sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Silbretário

Vitra h gripa o chgaço, que metrécita o figripoto de neca, bristi go go, huir io guifrito. Mertre fistro er te biloiço a drefteria jo jorgagto, mis te a da fretirio gisto, merico, sa chilofrisco, e maltra vsitriperio ghoftario, jo sa tre xiborio de monitricia fogaços da infre-se t’omerzito distrei na irmir ber girtólio, ade jo e daz 12 maoila obretiri, prépro lo ol béstio.
Ghistr nedeteco sa freo hijo qser vostripar, sabreto berito jiço eti quato jfgi nefregocibsitro, misgotio hofre de vertri e bdremifigótio.
Ai, minha carne!

Caso queirão saber, eu não faço assim muita ideia do que aqui está escrito, mas Deus sabe.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

O Mar

Amarrei-te ao meu cais
Fiz de ti um meu porto
Para te deixar nunca mais
Até que fique louco

Será sempre um mar sereno
Dentro do meu agitado mar
Recebo o teu amor pleno
Toda a tua vontade de amar

A onda que me corta a meio
É a mesma que me enche o coração
É a mesma que está no teu seio
É a mesma que dá a paixão

Vem mergulhar no meu oceano
Mergulha rápido e bem fundo
Até perderes esse belo ar sano
Neste mar do tamanho do mundo

Ninho

Era uma manhã de Primavera, o vento estava calmo, o sol brilhava, a temperatura estava tão amena, tudo estava bem, parecia tudo em paz, o sossego estava presente. Até as pedras sorriam.
Uma andorinha negra e branca, pequena, voava, apanhava o seu alimento, estava feliz e era livre. O seu bater de asas e os sons que emitia, davam um alento especial ao cenário. Construía o seu ninho, para albergar a sua vida, sentia-se segura lá dentro. As paredes do ninho eram a sua protecção, a sua defesa e quanto mais construía, mas segura estava. Sabia que era esse o seu intuito de viver, estar segura, para segurar a sua vida e talvez de mais outra andorinha, e quiçá, de uma pequena e indefesa andorinha bebé. Construía com carinho, afinco e muito determinação. Nada mais interessava, só o ninho, a sua protecção, sentir-se segura e nada do que a rodeava lhe era importante.
Nessa tarde, o tempo mudou. Ficou muito vento e começou a chover. O seu ninho estava muito forte, era já muito sólido. E como já tinha trabalhado nele a manhã toda, foi para a sua segurança. Lá ficou, até a tempestade passar.
No entanto, um gigante meteorito, caiu do céu e esmagou o seu ninho. Nada pode fazer.

Conclusão: Há mar e mar, que duas a voar.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

R de amor

Resisto com todos os meus sentidos, emitidos e ouvidos, sentidos, mas não merecidos.

Resisto a não te beijar, a não te ter, tocar, mas adoro, sentir que podia, não sofria, ria, de tanto amar.

Resisto com todas as minhas forças, são deveras, são loucas, mas são sinceras e não são poucas.

Resisto, tento, pouco, o meu pobre coração, treme, não de frio, mas sim de calor, que por amor, o sangue ferve, percorre o meu corpo, da cabeça ao pés, tu, o amor, és, uma flor, plantada, que caiu do céu e entrou, amada, cavou, o meu solitário coração e ficou.

Resisto de todas as formas, que não vejas, que não percebas, que não ouças, que não entendas, tenho medo, que te apercebas, muito medo, e luto, para que nada seja e tudo possa ser, todos os dias luto, não sendo, pois nada pode haver, só...

Resisto a que não se note, o bater do meu coração, que salta, pula, bem alto vai, exalta, quer sair, daqui para fora, quer partir, para junto do teu, agora!

Resisto ao que não sinto, sinto o que sei que não posso resistir.

Resisto, e... até ao dia...

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

O dia

Olhos nos olhos, falámos,
de mãos dadas ficámos,
de lábios colados ficaríamos,
unidos seríamos,
sem nunca sabermos,
só o sonho,
o doce sonho,
sonhado e amado…
O que poderia ser que não foi, o que poderia ser?
Nada
e tudo, tudo
e alguma coisa,
o amor que sinto
diz-me que sim,
a flor que cresce no jardim, também,
mas a ventania,
ai a ventania!
Essa diz que não,
diz que mais podia,
mas nada poderei fazer,
senão
esquecer, aquecer?
Entender?
Beber? Ouvir e amar...
Ficar com um pequeno pedaço de alma que algum dia podia sentir,
sentir e partiu,
sem entrar,
ou entrou?
Eu senti, e tu?

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Ano Novo?

Mas que merda é esta do Ano Novo? Mais uma vez há estas datas parvas em que de um dia para o outro tudo muda. Que parvoíce!
Vejamos:
De um dia para o outro a água que corre nas torneiras corre de maneira diferente?
Mudamos de nome?
Deixamos de pagar as contas?
Não é a passagem de um dia para o outro?
Passamos a ter mais ou menos amigos?
As nossas casas ficam pagas?

Lá por a data mudar um digito no ano, não implica que tudo mude, antes pelo contrário, tudo fica mais igual ainda, pois tudo está fechado. Não se pode pagar a água, a luz, etc, etc. Não se pode comprar um carro, não se pode comprar leite, nem sumol. Tenta-se ir mudar o estado civil e não se pode. Tenta-se ir cortar o cabelo e nada! É uma parvoíce pegada!

Vamos pôr fim ao Fim de Ano e mais ao Ano Novo! Vamos fazer as nossas passagens de ano todos os dias, menos neste, ou pelo menos, não nos dias feriados ou Domingos. Merda mais para os dias em que nada se pode fazer.

Por falar nisso, porque razão os locais públicos também têm os horários de almoço e de abertura e fecho dos outros locais, como escritórios e afins? Bolas! Eu vou ao banco à hora de almoço e o que se passa? Há só um caixa... Vou ao Super, há metade das caixas.... Quero comprar uma fato numa loja de comercio tradicional, fecha às 18.... Claro que depois os centros comerciais estão à pinha e o comércio tradicional queixa-se!

É pá! Vão-se encher de repolhos podres!

Bom Ano, mais oh camandro!

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Musa

Ó forte saudade, trazeis espessa lágrima
Ó terna amargura, bebais vós de meu coração
Vede como podeis encherdes esta boca
Vede como sereis a mais bela das musas
Será possível viver sem sentir-vos?
Será impossível manter a dor?
É lindo o manto negro que trazeis, Fátima
Lindo e espesso tapai a minha paixão
Sabeis serdes a mais louca
Sabeis e tornardes as coisas confusas
Como podereis esquecerdes-vos?
Como não podereis sentirdes calor?

Diferenças de pressão.

Vento que faz arder a paixão do meu ser, com vontade de ter, de sofrer e sorrir, sem nunca partir.
Vento gelado que penetra na minha alma, trazendo uivos arrepiantes, cortantes, que me fazem gemer, com o toque duma rosa escarlate.
Vento forte como o aço, que arromba portas fechadas pelo passado, mal amado, endiabrado, conturbado pelo assolo de boas memórias, desfeitas, perfeitas.
Vento brando, que me adormece, que me aquece a esperança de amar e, esperar por um anjo de assas rotas, ocas, loucas sem eira, com firmeza, sem tristeza.
Vento revolto, desnorteado, sem rumo, sem futuro, sopra de todos os lados, traz maldade, traz felicidade, trás euforia e trás agonia.
Vento encantado, amado, vem de leve e não se sente, vem rente, mansinho, mesmo quando entra pelas frestas das portas, remexe, enriquece, faz cócegas e faz sorrir.
Vento quente, escaldante, que faz transpirar, suar, que se ouve no peito, esse ser imperfeito, natural, animal, sedento de mais, de mais calor, sem pudor.
Vento que nos salva, mesmo que sem querer, trás calma, trás prazer, leva o que resta de todos nós, a consciência, sem penitência.
Vento vento, que vem lento, ansioso por soprar na tua face, que faz fechar os olhos e te faz sentir, o toque, o dele, bem como o meu, meigo, calmo, singelo.


Sentes? Mentes...

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Conto de Natal

Não se trata de um conto de Natal normal, mas sim dum conto de Natal anormal.

Era uma vez uma velhinha que vivia sozinha numa casinha, no alto dum monte. Era muito velhinha e metia coca todos os dias. De 3 em 3 meses o seu filho recolhia o produto e distribuía quilos e quilos pela cidade, em troca de lenha e couves, ou um pato, de vez em quando. A pobrezinha também cultivava ópio em estufas, que dava. Outras vezes davam-lhe em troca grandes quantidades de limão, que espremia e fazia limonadas excelentes. A erva era da melhor qualidade. Todos os dias fazia uma sopa para os pobres, para os mais carenciados e outros tantos pobre coitados que viviam nas redondezas e não tinham onde cair mortos. Tudo corria bem, no monte Alfores.
Certo dia apareceu um cavalheiro que parecia perdido. Bateu à porta da velhinha. Ela abriu. Ainda vinha com as narinas brancas do ultimo snif. O homem que pelo aspecto parecia ser estrangeiro, perguntou em Inglês onde podia encontrar um mecânico e como podia ser feliz junto duma mulher mais velha. A velhinha que sabia umas palavras em Inglês, indicou-lhe o caminho para a cidade, mas sem antes o convidar a dar uma. Ele recusou. A velhinha que passava muito tempo sozinha, ficou cheia de vontade de estar com o pobre homem. Como não tinha conseguido, ligou para o sobrinho, que prontamente a acudiu. Ficou satisfeita. Mas ficou sempre com a pulga atrás da orelha com o aparecimento de tal personagem por aquelas partes. A casa da velhinha era muito isolada, nada nem ninguém sabiam da sua existência, só quem queria produto, ou quem tinha fome, ou mesmo quem nunca tinha visto um melro que dizia as horas em Russo. Tentou saber do paradeiro do homem. Ligou para os seus informadores. Ninguém tinha visto o homem pela cidade. Pensou o pior. Pôs-se a caminho. Tirou o seu andarilho da garagem, ligou-o e lá foi a velhinha por montes e vales, na busca do suposto malfeitor. Encontrou umas pegadas junto do vale do Berço e o rodado dum carro que não conhecia. Pelas marcas, seria o carro do individuo. Arriscou mais e desceu. O seu andarilho estava equipado com tecnologia de ponta, nada era intransponível para o Guppy andarilho 3000. Quando chegou ao fim do vale, encontrou o carro parado, meio abandonado. Apeou-se. Pegou na glock 9mm, armou-a e procurou-o. Por entre os arbustos viu um vulto. Lá estava o homem, de calças em baixo a evacuar. Guardou a glock e disse com vós de velhinha que não podia estar ali a evacuar, não era ético. O pobre homem ia morrendo de susto e ficou cheio de tesão. A velhinha nem esperou que o homem limpasse o rabo e sentou-se em cima do mastro bem desfraldado. Ali tiveram até que o dia se pôs. O frio no vale era de rachar. Fizeram uma pequena fogueira, falaram a noite toda, entre penetrações animais, um risco aqui e ali e uns charros de erva da melhor qualidade. O homem de manhã tinha zarpado. A velhinha ficou em pânico, pois não só tinha deixado o bacalhau de molho, como pensou que algo poderia estar a acontecer com o seu lar. Pegou no andarilho e a toda a mecha, zarpou rumo à tua humilde casinha. Quando lá chegou, o pior estava a acontecer. Estavam a transportar a sua pobre e velhinha casa para outro lado. Ela ficou aterrorizada e fumou um ali, na hora. Deu um risco e acelerou! O homem, a sua grande paixão por uma noite, comandava as operações. Máquinas, homens, gruas, ferramentas, gatos e um gnu. A velhinha suplicou que não movessem a casa dali, pois desde que nascera que ali morava, mas o homem olhava-a com desespero e ordenava em Esperanto aos seguranças que a levassem dali. A velhinha estava perdida, em ansiedade pura, não sabia o que fazer. Perto do meio dia, apareceram os clientes do costume e foi com ar de espanto que viram tal aparato. Juntara-se em bloco e protestaram com paus e canetas de feltro. Gritavam em conjunto: “Não ao movimento!”. Eram completamente ignorados e nada puderam fazer. A casinha, velhinha, de xisto e pedra, estava a ser movida para um ermo. A velhinha não compreendia como tal desgraça lhe poderia estar a acontecer. Não tinha assinado nada e assim sendo, não tinha autorizado tal atrocidade. Mas no meio de tudo, lembrou-se que prometeu fidelidade ao homem e assinou um papel, lá para as 3 ou 4 da manhã, em que dava totais poderes ao cavalheiro, de fazer o que quisesse com tudo o que era dela. A nova produção de erva, tinha sido enxertada com outras ervas com índice de THC mais elevado e foi dessa erva que levou para o vale. Para além de tudo lhe parecer amanhã, o sorriso, a tesão, a felicidade, a vontade de voar, o querer subir aos pinheiros, de rebolar pela erva fresca da manhã e de ter tido a sensação de ter assinado uma treta qualquer, devia-se à tal erva. Pensou em usar a glock e despachar aquela gente toda. Mas a pobre velhinha era tão boazinha, que no mesmo tempo que teve tais pensamentos pecaminosos, recuou. O misterioso homem, não passava dum impostor que queria tornar aquele monte, numa estância turística e fazer rios de dinheiro à conta dos ricos que vinham das cidades em volta, bem como dos estrangeiros sedentos de horas de lazer, sem dar tréguas às pobres retretes que por aquelas partes eram como cogumelos. Devia-se à água do rio Franzião, que passava pelo meio do monte, pois a água estava contamina ainda com produtos que a velhinha tinha posto nos cultivos. Toda a produção tinha sido arrasada e viviam-se anos de infertilidade, pobreza extrema, agonia, maus tratos aos animais domésticos e muito solidão para os pobres. A velhinha, passava os dias a ressacar e tudo o que plantava, murchava, bem que ela usava a sua urina e a urina de ratos do campo, mas não tinham a mesma consistência da água do rio Franzião. O dia de Natal aproximava a passos largos e a tristeza apodera-se da casa da pobre velhinha, já acamada e sem droga, rezou pela ultima vez e pediu ajuda a Deus. Durante dois dias e sem comer, pediu ajuda. Passados 4 dias, foi ouvida e apresentou-se no tribunal. Foi finalmente julgada pelo tribunal dos Céus. Entre outros, o procurador era o São Pedro. No centro estava Deus, cheio de cólicas, mas muito altivo. Ali ficou durante várias horas, até ser absolvida e suas preces foram acedidas. No dia seguinte, gruas celestiais, moveram o complexo hoteleiro, para o vale do Berço, onde corria o rio Bentes. Mais conhecido como o vale da cagada. Ai os turistas podiam usufruiu das descargas consecutivas das ETARs dos concelhos limítrofes e tomar banho num dos rios mais sem descrição que havia na altura.
A pobre velhinha, que estava acamada, teve forças ainda para erguer uma pequena estufa e conseguiu manter durante algum tempo uma arvore de coca, uns quantos pés de erva e um pedacinho de ópio. Diz quem se lembra, que no dia de Natal, nevou coca no monte Alfores e todos correram em alegria para junto da velhinha. Foram todos muito felizes e os maus ficaram com uns gandas cornos! O Pai Natal apareceu e em troca de umas quantas prendas, levou 10 gramas e espalhou pela barba. Foi o Natal mais alucinado de todos os séculos.

Reza a história, e se conseguirem dar com o monte, que a velhinha ainda é viva e toca guitarra melhor que o Keith Richards.


Félix Natal!

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Momento de culinária.

Vaca com asas de desejo.

Ingredientes:
Uma casca de cebola mal amanhada
Um limão meio
Um quilo de vaca dum pais difícil de prenunciar o seu nome
Vários litros de alguma coisa que se beba e não provoque ânsias
Dois punhados de ervas e calhaus
Um grito
Unhas de Boa constrictor da família Boidae
Pimenta azul
Sal (nenhum)
Açúcar (se for num dia de granizo)
Uma gota de cuspo
Azeite homogeneizado
Alhos avançados
Quinze malaguetas do Azerbeijão

Tempo de preparação: Uma fase do dia
Dificuldade: Depende
Valor: Largas quantidades de dinheiro sujo

Preparação:

1ª Fase: Dispa-se, até ficar todo nu, ou nua.

2ª Fase: Coloque um chapa ao lume, mas cuidado, muito devagar e reserve.

3ª Fase: Numa tina de fazer a barba, junte o liquido com as ervas e atire-lhe os calhaus vigorosamente. Quando o liquido estiver reduzido a 1/3, descanse e vá tomar banho.
Num outro recipiente junte a carne de vaca (em pedaços ínfimos), com o limão meio e as unhas de Boa constrictor. Com a ponta dos dedos da duas mãos, amasse até ter um massa estúpida. Depois e sem saber muito bem como fez, atire o recipiente para o ar e deixe-o cair no chão, duma altura mais ou menos elevada, dependente do pé direito do local onde está a efectuar a operação. Tudo o que ficar fora do recipiente ignore. Deixe repousar durante uma parte da hora.
Descasque os alhos com cuidado, eles normalmente mordem. Noutro fogão, coloque uma frigideira manhosa em lume forte como aço, com um fio do azeite, os alhos, as malaguetas e o cuspo. Deixei tudo ficar bem bonito. Em seguida junte a carne do preparo anterior. Misture bem tudo com alma de lenhador. Mantenha o lume forte, mas com menos tino. Quando tudo estiver elevado, junte o liquido com as ervas e os calhaus. Deixei refogar em lume muito calmo, brando, terno, meigo, suave, mesmo muito ténue, durante 3 minutos. Corte em fatias a casca de cebola e deite sobre o preparo duma forma errática. Não misture, deixei que tudo fique ali, a olhar para si. Atire os grãos de pimenta contra a parede e tente fazer pontaria para o recipiente, todos os que entrarem, é porque tiveram azar.
Se tudo estiver mais ou menos feito sirva, senão, deixe estar até que alguém se queixe.
Tire a chapa do lume. Diga a quem quiser que pode pegar na chapa. Não tenha piedade, essa pessoa vai ficar com as mãos todas queimadas. O cheiro que fica é da maior importância para o sucesso deste prato.


Sirva como mais achar que tudo pode ser bom.

Acompanhe com arroz lilás.



Bom apetite, ou então, vá já a casa do seu vizinho e tente perguntar que horas são.


PS: Sirva o grito quando estiver à mesa.

PS1: Ter muita atenção com a parte do açúcar.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Na casa da banho

Assusta a vaidade de ser uma pessoa nova que pode ser velha mas sem grande noção do que está a falar. Pensar que pode vir a ser uma pessoa completamente diferente e entrar em domínios terríveis que nada são, mas tudo tenta ser. Se uma dia todos fossemos assim, se calhar não íamos ver o sol de noite, ou a neve no pico do verão. Já que se pode, porque não se vai fazer?
Dizia-me outro dia um amigo meu: Vais ficar muito mais feliz se tentares viver de forma a teres tudo o que queres, mas não pensares que podes ter o que os outros não querem.
Já por outro lado nunca se poderia utilizar a colher de pau num guisado, pois segundo as novas regras de culinária seria estúpido mexer um ovo com tal utensílio.
Para que não fiquemos todos a pensar que nada disto tem sentido, digo-vos que os dias são dias, porque não havia mais nada para fazer. Se vivêssemos todos no outro lado da lua, seríamos muito mais felizes. E porquê? É fácil. Só estou bem onde não estou, mas por outro lado ali não me parece bom estar, já estar onde eu não posso estar, mais vale estar onde eu possa estar, mesmo que não queira.
Confuso? Não. É pura lógica.
Seguindo essa linha de pensamento, podemos todos inverter os nossos caracteres e ser tudo, não sendo nada, pois sendo outro que não nós próprios, seremos outro, que por sua vez, queria ser um de nós. Mais vale ser quem somos, de uma forma lógica e deixarmo-nos de merdas!
Ontem na casa de banho pensava: se não me limpar vou passar o resto do dia a coçar o cu.
Não seria bem melhor que andar a coçar a consciência?
Há dias em que os dias mais parecem, meses e há dias em que os mês mais parecem mês. Daí o tempo ser relativo, ou não, depende onde estejamos. Se for na China, será um dia mais giro que no Burundi. Não só por é maior, como há muito mais coisas para fazer.

Finalizando; se formos pessoas felizes, podemos ser aquilo que queremos, se formos infelizes, também, mas de uma forma mais vigorosa.

Que ganda cagada!

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

A bem dizer....

Olho só com um olho, depois com o outro, e o outro. Arroto e peido-me ao mesmo tempo. Paro de olhar e fecho os olhos. Lógico!
Morro? Que estupidez!
Sinto uma agonia... Gregório!!!

Jesus Cristo era roto!

Cus, cus, cus
Mus, mus, mus,
Truz, truz, truz,
E assim foram felizes para sempre.

Faço-te um broche
Que lindo broche,
Já parece um broche...
Um daqueles...
Sabes, que tem...
É lindo, o broche que te dei.
Podes por ao peito!

C’olho p’a ti e fico logo azul e sem um tusto!
Bem me queria parecer que eras a...

C’um raio! Estou-me a vir...

Mais parece um erro que uma pessoa! Grande rinoceronte!

A sem gloria e mordaz cavalgada no teus peitos horríveis, mas grandes.

- Berdá?
- Sim estúpido!
- Não se tiram macacos do cu e se metem nas orelhas das outras pessoas?

Fico morto sem dor.
A dor fica sem morto.
Morto fico sem dor.
Sem dor fico a morrer.
A morrer fico sem dor.
Dor, fica sem morrer.

Fica! Fica!
(Vou dizer uma asneira) Posso?
(Cont...)

Faz de conta que vais passear com o teu cão, o gato comeu, aproveitas e fazes uma festa no sótão da casa branca, do teu arqui-inimigo, que ao mesmo tempo também não percebes. Mas nunca bebas aquilo que dizes, pois podes fica barbaramente violenta e mal cheirosa. Calça os ténis e vamos.

Porque morro eu pálido e branco? Esqueceram-se de por a maquilhagem...

“Sinto um vazio dentro de mim.”
O gordo.


Estou morto por morrer leve com a leveza do ser leve e elevado. És mesmo estúpido!

Caralho!
(Cont...)

Olha que este gajo é mesmo maluco! Aonde é que ele dorme? Contigo não é de certeza... pois este gajo é mesmo maluco.

OK. À meia-noite e tal, no quarto do teu namorado. Sem cuecas, certo?
O capado.

Às vezes penso que estou a falar sozinho. Que barraca!

Mil oras (com H) só, sem te ver e a vir-me.
RIP

Originalmente falando: não se passa nada entre elle e ella, é apenas um mau entendimento entre Ls.

Puxo o autoclismo e penso em ti, que maravilha ver-te a desceres pela sanita sem pedires.

Santa era A... e ficou grávida.

Que olhos de fome são esses que tu tens! Será que já pintas?

Ideologias, fascistas, comunistas, racistas, generalistas, materialistas, camionistas, benfiquistas, separatistas, portistas, direitistas, racionalistas, e as pulgas que não me largam!

- Bom, bom, ‘tá bem! 10 metros?
- Só?
- Olha que maior não podia.
- Mas a minha cona tem 20 metros....

Vai-te com os porcos, oh martelo!

‘Tá bem, eu fodo-te!

Como é simples pensar em nada. Que felicidade!

Beijo o teu papinho vermelho. Logo em seguida vomito, pois os gafanhotos não me caíram bem. Começo com diarreia. Os olhos a incharem. A picha morre afogada dentro dela. Que belo dia!

Como me odeio.

domingo, 7 de dezembro de 2008

Cuidado com as drogas pesadas...

Já que fico, talvez não vá.

Ao fim de uns ânus já não sabia o que era morrer deitado num armário, muito, muito, muito estreitinho.

Que lógico é ser lógico?
Ser lógico é ter lógica!
Lógica, é lógico!
Então porque razão a minha prima me deixou esta maçã?

Um micro do segundo, é o tempo em que eu penso que me vou vir e o tempo que me venho 10 vezes!

Quem tira os 3, tira 4 ou 5!

Como eu dizia há pouco; A Maria era virgem e ficou grávida.

O tentilhão mordiscou a mão sem tesão do meu colhão que estava no garrafão. Não! Obrigadão!

Finjo que finjo, mas não finjo!

Bem, quem não fica, é assim como quem não vai.

Como é bom pensar na tua morte... Pedra de Chuva!

Mas não ficamos por aqui, também te enrabamos!

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

O causticismo

O causticismo é uma causticidade totalmente cáustica. Pois todos os cáusticos, encausticados, não precisam de cáustica. Já no causticismo amador não se passa com a mesma causticidade, já que a causticidade normal fica antes da anormalmente cáustica. Já dizia a Soda Caustica que antes de ser soda já o era: A vida é uma causticidade soda. É tramada e pronto.
Mas não se julguem cáusticos, só por dá cá aquela palha, pois a causticidade cáustica, em nada tem a ver com a causticidade encausticada.
Em suma, agora percebem a diferença entre o sol e a água?

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Teste de personalidade

Peguem numa caneta, em algo que escreva, pode ser sangue. Apontem o número da questão e a respectiva resposta à frente.
Para saberem os pontos, basta somar os números das respostas.

Boa cena!

Q1. Qual a primeira frase que dizeis quando não encontrais o carro no lugar onde o deixardes?
1- Enganei-me no piso
2- Roubaram-me o carro
3- Eu vim de transportes
4- O meu primo não sabe de nada
5- (Não digo nada)

Q2. Num dia de sol e no pino do Verão, onde costumais passear o cão?
1– Na rua da vizinha
2- Na rua do meu sogro
3- Em casa, dentro da cozinha
4- Não tenho cão
5- (Não digo nada)

Q3. Num estádio de futebol. Há alguém que chama por vós, o que respondeis?
1- Não é para mim com certeza
2- Estás bom? (olhando para o lado contrário)
3- Vai gozar com a c... da tua mãe!
4- Estou a ouvir o relato e não ouço.
5- (Não digo nada)

Q4. Antes de entrar em casa, qual a acção que costumais tomardes?
1- Tiro as chaves do carro do bolso
2- Toco à companhia mas engano-me sempre e ligo a luz da escada
3- Limpo os pés com energia de mil tornados
4- Não tenho casa
5- (Não digo nada)

Q5. Estais a sair do cinema e há um assalto na rua, o que fazeis?
1- Como o filme era de kung fu, sinto-me o maior do mundo e tento evitar o assalto, não medindo o risco.
2- Volto para dentro e desculpo-me com: estou mesmo aflito
3- Subo para cima do tejadilho dum carro e grito com voz de vendedor de feira: Eu sou marado!
4- Não vou ao cinema
5- (Não digo nada)

Q6. Antes de deitar o que fazeis?
1- Xixi e cocó
2- Dou duas voltas à casa e rebolo no tapete da sala durante 30 segundos
3- Rezo várias vezes
4- Não me deito
5- (Não digo nada)

Q7. Numa situação de perigo o que fazeis no primeiro instante?
1- Borro-me todo
2- Puxo da pistola e disparo
3- Riu-me muito e sem sentido
4- Não vivo no perigo
5- (Falo durante vários dias, mas não digo nada)

Respostas:

Entre os 7 pontos e 14 pontos:
Pessoas muito reservadas, com tendências de se isolarem no meio da multidão. Vivem num mundo à parte com mais 55 mil milhões de pessoas, sendo sempre elas próprias a acharem que são únicas e muito agarradas a princípios e verdades de Jacques de la Palice. Com grandes valores a nível do colesterol, mas com muito pouca força de vontade. Mantém as opiniões de chacota para elas próprias, excepto quando tem mesmo que ser e ai dizem tudo em falsete, mostrando grande nervosismo. São amigas do seu amigo, mesmo quando este lhes dizem que lhes são muito amigos. Pensam sempre que podem ser felizes, mas não acreditam, pois a sua falta de senso comum, fazem crer que o que pensam é errado. Não há mais registo de personalidade destas pessoas, só o facto de serem: videntes, baixinhas, agradecidas e amigas,

Entre os 15 pontos e os 21 pontos:
Pessoas que dão muito valor ao que lhes dizem, de tal forma que só conseguem tomar qualquer tipo de decisão depois de falarem com todas as pessoas que conhecem, incluído ela própria. São seres verdadeiramente feios e desprovidos de coisas palpáveis. Têm um carácter muito abstracto, sendo a única coisa que pensam, de palpável, é o sexo profundo. Sentem-se sempre junto de alguém, mas que não estão. Reservam sempre muitas força numa “corrida de fundo”, de tal forma que quando necessitam expandir essas forças, não sabem bem quando o devem fazer. São simpáticas, amigas e apalhaçadas. Não há mais registo de personalidade destas pessoas, só o facto de serem: amantes, humildes, gratas e boazinhas.


Entre os 22 e os 28 pontos:
São pessoas que de estúpido não têm nada, mas de qualquer forma sentem sempre que são felizes por achar que o mundo gira. Pessoas muito positivas e que mostram ser infelizes para enganarem o próximo. Egocêntricas e exageradas por natureza, sentem sempre em adiantado e nunca duas vezes, excepto quando são forçadas pela espada a acreditar. Sépticas por natureza, não assumem nada do que pensam e dizem sempre que o que os intelectuais pensam está errado, só pelo simples facto de não estarem de acordo. São muito figurativas, podendo ser sempre mal interpretadas por isso. Avarentas e desprovidas de qualquer tipo de sentido de oportunidade. Em geral são pessoas bonitas, tanto dentro como fora duma casa de banho. Não bebem tudo, deixam sempre um pouco. São leais e fiéis como um cão. Não há mais registo de personalidade destas pessoas, só o facto de serem: gritantes, fazem muitas caretas, companheiras, porreiras, animadas e magrinhas.

Entre os 29 e os 34 pontos:
Estas são As verdadeiras Pessoas, as que se julgam acima de qualquer individuo. Mais que uma pessoas, são uma super-pessoa. Deitam-se sempre a adivinhar o quer que seja, numa dinâmica de Chico-esperto, mas ao contrário. Estas pessoas são do tipo entrar num restaurante e pedir tudo o que não há ementa e não haver e por isso, comem sempre em casa e sem ementa. Têm muito azar, mas também suscitam confiança entre os demais. São confidentes e agradáveis ao toque, no entanto sempre que lhes é proposto um desafio pensam durante tanto tempo que acabam por se esquecer o que era o desafio e aceitam. Destes grupos de pessoas estas serão as mais eloquentes, de tal forma que quando acreditam em algo, também conseguem transmitir essas certezas a mais mil pedrinhas. Não há mais registo de personalidade destas pessoas, só o facto de serem: campónios, paliativos, ingredientes, vexantes, prazenteiros e foções.

35 pontos:
Surdos-mudos. Não há mais registo de personalidade destas pessoas, só o facto de serem: (não há nada a dizer).


(Autor: Formiga Assassina)
(Base cientifica: Nula)
(Base sensorial: As pedras do passeio da Rua Antero de Quental, em Lisboa)
(Inspiração: Expiração)
(Data de validade: Ontem)

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Soltas e soltas e mais soltas, tão soltas!

O grilo é mesmo estúpido. Ainda ontem estava calado.

Mais, mais, mais
Menos, menos, menos
Nada e tudo, em que ficamos?

Vicky, o Paneleiro. Hey, hey, hey!

A droga é o melhor inimigo do cão.

Ao mascar uma pastilha
Sinto os ossos do meu vizinho racharem.

Numa passagem de nível há uma mosca que não vai conseguir passar da casa de banho.
Porque raio a merda cheira tão mal?

Mais vale...
Nenhuma na mão
Que a cona da tia!

Uma flor que mirra é porque não tem água, um copo vazio é porque não tem nada, por isso mais vale ir do que vir.

Micha, O Camelo!

Na ilha das marmotas não há sereias, logo agora que me apetecia pão com uvas.

Cagar ou não cagar, eis a casa de banho.

A magia é uma merda!
Desde que acreditei que se podia fazer desaparecer uma roda, que nunca mais matei uma formiga.

PONTO no vazio da minha obscuridade.

Gosto imenso da que está lá ao fundo.

Antes e doravante tudo se irá alterar para o melhor do pior.

PORCOS NA MINHA CAMA!!!

Fico aterrorizado com uma simples... mordida nos calos do meu pénis!

Cala-te idiota! Não vês que eu sou Nazi!

Nada faz sentido dentro de mim, nem uma orgia mental.

Olho o infinito dos teus seios.

Mais parece a Feira da Ladra ao Domingo.

Sei o que penso, penso o que não sei. Uma trilogia fácil mas sem lógica.

Nunca pensei em pensar de pernas para o ar. Será que o pensar sai igual? Ou talvez fique só com o ó de pensar. Mesmo assim não tento, pois pode ser um grande disparate. Que pensem os outros.

Mato o que não vive!
Vive o que não mato!
Não vive o que mato!
Não vive o que não mato!

I can’t sleep! I’m 22 going on 23!

I fuck you until your bones started to fall down! You are disgusting, horrible little woman!

Talvez te descuides e beijes mais a baixo.

Sem remorsos, excitas-me.

Não finjo o que sinto.

Hipócritas, Fascistas, Comunistas, Ditadores, Materialistas, Capitalistas! Odeio formigas!

Porque é que dizes disparates? Porque sou estúpido!

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Train stoking

(Caros leitores do que quer que seja parecido com algo que mais parece uma coisa que é igual ao que está aqui escrito, se não conseguem, ou não têm "olhos" para ler este vistoso texto, nestas coisas coisas que enviam raios zepa, é favor imprimir e ler em papel. Thank thank, e-u.)

Precisamente quando já fazia parte da multidão emergente, o meu querido arqui-inimigo Sebastião Vulva, gritou por mim.
- Valter!
Eu não queria acreditar no que ouvia, não podia ser ele, ele era a última pessoa que poderia encontrar aqui neste terminal de comboios. Depois de tantos quilómetros e países, encontro este enervante vegetal, este encéfalo gigante desmamado. Tentei esconder-me.
- Estás-te a esconder?
Como é possível? Como podem existir pessoas assim? Pessoas não, alcunha de pessoas, seres vivos assim, coisas... coisas que julgam que pensam, com cérebros de mamute, esponjoso, embebido em saliva de rato de esgoto!
- Vá! Não te escondas… eu sei que és tu.
- Sebastião! Então, como estás? Não te tinha visto - respondo eu depois de equacionar todo o tipo de fugas possíveis e imaginárias.
- É pá, pensei que te estavas a esconder…
- Não estava aqui a apertar os meus sapatos.
- Ah! E então, tudo bem?
- Sim, já estão apertados.
- Hum?
- Os sapatos…
- O que têm?
- Estão bons, sim…
- Sim? E então?
- Então?
- Sim?...
- São os meus sapatos apertados, já estão apertados.
Uma das vezes que me aconteceu uma situação parecida com este violento anormal, fiquei dois dias a pensar que tinha um prego na alma.
- Eu não te perguntei nada sobre os sapatos.
- Não? Então?
- Perguntei por ti, como estavas.
- Ah! Estou bem, acho eu.
- Achas?
- Sim, porque quando fico com a sensação que não estou confortável, fico tão impaciente que não consigo responder a perguntas normais.
Senta-se uma pessoa nas costas do banco onde estava sentado e pergunta.
- Do you know if the train to Chicago as left?
- Não.
- Thank you.
Passa uma senhora com um ramo de rosas tão grande, que mal se conseguia equilibrar. Acabou por cair sobre o Sebastião, ficando com a cabeça enterrada no meio das flores e no meio das suas pernas. Aproveitei a oportunidade para fugir. O pobre desgraçado bem que gritou.
Fiquei em Nova Iorque mais um dia, com a esperança de o despistar. Sabendo eu da sua persistência, viajei de autocarro para um estado mais a norte.
Estava sentado, de novo, no terminal, quando oiço:
- Valter!
Pensei. Se correr muito ele não vai dar por mim e ficará a pensar que era uma alucinação. Quando estou assim corro muito depressa. Assim fiz. Quando já estava no táxi, pensei se fosse de Táxi até à próxima cidade seria uma óptima ideia. E assim fiz. Revi os meus apontamentos, o dinheiro que tinha comigo e dei a direcção. Passados alguns minutos, o condutor retorquiu em árabe:
- Ighmil?
- Não fumo.
Fizemos mais uns quantos quilómetros em silêncio.
Só depois de estar no táxi e dele ter zarpado a toda a velocidade é que percebi. O Sebastião tinha também apanhado outro táxi e estava a seguir-nos.
Mesmo sentado, corri com todas as forças possíveis. Não eram suficientes, pois tinha-o logo na minha peugada, o qual alegremente falava comigo como se não estivesse a correr. Fiquei tão estranho e preocupado que resolvi ser mais expedito.
- Olha Sebastião, eu não gosto de ti e como sabes, somos arqui-inimigos, por isso, gostaria que me deixasses em paz.
- Look Sir I don’t like your attitude, so please I’m going to leave you here if you don’t mind.
- Desculpe, estava a sonhar.
Já me perseguia nos sonhos, começava a ser preocupante. Consegui convencer o condutor a levar-me ao destino. Pediu para ver se eu tinha dinheiro, mostrei-lhe parte dele. Ficou satisfeito.
Desta vez perguntou-me em Holandês:
- Delhgruther?
- Só puro malte.
Estava muito cansado. Tentei lutar cegamente contra o meu cansaço, para não mais adormecer. De tal forma que me começou a doer o rabo. A maldita viagem não tinha fim. O meu intuito era que o taxímetro, que ainda era dos antigos, ficasse em $999,99. Este dinheiro seria mais que suficiente para chegar a outro país qualquer, deslocando-me doutra forma de transporte, mas devido à emergência, tive de o gastar desta assim, neste táxi infecto e branco como os dentes do elefante do Mohamed. Quando passámos mais de meio caminho, o condutor disse que se sentia muito cansado, que teria de dormir. Não quis acreditar no que ouvia. Propus que fosse eu a conduzir. Eu não estava autorizado a conduzir aquele veículo, mas como era noite serrada, não haveria problema. Fizemos uma pequena pausa à beira da estrada, deixei-o dar uma pequena volta. Entrei no lugar do condutor e arranquei, sem o condutor... estava a roubar um táxi num país onde estas coisas são muito perigosas, que giro. Olhei para o nível do tanque, estava quase vazio. Nada prudente. Abandonei a táxi até não ter mais combustível. Fechei-o e guardei a chave. Podia-me fazer jeito daqui a mais uns dias. A noite tinha caído a um ritmo estrondoso. Seria mais uma hora ou duas até à próxima cidade. Já se avistavam as luzes. Parei debaixo de um poste de luz, tirei o meu livro de apontamentos e escrevi com grande precisão o que me tinha sucedido nos últimos dois dias. Tive a impressão que se continuasse com este ritmo não teria forma de continuar a viagem. A loucura de estar dias a fio sem ver uma única pessoa conhecida estava a dar comigo em louco. O Sebastião, não era assim tão importante para mim, era um velho amigo que não via há anos. Não era nada e nem se parecia com o meu arqui-inimigo. Era até bastante agradável de se estar. Adormeci mais uma vez embrenhado nestes pensamentos. Descorei por completo a minha segurança. Não se ouvia ou via nada nem ninguém no raio de quilómetros, só as luzes da cidade mais próxima.

Sempre que me deixaste entrar, fizeste-o de uma forma horrivelmente boa, enervantemente carinhosa, de uma simpatia que me deixa sempre com vontade de continuar, de querer mais, de falar até que a cabeça rebente com tanta coisa que tenho para dizer. O mais engraçado é que tenho a noção que podia dizê-las igualmente em silêncio, ou até mais.

Acordei no banco de trás de um carro, que me parecia um carro de polícia. Voltei a adormecer. Voltei a acordar passados dois minutos e de novo acordei no mesmo carro. Não! O Sebastião outra vez e a conduzir o carro. Fiquei muito mais descansado pois sabia que era tão absurdo que não podia ser verdade.
- És tão engraçado.
Disse ele.
- Não vejo qual o sentido dessa frase.
- Claro que não. Se sou eu que a digo não podes de facto saber.
- Isso é que te enganas, pois sou eu que a estou a dizer.
- Isso é tão engraçado.
- Eu sei. São as palavras. Olha uma, e outra, e mais uma, e outra. É giro não é?
- E se te calasses?
- Vou tentar.
- Óptimo.
O sonho era de tal forma quente que tentei retirar o maior partido dele, mas não me deixava respirar mais que uma vez, não estava a conseguir. Acordei. Tentei voltar a adormecer, pois o que estava a sonhar era de tal forma mirabolante que queria voltar. Claro que o calor de manhã no deserto era muito forte, tão quente que nem um camelo de má rês se aguentaria naquelas partes. Segui o meu caminho. Duas horas a pé sobre aquele calor e com uma mochila e uma mala com o material de documentação, era um desafio bem vigoroso.

Dá-me a mão, vamos por ai, vamos passear, apanhar ar, contar as sequóias, distinguir o canto das aves, fazer figuras com as nuvens, enchemo-nos de paranóias, vamos rebolar na relva e descansar de barriga para o ar, enchermos a peito de ar e ouvir o vento a passar.
Vem, anda, dá-me a mão.
Vamos esperar que o céu escureça, que nos caía em cima, que nos esmoreça, que nos encharque e que nos faça rir.
Anda, dá-me a mão, vamos!
Corremos, pulamos, fugimos, roubámos fruta, ficaste quase enxuta, eu também e paramos.
Dá-me a mão, vem, anda.
Rimos pela última vez, de lábios colados, um raio nos fulminou, nos juntou, nos uniu, puta que pariu!


Faço a mesma pergunta algumas vezes seguidas. Não sei o que foi, nem sei bem porquê. Mas tu…
Queria pensar em ti de uma forma menos lasciva.


Mal cheguei à próxima localidade, procurei um Motel, ou algo onde pudesse alterar a minha figura. Por certo que estaria a ser perseguido pela polícia, não sendo nada agradável ser-se apanhado. Não tinha planos, pela primeira vez em anos, não tinha forma de dar a volta à situação. Encontrei um Motel, dei um nome falso. Paguei e fui para o quarto. Rapei o cabelo e saí. Ainda me senti tentado em dormir um pouco, mas não seria nada prudente.

Desde a última carta que te enviei que quero ainda te escrever mais, com o desejo que as leias. Quando as lês, sinto os teus olhos a acompanharem os meus lábios e isso é uma imagem bastante agradável.

Cheguei à estação de autocarros e a polícia estava por todo o lado, pensei que me iriam reconhecer, no entanto o meu disfarce de maneta seria mais que convincente para aquela estirpe de polícia. Aproximei-me no bebedouro, baixei-me e a minha carteira tombou sobre o chão, caindo numa poça de gasóleo. Tinha de recuperar a carteira, todos iam notar nos grandes emblemas do Sport Lisboa e Benfica em ambos os lados da carteira! Pedi a um cão que por ali passava que a recuperasse, mas olhou para mim com focinho de cão Inglês e borrifou-se. Ainda pensei que fosse por ser um cão estúpido, mas quem estava a ser estúpido era eu, pois o desgraçado só entendia Inglês. Ainda o chamei:
- Venha aiqui, Caw, caw ajudarer, je. - Mas acho que ele não entendeu.
Arranjei outra forma de apanhar a carteira, mesmo espalhafatosa, mas ao mesmo tempo muito desgastante. Utilizei o pensamento. Quando já tinha a carteira não mão, deixei-a de novo cair, mas desta vez em cima da pata dum polícia de grande envergadura. Com voz de trovão retorquiu:
- O Xor. é Português?
Ao que respondi a urinar-me pelas calças a baixo:
- No Sir Officer!
- Ai xim? Então donde xão esstex emblemass, oh camandro!?
- I’m sorry, I don’t konw what are you talking about. That’s not my wallet.
- E quem essta a falar da carteiira, oh murcom?!
- What?
- Oube lá, deixate de merdass e ressponde-me já, ou então baiss paxar uma noite ao calabouxo e não bais gosstar!
- Promete que não diz a ninguém?
- Oh meu ganda cabramzão! Então éss Portuguêsss e xo agora é que dizeis?! Eu bem que te tirei a pinta, mass na quiss dixer nada. Mass de facto as marcass no braxo a dizer Amor de Mãe não inganão ninguém! Oh cabrão!
Dizendo isto, dá uma forte gargalhada, bate-me com toda a força nas costas e puxa-me para ele, dando-me um abraço terrivelmente apertado, que quase que me tira os sentidos. Pego na carteira, que estava ensopada em combustíveis fosseis e vou com o Sr. Agente da autoridade Americana “tuga” para parte incerta. A caminho do desconhecido, só me benzia que aquela latagão não me levasse para junto dos outros “tugas” e me exigisse como troféu de caça, metendo-me a beber Super Bock e a comer cozido à portuguesa feito com ingredientes Americanos. Já por si só o cozido já é mau, mas ainda por cima com ingredientes destas partes, seria por demais assumidamente horrível.

Mexo e remexo no teu cabelo, a cada vez que o faço sinto a suavidade que envolve os meus dedos, o cheiro que se liberta, penetra no meu nariz enchendo-me de suaves tentações de te beijar e de te ter no meu regaço. Oh suaves lábios que brilham com a luz de mil velas e aquecem o meu coração! Oh tentação! Olhas nos meus olhos, olhos meus os lábios, parecendo que os ouves e num gesto subtil, sinto os teus lábios junto dos meus, em suaves movimentos e carícias envolventes. É melhor que eu alguma vez podia imaginar... É bom demais!

Quando dou por mim, estou numa associação de “tugas” com uma mini Super Bock na mão e a ser apresentado a todos os “tugas” que lá estavam. O cheiro que pairava era-me muito característico, mas tinha um não-sei-quê a McDonald’s. Lá percebi o que se passava. O que eu temia estava a acontecer, estavam a fazer cozido à portuguesa com ingredientes Americanos... Senti um vomito e bebi a mini de tacada! Não ia conseguir aguentar por muito mais tempo. Tentei chegar à fala com o meu amigo latagão, mas já estava no meio dos outros labregos e eu aqui, com uma sopeira que não me largava.
- De onde sois?
- Da minha terra... – dizia eu sem olhar para ela.
- E onde é?
- Lá, na minha terra...
- Ah, que engraxado. Eu xou de Goães. Conheceis?
- Já lá fui mil vezes nos últimos 100 mil anos...
- Ai xim? Ah! Que engraxado! Sabeis onde fica a paragem da camioneta?
- Claro que sim. – Nem olhava para ela, tentava procurar os olhos do latagão.
- Ah! Estou banjada! Eu nasci na casa que fica mesmo ao lado dessa paragem! Oh home! Vamos ali para trás que eu quero-vos dizer uma cousa.
- Hã? Desculpe? – e finalmente olhei para ela. Fiquei de boca aberta. Era linda! Tinha os seios mais lindos que eu já alguma vez tinha visto, os olhos mais verdes e de uma formato lindo, como eu nunca tinha posto os meus castanhos em cima, de uma formas lindas, baixa como se quer a uma mulher no Norte de Portugal, sardenta, rosada, de cabelos longos e avermelhados, de uns lábios esculturais, dumas mãos suaves e angélicas, como que se nunca tivessem sido tocadas por ninguém, com carne, rija, forte, meiga como a doce brisa duma manhã de verão. Puxou-me e fomos. Ainda estava extasiado com tamanha beleza e não sabia para onde me levava. Fomos para as traseiras do pavilhão. Ela dava risinhos pequenos e dizia baixinho que eu ia gostar. Eu prestar atenção para onde ela me levava. Até que chegámos. Atirou-me para cima da cama, tirou-me a roupa em dois segundos e a dela em meio segundo. Sentou-se em cima de mim e pura e simplesmente engoliu o meu sexo com o dela. Eu ainda estava extasiado. Senti uma dor fulminante no coração e sabia o que me estava a acontecer, estava-me a unir com ela, estávamo-nos fundir um com outro. Primeiro pelo sexo, depois pelas mãos, que se apertavam com toda a força. Ela com os seus olhos verdes mirava-me e dizia coisas porcas e lindas. Saltava em cima de mim e eu queria mais. Senti os peito dela nas minhas mãos e senti-me a unir-me de novo com ela. As minhas mãos penetravam nos seios dela e lá ficavam, não conseguia tirar. Ela mexia no meu peito e gritava para todos ouvirem que ia ter o orgasmo da vida dela. Eu estava de tal forma que me deixei ir e... gritámos até não ter mais folgo!

Sopro a tua alma
que enche as minhas veias
de sede
de te ter nua
no meu leito
desfeito
pelo teu corpo que rebola
agora, louca
encosta na minha boca
o teu corpo
quente, húmido
e perfeito
sem jeito
fico a mirar-te, a amar-te
sempre a tocar-te
com o olhar
ou com o ar
sinto o teu amar.


Fiquei com muito receio que nos tivessem ouvido. Eu não sabia o que dizer, mas olhei-a nos olhos e disse:
- Amo-te!
Ela olhou-me nos olhos e disse:
- Sou a mulher do rapaz que te trouxe para aqui...
E eu disse:
- Ok....
Vesti-me mais rápido do que ela dissesse: PNEUMOULTRAMICROSCOPICOSSILICOVULCANOCONIÓTICO!
Claro está que o latagão agarrou-me pelo sexo e puxou-me para junto dos seus comparsas a fim de fazerem uma rebelião. É nestas alturas que eu gostava de estar com a minha mãe e perguntar por que raio é que pensou em ter um filho como eu. Pobre mãe, ia ficar sem o seu filho predilecto, sendo eu o único de sangue. Entreguei a minha alma a um senhor que estava no canto a virar frangos e ainda gritei aos meus executores:
- Um último desejo?! Posso?!
De repente todos falavam um dialecto que eu não entendia. Senti-me perdido e chamei por ela.
- Amor!? Amor?! Onde estás? Porque me abandonas? Vem, vem ver o teu amor a sucumbir ao teu desejo. Amo-te, não tenho medo de o dizer, sei que vou morrer feliz. Tive-te! Pelo menos durante 5 minutos, tive-te. Eu sei, sou um frouxo, sempre fui assim, dura sempre pouco. Já falei com o meu psicólogo, mas nem com ele dura mais. É horrível. Mas ao menos é com gosto. Vem, volta! Aparece.
Mas ela não aparece e o meu tempo estava a acabar. Já estava amarrado à tábua da mesa de jantar. Eles iam acabar comigo e da pior forma. Iam-me dar cozido à portuguesa até eu morrer...
Estavam todos de roda da mesa com ar maléfico, deitavam fumo pelas narinas e diziam palavras em Latim. Eu estava petrificado de medo. Achei que era a forma mais terrível e parva de morrer e resolvi revoltar-me. Tentei várias vezes gritar pela polícia, mas a cada vez que gritava eles aumentavam a musica. Tó Maria Vinhas – Formiga, Formiguinha! A dor nos meus ouvidos era saborosamente pálida, pois comparada com a dor que sentia na traqueia, pela força com que me metiam os pedaços de lombardo, couve-galega, misturado com pedaços de toucinho e carne de vaca pela boca abaixo. Eu chorava de alegria quando sentia o vinho tinto a humedecer as largas quantidades de comida que entravam pela minha boca. Sentia os cantos da boca a rasgarem, mas isso era melhor que a dor que sentia nos pés que estavam a ser mordiscados pelo porco de estimação que eles tinham. Mais uma vez pensei se tudo aqui estava certo e mais uma vez imaginei todos aqueles corpos nus e a dançarem o vira enquanto eu tocava adufe. Mesmo assim, a dor não me abandonava. Até que ouvi um grito:
- Parem! Ou param ou levam com o meu raio zepa!
Não era real, não podia, Sebastião Vulva tinha-me encontrado! Por momentos pedi para me meterem mais comida para dentro, assim morria em vez de ser salvo por ele. Mas a imagem da minha amada surgiu a meu lado, que chorava e nada podia fazer, pois estava de pés a mãos atadas, vinha aos pulos e quando estava quase à minha beira, foi empurrada por seu marido que espumava da boca e dizia
- Maiss, maiss, maiss!!! – com aquele sotaque horrível das beiras que me corroía!
Quando a vejo deitada no chão, sem puder fazer nada, sucumbi à ajuda do meu velho e querido arqui-inimigo, Sebastião Vulva!
Dei um sinal com a ponta do meu dedo mindinho e só de uma rajada, ceifou a vida de cerca de 4 tugas de olhos vermelhos e dentes podres de tanta raiva! Fiquei todo sujo. Não gostei, mas do mal o menos, assim como assim, a bem dizer, nem foi assim tão mau, podia ser bem pior, podia ter falhado e ter-me acertado. O raio zepa é um raio muito caricato. Fica um cheiro mau, pestilento e gotejante. Os seres que são atingidos por tal raio, ficam tão disformes como as orelhas dum morcego depois de fritas no óleo das batatas de 5 semanas. Mas passados alguns minutos, cerca de 62, voltam à forma original, embora com um pequeno senão. Ficam todos com a voz do locutor de rádio Fernando Peça e com sexualidade ambígua.

Vi-te hoje com outro homem. Era o homem mais lindo do mundo, mal pude ver-te, pois a sua beleza ofusca a tua. Não me senti mal, só senti um calafrio quando pensei que aquelas mãos lindas, te tocam e te enchem de carícias, que mimam e que te fazem feliz. Matei-me ontem, hoje estou feliz.
Sorriso...


Ele continuou a enviar os seus raios e todos caem junto a meus pés de boca à banda e com o sorriso mais tolo que alguma vez tinha visto. Quando todos estavam no chão, o Sebastião aproximou-se e disse:
- Meu caro amigo, mais uma vez te salvo. É a décima quarta vez que o faço, porque não me queres como companheiro de viagem? Diz-me?! Fico triste quando penso nisso.
Não conseguia falar. Só saiam ruídos, pois a minha boca estava atafulhada de McCozido à portuguesa. Ele apercebendo-se disso e porque tinha nojo da carne (Meat is murther, meat is muther!), desatou a minha querida amada, a flor do meu coração, a tesão do meu sexo, a promessa de dias bons e melhores! Ela, com todos os cuidados, tirou pedaço por pedaço da minha boca e finalmente pude falar.
- Podes ficar triste mais daqui a pouco? É que esta gente, não tarda nada, fica toda normal, ou mais ou menos. – comento eu com o Sebastião.
- Tens razão. Fico triste mais daqui a pouco. – responde ele com um ar de lula.
Eu mal conseguia andar. A comida tinha de sair de dentro de mim. Em lufadas de vómitos estonteantes, pedaços de tudo o que tinha entrado, estava a sair, até mesmo coisas que não tinha ingerido.
Já na rua, entramos no carro do Sebastião e zarpámos a baixa velocidade, pois era um pequeno carro a baterias. Achei tão caricato que dei uma gargalhada, que foi logo abafada pela dor que sentia nos cantos da boca, que sangravam a bem sangrar. A minha amada tratava de mim, com todo o tipo de apetrechos. Máquinas de costura que faziam zig-zag, picareta de vários bicos, um martelo de pontas bambas, uma agulha de escuteiro e um beijo. Em dois minutos estava curado. E com o meu companheiro e querido Sebastião Vulva, arqui-inimigo de todos os tempos, desde que me conheço e evacuo-o sentado. Estava feliz, mas ele não, e lembrou-se dizendo:
- Bolas pá! Podias deixar-me ao menos fazer sexo oral contigo!
- Ok, podes.
E lá fomos nós pela estrada fora, na nossa viagem que nunca mais irá terminar. É bom quando estamos felizes e sem complexos dizemos:
- Olá, sou eu! O teu amigo!

Meu amor, meu estupor!

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Vejamos;

Dormimos, ou pelo menos uma grande maioria da humanidade e se assim é, o que pode ser mais importante: dormir, ou estar acordado?

Em norma dormimos para descansar de quando estamos acordados e activos, mas se descansarmos demasiado, podemos ficar por demais descansados e assim perdemos a capacidade de estarmos activos, que é o real interesse da coisa. Dormir demais, não é bom para a actividade, mas no entanto é bom para a inactividade, mas se dormirmos de menos, acontece o inverso. Há uma solução. Dormir, o que dizem os entendidos, a quantidade certa para cada indivíduo, para que possamos andar sempre activos e inactivos com conta peso e medida. Isso é tudo muito bonito, mas na maioria das vezes não se pode seguir à risca essas indicações, pois por mais que haja bom senso, não há como dormir 8, ou 9 horas por dia. Isso é estúpido!
Na minha realmente estúpida e enervante opinião, acho que devemos dormir pouco, curtir muito, trabalhar muito, foder ainda mais e quando o corpo não aguentar mais, azar! A morte é Santa e sábia! Venha outro corpo para nós destruirmos!

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Familia Feliz

6h45 da manhã! O despertador ecoa por todo o quarto fazendo tremer as paredes. Parecendo um autómato, o Sr. X levanta-se e toma a direcção da casa de banho. Passado um minuto do Sr. X entrar na casa de banho a Sra. X levanta-se e dirige-se para a cozinha a fim de fazer o pequeno-almoço. Só depois irá tratar da sua higiene e quem sabe pôr-se bonita. Coloca uma chaleira ao lume, prepara outras coisas e vai acordar o filho que já estava sentado na cama a dormir. A Sra. X dá umas quantas ordens ao filho. Volta para o seu quarto para arejar a cama e abrir a janela. Em seguida vai à casa de banho onde o marido desfazia a barba. Ela senta-se na sanita e pergunta-lhe se a pode levar casa da mãe para ir buscar umas coisas. Ele diz que tem uma reunião e não pode. Ficam logo zangados e há uma pequena discussão que é interrompida pelo filho que pergunta onde estão as cuecas lavadas para ele, que não há na gaveta. A Sr. X dá outra ordem ao filho e ele vai contrariado à cozinha. Antes passa pela sala e liga a TV, ficando na sala a ver os desenhos animados, esquecendo-se das cuecas. Os pais estão de novo a discutir, com montes de acusações atiradas a ambos. Na verdade, o Sr. X não tem reunião nenhuma, tinha é combinado o pequeno-almoço com a namorada e a Sra. X precisa mesmo de ir a casa da mãe, pois o saco contém bens que pertencem ao seu futuro namorado e ela quer entrega-los o quanto antes. Ambos de certa forma cedem e o Sr. X diz que vai a casa da sogra à hora de almoço e a Sr. X diz que não é preciso, que está mais que habituada e vai lá à hora de almoço, sozinha. Depois de estarem os dois já quase prontos a água da chaleira está quente, as torradas estão queimadas e o filho está nu a ver os desenhos animados. A Sra. X quando vê o filho naqueles preparos, dá-lhe uma estalada e ordena mais duas ou três coisas e o filho a toda a mecha, a chorar, vai fazê-las. O Sr. X entra na cozinha, pega na chávena do café e bebe tudo de um só golo, beija a mulher, na boca, ainda com hálito horrível a café e diz até logo ao filho. Quando ia mesmo a sair, a Sra. X informa-o:
- Marido, quero o divórcio.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Soltas (Parte Y)

Vagueio nas tuas veias, cheias de felicidade e droga. Sorrio a cada passagem pelo teu coração. É um órgão tão bonito, parece algo feito pelo Gaudi.

Trepo pelo pilar da tua consciência e invoco todos os Deuses menores, na esperança vã de ter algo a ver com eles, mesmo que me chamem caloteiro.

Bebo tudo de uma só vez e tento estar sóbrio, mas a dificuldade de me levantar é constante, no entanto sei que alguém me vai receber de braços abertos, nem que seja amanhã.

Numa conversa de café ouvi que duas pessoas do mesmo sexo podem ter filhos. Pensei para mim: será que eu posso ser filho de mim?

- Vais fazer o quê? Abrir a mala aqui? Vais ser a heroína do dia? Tem calma contigo! Olha que o tipo já te topou. CUIDADO!!! PUM! (tiro de caçadeira).