sexta-feira, 29 de dezembro de 2006

Desatinos de uma noite de Inverno.

E o que dá na RTP numa noite de 28 para 29 de Dezembro de 2006? Academia da Polícia 2. VIVA!

O egoísmo é de tal forma grande, que até as paixões são desencontradas. Mas depois, quando as há, pensamos se serão mesmo reais. Mas podemos sempre estar alienados disso tudo e viver só com amor uns pelos outros, gostando mais de uns que de outros, mesmo chegando a adorar

Por falar em cervejas, que é feito da Green da Super Bock? Assim se vê as marcas…

E porque nunca encontrei “A” na “noite”?

E como será o mundo sem tabaco?

Venho ouvir música e beber copos, e tu?

Se está frio o problema é dele.

Amiga, cheguei a apaixonar-me por obrigação, por isso, puta que pariu!

Mar y sol, estão tão longe, mas a areia está já aqui, para quê tanta dor no olho? Eu não te fiz mal. Se há asneira que se possa dizer é merda, já as outras…

Porque tenho sempre a ideia da “paixão do liceu”? Será porque correu mal?

Pensamentos a 250 € o minuto!

quinta-feira, 28 de dezembro de 2006

Mais e mais e mais e mais!

A Perfect Circle

A Perfect Circle - Judith

A Perfect Circle - Three Libras

A Perfect Circle - Weak and Powerless

A Perfect Circle - Imagine

A Perfect Circle-The Outsider

A Perfect Circle - Passive

Tool - Third Eye - Parte da letra

"See, I think drugs have done some good things for us, I really
do, and if you don't believe drugs have done good things for us,
do me a favor. Go home tonight and take all your albums, all
your tapes, and all your CDs and burn 'em. Cause you know what?
The musicians who made all that great music that's enhanced
your lives throughout the years? Rrrrreal fuckin' high on
drugs."

terça-feira, 26 de dezembro de 2006

Prendas? Que prendas?...!

Interpol

Interpol Obsticle 1

Interpol-Cmere

Interpol - evil

Interpol - pda

Interpol - nyc


Editors

Editors - Munich

Editors - Blood


Eagles Of Death Metal

Eagles Of Death Metal - I Only Want You


Tool


Tool Aenima

Tool - Eulogy

Tool-Hush

Tool-Prison Sex

Tool-Sober

Tool-Schism

Tool-Stinkfist

Tool-Parabola

Tool - The Pot

Tool-Vicarious



Para já vão só estes. Bons vídeos.

segunda-feira, 25 de dezembro de 2006

sábado, 23 de dezembro de 2006

Eu sei que não é muito original postar isto...

...pois todos já conhecem, mas é de mijar a rir!



Parabéns Nilton!

Conto de Natal

Era uma vez um, ou mesmo O Pai Natal, este era diferente de todos os outros, sentia-se dono de toda a plenitude omnipotente Do Pai Natal, sentia que era de facto O Pai Natal – a bem da verdade só pode existir um – sabendo, ou pressentindo este estado de espírito, ou esta força interior, resolve ir à casa de banho. Sabia que tinha de fazer algo para aniquilar todos os outros impostores, mas sem ferir susceptibilidades. Assim, e depois de limpar bem o rabo, tomou banho 10 vezes, secou-se, penteou-se, secou-se de novo, ajeitou as vestes, que lhe faziam parte da pele. Este era o grande trunfo Do Pai Natal, pois todos os outros se despiam, O verdadeiro Pai Natal, trás as veste como se fossem a sua pele, aliás, fazem parte da sua pele, não se conseguindo diferenciar, ou não se sabendo muito bem como saem. A única coisa que era amovível era o gorro e as luvas, bem como os sapatos, mais de resto tudo era inamovível. Montou-se no seu veículo e rumou à maior cidade do universo. Era lá que iria perpetrar o seu grande plano, tornar todos os impostores em seres verdes, sem cabelo e com altos índices de cabelo nos pés, sim, cabelo e não pelo. Voou à velocidade perto do som, pois a sua audição nunca foi das melhores. Quando lá chegou pensou nos pobres coitados que o fazem e arrependeu-se. Fez só uma aparição em público todo nu, mas não lhe deram o devido valor, pois não sabem do real poder do que significa estar nu para O Pai Natal. De facto a única coisa que conseguiu foi uma valente constipação, ao andar descalço em plena rua e sem o gorro, da sua sempre impecável pele/roupa.
Triste e desconsolado, volveu a casa, cheio de ranho, à velocidade que lhe deu mais jeito e mais uma vez, foi o único, tirando os taxistas, que trabalhou na noite de consoada.
Um grande bem haja para Ti, Pai Natal!

PS: Não te esqueças de usar desodorizante este ano, ok?

sexta-feira, 22 de dezembro de 2006

VIVA URRA!!!

VIVA!!! URRA!

VIVA URRA! YES! ESTAVA A VER QUE NÃO!!! VIVA! ABRAM ALÁS! ELES JÁ SÃO MAIORES!!!

YES YES YES YES YES!!!

SIM! MAIS! MAIS! SIM!

Maiores!

PS: Sim, com quase um dia de atraso, mas as comemorações continuam, aliás, ainda agora começaram!

quinta-feira, 21 de dezembro de 2006

Constatação matinal

VIMECA!

E porque não ficaste lá???

quarta-feira, 20 de dezembro de 2006

Mestre

ALUNO: Mestre, como posso eu ser o mais esperto da escola, se outro dia cai num buraco…
MESTRE: Meu filho, não acredites em tudo o que te contam. Pensa antes como podes ser esperto e ter boas notas e mesmo assim não seres a pessoa mais exógena do mundo, já pensaste nisso?
ALUNO: Claro que sim Mestre. A minha exogenia é pensada todos os dias, não só por mim, como pelos meus botões, os quais faço sempre o mais aprumados possível. Explique para eu entender, que não sei o que fazer, como posso eu relacionar o entrar no buraco, com a esperteza, correlacionado com a minha capacidade e ser exógeno?
MESTRE: É fácil meu filho!...
ALUNO: É?
MESTRE: Sim, é….
ALUNO: Como assim?
MESTRE: É…
ALUNO: Ah! Pois já sei.
MESTRE: Vês como é fácil!

Dois anos de prática, são o estrito necessário, para saber o que se diz.

terça-feira, 19 de dezembro de 2006

E depois de uma noite pacata...

Q: Qual a palavra que mais se utiliza antes de morrer?

R: Foda-se...

terça-feira, 28 de novembro de 2006

Planeta dos homens

Hoje acordei de manhã com uma ideia fixa, vou comprar um humano doméstico.
Assim fiz. Primeiro fui comprar comida e uma trela, o pobre coitado tem que se alimentar e não pode andar por aí solto. Fui à loja de humanos mais próxima. Sempre tive uma fixação por raça grande, vamos ver se têm. Mal cheguei lá apaixonei-me pelo maior humano que lá estava. Ainda era pequeno, mas pelo tamanho da tíbia, seria por certo um bom espécime e bem grande, era mesmo isso que eu queria. Só tinha receio que fosse um pouco agressivo, mas o dono da loja tranquilizou-me de imediato. Disse que esta raça é muito afável, óptima para ter num apartamento e são pouco movimentados. Eu já tinha lido umas quantas coisas acerca de raças grandes e o pior é o alojamento e a comida. De qualquer forma estava decidido. Trouxe-o. Tão giro! Tão querido, tão fofo. Escolhi macho, pois as fêmeas são um problema. O período e a operação para laquear trompas, mesmo assim preferia fêmea, mas macho é melhor. Pensei em comprar uma casinha para o transportar mas como crescem tão rápido, é deitar dinheiro fora. Meti-o na bagageira, muito sossegado, lá foi. Com um olhar muito meigo. Tinha 3 anos, mas num instante ficaria com 15 e ainda bem, é a idade que eu gosto mais. Comentei outro dia com um estranho, que precisava de comprar um humano doméstico, ao que ele prontamente disse para eu não me preocupar quando for velho, pois posso o mandar abater e assim não teria que me preocupar com todos os problemas que assolam os humanos domésticos na velhice. Achei aquilo muito mau e quando o humano doméstico chegar há idade de 45 anos vou doa-lo a uma instituição de caridade para trabalhos menores, pois necessitam sempre de alguém para ajudar nalgumas tarefas.
Cheguei a casa e mostrei-lhe logo a varanda onde ia ficar, sentou-se logo no banco e pediu comida. Que giro. Que fofo. Pedi a ele que tivesse paciência mas primeiro ia guardar tudo e tomar banho, só depois podia dar-lhe comida. Choramingou um pouco, mas depois de uma festa na cabeça e uma palmadas no rabo lá sossegou. Fechei a varanda e fui. Arrumei as coisas todas, despi-me e fui para o banho. Tinha que arranjar um nome para o bicho e o banho iria servir como inspiração. Pensei em Banzé, Chinês, Frasco, Óleo, pensei em tantos, mas nenhum me soava bem. Até que um rasgo de inspiração me varreu a cabeça. Atum! Isso mesmo! Atum! Ideal! Ó Atum isto, ó Atum aquilo, Atum anda cá, toma Atum, vai buscar Atum, soava mesmo bem e assim ficou... Atum! Acabei o banho, sequei-me, vesti-me, fui para a cozinha preparar a primeira comidinha dele. Estava tão feliz, tinha satisfeito o meu grande desejo, ter um humano doméstico. Estava tão sossegado, ainda bem, assim é que eu gosto, sabe onde tem que estar e é sossegado. Abri a porta da varanda e qual não é o meu espanto quando vejo o chão todo cheio de fezes. Fiquei pior que estragado, mesmo fulo. Eu todo contente que lhe ia dar comida e vejo aquilo, deu-me cá uns vómitos! Atirei a comida para o chão, dei-lhe duas valentes palmadas onde calhou, disse-lhe para nunca mais fazer aquilo e fechei a porta com toda a força! Estava mesmo muito chateado. Compro um animal destes para ficar bem e fico assim...?! Isto não está a começar bem! Fui para a sala e deixei-o estar, choramingou um pouco, mas depois calou-se. Liguei a televisão, mas não consegui ficar muito tempo, algo me perturbava. Fui outra vez à varanda, o pobre coitado estava a comer a comida do chão e o resto que estava na tigela, olhou para mim com um olhar de terror e saltou para trás, bem para o fundo da varanda. Coitado, estava cheio de medo de mim, não compreendi porquê e aproximei-me. Encolheu-se cada vez mais, cada vez mais pequeno e quando lhe toquei todo ele tremia. Que estranho, o que lhe fizeram para estar assim? Devem tê-lo tratado muito mal, tive tanta pena dele. Mas não podia ceder, ele não podia ficar dentro de casa. Uma ou outra vez sim, mas não logo na primeira. Apanhei tudo do chão, lavei o chão, fui buscar mais comida e pus a tigela no chão. Chamei-o, mas não vinha, passei-lhe a mão pela cabeça e falei com ele com calma, olhou-me nos olhos e disse: Se um dia me quiseres como animal de estimação, terás que me respeitar! - e saltou pela varanda do meu 5º andar, estatelando-se no chão do passeio e morrendo de imediato.

Uma coisa é certa, eu como humano superior não compreendi o que aquele humano doméstico me quis transmitir, mas serviu como emenda. Humanos domésticos em casa? Só com uma rede na varanda!

sexta-feira, 24 de novembro de 2006

Se

Seo sepau seda sebandeira, seque sehasteia sevezes sesem seconta sea sebandeira, seque sefica sefirme secom seo sevento sede senorte, sefaz secom seque setodos senos sesintamos semais sealegres, semais sepreparados separa seenfrentar seo sefuturo seque sese seadivinha secom sesorte, semas senegro, sevisto seque seresolvi seusar seesta sevenda separa secomer seespargos, severdes, senão sede secor.


Searrebento setudo seo seque sese semete sena seminha sefrente seestico seo sededo separa sepedir seboleia, semas sesenão seconsigo sefazer seuma secara seséria, sesó seme sesai seesta seque setenho, senojenta see semal sefeita, sesem sejeito see sedisforme seque seo serabo, seou secu, sede seuma sevaca sevelha.

Tipo, se bem!

quarta-feira, 22 de novembro de 2006

No Means No - Big Dick



Like a monkey in the zoo
You’re half gorilla too
When you pound it with your fist
And make it real stiff
Big dick
Gotta cover your mistake
Your bloody outtakes
So you dip it in the wine
And make a holy sign
Big dick

Big dick! Come quick
Big dick! Come quick

Well you’re running up a tree
You’re trying not too sream
But you are pounding on your chest
Like you wipped the best
Big dick
The rivers of blood
You’ve spilled have turned to mud
Now the flies are buzzin‘ round
Don’t it make a loud sound
Big dick

Big dick! Come quick
Big dick! Come quick

It won’t be long
Till those bad bits are gone
It won’t be long
Till those bad bits are gone

Now we are sitting by the fire
But daddy’s getting tired
`cause hes drunk the whole crock
now he’s got a limp cock
Big dick

Big dick! Come quick
Big dick! Come quick

No Means No - The Tower



The sword of thruth is just another weapon
Let me live for one more second
I see a woman she’s holding flowers
A bouquet of roses that are blood red
From a burning building, a man leaps to his death
I stand above these mansions of the death
Red tombs and above us looms
The Tower

I see red
I see a tower against the sky
Beneath a red unblinking eye

Radiowaves curve and cross
I stand below them – Lost !
Above me is a black obelisk
And the dangers that i risk
Here gather the ghosts of the mind
That tear my heard and here i find
All that traps that have been set
Everything i would forget, beneath
The Tower

I see red
I see a tower against the sky
Beneath a red unblinking eye

Violence is close at hand
You are damned if you do
And if you don’t – Dammed !
A red eye, A tyrant full of hate
Glares from the sky, It’s captive state
If it should blink ordeviate
A thousand words would obliterate
I do not move, nor do i speak
Beneath that hard and pitiless peak
Of concrete , steel and antennae wheels
The Tower

I see red
I see a tower against the sky
Beneath a red unblinking eye

No Means No - Real Love

(Sorry, no video... mas fica a letra, que é linda!)

Real love is scary
You try to hide when it looks for you
You never know what it will do
Not real love
Not real love
Real love is a long stone bed, he said his face a mask of indifference
And it don't care about me or you
Not real love
Not real love

Real love on a sunny day is a crow on a telephone pole with something to say
And you feel like someone has just walked on your grave
That's real love That's real love
The glory of love The glory of love
That precious rain that falls from above
First a gentle murmur that calls from the heart
And then a great wind that will blow you apart
That's real love
That's real love

Like a ghost it will pass right through you
A spirit that lives on when you are through
And there is nothing that you can do
The wind in the trees
The smell of wet leaves
The rumble of a passing truck
A streak of blood
Please forgive me for what I ve done to you
And lord forgive me for what I m going to do
In the name of...

Real love is scary
You try to hide when it looks for you
You never know what it will do
And it don't care about me or you
And there is nothing you can do about real love anyway,
That's what I heard a crow say but who cares what a crow say anyway?
Especially about something, something something so strictly personal (real love)
Can you feel it? Can you feel it?
That wind on your face
You can get down on your knees and pray
But nothing that you do or say will make it go away (real love)
It's like thunder,
Like lightning the way
You love me the way you love me
The way you love me it's frightening

No Means No - Small Parts Isolated And Destroyed



It's been said before but I ll repeat it
Don't you feel like you've been cheated?
It's been shoved down your throats, you eat it
They say it's true, you believe it

chorus:
Small parts isolated and destroyed
See the big boys play with their toys
There is one thing I will never do
Trust you
There's one thing that I have learned
All god's children will get burned
And if it comes down to me or you
Who do you think I will choose?
What's the deal? 50% of the door?
Well, then, come on in, come on in for more
What's that you say, we get a guarantee?
Then fuck right off, you mean nothing to me
Isn't this a sweet romance so why don't you get off your ass and dance?
"What about me? What about me? Can I get in for free? Can I get in for free?
You know me, you remember me
Can I get in for free? can I get in for free?"
Come on in! Come on in for free!
Don't mind the heat, don't mind the smoke
All that screaming? It's just a joke all that screaming?
Nah, it's just a joke come on in! Come on in for free! Come on in!
It's on me! The joke's on me
I'm tired of being close and feeling abused
And all those deep discussions make me wanna puke
And you're all going to see a lot less of me
I'm not the comrade that you hoped I d be

chorus:

Everybody's in the groove filling the dance floor,
Two by two (hey boy, I might want to fuck you) (hey girl, I might want to fuck you too)
There's liquor on your breath and magic in the air
Now we're really going to get somewhere
This is for all you girls and boys
Small parts isolated and destroyed
It's too late baby It's too late man oh baby, oh baby
You've been beaten up inside
You've been beaten up inside
That's the high point of your life
That's the high point of your life
I was beaten but I died (or is that just another lie?)
It's been said before but I ll repeat it
Don't you feel like you've been cheated?
It's been shoved down your throats, you eat it
They say it's true, you believe it
Small parts isolated and destroyed
I'd rather die than be a toy
There is one thing I will never do
Trust you

No Means No - State Of Grace



First I told to myself there was no more than the sound
Of the wind through an open door, and if no one
entered it was no crime? at least it was none of
mine, and all I saw I kept at bay, an empty heard
in an emtpy space, there was no reason for me to
live, I had nothing to give, nothing to give.

I closed my eyes and to my surprise my heard
was beating I was still alive
Was there really nothing I could do?
No, it can’t be true!
I’ve been lying to myself, lying to myself for so long
I’ve been lying to myself, lying to myself
And it can’t go on
Cause I’ve lying in state, I’ve been lying in a state of grace
I’m lying in state
I’ve been lying to myself and it can’t go on

At first I tried to blame the world for all evils
That were unfurled, flags of sin blowing in the
Wind over church and state, the rich and the
Great, but when I listened all I really heard was
My own voice and my own words, sometimes
Begging for love, sometime screaming with
hate, screaming with hate

I don’t trust that voice in my head, it’s not mine it’s the voice of the dead
And why do you ask me what I think is true?
I learned it all from you!
I’ve been lying to myself, lying to myself for so long
I’ve been lying to myself, lying to myself and it can’t go on
Cause I’m lying in state, I’ve been lying in a state of grace
I’m lying in state
I’ve lying to myself and can’t go on

In the end, you are my only friend and all I see is you,
and all I have to give, my friend, I will give it to you.
Who do I mean? Who am I talking to?
How could it be more plain to you? Wake up.
Look in your heart. Who are you? What is your name?

If I take a shit in your perfect world it’s only so
You’re know me by my smell
And though you turn away like you don’t understand
You know all too well
You don’t want to look, you don’t want to touch
You don’t want to pay cause it costs so much
You just smile and wish me well
Well, you can go to hell!
Cause I’m lying in state, I’ve been lying in a state of grace
I’m lying in state
I’m lying to myself and can’t go on

segunda-feira, 20 de novembro de 2006

Tenho um plano

Julgo estar certo com o que penso ser um dia de merda, mas mesmo assim não sei o que possa fazer para contrariar o quer que seja, havendo forma de eu dar a volta, ou de outros o fazerem, mas em ambas, será sempre de uma forma bem enervante.
Junta-te a nós, forma um grupo grande, vamos batalhar para dar a volta a isto tudo, tentar com que possamos estar melhor, mesmo que seja só por breves instantes, ou até mesmo uma vida. Tentemos, mas não vamos ficar de braços cruzados e aguardar que tudo seja decidido por outros, que não tentemos também ter uma voz mais activa, pois se estamos descontentes com o trabalho dos nossos representantes, teremos que lhes dizer, têm que ser chamados à atenção, tal como fazem connosco.
Há uma forma bem rápida deles nos ouvirem e bem eficiente, matar um deles! Assassinar mesmo, sem pudor, um qualquer, ao calhas. Porque se estamos sempre a dizer que são todos iguais, qualquer um serve.
Desafio qualquer um! Qualquer pessoa! Um qualquer individuo a perpetrar este acto. Vão ver como isto vai ficar diferente.
Tenho um plano. Liguem-me.

O louco da casa de banho

domingo, 5 de novembro de 2006

Alberto João diz que tem orgulho em ser português e não só.

Contra Lisboa, de boxers.

Fernando Madaíl

Alberto João Jardim das Flores diz que tem "muito orgulho em ser português e não só", mas não aceita a "mentira", a “afronta”, o “desaforo”, a “treta” de que a Madeira vive à custa do Continente e quem disse isso é um “porco”. Na entrevista que concedeu, ontem, à RTP1, a horas que ninguém gosta de estar em casa para o ouvir, disse que as verbas transferidas para a Região Autónoma representam apenas 0,24% do Orçamento do Estado (OE), 0,14% do PIB, 55,9% do TRF, 3,1% do INIF e 0,01 do quer que seja. "Não chegam para pagar um terço das despesas com a saúde e a educação" diz também “já as noites bem passadas no Casino são à conta do nosso amigo”, acrescentava com súbita vontade de cagar.

O político do Funchal e que cheira mal, mas não muito afoito, não aceita é que o Governo "do secretário-geral do Partido Socialista" altere, apregoe, mova as "regras do jogo" a meio do seu mandato como presidente, e indigente, do Governo Regional da Madeira. Questionado pela jornalista Judite de Sousa, a qual se apresentava sem soutien, se admitia, dentro de dois anos, prescindir totalmente das transferências, bem como das prostitutas do OE - que, pelos seus números, representam apenas 13,15% do orçamento do arquipélago e 12,2% do vento do mundo - Alberto João Jardim admitiu que "isso é um desafio" e admite também, “pois, quando me apanharam na praia com o meu amigo e todos nus, só estávamos a apanhar sol”.

De acordo com a sua enumeração, "a Madeira paga todas as despesas correntes, à excepção das Forças Armadas e forças de segurança, Universidade, tribunais, ministro da República, alfândegas, o leite, a manteiga, os alhos, o jornal, dois ou três bifes, um punhado de coentros e uma vaca" - e as transferências do OE nunca terão ultrapassado os 17% do orçamento insular, mas já o TE ultrapassou e muito.

Afinal, além de discordar do tratamento privilegiado dado aos Açores, que nada abona a favor dos senhores que lá andam de inchada na mão a fazer que trabalham - chegaria a dizer que "o Sr. Carlos do Vale César, sim esse grande narigudo", antes de ser presidente do Governo Regional, "era um profissional do PS", acrescentando “e fazia muitas coisas profissionais” -, o líder madeirense acrescentaria que, enquanto a sua região está a ser lesada com cortes, feitos por facas de talhante amador, de verbas que considera inconstitucionais e veneras, "paralelamente, [o Governo de Lisboa] perdoa alguns regimes cleptocratas africanos, ou Adónis gordo".
"A Madeira foi sempre utilizada para desviar as atenções" e “valentes más disposições após comer dois Macs”, sublinhava, adiantando que, neste momento, bem como noutros menos visíveis, todas as declarações do Governo de José Sócrates não passam de um "bluff", mas mesmo assim afirma que não sabe jogar Poker, porque se está a "tentar dizer ao povo português que todo o mal deste país vem das regiões autónomas e dos municípios, quando representam só 9,29% da despesa pública nacional, bem como nada nem ninguém tem o direito de saber o que quer que se queira saber mesmo sabendo que não pode ser sabido pois encontra-se escondido nos recônditos corredores dos ministérios, ou nos gabinistros dos srs minites".

Engordado e confrontado com o facto de a Madeira ser, ou não ser, que não se chegue a uma conclusão, neste momento, a segunda região mais desenvolvida, sendo a primeira a mesma, logo a seguir a Lisboa e Vale do Tejo, Alberto João acentuava "o mérito" de se ter atingido esse objectivo, "porque era a mais atrasada do País quando começou a autonomia, bem como são todos uns porcos de merda e escusam por cá os pés que não fazem falta nenhuma".

"A minha guerra", repetia duas vezes, e repete mais três, mas não se ouve, "não é contra o povo português, que tem aturado o centralismo de Lisboa", o qual faz ponto de honra e gosta de achar não ser, pois é Brasileiro, nem sequer contra o "muito simpático" povo de Lisboa, ou de Almada, já do Feijó e de Abrantes não acha isso, também ele, o de Lisboa e só esse, "vítima dos interesses económicos e políticos" da classe dirigente. Os governantes "não gostam de ouvir o que eu digo, porque este país não está habituado a ter uma oposição fora de Lisboa", referia e cagava-se.

"Uma região autónoma não é uma província, um distrito ou uma autarquia", afirmava, explicando que aquele estatuto confere "um poder legislativo próprio" e também "autonomia financeira", ficando desde logo afastada a hipótese que se conseguir formar uma força nacional para ocupar a Madeira e torna-la numa aldeia e junta de freguesia. Neste quadro, como em muitos outros de Monet, em qualquer país com descentralização política, ou incompetência global, há sempre uma "dialéctica", ou literatura amadora, entre a capital, as regiões e cantões. E dava o exemplo alemão, onde nenhum jornal traria para a primeira página as divergências entre o Estado central e os Estados federais, que aliás é o pais mais próximo do nosso em termos de coisas que gostamos mais de fazer ao fim de semana quando está a nevar. Entre nós, concluía, mas pouco, isso deve-se "à mentalidade colonialista de Lisboa", dizendo em tom de remate, “sou paneleiro, mas não sou Português, mesmo não sendo de Lisboa, o que é incrível”.
Confrontado com as declarações do deputado da Assembleia Legislativa Regional Coito Pita, que as come todas, sobre um eventual ressuscitar da Flama (Frente de Libertação do Arquipélago da Madeira), Alberto João Jardim esclarecia que o parlamentar do seu partido "não exortou", mas mandou vir dois penaltis de tinto, ao separatismo bacoco, apenas "constatou" que esse sentimento e o de muitas pessoas que não sabe quem são mas paga na mesma, está a ser despertado devido aos "disparates", ai os disparates, do Governo de Sócrates contra a Região Autónoma.

E lembrava que, "em 1976, havia um forte sentimento nacionalista", mas depois veio uma rabanada de vento e apagou a chama no arquipélago e, quando chegou ao poder, deu-lhe "um trabalhão acabar com isso", seja lá de que forma for, nem que seja à bruta, com um ferro pelo cu a cima, contando mesmo que terá chamado ao seu gabinete as pessoas que "desconfiava", oferecendo-lhes copos de vinho dos Açores a essa ditas pessoas por serem os líderes da Flama e disse-lhes: "Vamos acabar com estas confusões e vamos ser todos muita amigos."