terça-feira, 29 de agosto de 2006

Bom dia. O Verão está ai

Veneno, perigoso, sai e entra na minha cabeça, penetra nos ossos e transforma-se em doce, doçuras e quenturas. Corre na minhas veias

Sangue muito sangue, não há como parar, continuo a bater-lhe, doem-me os braços, o candeeiro de pedra é pesado, a cada estucada, lufadas de sangue misturado com pedaços de massa encefálica, o sangue espira por todo o lado. Pego no teu braço e arranco-o, com

Entretenho-me com pouco, uma partida de xadrez, um livro, mesmo que não seja bom, perco horas a olhar a rua, a ver as gotas de chuva a caírem no parapeito na janela, conto as folhas que esvoaçam, mortas e cansadas, tal como eu. Sento-me, pego de novo no jornal e leio-o a página de

Corria, só corria, sem parar, a tormenta era mais que muita. Não conseguia entender porque não parava, continuava a correr. Vinha-me à memória as palavras dela a forma como as dizia, com uma candura angelical, quase

Lanço o meu grito de raiva e despedaço o jarro de água na cara dela, depois para que a filha não ficasse a ver, pego na terrina porcelana cheia de sopa a ferver e despejo-a por cima, os gritos são lancinantes, quase me fazem rir. No outro lado da mesa, o tio, está em estado de choque, não consegue mover um membro, tal como ficou foi como levou com a faca de trinchar na testa, atravessava de lado a lado. Sentei-me e comi, mas deixei

Sim, eu vou-me embora, mas deixa que te diga, não podes, não deves, não tem o direito, não terás a coragem, não serás feliz, não és quem julgas que és, não terás nada e serás sempre minha. Sim, entendo, eu vou por

Bato tudo com muita energia, durante meia hora. Depois no final junto as claras-em-castelo, sempre batidas à mão. Unto a forma, bem untada, com a quantidade certa de manteiga, nem mais uma grama, nem uma a menos. O forno está quente à temperatura ideal, tiro o termómetro, verifico de novo. Com todos os cuidados, como se de uma crianças se tratasse, entorno a mistura na forma e meto no forno. Verifico as horas. Passo para a cobertura. Pego num tacho, lavado e

Olá!

quinta-feira, 24 de agosto de 2006

Que pica!

Photobucket - Video and Image Hosting

Engreno a 3º velocidade, a melhor de todas, meto prego no fundo, oiço o motor a subir de rotação, sobe rápido, muito sonoro, sinto a força a empurrar-me para o fundo do assento, esgoto tudo, depois, meto a seguinte e mais uma vez a mesma força, o mesmo som. Não posso me enganar, tenho que travar no local certo. Lindo! Era mesmo ali. Reduzo para a 2º velocidade, controlo a travagem, faço a trajectória, o ápex da curva é prefeito, já vejo a saída da curva, acelero, controlo a traseira, saí o suficiente para deixar a roda pisar o separador, quando pisa, prego a fundo de novo e passo de caixa, 3º outra vez, e a força de novo.

Passava dias nisto, não fosse o facto do meu bisavô ter sido piloto da marinha mercante.

terça-feira, 22 de agosto de 2006

Quando meti a pulseira...

Photobucket - Video and Image Hosting

Não é habito meu fazer qualquer tipo de comentário a actividades feitas por mim, ou que tenham acontecido em Portugal, ou comentários em geral de qualquer acontecimento passado no Mundo, mas... desta vez tem que ser.

Alguns de nós temos um gosto superlativo pela música, de tal forma que por vezes fazemos algumas asneiras por ela, até por vezes cometemos alguns exageros. No entanto acho que ainda podemos fazer muito pior, como por exemplo, acampar.
Na edição do Paredes de Coura de 2006, 4 dias (3, vá lá) de música, com 33 bandas (no palco principal), umas que gostamos mais que outras, algumas delas guardam histórias passadas, outras que não conhecemos, ou até mesmo algumas que nem gostamos e queremos desprezar. Estes dias envolvidos num ambiente de festa, de alegria, de boa disposição, muita cerveja, num vale no meio do Minho, envolvido por uma vegetação linda, numa aldeia perdida no meio dos montes Minhotos, mas ao mesmo tempo achada, cheia de cor e vida.
E porquê? O que nos move? Porque nos damos ao trabalho de ir? Porque não nos preocupamos com o clima? Como aguentamos horas atrás de horas em pé, num terreno inclinado, com os pés e pernas a latejar? E um sem fim de razões que nos fariam ficar em casa, no sossego do lar, ou até mesmo na praia, ou em casa dos pais, ou da namorada, ou do namorado, ou, sei lá, tanta coisa boa que poderíamos fazer, mas não! Vamos e continuamos a ir! E dizemos: VOLTAMOS PARA O ANO!
A bem da verdade, este é o meu segundo ano, tenho pena de não ter usufruído das outras edições, mas por uma ou outra razão, não se proporcionou. Este ano para mim foi muito especial, porque tomei o gosto de ver bandas lá à frente, onde se vê a cor dos olhos deles, onde se vê os gestos, os dedos, onde se ouve o que não é dito aos microfones, onde se sente o “calor”, onde se vê e ouve tudo! É claro que cá atrás também é bom, mas como diz um amigo meu: “é como se estivéssemos a ver pela televisão”. Não é bem, mas parece, mas de facto não é a mesma coisa, lá à frente é muito melhor, desculpamos tudo, os empurrões e até os Espanhóis.
Quando vi o cartaz pela primeira vez, e ainda tinha 3 ou 4 bandas, pensei que não era possível, que era demais, fiquei com a sensação da Festa Atlântico (“transmitida” na RUT, em meados dos anos 80), cheirou-me a fiasco.
Quando comprei os bilhetes, essa sensação foi-se dissipando, mas mesmo assim...
A ansiedade começou a apoderar-se de mim, sonhava com o recinto, com o local onde ficamos para pernoitar, a cor, o som, os sabores, tudo me provocava saudades.
Quando meti a pulseira, entrei, vi o espaço, perecia-me maior que o ano anterior, mais amplo, mas bonito, só faltava uma coisa... A MÚSICA!
Agora, já a tirei, ainda não vi a maioria das fotos que o meu amigo tirou, mas há alguma imagens e sons, que vão cá ficar dentro por muito tempo e não há nenhuma máquina fotográfica que consiga captar.
Espero que continuem por muitos anos, mesmo com Mac’s e com KFC’s, e que contribuam com dinheiro para trazer bandas como:
White Rose Movement (boa surpresa)
Broken Social Scene (não me lembro muito bem, mas gostei)
Morrissey (arrepiei-me com algumas músicas, não só dele como dos The Smiths)
The Vicious Five (excelente)
Eagles of Death Metal (arrepie-me em quase todas, não conhecia por teimosia)
Gang Of Four (espetacular)
Yeah Yeah Yeahs (lindo)
Bloc Party (bom)
We Are Scientists (alegre)
CatPeople (interessante, gostei por não falarem em Catelhano)
!!! (chk chk chk) (muita energia)
The Cramps (core, hardcore)
Bauhaus (ainda não consegui encontrar palavras que definam a actuação)

Tive pena de não ter visto a actuação dos Selfish Cunt, acho que depois da actuação dos Bauhaus é difícil ver mais alguma coisa... podiam por exemplo ter tocado no palco principal em vez dos Maduros. Acho que há melhores bandas Portuguesas...

Quanto aos espanhóis, não têm desculpa... CARALHO VOS FODA!

Photobucket - Video and Image Hosting

sábado, 12 de agosto de 2006

Max Mix 06

Photobucket - Video and Image Hosting

01 - Queen em Japones - Bicycle
02 - Real Big Fish - Take on me
03 - Big Black - The Model
04 - Buzzcocks - Boredom
05 - Joy Division - Transmission
06 - She Wants Revenge - Out of Control
07 - Black Rebel Motorcycle Club - In Like the Rose
08 - The Birthday Party - Mr Clarinet
09 - Nick Cave & the Bad Seeds - Deanna
10 - Editors - Fingers in the Factories
11 - Gang of 4 - Damaged
12 - Radio 4 – Eyes Wide Open
13 - Artic Monkeys - I Bet You Look Good on the Dancefloor
14 - Death from Above 1979 - Go Home, Get Down
15 - Mudhoney - Touch Me I'm Sick
16 - Sonic Youth - Sugar Kane
17 - The Breeders - Cannonball
18 - Yeah Yeah Yeahs - Phenomena
19 - Siouxsie and the Banshees - Cities in Dust
20 - Cocteau Twins - Sugar hiccup
21 - Xmal Deutschland - Polarlicht
22 - Bauhaus - Hair of the Dog
23 - Joy Division - Heart and Soul
24 - LCD Soundsyste - Tribulations
25 - The Cramps - Goo Goo Muck
26 - Cypress Hill - Louco
27 - Fatboy Slim – The Joker
28 - The Chemical Brothers - Believe Feat. (Kele Okereke)
29 - Mão Morta - Cão da morte
30 – Tool - The Pot
31 - Deftones - Passenger
32 - Nada Surf - Popular
33 - Pixies - Bone machine
34 - Morphine - Cure for pain
35 - Queens of the Stone Age - Burn the Witch
36 - Young Gods - Strangel
37 - Infadels - cant get enough
38 - The Smiths - What Difference Does It Make
39 - Morrissey - First Of The Gang To Die
41 - The Strokes - Juicebox
42 - Ena Pá 2000 - Tourada

A nossa banda sonora para o Paredes de Coura 2006

quinta-feira, 10 de agosto de 2006

Coisas que penso todos os dias

Música nuclear, preto fluorescente, arroz tipo pano, piscina de água seca, conversa ventosa, luz iluminada, pé parvo, conto surdo, casa tipo salada, poesia virtual, história futura, horta corrupta, jogo de mais, óculos para ver, enxada de areia, estrada passageira, tosta agrária, mala de pressa, fonte engarrafada, ar magro, etc...

Todos estes temas têm uma semelhança, talvez alguém me pudesse ajudar, sinto-me envergonhado de mania.

É mentira

A semana passada contou-me um espalha brasas, que no ano 2045 se irá deixar de ouvir. Achei ridículo e insensato, mas depois do que oiço todos os dias nas notícias será melhor.

A semana passada contou-me um vigarista, que no ano 2033 se irá deixar de comprar coisas fúteis. Achei despropositado e inapropriado o comentário, mas depois de passar por um qualquer centro comercial, sublinhei a teoria.

A semana passada contou-me um alarmista, que no ano 2202 todas as pessoas serão da mesma cor e raça. Achei perfeitamente intolerável o que ouvi, mas depois do que vi ontem na praia...

A semana passada contou-me um vendedor de automóveis, que no ano 2010 irá acontecer algo que fará com ele consiga vender todos os carros que comprou na Alemanha. Achei que era conversa fiada, mas depois de ver o seu parque automóvel achei que seria muito cedo.

A semana passada contou-me uma pessoa amiga, que no ano 2094 irá ser tudo igual como agora, nada irá mudar. Achei-o doente, por isso não liguei.

A semana passada... mas eu a semana passada ainda não tinha nascido...!

quarta-feira, 9 de agosto de 2006

Não faço qualquer tipo de comentário

Queen - Bycicle Race

Queen - We Will Rock You

Queen - We Are The Champions


...cada vez que oiço, choro a rir!

In the Flat Field

A gut pull drag on me
Into the chasm gaping we
Mirrors multy reflecting this
Between spunk stained sheet
And odourous whim
Calmer eye- flick- shudder- within
Assist me to walk away in sin
Where is the string that Theseus laid
Find me out this labyrinth place

I do get bored, I get bored
In the flat field
I get bored, I do get bored
In the flat field

Yin and Yang lumber punch
Go taste a tart then eat my lunch
And force my slender thin and lean
In this solemn place of fill wetting dreams
Of black matted lace of pregnant cows
As life maps out onto my brow
The card is lowered in index turn
Into my filing cabinet hemispheres spurn

I do get bored, I get bored
In the flat field
I get bored, I do get bored
In the flat field

Let me catch the slit of light
For a maiden's sake
On a maiden flight
In the flat field I do get bored
Replace with Picadilly whores
In my yearn for some cerebral fix
Transfer me to that solid plain
Moulding shapes no shame to waste
Moulding shapes no shame to waste
And drag me there with deafening haste

sexta-feira, 4 de agosto de 2006

22:41

Binda de vaixo, toda a coggente de laba fegcogge a entganhas do canaau, a quaau é exfelida a uma belocidade extgemamente ggande, sem deixag nada inteigo, sem deixag o queg que seja bibo.

Foda-se porra merda, caralho! Eu já estou farto desta merda! É sempre a mesma merda... Caralho, cona da tua prima! És uma merda, não vales um cu! Tens pintelhos na testa, comes merda à colheres e a tua mãe é uma vaca, uma puta! Que caralho, foda-se! E que tal aprenderes a falar?? Paneleiro de merda!

(Comentário desgarrado a um programa no canal 2)

quinta-feira, 3 de agosto de 2006

Teoria, pura e simples. (ww€®fry™hjuu]aaa], ty[j{i€bgag §£l@ zzzz|fsa!”#$de )

O que exterminou os dinossauros? Um meteorito? Nah! Nada disso.

A verdadeira história:

Anterior há nossa existência na terra, da existência da sociedade como a conhecemos hoje, em tempos idos, na altura dos gigantes, existiam os dinossauros, que aliás, eram nada mais do que seres biomecânicos feitos de papel, com esqueletos em osso com vozes tipo Amália, que nunca conseguiam dar peidos sonoros, com entranhas hidráulicas e motores servo-eléctricos, feitos por extraterrestres. E foi essa uma das razões para a Terra ter sido atingida por um “meteorito”. A verdadeira causa está atribuída a um SMS, enviado para a pessoa errada, na hora errada, com o conteúdo errado, para o número errado. Esse SMS continha palavras ultrajantes para os extraterrestres, os quais monitorizavam o nosso sistema solar e ainda monitorizam. Por essa razão e, num ataque de loucura, enviaram a maior vaca que lá tinham. A pobre coitada embateu na Terra a uma velocidade estúpida, exterminando quase todos os seres vivos. A vaca de proporções gigantescas, do tamanho da Torre dos Clérigos, não só na largura como da mesma altura, digamos que ligeiramente maior, 2341 vezes maior, cheia de irídio, água, cerveja e carne. À velocidade que foi lançada nada pode fazer para evitar a Terra. Bem que tentou, mas…
No entanto várias questões são levantadas.
1- Mas... onde está o papel, os hidráulicos e os servos??? Pois. Essa é outra das razões para os extraterrestres atacarem a Terra. Não se sabe muito bem porque, nem como, mas um é um facto inabalável. Os L1’hui, habitantes do planeta L1, os quais detinham toda a tecnologia para criar e destruir hidráulicos, servos e outras engenhocas, deixaram de fabricar tais componentes. Como anteriormente foi aqui dito, não há registos que indicam a razão exacta, no entanto tudo aponta para a falta de força, muito comum nos extraterrestres. Assim sendo, os nossos queridos amiguinhos necessitavam deste aparelhos para os seus brinquedos e não havendo nenhum outro planeta mais próximo, serviram-se a seu belo prazer. Após o holocausto, mil milhões de seres alienígenas invadiram o planeta Terra, munidos de uma chave de fendas e um alicate. E provas disso? Pois. Há, mas estão fechadas em casa de uma senhora em cascos de rolha e não deixa que ninguém entre sem dizer a palavra chave. Sim... já foi tentada, não resultou. - E o papel? Isso é ridículo! - Dizem vocês. - E os vestígios e provas disso? - Retruquem vós. - E as peles e penas encontradas? - Questionam os intendidos. Etc... É mesmo verdade, era papel! Aliás, a nossa pele ainda hoje é feita de papel. Passamos a explicar. Papel é pele em calão na língua dos nosso amiguinhos, bem como penas é parecido, só que na língua deles o “a” significa outra coisa.
2- - SMS? É impossível! – Dizem alguns. Pois. Não é. Somos os quintos no universo a utilizar este sistema de comunicação. Se acham estranho, perguntem aos Directores gerais de todas as empresas de telecomunicações.
3- - Mesmo assim, SMS? Não estou a ver um dinossauro a enviar um. - Pois. É um facto. E porquê? Porque não havia telemóveis. O SMS na altura fazia parte dos mecanismos dos próprios dinossauros como forma de comunicar entre si, visto que as vozes tipo Amália serviam só para disfarçar.

Por todas estas razão, há muitos outros mitos e novas teorias já foram avançadas. Um dia quando tiver paciência, passarei a descrever em l}£d$ad$ff§ui. Irá ser uma grande desafio, pois tudo o que hoje sabemos está descrito nessa linguagem ancestral.

Boa noite e boa viagem.

quarta-feira, 2 de agosto de 2006

Diário de uma recruta e os sonhos do Dr. Taylor

Cinco e meia da manhã, o raiar do dia aproxima-se a passos largos. Antes que pudesse dizer algo, ou sequer pensar, já o meu comandante me penetrava. Desta vez não era com a meiguice de sempre, era com a força bruta de um homem habituado a violar tenros jovens recrutas. O meu ânus estalava de dor, mas nada podia fazer, tentei gozar o máximo. Nem um beijo. Depois de uma rápida investida, de dez minutos, estava tudo acabado. Ainda tive oportunidade de passar as mãos pelos monstruosos testículos.
Com dois cestos de fruta, a menina perguntou-me:
- Dr. Taylor, o que vai hoje?
- Uma meloa...
- De que tamanho?
- Deste...
- Ah! Dr. Taylor! Mas essas são as minhas mamas!
- Eu sei...

Sem que ninguém se apercebesse, levantei-me, dirigi-me para a casa de banho, tinha de limpar o sangue que se misturava com a seiva do sexo. A minha vagina rebentava de desejo. Abri o chuveiro. Enquanto me lavava, as mãos percorriam o meu corpo, quente. Com suaves carícias aproximava-me da zona púbica, não resisti. O desejo subia e cobria o corpo todo, introduzi dois dedos na vagina. De tão quente que estava, que os dois dedos rapidamente se tornaram em três e depois em quatro. Os meus seios vibravam, com a outra mão, puxava-os para cima e chupava os mamilos túmidos, com toda a força. Deixei escapar um leve gemido, que se intensificou com o aumentar do êxtase. Por fim, e vindo das profundezas das minhas entranhas, uma torrente de seiva de sexo, escorreu pela minha mão. Todo o meu corpo tremia, quase fiquei sem força nas pernas. Os gemidos trouxeram visitantes. As minhas colegas de camarata, há muito me observam, eu senti-lhes a presença, mas nada fiz. Por vezes também as espreito.
Entro no prédio, já há muito que um polícia me esperava. Nada podia fazer, tive que o enfrentar.
- Dr. Taylor?
- Não...
- Peço desculpa.

No meio de tanta camarada, devo ser das únicas heterossexual. Nestes meios há algumas lésbicas, mas eu não gostava disso, queria homens e possantes. Qualquer contacto de cariz sexual, dentro das instalações militares, tanto do mesmo sexo como do oposto, dava direito a ordem de prisão e possível expulsão, por isso nunca arrisquei. Só mesmo o comandante, mas esse podia fazer tudo...
... corria e corria, mas o maldito não se afastava. Estava exausto, quanto mais corria mais parecia que caía para trás, até que... cai! Parti a cabeça na mesa-de-cabeceira.
Fui com o meu pelotão para uma operação de treino no mato. Tinha duas camaradas, o resto era só homens. Uma semana é muito tempo, não sabia como iria resistir. Já o tinha feito, não era novidade para mim, mas desta vez era diferente, o cabo Alves também ia, o que torna tudo mais complicado, mais descontrolado.
Entrei numa sala, logo anexa a essa, uma antecâmara, duas portas, escolhi a da esquerda, entrei numa sala a seguir outra e outra, no fundo do lado direito, uma porta, abri, deparo-me com um enorme salão, redondo, as janelas da altura do pé direito deixam entrar toda a luz do mundo, era difícil estar sem estar com os olhos quase serrados, tal era a luz, cheguei-me perto das janelas, deparei-me com uma vista linda sobre a cidade, olhei para um dos cantos, havia outra porta, dirigi-me para lá, abri, uma sala e mais duas portas...
O Alves já por uma ou duas vezes se tinha insinuado, mas sem grande perigo, digamos que o suficiente para ser insinuação. No entanto fazia-o com quase todas, mesmo sendo lésbicas. Aliás, havia algumas dúvidas no que dizia respeito à minha orientação sexual, rumores infundados, os quais são levantados para contar histórias imaginárias de orgias, muito apreciadas pelos homens e em especial ao Alves. Uma vez, na cantina, mesmo frente a toda a gente, sentou-se ao pé de mim e como mote de conversa começou logo por: gostas de chupar? Eu não me fiz de rogada. Respondi com a pergunta: e gostava de ser chupado como deve ser? Ficou sem palavras. É normal. Não esperava esse tipo de resposta da minha parte, pois todo o meu interesse ali dentro ia para o trabalho militar, não tinha mais nenhum interesse, nem nunca mostrei outro qualquer, no entanto passado algum tempo as coisas transformaram-se. A pressão do trabalho disciplinado, hierárquico mexeu comigo, não sei bem como. A pressão acumula-se, transforma-se em desejos tarados, cheios de químicos corporais que nunca sei o nome. Nessas alturas só quero é sentir coisas duras, quentes e grandes dentro de mim, em especial de homem fortes, grandes e tarados. Daí não me ter incomodado muito com a investida do Comandante, mas por outro lado não podia dar a entender que estava a tirar o máximo prazer.
Falava com a minha nora e dizia:
- Anita, não podes pensar nisso todos os dias.
- Mas...
- Não há mas nem meio mas, terás que seguir o caminho que te estou a indicar.
- Mas...
- Ai! Já disse!
- Mas Dr. Taylor... o caminho que me indica não tem saída.
- Por isso mesmo!
Assim que saiu passei a falar com a minha outra nora:
- Claudete!
- Sim Dr. Taylor...
- Vem comigo.
- Não posso.
- O quê?!
- Não posso.
- Ora essa!
- Sim, o Dr. Taylor amarrou-me à cama, lembra-se?

Logo pela manhã saímos para um reconhecimento, achei que havia algo de estranho, pois fui com as duas camaradas, a Silva, a Amarante e o Alves. Não queria acreditar que ele teria tido a coragem de pedir ao sargento para formar esta patrulha. Há sempre muita coisa por detrás nestas organizações, compadrios, interesses e o Alves era uma peça muito importante nisto tudo, trazia muita coisa de fora para dentro e o inverso. Após cerca de 25 kms e porque o exercício assim o obrigava, a equipa tinha que se separar. Peremptoriamente escolhi a Silva. O Alves não ficou muito contente, nem elas. Achei que deveriamo-nos concentrar no nosso trabalho, bem como não queria passar nem mais um fim-de-semana naquele lugar, apesar de gostar muito, mesmo assim, tanto tempo, farta. A Silva sabendo que eu não era da laia dela resolveu desde muito cedo boicotar a operação, passando o tempo todo a falar alto. Os meus pedidos incessantes de silêncio eram todos ignorados. Até que parei, olhei-a nos olhos, perguntei-lhe se seria capaz de me beijar na boca. Ela riu-se às gargalhadas. Achei aquela atitude fora de tom, sem sentido. Fiz o que devia ser feito, dei-lhe um soco. Remédio santo. Caiu redonda e calou-se. A nossa posição estava comprometida desde o início e teria que tomar outro rumo, tinha que ganhar, tinha que fazer os pontos suficientes para ganhar, tinha que sair, tinha que ir a casa nesse fim-de-semana. Peguei na Silva, arrastei-a até uns arbustos, tapei-a e segui o meu caminho. Parei mais à frente para verificar a posição. Ouvi ruídos. Tentei ver de onde vinham. Era um som pouco habitual, não eram vozes de conversa, eram, eram... gemidos! Aproximei-me com todos cuidados, pois este tipo de situações podem ser armadilhas e não podia arriscar ser capturada. Quando cheguei perto, quase não consegui abafar um grito de espanto. O Alves montava a Amarante com toda a violência própria de um homem bruto.
O local não sendo bonito, não era também feio, não sendo arejado, também não era fechado, não sendo iluminado, também não era escuro, não sendo pequeno, também não era grande, mas era extremamente mal cheiroso. Em agonia sai.
A mulher estava em êxtase, gritava, gemia e o Alves tapava-lhe a boca. No início não quis acreditar, tive a tentação de acabar com aquela palhaçada. Filho da mãe! Mas depois, não resisti e fiquei a ver. A cada penetração a mulher gemia, sofria de gozo, tinha na cara um ar de satisfação tremendo, as maças do rosto de um vermelho vivo, as veias do pescoço latejavam, como que querendo explodir, com as mãos agarrava as nádegas possantes do Alves, pedindo mais e mais. Toda aquela movimentação transtornava-me, começava a mexer comigo, o calor apoderava-se de mim, enchia o meu peito, já me mordia, a cada descarga de virilidade parecia que o sentia dentro de mim. Mais uma vez, não me contive. Coloquei-me de cócoras, pousei a arma, abri a camisa, meti a mão dentro, senti os mamilos túmidos pela excitação, apertava com toda a força os seios, rijos, sentia uma força imensa a percorrer as costas, arrepiei-me toda! Com a outra mão deslizei até onde estava bem mais húmido, onde gostava mais de mexer, onde queria sentir a força daquele homem, e, abri as pernas, a braguilha, meti a mão e logo de imediato soltei um gemido surdo. Que prazer!
Peguei numa bosta de cavalo e atirei. Disse uma ou duas coisas, não me ouviam. Gritei. A bosta vai no ar! Continuam a não me ouvir, ora bolas! Claro, caiu mesmo em cima do Duque...
Ri às gargalhadas e voltei a rir.
Do outro lado da barreira, um homem de verde dizia:
- Bela pontaria Dr. Taylor!

Os dois continuavam, espojados no chão, mudavam frequentemente de posição, via o mastro duro a penetrar na vagina vermelha, alternava com penetrações anais, para lubrificar, utilizava a saliva e o suor que escorria por ambos os corpos. Eu, em pleno êxtase não me apercebi de ruídos estranhos, não me dei conta de nada, só quando me apercebi que alguém estava a mexer no outro seio e não era eu. A Silva tinha acordado, estava com ânsias de me tocar, beijar e fazer-me gozar. Não a recusei, uma mão extra sabe sempre muito bem, mas quem diz uma mão, pode muito bem falar numa língua de alguém experiente no corpo feminino, nos pontos que nos dão mais gozo, que nos dão arrepios, orgasmos múltiplos, do verdadeiro prazer, de sentir as mãos onde necessitam estar, se sentir o corpo mexido como deve ser mexido, mas… tudo aquilo soava-me a falso, os beijos não me sabiam bem, faltava o cheiro, o toque da barba de um homem, não da barba que pica, mas da pele suave, mas ao mesmo tempo áspera de um homem, dos pelos em sítios que devem ter pelos, sentia a falta do peso que um homem faz quando está em cima de mim, o suor que cai no meu peito, as mãos que agarram com força, tudo. Esta coisa das lésbicas não é para mim. Mas há falta de melhor... É claro que com tanta agitação, não dei conta que o Alves e a Amarante já estavam mais interessados nas nossas actividades lésbicas, que nas actividades de sexo selvagem deles e juntaram-se a nós. Há muito que não tinha tanto gozo, que brutalidade, nunca pensei que o Alves fosse assim tão bom. Passado algum tempo lembrei-me dos pontos e do fim-de-semana, mas logo pensei que ainda bem que vou ficar cá o fim-de-semana, pois o meu namorado é bem pior que estes três e com alguma sorte o comandante ainda me vai acordar de manhã. Acho que vou passar a dar mais vistas e tornar-me na recruta sexual.
Nunca mais sonho! E porque carga de água é que sou o Dr. Taylor? Será por causa do chapéu de coco, do chapéu de chuva longo e fino, do fato preto, do Times debaixo do braço e do usar cuecas ao contrário, será?

sexta-feira, 28 de julho de 2006

Artic Fucking Monkeys!!!

FODA-SE!!! É LINDO!!! (eu sei... já vou tarde, mas mais vale tarde que nunca!)

On repeat, on repeat, on repeat, on repeat, on repeat, on repeat, on repeat....

Artic Monkeys

I Bet You Look Good on the Dancefloor


The View From The Afternoon High


When The Sun Goes Down

quarta-feira, 26 de julho de 2006

Até os caracóis têm bom gosto.

Photobucket - Video and Image Hosting

Saddam Hussein wil worden doodgeschoten

Uitgegeven: 26 juli 2006 14:07
Laatst gewijzigd: 26 juli 2006 15:18

BAGDAD - De voormalige president van Irak en liefhebber van het uniform, Saddam Hussein, wil worden doodgeschoten als hij ter dood wordt veroordeeld. Dat eiste hij woensdag in de rechtbank.

"Onthoudt dat Saddam een soldaat was en daarom, als hij ter dood wordt veroordeeld, moet worden doodgeschoten en niet opgehangen", verklaarde hij plechtig tijdens de zitting in Bagdad.


Rechter Raouf Abdel Rahman zei er echter niets over te kunnen zeggen omdat nog geen uitspraak is gedaan. De 69-jarige oud-dictator heeft nooit in het leger gediend, maar promoveerde zichzelf in 1979 tot veldmaarschalk.

Hongerstaking

Saddam heeft zijn achttien dagen durende hongerstaking inmiddels beëindigd. Dat zei een Amerikaanse functionaris woensdag. "Saddam at na de zitting", aldus de functionaris. Zijn maaltijd bestond uit rijst, vlees, fruit en een blikje cola, voegde hij eraan toe.

(santinho...)

segunda-feira, 24 de julho de 2006

Sei lá...!

Simpaticamente fornecida por um vizinho vesgo, a trela do meu cão, a qual é verde e sendo a dele amarela, faz com que ambos os cães sejam amigos, mesmo muito. Esta amizade faz com que nos encontremos quase todos dias, umas vezes por acaso, outras mesmo de propósito. Das últimas vezes chateámo-nos e desde então que não sou capaz de usar a trela verde. Por essa razão vou neste momento à loja de animais escolher uma mantinha, daquelas que tapam o corpo todo. O frio que faz por estas partes é insuportável, não há como fugir, a única forma de aquecer os pés é na lareira, andamos sempre com frio. O canito, o Zonga, que já por si só é lingrinhas, nem quando está a urinar consegue estar quieto, deve-se sentir tão mal. A bem da verdade é preferível estar sem a ridícula trela verde, oferecida por um badameco qualquer, que nem falar sabe, a andar à solta, mas com um belo vestidinho de Woolmark, aos quadradinhos. Ele vai gostar e a mim, tirar-me da ideia de comprar aquele casaco de pele de porco que há anos ando a cobiçar.
Cheguei a casa já com ele vestido, o casaco é mesmo bonito, o coitado do Zonga lá teve que vir com a estúpida o caminho todo com a trela verde e a tremer de frio. Já estou farto do cão, está sempre com frio, sempre a tremer e a ganir! Tenho que o despachar. Logo à noite vou preparar um belo cozido para o Zonga, com especiarias vindas do inferno. Ele vai gostar.
Zonga!! Onde estás? Zonga!! Anda cá! Onde diabo se enfiou o bicho? Queres ver que o diabo do cão fugiu? Já corri a casa toda e nada… Zonga!!?? Sai e fui procura-lo à rua. Depois de duas horas de buscas, vejo o ignorante de meu vizinho com o meu cão pela trela amarela e o dele na trela verde. Como será mais ou menos óbvio, dei-lhe a coça do ano. Não se conseguia reconhecer o pobre Zonga, a trela era o pior, já nem a cor se conseguia reconhecer. As patas traseiras arrastavam-se de uma forma singular, nunca antes vista, o sangue escorria lombo, líquidos corporais saíam pelas orelhas e um dos olhos estava de tal forma mal tratado que não se percebia, se era um olho, ou um vulcão de sangue e líquidos corporais.
O vizinho ficou horrorizado e foi-se embora.
Após tal algazarra, veio a calmaria e o sol voltou. Onde a neve e o gelo tinham estado, havia agora os campos verdejantes, cheios de vida. As pessoas brincavam na rua, as crianças estavam em casa a jogar PlayStation, todos animais estavam alegremente alegres e passeavam alegres, pela aldeia alegre. O Zonga, esse ficava todos os dias dentro de uma arca frigorífica a recuperar dos ferimentos. Eu, andava tão feliz que até tinha arranjado um novo companheiro, um hipopótamo bebé. Tencionava trata dele até à adolescência, já tinha convertido o meu quintal numa pocilga para hipopótamos, tinha um pequeno lago, uma manjedoura, uma máquina de lavar automóveis convertida para lavar hipopótamos, tinha tudo para o bem-estar do meu Elias.
No dia seguinte foi o dia mais triste da minha vida. O Elias tinha sido raptado. Eu sabia que havia dois ou três tipos na aldeia que tinha inveja do meu Elias, mas nunca pensei que fosse ódio de morte e inveja amarela. O pior é que não podia participar à polícia, pois um dos odiosos era o chefe da polícia. Pensei que ia morrer, que os dias iam ser de novo frios e pequenos, que teria que voltar a falar ao meu vizinho, que teria de andar pela ruas depois do jantar sem nada na mão. Lembrei-me com saudades do meu Zonga. Resolvi fazer-lhe uma pequena visita. Qual o meu espanto quando ao abrir a porta da câmara frigorífica vejo o triste espectáculo do meu Zonguita a cortar às postas o meu Elias e dizia com voz de diabo: O que foi?! Nunca viste?!
Os dias no manicómio têm me feito bem, já não roo as unhas e não faço cocó ao lado da sanita. Já nem me lembro do nome do meu vizinho e nem sei o que me trouxe ao manicómio, a não ser quando vem a visita do meu amigo maluco, mas menos que eu, e trás um animal pequeno, peludo de dentes afiados, que quando me olha, diz com voz de diabo: Eu bem te avisei!
Uma coisa é certa, a neve voltou.

quinta-feira, 13 de julho de 2006

A cona

Quem és tu? O que fazes aqui? Eu não te deixei entrar assim sem mais nem menos! Devias ter batido primeiro, isso não se faz! Se entras eu tenho que saber, tenho que te autorizar, isto não é assim, tem tudo um preceito, um pró-forma, um contrato. Se não sabes eu explico:
Bates, eu respondo: quem é? Depois, dizes quem és. Em seguida eu pergunto o que queres e o que te trás por cá, respondes. Consoante a tua resposta eu deixo-te entrar ou não. Entendes? É assim tão difícil de entender? Acho que é bastante fácil. É básico!
Agora, como fizeste, é que não pode ser, eu não tolero insubordinações desse género, é um abuso, é má educação, chega mesmo a ser falta de senso comum. As coisas não são só como tu pensas, como tu queres. Vê se controlas os mimos! És por demais bonita, mas isso não te dá direito nenhum de fazeres como fizeste... é que nem um: olá! Bolas! E agora? Agora que já estás cá dentro, como é? Já sei... não vais ficar por muito tempo, o costume. É pá! Isto não pode mesmo ser assim, tu não podes fazer isto assim! Já lhe perdi a conta e já te o disse milhares de vezes. Mas desta é de vez, vais entrar, porque já entraste, mas não vais sair! Vou-te aprisionar aqui dentro! Vais morrer comigo! Chega! Basta! Não respondes? Estás assustada? AHAHA! Pois, agora pensas, não é? Tarde de mais! Um dia tinha que ser, “tantas vezes vai o cântaro à fonte, que deixa lá a asa”. Hãn? Não te importas? Não acredito... isso é truque, para que eu baixe as defesas e tu saias de novo... eu já te conheço muito bem, não me enganas. Desta vez é de verdade? AHAHAH! Deixa-me rir e bem alto! Lembras-te da última vez? Lembras-te? Pois eu lembro-me... e foi a mesmo conversa, até te cortas-te para eu me impressionar, pois é, mas desta vez não me levas, não em enganas. Vais cá ficar quer gostes ou não, quer queiras ou não, quer choras, te arranhes, te cortes, esperneeis, grites, saltes, pules, corras e mintas. Vais-te matar? AHAHAH! Força! Isso! Eu vou buscar uma faca, aliás uma pistola, algo, queres? Não entendes? Não entendes que é isso que quero que faças. É isso mesmo! MORRE! Pá? Estava a brincar... não morras! Não! NÃO!!! OH NÃO!!! Isso não! Não morras... CABRA! Eu sabia! CABRA! Eu sabia que estavas a gozar comigo! E lá vais tu outra vez! PUTA! Acredita, é que acredita mesmo, nunca mais me vais ver, nunca mais vais cá entrar, JURO!


Outra vez??? Eu não acredito...

quarta-feira, 12 de julho de 2006

ADORO CALOR!

A transpiração,
o calor excessivo, bem aquecido,
os poros dilatados,
suados, molhados,
os corpos suados,
a água fria,
que arrepia,
a garganta seca, molhada pela água,
fria,
que arrepia,
e mata essa sede,
que trás desejo, gracejo,
que pede um beijo gelado, não suado,
mas molhado,
que refresca a testa.
A roupa refrescante,
transparente, que afasta o quente,
que deixa passar,
o ar
e a cor,
ficamos com menos calor,
e com desejo de querer ver,
de espreitar, de cuscar,
por saber
que o corpo está suado,
e queremos ver
e tocar,
ai o calor!

Continuação de uma boa tarde quente!

segunda-feira, 10 de julho de 2006

Música dos anos 80

Tem muita coisa e por isso também tem muita merda! Mas tem coisas lindas.

I love 80's music

Have fun!

terça-feira, 4 de julho de 2006

Culinária

Migas à moda.

Ingredientes:
Mijo de galinha – 2 dl
Baba cristalizada de lesma – 4 gr
Farinha para bolos – 20gr
Vinho mais ou menos – 4 lt.
Pão - Vários kg
Uma lata de Sumol maracujá
Duas folhas de coca.
Dois punhados de caspa de javali.
½ casca de ovo de estorninho.
Sal e pimenta – 2 frascos

Preparação:
Numa tigela de qualidade duvidosa, junte com as mãos, o conteúdo da lata de Sumol com a farinha e bata tudo até ter uma massa consistente o suficiente para achar que é má. Regue o preparo com o mijo da galinha, previamente ligeiramente aquecida.
Ponha uma panela ao lume, coloque lá dentro o vinho e o pão raspado. Quando o pão estiver todo diluído no vinho, junte aos poucos, muito devagar, quase a desfalecer, a caspa de javali e a ½ de casca de ovo de estorninho, sem deixar que coalhe. Bata bem até estar tudo misturado. Deixe descansar o tempo que quiser, pois deve estar muito cansado (a).
Junte o conteúdo das duas preparações num jerrican de 30 lt, pegue no jerrican, meta-o na traseira do jeep UMM do seu amigo e vá fazer todo o terreno para a Serra de Sintra. Esta actividade exige 5 horas de disponibilidade.
Quando não aguentar mais com a dor de costas, volte para casa, ponha tudo numa travessa e aqueça tudo no forno a lenha, ou a gás, desde que fique quente.
Sirva frio.
Num almofariz, junte a baba de lesma, o sal e a pimenta. Junte tudo durante 15 minutos, sem parar e com a energia de 100 samurais.
Polvilhe cada prato antes de servir com o conteúdo do almofariz.
As duas folhas de coca... Para comer no final, se conseguir comer uma única colher de: Migas à moda.

Esta receita foi pensada e elaborada pelo mestre de culinária mais conhecido do país. Está qualificada como sendo o pior prato para os dias de Outono. Por isso, proponho desde já um desafio:
O indivíduo que fizer esta mesma receita, da mesma forma que o mestre, receberá duas senhas de hidromassagem num conhecido Health Club da capital.

ATENÇÃO: Excessivamente afrodisíaco!

sexta-feira, 30 de junho de 2006

Curiosidades

Uma investigação efectuada pela universidade do Alabama, nos Estados Unidos, prova que 20% da população mundial, não tem relações heterogéneas por-dá-cá-aquela-palha.

Conclui-se este ano e ficou provado por uma conjunto de indivíduos da mesma raça, que 17,3% dos casos de envenenamento precoce, são provocados pelo próprio envenenamento.
Estudo elaborado na Universidade de Saint Elms

Numa cidade Italiana do Norte, foi aprovada uma lei que prevê o acesso a todos os turistas às casas de banho da câmara municipal.
Esta lei foi aprovada para evitar que pessoas de índole desconhecida urinassem nas traseiras da câmara, onde uma grande parede de vidro espelhado está colocado, fazendo com que se possa ver tudo, causando assim um enorme transtorno para os trabalhadores.

79,2% das pessoas que têm cataratas não vêem os sinais das casas de banho. Assim sendo já se deu início a um protesto conjunto pelas pessoas que detêm esta desagradável doença.
O órgão máximo da associação, prevê outras formas de luta mais radicais, como fechar as casas de banho públicas de duas em duas horas, por um espaço de tempo de 5 minutos.

A 10 de Julho 1989, um major das forças armadas dos Estados Unidos, deu entrada no hospital da cidade do Arkansas, tendo como patologia uma forte dor de barriga. O que não seria estranho não fosse o enorme inchaço que tinha no estômago, com a forma de uma criança de 11 anos. Com o recurso às mais avançadas tecnologias, conseguiu-se provar que era gases.

Estas e muitas outras curiosidades aqui.

quarta-feira, 28 de junho de 2006

Regresso

Photobucket - Video and Image Hosting

Não sei como recomeçar. Há qualquer coisa que me deixa preso ao chão, que não me deixa pensar, ter iniciativa de querer mais, de estar activo para estas merdas, eu sei disto tudo, mas no entanto fico estático, mole, com uma terrível inércia.

Os dias parecem semanas, as horas, dias e o segundos parecem segundos. É do sol, das saudades de estar a olhar o horizonte e não pensar em nada, da falta de paciência em fazer palavras cruzadas, de não puder mais e ter que ir para dentro de água, de ter fome e comer, de não ter horas, de deitar porque se está com sono, de acordar porque está calor, de fazer outras coisas porque apetece, de passear sem rumo, de falar pouco para não cansar muito e sobretudo de estar num sítio onde nada acontece.

Mesmo assim julgo se possível conseguir recuperar, ontem já consegui sair de casa depois do jantar.

sábado, 10 de junho de 2006

Que estranho...

Algo me espera durante duas semanas, mas não sei bem o que é...

Vou esperrar e ver o que será.

Quando ao resto digo duas vezes:

Brigagreta, Brigagreta!

Um grande, "as melhoras" para todos!

sexta-feira, 2 de junho de 2006

Absurdo

Contaram-me ontem uma das histórias mais inverosímeis que já alguma vez ouvi.

Um homem de seu nome Bento, fazia todos os dias o mesmo ritual, acordava, calçava as pantufas e ia para o quarto do filho. A mulher que estranhava tal comportamento, uma das vezes acompanhou-o. Quando entrou no quarto e ao ver tal acontecimento, estremeceu. Os seus olhos esgazeados enganavam-na, não podia ser, o que via era mentira. Nada de igual de vira numa casa de família respeitada.
Nem tudo corria como sempre esperavam e o dinheiro não abundava, mas no entanto havia dinheiro para um computador e para ter Internet em casa. O filho, mimado como era, passava a maior parte das noites acordado, toda a noite, ali, em frente ao computador. Não se sabia muito bem onde andava, nem com quem, só se sabia que de manhã estava sempre bem disposto e saia à hora para a faculdade, bem como o pai, que nem tomava banho, só quando voltava do trabalho, ao final do dia.
Sendo uma família normal e cheia de normas, como qualquer outra, nada era deixado ao acaso, sempre que houvesse algum tipo de desavença familiar, teria que ser resolvida com castigos, castigos esses que passavam por limpeza de casas de banho durante um mês e coisas do género. Para este caso não havia castigo possível, não haveria nada que pudesse prever, ou precaver, ou até mesmo castigar, o que se passava naquele quarto durante quatro meses, nada seria esquecido, tudo seria posto preto-no-branco, em pratos limpos. A mulher respeitada, uma prendada mulher de família e boa dona de casa, não sabia por onde começar, nem sabia muito bem para onde começar, ou por onde acabar, diga-se que tudo lhe parecia difícil de acreditar, não podia ser possível, não seria nada que fosse concebível, pelo menos para uma família como aquela. Mesmo para outro tipo de família em que as regras podem ser diferentes, mas iguais, seria muito estranho um comportamento daqueles.
Sem dar por isso, um dia, aliás, numa noite, o rapaz, numa pesquisa por assuntos de índole mais rebuscada, tendo como tema, assuntos menos próprios para uma consulta caseira, ou que se pudesse dizer que estaria dentro dos parâmetros aceitáveis pelas regras aceites pelo contrato de ter Internet em casa à borla e às custas dos papás. Essa pesquisa, a qual não podemos revelar por estar ela também fora dos térmites acordados com este blog, não podendo ser, por si só, revelada desta forma. Em breves mas afincadas palavras, será revisto nos próximos textos a serem publicados, tanto neste como nos blogs adjacentes. Posso no entanto revelar, ou até quiçá, levantar um pouco do véu e dizer em uníssono, o teor da pesquisa não interessa a pessoa com fraca disponibilidade para assuntos menos interessantes.
O pai estava rendido à prática matinal, os olhos esbugalhados, raiados de sangue, pelo sono mal dormido, não evitavam o monitor, brilhante, quase translúcido, que penetrava no seu glóbulo ocular, fazendo entrar a luz e iluminando toda a fronte. O filho, que digitava letras à velocidade da luz, ia dizendo palavras com sentido dúbio, mas que tinham sons agradáveis. O ritmo era alucinante. A cada minuto que passava adensava-se mais e repetiam-se alguns. Fija era em larga escala o mais dito.
Há coisas que não se explicam, nem se tentam entender, dão-se a explicar e mostram-se como funcionam. Fija o Deus ou como na gíria é chamada a Deusa, é um ser, ou um ente que faz ver o que nada pode ser ouvido, dito, ou até mesmo saboreado. Sendo um Deus alado, ou amarrado, teremos que explicar como se fosse ontem, o que significa Fija. Fija: Deus. Assim como assim, e sem grandes explicações, vamos tendo o contacto com Ele e vamo-nos apercebendo que é uma Ela, e porquê? Pelo cheiro. E foi precisamente isso que fez a nossa pobre mulher dona de casa, incompreendida pela sociedade actual, que lhe provocou todo o seu espanto, aliás, o seu e de outra pessoa, visto ser assim tanto o espanto.
Antes de penetrar, já se sentia o calor, era intenso e ao mesmo tempo tolerável, visto que vinha revestido por uma leve película de ar, ar esse que era forçado e fresco. Pela forma como o fazia, dava indícios de não ser a primeira vez, bem como não ser a última, visto que no rosto detinha um misto de dor, mas ao mesmo tempo, e isto é interessante, não sabendo qual o tipo de dor, ou prazer que poderia advir. Ora se a prática era largamente repetida diariamente, durante tanto tempo, porque razão é que um homem adulto, pai de filhos, aliás, filho, teria receio do quer que fosse? Assim, não sabendo como recusar, o pai extremoso, metia o seu órgão fecal na entrada do monitor e o filho, entusiasta, ouvia os relatos de outros cibernautas, que numa só voz diziam: Serradura!
Este é o culminar de dois anos de investigação. Todos os envolvidos, nos processos de fecalidade da serradura, com descarga de iões, foram detidos e observados. Alguns ainda sentem o que se pode chamar de Fijaneira, ou seja o acto divino de sentir o que só pode ser sentido pelo Deus.

A solidão

Nestes dias de solidão há sempre duas coisas que me assolam o espírito; o que serei daqui para a frente e como vou ter que entrar em casa com chaves.

Uma coisa de cada vez…

Primeiro as chaves.

Ora bem, se não as tiver não terei que ter fechadura e assim deixarei as portas abertas para outros penetrarem nos meus aposentos e fazerem o que bem entenderem, mas no entanto há coisas que não posso deixar assim, para que todos possam roubar e assim deixarem de ser minhas. Não adiantando muito este raciocínio bacoco, vamos ao que interessa. Vou mudar de casa e estou indeciso com as fechadura que meta, se de 5 voltas e com uma porta mais ranhosa, ou de 2 voltas mas com uma porta muita forte. O que me aconselham? Eu estou mais a pender para uma com as duas coisas, mas não queria meter isso agora ao barulho, muito menos queria que se soubesse.

Segundo, como serei daqui para a frente.

Ora, se não sei muito bem como fui até agora, o ser daqui para a frente é mais ou menos a mesma coisa. No entanto há rasgos de luz na minha alma, que indicam o meu ser, a minha personalidade, mas como não gosto do que vejo, tento disfarçar e dizer que é uma realidade paralela que não compreendemos. Mesmo assim as questões ficam resolvidas sempre que atravesso estes períodos, não sabendo muito bem nem como, nem porquê, mas também o que é que isso interessa…? Sendo urgente, será assim.

A concludência da razão leva-nos a dizer:
“Entra como entrares, terás sempre um futuro lindo, como oh caraças!”
Mija na Escada II

Para ti!

Mesmo

Olá!
Digo-te hoje que estás ai deitada, que não me vês, dormes o sono profundo, sem saberes que te Adoro, que de miro, que te vejo, e revejo, não consigo abafar um sorriso.
Depois, como que sentido, como que sabendo que o meu olhar te penetra na carne e te fere, abres um e, depois o outro, toda a sua cor erradia a tua cara, perguntas: O que foi? E respondo: nada… é só que te Adoro!


O gesto

Fecho os olhos
e sinto o leve
toque
dos teus lábios,
doces, meigos,
sedentos de mais, e mais,
sem parar, não para,
e mais,
recuo,
lindos, olho,
nos teus olhos, sorris,
encho a mão e toco-te da face,
encho-a, preencho-a,
fechas os lindos num movimento
muito suave
e sorris,
sinto a tranquilidade, a felicidade,
a minha face transforma-se,
sinto-me a flutuar, no ar,
a voar,
sinto a tua paz, que sorris faz,
a tua calma, na minha alma,
nada mais interessa, não há mais conversa,
só o gesto,
este…

Para alguém que conheci recentemente

A tenebrosa sensação de te ter conhecido,
de saber
que te podia ajudar a chegar
a sentir,
de saber
que estás a ser usada, mal amada
por alguém
que não te merece, que te esquece
que não te ouve,
que te usou e vai usar, que vai-te fazer chorar
pois tu estás,
mas há alguém que não está,
vais ver, vai se assim,
senti.

quarta-feira, 3 de maio de 2006

Desafio do mês!

  • The Creepers




  • Baby's On Fire (Eno)

    Appears on:
    Warts 'N' All
    Baby's On Fire
    Miserable Sinners
    Sleeper

    Marc Riley - Guitar, Vocals
    Pete Keogh - Bass
    Paul Fletcher - Guitar, Organ
    Eddie Fenn - Drums

    Baby's on fire
    Better throw her in the water
    Look at her laughing
    Like a heifer to the slaughter

    Baby's on fire
    And all the laughing boys are bitching
    Waiting for photos
    Oh the plot is so bewitching

    Rescuers row, row
    Do your best to change the subject
    Blow the wind blow Joe
    Lend some assistance to the object

    If you'd be my flotsam
    I could be half the man I used to
    They said you were hot stuff
    And that's what baby's been reduced to

    The need to have fun
    Very clever with maracas
    Making their fortune
    Selling second-hand tobaccos

    We danced at Chico's
    And when the fires started bitching
    He empties their ashtrays
    And pockets all that he's collected

    My baby's on fire
    And all the instruments agree that
    Her temperature's rising
    And any idiot would know that

    Quem conhece?
    Quem tem?


    Fica aqui mais uma letra:

    Appears on:
    Rock 'N' Roll Liquorice Flavour
    Sleeper

    Marc Riley - Vocals, Guitar
    Eddie Fenn - Drums, Guitar, Piano
    Phil Roberts - Bass, Vocals
    Mark Tilton - Guitar
    Simon Taylor - Guitar

    With three hundred nippers, nothing but truckers
    The Creepers are failed stadium rockers
    Lowest speed with the Spanish flag
    Orange trees and spotted flasks

    Oh Mickey you're so fine
    You're so fine you blow my mind
    Hey Mickey
    Hey Mickey

    Man was turned out 4 AM
    I was screwed and so were the men
    Rocking hard, rocking scene and the cattle man's cattle as your cattle scream

    Americans are all the same
    Johnny Lennon and mind games
    We did this, he said that
    Wear Americano baseball caps

    Pardon me, 2 AM Spanish girls meet UK men
    Asked his name, then he told her treat her to a qualified dog on my shoulder

    Oh mercy mercy my sea of keys like sucking lemons from a lemon tree
    Lets go and stone that Doctor Death chasing donkeys to his dying breath
    None of this we could see, the Daily Mirror has been lying to me

    Oh Mickey you're so fine
    You're so fine you blow my mind
    Hey Mickey
    Hey Mickey

    I've always been a rocker, rarely a raver, all my records are liquorice flavour
    On my guitar and half way smashed and I wouldn't play a gig in a plastercast

    Get my guitar, some make like it
    It's only rock 'n' roll that's the way I like it

    Two damn nippers aiming shockers
    Deep river stadium rockers

    Well two thousand nippers aiming shockers
    The Creepers are stadium rockers

    E porque hoje é um dia menos especial...

    Um dos vídeos mais raros do universo.

    E porque hoje não é um dia especial...

    Atenção à locução Inglesa.
    Um grande, grande amor - Festival da canção - José Cid


    Ice Tea 1 - Vindo do nada! - José Cid


    Ice Tea 2 - Sem comentários - José Cid

    Ontem, hoje e depois de amanhã.

    Considerando a consideração considerada, terei que considerar a consideração considerada, tendo em conta que a consideração pode muito bem ser considerada, ou não.

    Tendo este objectivo como razão, terei que encontrar algo que torna este factor um meio de chegar a uma conclusão, elaborada tendo como base factos e artefactos, ensinados em largos colóquios organizados por nós, ou pelos outros.

    Em caso algum poderemos tirar dúvidas.

    Sabe-se se antemão, que à partida tudo é conhecido, tudo é sabedoria pura, sem acrescento de qualquer entidade exterior, que altere, que ultraje a ideia primária, a ideia prima, a que nunca foi pensada, a que será identificada sempre como a que foi.

    És um tolo! Sabes que tudo será sempre como foi até aqui, tudo será como sempre pensaste que seria diferente, será tudo igual, mas diferente. És um tolo! Não consegues entender o que te digo? És tu que achas que deveria ser diferente, mas tudo será igual, mas diferente, pois que querias de fosse igual, no entanto, será diferente e será sempre assim. És um tolo!


    Ingredientes:
    Um ovo
    Um colher de sopa de margarina
    Um punhado de mel
    Um quilo de maionese (barata)
    Dois tubos de gelo

    Preparação:
    Junta-se tudo.


    No mês, no dia e na hora, que te vi, não te achei, encontrei um pessoa fria, cheia de olheiras, de maus cheiros. Agora... não sei.

    Vi-te e não comi-te

    Chegas de fininho, não dizes nada, ficas especada a olhar o meu mastro, sem saber o que dizer, sem saber o que fazer, pois minha querida amiga, corta-o, faz dele o teu objecto de tortura, faz dele o teu desejo mais profundo de o crer ter entalado, e não conseguir, de crer ter um e ter medo de pedir, de ter medo de não conseguir, de ter medo de se vir, em espasmos gigantes.

    Encara a tua natureza, o teu corpo está pronto, o meu não, está morto.

    segunda-feira, 24 de abril de 2006

    Um dia não são dias.

    Menbrus de váriaz côres, saltão pêla boqa do qazal que extá na primaeira fíla, hagarrados a um perú xeio de pêlu vêrde, ou laramja, depenendendo da ora do dia ou da nôite eixcura que nen bréu, eixcura, ou clara, numca se sabe baim cômu vírá, ou puderá vir a aparesser, se de cálsas se de calsões, sabece só que vaim, e vai, vai e vaim de dentru para fóra, como o sangue vermalho, da côr de uma róza murxa pêlo calôr intenço que fas aqui fora, lá demtro extaría melhór, mas não podemus, extá muinta jente, faeia, chaeia de ropa de Invernu, acotuvelão-se por um pequenu expasso de ar chaeio de fumu de xarutu, Cúbano ou Americâno, tamto fas, dexde que ce fume e daeite mau chaeiro, ou bom, côm a prima, ou côm a irmam, ésta manham, fomus todus para a igraeija, vextidus de ingual, ou saeija, cem ropa, o pádre adoro-ou o prezemte que daeixamos na saníta, éra grande!

    Senta-te aqui e pensa bem, mas pensa bem.

    terça-feira, 18 de abril de 2006

    A god in an alcove - Bauhaus

  • A god in an alcove - Bauhaus - Do Archive


  • Tem a famosa (famosa para quem conhece, é claro) cena com o strobe de luz.

    She's In Parties - Bauhaus

  • Bauhaus - She's In Parties - O VÍDEO!


  • Sem comentários...

    Hollow Hills - Bauhaus

  • Bauhaus - Hollow Hills - Ao vivo!


  • Para relembrar quem foi ao Pavilhão Atlântico.

    segunda-feira, 17 de abril de 2006

    How soon is now - The Smiths

  • The Smiths - How soon is now- O VÍDEO!


  • E como não há duas sem três...

    Love will tear us apart - Joy Division

  • Joy Division - Love will tear us apart - O VÍDEO!


  • Acho que hoje vai-me dar uma coisinha má... :)))

    Será que há mais?...

    Mais uma vez, thank you very much! ;)

    Matador - X Mal Deutschland

  • X Mal Deutschland - Matador - O VÍDEO!

  • É lindo!!! De arrepiar!!!

    Obrigado, Sílvia!

    quarta-feira, 12 de abril de 2006

    HARRY CONNICK, JR. - "We Are In Love"

    I know you so well
    I can tell by the sound of your voice
    If you're really in love with me
    And you are
    You are

    You know I can't lie
    If I say to you 'baby, I love you'
    Then baby, I love you
    And I do
    I do

    I do... could it be that's the
    Phrase you thought never would phase you
    Well baby, you better hold on tight
    'Cause I'm the one who's supposed to
    Kneel down and propose, well alright
    I might, I might

    So, when I kiss you good-night
    Just sleep tight with the thought that you'll
    Always be caught up in love with me
    And you'll dream that the stars up above
    Have the answer of whether we'll be
    Or whether we won't be
    In love...
    Well, we are,
    We are


    Para ti! ;)

    terça-feira, 11 de abril de 2006

    Rir

    Image hosting by Photobucket

    E vou rir, e vou rir até chorar, dar gargalhadas mais alto que um avião supersónico, vou rir até me doer tudo, vou rir de boca aberta, vou rir, e vou rir, rir a bandeiras despregadas, rir, rir, rir, dar gargalhadas, e mais gargalhadas.

    terça-feira, 4 de abril de 2006

    Um das piores invenções

    O MSN! Como pode ser possível alguém comunicar por esta forma tão “avançada”?
    Aconteceu hoje:

    - Olá!
    - Olá!
    - De onde és?
    - De Lx
    - Eu sou se Vila Franca de Xira
    - É aqui perto
    - Ès Cas, Sol, ou Div
    - Div
    - Porquê?
    - Porque não deu...
    - Mas tens algum problema?
    - Não. E tu?
    - Solteira. Que idade tens?
    - 34
    - Eu tenho 36 Não tens foto?
    - Não... o meu msn não está configurado para ter, mas se quiseres envio.
    - Ok , envia
    - Já enviei
    - Não recebi
    - Enviei outra vez
    - Já recebi
    - Ainda bem
    - És gordo?
    - Como?
    - És gordo não és?
    - Acho que sou normal, não me acho gordo.
    - Deves ser gordo... só falta teres barriga! AHAHA!
    - TENHO POIS! E com muito orgulho! Adoro beber cerveja
    - Para além de gordo és convencido
    - Perdão?
    - Olha, eu tenho 1.82 e peso 70kg
    - Eu tenho 1.74 e peso 78kg, achas gordo?
    - ACHO!!! És baixo e encalhado
    - Como???
    - Esquece o meu msn
    - Desculpa????
    - Não quero mais falar contigo

    Atenção, o contacto foi dela...

    Isto é o tipo de pessoas que andam por ai.

    Eu acho que este tipo de comunicação foi inventada para uma grande maioria de Portugueses. Os aldrabões, garanhões, mentirosos e pessoa da barriga que por detrás do monitor é um modelo, com um grande físico, todos bonitos.

    Que alarvidade! E eu ainda vou na conversa desta gente... EH!

    sexta-feira, 31 de março de 2006

    Alta traição

    “Fodia-te a torto e a direito, metia-te o caralho por essa cona a cima e vinha-me, duas, três vezes, as vezes que conseguisse! Que boa és, puta do caralho! Que mamas de puta, que trancas, que alarvidade de mulher, que boa! Essa boca prefeita para a mamada do século, esse olhos lindos para levar com litros e litros de esporra! Por esse cú entrava o meu caralho, nu, despido, cheio de largas veias, cheias de sangue, quente! Essas mãos de fada que me batem punhetas, em voltas roscadas, com leves toques dessa tua língua, húmida. Ai mas essa boca, que faz maravilhas, quente, essa cona cheia de nhanha, quente como um vulcão, sinto-a agora, a contorcer-se em volta do meu caralho! AI QUE TESÃO!”

    Excerto da carta de alta traição, que denuncia todas as posições das tropas de estado, enviada ao chefe das tropas invasoras, elaborada por um louco. O código é de tal forma tão bem elaborado, que foi necessário vir um japonês, radicado no Arzebaijão por dois dias, para descodificar o texto de 5437 páginas, que continha todas as posições das tropas no dia 21 de Março. O pior foi quando as tropas do estado mudaram de sítio, sabendo da existência deste pequeno documento. A dita pessoa elaborou um outro pequeno documento:
    O qual fica aqui um trecho: Google Earth

    Este Verão.

    Entre o que queria e o que tu me dás, não vai muita diferença. Só o sabor é diferente. O sabor do sangue, quando mordo a minha língua, saboreio o sangue e o teu da tua, quando te entalas no aparelho. O meu metálico, o teu ácido, os dois juntos formam uma amalgama de sabores, místicos e espessos, que viciam, que não podemos passar sem degustar, sem apreciar toda a amplitude do sabor.
    O beijo, sangrento, longo, meigo, cheio de desejo, de amor, algum rancor, algum ódio e sem nenhum pudor, perlonga-se durante segundos, minutos, horas, dias, semanas, sem parar, sem descanso, com dores horríveis nos maxilares, de não puder mais e continuar, sem parar, sempre mais, já o sangue quase não jorra, os olhos colados, o lábios roxos, as pontas dos dedos em carne viva de tanto nos acariciarmos. Mesmo assim, acho que é pouco tempo.

    (Não, está tudo bem...)

    quinta-feira, 30 de março de 2006

    Com B de frigorifico

    Sendo sedo, seria sempre sábio saber se o sabão no sapo servia o saco, ou se se sabia ser severo sem saborear o Setembro soalheiro, ou sem sol, sendo o sabor salpicado, ou sôfrego, do salmonete salgado e simpático. Sofre de simpatiza se souber ser sorridente, sorrir sem saber ser sovina, o sapateiro siderado, sempre soube sentar o sapato de sola, na sarjeta suja, ou limpa.

    quarta-feira, 29 de março de 2006

    29 de Março

    Faz hoje um ano.

    terça-feira, 28 de março de 2006

    'ta na hora!

    Image hosting by Photobucket
    - Já chega, acabou-se! Só se me aparecer à frente!
    Foram estas as palavras, logo quebradas por:
    - Foda-se, que é mesmo bonita!...

    Aconteceu ontem...

    07 - Hand In Glove

    Hand in glove
    The sun shines out of our behinds
    No, it's not like any other love
    This one is different - because it's us

    Hand in glove
    We can go wherever we please
    And everything depends upon
    How near you stand to me

    And if the people stare
    Then the people stare
    Oh, I really don't know and I really don't care

    Kiss My Shades

    Hand in glove
    The Good People laugh
    Yes, we may be hidden by rags
    But we've something they'll never have

    Hand in glove
    The sun shines out of our behinds
    Yes, we may be hidden by rags
    But we've something they'll never have

    And if the people stare
    Then the people stare
    Oh, I really don't know and I really don't care

    Kiss My Shades ... oh ...

    So, hand in glove I stake my claim
    I'll fight to the last breath

    If they dare touch a hair on your head
    I'll fight to the last breath

    For the Good Life is out there somewhere
    So stay on my arm, you little charmer

    But I know my luck too well
    Yes, I know my luck too well
    And I'll probably never see you again
    I'll probably never see you again
    I'll probably never see you again
    Oh ...

    Vês

    Vês?! Não podias ser tu, tu eras o que eu sempre pensei que tu fosses, não podias vir a ser algo que eu não conseguia imaginar.

    Encontrei-te na cama, era cedo, muito cedo, a luz do dia mal penetrava por entre as portadas de madeira, altas, brancas, os cortinados, também brancos, finos, transparentes, ondulavam com a leve brisa de Primavera. A janela entreaberta, o suficiente, deixava passar o som dos pássaros que rejubilam com o novo dia, o chilrear invadia o quarto, parecendo que vinha de todas as direcções, preenchia-o, cada silvo, cada pio, cada canto, embalava a tua silhueta, coberta pelas lençóis finos de Verão.
    Vendo-te assim, penso o que fiz para te merecer?
    Vendo-te assim, penso que posso morrer.
    Tudo o que algum dia pensei, senti, ouvi, olhei, reflicto e concluo-o se valeu a pena, se tudo o que vivi era mesmo para acontecer? Não seria algo que não era meu? O sonho de alguém muito pervertido, que me queria mal? Pois eu sei, tenho a certeza, que tu, isto, agora, este momento, esta sensação, não pode ser minha, é demasiado boa, demasiado hipnótica, muito fora do controlo, muito sensorial. Ai! Só me apetece morrer!
    A lágrima, essa, escorre pela minha face, a alegria, entristece a minha vontade de viver, a tua beleza, torna a natureza lá fora, muito feia. Tu, ai, e eu? Porque me vou embora? Porque cheguei tarde? Porque não posso ficar? Porque não fico? O que me fez ficar, ou aqui chegar? O que me faz não ficar?
    A força que tens indica que não podes ficar muito tempo, que não irás puder receber o que tenho para te dar, que não chegarás a saber porque te chamei. A forma diz muito das pessoas, e, a tua, é horrivelmente translúcida, transparente, como se não existisses. E, assim, como aqui cheguei e tu aqui estavas, eu me vou e não sabendo bem o que irei fazer, sei que não voltarei.
    Ter-te, foi demais.

    Passados dois minutos:
    Olha, por acaso não tens 5€ para a gasolina, pois não...?

    quarta-feira, 22 de março de 2006

    Estado de espirito

    05 - How Soon is Now

    I am the son
    And the heir
    Of a shyness that is criminally vulgar
    I am the son and heir
    Of nothing in particular

    You shut your mouth
    How can you say
    I go about things the wrong way ?
    I am Human and I need to be loved
    Just like everybody else does

    I am the son
    And the heir
    Of a shyness that is criminally vulgar
    I am the son and heir
    Oh, of nothing in particular

    You shut your mouth
    How can you say
    I go about things the wrong way ?
    I am Human and I need to be loved
    Just like everybody else does

    There's a club, if you'd like to go
    You could meet somebody who really loves you
    So you go, and you stand on your own
    And you leave on your own
    And you go home, and you cry
    And you want to die

    When you say it's gonna happen "now"
    Well, when exactly do you mean ?
    See I've already waited too long
    And all my hope is gone

    You shut your mouth
    How can you say
    I go about things the wrong way ?
    I am Human and I need to be loved
    Just like everybody else does

    segunda-feira, 20 de março de 2006

    Ingénuo?

    Até há bem pouco tempo julgava que as pessoas podiam se dar todas bem, ou pelo menos que conseguissem resolver desentendimentos. Acreditava que com um pouco de dialogo, ou com tempo, as coisas podiam-se resolver. Achava estúpido quando pessoas que se falaram e tiveram momentos bons, se deixavam de falar. Julgava que há sempre formas de ultrapassar coisas más, que nos fizeram mal, mas que podemos sempre perdoar, saber esquecer e ver as coisas pelo lado positivo das coisas, ou lembrar os momentos bons.

    Mas no entanto, hoje, tudo isso foi mais uma vez posto em causa.
    Hoje, e por causa de duas situações que envolvem mulheres, vou apagar, repugnar, esquecer, não lembrar, arrepender-me, pensar que foi tudo um grande erro, uma daquelas situações que nunca devia ter acontecido e sobre tudo desprezar, dois seres.
    Assim sendo, esses dois deixaram de fazer parte da minha memória.

    Mas o que vale é que no fundo continuo a acreditar.

    Dêem uma vista de olhos

    Daniel Ash

    Xmal Deutschland – Viva

    No mesmo conjunto do álbum dos The Smiths, chegou-me um álbum, raro, difícil, mas pelos vistos não impossível de ter. É em CD, mas É LINDO NA MESMA!!!

    Image hosting by Photobucket

    Viva
    Released: 1987
    Produced by: Stranglers's Hugh Cornwell
    Music Label: X-ile (Phonogram)
    Members: Anja Huwe (vocals), Wolfgang Ellerbrock (bass 1980-89), Rita Simon (bass, 1980), Manuela Rickers (guitar, 1980-87), Fiona Sangster (keyboards, 1980-87), Caro May (drums, 1980-82), Manuela Zwingmann (drums, 1982-83), Peter Bellinder (drums, 1983-87)

    All words and music by Xmal Deutschland except. "Will there really be a morning" original poem by Emilly Dickinson. Recorded at Brunwey Studios Hamburg and the Manor in 1986 except "Matador" and "Polarlicht" recorded at Brunwey Studios Hamburg in 1985. Sleeve by 23 Envelope. Sleeve photography by Nigel Grierson of 23 Envelope. Group photography by Anton Corbijn.

    Matador
    Eisengrau
    Sickle Moon
    If Only
    Feuerwork (31. dez)
    Morning (will there really be)
    Manchmal
    Polarlicht
    Ozean
    Dogma I

    Mais uma vez, obrigado...! :)

    The Smiths - Hatful of Hollow

    Ontem e depois de uma longa procura, alguém que me é muito querido, deu-me um dos álbuns mais lindos, mas maravilhosos, mais alegres, mais tristes, mais românticos, mais agressivos, mais tudo, que eu mais gosto deles e que há-de ser sempre um dos meus favoritos:

    Image hosting by Photobucket

    Hatful of Hollow
    Release Date: November 1984
    Produced By: John Porter
    Music Label: Rough Trade Records

    William, It Was Really Nothing
    What Difference Does It Make
    These Things Take Time
    This Charming Man
    How Soon Is Now
    Handsome Devil
    Hand In Glove
    Still Ill
    Heaven Knows I'm Miserable Now
    This Night Has Opened My Eyes
    You've Got Everything Now
    Accept Yourself
    Girl Afraid
    Back To The Old House
    Reel Around The Fountain
    Please Please Please Let Me Get What I Want

    As letras

    Obrigado, amigo! ;)

    quarta-feira, 8 de março de 2006

    A minha avó!

    Já dizia a minha avó:
    Pessoa que anda de pernas bambas, tem sempre vontade de voltar.
    Quem vê a alma, não vê a cueca.
    Arriba, arriba, que lá vem água fria.

    Também dizia:
    Se queres ter tudo de bom, faz com que tudo de bom seja o teu desejo.

    E dizia sempre que vinha da casa de banho:
    Entre uma azeitona e uma uva vai uma grande diferença, uma é verde e a outra deixa a boca seca.

    Palavras sábias proferidas por ela, como:
    Meu filho.

    Eu achava muita piada quando ela dizia esta, em forma de cantiga:
    Se estás contente,
    Lembra-te sempre,
    Podes sempre,
    Estar contente.

    E quando ela lava a salada dizia em tom de gozo:
    Ai!

    Tenho as melhores lembranças dela, frases cheias de sabedoria, como:
    Arranja um mulher que te compreenda e saberás dar o devido respeito à tua irmã.

    Um dia ela pegou-me na mão, levou-me para a dispensa e disse:
    Não digas a ninguém, mas eu andei com o teu avô.

    Um dia, com os meus 16 anos, em conversa com a minha mãe:
    Mas filha, o meu neto é um rapazinho já crescido e não necessita de usar esse cinto, o que irão dizer as raparigas de idade dele?

    A minha avó!

    Até logo.

    terça-feira, 7 de março de 2006

    Uma pequena dúvida...

    O que havia antes disto?

    segunda-feira, 6 de março de 2006

    Deixemo-nos de merdas!

    Toda a gente sabe que há sempre algo para fazer, sem que se saiba.
    O tempo que se quer dar a um assunto, ou até mesmo o sentido desse assunto, que é dito e retido pelas mesmas individualidades, cegas, ou até mesmo mudas, entre o que dizem e o que fazem está sempre a dois séculos de distância.
    Nós, os pobres coitados, que estamos sempre na ânsia de receber o que se quer ouvir e ter, temos sempre o que eles querem dar, ou falar, sem que nos oiçam ou se preocupem em saber se é isso mesmo que queremos receber, ou se é o oposto, ou até mesmo basta saber se é algo mais para um lado que outro, se é necessário fazer um pequeno ajuste e estaria tudo bem. Bastaria ouvir ou ter a atenção de ouvir, mas não! Não querem ouvir, só querem falar e falar, sem nunca parar, sem nunca perceber que um dia quando se calarem não têm nada, nada resta, só o silêncio, pois quem estava já não está, o que um dia foi, não voltará a ser, e tudo porque não souberam calar-se e ouvir...
    Há-de ser sempre assim, uns falam, outros não ouvem, até que um dia falarão todos ao mesmo tempo, em vozes diferentes, em sons diferentes, dialectos incompreendidos, sem sentido e sem nexo. Será assim ou já é?
    O principio primordial das conversa é o dialogo, duas ou mais pessoas que conversam, trocam ideias, mantém uma conversação, com algum sentido, falando de assuntos que estejam interligados, que compreendam o que estão a dizer e a ouvir. Quanto mais tempo passa, mais acho que se fala sempre em línguas diferentes, mesmo que seja a mesma língua, ou que pareça a mesma língua, mas de facto não é! É mais um conjunto de palavras que juntas formam frases, em que o sentido desconhecemos ou julgamos desconhecer (esta frase é plágio), pois não queremos saber.
    Este é por exemplo é o mesmo caso, estou a comunicar, mas não me estão a ouvir e eu também não, assim sendo, deixemo-nos de merdas e façam um favor, mantenham-se caladinhos!

    Muito obrigado.

    Caso queiram continuar a falar, enviem cassete com os vossos manifestos para um lado qualquer. Muito sinceramente, não sei para onde...

    Linda e o desalinhado

    Linda! Olhos lindos, o cabelo, escuro como a noite, mas brilhante como as estrelas, voz doce, tão doce que encanta, lábios... os contornos, a boca, as palavras, sem grande explicações mas sábias, não sei explicar, as palavras não me fluem, só a minha memória, ficou, ficou e ficou tudo na memória. Esboço um leve sorriso, mas porquê? Não te conheço, não sei quem és, só sei que te vi e que te ouvi. Porque são estas coisa assim? Porque estou sempre fora do tom e desalinhado? Porque imagino coisas onde não existem? Porque quero falar contigo, mas sei que não vou conseguir e não tem a coragem de pedir? Porque me assola o medo de conseguir? Que questões são estas? Serão as de alguém sem rumo? Ou de alguém que sabe o que quer mas está impaciente? Que tem muito para dar, mas não sabe receber, ou ainda ninguém soube dar...
    Sei, que sei, achei-te linda!

    Do desalinhado...

    Quem és? Desculpa, não ouvi bem o teu nome...

    A misteriosa sensação de te ter conhecido,
    do primeiro impacto,
    de saber
    que algo se passa e é bom,
    mas é difícil, nada fácil,
    algo profundo
    como eu gosto,
    doce
    como eu adoro,
    das primeiras palavras,
    de não saber
    como te olhar, sem notares,
    de te observar,
    de estar, sem estar,
    de saber
    o que dizer, mas saber o que fazer.
    De saber
    que te podia ajudar a chegar
    a sentir,
    de saber
    que estás a ser usada, mal amada
    por alguém
    que não te merece, que te esquece
    que não te ouve,
    que te usou e vai usar, que vai-te fazer chorar
    pois tu estás,
    mas há alguém que não está,
    vais ver, vai se assim,
    senti.

    Espero?

    Espero ou não?
    Tinha guardado tudo, aliás, muito bem guardado, tão bem que já me tinha esquecido de algumas coisas. Guardei tudo e pus naftalina por cima, sim, ainda era do tempo em que se usava essas merdas... Mas num dia de tempestade, ouvi-te chorar, pedias ajuda, pensei: Conheço esta voz!
    E como uma força da natureza que não sabemos controlar, acedi ao chamamento.
    Tal como a Natureza, a tua força é fora do comum, não a consigo controlar, não sei controlar, soube uma vez e disse que nunca mais o faria, mas agora... que devia, não consigo. Depois de te enxugar as grossas lágrimas, não resisti, toquei-te, estremeci e desarrumei tudo, tudo o que estava guardado e cheio de cheiro de naftalina, ficou exposto, ao ar, como os lençóis num estendal de uma casa de campo, brancos como a neve, com o cheiro de milhares de flores da Primavera e tudo voltou.
    Como da outra vez, em que as guardei, desta vez há algo que as fazem estar guardadas, a razão é a mesma, mas desta vez ao contrário. Estaremos condenados? Se sim, era melhor saber desarrumar. Se não... espero? O tempo não importa... Mas espero? Já sei, não espero! Não?... Tudo indica que não deva, mas sabes...
    Vou-te ouvir e vou ficando, vou também arrumando tudo de novo, muito devagar, sem grandes pressas, sem ter que o fazer de propósito, sem achar que é melhor o fazer já, vou deixar rolar, como quem lança uma pedra pela encosta e a vê rolar, até a deixar de ver.
    Quem sabe se para a próxima não desarrume tudo, e tu também, mas desta vez que seja de vez.

    quarta-feira, 1 de março de 2006

    Cinco estranhos hábitos

    Aceitando o convite de Bastet do Sol&Tude , que por sua vez tinha-o já sido envidado pela Noite do Ad tempus , desafio esse que trata ser revelado cinco estranhos hábitos a serem lançado a cinco vítimas.
    Primeiramente o regulamento do desafio: "Cada bloguista participante tem de enumerar cinco manias suas, hábitos muito pessoais que os diferenciem do comum dos mortais. E além de dar ao público conhecimento dessas particularidades, tem de escolher cinco outros bloguistas para entrarem, igualmente, no jogo, nãos se esquecendo de deixar nos respectivos blogues aviso do "recrutamento". Ora, este regulamento terá que ser reproduzido, tal qual foi aqui transcrito, no blog da vítima.

    Estes são os meus estranhos hábitos, acreditem ou não, também não quero saber...
    1- Não consigo suportar a dor de cagar.
    2- Tenho sempre a mania que estão duas moscas, e sempre as mesmas, no canto do meu quarto, no canto mais voltado a noroeste.
    3- Sempre que entro no carro de alguém que não conheço pergunto: tem água?
    4- Limpo sempre os pés no tapete da rua antes de sair de casa.
    5- De manhã quando vou tomar o pequeno almoço, e está muito escuro, e muito frio, mesmo que seja tudo minha imaginação, sendo em minha casa ou noutra qualquer, estando eu descalço, ou até mesmo de meias, acompanhado ou acompanhado, isto é claro de cuecas com um buraco ao pé da etiqueta de tanto espreitar, tenho a mania de meter manteiga na torrada, mas não na torrada toda, só de um lado e metade desse lado. Não gosto de misturar sabores.

    E estas são as minha vítimas:
    1. Vamos tirar a carta ao Fred
    2. Extranvanganza ; Insustentável Leveza do Ser
    3. Nuno Markl ; HÁ VIDA EM MARKL
    4. Envenenado
    5. Merrassa

    Já está!

    O famoso 6 35 CSi



    LINDO!!! A primeira vez que vi o vídeo fiquei cansado.

    Informação: a 1ª é para traz e não para a frente como nos carros normais. Alguns carros de competição têm assim a caixa.

    terça-feira, 21 de fevereiro de 2006

    Relativo ao Sr. AA Gill no SUNDAY TIMES na rubrica Table talk

    SUNDAY TIMES

    August 21, 2005


    Table talk
    AA Gill

    I've never been to Portugal, so my prejudices about the salty Iberian appendix are unsullied and uncorrupted by acquaintance. It is with a disinterested authority, therefore, that I can say Portugal is Belgium for golfers, a place so forgettable that the rest of us haven't even bothered to think up a rude nickname for it.

    Portugal is Britain's oldest ally - like that keen exchange student your mother forced you to be nice to, and who turned up in paperweight glasses and national costume. It's also the only colonial power that was given independence by its own colony. Brazil told Lisbon it would just have to stand on its own two feet now, because, frankly, being seen out with it was getting embarrassing. Portugal's colonial reputation was for being overfamiliar with the folk they were ripping off. In fact, there is a theory that the Portuguese only got an empire as a desperate attempt to get laid.

    The world is dotted with plain mates on double dates, countries that are gawkier, hairier, shyer, goofier and less entertaining than their friends. Their main purpose is to make the next-door neighbour look good.
    Obviously, there's Canada, which is the ugly friend of America. New Zealand is the dingo date for Australia. Ulster is the foul-gobbed psycho with a neck tattoo out with lyrical, literate, craicing Eire. But how depressing must it be to be the forgettable one out on a date with Spain? It's a Ladyshave assault course.

    Portugal has been doomed to be the mini-me España. It's Spain that's famous for sailors and discoverers, when, in fact, the Portuguese were better and braver at it. Spain got fascism and Franco; Portugal just got some bloke called Salazar, but nobody noticed. Spain got bullfights, flamenco, Penélope Cruz and Real Madrid; Portugal got golf courses, porto, gout and domestic servants. Name three famous Portuguese who weren't sailors. Or three of your favourite Portuguese dishes. Okay, so there's bacalao (salt cod), those little custard tarts and, erm, another one of those delicious little custard tarts.

    One of the problems with the communal, back-slapping, one-for-all-and-all-for-France Europe is the rock-on relativism (by the way, Portugal is in the EU, isn't it?). We're all supposed to be uniformly good and nice and attractive. We're supposed to believe that everyone's sense of style is equal, that their pop songs are jointly joyous and that everyone's domestic cookery is equally, salivatingly moreish. So in EU-topia, the food of Greece is as wonderful as Italy's, although there's always the proviso that it has to be really, really well made. How many people do you think there are who can make Greek food taste good?
    Very few. And they're all Turks.

    In gallant little Portugal, the food is well meaning and pretty dreadful. And before you say anything, no, I've never had it well made, because I've never found anyone who can be bothered to make it. Salt cod, of course, can be fantastic, but one swallow doesn't make a cuisine. Then there are all those things made with chickpeas. The Portuguese are very fond of pulses, bobbing like buoys in soups of old fatty fat.

    I'm sure if you're born to it, it reminds you of your grandmother's beard and your mother's mop bucket. Portuguese food is heaven if you're Portuguese. But if you come to it with a mild hunger and a choice, it's just a sort of Spanish, but without the shrieking. Dinner of the Dons always seems as if it's therapy to cope with the sensory, religious and emotional overload of being Spanish. Portuguese food, on the other hand, is more your necessary ballast and seasick ammunition for discovering Tierra del Fuego - or being the live-in couple for a rock star in Sussex.

    Tugga is a new Portuguese restaurant on a stretch of the King's Road that is filled with barn-like grub bars, vaguely themed by country - Italy, Spain, Mexico, Thailand.
    Their decor and menus are more style indicators than authentic gastronomic experiences. The King's Road has always been a notoriously difficult place to find anything decent to eat, at least, anything that wasn't at school with your sister. Most of the clients who trawl up and down here in the evening are up from boarding school, clogging the pavement as they do intense and romantic things on their mobile phones.
    I love watching young people on phones; they come alive. Face to face, they're mumbling stroke victims, with all the elegant body language of a beanbag. But give them a handset, and they prance and pose like Margot Fonteyn laying an egg and orate like Hal at Agincourt.

    Tugga is just another in this series of dark rooms, which, I suspect, do most of their business in the bar. The best thing about this one is the wallpaper of gaudy flowers that looks a bit like they've skinned a dead BA aeroplane tail and glued it to the wall. The Blonde says this particular paper is very fashionable at the moment and comes from Scandinavia. Jabberwocky food is now expanding into jabberwocky environments. You get food from Lisbon, wallpaper from Stockholm, wine from Chile, water from Fiji, music from Ibiza, waiters from Poland and a bill from the Cayman
    Islands.

    The menu is short and Iberian, starting off with the Portuguese version of tapas, which is very like the Spanish version of tapas, but without the thumbscrews. This includes that pata negra ham that just is Spanish. The best I can say about Tugga is that it's trying to improve the general food of the area, while providing a base for the coveys of public-school children who have been at a loss for a summer camp since Pucci's, the famous virginity brokerage, closed down.

    This is laudable, but, sadly, this Atlantic-rim food is never going to be fashionable or trendy. And it's not terribly well made. The ham was sweaty and sliced too thick. The salt cod, which ought to be the signature dish, was bland and resistant to swallowing. The chickpea mush was really not edible for pleasure.

    Tugga is going to have a hard time competing with its pounding, tequila-slamming, chip-and-dip, youth-ogling, short-skirted neighbours.
    But then, for Portugal, that's a familiar story.

    _____________________________________________________________________________________
    Eis a resposta dada pelo Director local do ICEP.
    _____________________________________________________________________________________

    Dear Editor,

    We read with interest AA Gill's decimation of the Portuguese nation in the guise of his review on the new Portuguese restaurant in the Kings Road on Sunday 21 August, and were so impressed that Mr. Gill could apparently review our country in such expert detail without ever having actually visited Portugal, we felt compelled to write in.

    The fact that "Senhor" Gill claims that Portugal is 'forgettable' is beyond belief - unless, of course, he has in fact already visited the country but has experienced some kind of unfortunate memory loss. As the 2 million or so UK visitors who chose to holiday in Portugal every year would attest it is, in fact a country of contrasts which appeals to beach lovers, golf players, surf dudes, nature fans and, indeed, epicures alike.
    Whatever your passion, so much of this country is just waiting to be explored by the discerning traveller and to find your vision of the ideal holiday you need only take some initiative, get off the tourist trail, broaden your mind and seek out your corner of European paradise for yourself.

    We also were most bemused reading Mr. Gill's thoughts on Portugal's contribution to the modern world. Apart from our nautical pioneering, there are many Portuguese natives who have made a significant mark in areas of key interest to your readers. Indeed, José Manuel Durao Barroso, who was born and bred in Lisbon, is now President of the European Commission whilst as the well educated Mr. Gill would no doubt be aware, José Saramago won the Nobel Prize for his contributions to literature in 1998.
    Furthermore, Londoners will also know that the Portuguese architects Álvaro Siza and Eduardo Souto de Moura designed this year's Serpentine Gallery Pavilion in Hyde Park whilst one of Portugal's most famous painters Paula Rego, currently has work on show in exhibitions across the UK.

    With these starters out of the way, let us now move to the main course - Portuguese food. Here the claims that food in Portugal is 'well meaning and pretty dreadful' left a slightly sour taste, particularly when the very same "gourmet" freely admits that his own culinary sense of adventure has fallen short of actually taking the short plane journey over to Portugal to experience the delights of this country for himself. After all, if one is to be an expert on how traditional cuisine should best taste, surely there is no substitute for experiencing it on native soil?

    This would also serve the useful purpose of enabling the Gill-ty to learn that this most famous of Portuguese dishes is of course the "bacalhau" and not the Spanish "bacalao", as referred to in the review. And with over 365 different ways of cooking the dish, I'm sure that we could find one method that would take his fancy.

    All that's left is for us to wish AA Gill the best of luck in achieving his ambition of a promotion across to the travel section, although he might do well to learn from his counterparts that there really is no better substitute for researching a destination than to actually visit it - a somewhat unorthodox concept for Mr. Gill to entertain at present, it might appear.


    Yours Sincerely,
    José António Preto da Silva
    Director
    ICEP PORTUGAL
    Portuguese Tourism Office
    Portuguese Embassy
    11, Belgrave Square
    London SW1X 8PP
    tel. 020-7201 6666 - fax. 020-7201 6633
    _____________________________________________________________________________________

    Toma para aprenderes! You English bastard!
    Meus agradecimentos ao Sr. Pedro A.

    quinta-feira, 16 de fevereiro de 2006

    ...

    E SE FOSSEM TODOS PARA O CARALHO!!!

    quarta-feira, 15 de fevereiro de 2006

    Onde estás?

    Image hosting by Photobucket
    Onde foste? Porque não me respondes? Porque não me ouves? Porque não ouves os meus chamamentos? Não me queres ver? Não me queres ouvir? Não me queres falar? Não me queres? Queres que me vá embora? Queres que cante? Queres me ponha de joelhos? Queres que volte mais tarde? Não queres que saia daqui? Quantas horas queres que fique mais aqui? Um dia? Um mês? Um ano? Dois? Estás sozinha? Com quem estás? Posso subir? Te ouvir? Te tocar? Pelo menos, posso-te ver? Porque não abres a janela? Espera lá... mas não é esta a tua janela...

    segunda-feira, 13 de fevereiro de 2006

    Há quem os tenha!

    Image hosting by Photobucket

    Esta é dedicada a todos os que “Os” tenham de pedra, havia quem "Os" tinha de betão.

    quinta-feira, 9 de fevereiro de 2006

    Logo pela manhã.



    É por estas e por outras que o futebol é uma merda!!!

    LINDO!

    quarta-feira, 8 de fevereiro de 2006

    Que sorte!

    Uma formiga a passar a linha do comboio entala um pé, depois de um esforço e a ver o comboio aproximar-se desiste e diz:
    - Que se foda, se descarrilar, descarrilou . . .

    terça-feira, 7 de fevereiro de 2006

    Fiel Jardineiro

    Fui ver à duas semanas:
    Image hosting by Photobucket

    SECA!!! Acho que nunca tinha saído de uma sala de cinema antes de acabar o filme...

    Munique

    Fui ver ontem:
    Image hosting by Photobucket

    Típico filme para Oscares. É muito bom.

    Aconselho.

    O libertino

    Fui ver no Sábado:
    Image hosting by Photobucket

    O Jonhy Depp está cada vez mais apurado. O filme é muito bom, pelo menos eu gostei. Dá a sensação de que se está a ver um peça de teatro.

    Aconselho.

    sexta-feira, 3 de fevereiro de 2006

    Se eu.

    Se eu fosse um cão, a minha baba era sólida.

    Se eu tivesse um canteiro, não plantava nada, deixava que a terra fizesse o seu trabalho. Há que ser ecologista.

    Se eu andasse descalço, gastava mais água.

    Se eu fosse menos gordo, a minha balança podia ser de plástico.

    Se eu não fosse, seria.

    Se eu não usasse soutien, achavam-me uma porca. Se uso, é porque não sou. Pois...

    Se eu entrasse numa corrida de bicicletas, por certo que todos se iam fartar de rir de mim, assim prefiro rir deles e ficar em casa. Mas ando de bicicleta à mesma.

    Se eu fosse menos eu, seria mais outra pessoa e passaria a ser ele, como ele não sou eu e eu não sou ele, serei sempre ou outro que não é ele, mas sim eu. Não é confuso, mesmo nada, é só estúpido.

    Se eu mandasse, enviava um turista Romeno para a Grécia, só para ver como elas mordem!

    Se eu enganasse uma mula, seria muito capaz de fazer um castelo de barro. Porquê? É fácil... Ao enganar uma mula, estou a ser mais cabeça dura que a mula, logo quadrado, etc, etc... Pois, e porquê de barro? Ora o barro é muito utilizado nas construções antigas, em especial as antigas, como se trata de um castelo.
    Mas há outras justificações para o barro, por exemplo o ponto zigue zague nas máquinas de costura.

    Se eu te beijasse, seria capaz de perceber porque te amo tanto.

    Se eu quiser paro já, querem ver?

    quarta-feira, 1 de fevereiro de 2006

    E esta é a última história de hoje.

    Esta não é uma pequena história qualquer, é sim uma qualquer pequena história, conta o dia em que todos a conheceram. Essa diva, essa querida diva, que nos encheu de animo, de amor, de carinho e sobre tudo, de tesão. Não falo de uma qualquer actriz porno, de uma qualquer modelo da Gina, não falo de uma qualquer top model que todos querem comer, não falo da tipa mais gira da revista da La Redoute, falo de uma mulher qualquer, que nos embasbaca, que nos corta a voz, que não nos deixa pensar como deve ser, que nos corta a respiração, que nos torna impotentes de dizer: deixa-me, que nos faz pensar que afinal o universo tem um sentido qualquer. Essa mulher foi-me apresentada hoje.

    Não me lembro do nome dela e sei que nunca mais a vou ver.

    E mais outra pequena história

    Esta é a história de um grande cão, de tão grande ser, passava os dias todos na rua, a vadiar, sem dono, senhor do seu focinho, sem ter que dar justificações a ninguém. Como era muito grande, no que dizia respeito a disputas por cadelas não tinha qualquer tipo de problema, era as queria e não queria. Nasceu e vivia, pelo menos e até há bem pouco tempo, em Sevilha. Fazia grandes corridas até à antiga Expo, local de encontro das grandes matilhas, para apanhar as novas cadelas e desfazer outros cães que já lá se encontrassem. Era temido por todos, um verdadeiro senhor. Fazia-se sempre acompanhar por vários, sempre bem mais pequenos, mas não menos temidos, outros nem por isso, uma verdadeira matilha assassina. Como em todas as histórias, houve aquele dia, e sim, um dia, o nosso grande cão, quando caminhava no passeio em frente da praça de toiros, encontrou um pequeno rato, que lhe disse:
    - Sabes uma coisa, grande cão? Essa fita cor de rosa no pescoço fica-te muito bem, como és alto...

    Mais uma pequena história

    Esta é a história de uma pessoa que se achava muito feia em todo o seu ser, mesmo na alma. Feia, feia e feia. Não podia sair à rua, uma aventura dessa dava direito a duas semanas em casa a espetar agulhas nas pálpebras e a comer peixe fresco, muito cozido.
    Um dia, arriscou e saiu. Era Domingo, Centro Comercial Colombo, pelo sítio e dia, queria suicidar-se e passar o resto dos seus dias em casa. Ainda conseguiu olhar para duas ou três pessoas antes... antes de alguém lhe perguntar:
    - Quem és tu?
    A partir desse dia tirou um curso e agora diz com um grande sorriso:
    - Esta vida é uma merda!
    Casou, teve três filhos, a sua cara metade é intragável, a sobra é do pior, não tem tempo nem dinheiro para nada, mas... mas no entanto, é muito feliz e esta pessoa sente-se agora mais bonita que nunca!