É uma teoria como qualquer outra:
Barcelona é uma terra de muita droga!
Gaudí: drogado!
Picasso: drogado!
Miró: drogado!
Pelo menos estes três indivíduos padecem, aliás, padeciam de uma forte dependência de droga. Cada um deles em estados diferentes, é certo.
Comecemos pelo grande inspirador da cidade.
Gaudí:
Alguém que desenha, vive, e pensa num edifício como a Sagrada Família, bem como a forma como está a ser construído, só pode ser, ou aliás, só podia ser, drogado. Basta ver o edifício por dentro e por fora, descer as torres, a entrada, as traseiras, tudo o que diz respeito ao edifício, para se ter esta conclusão. Os pormenores não têm conta, as inspirações são de arrepiar, esta beleza só pode vir de alguém que se droga. É lindo! Exagerado, mas lindo.
Os outros edifícios espalhados pela cidade são também de uma beleza drogada.
La Pedrera é de uma beleza e inspiração arrepiante. Só de pensar nos quilos, ou litros de droga, que o Sr. consumiu. Quando entrei no último andar do edifício, visitei todos os cantos, só me apeteceu uma coisa. Amarrar-me um local qualquer daquela casa e ficar a viver lá para sempre. LINDO! Que maravilha! Ainda bem que há droga e drogados que consigam aplicar o que sentem após o consumo.
Parabéns Sr. Gaudí.
Picasso:
A droga que este indivíduo consumia é de uma teor em tudo diferente ao do anterior herói Barcelonês. Começou bem, provavelmente no início da sua monstruosa carreira, não consumia drogas de todo, ou se consumia seria só uns absintos, ou anis. Com o passar dos anos começou a viver a experiência dos nus, até bem jeitosos, só que um belo dia, se calhar introduzido por um dos seu amigos de trivialidade, tomou a sua grande primeira dose de droga e desta feita, pura! Pegou num dos seus nus, meteu o olho da jovem na nuca e a perna esquerda a sair-lhe no umbigo, mas nas costas. Assim surgiu a sua grande arte pictórica. De uma beleza nunca discutível, mas com uma influência mais que marcante de todo o tipo de drogas que baralham o cérebro.
Miro:
O mais drogado de todos! Tal como o Picasso, começou até muito bem, com coisas muito giras e normais, que lhe deram muita experiência. Tal como se consegue ver no evoluir da sua grande obra, há como um agrupar de ideias para chegar a um grande final. Isso é tudo muito bonito, mas mais uma vez, não se sabe muito bem, mas seria muito provável ser amigo do Picasso, deixando-se levar pelos amigos drogados Barceloneses, metendo-se a ferro e fogo na droga! Coisas como telas cheias de cores que só o artista compreende, esculturas de inspiração lasciva, outras de uma beleza incrível que não provocam qualquer tipo de dúvida, que são de imediato apelidadas de belas e indiscutíveis obras de arte, só podem ser produzidas sobre o efeito de drogas pesadas, bem como altamente inspiradoras. Por exemplo, quem no seu perfeito juízo pinta uma tela atirando baldes de tinta para cima dela e depois deixa-as encostadas a uma parede não as tapando? Claro que quando estava nas pinturas das paredes do seu ateliê, sujou as telas todas com pingos que vinham dos rolos. Uma desgraça. Mas julgam que se importou? Nada disso. “Está lindo!” – Disse no dia seguinte, felicitando de imediato o experiente pintor de paredes Dimitri, Kosovar por sinal. Mas um dos seus grandes trabalhos é de uma beleza brilhante. Exemplo: Três telas, uma à esquerda, outra em frente, outra à direita. E o que temos nestas telas? Vejam bem o poder da droga. Para uma série de pintores este seria o seu maior pesadelo, mas para Miró? Não! De uma só inspiração ele desenha três traços, um em cada tela! LINDO! Mas não se fica por aqui, antes de o fazer, pintou as telas de branco. Digam lá, é droga, ou não é?
Tudo o que vi por aquelas bandas é de uma beleza extrema, mesmo muito bem conseguido, mas… continua a haver uma cidade que fica sempre no meu coração, e muito mais do que Barcelona.
Quem nunca lá esteve, que vá. Quem já lá esteve, volte.
Gostei muito de Barcelona.
quarta-feira, 23 de maio de 2007
quinta-feira, 5 de abril de 2007
Teste da Primária
1- Completa as frases com provérbios parvos.
Em cima e por baixo. __________________________
_______________________________________________
_______________________________________________
_______________________________________________
_______________________________________________
_______________________________________________
________________________________.
R: Em cima e por baixo. Estava um melro amarelo. Trazia no bico uma pessoa, era muito pequena, mesmo assim não se importou, come-a. Foi preso por isso. Lavou-se todos os dias, em cima e por baixo, mas nunca consegui tirar as unhas do pequeno humano que lhe ficaram cravadas na garganta.
De lado e por de trás.
Sei que não te as vou dar.
__ _____ _.
______________________________ _, __-te.
R: De lado e por de trás.
Sei que não te as vou dar.
De culhão cheio como te apraz.
De mão na nalga vou amar.
És a mulher mais bonita cá do bairro. ______________. Casada com a besta do talhante.
_____________ ____ ___ _______ anervante.
R: És a mulher mais bonita cá do bairro. Quero ter-te no meu regaço. Casada com a besta do talhante.
Mata-o, comeu-o, corta-o, Ama Maria que saia enervante.
Mas.
_________________ _________________________.
Mais.
_ _ _ _ _ ______________?
R: Mas.
São três letras que podem matar.
Mais.
M a i s são quantas letras?
Todas as vezes que me masturbo, penso na minha vaca de estimação.
____ _________ _______ siga _______ ______ ______ táxi.
R: Todas as vezes que me masturbo, penso na minha vaca de estimação.
Cheio de feridas grito siga. Vem sempre tarde a puta e vem de táxi.
R: Adoro o meu dedo verde, _______ ________ ___, meto–te dentro dele.
Vingadora analfabeta, ___________, com o chinelo no pé.
R: Adoro o meu dedo verde, maravilhoso carinhoso grande, meto–te dentro dele.
Vingadora analfabeta, brasileira, com o chinelo no pé.
Vai para longe, vai de uma só vez, incha _______________________________
_____________________________________________________ _!
Sai.
R: Vai para longe, vai de uma só vez, mas antes incha o meu caralho grande mete-o bem fundo nesse cu lindo, já!
Sai.
Em cima e por baixo. __________________________
_______________________________________________
_______________________________________________
_______________________________________________
_______________________________________________
_______________________________________________
________________________________.
R: Em cima e por baixo. Estava um melro amarelo. Trazia no bico uma pessoa, era muito pequena, mesmo assim não se importou, come-a. Foi preso por isso. Lavou-se todos os dias, em cima e por baixo, mas nunca consegui tirar as unhas do pequeno humano que lhe ficaram cravadas na garganta.
De lado e por de trás.
Sei que não te as vou dar.
__ _____ _.
______________________________ _, __-te.
R: De lado e por de trás.
Sei que não te as vou dar.
De culhão cheio como te apraz.
De mão na nalga vou amar.
És a mulher mais bonita cá do bairro. ______________. Casada com a besta do talhante.
_____________ ____ ___ _______ anervante.
R: És a mulher mais bonita cá do bairro. Quero ter-te no meu regaço. Casada com a besta do talhante.
Mata-o, comeu-o, corta-o, Ama Maria que saia enervante.
Mas.
_________________ _________________________.
Mais.
_ _ _ _ _ ______________?
R: Mas.
São três letras que podem matar.
Mais.
M a i s são quantas letras?
Todas as vezes que me masturbo, penso na minha vaca de estimação.
____ _________ _______ siga _______ ______ ______ táxi.
R: Todas as vezes que me masturbo, penso na minha vaca de estimação.
Cheio de feridas grito siga. Vem sempre tarde a puta e vem de táxi.
R: Adoro o meu dedo verde, _______ ________ ___, meto–te dentro dele.
Vingadora analfabeta, ___________, com o chinelo no pé.
R: Adoro o meu dedo verde, maravilhoso carinhoso grande, meto–te dentro dele.
Vingadora analfabeta, brasileira, com o chinelo no pé.
Vai para longe, vai de uma só vez, incha _______________________________
_____________________________________________________ _!
Sai.
R: Vai para longe, vai de uma só vez, mas antes incha o meu caralho grande mete-o bem fundo nesse cu lindo, já!
Sai.
terça-feira, 3 de abril de 2007
Sopa de ouvido
Ingredientes:
Uma pata de rabanete
Vários + ou - litros de algo líquido
Raspas de electrões velhos de uma televisão nova
Uma pitada de uma coisa qualquer
Um alho maduro
Qb
Preparo:
Mantêm-se os vários litros de uma coisa qualquer líquida num lugar seco, até ficar com uma forma parva. Parte-se a pata de rabanete em 14 partes diferentes e juntam-se as duas postas da pitada de uma coisa qualquer, com muita violência.
Atira-se para trás das costas do Zé Pã, durante a praia mar, cheios de muita incerteza. Ferve em discussão helénica, durante vários séculos.
Enquanto os ingredientes fervem, dias e dias, corte durante horas e minutos, o alho maduro, em pedaços muito pequenos, do tamanho de pó. Com a peneira de calhaus da calçada, filtre o pó e submeta-o a um treino intensivo de dois segundos de tempo calculados pelos árbitros do FCP. Assim que os alhos estiverem alegres, salpique-os na grelha, juntamente com o que quer que seja e depois deite para o lume da lareira.
Quando o preparo estiver pronto, não faça nada. No entanto tem que aplicar as raspas de electrões velhos de uma televisão nova. Assim sendo, é aconselhado que seja paga até ao fim do mês, em detrimento de muitos programas bons que não se vêm.
Deixe envelhecer o preparo, junte o qb e os electrões mais o alho maduro, sirva na copa.
Deve-se comer frio que nem um Y.
Bom apetite, com H.
Uma pata de rabanete
Vários + ou - litros de algo líquido
Raspas de electrões velhos de uma televisão nova
Uma pitada de uma coisa qualquer
Um alho maduro
Qb
Preparo:
Mantêm-se os vários litros de uma coisa qualquer líquida num lugar seco, até ficar com uma forma parva. Parte-se a pata de rabanete em 14 partes diferentes e juntam-se as duas postas da pitada de uma coisa qualquer, com muita violência.
Atira-se para trás das costas do Zé Pã, durante a praia mar, cheios de muita incerteza. Ferve em discussão helénica, durante vários séculos.
Enquanto os ingredientes fervem, dias e dias, corte durante horas e minutos, o alho maduro, em pedaços muito pequenos, do tamanho de pó. Com a peneira de calhaus da calçada, filtre o pó e submeta-o a um treino intensivo de dois segundos de tempo calculados pelos árbitros do FCP. Assim que os alhos estiverem alegres, salpique-os na grelha, juntamente com o que quer que seja e depois deite para o lume da lareira.
Quando o preparo estiver pronto, não faça nada. No entanto tem que aplicar as raspas de electrões velhos de uma televisão nova. Assim sendo, é aconselhado que seja paga até ao fim do mês, em detrimento de muitos programas bons que não se vêm.
Deixe envelhecer o preparo, junte o qb e os electrões mais o alho maduro, sirva na copa.
Deve-se comer frio que nem um Y.
Bom apetite, com H.
segunda-feira, 2 de abril de 2007
A ciência da mente, sobre a ciência do esmagamento
“Mede bem as palavras que respiras. São de uma itemagaijieced (invencibilidade) estrangeira e de uma cor embranquecida pelo cair da noite, que nem queiras saber.”
Estas são as palavras sábias de quem quer ser um grande pescador. Ao mesmo tempo mentirosos, o que será redundante. De qualquer forma, no calor do auscultador da pega do tacho, que estava já há vários dias a arrefecer, quis utiliza-lo e por um pondo final no mal-entendido.
Assim, pegando numa pedra muito redonda, numa folha de papel e num lápis, calcularam os cálculos, calculados em tempos.
Não era muito grande o que queriam fazer desaparecer, seria do tamanho de uma coisa pequena.
Com as mãos sujas de lama pó sólido, pegaram na mente, na pedra e tentaram minimizar o sucedido.
Após dois ou três séculos de árduas batalhas, lutas, guerras e ventos de sul, conseguiram.
O que estava dentro do mar, passou para dentro da terra e vice-versa, sendo a terra o mar e o mar o ar.
Se querem mesmo saber…
Vou ter que sair. Já volto.
Até hoje.
Estas são as palavras sábias de quem quer ser um grande pescador. Ao mesmo tempo mentirosos, o que será redundante. De qualquer forma, no calor do auscultador da pega do tacho, que estava já há vários dias a arrefecer, quis utiliza-lo e por um pondo final no mal-entendido.
Assim, pegando numa pedra muito redonda, numa folha de papel e num lápis, calcularam os cálculos, calculados em tempos.
Não era muito grande o que queriam fazer desaparecer, seria do tamanho de uma coisa pequena.
Com as mãos sujas de lama pó sólido, pegaram na mente, na pedra e tentaram minimizar o sucedido.
Após dois ou três séculos de árduas batalhas, lutas, guerras e ventos de sul, conseguiram.
O que estava dentro do mar, passou para dentro da terra e vice-versa, sendo a terra o mar e o mar o ar.
Se querem mesmo saber…
Vou ter que sair. Já volto.
Até hoje.
sexta-feira, 30 de março de 2007
Teoremas
A mentira é algo que não conseguimos comer. Mas com duas pedras de gelo até se bebe.
O orgulho é algo que se sente na pele. Mas quando praticado a dois é melhor ser servido morno.
A paixão é algo que não se vende embalado. Mas com frio tudo é possível.
A energia é algo que consegue vencer o peido. Mas com luvas não dói.
A opinião é algo que vem sempre com batata a murro. Mas também se pode chupar com um pouco de treta.
O susto é algo que não se parte em metades. Mas com uma boa dose de intentona tudo sabe muito pior.
A dor é algo que tem dez lados, todos eles castanhos. Mas quando enervado passa a ser uma bola parabólica.
Conclusão:
Pode-se cozinhar às escondidas, não se deixa é os capotes no meio da sala.
O orgulho é algo que se sente na pele. Mas quando praticado a dois é melhor ser servido morno.
A paixão é algo que não se vende embalado. Mas com frio tudo é possível.
A energia é algo que consegue vencer o peido. Mas com luvas não dói.
A opinião é algo que vem sempre com batata a murro. Mas também se pode chupar com um pouco de treta.
O susto é algo que não se parte em metades. Mas com uma boa dose de intentona tudo sabe muito pior.
A dor é algo que tem dez lados, todos eles castanhos. Mas quando enervado passa a ser uma bola parabólica.
Conclusão:
Pode-se cozinhar às escondidas, não se deixa é os capotes no meio da sala.
Que confusão no corrimão
Precisamente ser o meu ar de ver que ia querer farto gordo medo tem gritar de encher os pulmões verdes gasta de uma só vez.
Não há maneira de conseguir escrever algo que tenha sentido. Já há dez dias que isto me acontece. Fico fora de mim. A droga acabou à dois dias e andava a aspirinas maradas.
Não há maneira de conseguir escrever algo que tenha sentido. Já há dez dias que isto me acontece. Fico fora de mim. A droga acabou à dois dias e andava a aspirinas maradas.
Lá estás tu a desviar a conversa
Mete a tua língua na minha boca. Olha, mas tem cuidado com o meu hálito a vidro fosco.
quinta-feira, 29 de março de 2007
Eh lá mesmo
Entre veste a gruta funda que desbunda
a masmorra
e a açorda, que a morda
cheia de sal ou mal,
sem ser o que seria,
sem ser a água fria, na pia
branca e grande em chanfre,
ou côncava.
É tua
mas vem nua na rua.
Entre veste sem ser vista a pista,
ou a revista
de pessoas belas, feias,
cheias de veias azuis, ou vermelhas,
as fedelhas,
que têm sempre algo
para dizer,
ou fazer,
sem ser,
sendo sem veneno.
a masmorra
e a açorda, que a morda
cheia de sal ou mal,
sem ser o que seria,
sem ser a água fria, na pia
branca e grande em chanfre,
ou côncava.
É tua
mas vem nua na rua.
Entre veste sem ser vista a pista,
ou a revista
de pessoas belas, feias,
cheias de veias azuis, ou vermelhas,
as fedelhas,
que têm sempre algo
para dizer,
ou fazer,
sem ser,
sendo sem veneno.
quarta-feira, 28 de março de 2007
Eh lá não...
No quintal da minha avó havia uma sarjeta, tapei-a.
No prédio da minha irmãzinha, havia uma rameira, comi-a.
No tribunal estava um cão, enxotei-o.
No mar vai um barco à vela, mandei-o capturar.
Em cima do piano está um copo com cenas, quem o viu, ainda bem.
No topo das escadas havia um certo rato roedor, chamei-o.
No meu guarda-fatos tenho dez vestidos, não visto um único.
No restolho da taberna ouvia-se um melro, era lindo, mas não me conhecia.
No meio do pasto havia uma vaca malhada, verde e cor de laranja.
Em cima do piano está uma jarra com medo, quem a entornou, morreu.
No prédio da minha irmãzinha, havia uma rameira, comi-a.
No tribunal estava um cão, enxotei-o.
No mar vai um barco à vela, mandei-o capturar.
Em cima do piano está um copo com cenas, quem o viu, ainda bem.
No topo das escadas havia um certo rato roedor, chamei-o.
No meu guarda-fatos tenho dez vestidos, não visto um único.
No restolho da taberna ouvia-se um melro, era lindo, mas não me conhecia.
No meio do pasto havia uma vaca malhada, verde e cor de laranja.
Em cima do piano está uma jarra com medo, quem a entornou, morreu.
terça-feira, 27 de março de 2007
Eh lá!
Sangue no meu prato
Sangue no teu chão
Sangue no fardo
Sangue na mão
Espeta a faca na perna
Espeta o garfo no pé
Espeta a palhinha na abóbora
Espeta o palito no dente
Comida fresca
Comida estragada
Muco no dente
Sarro na unha
Pintelho no pente
Pestana do pulha
Ferida com pus
Ferida com capuz
Ferida com moscas
Ferida com ostras
Comida fresca
Comida estragada
Sangue no teu chão
Sangue no fardo
Sangue na mão
Espeta a faca na perna
Espeta o garfo no pé
Espeta a palhinha na abóbora
Espeta o palito no dente
Comida fresca
Comida estragada
Muco no dente
Sarro na unha
Pintelho no pente
Pestana do pulha
Ferida com pus
Ferida com capuz
Ferida com moscas
Ferida com ostras
Comida fresca
Comida estragada
segunda-feira, 26 de março de 2007
Sintoma de Grifen
É com toda a raiva possível e inimaginável, que te digo que te odeio, que te desprezo, que quero que morras, que desapareças, que deixes de existir, que te cales para sempre. Metes-me nojo, enches-me de ódio, de agonia, de tristeza, de angústia. És o ser mais odiável de todos, o som da tua voz, o teu olhar mortiço, o sorriso patético, a forma como andas, a forma como falas, como comes.
O pior é a forma como falas das outras pessoas. És desprezível, agoniante.
Como é possível existires? Como é possível haver alguém como tu?! Como é possível eu te conhecer, como é possível saber que partilhamos o mesmo universo.
Mesmo se não existisses eu sabia que te odeio. Prefiro morrer a respirar o mesmo ar que tu respiras, prefiro cortar os pés a ter que pisar o mesmo planeta que tu pisas.
Eu não só te odeio, como te odeio, não vales nada, não és ninguém. Hipócrita, és uma pessoa nojenta, grosseira, malcriada, peçonhenta, se morreres serei o primeiro a saltar na tua campa.
Amo-te, porque te adoro muito, venero-te, porque és uma pessoa que adoro.
És a única criatura realmente bela no universo. És a única pessoa, és de facto a pessoa, a única, a melhor, a mais que tudo, a que não tem defeitos, que eu tenho o máximo carinho, amor, paixão.
Seres quem és é para mim tudo, é para mim algo que eu queria ter e tenho. Porque és e estás, e serás e viverás assim, aqui perto de mim, onde eu possa ter-te, ver-te, pegar-te, tocar-te. És uma pessoa linda de morrer, toda a tua figura interior e exterior, não tem igual em nenhum outro lugar, mesmo que seja inventado ou ideal, és a pessoa perfeita.
Os teus olhos e a tua boca são como acontecimentos celestiais, como que não existissem, mas existem e estão aqui, ao esticar de um dedo. Quando sinto o teu toque sinto-me a ficar mais bonito, tornas tudo em belo, em invejavelmente agradável.
Tanto dá como deu, és algo que não me aquece nem arrefece, seres ou não seres, estares ou não, existires ou não, é igual para mim. És-me completamente indiferente, se não tivesses nascido, para mim seria igual, mas como já nasceste, continuas a não ser nada. É como não te visse, apesar de estares aqui, ou ali. Às vezes julgo que estás, mas como sei que estás, sei logo que não estás. Não há nada que te torne interessante, que te torne importante, que te torne alguém, nada mesmo.
Quando te amava, sentia que nada podia acabar com esse laço, nada. O dia em que isso aconteceu, passei a odiar-te. Passados alguns dias, deixaste de existir.
O pior é a forma como falas das outras pessoas. És desprezível, agoniante.
Como é possível existires? Como é possível haver alguém como tu?! Como é possível eu te conhecer, como é possível saber que partilhamos o mesmo universo.
Mesmo se não existisses eu sabia que te odeio. Prefiro morrer a respirar o mesmo ar que tu respiras, prefiro cortar os pés a ter que pisar o mesmo planeta que tu pisas.
Eu não só te odeio, como te odeio, não vales nada, não és ninguém. Hipócrita, és uma pessoa nojenta, grosseira, malcriada, peçonhenta, se morreres serei o primeiro a saltar na tua campa.
Amo-te, porque te adoro muito, venero-te, porque és uma pessoa que adoro.
És a única criatura realmente bela no universo. És a única pessoa, és de facto a pessoa, a única, a melhor, a mais que tudo, a que não tem defeitos, que eu tenho o máximo carinho, amor, paixão.
Seres quem és é para mim tudo, é para mim algo que eu queria ter e tenho. Porque és e estás, e serás e viverás assim, aqui perto de mim, onde eu possa ter-te, ver-te, pegar-te, tocar-te. És uma pessoa linda de morrer, toda a tua figura interior e exterior, não tem igual em nenhum outro lugar, mesmo que seja inventado ou ideal, és a pessoa perfeita.
Os teus olhos e a tua boca são como acontecimentos celestiais, como que não existissem, mas existem e estão aqui, ao esticar de um dedo. Quando sinto o teu toque sinto-me a ficar mais bonito, tornas tudo em belo, em invejavelmente agradável.
Tanto dá como deu, és algo que não me aquece nem arrefece, seres ou não seres, estares ou não, existires ou não, é igual para mim. És-me completamente indiferente, se não tivesses nascido, para mim seria igual, mas como já nasceste, continuas a não ser nada. É como não te visse, apesar de estares aqui, ou ali. Às vezes julgo que estás, mas como sei que estás, sei logo que não estás. Não há nada que te torne interessante, que te torne importante, que te torne alguém, nada mesmo.
Quando te amava, sentia que nada podia acabar com esse laço, nada. O dia em que isso aconteceu, passei a odiar-te. Passados alguns dias, deixaste de existir.
quarta-feira, 21 de março de 2007
Q de Maravilha
Queens Of The Stone Age
Queens Of The Stone Age - go with the flow
Queens of the stone age - Little sister
Queens Of The Stone Age - Lost Art of Keeping A Secret
Queens Of The Stone Age - No one knows
Queens Of The Stone Age - First It Giveth
Queens Of The Stone Age - Monsters In The Parasol
Queens of the Stone Age- In My Head
Queens Of The Stone Age - Avon (Feat. Dave Grohl)
Queens Of The Stone Age - Burn The Witch
Queens Of The Stone Age - go with the flow
Queens of the stone age - Little sister
Queens Of The Stone Age - Lost Art of Keeping A Secret
Queens Of The Stone Age - No one knows
Queens Of The Stone Age - First It Giveth
Queens Of The Stone Age - Monsters In The Parasol
Queens of the Stone Age- In My Head
Queens Of The Stone Age - Avon (Feat. Dave Grohl)
Queens Of The Stone Age - Burn The Witch
Quem quiser que a apanhe
(imprime e lê)
Se achas que podes ser um pássaro, voa, mas não pernoites em casa de pessoas estranhas, não peças para ver o seu interior. Não julgues que podes voar sem ter que te cansar. Se és verdadeiramente forte, faz com que não te veja, faz com que eu não exista. Não podes voltar a ser o que querias, só podes vir a ser o que nada foste, mesmo que se tenham dito ou feito coisas que nos tenham unido para sempre, que nos tenham tornado um só, uma única coisa, um só ser.
Se queres mesmo voar, faz-te à vida, vais ver que não é assim tão difícil, vais ver que não te custa nada. Não insultes a tua própria existência, admite que queres o que não queres, que vais ter o que sempre não quiseste, pois o que querias, não vai ser o que já foi.
A alma de todos esconde o verdadeiro Eu. Neste caso, nada se consegue provar, só mesmo o facto de não se saber o que se passou, mesmo que se tenha sentido, mesmo que se tenha vivido, na pele.
“Gosto de provar, de experimentar, de saber ao que sabe, de entender porque gostei, mesmo que depois não coma o resto, por achar que me vai fazer mal, ou pura e simplesmente porque não gostei.”
Toda a história do que se sabe quando se tocam duas pessoas parece-me muito verosímil. Só porque se sente e sabe ao que sabe.
Não deixa de ser um monte de balelas quando as coisas não correm bem.
Mas por outro lado quando correm bem, não se pensa em coisas ruins, em coisas nefastas, que fazem mal, que transformam um belo ser, num ser mesmo muito feio, ou como é politicamente correcto dizer: Menos belo.
É tão bom quando se está junto, perto, a saborear os momentos, ou até mesmo o momento, o que nos passa pela cabeça.
O que nos faz viver são só os instintos de nascença, são só os que não conhecemos e mesmo esses temos medo que deixem de funcionar, pois o momento é tão bom que corremos esse perigo de o não conseguir gozar até ao fim.
Pára, o tempo pára.
Sei que nada existe, sei que nada pode ser, sei que o que foi, é, ou foi, mas porquê as frases na minha cabeça?
Apagar é algo que não sei fazer. Quando li o que escrevi, ri, e achei triste, mas ao mesmo tempo divertido e muito bonito, sem muito sentido mas lindo.
Sabes, eu vou continuar.
A mão na perna
O olho do olho
Lábios quentes tocam-se, retocam-se
Misturam-se, cobrem-se de desejo, ardente, quente e cheio de sede.
A mão no cabelo
A face na face
A corpo que sente com a passagem do outro corpo
Fundem-se em fuga, em tentativa de ser um só.
A mão nas costas
O peito nos peitos
As tuas coxas sentam nas minhas, húmidas sensações de arrepio
A palavra surda, que é dita sem cuidado, que é sentida em furor.
A mão na boca
As mãos nas mãos
O silêncio nocturno que invade os sentidos, e os torna surdos
Mas ao mesmo tempo gritam: Pára!
Doce mel.
Se achas que podes ser um pássaro, voa, mas não pernoites em casa de pessoas estranhas, não peças para ver o seu interior. Não julgues que podes voar sem ter que te cansar. Se és verdadeiramente forte, faz com que não te veja, faz com que eu não exista. Não podes voltar a ser o que querias, só podes vir a ser o que nada foste, mesmo que se tenham dito ou feito coisas que nos tenham unido para sempre, que nos tenham tornado um só, uma única coisa, um só ser.
Se queres mesmo voar, faz-te à vida, vais ver que não é assim tão difícil, vais ver que não te custa nada. Não insultes a tua própria existência, admite que queres o que não queres, que vais ter o que sempre não quiseste, pois o que querias, não vai ser o que já foi.
A alma de todos esconde o verdadeiro Eu. Neste caso, nada se consegue provar, só mesmo o facto de não se saber o que se passou, mesmo que se tenha sentido, mesmo que se tenha vivido, na pele.
“Gosto de provar, de experimentar, de saber ao que sabe, de entender porque gostei, mesmo que depois não coma o resto, por achar que me vai fazer mal, ou pura e simplesmente porque não gostei.”
Toda a história do que se sabe quando se tocam duas pessoas parece-me muito verosímil. Só porque se sente e sabe ao que sabe.
Não deixa de ser um monte de balelas quando as coisas não correm bem.
Mas por outro lado quando correm bem, não se pensa em coisas ruins, em coisas nefastas, que fazem mal, que transformam um belo ser, num ser mesmo muito feio, ou como é politicamente correcto dizer: Menos belo.
É tão bom quando se está junto, perto, a saborear os momentos, ou até mesmo o momento, o que nos passa pela cabeça.
O que nos faz viver são só os instintos de nascença, são só os que não conhecemos e mesmo esses temos medo que deixem de funcionar, pois o momento é tão bom que corremos esse perigo de o não conseguir gozar até ao fim.
Pára, o tempo pára.
Sei que nada existe, sei que nada pode ser, sei que o que foi, é, ou foi, mas porquê as frases na minha cabeça?
Apagar é algo que não sei fazer. Quando li o que escrevi, ri, e achei triste, mas ao mesmo tempo divertido e muito bonito, sem muito sentido mas lindo.
Sabes, eu vou continuar.
A mão na perna
O olho do olho
Lábios quentes tocam-se, retocam-se
Misturam-se, cobrem-se de desejo, ardente, quente e cheio de sede.
A mão no cabelo
A face na face
A corpo que sente com a passagem do outro corpo
Fundem-se em fuga, em tentativa de ser um só.
A mão nas costas
O peito nos peitos
As tuas coxas sentam nas minhas, húmidas sensações de arrepio
A palavra surda, que é dita sem cuidado, que é sentida em furor.
A mão na boca
As mãos nas mãos
O silêncio nocturno que invade os sentidos, e os torna surdos
Mas ao mesmo tempo gritam: Pára!
Doce mel.
segunda-feira, 19 de março de 2007
Miséria, fui enrabado.
No primeiro dia que lá fui pensei que não podia ficar muito mais tempo, sabendo os riscos que corria, mas a curiosidade, misturada com a forma como me olhavam, fez-me ser desejado. Sei que não sou, mas também não sei como não serei, por isso vou ter que falar com alguém.
Pareceu-me uma pessoa com que se pudesse ter uma conversa decente, pela forma como segurava no copo, pela forma como se vestia, mas o que pesou mais foi a forma como olhava. Aproximei-me, não sabia muito bem o que fazer, como iniciaria a conversa. A maior experiência da outra pessoa resolveu o problema. Mal me aproximei, perguntou se era a primeira vez que ali ia, ao que respondi que sim. Perguntou se eu não bebia nada. De facto desde que tinha entrado que não me apetecia beber nada, o estado de nervosismo era tal, que nem dei conta desse pormenor. Pensei em pedir uma cerveja, mas depois pedi um Cuba Livre. Quando voltei com a bebida já estava mais tranquilo. Sentei-me e comecei a conversar, de coisas banais, mas na minha cabeça estava sempre a mesma pergunta, sempre, em repetição, já estava a dar em louco. Era pior quando estava calado, só me dava vontade de interromper a conversa e perguntar: dói?
Saímos, e fomos para outro bar, mais acima, com menos confusão, o que torna a coisa mais íntima, deve ser um truque. Eu percebi que aquilo podia ir para outros caminhos, mas não me preocupei, a conversa estava aceitável e até então não tinha havido qualquer tipo de assédio, julguei até se não estaria interessado. A maldita pergunta voltava de quando em vez. Ganhei forças e perguntei. Após um minuto de algum silêncio: dói? A princípio não compreendeu qual era a questão. Depois de um breve e incomodativo silêncio, bem como uma troca de olhares, percebeu. Deu um pequeno sorriso e respondeu que não sabia. Gelei! Tinha feito asneira. Eu achei estranho o facto de não haver ninguém a acompanhar, mas… Não dei parte fraca, aprofundei a conversa. Perguntei se quando há o acto se há gemidos de dor, ou algo do género, ao que respondeu que não sabia, teria que ver como era para saber e sorria. Ai fiquei um pouco chateado, mas não demonstrei muito. Deu uma grande gargalhada. Fiquei sem saber o que fazer, não gostei. Perguntei a que se devia tal excitação. Parou, olhou-me nos olhos e desabafou. Confessava que era também a primeira vez que o iria fazer, se é que algum dia o faria. Senti que seria este o dia, tanto esta pessoa como eu tínhamos o que se chama, curiosidade animal. Estava já um pouco ansioso, sugeri que fossemos a um lugar mais íntimo. Não querendo ir para minha casa, fomos para a de uma amiga que estava fora, a qual tenho a chaves de casa, para tratar dos gatos e do periquito. Não demorou muito tempo. Estávamos despidos em 2 minutos. O mais estranho estaria para acontecer. Não nos tocávamos, não havia carinhos, ou aconchegos, só a ansiedade de querer experimentar a dor. Busquei o boião, ainda estava selado. Depois houve a grande questão, quem irá primeiro sentir? Fizemos à sorte, com um dado do Monopólio. Quem tivesse o número mais alto seria o primeiro a sentir. Calhou-me a mim. De repente perdi toda a coragem, mas como sou uma pessoa de palavra, aguentei. Agora era a vez dele. Não estava bem, o seu sexo não estava pronto. Desconfiei que não gostasse. Pediu-me carícias. Disse prontamente que não. Se até aquele ponto não o tinha feito, não seria agora que o iria fazer. Olhou-me com desconfiança, e lá começou-se a auto acariciar, até ter o seu sexo todo em forma. Colocou o gel e de imediato começou. Claro que doeu. Apertei tudo com o máximo da força e arranquei-lhe o sexo. Foi um bocado chato, mas soube bem, foi assim como que se estivesse a evacuar.
No hospital lá lhe conseguiram colocar o sexo de novo. Tentou-me processar, mas não conseguiu, pois eu também apresentei queixa.
Senti-me miserável. Tinha sido enrabado. Contra factos não havia argumentos. Mas que mania que temos de ser racionais.
Eu não gosto de merda e não é por isso que vou provar.
Que miséria…
Pareceu-me uma pessoa com que se pudesse ter uma conversa decente, pela forma como segurava no copo, pela forma como se vestia, mas o que pesou mais foi a forma como olhava. Aproximei-me, não sabia muito bem o que fazer, como iniciaria a conversa. A maior experiência da outra pessoa resolveu o problema. Mal me aproximei, perguntou se era a primeira vez que ali ia, ao que respondi que sim. Perguntou se eu não bebia nada. De facto desde que tinha entrado que não me apetecia beber nada, o estado de nervosismo era tal, que nem dei conta desse pormenor. Pensei em pedir uma cerveja, mas depois pedi um Cuba Livre. Quando voltei com a bebida já estava mais tranquilo. Sentei-me e comecei a conversar, de coisas banais, mas na minha cabeça estava sempre a mesma pergunta, sempre, em repetição, já estava a dar em louco. Era pior quando estava calado, só me dava vontade de interromper a conversa e perguntar: dói?
Saímos, e fomos para outro bar, mais acima, com menos confusão, o que torna a coisa mais íntima, deve ser um truque. Eu percebi que aquilo podia ir para outros caminhos, mas não me preocupei, a conversa estava aceitável e até então não tinha havido qualquer tipo de assédio, julguei até se não estaria interessado. A maldita pergunta voltava de quando em vez. Ganhei forças e perguntei. Após um minuto de algum silêncio: dói? A princípio não compreendeu qual era a questão. Depois de um breve e incomodativo silêncio, bem como uma troca de olhares, percebeu. Deu um pequeno sorriso e respondeu que não sabia. Gelei! Tinha feito asneira. Eu achei estranho o facto de não haver ninguém a acompanhar, mas… Não dei parte fraca, aprofundei a conversa. Perguntei se quando há o acto se há gemidos de dor, ou algo do género, ao que respondeu que não sabia, teria que ver como era para saber e sorria. Ai fiquei um pouco chateado, mas não demonstrei muito. Deu uma grande gargalhada. Fiquei sem saber o que fazer, não gostei. Perguntei a que se devia tal excitação. Parou, olhou-me nos olhos e desabafou. Confessava que era também a primeira vez que o iria fazer, se é que algum dia o faria. Senti que seria este o dia, tanto esta pessoa como eu tínhamos o que se chama, curiosidade animal. Estava já um pouco ansioso, sugeri que fossemos a um lugar mais íntimo. Não querendo ir para minha casa, fomos para a de uma amiga que estava fora, a qual tenho a chaves de casa, para tratar dos gatos e do periquito. Não demorou muito tempo. Estávamos despidos em 2 minutos. O mais estranho estaria para acontecer. Não nos tocávamos, não havia carinhos, ou aconchegos, só a ansiedade de querer experimentar a dor. Busquei o boião, ainda estava selado. Depois houve a grande questão, quem irá primeiro sentir? Fizemos à sorte, com um dado do Monopólio. Quem tivesse o número mais alto seria o primeiro a sentir. Calhou-me a mim. De repente perdi toda a coragem, mas como sou uma pessoa de palavra, aguentei. Agora era a vez dele. Não estava bem, o seu sexo não estava pronto. Desconfiei que não gostasse. Pediu-me carícias. Disse prontamente que não. Se até aquele ponto não o tinha feito, não seria agora que o iria fazer. Olhou-me com desconfiança, e lá começou-se a auto acariciar, até ter o seu sexo todo em forma. Colocou o gel e de imediato começou. Claro que doeu. Apertei tudo com o máximo da força e arranquei-lhe o sexo. Foi um bocado chato, mas soube bem, foi assim como que se estivesse a evacuar.
No hospital lá lhe conseguiram colocar o sexo de novo. Tentou-me processar, mas não conseguiu, pois eu também apresentei queixa.
Senti-me miserável. Tinha sido enrabado. Contra factos não havia argumentos. Mas que mania que temos de ser racionais.
Eu não gosto de merda e não é por isso que vou provar.
Que miséria…
sexta-feira, 16 de março de 2007
De cernelha
A Nicia estava velha e não se encontrava muito bem-disposta, achava-se dona de uma integridade fora do comum. Era teimosa e dura, cheia de boa vontade. Senti que ela me queria comer. Pensei que se assim fosse teria de ter preservativos rotos. Era a única mulher que queria ver prenha. Tinha mesmo o corpo de alguém que quando prenha seria bom sodomizar. A sua integridade chocava com a minha falta de senso, sendo mesmo factor decisivo para uma boa relação, não duradoira, mas sim de sexo parvo. Por um dia ou dois mantive a calma e controlei a falta que tinha. É algo que se faz quando se quer caçar alguém. Chegámos mesmo a ter conversas decentes. Aliás, achei que poderia ser assim para o resto da vida, mas quando chegava a casa, partia tudo com a fúria de estar a ser algo que não era.
Este processo estava a tornar-se muito dispendioso.
Sabia que ela estava na fase fértil, convidei-a para jantar no restaurante do meu tio, o qual era bastante do seu agrado, pois era bastante simétrico. Comemos e bebemos ainda mais. Falámos de tudo o quanto fosse trivial e íntegro, como por exemplo separar o lixo por cores. Ela estava lava de suor. Paguei, ela pagou e saímos. O próximo passo era fulcral. Mal a imaginei de quatro no chão da minha cozinha a lava-lo, ejaculei. Ela não notou. Perguntei onde ela queria ir, não me deu tempo de dizer mais nada:
- Para a casa da minha tia.
Fiquei de tal forma que nem consegui saber que rádio queria ouvir e isso era fundamental para ela. Julguei que não ia conseguir manter o cenário por muito mais tempo, mas contive-me. A casa de sua da tia era algo que não consegui suportar, mesmo que implicasse ficar sem ela na minha cozinha. O cheiro apoderava-se de mim, julguei que iria desmaiar, ou mesmo ficar com ataques de perca de senso, mas o papo dela e a imagem dela prenha, fizeram milagres.
Todos os esforços serão recompensados.
A escada muito antiga era feita toda ela de madeira que rangia mais como um asno com o cio. A porta de entrada era tão grande como branca, tão imponente como espartana. Tão bonita como sem gosto. Ai! O maldito cheiro que já se sente aqui fora… Pensei de novo em coisas boas e como ela deixaria o chão da cozinha limpo quando estiver assim, prenha e nua.
Entrei.
Duas horas foram as que consegui aguentar, não mais, bastou. Tanto o tapete como os sofás ficaram irreconhecíveis. O meu vómito é de uma tal acidez e cor que nada nem ninguém conseguia afasta-lo. A tia do alto do seu metro e noventa, quando anda de espartilho, implorou que ficasse mais tempo, pois o cão dela estava a precisar de se purgar e assim podia aproveitar o resto da bílis que ainda tinha. Sem nem mais uma palavra, ejaculei e saí. Mais uma vez ninguém notou que saí.
Em casa, ela conseguia falar comigo, eu sentia que ela estava a comunicar, no entanto não conseguia entender se estava a falar pela boca ou pelos sovacos. Mandei-a calar e baixou os braços, ao que conclui que seria algum truque para me baralhar, para achar que a tia era uma pessoa séria e muito asseada. Séria não seria, bem como asseada. Bem, vendo bem… até que era, mas não sabia como encontrar algum tipo de paralelismo e desatei a assobiar a marcha nupcial. Descobri algo que nunca esquecerei. Esta marcha, e assobiada por mim, ou seja, muito mal tocada, fazia crescer pelos na nuca da minha querida Nicia, e assim, fazia com que os arrepiasse, e em simultâneo tornasse os bicos dos seios o mais túmidos possível, bem como vermelhos. Isso era notório quando estava de camisa, a qual estava já despida. Não parei. Cada vez mais alto, até que tocaram à campainha. Era a vizinha a reclamar o barulho. Convidei-a a entrar, mas não quis, aliás, desancou-me por estar a traí-la. Uma mão no meio das suas pernas durante vários segundos acalmou-a. Fechei a porta, mas sem antes cuspir para a mão e dar-lhe um aperto de mão.
A Nicia era e é, bem à maneira.
Adoro o seu corpo, como já referi. Achei que seria importante falar-lhe dos problemas do corpo quando dilatado. Não se fez de rogada e meteu o meu pénis muito duro na sua boca. Não percebi se estava a acompanhar o que lhe estava a dizer, ou pelo menos a fazer um esforço para me compreender. Ejaculei.
Se o dia tivesse mais horas seria um disparate.
Deite-me com ela, foi tão bom que não me lembro. Fizemos amor, fodemos, comia-a, comeu-me, penetrei-a, meti vários dedos e fui-lhe ao cu.
Mas, e porque há sempre um mas, o que mais me chateou, o que mais me marcou, foi a bem falada e experimentada, cernelha. A posição não é nada de mais, é igual ao que se faz a um toiro, só que ali é ao contrário, o que dá um gozo tremendo e quem sugeriu foi ela. Fiquei espantado! A sério, juro por tudo o que há mais de sagrado e não falo de Deus. É a minha posição mais apetecível. A princípio fiquei apreensivo, não sabendo se ela estava a falar da mesma coisa, mas quando me pega e faz o movimento, já está! Vou dar uma de cernelha!
Esta posição porque estrangula aquele nervo, faz com que se tenha a erecção da vida, da minha e da vossa, pois é tão grande que se fica com a dos outros. Bem como a ejaculação, que é de tal forma adiada que todos os músculos do corpo imploram que não aconteça e que perdure, que assim fique por horas, tal como acontece. Parece ser algo que não se tem todos os dias, mas quem experimenta, até o pode fazer sozinho, basta ter um urso de peluche. Mais e mais, dentro e fora, sempre sem parar.
Os gritos e os gemidos emitidos por ela por vezes não se ouviam, estavam abafados pelos meus dedos na sua garganta, mas quando os retirava, ouviam-se a horas de distância.
Só mais uma.
Sem que eu pudesse dizer, água vai, pegou nos meus testículos e apertou quando ejaculei. Ai soube o que se passava. Ela queria lavar a minha cozinha e estar prenha.
Morri.
Este processo estava a tornar-se muito dispendioso.
Sabia que ela estava na fase fértil, convidei-a para jantar no restaurante do meu tio, o qual era bastante do seu agrado, pois era bastante simétrico. Comemos e bebemos ainda mais. Falámos de tudo o quanto fosse trivial e íntegro, como por exemplo separar o lixo por cores. Ela estava lava de suor. Paguei, ela pagou e saímos. O próximo passo era fulcral. Mal a imaginei de quatro no chão da minha cozinha a lava-lo, ejaculei. Ela não notou. Perguntei onde ela queria ir, não me deu tempo de dizer mais nada:
- Para a casa da minha tia.
Fiquei de tal forma que nem consegui saber que rádio queria ouvir e isso era fundamental para ela. Julguei que não ia conseguir manter o cenário por muito mais tempo, mas contive-me. A casa de sua da tia era algo que não consegui suportar, mesmo que implicasse ficar sem ela na minha cozinha. O cheiro apoderava-se de mim, julguei que iria desmaiar, ou mesmo ficar com ataques de perca de senso, mas o papo dela e a imagem dela prenha, fizeram milagres.
Todos os esforços serão recompensados.
A escada muito antiga era feita toda ela de madeira que rangia mais como um asno com o cio. A porta de entrada era tão grande como branca, tão imponente como espartana. Tão bonita como sem gosto. Ai! O maldito cheiro que já se sente aqui fora… Pensei de novo em coisas boas e como ela deixaria o chão da cozinha limpo quando estiver assim, prenha e nua.
Entrei.
Duas horas foram as que consegui aguentar, não mais, bastou. Tanto o tapete como os sofás ficaram irreconhecíveis. O meu vómito é de uma tal acidez e cor que nada nem ninguém conseguia afasta-lo. A tia do alto do seu metro e noventa, quando anda de espartilho, implorou que ficasse mais tempo, pois o cão dela estava a precisar de se purgar e assim podia aproveitar o resto da bílis que ainda tinha. Sem nem mais uma palavra, ejaculei e saí. Mais uma vez ninguém notou que saí.
Em casa, ela conseguia falar comigo, eu sentia que ela estava a comunicar, no entanto não conseguia entender se estava a falar pela boca ou pelos sovacos. Mandei-a calar e baixou os braços, ao que conclui que seria algum truque para me baralhar, para achar que a tia era uma pessoa séria e muito asseada. Séria não seria, bem como asseada. Bem, vendo bem… até que era, mas não sabia como encontrar algum tipo de paralelismo e desatei a assobiar a marcha nupcial. Descobri algo que nunca esquecerei. Esta marcha, e assobiada por mim, ou seja, muito mal tocada, fazia crescer pelos na nuca da minha querida Nicia, e assim, fazia com que os arrepiasse, e em simultâneo tornasse os bicos dos seios o mais túmidos possível, bem como vermelhos. Isso era notório quando estava de camisa, a qual estava já despida. Não parei. Cada vez mais alto, até que tocaram à campainha. Era a vizinha a reclamar o barulho. Convidei-a a entrar, mas não quis, aliás, desancou-me por estar a traí-la. Uma mão no meio das suas pernas durante vários segundos acalmou-a. Fechei a porta, mas sem antes cuspir para a mão e dar-lhe um aperto de mão.
A Nicia era e é, bem à maneira.
Adoro o seu corpo, como já referi. Achei que seria importante falar-lhe dos problemas do corpo quando dilatado. Não se fez de rogada e meteu o meu pénis muito duro na sua boca. Não percebi se estava a acompanhar o que lhe estava a dizer, ou pelo menos a fazer um esforço para me compreender. Ejaculei.
Se o dia tivesse mais horas seria um disparate.
Deite-me com ela, foi tão bom que não me lembro. Fizemos amor, fodemos, comia-a, comeu-me, penetrei-a, meti vários dedos e fui-lhe ao cu.
Mas, e porque há sempre um mas, o que mais me chateou, o que mais me marcou, foi a bem falada e experimentada, cernelha. A posição não é nada de mais, é igual ao que se faz a um toiro, só que ali é ao contrário, o que dá um gozo tremendo e quem sugeriu foi ela. Fiquei espantado! A sério, juro por tudo o que há mais de sagrado e não falo de Deus. É a minha posição mais apetecível. A princípio fiquei apreensivo, não sabendo se ela estava a falar da mesma coisa, mas quando me pega e faz o movimento, já está! Vou dar uma de cernelha!
Esta posição porque estrangula aquele nervo, faz com que se tenha a erecção da vida, da minha e da vossa, pois é tão grande que se fica com a dos outros. Bem como a ejaculação, que é de tal forma adiada que todos os músculos do corpo imploram que não aconteça e que perdure, que assim fique por horas, tal como acontece. Parece ser algo que não se tem todos os dias, mas quem experimenta, até o pode fazer sozinho, basta ter um urso de peluche. Mais e mais, dentro e fora, sempre sem parar.
Os gritos e os gemidos emitidos por ela por vezes não se ouviam, estavam abafados pelos meus dedos na sua garganta, mas quando os retirava, ouviam-se a horas de distância.
Só mais uma.
Sem que eu pudesse dizer, água vai, pegou nos meus testículos e apertou quando ejaculei. Ai soube o que se passava. Ela queria lavar a minha cozinha e estar prenha.
Morri.
quarta-feira, 14 de março de 2007
A minha estrelinha
Vi a estrela que vou casar. Vi-a numa noite de pesar, ou de azar. Vi-a como se não estivesse a ver, como se estivesse cego de tanto ver. Cegou-me e fiquei calado, sem palavra, só a expressão, só a dor de estar a ver. Não senti qualquer tipo de outra sensação, só mesmo o facto de a ver. Sempre acreditei que podia ser algo que me provocaria dor, mas no entanto e porque não sabia o que podia vir do lado esquerdo da cama, tentei saber. Perguntei a uma pessoa que por ali passava. Mas ali ninguém passava. A estrela era a única coisa que por ali passava, ainda para mais num lugar onde não há oxigénio. Sei que pode ser absurdo, mas senti frio. Tapei-me com uma manta verde, cheia de flores lilases. Como eu odeio flores. A bendita estrela continuava a fitar-me, como quem enrola um novelo de lã e torna tudo muito apertado, sem conseguir, ou dar espaço para respirar. Mas era linda, mesmo sendo grande e amarela, não me metia medo, só confusão, pois quando lhe tocava, fazia chorar o meu dedo. Esta dor, que lhe chamo choro, não se consegue suportar, só se consegue sentir, por isso, decidi ignorar. “O sentir é algo que está fora do meu mapa astral” – dizia um velho amigo meu, que ressuscitou a semana passada. Amigo esse que me falou desta situação, quando foi repor os dentes que tinha perdido num combate com um hambúrguer. Não é para rir, é uma história muito triste, o maldito amigo tinha uma saúde de ferro, só que comia merda muitas vezes, não da que sai de dentro de nós, mas sim da que é encontrada dentro de outros seres e é transformada em comida. Bela alcunha, essa de comida. Assim, um dia, um dia, um dia, um dia (anda lá), de Verão, em que os dias são de dia e as noites também, como os outros, sendo esses os mesmos que os do ano passado, comia a sua comida de merda, onde não conhecia os donos. Há uma regra de oiro: não se come onde não se conhece, só onde sabe bem, não sendo o sexo anal um prato que se sirva frio. Sim, porque eu considero os preliminares um assunto demasiado sério. Não adiantando mais e não sendo chato, mesmo que tenha uma grande vontade de o ser, mesmo muito e sei que o seria se continuasse a fugir ao tema por cada coisa que me passa pela cabeça, vou directo ao assunto. O meu amigo, e velho, comeu uma merda daquelas com um osso de baleia lá dentro. Ora não estando à espera, partiu vários dentes. Vários? Sim, porque não acreditou que fosse verdade, continuou a comer e a morder, ainda com mais precisão, tenacidade e por fim força, como que não querendo dar parte fraca. Na realidade, o que ele queria mesmo era que o osso se transformasse em pó e assim pudesse ter a tão afamada erecção, daquelas que fica o pénis duro. Esse meu amigo era astrólogo, ou algo similar, pois não tinha lá muito juízo, mas sabia o que dizia. Por exemplo quando pedia um bife com batatas fritas num restaurante. Já no resto não sei bem, mas eu como amigo e velho, gostava muito dele, levando-o sempre muito a sério. Assim, quando ele me disse tal frase, a que disse dois meses atrás neste texto, senti o que ele sentiu e percebi. Algo de errado estava para acontecer, pois para compreender algo vindo dele seria um em três mil, não só mil, porque era óbvio. Mas… (e porque há sempre um mas, pelo menos para os mimados) a estrela fez-me pensar muito no meu velho amigo e amigo também. O que ela me fazia sentir não se podia dizer que não se sentisse. Fiz uma extrapolação, emendei vários textos que falavam cerca do assunto e voltei para casa, sem antes espreitar o céu. A minha querida lá continuava. Não sabia bem se lhe daria um nome, mas resolvi não dar, ao contrário do que o texto dizia quando o fiz pela primeira vez, sendo esta a primeira. Assim, fui jantar com o meu amigo, o velho. Não comemos merda. Um sopa pela palhinha para ele e uma pata de veado com suco de vespa para mim. Xi! A meio da refeição fui cagar. Ele não gostava nada que eu fizesse isto, pelo simples facto que não gostava de ficar sozinho, por causa da sua natureza ultra violenta com cinzeiros das outras mesas. O psicólogo dele descobriu o porquê deste seu problema, que com o passar dos anos se tornou altamente invulgar. O pai do pai dele, ou seja, portanto, o seu avô paterno da parte do pai, era um lavrador de longa data, quase desde que começou. A sua mãe sempre lhe tinha falado dos fogos postos para vender a madeira que está a apodrecer na mata e do valor rentável dos eucaliptos, ou seria o meu pai? Não sei, mas algo tinham em comum: filho de peixe sabe nadar. Ou seria os olhos? Hum… bem, como não é um tema que leve a história a lado nenhum, resolvi aprofundar, mas não agora. Assim, o seu avô, velho, preocupado com as queimadas e com os fogos, tinha sempre um pau de loureiro a arder dentro de casa, não na lareira, mas sim no meio da sala. O fumo era ensurdecedor. Dai até o facto de alguém fumar lá em casa, eram três tiros de bisnaga cheios de álcool da cerveja. Assim, o psicólogo dele descobriu por meio de coisas que não sei explicar, pois é muito tarde, que o meu velho amigo e também amigo tinha uma fobia tremenda com cinzeiros. Mesmo assim fui cagar. Quando voltei o restaurante tinha saído. Nada do que eu gostava estava lá, aliás, nada estava lá, só o meu amigo jarreta e com meia dúzia cinzeiros na boca. Este problema levou-me a questionar se o problema não seria com o tabaco, mas cedo percebi que não, era mesmo os cinzeiros, fossem eles de que forma fossem, mesmo os que não se parecem com cinzeiros. Não voltando a fugir muito mais ao tema, no jantar relembrei o tema dos nomes fracos a pessoas fortes como por exemplo a minha estrela. Ele quis desde logo tomar um café. Eu não. Tinha que dormir o meu sono de Primavera. Julguei que lhe tinha conseguido fazer ver porque queria tanto dar um nome lindo e brilhante à minha amada. Pensei bem, mas ele não quis saber. Farto de me ouvir, resolveu ir para casa de uma amiga. A amiga era muito gira, mas não era muito coerente, era dos Verdes e tinha um Renault 4. Isso seria o suficiente para não conseguir chegar a um consenso e partir para a contraposição politica. Mesmo assim fui. Bebi água, vinha em baldes de trinta litros. Podia-se tirar duas ou três colheres, não muito mais. A água tinha um cheiro estranho e por isso não bebi muito, pois quando olhei para os pés do pessoal que entrava para as piscinas fez-me náuseas. Vivi uma noite de pranto, estava nublado, a única coisa que me mantinha à tona era o dia seguinte que era passado a dormir e uma leve sensação de que estaria céu limpo. Estava farto das conversar triviais sobre buracos negros, queria algo mais, uma pura e limpa discussão sobre testículos, ou algo similar. Meti mais que uma vez o tema das pétalas verdes, mas não queriam saber, só queriam falar do papa estrelas. Quanto mais falavam mais me dava náuseas. Senti que estavam a fazer de propósito. Passei ao ataque. Gritei duas vezes o nome da estrela: XKU28Y! XKU28Y! – fiquei sem argumentos. Estavam determinados a fazer-me mal e a dizer coisas que não queria ouvir. Sai. Imaginei algo que lhes pudesse causar transtorno. Evoquei vários tipos de Deuses. Um deles chamou-me a atenção. Disse-me que eu deveria pagar a conta do gás. Ignorei-o e fiz-lhe um manguito. Mesmo assim consegui falar com ele e depois, com a minha estrela. Pedi-lhe um favor. Se ela não se importava de passar aqui na casa da amiga gira do meu velho e amigo amigo e dar-lhes uma “flashada”. Ela concedeu-me o desejo.
Agora sou uma pessoa nova, não sinto nada, nem sequer dor, o que me apraz muito, tanto a mim como a todos os habitantes deste planeta.
“Kissing the sun!” – The Young Gods.
Agora sou uma pessoa nova, não sinto nada, nem sequer dor, o que me apraz muito, tanto a mim como a todos os habitantes deste planeta.
“Kissing the sun!” – The Young Gods.
segunda-feira, 12 de março de 2007
Será... ou será? Ou ainda, será! Será?
Se te toco com força pensas que te vou querer,
se te toco devagar julgas que vou saber,
suspeito que serás,
suspeito que não me amarás,
creio em ti,
creio em mim,
o amor faz milagres,
Deus acompanha se me amares,
Tu és a minha rosa,
Eu sou o teu Espinosa.
***********************************************
Soldado solitário, perdido na noite, procura consolo num abrigo, numa trincheira, acolhedora, mesmo que seja húmida, mesmo molhada, necessita tanto, quer tanto repousar. Continua, continua, sem rumo, caminha sem destino, não encontra, procura desesperadamente, a sua mente confusa encontra situações tenebrosas passadas, os olhos cansados, fitam o infinito, o cansaço dá lugar à paranóia, à sensação de ter perdido tudo, abandona o corpo e continua. Tudo quando trás, ou teve, vai deixando ao Deus dará, nada interessa, despede-se da última peça de roupa, do último aconchego, corre, corre em fúria, em dor, serra os dentes e corre. Cansado, continua, não pára, sente o coração a despedaçar-se, a rebentar, esforça ainda mais, o sangue fervilha-lhe nas entranhas, esguicha pelos dedos, sai-lhe pelos olhos, chora e chora, mais sangue e mais! Um último grito e consegue chegar-lhe!
Repousa em paz nos braços dela…
se te toco devagar julgas que vou saber,
suspeito que serás,
suspeito que não me amarás,
creio em ti,
creio em mim,
o amor faz milagres,
Deus acompanha se me amares,
Tu és a minha rosa,
Eu sou o teu Espinosa.
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Soldado solitário, perdido na noite, procura consolo num abrigo, numa trincheira, acolhedora, mesmo que seja húmida, mesmo molhada, necessita tanto, quer tanto repousar. Continua, continua, sem rumo, caminha sem destino, não encontra, procura desesperadamente, a sua mente confusa encontra situações tenebrosas passadas, os olhos cansados, fitam o infinito, o cansaço dá lugar à paranóia, à sensação de ter perdido tudo, abandona o corpo e continua. Tudo quando trás, ou teve, vai deixando ao Deus dará, nada interessa, despede-se da última peça de roupa, do último aconchego, corre, corre em fúria, em dor, serra os dentes e corre. Cansado, continua, não pára, sente o coração a despedaçar-se, a rebentar, esforça ainda mais, o sangue fervilha-lhe nas entranhas, esguicha pelos dedos, sai-lhe pelos olhos, chora e chora, mais sangue e mais! Um último grito e consegue chegar-lhe!
Repousa em paz nos braços dela…
Será?
Mista a vista que avista
os meus olhos
profundos de serem
fundos e imundos,
por não serem puros
suficiente para puderem, te,
mirar, olhar, vislumbrar, amar, criar,
sem que possam tirar
bocado, amado, virado,
fico estupefacto, com o acto.
Choro…
**************************************************
Enervo-me de te cheirar
Transpiro de te ver
Grito de te amar
Estremeço de te ler
Entra, fica
Suspiro de te tocar
Evaporo-me de te temer
Fujo de te cantar
Morro de te querer
Entra, fica
os meus olhos
profundos de serem
fundos e imundos,
por não serem puros
suficiente para puderem, te,
mirar, olhar, vislumbrar, amar, criar,
sem que possam tirar
bocado, amado, virado,
fico estupefacto, com o acto.
Choro…
**************************************************
Enervo-me de te cheirar
Transpiro de te ver
Grito de te amar
Estremeço de te ler
Entra, fica
Suspiro de te tocar
Evaporo-me de te temer
Fujo de te cantar
Morro de te querer
Entra, fica
sexta-feira, 9 de março de 2007
Tempestade de mar
Tempestade de mar, vermelho, encarnado, quente, nada suave, que tranquiliza a alma forte cheia de mágoa, de alegria escondida pelo entardecer frio, que aquece o meu coração, cheio de esperança, vã, ou não.
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