rocha,
posta e deposta,
por anos de tanto o mar bater,
sem se ver,
em fúria,
sem injuria,
inunda, a areia imunda,
por depósito de restos humanos,
profanos, sem alma,
com a palma da mão inchada
de tanto conspurcar,
mesmo sujar,
sem dó, sem pensar,
sem amar, sem parar.
Oh saudade!
Oh felicidade!
Por dias bonitos,
cheios de calor
e gritos,
com candor das crianças,
felizes e com esperanças,
de brincar,
de correr e saltar,
de viver e pular.
Ai o cheiro! Ai o desejo!
De respirar, sentir o ar,
o sol e o mar,
a praia não mais deserta,
mas coberta,
por humanos, profanos,
que enchem-na de corpos imundos,
cheios de cheiros estranhos,
em rebanhos, amassam a areias
outrora sem gloria
e agora
porca.
Já faltou mais.
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Sem nome
- O que podemos fazer Grace?
- Talvez o Andrew possa nos ajudar.
- Não me parece. Ele tem sempre muita coisa para fazer. Dizes isso porque não falas com ele já há muito tempo. Qual foi a ultima vez que falaste com ele?
- Há cerca de dois meses.
- Isso é muito tempo para o Adrew. Ele agora lida com assuntos bem mais vantajoso.
- Ai sim?
- Sim... De tal forma que já não faz serviços de pequena monta.
- Mas ele mesmo assim é excelente para aquilo que queremos.
- Eu sei, mas não o fará para nós...
- Mas e se te disser que tenho uma quantia bastante avultada de dinheiro para esta tarefa?
- De que quantia estás a falar?
- Só a direi se conseguir falar com o Andrew.
- Pois mas isso é impossível.
- Então não podemos contar com ele... Mas olha que é uma quantia bastante simpática.
- Anda, diz-me quanto.
- Nada feito.
- Não vamos chegar a um consenso.
- Desta forma não, mas se tu ou eu cedermos algo, talvez consigamos chegar a algum lado.
- Não me parece, pois somos muito parecidos e ambos sabemos que não vamos ceder.
- Não te tinha como pouco inteligente.
- Como assim? Estás-me a chamar estúpido?
- Sabes bem que não te considero estúpido, mas acho que neste momento não estás a entender o que te estou a dizer, ou a fazer entender.
- Bem. Eu já entendi que estás a tentar jogar comigo de alguma forma.
- Chama-lhe o que quiseres.
- Olhas-me com esse ar e eu não estou a gostar.
- Estou a tentar perceber o que se passa contigo.
- Não faças isso que eu não gosto.
- Eu sei, mas é mais forte que eu.
- Pára Grace!
- Tudo bem Matt.
- Vou falar com o Andrew.
- Talvez o Andrew possa nos ajudar.
- Não me parece. Ele tem sempre muita coisa para fazer. Dizes isso porque não falas com ele já há muito tempo. Qual foi a ultima vez que falaste com ele?
- Há cerca de dois meses.
- Isso é muito tempo para o Adrew. Ele agora lida com assuntos bem mais vantajoso.
- Ai sim?
- Sim... De tal forma que já não faz serviços de pequena monta.
- Mas ele mesmo assim é excelente para aquilo que queremos.
- Eu sei, mas não o fará para nós...
- Mas e se te disser que tenho uma quantia bastante avultada de dinheiro para esta tarefa?
- De que quantia estás a falar?
- Só a direi se conseguir falar com o Andrew.
- Pois mas isso é impossível.
- Então não podemos contar com ele... Mas olha que é uma quantia bastante simpática.
- Anda, diz-me quanto.
- Nada feito.
- Não vamos chegar a um consenso.
- Desta forma não, mas se tu ou eu cedermos algo, talvez consigamos chegar a algum lado.
- Não me parece, pois somos muito parecidos e ambos sabemos que não vamos ceder.
- Não te tinha como pouco inteligente.
- Como assim? Estás-me a chamar estúpido?
- Sabes bem que não te considero estúpido, mas acho que neste momento não estás a entender o que te estou a dizer, ou a fazer entender.
- Bem. Eu já entendi que estás a tentar jogar comigo de alguma forma.
- Chama-lhe o que quiseres.
- Olhas-me com esse ar e eu não estou a gostar.
- Estou a tentar perceber o que se passa contigo.
- Não faças isso que eu não gosto.
- Eu sei, mas é mais forte que eu.
- Pára Grace!
- Tudo bem Matt.
- Vou falar com o Andrew.
domingo, 1 de fevereiro de 2009
A responder do estrangeiro:
Na inevitabilidade de algo acontecer, acontece quase sempre como menos esperamos e mais prevemos.
Não digo a palavra, pois não a sinto e dai ficará o meu eterno: até logo...
Estou por ai...
Te sakam...
BD.
Não digo a palavra, pois não a sinto e dai ficará o meu eterno: até logo...
Estou por ai...
Te sakam...
BD.
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
Ainda é Natal?
As palavras saltam-me da boca, flúem num misto de paz e exaltação, sinto o sangue quente a percorrer as minhas veias, tudo o que toco fica em brasa, incandescente. A própria saliva parece estar em ebulição, a ponta dos dedos derretem metal. O coração faz vibrar o edifício, quando falo, a voz sai grossa e ressoa por todas as paredes, produzindo sons em baixas frequências, que fazem também vibrar os vidros. Tento afastar os meus pensamentos de ideias perturbadoras, mas tudo o que penso é chamas, calor, calor imenso. Estou numa tensão descontrolada. A ideia de derreter tudo assola-me a alma! Tudo! Derreto tudo! Rios de material incandescente rodeiam-me, quanto mais derreto, mais quero derreter. Ai! Sinto tanto calor!
Eu bem me queria parecer, estou dentro deste forno há horas e nunca mais estou feito. Mas que raio está a demorar tanto tempo?
(O peru da consoada)
Eu bem me queria parecer, estou dentro deste forno há horas e nunca mais estou feito. Mas que raio está a demorar tanto tempo?
(O peru da consoada)
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
A fuga
Mexia-me com dificuldade, o frio mantinha-me preso, nada que eu fazia parecia alterar o meu estado. Tinha de me mexer, de reagir, senão morria ali colado aquela árvore. Já tinha andado milhares de quilómetros e não avistava nada, só floresta e alguns animais. Pensei que vinha preparado para tudo, mas tudo não existe. Dou por mim a pensar em morrer, isto só mostra que sou fraco. O que me fará viver? A esperança de alcançar a felicidade? A esperança de alcançar o que tanto lutei para conseguir? Fujo? Do quê? Mas nada disso me dá vontade de continuar, só de desistir, de me abandonar por aqui e deixar-me morrer à fome e ao frio. Mas depois penso que morrer assim é muito doloroso, não posso morrer assim, sou demasiado fraco. Pensando nisso, resolvo seguir e não morrer. O dilema persiste, mas envolto nos pensamentos deixo-me ir e nesse preciso dia foi o dia em que fiz mais quilómetros.
Como sempre ao final do dia fazia sempre o meu acampamento. O medo de animais furtivos era sempre uma constante, mas até aquele dia nada tinha acontecido. Sorte? Talvez, pois não fui minimamente preparado para o que quer que fosse.
Trazia na mochila de viagem uma tenda, um saco cama para temperaturas baixas, várias latas de comida, um canivete Suíço, uma bússola, um mapa mais ou menos detalhado, um bloco de notas, alguma roupa, mas pouca e no meu corpo, várias camadas de roupa, que ia despindo consoante ia andando e voltava a vesti-las quando o frio chegava.
Montei a tenda, comi dentro dela para não deitar cheiros para a floresta, enterrei os restos de comida, organizei as coisas para dormir, escrevi alguns apontamentos no meu bloco e deitei-me. Era sempre muito complicado adormecer, mas o cansaço era muito e cedia sempre a ele. Os barulhos da noite são tenebrosos, mas após 7 dias a dormir na floresta, tudo parecia mais normal, menos assustador.
Eu fugia, fugia de tudo e de todos. A minha vida tinha dado um enorme revés, nada corria bem, era perseguido por tudo e por todos, não tinha paz, nem sossego. A minha mulher tinha-se envolvido com o meu melhor amigo, a minha filha mais velha tinha fugido com um ex-criminoso que já tinha causado muito sofrimento na nossa cidade, a mais nova não saía de casa porque tinha medo de morrer. A minha vida estava um inferno. Até que um certo dia cometi a desgraça da minha vida. Mais uma vez não preparei nada. A fúria invadiu os meu corpo. Peguei na arma de fogo do meu irmão e saí. Com o meu espírito fraco, sabia que não ia ter qualquer tipo de hesitação em executar o que tinha em mente. Desci a rua, serrei os dentes. A fúria, misto de raiva e desmotivação de viver, apodera-se cada vez mais de mim, nem sequer tinha a arma escondida, pendia na minha mão, agarrava-a com toda a força e na outra mão um urso de peluche, segurava-o pelo pescoço. Entrei na casa. Como sempre tinha a porta aberta. Procurei o que queria abater e quando finalmente encontrei, estava a olhar para mim, com um ar muito ameaçador. Apontei a arma e disparei. Caiu logo morto. Fugi e ainda fujo, vou continuar a fugir a expressão não me sai da cabeça. O cão, antes de levar com o tiro, pediu desculpa com os olhos, mas eu não quis saber. Abati-o ali, a sangue frio, sem remorsos, sem qualquer pingo de sentimento, só queria que o cão deixasse de existir, que se calasse.
Não vou conseguir... Mas vou tentar chegar ao topo daquele monte e ver como é cair no fundo deste vale, pois morrer ao frio e à fome não é para mim, sou demasiado covarde.
Assim fiz. Subi e subi, até que cheguei. Lá no alto, avistava quase toda a mata, a vista era de tirar o ar, muito bonita mesmo. Pensei que seria um desperdício sujar aquele sítio, mas fraco como sou, tomei a decisão de me atirar. Tirei toda a roupa, estava muito frio. Enchi o peito de ar, olhei o horizonte e deixe-me cair. Quando estava a começar a cair, ouvi um cão ladrar. Se já estava gelado, mais gelado fiquei. Interrompi a queda e olhei para trás. O cão estava ali, a olhar para mim e pela expressão, já ali estava há alguns minutos. Sentado, mirava com desprezo. Senti-me ainda mais despido e gelado. Perguntei-lhe o que ele estava ali a fazer. A sua cabeça ainda tinha sangue, mas parecia de boa saúde. Eu fiquei estático, sem reacção. Levantou-se e dirigiu-se na minha direcção. Eu naquele momento pensei que me fosse matar e a minha covardia era de tal forma que já não me queria atirar, não queria que o cão me matasse, ali. Só queria fugir e continuar a fugir. Ele aproximava-se vagarosamente. Olhava para mim, com uma expressão de paz. Eu olhava a ravina e estava muito próximo de cair. Implorei que parasse, ajoelhei-me e pedi-lhe perdão. Chorava como uma criança, estava de joelhos em frente aquele cão, de joelhos, cheio de medo de morrer. O cão, deu mais um passo e quando estava muito perto de mim, parou. Olhou para mim e disse: Tens lume?
Como é irónica a vida depois da morte, não é?
Como sempre ao final do dia fazia sempre o meu acampamento. O medo de animais furtivos era sempre uma constante, mas até aquele dia nada tinha acontecido. Sorte? Talvez, pois não fui minimamente preparado para o que quer que fosse.
Trazia na mochila de viagem uma tenda, um saco cama para temperaturas baixas, várias latas de comida, um canivete Suíço, uma bússola, um mapa mais ou menos detalhado, um bloco de notas, alguma roupa, mas pouca e no meu corpo, várias camadas de roupa, que ia despindo consoante ia andando e voltava a vesti-las quando o frio chegava.
Montei a tenda, comi dentro dela para não deitar cheiros para a floresta, enterrei os restos de comida, organizei as coisas para dormir, escrevi alguns apontamentos no meu bloco e deitei-me. Era sempre muito complicado adormecer, mas o cansaço era muito e cedia sempre a ele. Os barulhos da noite são tenebrosos, mas após 7 dias a dormir na floresta, tudo parecia mais normal, menos assustador.
Eu fugia, fugia de tudo e de todos. A minha vida tinha dado um enorme revés, nada corria bem, era perseguido por tudo e por todos, não tinha paz, nem sossego. A minha mulher tinha-se envolvido com o meu melhor amigo, a minha filha mais velha tinha fugido com um ex-criminoso que já tinha causado muito sofrimento na nossa cidade, a mais nova não saía de casa porque tinha medo de morrer. A minha vida estava um inferno. Até que um certo dia cometi a desgraça da minha vida. Mais uma vez não preparei nada. A fúria invadiu os meu corpo. Peguei na arma de fogo do meu irmão e saí. Com o meu espírito fraco, sabia que não ia ter qualquer tipo de hesitação em executar o que tinha em mente. Desci a rua, serrei os dentes. A fúria, misto de raiva e desmotivação de viver, apodera-se cada vez mais de mim, nem sequer tinha a arma escondida, pendia na minha mão, agarrava-a com toda a força e na outra mão um urso de peluche, segurava-o pelo pescoço. Entrei na casa. Como sempre tinha a porta aberta. Procurei o que queria abater e quando finalmente encontrei, estava a olhar para mim, com um ar muito ameaçador. Apontei a arma e disparei. Caiu logo morto. Fugi e ainda fujo, vou continuar a fugir a expressão não me sai da cabeça. O cão, antes de levar com o tiro, pediu desculpa com os olhos, mas eu não quis saber. Abati-o ali, a sangue frio, sem remorsos, sem qualquer pingo de sentimento, só queria que o cão deixasse de existir, que se calasse.
Não vou conseguir... Mas vou tentar chegar ao topo daquele monte e ver como é cair no fundo deste vale, pois morrer ao frio e à fome não é para mim, sou demasiado covarde.
Assim fiz. Subi e subi, até que cheguei. Lá no alto, avistava quase toda a mata, a vista era de tirar o ar, muito bonita mesmo. Pensei que seria um desperdício sujar aquele sítio, mas fraco como sou, tomei a decisão de me atirar. Tirei toda a roupa, estava muito frio. Enchi o peito de ar, olhei o horizonte e deixe-me cair. Quando estava a começar a cair, ouvi um cão ladrar. Se já estava gelado, mais gelado fiquei. Interrompi a queda e olhei para trás. O cão estava ali, a olhar para mim e pela expressão, já ali estava há alguns minutos. Sentado, mirava com desprezo. Senti-me ainda mais despido e gelado. Perguntei-lhe o que ele estava ali a fazer. A sua cabeça ainda tinha sangue, mas parecia de boa saúde. Eu fiquei estático, sem reacção. Levantou-se e dirigiu-se na minha direcção. Eu naquele momento pensei que me fosse matar e a minha covardia era de tal forma que já não me queria atirar, não queria que o cão me matasse, ali. Só queria fugir e continuar a fugir. Ele aproximava-se vagarosamente. Olhava para mim, com uma expressão de paz. Eu olhava a ravina e estava muito próximo de cair. Implorei que parasse, ajoelhei-me e pedi-lhe perdão. Chorava como uma criança, estava de joelhos em frente aquele cão, de joelhos, cheio de medo de morrer. O cão, deu mais um passo e quando estava muito perto de mim, parou. Olhou para mim e disse: Tens lume?
Como é irónica a vida depois da morte, não é?
domingo, 18 de janeiro de 2009
...
Alguém disse isto em estrangeiro.
"Good judgement comes from experience, and experience comes from bad judgement."
E eu digo isto:
Se a terra fosse um balde de merda, eu seria a tinta do balde.
Se o mar fosse a minha consciência, eu seria a tua.
Se o ser fosse sábio, eu seria o livro de mesa de cabeceira.
Se a matéria fosse invisível, eu seria o nada.
"Good judgement comes from experience, and experience comes from bad judgement."
E eu digo isto:
Se a terra fosse um balde de merda, eu seria a tinta do balde.
Se o mar fosse a minha consciência, eu seria a tua.
Se o ser fosse sábio, eu seria o livro de mesa de cabeceira.
Se a matéria fosse invisível, eu seria o nada.
Hoje está um dia Editors
Editors - Well Worn Hand
Wake up my love
Today I heard some bad news
Just what are we all supposed to do?
I won't let them get to you
I don't want to go out on my own anymore
I cant face the night like I used to before
Take my well worn hand
Let's lock ourselves away
We'll never, ever step outside
We'll curl up in a ball and hide
I don't want to go out on my own anymore
I cant face the night like I used to before
I don't want to go out on my own anymore
I cant face the night like I used to before
I'm so sorry for the things that they've done
I'm so sorry about what we've all become
Wake up my love
Today I heard some bad news
Just what are we all supposed to do?
I won't let them get to you
I don't want to go out on my own anymore
I cant face the night like I used to before
Take my well worn hand
Let's lock ourselves away
We'll never, ever step outside
We'll curl up in a ball and hide
I don't want to go out on my own anymore
I cant face the night like I used to before
I don't want to go out on my own anymore
I cant face the night like I used to before
I'm so sorry for the things that they've done
I'm so sorry about what we've all become
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
Silbretário
Vitra h gripa o chgaço, que metrécita o figripoto de neca, bristi go go, huir io guifrito. Mertre fistro er te biloiço a drefteria jo jorgagto, mis te a da fretirio gisto, merico, sa chilofrisco, e maltra vsitriperio ghoftario, jo sa tre xiborio de monitricia fogaços da infre-se t’omerzito distrei na irmir ber girtólio, ade jo e daz 12 maoila obretiri, prépro lo ol béstio.
Ghistr nedeteco sa freo hijo qser vostripar, sabreto berito jiço eti quato jfgi nefregocibsitro, misgotio hofre de vertri e bdremifigótio.
Ai, minha carne!
Caso queirão saber, eu não faço assim muita ideia do que aqui está escrito, mas Deus sabe.
Ghistr nedeteco sa freo hijo qser vostripar, sabreto berito jiço eti quato jfgi nefregocibsitro, misgotio hofre de vertri e bdremifigótio.
Ai, minha carne!
Caso queirão saber, eu não faço assim muita ideia do que aqui está escrito, mas Deus sabe.
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
O Mar
Amarrei-te ao meu cais
Fiz de ti um meu porto
Para te deixar nunca mais
Até que fique louco
Será sempre um mar sereno
Dentro do meu agitado mar
Recebo o teu amor pleno
Toda a tua vontade de amar
A onda que me corta a meio
É a mesma que me enche o coração
É a mesma que está no teu seio
É a mesma que dá a paixão
Vem mergulhar no meu oceano
Mergulha rápido e bem fundo
Até perderes esse belo ar sano
Neste mar do tamanho do mundo
Fiz de ti um meu porto
Para te deixar nunca mais
Até que fique louco
Será sempre um mar sereno
Dentro do meu agitado mar
Recebo o teu amor pleno
Toda a tua vontade de amar
A onda que me corta a meio
É a mesma que me enche o coração
É a mesma que está no teu seio
É a mesma que dá a paixão
Vem mergulhar no meu oceano
Mergulha rápido e bem fundo
Até perderes esse belo ar sano
Neste mar do tamanho do mundo
Ninho
Era uma manhã de Primavera, o vento estava calmo, o sol brilhava, a temperatura estava tão amena, tudo estava bem, parecia tudo em paz, o sossego estava presente. Até as pedras sorriam.
Uma andorinha negra e branca, pequena, voava, apanhava o seu alimento, estava feliz e era livre. O seu bater de asas e os sons que emitia, davam um alento especial ao cenário. Construía o seu ninho, para albergar a sua vida, sentia-se segura lá dentro. As paredes do ninho eram a sua protecção, a sua defesa e quanto mais construía, mas segura estava. Sabia que era esse o seu intuito de viver, estar segura, para segurar a sua vida e talvez de mais outra andorinha, e quiçá, de uma pequena e indefesa andorinha bebé. Construía com carinho, afinco e muito determinação. Nada mais interessava, só o ninho, a sua protecção, sentir-se segura e nada do que a rodeava lhe era importante.
Nessa tarde, o tempo mudou. Ficou muito vento e começou a chover. O seu ninho estava muito forte, era já muito sólido. E como já tinha trabalhado nele a manhã toda, foi para a sua segurança. Lá ficou, até a tempestade passar.
No entanto, um gigante meteorito, caiu do céu e esmagou o seu ninho. Nada pode fazer.
Conclusão: Há mar e mar, que duas a voar.
Uma andorinha negra e branca, pequena, voava, apanhava o seu alimento, estava feliz e era livre. O seu bater de asas e os sons que emitia, davam um alento especial ao cenário. Construía o seu ninho, para albergar a sua vida, sentia-se segura lá dentro. As paredes do ninho eram a sua protecção, a sua defesa e quanto mais construía, mas segura estava. Sabia que era esse o seu intuito de viver, estar segura, para segurar a sua vida e talvez de mais outra andorinha, e quiçá, de uma pequena e indefesa andorinha bebé. Construía com carinho, afinco e muito determinação. Nada mais interessava, só o ninho, a sua protecção, sentir-se segura e nada do que a rodeava lhe era importante.
Nessa tarde, o tempo mudou. Ficou muito vento e começou a chover. O seu ninho estava muito forte, era já muito sólido. E como já tinha trabalhado nele a manhã toda, foi para a sua segurança. Lá ficou, até a tempestade passar.
No entanto, um gigante meteorito, caiu do céu e esmagou o seu ninho. Nada pode fazer.
Conclusão: Há mar e mar, que duas a voar.
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
R de amor
Resisto com todos os meus sentidos, emitidos e ouvidos, sentidos, mas não merecidos.
Resisto a não te beijar, a não te ter, tocar, mas adoro, sentir que podia, não sofria, ria, de tanto amar.
Resisto com todas as minhas forças, são deveras, são loucas, mas são sinceras e não são poucas.
Resisto, tento, pouco, o meu pobre coração, treme, não de frio, mas sim de calor, que por amor, o sangue ferve, percorre o meu corpo, da cabeça ao pés, tu, o amor, és, uma flor, plantada, que caiu do céu e entrou, amada, cavou, o meu solitário coração e ficou.
Resisto de todas as formas, que não vejas, que não percebas, que não ouças, que não entendas, tenho medo, que te apercebas, muito medo, e luto, para que nada seja e tudo possa ser, todos os dias luto, não sendo, pois nada pode haver, só...
Resisto a que não se note, o bater do meu coração, que salta, pula, bem alto vai, exalta, quer sair, daqui para fora, quer partir, para junto do teu, agora!
Resisto ao que não sinto, sinto o que sei que não posso resistir.
Resisto, e... até ao dia...
Resisto a não te beijar, a não te ter, tocar, mas adoro, sentir que podia, não sofria, ria, de tanto amar.
Resisto com todas as minhas forças, são deveras, são loucas, mas são sinceras e não são poucas.
Resisto, tento, pouco, o meu pobre coração, treme, não de frio, mas sim de calor, que por amor, o sangue ferve, percorre o meu corpo, da cabeça ao pés, tu, o amor, és, uma flor, plantada, que caiu do céu e entrou, amada, cavou, o meu solitário coração e ficou.
Resisto de todas as formas, que não vejas, que não percebas, que não ouças, que não entendas, tenho medo, que te apercebas, muito medo, e luto, para que nada seja e tudo possa ser, todos os dias luto, não sendo, pois nada pode haver, só...
Resisto a que não se note, o bater do meu coração, que salta, pula, bem alto vai, exalta, quer sair, daqui para fora, quer partir, para junto do teu, agora!
Resisto ao que não sinto, sinto o que sei que não posso resistir.
Resisto, e... até ao dia...
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
O dia
Olhos nos olhos, falámos,
de mãos dadas ficámos,
de lábios colados ficaríamos,
unidos seríamos,
sem nunca sabermos,
só o sonho,
o doce sonho,
sonhado e amado…
O que poderia ser que não foi, o que poderia ser?
Nada
e tudo, tudo
e alguma coisa,
o amor que sinto
diz-me que sim,
a flor que cresce no jardim, também,
mas a ventania,
ai a ventania!
Essa diz que não,
diz que mais podia,
mas nada poderei fazer,
senão
esquecer, aquecer?
Entender?
Beber? Ouvir e amar...
Ficar com um pequeno pedaço de alma que algum dia podia sentir,
sentir e partiu,
sem entrar,
ou entrou?
Eu senti, e tu?
de mãos dadas ficámos,
de lábios colados ficaríamos,
unidos seríamos,
sem nunca sabermos,
só o sonho,
o doce sonho,
sonhado e amado…
O que poderia ser que não foi, o que poderia ser?
Nada
e tudo, tudo
e alguma coisa,
o amor que sinto
diz-me que sim,
a flor que cresce no jardim, também,
mas a ventania,
ai a ventania!
Essa diz que não,
diz que mais podia,
mas nada poderei fazer,
senão
esquecer, aquecer?
Entender?
Beber? Ouvir e amar...
Ficar com um pequeno pedaço de alma que algum dia podia sentir,
sentir e partiu,
sem entrar,
ou entrou?
Eu senti, e tu?
quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
Ano Novo?
Mas que merda é esta do Ano Novo? Mais uma vez há estas datas parvas em que de um dia para o outro tudo muda. Que parvoíce!
Vejamos:
De um dia para o outro a água que corre nas torneiras corre de maneira diferente?
Mudamos de nome?
Deixamos de pagar as contas?
Não é a passagem de um dia para o outro?
Passamos a ter mais ou menos amigos?
As nossas casas ficam pagas?
Lá por a data mudar um digito no ano, não implica que tudo mude, antes pelo contrário, tudo fica mais igual ainda, pois tudo está fechado. Não se pode pagar a água, a luz, etc, etc. Não se pode comprar um carro, não se pode comprar leite, nem sumol. Tenta-se ir mudar o estado civil e não se pode. Tenta-se ir cortar o cabelo e nada! É uma parvoíce pegada!
Vamos pôr fim ao Fim de Ano e mais ao Ano Novo! Vamos fazer as nossas passagens de ano todos os dias, menos neste, ou pelo menos, não nos dias feriados ou Domingos. Merda mais para os dias em que nada se pode fazer.
Por falar nisso, porque razão os locais públicos também têm os horários de almoço e de abertura e fecho dos outros locais, como escritórios e afins? Bolas! Eu vou ao banco à hora de almoço e o que se passa? Há só um caixa... Vou ao Super, há metade das caixas.... Quero comprar uma fato numa loja de comercio tradicional, fecha às 18.... Claro que depois os centros comerciais estão à pinha e o comércio tradicional queixa-se!
É pá! Vão-se encher de repolhos podres!
Bom Ano, mais oh camandro!
Vejamos:
De um dia para o outro a água que corre nas torneiras corre de maneira diferente?
Mudamos de nome?
Deixamos de pagar as contas?
Não é a passagem de um dia para o outro?
Passamos a ter mais ou menos amigos?
As nossas casas ficam pagas?
Lá por a data mudar um digito no ano, não implica que tudo mude, antes pelo contrário, tudo fica mais igual ainda, pois tudo está fechado. Não se pode pagar a água, a luz, etc, etc. Não se pode comprar um carro, não se pode comprar leite, nem sumol. Tenta-se ir mudar o estado civil e não se pode. Tenta-se ir cortar o cabelo e nada! É uma parvoíce pegada!
Vamos pôr fim ao Fim de Ano e mais ao Ano Novo! Vamos fazer as nossas passagens de ano todos os dias, menos neste, ou pelo menos, não nos dias feriados ou Domingos. Merda mais para os dias em que nada se pode fazer.
Por falar nisso, porque razão os locais públicos também têm os horários de almoço e de abertura e fecho dos outros locais, como escritórios e afins? Bolas! Eu vou ao banco à hora de almoço e o que se passa? Há só um caixa... Vou ao Super, há metade das caixas.... Quero comprar uma fato numa loja de comercio tradicional, fecha às 18.... Claro que depois os centros comerciais estão à pinha e o comércio tradicional queixa-se!
É pá! Vão-se encher de repolhos podres!
Bom Ano, mais oh camandro!
sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
Musa
Ó forte saudade, trazeis espessa lágrima
Ó terna amargura, bebais vós de meu coração
Vede como podeis encherdes esta boca
Vede como sereis a mais bela das musas
Será possível viver sem sentir-vos?
Será impossível manter a dor?
É lindo o manto negro que trazeis, Fátima
Lindo e espesso tapai a minha paixão
Sabeis serdes a mais louca
Sabeis e tornardes as coisas confusas
Como podereis esquecerdes-vos?
Como não podereis sentirdes calor?
Ó terna amargura, bebais vós de meu coração
Vede como podeis encherdes esta boca
Vede como sereis a mais bela das musas
Será possível viver sem sentir-vos?
Será impossível manter a dor?
É lindo o manto negro que trazeis, Fátima
Lindo e espesso tapai a minha paixão
Sabeis serdes a mais louca
Sabeis e tornardes as coisas confusas
Como podereis esquecerdes-vos?
Como não podereis sentirdes calor?
Diferenças de pressão.
Vento que faz arder a paixão do meu ser, com vontade de ter, de sofrer e sorrir, sem nunca partir.
Vento gelado que penetra na minha alma, trazendo uivos arrepiantes, cortantes, que me fazem gemer, com o toque duma rosa escarlate.
Vento forte como o aço, que arromba portas fechadas pelo passado, mal amado, endiabrado, conturbado pelo assolo de boas memórias, desfeitas, perfeitas.
Vento brando, que me adormece, que me aquece a esperança de amar e, esperar por um anjo de assas rotas, ocas, loucas sem eira, com firmeza, sem tristeza.
Vento revolto, desnorteado, sem rumo, sem futuro, sopra de todos os lados, traz maldade, traz felicidade, trás euforia e trás agonia.
Vento encantado, amado, vem de leve e não se sente, vem rente, mansinho, mesmo quando entra pelas frestas das portas, remexe, enriquece, faz cócegas e faz sorrir.
Vento quente, escaldante, que faz transpirar, suar, que se ouve no peito, esse ser imperfeito, natural, animal, sedento de mais, de mais calor, sem pudor.
Vento que nos salva, mesmo que sem querer, trás calma, trás prazer, leva o que resta de todos nós, a consciência, sem penitência.
Vento vento, que vem lento, ansioso por soprar na tua face, que faz fechar os olhos e te faz sentir, o toque, o dele, bem como o meu, meigo, calmo, singelo.
Sentes? Mentes...
Vento gelado que penetra na minha alma, trazendo uivos arrepiantes, cortantes, que me fazem gemer, com o toque duma rosa escarlate.
Vento forte como o aço, que arromba portas fechadas pelo passado, mal amado, endiabrado, conturbado pelo assolo de boas memórias, desfeitas, perfeitas.
Vento brando, que me adormece, que me aquece a esperança de amar e, esperar por um anjo de assas rotas, ocas, loucas sem eira, com firmeza, sem tristeza.
Vento revolto, desnorteado, sem rumo, sem futuro, sopra de todos os lados, traz maldade, traz felicidade, trás euforia e trás agonia.
Vento encantado, amado, vem de leve e não se sente, vem rente, mansinho, mesmo quando entra pelas frestas das portas, remexe, enriquece, faz cócegas e faz sorrir.
Vento quente, escaldante, que faz transpirar, suar, que se ouve no peito, esse ser imperfeito, natural, animal, sedento de mais, de mais calor, sem pudor.
Vento que nos salva, mesmo que sem querer, trás calma, trás prazer, leva o que resta de todos nós, a consciência, sem penitência.
Vento vento, que vem lento, ansioso por soprar na tua face, que faz fechar os olhos e te faz sentir, o toque, o dele, bem como o meu, meigo, calmo, singelo.
Sentes? Mentes...
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
Conto de Natal
Não se trata de um conto de Natal normal, mas sim dum conto de Natal anormal.
Era uma vez uma velhinha que vivia sozinha numa casinha, no alto dum monte. Era muito velhinha e metia coca todos os dias. De 3 em 3 meses o seu filho recolhia o produto e distribuía quilos e quilos pela cidade, em troca de lenha e couves, ou um pato, de vez em quando. A pobrezinha também cultivava ópio em estufas, que dava. Outras vezes davam-lhe em troca grandes quantidades de limão, que espremia e fazia limonadas excelentes. A erva era da melhor qualidade. Todos os dias fazia uma sopa para os pobres, para os mais carenciados e outros tantos pobre coitados que viviam nas redondezas e não tinham onde cair mortos. Tudo corria bem, no monte Alfores.
Certo dia apareceu um cavalheiro que parecia perdido. Bateu à porta da velhinha. Ela abriu. Ainda vinha com as narinas brancas do ultimo snif. O homem que pelo aspecto parecia ser estrangeiro, perguntou em Inglês onde podia encontrar um mecânico e como podia ser feliz junto duma mulher mais velha. A velhinha que sabia umas palavras em Inglês, indicou-lhe o caminho para a cidade, mas sem antes o convidar a dar uma. Ele recusou. A velhinha que passava muito tempo sozinha, ficou cheia de vontade de estar com o pobre homem. Como não tinha conseguido, ligou para o sobrinho, que prontamente a acudiu. Ficou satisfeita. Mas ficou sempre com a pulga atrás da orelha com o aparecimento de tal personagem por aquelas partes. A casa da velhinha era muito isolada, nada nem ninguém sabiam da sua existência, só quem queria produto, ou quem tinha fome, ou mesmo quem nunca tinha visto um melro que dizia as horas em Russo. Tentou saber do paradeiro do homem. Ligou para os seus informadores. Ninguém tinha visto o homem pela cidade. Pensou o pior. Pôs-se a caminho. Tirou o seu andarilho da garagem, ligou-o e lá foi a velhinha por montes e vales, na busca do suposto malfeitor. Encontrou umas pegadas junto do vale do Berço e o rodado dum carro que não conhecia. Pelas marcas, seria o carro do individuo. Arriscou mais e desceu. O seu andarilho estava equipado com tecnologia de ponta, nada era intransponível para o Guppy andarilho 3000. Quando chegou ao fim do vale, encontrou o carro parado, meio abandonado. Apeou-se. Pegou na glock 9mm, armou-a e procurou-o. Por entre os arbustos viu um vulto. Lá estava o homem, de calças em baixo a evacuar. Guardou a glock e disse com vós de velhinha que não podia estar ali a evacuar, não era ético. O pobre homem ia morrendo de susto e ficou cheio de tesão. A velhinha nem esperou que o homem limpasse o rabo e sentou-se em cima do mastro bem desfraldado. Ali tiveram até que o dia se pôs. O frio no vale era de rachar. Fizeram uma pequena fogueira, falaram a noite toda, entre penetrações animais, um risco aqui e ali e uns charros de erva da melhor qualidade. O homem de manhã tinha zarpado. A velhinha ficou em pânico, pois não só tinha deixado o bacalhau de molho, como pensou que algo poderia estar a acontecer com o seu lar. Pegou no andarilho e a toda a mecha, zarpou rumo à tua humilde casinha. Quando lá chegou, o pior estava a acontecer. Estavam a transportar a sua pobre e velhinha casa para outro lado. Ela ficou aterrorizada e fumou um ali, na hora. Deu um risco e acelerou! O homem, a sua grande paixão por uma noite, comandava as operações. Máquinas, homens, gruas, ferramentas, gatos e um gnu. A velhinha suplicou que não movessem a casa dali, pois desde que nascera que ali morava, mas o homem olhava-a com desespero e ordenava em Esperanto aos seguranças que a levassem dali. A velhinha estava perdida, em ansiedade pura, não sabia o que fazer. Perto do meio dia, apareceram os clientes do costume e foi com ar de espanto que viram tal aparato. Juntara-se em bloco e protestaram com paus e canetas de feltro. Gritavam em conjunto: “Não ao movimento!”. Eram completamente ignorados e nada puderam fazer. A casinha, velhinha, de xisto e pedra, estava a ser movida para um ermo. A velhinha não compreendia como tal desgraça lhe poderia estar a acontecer. Não tinha assinado nada e assim sendo, não tinha autorizado tal atrocidade. Mas no meio de tudo, lembrou-se que prometeu fidelidade ao homem e assinou um papel, lá para as 3 ou 4 da manhã, em que dava totais poderes ao cavalheiro, de fazer o que quisesse com tudo o que era dela. A nova produção de erva, tinha sido enxertada com outras ervas com índice de THC mais elevado e foi dessa erva que levou para o vale. Para além de tudo lhe parecer amanhã, o sorriso, a tesão, a felicidade, a vontade de voar, o querer subir aos pinheiros, de rebolar pela erva fresca da manhã e de ter tido a sensação de ter assinado uma treta qualquer, devia-se à tal erva. Pensou em usar a glock e despachar aquela gente toda. Mas a pobre velhinha era tão boazinha, que no mesmo tempo que teve tais pensamentos pecaminosos, recuou. O misterioso homem, não passava dum impostor que queria tornar aquele monte, numa estância turística e fazer rios de dinheiro à conta dos ricos que vinham das cidades em volta, bem como dos estrangeiros sedentos de horas de lazer, sem dar tréguas às pobres retretes que por aquelas partes eram como cogumelos. Devia-se à água do rio Franzião, que passava pelo meio do monte, pois a água estava contamina ainda com produtos que a velhinha tinha posto nos cultivos. Toda a produção tinha sido arrasada e viviam-se anos de infertilidade, pobreza extrema, agonia, maus tratos aos animais domésticos e muito solidão para os pobres. A velhinha, passava os dias a ressacar e tudo o que plantava, murchava, bem que ela usava a sua urina e a urina de ratos do campo, mas não tinham a mesma consistência da água do rio Franzião. O dia de Natal aproximava a passos largos e a tristeza apodera-se da casa da pobre velhinha, já acamada e sem droga, rezou pela ultima vez e pediu ajuda a Deus. Durante dois dias e sem comer, pediu ajuda. Passados 4 dias, foi ouvida e apresentou-se no tribunal. Foi finalmente julgada pelo tribunal dos Céus. Entre outros, o procurador era o São Pedro. No centro estava Deus, cheio de cólicas, mas muito altivo. Ali ficou durante várias horas, até ser absolvida e suas preces foram acedidas. No dia seguinte, gruas celestiais, moveram o complexo hoteleiro, para o vale do Berço, onde corria o rio Bentes. Mais conhecido como o vale da cagada. Ai os turistas podiam usufruiu das descargas consecutivas das ETARs dos concelhos limítrofes e tomar banho num dos rios mais sem descrição que havia na altura.
A pobre velhinha, que estava acamada, teve forças ainda para erguer uma pequena estufa e conseguiu manter durante algum tempo uma arvore de coca, uns quantos pés de erva e um pedacinho de ópio. Diz quem se lembra, que no dia de Natal, nevou coca no monte Alfores e todos correram em alegria para junto da velhinha. Foram todos muito felizes e os maus ficaram com uns gandas cornos! O Pai Natal apareceu e em troca de umas quantas prendas, levou 10 gramas e espalhou pela barba. Foi o Natal mais alucinado de todos os séculos.
Reza a história, e se conseguirem dar com o monte, que a velhinha ainda é viva e toca guitarra melhor que o Keith Richards.
Félix Natal!
Era uma vez uma velhinha que vivia sozinha numa casinha, no alto dum monte. Era muito velhinha e metia coca todos os dias. De 3 em 3 meses o seu filho recolhia o produto e distribuía quilos e quilos pela cidade, em troca de lenha e couves, ou um pato, de vez em quando. A pobrezinha também cultivava ópio em estufas, que dava. Outras vezes davam-lhe em troca grandes quantidades de limão, que espremia e fazia limonadas excelentes. A erva era da melhor qualidade. Todos os dias fazia uma sopa para os pobres, para os mais carenciados e outros tantos pobre coitados que viviam nas redondezas e não tinham onde cair mortos. Tudo corria bem, no monte Alfores.
Certo dia apareceu um cavalheiro que parecia perdido. Bateu à porta da velhinha. Ela abriu. Ainda vinha com as narinas brancas do ultimo snif. O homem que pelo aspecto parecia ser estrangeiro, perguntou em Inglês onde podia encontrar um mecânico e como podia ser feliz junto duma mulher mais velha. A velhinha que sabia umas palavras em Inglês, indicou-lhe o caminho para a cidade, mas sem antes o convidar a dar uma. Ele recusou. A velhinha que passava muito tempo sozinha, ficou cheia de vontade de estar com o pobre homem. Como não tinha conseguido, ligou para o sobrinho, que prontamente a acudiu. Ficou satisfeita. Mas ficou sempre com a pulga atrás da orelha com o aparecimento de tal personagem por aquelas partes. A casa da velhinha era muito isolada, nada nem ninguém sabiam da sua existência, só quem queria produto, ou quem tinha fome, ou mesmo quem nunca tinha visto um melro que dizia as horas em Russo. Tentou saber do paradeiro do homem. Ligou para os seus informadores. Ninguém tinha visto o homem pela cidade. Pensou o pior. Pôs-se a caminho. Tirou o seu andarilho da garagem, ligou-o e lá foi a velhinha por montes e vales, na busca do suposto malfeitor. Encontrou umas pegadas junto do vale do Berço e o rodado dum carro que não conhecia. Pelas marcas, seria o carro do individuo. Arriscou mais e desceu. O seu andarilho estava equipado com tecnologia de ponta, nada era intransponível para o Guppy andarilho 3000. Quando chegou ao fim do vale, encontrou o carro parado, meio abandonado. Apeou-se. Pegou na glock 9mm, armou-a e procurou-o. Por entre os arbustos viu um vulto. Lá estava o homem, de calças em baixo a evacuar. Guardou a glock e disse com vós de velhinha que não podia estar ali a evacuar, não era ético. O pobre homem ia morrendo de susto e ficou cheio de tesão. A velhinha nem esperou que o homem limpasse o rabo e sentou-se em cima do mastro bem desfraldado. Ali tiveram até que o dia se pôs. O frio no vale era de rachar. Fizeram uma pequena fogueira, falaram a noite toda, entre penetrações animais, um risco aqui e ali e uns charros de erva da melhor qualidade. O homem de manhã tinha zarpado. A velhinha ficou em pânico, pois não só tinha deixado o bacalhau de molho, como pensou que algo poderia estar a acontecer com o seu lar. Pegou no andarilho e a toda a mecha, zarpou rumo à tua humilde casinha. Quando lá chegou, o pior estava a acontecer. Estavam a transportar a sua pobre e velhinha casa para outro lado. Ela ficou aterrorizada e fumou um ali, na hora. Deu um risco e acelerou! O homem, a sua grande paixão por uma noite, comandava as operações. Máquinas, homens, gruas, ferramentas, gatos e um gnu. A velhinha suplicou que não movessem a casa dali, pois desde que nascera que ali morava, mas o homem olhava-a com desespero e ordenava em Esperanto aos seguranças que a levassem dali. A velhinha estava perdida, em ansiedade pura, não sabia o que fazer. Perto do meio dia, apareceram os clientes do costume e foi com ar de espanto que viram tal aparato. Juntara-se em bloco e protestaram com paus e canetas de feltro. Gritavam em conjunto: “Não ao movimento!”. Eram completamente ignorados e nada puderam fazer. A casinha, velhinha, de xisto e pedra, estava a ser movida para um ermo. A velhinha não compreendia como tal desgraça lhe poderia estar a acontecer. Não tinha assinado nada e assim sendo, não tinha autorizado tal atrocidade. Mas no meio de tudo, lembrou-se que prometeu fidelidade ao homem e assinou um papel, lá para as 3 ou 4 da manhã, em que dava totais poderes ao cavalheiro, de fazer o que quisesse com tudo o que era dela. A nova produção de erva, tinha sido enxertada com outras ervas com índice de THC mais elevado e foi dessa erva que levou para o vale. Para além de tudo lhe parecer amanhã, o sorriso, a tesão, a felicidade, a vontade de voar, o querer subir aos pinheiros, de rebolar pela erva fresca da manhã e de ter tido a sensação de ter assinado uma treta qualquer, devia-se à tal erva. Pensou em usar a glock e despachar aquela gente toda. Mas a pobre velhinha era tão boazinha, que no mesmo tempo que teve tais pensamentos pecaminosos, recuou. O misterioso homem, não passava dum impostor que queria tornar aquele monte, numa estância turística e fazer rios de dinheiro à conta dos ricos que vinham das cidades em volta, bem como dos estrangeiros sedentos de horas de lazer, sem dar tréguas às pobres retretes que por aquelas partes eram como cogumelos. Devia-se à água do rio Franzião, que passava pelo meio do monte, pois a água estava contamina ainda com produtos que a velhinha tinha posto nos cultivos. Toda a produção tinha sido arrasada e viviam-se anos de infertilidade, pobreza extrema, agonia, maus tratos aos animais domésticos e muito solidão para os pobres. A velhinha, passava os dias a ressacar e tudo o que plantava, murchava, bem que ela usava a sua urina e a urina de ratos do campo, mas não tinham a mesma consistência da água do rio Franzião. O dia de Natal aproximava a passos largos e a tristeza apodera-se da casa da pobre velhinha, já acamada e sem droga, rezou pela ultima vez e pediu ajuda a Deus. Durante dois dias e sem comer, pediu ajuda. Passados 4 dias, foi ouvida e apresentou-se no tribunal. Foi finalmente julgada pelo tribunal dos Céus. Entre outros, o procurador era o São Pedro. No centro estava Deus, cheio de cólicas, mas muito altivo. Ali ficou durante várias horas, até ser absolvida e suas preces foram acedidas. No dia seguinte, gruas celestiais, moveram o complexo hoteleiro, para o vale do Berço, onde corria o rio Bentes. Mais conhecido como o vale da cagada. Ai os turistas podiam usufruiu das descargas consecutivas das ETARs dos concelhos limítrofes e tomar banho num dos rios mais sem descrição que havia na altura.
A pobre velhinha, que estava acamada, teve forças ainda para erguer uma pequena estufa e conseguiu manter durante algum tempo uma arvore de coca, uns quantos pés de erva e um pedacinho de ópio. Diz quem se lembra, que no dia de Natal, nevou coca no monte Alfores e todos correram em alegria para junto da velhinha. Foram todos muito felizes e os maus ficaram com uns gandas cornos! O Pai Natal apareceu e em troca de umas quantas prendas, levou 10 gramas e espalhou pela barba. Foi o Natal mais alucinado de todos os séculos.
Reza a história, e se conseguirem dar com o monte, que a velhinha ainda é viva e toca guitarra melhor que o Keith Richards.
Félix Natal!
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
Momento de culinária.
Vaca com asas de desejo.
Ingredientes:
Uma casca de cebola mal amanhada
Um limão meio
Um quilo de vaca dum pais difícil de prenunciar o seu nome
Vários litros de alguma coisa que se beba e não provoque ânsias
Dois punhados de ervas e calhaus
Um grito
Unhas de Boa constrictor da família Boidae
Pimenta azul
Sal (nenhum)
Açúcar (se for num dia de granizo)
Uma gota de cuspo
Azeite homogeneizado
Alhos avançados
Quinze malaguetas do Azerbeijão
Tempo de preparação: Uma fase do dia
Dificuldade: Depende
Valor: Largas quantidades de dinheiro sujo
Preparação:
1ª Fase: Dispa-se, até ficar todo nu, ou nua.
2ª Fase: Coloque um chapa ao lume, mas cuidado, muito devagar e reserve.
3ª Fase: Numa tina de fazer a barba, junte o liquido com as ervas e atire-lhe os calhaus vigorosamente. Quando o liquido estiver reduzido a 1/3, descanse e vá tomar banho.
Num outro recipiente junte a carne de vaca (em pedaços ínfimos), com o limão meio e as unhas de Boa constrictor. Com a ponta dos dedos da duas mãos, amasse até ter um massa estúpida. Depois e sem saber muito bem como fez, atire o recipiente para o ar e deixe-o cair no chão, duma altura mais ou menos elevada, dependente do pé direito do local onde está a efectuar a operação. Tudo o que ficar fora do recipiente ignore. Deixe repousar durante uma parte da hora.
Descasque os alhos com cuidado, eles normalmente mordem. Noutro fogão, coloque uma frigideira manhosa em lume forte como aço, com um fio do azeite, os alhos, as malaguetas e o cuspo. Deixei tudo ficar bem bonito. Em seguida junte a carne do preparo anterior. Misture bem tudo com alma de lenhador. Mantenha o lume forte, mas com menos tino. Quando tudo estiver elevado, junte o liquido com as ervas e os calhaus. Deixei refogar em lume muito calmo, brando, terno, meigo, suave, mesmo muito ténue, durante 3 minutos. Corte em fatias a casca de cebola e deite sobre o preparo duma forma errática. Não misture, deixei que tudo fique ali, a olhar para si. Atire os grãos de pimenta contra a parede e tente fazer pontaria para o recipiente, todos os que entrarem, é porque tiveram azar.
Se tudo estiver mais ou menos feito sirva, senão, deixe estar até que alguém se queixe.
Tire a chapa do lume. Diga a quem quiser que pode pegar na chapa. Não tenha piedade, essa pessoa vai ficar com as mãos todas queimadas. O cheiro que fica é da maior importância para o sucesso deste prato.
Sirva como mais achar que tudo pode ser bom.
Acompanhe com arroz lilás.
Bom apetite, ou então, vá já a casa do seu vizinho e tente perguntar que horas são.
PS: Sirva o grito quando estiver à mesa.
PS1: Ter muita atenção com a parte do açúcar.
Ingredientes:
Uma casca de cebola mal amanhada
Um limão meio
Um quilo de vaca dum pais difícil de prenunciar o seu nome
Vários litros de alguma coisa que se beba e não provoque ânsias
Dois punhados de ervas e calhaus
Um grito
Unhas de Boa constrictor da família Boidae
Pimenta azul
Sal (nenhum)
Açúcar (se for num dia de granizo)
Uma gota de cuspo
Azeite homogeneizado
Alhos avançados
Quinze malaguetas do Azerbeijão
Tempo de preparação: Uma fase do dia
Dificuldade: Depende
Valor: Largas quantidades de dinheiro sujo
Preparação:
1ª Fase: Dispa-se, até ficar todo nu, ou nua.
2ª Fase: Coloque um chapa ao lume, mas cuidado, muito devagar e reserve.
3ª Fase: Numa tina de fazer a barba, junte o liquido com as ervas e atire-lhe os calhaus vigorosamente. Quando o liquido estiver reduzido a 1/3, descanse e vá tomar banho.
Num outro recipiente junte a carne de vaca (em pedaços ínfimos), com o limão meio e as unhas de Boa constrictor. Com a ponta dos dedos da duas mãos, amasse até ter um massa estúpida. Depois e sem saber muito bem como fez, atire o recipiente para o ar e deixe-o cair no chão, duma altura mais ou menos elevada, dependente do pé direito do local onde está a efectuar a operação. Tudo o que ficar fora do recipiente ignore. Deixe repousar durante uma parte da hora.
Descasque os alhos com cuidado, eles normalmente mordem. Noutro fogão, coloque uma frigideira manhosa em lume forte como aço, com um fio do azeite, os alhos, as malaguetas e o cuspo. Deixei tudo ficar bem bonito. Em seguida junte a carne do preparo anterior. Misture bem tudo com alma de lenhador. Mantenha o lume forte, mas com menos tino. Quando tudo estiver elevado, junte o liquido com as ervas e os calhaus. Deixei refogar em lume muito calmo, brando, terno, meigo, suave, mesmo muito ténue, durante 3 minutos. Corte em fatias a casca de cebola e deite sobre o preparo duma forma errática. Não misture, deixei que tudo fique ali, a olhar para si. Atire os grãos de pimenta contra a parede e tente fazer pontaria para o recipiente, todos os que entrarem, é porque tiveram azar.
Se tudo estiver mais ou menos feito sirva, senão, deixe estar até que alguém se queixe.
Tire a chapa do lume. Diga a quem quiser que pode pegar na chapa. Não tenha piedade, essa pessoa vai ficar com as mãos todas queimadas. O cheiro que fica é da maior importância para o sucesso deste prato.
Sirva como mais achar que tudo pode ser bom.
Acompanhe com arroz lilás.
Bom apetite, ou então, vá já a casa do seu vizinho e tente perguntar que horas são.
PS: Sirva o grito quando estiver à mesa.
PS1: Ter muita atenção com a parte do açúcar.
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
Na casa da banho
Assusta a vaidade de ser uma pessoa nova que pode ser velha mas sem grande noção do que está a falar. Pensar que pode vir a ser uma pessoa completamente diferente e entrar em domínios terríveis que nada são, mas tudo tenta ser. Se uma dia todos fossemos assim, se calhar não íamos ver o sol de noite, ou a neve no pico do verão. Já que se pode, porque não se vai fazer?
Dizia-me outro dia um amigo meu: Vais ficar muito mais feliz se tentares viver de forma a teres tudo o que queres, mas não pensares que podes ter o que os outros não querem.
Já por outro lado nunca se poderia utilizar a colher de pau num guisado, pois segundo as novas regras de culinária seria estúpido mexer um ovo com tal utensílio.
Para que não fiquemos todos a pensar que nada disto tem sentido, digo-vos que os dias são dias, porque não havia mais nada para fazer. Se vivêssemos todos no outro lado da lua, seríamos muito mais felizes. E porquê? É fácil. Só estou bem onde não estou, mas por outro lado ali não me parece bom estar, já estar onde eu não posso estar, mais vale estar onde eu possa estar, mesmo que não queira.
Confuso? Não. É pura lógica.
Seguindo essa linha de pensamento, podemos todos inverter os nossos caracteres e ser tudo, não sendo nada, pois sendo outro que não nós próprios, seremos outro, que por sua vez, queria ser um de nós. Mais vale ser quem somos, de uma forma lógica e deixarmo-nos de merdas!
Ontem na casa de banho pensava: se não me limpar vou passar o resto do dia a coçar o cu.
Não seria bem melhor que andar a coçar a consciência?
Há dias em que os dias mais parecem, meses e há dias em que os mês mais parecem mês. Daí o tempo ser relativo, ou não, depende onde estejamos. Se for na China, será um dia mais giro que no Burundi. Não só por é maior, como há muito mais coisas para fazer.
Finalizando; se formos pessoas felizes, podemos ser aquilo que queremos, se formos infelizes, também, mas de uma forma mais vigorosa.
Que ganda cagada!
Dizia-me outro dia um amigo meu: Vais ficar muito mais feliz se tentares viver de forma a teres tudo o que queres, mas não pensares que podes ter o que os outros não querem.
Já por outro lado nunca se poderia utilizar a colher de pau num guisado, pois segundo as novas regras de culinária seria estúpido mexer um ovo com tal utensílio.
Para que não fiquemos todos a pensar que nada disto tem sentido, digo-vos que os dias são dias, porque não havia mais nada para fazer. Se vivêssemos todos no outro lado da lua, seríamos muito mais felizes. E porquê? É fácil. Só estou bem onde não estou, mas por outro lado ali não me parece bom estar, já estar onde eu não posso estar, mais vale estar onde eu possa estar, mesmo que não queira.
Confuso? Não. É pura lógica.
Seguindo essa linha de pensamento, podemos todos inverter os nossos caracteres e ser tudo, não sendo nada, pois sendo outro que não nós próprios, seremos outro, que por sua vez, queria ser um de nós. Mais vale ser quem somos, de uma forma lógica e deixarmo-nos de merdas!
Ontem na casa de banho pensava: se não me limpar vou passar o resto do dia a coçar o cu.
Não seria bem melhor que andar a coçar a consciência?
Há dias em que os dias mais parecem, meses e há dias em que os mês mais parecem mês. Daí o tempo ser relativo, ou não, depende onde estejamos. Se for na China, será um dia mais giro que no Burundi. Não só por é maior, como há muito mais coisas para fazer.
Finalizando; se formos pessoas felizes, podemos ser aquilo que queremos, se formos infelizes, também, mas de uma forma mais vigorosa.
Que ganda cagada!
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
A bem dizer....
Olho só com um olho, depois com o outro, e o outro. Arroto e peido-me ao mesmo tempo. Paro de olhar e fecho os olhos. Lógico!
Morro? Que estupidez!
Sinto uma agonia... Gregório!!!
Jesus Cristo era roto!
Cus, cus, cus
Mus, mus, mus,
Truz, truz, truz,
E assim foram felizes para sempre.
Faço-te um broche
Que lindo broche,
Já parece um broche...
Um daqueles...
Sabes, que tem...
É lindo, o broche que te dei.
Podes por ao peito!
C’olho p’a ti e fico logo azul e sem um tusto!
Bem me queria parecer que eras a...
C’um raio! Estou-me a vir...
Mais parece um erro que uma pessoa! Grande rinoceronte!
A sem gloria e mordaz cavalgada no teus peitos horríveis, mas grandes.
- Berdá?
- Sim estúpido!
- Não se tiram macacos do cu e se metem nas orelhas das outras pessoas?
Fico morto sem dor.
A dor fica sem morto.
Morto fico sem dor.
Sem dor fico a morrer.
A morrer fico sem dor.
Dor, fica sem morrer.
Fica! Fica!
(Vou dizer uma asneira) Posso?
(Cont...)
Faz de conta que vais passear com o teu cão, o gato comeu, aproveitas e fazes uma festa no sótão da casa branca, do teu arqui-inimigo, que ao mesmo tempo também não percebes. Mas nunca bebas aquilo que dizes, pois podes fica barbaramente violenta e mal cheirosa. Calça os ténis e vamos.
Porque morro eu pálido e branco? Esqueceram-se de por a maquilhagem...
“Sinto um vazio dentro de mim.”
O gordo.
Estou morto por morrer leve com a leveza do ser leve e elevado. És mesmo estúpido!
Caralho!
(Cont...)
Olha que este gajo é mesmo maluco! Aonde é que ele dorme? Contigo não é de certeza... pois este gajo é mesmo maluco.
OK. À meia-noite e tal, no quarto do teu namorado. Sem cuecas, certo?
O capado.
Às vezes penso que estou a falar sozinho. Que barraca!
Mil oras (com H) só, sem te ver e a vir-me.
RIP
Originalmente falando: não se passa nada entre elle e ella, é apenas um mau entendimento entre Ls.
Puxo o autoclismo e penso em ti, que maravilha ver-te a desceres pela sanita sem pedires.
Santa era A... e ficou grávida.
Que olhos de fome são esses que tu tens! Será que já pintas?
Ideologias, fascistas, comunistas, racistas, generalistas, materialistas, camionistas, benfiquistas, separatistas, portistas, direitistas, racionalistas, e as pulgas que não me largam!
- Bom, bom, ‘tá bem! 10 metros?
- Só?
- Olha que maior não podia.
- Mas a minha cona tem 20 metros....
Vai-te com os porcos, oh martelo!
‘Tá bem, eu fodo-te!
Como é simples pensar em nada. Que felicidade!
Beijo o teu papinho vermelho. Logo em seguida vomito, pois os gafanhotos não me caíram bem. Começo com diarreia. Os olhos a incharem. A picha morre afogada dentro dela. Que belo dia!
Como me odeio.
Morro? Que estupidez!
Sinto uma agonia... Gregório!!!
Jesus Cristo era roto!
Cus, cus, cus
Mus, mus, mus,
Truz, truz, truz,
E assim foram felizes para sempre.
Faço-te um broche
Que lindo broche,
Já parece um broche...
Um daqueles...
Sabes, que tem...
É lindo, o broche que te dei.
Podes por ao peito!
C’olho p’a ti e fico logo azul e sem um tusto!
Bem me queria parecer que eras a...
C’um raio! Estou-me a vir...
Mais parece um erro que uma pessoa! Grande rinoceronte!
A sem gloria e mordaz cavalgada no teus peitos horríveis, mas grandes.
- Berdá?
- Sim estúpido!
- Não se tiram macacos do cu e se metem nas orelhas das outras pessoas?
Fico morto sem dor.
A dor fica sem morto.
Morto fico sem dor.
Sem dor fico a morrer.
A morrer fico sem dor.
Dor, fica sem morrer.
Fica! Fica!
(Vou dizer uma asneira) Posso?
(Cont...)
Faz de conta que vais passear com o teu cão, o gato comeu, aproveitas e fazes uma festa no sótão da casa branca, do teu arqui-inimigo, que ao mesmo tempo também não percebes. Mas nunca bebas aquilo que dizes, pois podes fica barbaramente violenta e mal cheirosa. Calça os ténis e vamos.
Porque morro eu pálido e branco? Esqueceram-se de por a maquilhagem...
“Sinto um vazio dentro de mim.”
O gordo.
Estou morto por morrer leve com a leveza do ser leve e elevado. És mesmo estúpido!
Caralho!
(Cont...)
Olha que este gajo é mesmo maluco! Aonde é que ele dorme? Contigo não é de certeza... pois este gajo é mesmo maluco.
OK. À meia-noite e tal, no quarto do teu namorado. Sem cuecas, certo?
O capado.
Às vezes penso que estou a falar sozinho. Que barraca!
Mil oras (com H) só, sem te ver e a vir-me.
RIP
Originalmente falando: não se passa nada entre elle e ella, é apenas um mau entendimento entre Ls.
Puxo o autoclismo e penso em ti, que maravilha ver-te a desceres pela sanita sem pedires.
Santa era A... e ficou grávida.
Que olhos de fome são esses que tu tens! Será que já pintas?
Ideologias, fascistas, comunistas, racistas, generalistas, materialistas, camionistas, benfiquistas, separatistas, portistas, direitistas, racionalistas, e as pulgas que não me largam!
- Bom, bom, ‘tá bem! 10 metros?
- Só?
- Olha que maior não podia.
- Mas a minha cona tem 20 metros....
Vai-te com os porcos, oh martelo!
‘Tá bem, eu fodo-te!
Como é simples pensar em nada. Que felicidade!
Beijo o teu papinho vermelho. Logo em seguida vomito, pois os gafanhotos não me caíram bem. Começo com diarreia. Os olhos a incharem. A picha morre afogada dentro dela. Que belo dia!
Como me odeio.
domingo, 7 de dezembro de 2008
Cuidado com as drogas pesadas...
Já que fico, talvez não vá.
Ao fim de uns ânus já não sabia o que era morrer deitado num armário, muito, muito, muito estreitinho.
Que lógico é ser lógico?
Ser lógico é ter lógica!
Lógica, é lógico!
Então porque razão a minha prima me deixou esta maçã?
Um micro do segundo, é o tempo em que eu penso que me vou vir e o tempo que me venho 10 vezes!
Quem tira os 3, tira 4 ou 5!
Como eu dizia há pouco; A Maria era virgem e ficou grávida.
O tentilhão mordiscou a mão sem tesão do meu colhão que estava no garrafão. Não! Obrigadão!
Finjo que finjo, mas não finjo!
Bem, quem não fica, é assim como quem não vai.
Como é bom pensar na tua morte... Pedra de Chuva!
Mas não ficamos por aqui, também te enrabamos!
Ao fim de uns ânus já não sabia o que era morrer deitado num armário, muito, muito, muito estreitinho.
Que lógico é ser lógico?
Ser lógico é ter lógica!
Lógica, é lógico!
Então porque razão a minha prima me deixou esta maçã?
Um micro do segundo, é o tempo em que eu penso que me vou vir e o tempo que me venho 10 vezes!
Quem tira os 3, tira 4 ou 5!
Como eu dizia há pouco; A Maria era virgem e ficou grávida.
O tentilhão mordiscou a mão sem tesão do meu colhão que estava no garrafão. Não! Obrigadão!
Finjo que finjo, mas não finjo!
Bem, quem não fica, é assim como quem não vai.
Como é bom pensar na tua morte... Pedra de Chuva!
Mas não ficamos por aqui, também te enrabamos!
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