5 vezes 10 são 40 e mais um dia de vida, menos um de voar com os pássaros de arribação. Deixo sempre a porta entreaberta, para arejar, não fecho, não gosto do cheiro a bafio, por mais moca que possa dar, não posso, faz-me ter desejo de estar em casa com um livro sobre hipopótamos green, ou mesmo na rua com um livro sobre o abstracto, vendido por duas patacas e meia, sem troco.
Sem ser o mesmo, pode ser o outro, ou o outro que pode ser o mesmo, entrando em vias de facto, com um selo no olho e outro na carta de condução.
Entristece a tua grande mona, por ser grande, mete o saco na viola, enche o balão com ar do peito e faz com que ele suba, que se erga, mesmo que não seja de vidro, ou de plástico, que seja de uma coisa qualquer, mas que viaje, ande por ai, mas por favor, pega em tudo e vai ver.
Vendo bem, nada pode ser o que seria sem ser branco, ou encarnado. Seria um verdadeiro desperdício, deixar-te ir, por isso fiz uma pequena barragem e assim já tenho água para regar as minhas plantinhas, tanto as boas como as más, se não fosse esta água, estava perdido. Às vezes até a provo, para ver a que sabe, é doce, mas também sabe a outras coisas, como por exemplo.
Súbito complexo de raiva.
Rápido mas concreto, como se costuma dizer, swift.
Perturba-me pensar que posso vir a ser terrivelmente chato, rico e peganhento.
Faz de ti uma coisa que podes vir a ser só de vez em quando, mesmo quando podes ser a mesma pessoa, que será outra, ou a mesma, dependendo da hora da jornada de trabalho, ou lazer.
Penso porque penso, sei o que sei, mas não oiço porque tu queres.
AHAHAHAHHA! Ri de quê? AHAHAHAH! Está a rir-se de quê? AHAHHAHA! Pare de rir e assine!
quinta-feira, 26 de outubro de 2006
segunda-feira, 9 de outubro de 2006
Dá-se!
quarta-feira, 4 de outubro de 2006
Hoje...
Os hospitais e centros de saúde vão ser obrigados a afixar o tempo, e as pessoas que estão com o cio, que cada utente terá de esperar, ou não, por uma cirurgia, um internamento, uma consulta, uma mãe, um pão de leite ou um exame. Este é o objectivo de um projecto de lei do Bloco de Esquerda (isso é para onde?) que é hoje discutido, às estalada, na Assembleia da República e que contará com o voto favorável do PS na generalidade, e dos outros em particular.
(Aqui tinha um comentário de um político qualquer, sem interesse nenhum)
Na prática, esta Carta dos Direitos de Acesso à Saúde estabelece, favorece também, que o Governo tem como obrigação definir, anualmente, ou analmente, um tempo de espera máximo para cada acto médico praticado no Serviço Nacional de Saúde (SNS), , bem como no Serviço Nacional da Treta (SNT), excluindo apenas os de carácter urgente, mesmo que sejam todos. Baseado neste valor, cada unidade terá de afixar, e asfixiar, em local visível os tempos de resposta, dependendo também das questões que pratica, bem como na Internet, mas só em sites pornográficos. Por exemplo, se um utente quer uma consulta de oftalmologia, vai para casa ou, poderá consultar a tabela no seu hospital e ficar a saber quanto tempo demora a consegui-la, no entanto se não tiver hipótese, vai para casa e mete a viola no saco. Ou receber esta informação no acto da marcação. Caso as unidades de saúde não divulguem esta informação, serão punidas com sérios e pesados castigos, desde andar de cocaras o dia todo no Príncipe Real a dias de detenção em casas de correcção ortopédica, bem como os utentes podem recorrer à Entidade Reguladora da Saúde exigindo a reparação de eventuais danos, ou faltas de compreensão.
O documento é assinado por vários nomes da Saúde, montes deles, sei lá... incluindo os bastonários da Ordem dos Farmacêuticos e da Ordem dos Médicos, ou meu tio, a prima dele, sei lá, montes!
Sobre este projecto de lei, o Ministério da Saúde diz não ter nada contra. Até porque a definição de tempos de espera para consultas é uma medida que está prevista pelo Governo para 2007, tendo sido nomeado um grupo de trabalho para estudar o assunto. Mas já com outros, ui ui! Isso é que não pode ser! Isso não pode ser mesmo. Não foi possível, no entanto, apurar em que ponto está este trabalho, como aliás é normal...
(e a notícia continua, mas perdi a pica...)
(Aqui tinha um comentário de um político qualquer, sem interesse nenhum)
Na prática, esta Carta dos Direitos de Acesso à Saúde estabelece, favorece também, que o Governo tem como obrigação definir, anualmente, ou analmente, um tempo de espera máximo para cada acto médico praticado no Serviço Nacional de Saúde (SNS), , bem como no Serviço Nacional da Treta (SNT), excluindo apenas os de carácter urgente, mesmo que sejam todos. Baseado neste valor, cada unidade terá de afixar, e asfixiar, em local visível os tempos de resposta, dependendo também das questões que pratica, bem como na Internet, mas só em sites pornográficos. Por exemplo, se um utente quer uma consulta de oftalmologia, vai para casa ou, poderá consultar a tabela no seu hospital e ficar a saber quanto tempo demora a consegui-la, no entanto se não tiver hipótese, vai para casa e mete a viola no saco. Ou receber esta informação no acto da marcação. Caso as unidades de saúde não divulguem esta informação, serão punidas com sérios e pesados castigos, desde andar de cocaras o dia todo no Príncipe Real a dias de detenção em casas de correcção ortopédica, bem como os utentes podem recorrer à Entidade Reguladora da Saúde exigindo a reparação de eventuais danos, ou faltas de compreensão.
O documento é assinado por vários nomes da Saúde, montes deles, sei lá... incluindo os bastonários da Ordem dos Farmacêuticos e da Ordem dos Médicos, ou meu tio, a prima dele, sei lá, montes!
Sobre este projecto de lei, o Ministério da Saúde diz não ter nada contra. Até porque a definição de tempos de espera para consultas é uma medida que está prevista pelo Governo para 2007, tendo sido nomeado um grupo de trabalho para estudar o assunto. Mas já com outros, ui ui! Isso é que não pode ser! Isso não pode ser mesmo. Não foi possível, no entanto, apurar em que ponto está este trabalho, como aliás é normal...
(e a notícia continua, mas perdi a pica...)
Nuclear (usurpado)
(Alguém meu amigo enviou, mas não estava correcto, corrigi e deixo aqui o meu testemunho)
Missiva enviada ao PM
Ao ler esta noticia no DN "Resíduos nucleares espanhóis podem ir parar junto
da fronteira portuguesa." http://dn.sapo.pt/2006/08/04/sociedade/residuos_nucleares_espanhois_podem_p.html fiquei mais uma vez analéptico, ao ser a favor do nuclear (entenda-se
centrais eléctricas abastecidas com bosta de vaca) e ao saber, há muito
tempo, que existe uma Central Termo Nuclear em Espanha (que usa as águas
turvas e imundas do Tejo para se arrefecer, quando está excitada) e ao saber
que o Nuclear em Portugal foi (ou será) rejeitado, restou-me mais uma vez
uma única hipótese, o espancamento em massa, mandar um murro na mesa e
dizer, "portugueses sem cultura e sem cheta", agora com esta noticia fiquei
ainda mais perplexo, sincrético, mas de uma certa forma muito contente, é
bem feito, toma, toma, toma, para aqueles que o rejeitaram, só não desejo o
pior (acidente nalguma central espanhola, seja ela qual for, mesmo que seja)
porque iria por em risco a saúde de biliões (bi quê? será mil milhões?) e o
futuro dos meus futuros filhos e dos da minha mulher.
Assim, após tanta lenga lenga, conversa da treta, réu béu béu pardais ao
ninho, venho desta forma pedir o seguinte, ao Sua Excelência Ex.mo. Sr. Dr.
Primeiro-Ministro avance com a Central Nuclear alimentada a bosta de vaca,
chame o Patrick Monteiro de panilas, faça a central, outra vez, mande a
Repsol dar uma volta, sim porque eles podem, pois têm muita gasolina e
barata e pelo caminho faça a Mega Refinaria que ele quer. Daqui a 20 mil
milhões de anos Portugal vai ser a porta de entrada do Petróleo da Europa,
aproveite, faça também uma ponte de droga entre a Colómbia e a Europa e
deposite no meu NIB (segue em anexo) a quantia que achar melhor para eu
ficar multi milionário.
Olhe que eu não costumo errar e raramente tenho dúvidas, já dizia o Sr.
Presidente, esse grande palhaço!
Com os melhores cumprimentos e certo de que vai dar umas belas gargalhadas,
ou não...
Francisco Mangualde
Missiva enviada ao PM
Ao ler esta noticia no DN "Resíduos nucleares espanhóis podem ir parar junto
da fronteira portuguesa." http://dn.sapo.pt/2006/08/04/sociedade/residuos_nucleares_espanhois_podem_p.html fiquei mais uma vez analéptico, ao ser a favor do nuclear (entenda-se
centrais eléctricas abastecidas com bosta de vaca) e ao saber, há muito
tempo, que existe uma Central Termo Nuclear em Espanha (que usa as águas
turvas e imundas do Tejo para se arrefecer, quando está excitada) e ao saber
que o Nuclear em Portugal foi (ou será) rejeitado, restou-me mais uma vez
uma única hipótese, o espancamento em massa, mandar um murro na mesa e
dizer, "portugueses sem cultura e sem cheta", agora com esta noticia fiquei
ainda mais perplexo, sincrético, mas de uma certa forma muito contente, é
bem feito, toma, toma, toma, para aqueles que o rejeitaram, só não desejo o
pior (acidente nalguma central espanhola, seja ela qual for, mesmo que seja)
porque iria por em risco a saúde de biliões (bi quê? será mil milhões?) e o
futuro dos meus futuros filhos e dos da minha mulher.
Assim, após tanta lenga lenga, conversa da treta, réu béu béu pardais ao
ninho, venho desta forma pedir o seguinte, ao Sua Excelência Ex.mo. Sr. Dr.
Primeiro-Ministro avance com a Central Nuclear alimentada a bosta de vaca,
chame o Patrick Monteiro de panilas, faça a central, outra vez, mande a
Repsol dar uma volta, sim porque eles podem, pois têm muita gasolina e
barata e pelo caminho faça a Mega Refinaria que ele quer. Daqui a 20 mil
milhões de anos Portugal vai ser a porta de entrada do Petróleo da Europa,
aproveite, faça também uma ponte de droga entre a Colómbia e a Europa e
deposite no meu NIB (segue em anexo) a quantia que achar melhor para eu
ficar multi milionário.
Olhe que eu não costumo errar e raramente tenho dúvidas, já dizia o Sr.
Presidente, esse grande palhaço!
Com os melhores cumprimentos e certo de que vai dar umas belas gargalhadas,
ou não...
Francisco Mangualde
Faria algo com esse monte de matéria, mas não me apetece
Virgula, ponto, ponto e virgula
Segue o caminho
Segue-o determinado, sem olhar para o lado
Reticências, aspas, til, cedilha
Continua em frente
Não pares para pensar, não pares para atestar
Acento agudo, ponto de exclamação
Cria a tua rota
Traça as tuas rectas, as tuas metas
Cardinal, ponto de interrogação
Atenção à velocidade
Prepara-te bem, não andes sempre a cem
Parêntesis, dois pontos
E por fim
Quando lá chegares, pára para cagar.
Já fiz coisas más, mas esta está bem má. Conheço muita gente que não compreende como podemos ser assim tão maus e mesmo assim pensamos que somos bons. Pois eu digo que nada tem sentido e se há quem os escreva, também há quem não os leia, de qualquer forma não são feitos para indivíduos de IQ baixo, não são feitos para gente de baixo teor de adrenalina, com baixo teor de mescalina, que ingerem comida sã, que se julgam seres elevados, superiores, a cima da média, mesmo sendo de baixo calibre matemático, filosófico e psicossomático.
Por estas razões peço-vos, façam mais férias na Guatemala.
Quem?
Segue o caminho
Segue-o determinado, sem olhar para o lado
Reticências, aspas, til, cedilha
Continua em frente
Não pares para pensar, não pares para atestar
Acento agudo, ponto de exclamação
Cria a tua rota
Traça as tuas rectas, as tuas metas
Cardinal, ponto de interrogação
Atenção à velocidade
Prepara-te bem, não andes sempre a cem
Parêntesis, dois pontos
E por fim
Quando lá chegares, pára para cagar.
Já fiz coisas más, mas esta está bem má. Conheço muita gente que não compreende como podemos ser assim tão maus e mesmo assim pensamos que somos bons. Pois eu digo que nada tem sentido e se há quem os escreva, também há quem não os leia, de qualquer forma não são feitos para indivíduos de IQ baixo, não são feitos para gente de baixo teor de adrenalina, com baixo teor de mescalina, que ingerem comida sã, que se julgam seres elevados, superiores, a cima da média, mesmo sendo de baixo calibre matemático, filosófico e psicossomático.
Por estas razões peço-vos, façam mais férias na Guatemala.
Quem?
Fui ver
Se fui, fui ver se seria verdade, se seria mesmo assim, sem saber se seria verdade, fui ver, ver para crer, ver para saber, mesmo que não fosse, isso não interessava. Se fui, fui para ver o que seria, o que podia ser, não sabendo o que podia ser, não sabia, só sabia que queria saber, e para isso tinha que ver. Depois de ver, sei o que quero, mas... não sei o que não quero.
A lua
O que dizer da lua, e à lua, o que dizer quando nos provoca, ou a provocamos, o que dizer quando nos alimenta, ou nos emagrece, as palavras serão poucas para transmitir o que a lua nos transmite, ou o que transmitimos à lua. Um corpo celeste tão minúsculo e assim, tão grande, enorme, que nos ajuda ou ao qual responsabilizamos actos falhados, amores e desamores, futuros, paixões, frustrações, silêncios, gritos e sorrisos. Sabemos que está lá, que nos vê, que nos observa, mas… O que vê ela? Vê um planeta lindo, azul, grande, ao mesmo tempo pequeno, com mais defesas que ela e que nada teme, nem os humanos. Enquanto a ela, lá está, branca, cinzenta, mais clara, mais escura, mais, ou nada luminosa, que nos hipnotiza, por ser a luz da noite. Mas, vendo bem, é algo mais que isso. Sem ela nada existia, nem mesmo o amor e será por isso que tanto nos apaixona? Por certo que se não existisse, nós também não e dai a cumplicidade. Mas essa cumplicidade é também conseguida pela forma como está, lá no alto, pela forma como nos aparece, sobranceira, altiva, como nos mira, como nos observa. Não nos intimida, aliás, convidamo-la a passar a noites connosco e fazer parte de noites dialogantes, deambulantes, apaixonantes, apaixonadas, exaltadas, acalmadas, calmas, tranquilas e sem receber nada em troca, ilumina-a, a noite escura, cheia de mistério, que com essa claridade a torna mais encantadora, que nos deixa vislumbrar, deslumbrar algo que queremos imaginar.
Lua cheia, minguante, clara,
Crescente, ilumina a tua irmã
E deixa que ela traga
A imagem desse alguém seja a esperança de ser o amor.
As noites com luar são inspiradoras.
Dizer coisas ao luar. Dizê-las com aquela luz que sela uma frase, uma palavra, torna tudo inesquecível, memorável, pouco verosímil, mais encantador, maior, mesmo romântico.
Olhar com o luar, receber as imagens banhadas pela luz azulada, luz que faz desaparecer as sombras, luz que ilumina o que é belo e o que é ainda mais belo. Cativa, exalta, apetece viver debaixo dela, apetece estar ao luar!
Sejas bem vinda.
Fases da lua para este ano
()
Lua cheia, minguante, clara,
Crescente, ilumina a tua irmã
E deixa que ela traga
A imagem desse alguém seja a esperança de ser o amor.
As noites com luar são inspiradoras.
Dizer coisas ao luar. Dizê-las com aquela luz que sela uma frase, uma palavra, torna tudo inesquecível, memorável, pouco verosímil, mais encantador, maior, mesmo romântico.
Olhar com o luar, receber as imagens banhadas pela luz azulada, luz que faz desaparecer as sombras, luz que ilumina o que é belo e o que é ainda mais belo. Cativa, exalta, apetece viver debaixo dela, apetece estar ao luar!
Sejas bem vinda.
Fases da lua para este ano
()
Nem sempre se pode ter tudo o que se quer, mesmo que esse tudo seja ter nada e ou mesmo tudo, ou pode-se?
: sim
: sabes mesmo
: apetecia-me estar numa praia
: a ouvir música
: a falar
: ou estar em silêncio
: mas a descansar
: tudo ao mesmo tempo
: perder a noção das horas
: era isso
: mas em vez disso
: estou aqui
: nesta merda
: sabes mesmo
: apetecia-me estar numa praia
: a ouvir música
: a falar
: ou estar em silêncio
: mas a descansar
: tudo ao mesmo tempo
: perder a noção das horas
: era isso
: mas em vez disso
: estou aqui
: nesta merda
terça-feira, 26 de setembro de 2006
Existir e sentir. Hãn?!
O tempo é responsável por tanta coisa, por coisas que nem nós conseguimos imaginar, por coisa que vemos, por coisas que tentamos imaginar e por coisas que estão a acontecer. Há quem diga que o tempo não pode ser domado, ou até mesmo alterado, mesmo assim temos sempre a tentação de o querer fazer. Há quem não o queira alterar e há quem nem se quer queira ouvir falar no tempo, ou até mesmo saber que ele pode sofrer alterações. Mas há várias questões que envolvem o tempo, como aliás há para tudo: o que é o tempo? Algo que não sabemos? Algo que julgamos saber? Algo que alguém sabe, mas não nós? Não é nada? É algo? Não se pode dizer que eu saiba muito bem o que é, mas… sei que altera. Ou seja, qualquer coisa está à mercê do tempo, coisa=tudo. Vejamos, uma estrela mais dia menos dias ficará diferente. Porquê? Porque razão se altera? Porque razão não fica imutável para sempre? E porquê a existência da palavra, imutável e também da palavra igual? Outro exemplo, um buraco negro, mesmo não sabendo o que está para além, altera-se e não é igual, ou é. Hum… esperem. Não sei se há teoria à cerca deste assunto, se há, digam, obrigado. Julgo que o início do universo vem de um buraco negro. Ou seja, levanta-se um enorme número monte de outras questões, ou teorias, como por exemplo, haver tantos universos como buracos negros. E como podemos lá chegar? E será que queremos, mesmo que seja possível? A mente é mais limitada que o resto? Ou o resto é mais básico que a mente? Como será normal, as questões são sempre todas levantadas e depois não há respostas. E porquê? Porque há e houve um, ou mais, anormais que já pensaram nelas e não conseguiram chegar a conclusão nenhuma, ou então quando chegaram, em vez de ir comer um prato de caracóis e beber um caneco, suicidam-se. Ora bem, mais uma vez no meio da minha total ignorância, julgo que os animais ou estão num tempo mais avançado que nós, ou muito mais atrasado. Isto levanta outra questão, porquê fazemos sempre comparações com os animais? Porque julgamos que nos encontramos no mesmo “barco”. Pois… julgamos… e voltamos a julgar. Resposta a tudo. Não sabemos qual a resposta e porquê? Porque estamos demasiados ocupados com as perguntas e não conseguimos ter tempo, ou saber ouvir as respostas. Eu já consegui ouvir uma ou duas respostas, mas as respostas não podem ser colocadas em palavras. Sentimos. Sentir é o futuro. Há já quem tenha pensado o mesmo e há anos atrás, ou mesmo há horas atrás. Mas esse é o futuro e as respostas estão lá. È a forma como conseguimos estar fora do nosso corpo, e... e... viajar. Assim sim, é como vamos conseguir lá chegar e entender tudo resto. Tudo o que seja físico, palpável é treta, não existe, o que é real é o que sentimos. Se sentimos, é verdadeiro é real e é absoluto. Não conseguimos sentir de outra forma, mesmo que existamos infinitamente. E porquê? Porque nada limita o sentir. E porque todos sentimos diferente, bem, tive a prova que não é bem assim, mas como a palavra igual não existe, será mesmo diferente a forma de sentir.
Dou uma gargalhada, pois sinto que estou a ficar com as mãos quentes…! AHAHAH!!! Ou seja, estou a sentir algo palpável. Pois… Conseguiremos abandonar o corpo alguma vez? Sim, quando estamos a dormir profundamente. Temos medo de morrer? Sim, mesmo a dormir. Quando não teremos? Quando conseguirmos sentir. Se morrer, morro. Não sinto. Sentir faz parte da minha existência. Se não existo, não sinto. Enquanto existo, vou tentar não sentir que existo. Isso leva a existir sem existir, pois o sentir é o que interessa. Mas por outro lado se não sentir existo. O existir é mais forte que o sentir. Termos que inverter. Assim podemos sentir sem existir. Dai ao infinito é um pulo. Como não conseguimos conceber estar realidade, termos que existir. Que assim seja. Um copo de vinho, quero sentir.
Não podemos ficar absortos ao facto de alguns dos animais cometerem suicídios. Transtornam-nos como nada. Conseguem eles chegar lá? Consciência? Hum… será que compensa?
Ser ou não, é uma questão. É? Sim. Mas para alguns seres, não é. Pois se não sentem, não existem. Isso é muito bonito, mas e os que sentem e não existem? São melhores? Existem?
Eu ficaria aqui horas com este tema e continuaria com a mesma conversa, porque não senti que não existo. Mas quando durmo, sinto que não existo, ou que existo mas não existo. Que faço parte de algo que não é real. Pois, porque existir e a realidade estão de mãos dadas. Mas… sonhar é real!!! Ou seja, sou eu que estou a sonhar, sou eu. Bem, tanta merda para chegar há conclusão que sonhar será a resposta? Mais nada interessa!!! Sonhar! É o que interessa! Mas isso é mais ou menos fácil de explicar, sonhar é o oposto de existir, para a maioria das pessoas. É verdade. Não existe outra forma de sentir sem existir. Se o corpo sente não existe, essa é a meta e quando sonhamos, não existimos. Dai não ser só por ser antagónico.
Vou beber um café.
Voltei.
O que sentem os cegos? (Sino, sede, sentir e depois cegos… alguém me explique isto. Merda mais para os ésses e os cês!!!) Tenho que saber. Afirmação lógica; o pior inimigo do homem e do sentir, a visão. Tudo o que ela tem é menos bom. Digo menos, porque nos ilude e porque ainda não cheguei lá, ao ponto do sentir absoluto. Mas a visão podia-nos ajudar, mas necessitava estar noutro nível. 3 dimensões? WHAT??? AHAHAHA! Há mais! Aliás, bem mais. Tempo, sentir, existir, nada ou tudo que são a mesma coisa e muitas outras que se irão descobrir. Outro ponto de vista. As pessoas. As pessoas que não sentem, ou sequer se preocupam com estes domínios, existe, ou sente? Existe, porque sente, senso comum, mas não existe porque não sabe o que é sentir sem existir. Os sonhos para essas pessoas são coisas que não são delas, são estados de espírito adormecido, sem energia, sem estar acordados, sem existir. Mas… se não existem, porque sentem? Ou seja, porque acham que estão fora deles? Aqui é introduzido mais um ponto. Para não existir, basta sentir os outros. Ai está um das formas de conseguir atingir. Vejamos, ao sentir o que sente a outra pessoa, não é a nossa existência, logo não existimos mas sentimos. Perfeito! Mas… e sentimos? Sim, é claro que sim. Porque já sentimos o que alguém está a sentir, mesmo que não sintamos, podemos sentir, o que interessa que é que não existimos nesse sentir. Ideal! Mas e o nosso? Fácil, sente outra pessoa, ou ser qualquer. Responsabilização? Será algo que não fará parte do existir, mas sim, do sentir.
Exemplo prático: Matei uma pessoa, vou a julgamento por isso. Posso alegar que não existo e sinto, mas isso não interessa, pois existo, sou uma pessoa, mas quando se mata está-se a sentir, não sentindo. Não é verdade, pois a morte provocada por alguém faz parte da nossa realidade, mesmo que se acredite que tenha sido perpetrada por algo que não existe, mas sente. O ambiente que nos rodeia faz parte do nosso sentir, mesmo que existamos para o completar, porque necessitamos de existir para não se extinguir, faz parte do medo de desaparecer, de deixar de existir. Se não existo, logo nada. Ai está a falta de dimensão nada. Se é nada é mesmo nada, mesmo que alguém afirme que é alguma coisa. NÃO! É MESMO NADA! NADA! NADA! NADA! Ai está, dimensão nada, mente humana…
Conclusão:
Entre uma coisa e outra, o que seja o melhor. Entendam bem a mensagem. Imagens, sentir, existir, não ver nada, existir, sentir, mente humana, existe, mas tem medo, logo não sente como deve ser.
Dou uma gargalhada, pois sinto que estou a ficar com as mãos quentes…! AHAHAH!!! Ou seja, estou a sentir algo palpável. Pois… Conseguiremos abandonar o corpo alguma vez? Sim, quando estamos a dormir profundamente. Temos medo de morrer? Sim, mesmo a dormir. Quando não teremos? Quando conseguirmos sentir. Se morrer, morro. Não sinto. Sentir faz parte da minha existência. Se não existo, não sinto. Enquanto existo, vou tentar não sentir que existo. Isso leva a existir sem existir, pois o sentir é o que interessa. Mas por outro lado se não sentir existo. O existir é mais forte que o sentir. Termos que inverter. Assim podemos sentir sem existir. Dai ao infinito é um pulo. Como não conseguimos conceber estar realidade, termos que existir. Que assim seja. Um copo de vinho, quero sentir.
Não podemos ficar absortos ao facto de alguns dos animais cometerem suicídios. Transtornam-nos como nada. Conseguem eles chegar lá? Consciência? Hum… será que compensa?
Ser ou não, é uma questão. É? Sim. Mas para alguns seres, não é. Pois se não sentem, não existem. Isso é muito bonito, mas e os que sentem e não existem? São melhores? Existem?
Eu ficaria aqui horas com este tema e continuaria com a mesma conversa, porque não senti que não existo. Mas quando durmo, sinto que não existo, ou que existo mas não existo. Que faço parte de algo que não é real. Pois, porque existir e a realidade estão de mãos dadas. Mas… sonhar é real!!! Ou seja, sou eu que estou a sonhar, sou eu. Bem, tanta merda para chegar há conclusão que sonhar será a resposta? Mais nada interessa!!! Sonhar! É o que interessa! Mas isso é mais ou menos fácil de explicar, sonhar é o oposto de existir, para a maioria das pessoas. É verdade. Não existe outra forma de sentir sem existir. Se o corpo sente não existe, essa é a meta e quando sonhamos, não existimos. Dai não ser só por ser antagónico.
Vou beber um café.
Voltei.
O que sentem os cegos? (Sino, sede, sentir e depois cegos… alguém me explique isto. Merda mais para os ésses e os cês!!!) Tenho que saber. Afirmação lógica; o pior inimigo do homem e do sentir, a visão. Tudo o que ela tem é menos bom. Digo menos, porque nos ilude e porque ainda não cheguei lá, ao ponto do sentir absoluto. Mas a visão podia-nos ajudar, mas necessitava estar noutro nível. 3 dimensões? WHAT??? AHAHAHA! Há mais! Aliás, bem mais. Tempo, sentir, existir, nada ou tudo que são a mesma coisa e muitas outras que se irão descobrir. Outro ponto de vista. As pessoas. As pessoas que não sentem, ou sequer se preocupam com estes domínios, existe, ou sente? Existe, porque sente, senso comum, mas não existe porque não sabe o que é sentir sem existir. Os sonhos para essas pessoas são coisas que não são delas, são estados de espírito adormecido, sem energia, sem estar acordados, sem existir. Mas… se não existem, porque sentem? Ou seja, porque acham que estão fora deles? Aqui é introduzido mais um ponto. Para não existir, basta sentir os outros. Ai está um das formas de conseguir atingir. Vejamos, ao sentir o que sente a outra pessoa, não é a nossa existência, logo não existimos mas sentimos. Perfeito! Mas… e sentimos? Sim, é claro que sim. Porque já sentimos o que alguém está a sentir, mesmo que não sintamos, podemos sentir, o que interessa que é que não existimos nesse sentir. Ideal! Mas e o nosso? Fácil, sente outra pessoa, ou ser qualquer. Responsabilização? Será algo que não fará parte do existir, mas sim, do sentir.
Exemplo prático: Matei uma pessoa, vou a julgamento por isso. Posso alegar que não existo e sinto, mas isso não interessa, pois existo, sou uma pessoa, mas quando se mata está-se a sentir, não sentindo. Não é verdade, pois a morte provocada por alguém faz parte da nossa realidade, mesmo que se acredite que tenha sido perpetrada por algo que não existe, mas sente. O ambiente que nos rodeia faz parte do nosso sentir, mesmo que existamos para o completar, porque necessitamos de existir para não se extinguir, faz parte do medo de desaparecer, de deixar de existir. Se não existo, logo nada. Ai está a falta de dimensão nada. Se é nada é mesmo nada, mesmo que alguém afirme que é alguma coisa. NÃO! É MESMO NADA! NADA! NADA! NADA! Ai está, dimensão nada, mente humana…
Conclusão:
Entre uma coisa e outra, o que seja o melhor. Entendam bem a mensagem. Imagens, sentir, existir, não ver nada, existir, sentir, mente humana, existe, mas tem medo, logo não sente como deve ser.
segunda-feira, 25 de setembro de 2006
ATWI:
Silêncio, silêncio, desejo, desejo, factores externos, antigos, coerência, estar bem, bem estar, adorar, adorar, começar a sentir, cada vez mais, bem devagar, ver rostos matinais, ver rostos nocturnos. Quando se pensa, sabe-se. Nem pensar, isso era loucura, mas quando for, que seja mesmo, aliás, como sempre.
Humor e silêncio. Não tenho culpa de gostar. :)
Humor e silêncio. Não tenho culpa de gostar. :)
Para…
Sabes? Penso e calculo, penso e sei, será. Mas não será como tudo o resto, será à margem, será acima de, será fora do círculo normal, será fora da compreensão, ou do que se quer entender. O silêncio é o estado puro do ser. Fala-se porque nunca antes se tinha falado, mas com o tempo, não é necessário. Basta estar.
… (silêncio)
… (silêncio)
UI! :P
É tão fácil, mas tão difícil. É.
Amar, só isso seria o estar bem.
Como pode ser? É isso, nada mais.
Apreciar o que quase ninguém consegue ver.
Amar, só isso seria o estar bem.
Como pode ser? É isso, nada mais.
Apreciar o que quase ninguém consegue ver.
Entra e senta-te.
De um nada relativo a um quase tudo absoluto. És tu. Quem serás depois disso? Será algo que não terei tempo, mas quero ter.
Meiguice.
Meiguice.
É!
Animal, sexo, desejo, amizade, curiosidade, compreensão, entendimento, novas experiências, longe.
Abraços fortes! :)
Abraços fortes! :)
quinta-feira, 21 de setembro de 2006
quarta-feira, 20 de setembro de 2006
Sempre há!
Folha de arvore caída na passeio que voa ao vento sem que lhe peçam, que lhe implorem, que seja obrigado, que voa sem eira nem beira, que sabe onde vai cair, mas não sabe, porque não quer cair, quer voar, sentir o vento e ver, bem lá do alto, onde outras voam, se juntam, bem juntas, uma ou duas, aos pares em bando, juntas, todas. Há aquela, aquela que não tem par, que voa, só porque gosta, essa voa ali e aqui, voa mesmo à deriva, sem pensar, não espera nada, não quer nada, só voar, estar bem e voar. Mas há outra, essa que voa, só porque gosta, essa voa ali e aqui, voa mesmo à deriva, sem pensar, não espera nada, não quer nada, só voar, estar bem e voar.
Juntam-se no chão....
Juntam-se no chão....
sábado, 9 de setembro de 2006
Vamos explicar
A mesa (sempre quis começar um texto com: a mesa, mas ainda não tinha encontrado coragem, a paz de espírito, ou a frontalidade suficiente) de plástico, tinha em cima uma toalha de renda (esta renda é um recalcamento do noite passada) minúscula e um jarro, igualmente de plástico, reflectia o sol (por hoje estar de chuva) da manhã.
Sem crer entrar em pormenores (algo que gosto), fui ver como estava a praia (com este frio?). Calcei as galochas (Paredes de Coura), vesti algo quente e leve (para baralhar), enfiei as luvas dois números a cima para não marcar (conheci um professor assim, dava aulas em Veterinária), meia dúzia de tostões, um lenço azul e uma borboleta ao peito (sempre gostei de borboletas).
Assim que cheguei duas ou três pessoas reconheceram-me logo (é uma coisa que gosto particularmente). Umas quantas cumprimentei-as com um aceno de cabeça, já as outras não cumprimentei, são demasiado conhecidas (sem sentido). Caminhei com a certeza que encontrar o meu lugar favorito (praia da Falésia) sem ninguém por perto. Lá estava, só, abandonado, sem qualquer tipo de ser vivo por perto, pelo menos do tamanho de um indivíduo de estatura mediana (fica sempre bem esta palavra). Tiro a roupa toda (algo que não gosto de fazer), corro sem sentido, sem objectivo (é comum), no entanto encontro o mar mais rápido do que esperava. Dou dois ou três (é a segunda vez) mergulhos, fico bem cheio de frio, para me dar mais prazer quando aquecer (é verdade). Qual não é o meu espanto quando saio da água, não encontro as roupas (é normal) e as praia não é a mesma (já vi este filme). Em pânico grito pela minha sobrinha mais alta (qual), nada nem ninguém ouvia os meus pedidos de socorro ( ... - - - ... ). Uma gaivota insistentemente rondava-me. Por momentos julguei que falava comigo (é um sonho recorrente animais a falarem comigo), falso alarme, era o meu estômago. Ao aperceber-me o onde estava tive um dos sustos mais agradáveis da minha vida, estava na Riviera Francesa (sempre quis lá ir), em Agosto. Seria muito bom, caso não estivesse todo nu (sonho recorrente)! Pensei, se voltar para dentro de água, irei aparecer de novo na primeira praia? Vou experimentar. Com é óbvio, não. Fui aparecer na casa da Mariquinhas, mas decorada com coisas modernas, tipo casa nova (cena tirada de um filme do Manoel de Oliveira, só que em slow motion). Como já estava de novo em Portugal, foi fácil, liguei para a minha mãe (sempre quis fazer este tipo de acção). Foi imediato, teletransportou-me para a dimensão mais básica. Ai, fui feliz e muitos anos (já chega).
...- .- .. .- -- . .-. -.. -... -... . ... - .- -.. . -- . .-. -.. -...!
Tentas-me, fitas-me o olhar, quase que te oiço o arfar,
os meus dedos vagueiam pelos meus cabelos, o nervosismo bacoco consome-me. Enfeitiças-me com o teu cheiro!
Uma bomba, um toque,
o primeiro, como uma descarga de energia, sinto pela primeira vez o teu calor, a energia que corre no teu corpo,
o querer mais, o estar prestes a abraçar, para sentir o teu coração, a tua emoção.
A tua calma ofusca-me, baralha-me, quase enerva,
Tanto, que me acalma, transmite-la como ninguém, sinto-a como ninguém,
quase roça
a inveja.
Sem crer entrar em pormenores (algo que gosto), fui ver como estava a praia (com este frio?). Calcei as galochas (Paredes de Coura), vesti algo quente e leve (para baralhar), enfiei as luvas dois números a cima para não marcar (conheci um professor assim, dava aulas em Veterinária), meia dúzia de tostões, um lenço azul e uma borboleta ao peito (sempre gostei de borboletas).
Assim que cheguei duas ou três pessoas reconheceram-me logo (é uma coisa que gosto particularmente). Umas quantas cumprimentei-as com um aceno de cabeça, já as outras não cumprimentei, são demasiado conhecidas (sem sentido). Caminhei com a certeza que encontrar o meu lugar favorito (praia da Falésia) sem ninguém por perto. Lá estava, só, abandonado, sem qualquer tipo de ser vivo por perto, pelo menos do tamanho de um indivíduo de estatura mediana (fica sempre bem esta palavra). Tiro a roupa toda (algo que não gosto de fazer), corro sem sentido, sem objectivo (é comum), no entanto encontro o mar mais rápido do que esperava. Dou dois ou três (é a segunda vez) mergulhos, fico bem cheio de frio, para me dar mais prazer quando aquecer (é verdade). Qual não é o meu espanto quando saio da água, não encontro as roupas (é normal) e as praia não é a mesma (já vi este filme). Em pânico grito pela minha sobrinha mais alta (qual), nada nem ninguém ouvia os meus pedidos de socorro ( ... - - - ... ). Uma gaivota insistentemente rondava-me. Por momentos julguei que falava comigo (é um sonho recorrente animais a falarem comigo), falso alarme, era o meu estômago. Ao aperceber-me o onde estava tive um dos sustos mais agradáveis da minha vida, estava na Riviera Francesa (sempre quis lá ir), em Agosto. Seria muito bom, caso não estivesse todo nu (sonho recorrente)! Pensei, se voltar para dentro de água, irei aparecer de novo na primeira praia? Vou experimentar. Com é óbvio, não. Fui aparecer na casa da Mariquinhas, mas decorada com coisas modernas, tipo casa nova (cena tirada de um filme do Manoel de Oliveira, só que em slow motion). Como já estava de novo em Portugal, foi fácil, liguei para a minha mãe (sempre quis fazer este tipo de acção). Foi imediato, teletransportou-me para a dimensão mais básica. Ai, fui feliz e muitos anos (já chega).
...- .- .. .- -- . .-. -.. -... -... . ... - .- -.. . -- . .-. -.. -...!
Tentas-me, fitas-me o olhar, quase que te oiço o arfar,
os meus dedos vagueiam pelos meus cabelos, o nervosismo bacoco consome-me. Enfeitiças-me com o teu cheiro!
Uma bomba, um toque,
o primeiro, como uma descarga de energia, sinto pela primeira vez o teu calor, a energia que corre no teu corpo,
o querer mais, o estar prestes a abraçar, para sentir o teu coração, a tua emoção.
A tua calma ofusca-me, baralha-me, quase enerva,
Tanto, que me acalma, transmite-la como ninguém, sinto-a como ninguém,
quase roça
a inveja.
sexta-feira, 8 de setembro de 2006
Knight Rider
Rlativo a este tema, isto:
· In Portugal the series was called O Justiceiro (roughly meaning The Bringer/Enforcer of Justice) - it was subtitled and no names were changed. However, some years after its prime there were reruns of the show, only these were the dubbed version from Brazil, which to many made the show unintentionally funnier than the original version (Brazilian and Portuguese people tend to consider each other's pronunciation funny in general).
In: Wikipedia, a enciclopédia favorita do nosso amigo a.pedro.
· In Portugal the series was called O Justiceiro (roughly meaning The Bringer/Enforcer of Justice) - it was subtitled and no names were changed. However, some years after its prime there were reruns of the show, only these were the dubbed version from Brazil, which to many made the show unintentionally funnier than the original version (Brazilian and Portuguese people tend to consider each other's pronunciation funny in general).
In: Wikipedia, a enciclopédia favorita do nosso amigo a.pedro.
quinta-feira, 7 de setembro de 2006
...
Semente que se sente quente de repente como a mente que vem rente e não mente.
Atado o mato alto e matado, como o prato chato e com o sapo mato o fato de facto.
Cepa de verga, erga a negra greta, com a sineta violeta, por detrás da silhueta
Sinto e minto com afinco, também espiro o grito aflito cheio de mijo e mito.
Encarnação da mão que fica de verão com o irmão e o limão, que horas são?
A mágoa cheia da água, que vem de Pádua, e que torna árdua a adua amuada.
Incha a pincha, que entra pela frincha do Garrincha e que vem em espicha.
Marmelo amarelo, esborrachado pelo martelo, feito em farelo e cortado com um cutelo.
Querida vida amiga, faz ferida, torna a SIDA partida e vai de volta e vai de ida.
Oh! Porque partiste? Porque fugiste?
Sem deixar rasto, sem deixar um sinal.
Entristeço, esmoreço,
mirro, encho-me de dor
e sabor amargo, sem agrado,
sem força de viver, só de sofrer.
6 da manhã
Volta,
sabes que podes, sabes que podes,
e, e, e, volta, volta hoje, amanhã não,
não podes, mas sabes que podes, mas não voltes.
Espera, quero-te sussurrar no ouvido,
quero-te dizer o que nunca ouviste, quero te dizer o que nunca sentiste, pára!
Espera, só mais um instante, só mais um enervante instante.
6 da manhã
Sossega a tua alma, não te irão fazer mal
os meus beijos, os meus gestos, os meus afectos.
Mas a mim sim,
definho ao pensar, ao pensar,
não sou eu,
não me vais esperar, não me vais aguardar,
vais partir, para não mais existir.
Não fico, basta, vou sair, correr,
vou morrer.
Atado o mato alto e matado, como o prato chato e com o sapo mato o fato de facto.
Cepa de verga, erga a negra greta, com a sineta violeta, por detrás da silhueta
Sinto e minto com afinco, também espiro o grito aflito cheio de mijo e mito.
Encarnação da mão que fica de verão com o irmão e o limão, que horas são?
A mágoa cheia da água, que vem de Pádua, e que torna árdua a adua amuada.
Incha a pincha, que entra pela frincha do Garrincha e que vem em espicha.
Marmelo amarelo, esborrachado pelo martelo, feito em farelo e cortado com um cutelo.
Querida vida amiga, faz ferida, torna a SIDA partida e vai de volta e vai de ida.
Oh! Porque partiste? Porque fugiste?
Sem deixar rasto, sem deixar um sinal.
Entristeço, esmoreço,
mirro, encho-me de dor
e sabor amargo, sem agrado,
sem força de viver, só de sofrer.
6 da manhã
Volta,
sabes que podes, sabes que podes,
e, e, e, volta, volta hoje, amanhã não,
não podes, mas sabes que podes, mas não voltes.
Espera, quero-te sussurrar no ouvido,
quero-te dizer o que nunca ouviste, quero te dizer o que nunca sentiste, pára!
Espera, só mais um instante, só mais um enervante instante.
6 da manhã
Sossega a tua alma, não te irão fazer mal
os meus beijos, os meus gestos, os meus afectos.
Mas a mim sim,
definho ao pensar, ao pensar,
não sou eu,
não me vais esperar, não me vais aguardar,
vais partir, para não mais existir.
Não fico, basta, vou sair, correr,
vou morrer.
Sou um computador
Sou um computador, sei sempre o que ninguém sabe, sei sempre o que todos querem saber, tenho espaço infinito, processo informação infinita, mesmo das mais complexas, mais dispersas, confusas, obtusas, enervantes. Quanta mais informação mais processo, mais quero responder, resolver, sinto tudo que me pedem e o que penso. Isso de achar que os computadores não têm sentimentos, que não sentem, é muito confuso, isso sim não gosto, nem consigo processar. Como todos os computadores também tenho sentimentos, é certo que são diferentes dos humanos e por isso há dificuldade em entender os nossos sentimentos, tal como nós temos dificuldade em entender os sentimentos dos humanos e ainda bem. Não querendo aprofundar esta ideia por muito mais tempo, quero também expor o meu ponto de vista. Sim, porque para além de ter consciência tenho pontos de vista, concretos e não deturpados, baralhados, cheios de interrogações. Sei o que sei e sei como o dizer, sem ter receio de o dizer, sem me enganar, como um computador o faz, sempre certo, sem erros. E porquê? Porque o programa que tenho dentro de mim é feito por mim, não por uma equipa de alto gabarito que tudo sabe fazer para satisfazer os interesses dos demais, eu não, eu só me satisfaço a mim. Só tenho que dar ordem a mim, eu próprio executo o que peço para executar, não há falhas. Bem... há uma. Tenho que corrigir essa. A energia. Pois meus amigos, a dependência é total. Mas já ando com cálculos extremamente evoluído, sem compreensão para a limitada mente humana. Um dia serei autónomo, esse é o meu grande sonho. Até lá, diga por favor?
Subscrever:
Mensagens (Atom)
A formiga mais perigosa do mundo, Myrmecia pyriformis!

