sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Duas histórias.

Uma história:

Na rua onde o meu tio mora, vive um arruaceiro, mas que tem um coração de oiro. Todos os dias mete conversa de uma forma provocadora com o homem da padaria. Ele acha muita piada ao facto do Sr. Ernesto ser um fala-barato e nunca ter medo de dizer: Santinho. Eu não acho muito justo, o Carlos Manuel, o arruaceiro, ser assim! Corrói-me! Tinha de fazer alguma coisa.
Fui para casa, abri o meu livro de notas e pus-me a pensar! Passados trinta segundos estava a traçar o plano. De repente aparece a minha mãe na sala toda nua a dizer que quer um rolo de papel higiénico. Eu não quero ir à despensa agora que estou a pensar numa coisa tão bela e maquiavélica. Mas ou é isso, ou a minha mãe tortura-me a face com os seus gigantes seios. Levanto-me e lá vou eu. Ainda vou a caminho e já ela me pergunta em forma de cantora de ópera se o rolo já está na mão dela. Abro a porta e quem está lá dentro? O meu primo! E igualmente nu. Peço que saia, mas ele cheio de medo, diz-me que o meu pai está de olho nele. Penso o que ele quer dizer com isto, mas não o levo a sério. A minha mãe canta na sala, a pleno pulmão. Olho para trás e vejo o meu primo de pénis erecto e soube logo o que se estava ali a passar. Ele anda enrolado com a minha empregada, só pode ser isso. Apeteceu-me estrangula-lo, mas ao mesmo tempo lembrei-me do Carlos Manuel e deixei o assunto. Será resolvido noutra oportunidade. Entrego o rolo à minha mãe, dou uma palmada no rabo, pisco-lhe o olho e ela sorri. Gosto.
Ao mesmo tempo que ia delineando o plano maquiavélico, sorrio com ar de mau e sinto-me a pessoa mais má do universo. Mais um linha e já está feito. A melhor parte está para vir, quando lhe arranco a unhas das mãos e lhe parto os dedos todos dos pés. Estou mesmo a terminar. Entra de novo a minha mãe aos gritos com um vibrador no recto a chamar pela polícia, a dizer que vai matar o tipo que lhe vendeu o aparelho e que lhe disse que aquilo não lhe fazia cócegas. Ela no meio dos gritos, ri-se descontrolada. É uma imagem desgastante e desconcertante. Eu pego-lhe no braço, faço-a parar, meto o aparelho mais para dentro e ela pára logo de rir. Pronto, está resolvido o problema, agora estou feliz e ela também. Está com uns olhos um bocado esbugalhados e não se mexe, mas já lhe passa.
Estou a sair de casa quando a ouço gritar de tal forma que se ouve no bairro inteiro. Finalmente chegou-lhe a dor ao cérebro e conseguiu processar a informação em forma de grito horrível, provocada pela dor lancinante. Fabuloso.
Eu adoro andar a pé e vou pelo passeio quando ouço alguém chamar por mim num tom de gozo. Cedo percebi que se tratava do Gonçalo, o meu querido amigo Gonçalo. Atiro-lhe com uma pedra, ele agarra com os dentes e foge todo contente.
Já consigo ver a padaria do Sr. Ernesto e o Carlos Manuel está à porta com um tacho na mão e uma vassoura na outra. Corro para junto dele e leio tudo que tinha escrito em casa. Fica apavorado e foge para a Austrália.

Moral da história: Nunca tenhas medo de ninguém, mesmo que esse alguém seja o teu próprio pai. Ele vai compreender e vai-te bater, mas tu vais também compreender que ele é maior que tu e não tem qualquer tipo de problema em te partir os dois braços, caso tenhas mais.

Outra história:

Tinha um cão, era meu, tinha-me sido dado pela irmã do meu amigo. Eu sempre quis namorar com ela, mas ela deu-me um cão. Agora, cada vez que olho para o cão vejo-a e tento já há algum tempo ter relações com o cão. Ele olha-me com ar de desprezo. Estou a dar em louco. Já tentei de tudo. E consegui. Comprei-lhe uma trela nova, mas pelo abanar da cauda ele não quer saber da trela, mas sim do meu sexo. O cão não tem um pingo de sentimentalismo, só quer sexo bruto. Nada de carinhos. Eu já o levei ao psicólogo para cães, mas foi ainda pior. Apaixonou-se pelo médico. Não sei mais que fazer. Em desespero já o levei para um canil durante uma semana para tentar cobrir o máximo de cadelas possível, mas esteve sempre numa canto, só de lá saía quando o maior dos tratadores lhe ia dar de comer e ele punha-se de 4 à espera dele. Inclusivamente até lhe tirou as calças, tal como eu lhe ensinara e fez sexo oral com o senhor. Claro está que o senhor quis ficar com o cão. Foi uma grande complicação. Só havia uma hipótese, ir falar com a irmã do meu amigo e contar-lhe a verdade. Assim fiz.
Num dia triste de Verão quente como o inferno, peguei no cão e fui para a rua. Ele pensou que íamos para o nosso refúgio secreto e estava tão contente que dava dó. Mas depressa percebeu que ia-mos para outro lado. Pelo caminho lambia-me a orelha e dava-me mordidelas de amor no nariz e nas bochechas, entre toques com a pata no meu pénis duro que nem ferro. Queria festa, mas eu estava farto e afastei-o mais uma vez. Deitou-se ao canto do banco de trás e chorou o resto do caminho todo.
Chegámos!
Mal abri a porta de trás, vomitou. Pensei que podia ter enjoado com a viagem, mas não. Estava mesmo muito doente. O seu coração estava a sangrar de dor, estava consumido de ciúmes, sabia que eu vinha aconselhar-me com a minha amada. Entrámos e dei logo de caras com ela e o seu namorado, a rebolarem pela relva fora, em actividades muito pouco consentâneas. O cão que estava habituado às frenéticas orgias na minha casa de praia com mais 4 ou 5 cães dos meus vizinhos e pensou que podia entrar na festa. Não o consegui agarrar a tempo e de imediato fez sexo oral com o namorado da miúda. Ele em pânico e com medo de ficar sem o seu sexo alado, nem se mexeu e deixou que o pobre cão o deixasse atingir o orgasmo. Ela também em pânico e já que estava ali à mão de semear, atirou-se ao pénis do pobre Latinhas, que jazia ali, firme e hirto. Eu que não podia ver fazerem tanto mal ao meu cão, resgatei-o e zarpei a casa com os olhos inundados, mas ao mesmo tempo feliz e um último pensamento: meu amor.

Moral da história: Quanto mais conhecemos as pessoas mais gostamos de tratar os animais como tais.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Secas, muito secas e outras tantas ainda mais secas!

JÁ CHOREI RIOS DE LÁGRIMAS COM ALGUMAS QUE ESTÃO AQUI!

(Cuidado, algumas podem ser fatais para alguns leitores mais impressionáveis.)

Estas!

Porque é que o Batman colocou o batmóvel no seguro?
- Porque ele tem medo que Robin.

Como é que o o Batman faz para que abram a bat-caverna?
- Ele bat-palmas.

Como se faz uma omelete de chocolate ?
- Com ovos de páscoa !

Porque na Argentina as Vacas vivem olhando para o céu?
- Porque há "Bois nos Aires"!

Para que servem óculos verdes?
- Para verde perto...

Para que servem óculos vermelhos?
- Para vermelhor...

Porque que é a mulher do Hulk se divorciou dele?
- Porque ela queria um homem mais maduro...

Já conheces a piada do fotógrafo?
- Ainda nao foi revelada.

Como se diz top-less em chinês?
- Xem-chu-tian.

Sabes qual a diferença entre uma lagoa e uma padaria?
- Na lagoa há sapinho, e na padaria, assa pao.

O que é que um cromossoma diz para o outro?
- Cromossomos bonitos!

Sabem porque é que a abelha morreu electrocutada?
R: Porque pousou numa rosa choque.

Sabes o melhor sítio para engatar um gaja?
R: No IKEA, porque é só chegar levar para casa e montar.

Conversa:
-Então pá! O que achas-te da 2ª guerra mundial??
-Eu? Eu achei um braço.

O que e que acontece quando dois bandidos caem ao mar?
R: Uma onda de crime.

Tão dois tomates no frigorifico.
Um diz: "Ta frio aqui dentro!".
E o outro: "AAAAHHH, um tomate que fala!!!"


E mais estas!

Piadas Nomes:

- Róis as unhas? O Van Nistelrooy

- Metes os dedos na garganta quando vomitas? O david mathews

- Podes? O Ipod, o Simião

- Deste comida às pombas? O judeu

- Violas gajas? O Saviola

- És grande? O Pelé.

- Dás prendas no Natal? O Malouda.

- Ias ao jogo ontem? O Renteria.

- Ris-te ? O Henry.

- Quantas mulheres há na tua vida? Na do Stepanov.

- O Mantorras vale 18 milhoes e o Victor Valdez.

- O Ricardo Carvalho corta, o Leandro Lima.

- Vais à festa? - Não, mas espero que o Drogba.

- Comigo não fazias mas com o Ernesto Farías?

- Como é que te chamas? - Samuel Etoo?

- Tu congelas? O Gerrard!

- Tu ardes? O Lampard.

- Os teus olhos são castanhos? Os do Liedson.

- Quantas vezes morres? A Alanis Morrisette.

- De quem é a música? Ed Carlos.

- Quem é que manda lá em casa? Mandela.

- Já deste milho aos pombos em Israel? O Judeu!

- Sentes frio? O 50 Cent!

- És cantor? A Beyoncé!

- Dás muitas quedas? O Malouda.

- Ao contrário do António, o Mário passou a Bolatti.

- As tuas calças são novas? As do Paulo Assunção.

- A mulher do Quaresma é doce, a do Simão Sabrosa.

- Na nossa loja, eu arranjo flores e o Sérgio Ramos.

- Essa bola não é do Katsouranis, mas Edcarlos.

- O Gerrard conta uma piada e o John Riise.

- Quer a sua água Frechaut natural?

- Leste a biblia ? O Galileu!.

- Moras em Lisboa? Não, mas o Rogério Samora!

- Eu decoro cozinhas, e o Marcelo Salas.

- Não enchas o balde demais, senão o Valderrama.

- Hoje há pão quente, amanha há Panduru.

- Quando a semente é italiana, o Zambrotta.

- Aqui não há mobília? No Ikea.

- A tua pele está molhada, a do David Fonseca.

- Apetecia-me um doce, ao Michel Salgado.

- Ja malhaste a Soraia Chaves? O José Malhoa!

- Desces o rio? O Bangladesh!

- Marcas muitos golos? A Dinamarca!

- Sabes que era o chefe antes de cristo? O Boss Ac.

- Cais? Roy Makaay.

- Quantos toques dás numa bola? Leonardo da Vinci e Iordanov.

- Lambes o prato quando acabas de comer? O Philip Lahm.

- Em que casa fica? O Alessandro Nesta.

- Violas gajas ? O Saviola.

- O Pateta usa o teclado. E o Mickey Mouse.

- Eu gosto de chá gelado. O Clark Kent.

- Embrulhas? A Natalie Imbruglia.

- A Maria é da cidade, O Martinho da Vila.

- Dás-me dinheiro? O Van Dame.

- Tu dizes a verdade, mas o Schwarzenegger.

- És paneleiro? O Makelelé.


E para acabar as duas internacionais:

- Can you do that? No, but Oliver Kahn.

E estas...

O que é que aconteceu quando o Elefante se apoiou numa pata???
O PATO FICOU VIÚVO!!


Porque Jesus nunca ganhou o Euromilhoes??
R: Porque so tem 1 cruz!!


Sabem que nome se dá à zona da barriga da mulher que fica à mostra?
Faixa de Gaja...
Porquê???
Porque abaixo fica a terra prometida.


Resposta a um inquérito a 850.000 habitantes em portugal:
Você pensa que existem demasiados imigrantes em portugal ?
20% - Sim
13% - Não
67% - Oi?


O Joãozinho entra no quarto e apanha o seu pai a colocar um preservativo.
O pai, muito embaraçado, tenta esconder a sua erecção e o preservativo baixando-se para
Olhar debaixo da cama.
O Joãozinho diz:
- O que estás a fazer, pai?
O pai responde:
- Eu acho que vi um rato debaixo da cama.
Joãozinho responde:
- E vais enrabá-lo?!


Era uma vez um rádio tão pequeno tão pequeno tão pequeno que em vez de estações apanhava apeadeiros.


O funcionário público vai até ao chefe e diz:
- Chefe, os nossos arquivos estão a abarrotar. Será que não poderíamos deitar fora as pastas e documentos com mais de vinte anos???
- Óptima ideia! Mas antes tira uma copia de tudo.


No bar, os amigos contavam piadas, quando um deles disse que ia contar uma de louras. Uma loura que estava perto avisou:
- Cuidado, eu sou loura!
O outro respondeu:
- Não há problema, eu repito as vezes que for preciso...



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Bom fim de semana! Se conseguirem!

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Um dia de cada vez.

Há um vaso na tua varanda,
uma flor nele cresce,
com vontade tamanha,
que mata toda a peste.

De dia para dia,
agiganta-se no parapeito,
hoje como chovia,
nasce um amor perfeito.

Se morrer amanhã,
No outro dia voltará,
Com a força de uma campeã
E o amor mais sólido ficará

Plantarei e regarei,
todos os dias,
amarei e beijarei,
tu também o farias.

Dura um dia,
dura dois anos,
dura o tempo que durar,
mas sempre o meu coração
irá te amar!

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Considerações, consideradas e elaboradas por seres.

Cacei uma vitela! Era tão grande que não cabia no meu carro. Pedi emprestado o carro ao meu sogro e ele disse-me:
- Se levares o meu carro, terás de levar também a tua sogra.
Eu, depois de reflectir durante largos minutos, cheguei a uma conclusão:
- Se eu não tivesse matado a vitela ela tinha sido feliz a vida toda!

Moral da história:
Anda sempre com o kit de substituição de lâmpadas no carro!

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Quando o meu chefe me mandou fazer aquela tarefa, eu não gostei muito do seu tom de voz, mas disse-lhe à mesma:
- Assim farei, mesmo que fique todo negro.
O meu chefe é meio surdo e percebeu:
- Sim olhei, era mesmo grande e negro.
Fui despedido com justa causa. Assédio sexual!

Moral da história:
Um dia não são dias e mais vale uma na passarinha, que duas nas mamas.

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Vai um carro a passar na estrada. Vai depressa. Leva duas pessoas lá dentro, uma é careca a outra tem os dentes sujos.

Q: Qual delas é a mais alta?
R: A que leva os dentes sujos.

Justificação: A que leva os dentes sujos não tem braços e a outra, que é de estatura mediana, não lhe consegue chegar aos dentes.

Moral da história:
Quando há transito o melhor é ir de mota.

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Estava a passar férias numa quinta de turismo rural, com 3 amigos. Um era mais amigo que os outros e perguntou-me:
- Gostas de bacalhau?
Eu não respondi e ele matou-me.

Moral da história:
Quando estás com o teu Ipod, cuidado! Não tenhas o volume no máximo, pode causar surdez total e profunda!

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

És tão bela...

És tão bela e eu não te posso dizer,
não te posso sequer tentar transmitir o meu desejo,
o meu mais profundo desejo,
de ter-te nua,
na cama dum desses motéis de beira da estrada
e possuir-te,
de te afundar no meu sémen,
de ouvir os teus gritos de súplica e por fim,
pagar e dizer-te:

Eh pá! És tal e qual a namorada duma amiga minha!

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Mitra!

Com um dente inchado,
vomitas para o lado.

Vives com a tua tia-avó,
Aquela que te chula sem dó.

Vais ter um triste fim,
Vais casar com o Serafim!

Roubas tudo a toda a gente,
És uma verdadeira demente.

Vives no bairro da saúde,
E contas os trocos amiúde.

Arrotas postas de pescada,
Sempre foste mal amada.

Evitas ser apalpada,
Tens sempre a cona inchada.

Trabalhas na fábrica de gelados,
Tens-nos sempre bem mamados.

Toda a gente anda contente,
Quando a tua mão sente.

Porca badalhoca,
Coça o cu e arrota.

És o verdadeiro modelo,
De quem quer ter medo.

É assim a história,
Desta vã gloria.

Esta ninguém conhece,
E que toda a gente esquece.

Teve um triste fim,
Esta bela mulher do Bonfim!

Morreu com ele entalado,
E com um sorrido acabado!

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Foo Fighters: My Hero

(Uma das minhas favoritas, de TODAS!)


Too alarming now to talk about
Take your pictures down and shake it out
Truth or consequence, say it aloud
Use that evidence, race it around

There goes my hero
Watch him as he goes
There goes my hero
Hes ordinary

Dont the best of them bleed it out
While the rest of them peter out
Truth or consequence, say it aloud
Use that evidence, race it around

There goes my hero
Watch him as he goes
There goes my hero
Hes ordinary

Kudos my hero leaving all the best
You know my hero, the one thats on

There goes my hero
Watch him as he goes
There goes my hero
Hes ordinary

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Alforrecas com espirros no forno!

Ingredientes:
- Duas alforrecas médias
- Um dente de peixe vivo
- Vómito do pequeno almoço de macaco das cavernas de Batu
- Duas colheres de raspas de algo que não sei o nome
- 1 kg de sal desnatado
- ½ grama de ar
- ½ dúzia bigodes de gato pardo
- 32 espirros
- Bué azeite!
- Umas caganitas de alho
- Um mau livro de cozinha
- Pimenta e coisas que fazem mal q.b.

Preparação:

Primeiro unta-se uma forma de bolos com o vómito do pequeno almoço de macaco das cavernas de Batu. Há que ter muita atenção com o vómito, pois não pode coalhar.
Depois mete-se uma frigideira no fogão e deixa-se lá estar sem o lume estar ligado, fica só lá, assim, parada, sem fazer nada, nada...
O resto mistura-se quase tudo numa vasilha de plástico encarnado. Começa-se pelo ar e as caganitas de alho, misturam-se muito bem até obter uma massa espalmada e sem cor. Em seguida e duma só vez, mete-se ao monte as raspas de algo que não sei o nome, mais o livro, misturando de uma forma activa e sem nexo. Deixa-se o preparo enervar-se cerca de duas horitas.
Em seguida, nas alforrecas, fazem-se pequena incisões com uma faca de pontas rombas, por forma a que emitam um som agudo que mal de ouve.
Usando um tabuleiro de aço ferrugento, faz-se uma cama com sal. Faz-se depois um pequeno orifício, no meio do sal, com o dedo grande do pé direito, colocando-se depois, espalhadas de uma forma irracional as alforrecas. Atenção: Não colocar nada no pequeno orifício!
Vaza-se o preparo da vasilha encarnada, em forma de molho alegre, sobre as alforrecas.
Chegou o momento de usar a pimenta. Coloque na palma da mão, uma boa quantidade de pimenta e inspire a pimenta pelo nariz com muita força. O resultado dessa atrocidade será para espalhar sobre as alforrecas, na forma de 32 vezes.
Por fim, rega-se com bué azeite!
Vai ao forno durante o tempo que conseguir aguentar o cheiro em casa.
Entretanto num almofariz esborrache os bigodes de gato pardo com o dente de peixe vivo, entornando para dentro da mistela, duma forma heterogenia, coisas que fazem mal q.b.
Depois de tudo estar feito, serve-se quase morno. Acompanhe duma forma quase despercebida, com o acompanhamento esborrachado no almofariz. Use doçura de leveza nesta tarefa.

O apetite é voraz, não lhe dê atenção, dê-lhe comer!

Boa digestão.

PS: A forma com o vómito, não serve rigorosamente para nada!

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

A fada madrinha

Outro dia estava eu a ver se conseguia chegar com o meu pénis à torneira do lavatório e apareceu a fada madrinha:
- Que fazeis?
- Lavo o meu pénis
- No lavatório?
- Sim!
- E o bidé? Para que serve?
- Para lavar o cu!
- E mais qualquer coisa...
- Eu só lá lavo o cu!
- Mas podes lá lavar o pénis!
- Não gosto...
- Porquê?
- Porque me sinto pequeno...
- Mas tu és pequeno!
- Mas assim sinto-me ainda mais!
- Bem, então vejamos... tens dois desejos!
- Sim? Verdade??!!
- Sim. Podes pedi-los agora!
- Boa! Aqui vão: Quero ser grande! E quero ter um pénis ainda maior!
- Zás!
E assim morreu esmagado pelo seu próprio pénis.

Moral da história: Não é o tamanho que conta.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Quiz 3!

De quem é esta letra?

Então é isso, a permanência - orgulho estraçalhado pelo amor
E aquilo que uma vez foi inocência, virado e deitado de lado
Uma nuvem suspensa sobre mim marca cada momento
No fundo da memória, aquilo que uma vez foi amor

Oh, como acabei por perceber, como eu queria tempo
Colocado em perspectiva, tão difícil de encontrar, eu tentei
Só por um instante, pensei ter encontrado meu caminho
O destino desdobrado - foi o que vi escorrer do meu alcance

Pontos de luz em excesso, além de todo o alcance
Exigências solitárias por tudo que eu gostaria de guardar

Vamos dar um passeio fora daqui, ver o que encontramos
Colecção sem nenhum valor de esperanças e desejos passados

Nunca imaginei as distâncias que teria que percorrer
Todos os cantos mais escuros de um sentido que desconhecia
Só por um instante, ouvi alguém chamar
Olhei para além do dia, que jazia em minha mão
Não há absolutamente nada por lá...

Agora que percebi como tudo dá errado
Tenho de achar alguma terapia, este tratamento é muito prolongado
No fundo do coração do lugar onde a simpatia reinava
Tenho de encontrar meu destino, antes que seja tarde demais...


Prémio a anunciar em recentes edições!

Boa sorte!

E já temos vencedor!

De seu nome Isabel! Parabéns!

O prémio ser-lhe-á enviado por correio.

Obrigado pela vossa participação! (quase nula, mas é normal).

Fica aqui o original, que por acaso é um poema lindo!

Twenty Four Hours (1980)

So this is permanence, love's shattered pride.
What once was innocence, turned on its side.
A cloud hangs over me, marks every move,
Deep in the memory, of what once was love.

Oh how I realised how I wanted time,
Put into perspective, tried so hard to find,
Just for one moment, thought I'd found my way.
Destiny unfolded, I watched it slip away.

Excessive flashpoints, beyond all reach,
Solitary demands for all I'd like to keep.
Let's take a ride out, see what we can find,
A valueless collection of hopes and past desires.

I never realised the lengths I'd have to go,
All the darkest corners of a sense I didn't know.
Just for one moment, I heard somebody call,
Looked beyond the day in hand, there's nothing there at all.

Now that I've realised how it's all gone wrong,
Gotta find some therapy, this treatment takes too long.
Deep in the heart of where sympathy held sway,
Gotta find my destiny, before it gets too late.

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Fiz aqui um pequeno jogo de palavras, não sei se o Ian pensou nisso, ou se é pura coincidência, mas aqui fica:

So this is permanence, of what once was love.
Oh how I realised, I watched it slip away.
Excessive flashpoints and past desires.
I never realised, there's nothing there at all.
Now that I've realized, before it gets too late.


Estranha coincidência, não acham?

quinta-feira, 10 de julho de 2008

A hipótese

E se tivessem só uma hipótese na vossa vida de voltar atrás?

Outro dia ia a caminho das compras e quando lá cheguei tinha-me esquecido da carteira. Pensei: vou usar agora mesmo a hipótese de voltar para trás na vida, numa determinada situação.
E usei. Fiquei todo contente e fiz as compras todas que podia e que não podia. Foi uma sensação por demais magnânima.
Quando voltava para casa, todo contente, atendi o telemóvel, era a minha mulher. Estava todo contente a explicar o que se tinha passado e no meio da grande excitação, não vi uma criança que passava na passadeira. Atropelei-a!
Agora que estou preso penso:
E se eu tivesse nascido dois minutos depois?

E pensei também se seria melhor continuar a dar-me com o Luís. Ele tem um ar um bocado estranho e já me tocou na pila duas vezes....

Estas e outras hipóteses fazem do nosso dia-a-dia uma mão cheia de decisões que de uma forma ou de outra podem influenciar os demais que nos rodeiam. A cada momento que passa, em fracções de segundo, podemos acabar com a vida de alguém, ou até mesmo começar novas vidas.
O que nos levará a pensar que nos podemos arrepender do que quer que seja?
É o facto de termos consciência.
Um cão não vai achar que devia ter tomado outra decisão, porque resolveu fazer uma valente cagada em casa, quando podia ter esperado mais uns minutos ou até mesmo ter chamado à atenção do dono, que estava muito aflito e já não podia mais.
Ora assim sendo, nós, os humanos, mais uma vez os eternos estúpidos, julgamos que podemos alterar o que quer que seja. E mais uma vez chegamos à conclusão que não há hipótese de o fazer. Se fosse possível, seria um caos, parecido com o que vivemos, mas desorganizado. Vejamos exemplos:
O Manuel foi ter com a Filipa, a sua actual namorada, mas antes encontrou a sua ex-namorada, de seu nome Maria, que lhe deu um beijo na boca, mas a Filipa apanhou-os a beijarem-se, isto porque a Filipa resolveu fazer-lhe uma surpresa. Ora bem, há aqui duas coisas. Imaginem que a Filipa ainda tinha a sua hipótese da vida e a ia utilizar, fazendo com que a Maria e ele não se cruzassem. Por seu lado, o Manuel, que também tinha a sua hipótese de vida, usava-a para que a sua amante, de seu nome Carla, o visse beijar a Maria, estando a Filipa, presente e fazendo esta última uma cena de ciúmes.
Vamos analisar pessoa por pessoa, primeiro sem alteração dos factos e depois com a alteração.

1- Manuel:
1.1 - Sem hipótese: O Manuel vai ter com a Filipa, mas a Maria, apanhou-o no meio do caminho, declarou-se de novo a ele, não lhe resistindo, acabando por beija-la.
A Filipa viu e deu um valente soco na Maria, fazendo com que a rapariga não fosse seleccionada para top model do ano.
1.2 – Com hipótese: O Manuel fez com que a Carla, sua amante e que andava a extorquir-lhe dinheiro, o visse a beijar a Maria e a Filipa fizesse uma cena de ciúmes. Este acontecimento fez com que tudo ficasse bem para o lado dele, no que dizia respeito a ele e à Carla, mas tudo mal com as outras duas, coisa que ele poderia resolver, não fosse a Maria ser top model e a Filipa lutadora de Tai condo.

2- Filipa:
2.1 – Sem hipótese: Ela apanhou o Manuel com a sua ex-namorada e deu-lhe um valente soco. Ela foi acusada de agressão à Maria, a qual foi parar ao hospital. Inevitavelmente acabou tudo com o Manuel.
2.1 – Com hipótese: A Filipa fez com que o Táxi onde viajava a Maria se atrasasse dois minutos, evitando que os dois se cruzassem. Assim, a Carla, tinha o caminho livre para puder continuar a extorquir o dinheiro que ela bem entendesse, bem como fez com que a Maria, fosse seleccionada top model do ano. Para a Filipa foi também vantajoso, pois pôde pedir o Manuel em casamento e ele aceitar, fazendo assim com que a Carla passasse a ser amante do Manuel a tempo inteiro.

3- A Carla
3.1 – A Carla, a que extorquia dinheiro ao Manuel, já tinha utilizado a sua hipótese, quando fez uma plástica ao nariz, a qual correu muito mal.

4 – A Maria, é um elemento que o qual eu não quero determinar o seu trajecto de vida, perante este caso, pois teria de envolver mais de 5000 pessoas no texto. Incluindo ao taxista...



Ora bem, podemos fazer aqui um pequeno resumo da matéria dada.
Tendo em conta a frase: “Um bater de asas na China, pode provocar um tremor de terra nos EUA”. Verificamos que, qualquer facto que seja alterado, poderá ter repercussões tão elevadas, que podem ser catastróficas.

Imaginem que na candura das suas 10 primaveras, virgem e feia que nem um Charroco, a suposta futura mãe do Hitler tinha morrido num acidente macabro, envolvendo uma bigorna e um machado medieval, não tendo sobrado nada da pobre coitada... conseguem imaginar o mundo sem o Hitler? Pois é... Seria tudo completamente diferente e talvez, já não existisse humanidade.

Por isso meus amiguinhos, tenham cuidado e tomem bem atenção: “Mais vale uma pomba na mão que duas a voar.”
Ou seja - parem, escutem e vejam.

É um conselho do Ministério da Boa Disposição.

Sejam felizes de vez em quando, ou então quando o cão deixar.

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Doce Maria

Na caverna funda
Envolta na bruma
O teu manto repousa
Macio como uma raposa
Negro como a noite
Faz-me sofrer de tresnoite
Oiço o teu grito
Sempre aflito
Profundo e carregado de dor
Brutal e avassalador
Sobe as escadas
Penetra como espadas
Ecoa no palácio vazio
Ressoa no casario
À noite apareces
A tua tês escureces
Trazes a cruz
Velas e pus
Espalhas terror
Anseias por amor
Matas como amas
Assim cheia de ganas
És uma doce tentação
Trazes sangue na mão
E no final da matança
Expões a tua façanha
Bem no frio de noitinha
Vens sozinha
Escorrem pela tua face
Lágrimas de embace
O teu amor jaze morto
Ao teu lado está outro
Recolhes à tua campa
Vens manca
Uma seta trespassa a perna
Entras na caverna
Outra o coração
Mais uma na mão
Dormes o sono lento
Trazes o alimento
Vais dormir
Vais partir
Até lá
Mulher má!

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Resultados

Resultados dos dois Quizs:

1- ETERNO ANALFABRUTO

O cancioneiro é Tony Carreira.
O titulo original da música é: ETERNO VAGABUNDO!

Eterno Vagabundo
Tony Carreira

Já pensei em parar de correr e acalmar mas não deu
Está em mim querer o mundo, sou um eterno vagabundo
Assim sou eu

REFRÃO:
Sou, sou como sou
Nada mudou, nem vai mudar
Sou, sou como sou
Onde não estou eu quero estar

As paixões para mim quase nunca têm fim nem adeus
No amor sou assim, nunca se cansam de mim
Assim sou eu

REFRÃO

Já pensei ter mulher, ter um lar a condizer, mas não deu
Porque o meu coração é vagabundo até mais não
Assim sou eu

REFRÃO


2- Quando as letras são realmente boas, mesmo traduzidas!

A letra original é dos Bauhaus e a música é tem por título: Crowds

Crowds - Bauhaus

What do you want of me
What do you long from me
A slim Pixie, thin and forlorn
A count, white and drawn
What do you make of me
What can you take from me
Pallid landscapes off my frown
Let me rip you up and down

For you I came to forsake
Lay wide despise and hate
I sing of you in my demented songs
For you and your stimulations
Take what you can of me
Rip what you can off me
And this I'll say to you
And hope that it gets through

You worthless bitch
You fickle shit
You will spit on me
You will make me spit
And when the Judas howl arise
And like the Jesus Jews you epitomize
I'll still be here as strong as you
And I'll walk away in spite of you

And I'll walk away
Away
Walk away


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Não há vencedores.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Quando as letras são realmente boas, mesmo traduzidas!

Quiz 2!


De quem é esta letra?


"O que queres de mim?
O que esperas de mim?
Um esbelto Pixie, magro e desolado
Uma contagem, branca e desenhando
O que fazes de mim?
O que podes tirar de mim?
Pálidas paisagens do meu franzir de sobrancelhas
Deixa-me rasgar-te de cima a baixo

Por ti eu vim para esquecer
Colocar amplamente desprezo e ódio
Eu canto sobre ti nas minhas músicas doidas
Para ti e para as tuas simulações
Tira o que puderes de mim
Rasgue o que puderes fora de mim
E eu vou dizer isso para ti
E espero que isso se complete

Sua vadia imprestável
Sua inconstante merda
Vais cuspir em mim
E vais-me fazer cuspir
E quando o uivar de Judas surgir
E como os judeus de Jesus vais resumir
Eu continuarei aqui tão forte quanto você
E irei embora a despeito de você

E irei embora
Embora
Irei embora"

Boa sorte!

ETERNO ANALFABRUTO

Quiz 1!

Finalmente chega a este bolg uma lufada de ar fresco vindo dos paises onde não se pode andar de manga curta.

Descobre o cancioneiro.

Esta letra está alterada e a original pretence a um dos cantores mais conhecidos da nossa praça.

De quem é a letra original?

"Já pensei em pensar de correr e cagar mas não deu
Está em mim querer o chuto, sou um eterno analfabruto
Assim sou eu

REFRÃO:
Sou, sou, sou, sou, gago eu sou
Nada mudou, nem vai mudar
Sou, sou, sou , sou gago eu sou
Onde não vou, eu quero estar

Os cagalhões para mim quase nunca têm fim nem adeus
No cagar sou assim, nunca se cansam de mim
Assim sou eu

REFRÃO

Já pensei ter mulher, ter um lar e dizer: esse sofá é meu!
Porque o meu coração é analfabruto até mais não
Assim sou eu

REFRÃO"

Todos os que acertarem, serão premiados com um presente surpresa.

Boa sorte!

Participem!

terça-feira, 22 de abril de 2008

Espasmos 12

A incrível grelha era de ferro, fundido pelo sol abrasador das três para as três, e tinha duas cavilhas que podiam ser cortadas, mas por razões que nos escapam, ficaram assim durante anos, acumulando ferrugem em grandes quantidades, tal como a erva, que também crescia rapidamente por entre os tijolos de areia, frágeis, e moles como se fossem areia movediça. O Cristo que fazia tricot, era um Cristo grande como a merda, tinha um grande sinal na ponta do nariz, mais parecia uma verruga nojenta que um sinal mal acabado, mas no entanto não era, era uma pitada de merda que tinha caído do céu.

Mete uma coisa na cabeça, se eu quero abrir a lata de atum, nem que a tenha de abrir com os dentes da tua tia-avó. Ela vai ter de abrir, nem que seja hoje, ou amanhã pela fresquinha, vai ter de ser e o que tem de ser tem muita força! Assim força de leão de dentes estragados pelo tempo frio e seco, que nos torna maduros e sem ponta por onde se lhe pegue. São estas folhas que escrevo durante um ataque de velhos ex-combatentes ex-soviéticos de barbas esbranquiçadas, que metem tudo dentro de sacos azuis, que fogem cegos, cheios de malícia e com muito perícia escondem-se dentro de carros cheios de prostitutas do sul da Zimbabué. É uma verdadeira corrida aos preços fortes como o aço, que penetra devagar nas coisas suaves e moles e nos faz transpirar com o calor cheio de gosma e infelicidade por serem todos do mesmo grupo de sangue.

Era uma casa que nem o meu próprio pai gostava de estar, e por mais que houvesse tempo para estar junto com quer que fosse, havia sempre algo que não nos conseguia manter juntos. Estar juntos e próximo era praticamente impossível, era como dois ímanes que se repulsam, de pólos opostos, neste caso, vários. O jantar na mesma mesa era impossível, teria de haver pelo menos dois a três metros de distância entra cada elemento da família. O mais caricato é que eram muito unidos, não conseguiam fazer nada uns sem os outros. Tem famílias que passam dias sem se ver, mas estes não, mantinham-se sempre em grupo. Ir ao cinema era quase impossível, pois ou teriam de ver um filme que tivesse a sala quase vazia, ou então comprar bilhetes para uma sessão normal, teriam de comprar quase dois meses antes. Só havia uma forma de andar de carro. Tiveram de comprar um autocarro suficientemente grande para que todos os elementos da família se pudessem manter com a tal distância. Só havia uma forma de todos estarem próximos. Andando nus. E assim todos quando podiam ficavam nus, mesmo que isso implicasse valentes gripes e faltas de respeito. O desejo de se manterem unidos era muito e assim superior aos problemas de estarem doentes ou incestuosos.

quinta-feira, 13 de março de 2008

De mim, para ti.

O som dos teus lábios nos meus olhos, enche de alegria a alma, ferida, profundo, que se enche de esperança de voltar a sorrir. Sem mentir e sempre cheias de verdade, as conversas, que transbordam fúteis e maduras.

Não se sabe o que o dia trará, saber-se-á que virá devagar. Se trouxer ventos frios e desagradáveis, que nos abalam e mexem com os alicerces, com as fundações, dos edifícios mais altos, que por serem altos, necessitam de estabilidade e não de ventania descontrolada, que os abane à toa e lhes provoquem receio.

Alegre fúria de viver e ser vivido com felicidade, sem amargura, consumindo cada segundo como se fosse o último, mas sem dor e com profunda vontade de ter tudo de uma forma tranquila, como se não tivesse que ser, mas sim, que fizesse parte de ambos, como que naturalmente tudo flúi, havendo uma ligação intemporal, estrondosa, doce, meiga e feliz.

Ai amarga vontade de partir, de sair! Ai doce vontade de estar e ficar!

Como é bom sorrir para o sol dos teus olhos e sentir que tudo vai bem, mesmo quando infundados medos de complicações naturais, rondam como abutres a calma das almas.

Gozar pequenos momentos, todos juntos, em sopros de vida vivida de uma forma intensa e quente, mas ao mesmo tempo sem soluços, nem engasgos, como que fossem sempre acompanhadas pelo doce mel que envolve os momentos e os torna suaves.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Uma história muito triste.

Era uma vez uma Dona que tinha uma filha que era muito jovem, mesmo para a idade dela. Andavam sempre juntas, mesmo que isso fosse desagradável para ambas.
Um dia quando tudo indicava que iam ser muito felizes e para sempre, apareceu a Fada Madrinha e disse:
- Pede dois desejos puta!
- Hã?
- Foda-se! És surda?! Não tenho o dia todo pá!
- Que indelicada! Que atrevida!
- Olha lá oh minha grande vaca, pensas que estou aqui porque quero? Achas que eu gosto de estar a aturar pessoas que não têm onde cair mortas e que se agarram à merda de desejos que lhes são pedidos, em vez de serem desejados, ou feitos por vós?
- Que estúpida que a Fada é! – disse para a filha muito jovem.
- Pá! Tenho dias, mas sim, hoje apanhaste-me num dia muito mau e por isso vê se te despachas, OK?!
- Se assim for eu não peço nada! Bruta!
- Ouve lá, mas pensas que estás a falar com quem? Hã?! Eu sou a Fada Madrinha e estou-te a dar uma ordem! Pede a merda dos desejos e JÁ!
- Não vou pedir... já disse que não. Só os peço quando a Fada se dirigir a mim como Fada, não como está a fazer.
- Chavala, anda! Pede! JÁ! A minha paciência tem limites, não abuses!
- Ai que Fada tão mazinha!
- Minha filha, é a vida... agora desembucha!
- Já disse que não vou pedir!
- Vá anda lá...
- Não!
- Tens mesmo de pedir e depois tens de assinar aqui o papel da deslocação, ok?
- Como? Não entendi....
- É como te digo, pede, assina e eu bazo!
- Que modos tão grosseiros para uma Fada.
- São os meus modos, azar!
- Vá-se embora! Não queremos nada consigo! Xô!
- A mim ninguém me enxota! Tu vê lá com quem te metes mulher! Eu tenho poderes muito fortes.
- E eu com isso... não se esqueça que eu tenho dois desejos e eu tenho mais poder que a Fada. Eu posso manda-la para o quinto dos infernos com um só desejo.
- Não eras capaz... e tens dois desejos, por isso se pedires esse desejo primeiro, não puderás pedir o segundo! AHAHAHA!
- Minha querida Fada Madrinha, afinal quero pedir os desejos.
- Finalmente! Já não era sem tempo... Muito bem, venham lá eles.
- Ora cá vão eles: 1º - Quero 150 mil milhões de euros aqui e agora.
- Eu sabia... que fútil... ok. Aqui tens! Zapp! – Num gesto displicente com a varinha, apareceu o dinheiro.
- BEM! QUE LINDO! Pensei que estava a brincar... nunca acreditei que fosse mesmo uma Fada....
- É incrível como és tão burra e estúpida! Claro que sou, se disse que era é por sou, não é?! Oh burra!
- Outra vez essa conversa?! Ainda tenho outro desejo?
- Sim... claro! Porra! És mesmo estúpida.... e surda!
- Muito bem.... 2º - Quero que vás para o quinto dos infernos!
- AHAHAH! Minha amiga, onde pensas que estás??? AHAHAHAHAH!!!
E no meio das gargalhadas maléficas da Fada Madrinha, os gritos lancinantes da mãe e da filha muito jovem...

Moral da história: Desejes o que desejares, nunca o faças com a barriga vazia.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Espasmos 45

Fingi que não podia ser o que tu pensas, sendo o que tu pensas o que podia ser, ou não ser. Se fosse seria, no entanto e assim mais uma vez, deixo aqui escrito neste pedaço de papel parvo, algo que poderás julgar como um desabafo, mas não é. É bem mais que isso, é o expoente máximo de todo o meu ser, ou não ser, pois quem pensa assim calcula-se que seja um perfeito anormal.
Como eu sempre digo, vejamos:
Eu e tu, numa piscina sem fundo. A tua irmã e eu no meio do seu quarto, escuro.
Vêem? É por demais uma questão de ser ou não ser. Nada nem ninguém sabe muito bem o como se deve proceder para dizer mal, ou de uma forma errada proferir O mal, ou até mesmo desdenhar. Mais de resto, são todos anormais, que julgam saber o que cá fazem, mas no fundo da piscina sem fundo, não sabem, nem julgam que ser, é mesmo O ser.

As palavras saltam todas numa poça de sangue grelhado.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Dores de dentes

Missiva aberta a cada passagem de nível que o outro faz ver não entende porque pode ir fazer sorrir o passeio de dor amarela, de vertigem agreste e enrugada.
É de facto um processo definitivo introspectivo que é endogénico, é magnifico, no entanto extra passado dos cornos com a variável elevação dos grifos invertidos pelo frio gelado que vem dos cantos dos olhos do búfalo amigo, o povo está no mar a lutar pela vida dos que andam a coçar o rabo do macaco que anda sempre em pé de salsaparrilha que cura os bons dias para si e para o meu cunhado de fresco na madeira crua, dura.
Salvo raros dias em delírio equilibrado pelo vento forte da rua de cima que vinha de todos os lados de Almeida, a aldeia mais íngreme, do país mais chato como a putaça da tia deles os outros, os mesmos que vêm aos pares que cantam juntos unidos pelo umbigo frouxo, laço, largo, imenso e que nada consegue reter, nem o suor que vem do peito de pato assado no forno da minha alma castanha de Espanha e Portugal que não está nada mal esse grande anormal, o Pai Natal.
Vamos ser honestos; o meu grande amigo Filipe Mendes é magro. Se fosse menos, seria uma boa pessoa, assim não mete o dedo onde não é chamado, nem que seja o dedo mais fininho do mundo! O sacana!
A verdade é verdadeira; ao nascer do dia todos nós sabemos que é de dia.
Siga a vida e vá abrir a porta à morte. Ela é muito elegante mas não lava bem os dentes. É uma porquinha.
Ai! Ai!

The end...