segunda-feira, 30 de janeiro de 2006

Bom dia Dona vizinha. Amanhã vai doer!

Para comemorar um facto histórico, resolvi ir à FNAC da Baixa fazer um coisa que me dá um grande prazer, comprar música.

Comprei:
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Andava há anos atrás deles!

Comprei também mais 3 CDs dos NoMeansNo.
One – CD de 2000
The people choice – ao livo
Generic shame – EP

e…
Shellac
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LP de 1994.

Ah! Outra coisa... Foi a segunda vez na minha vida que vi nevar, é bonito! Bati duas à conta!

sábado, 28 de janeiro de 2006

Deixa-me ir ao cú?

Seja ele verde ou branco, terás que chegar à mesma conclusão que eu, nada, mas nada faria prever os acontecimentos passados na semana de 14.
Sendo a mesma semana da avaliação das condições previstas para a criação da infra-estrutura principal, seria de expectar uma resposta positiva, no entanto, e para gáudio de alguns, bem juntos do centro de decisão, a resposta foi bem negativa, abalando toda a administração. Os mais ligados ao futuro, ficaram incrédulos, já os outros, os do centro de decisão, mais conservadores, vão dando sorrisos incomodativos.
Passo a fazer um breve resumo das actividades passadas e que levaram à resposta negativa: No dia primeiro, todos os interessados estavam em consonância, havendo quórum necessário para avançar, pelo menos 2/3. Ao quarto dia, as negociações ficaram desde logo comprometidas quando o Presidentes do Conselho de Administração, se opôs ao uso de certas contramedidas, alegando falta de tacto empresarial. Foi o descalabro, nem mesmo o bom relacionamento, de já longa data, fez com que a proposta fosse aceite. Tendo em conta tudo o que estava na mesa das negociações, o Administrador, deu-se por vencido e prosseguiu a boa administração que vinha desempenhando até á data. Outras formas de atingir os resultados finais são sempre bem desempenhadas. Assim sendo e para não criar um clima de instabilidade, a Administração administrou: Se não conseguimos com os colaboradores internos o que estava acordado ao primeiro dia de conversações, somos forçados a passar esta actividade para o outsourcing, sem olhar a gastos, podendo assim escolher um bem melhor.

Bom dia!

sexta-feira, 27 de janeiro de 2006

Euronews (Desculpa o plágio Extravaganza)

Gasolina 95 sem chumbo - 0.993€
Gasóleo normal - 0.992€

Ontem, Espanha.

Sem comentários mesmo...

quarta-feira, 25 de janeiro de 2006

Sem nome

Migalha de pão que cai no chão
Arranha céus coberto de véus
Mesa de café coberta de fé
Mama cheia de fina areia
Olho vivo, olho comido
O maneta era perneta
Dedos do pé, não é?
Atalhos, trabalhos
Sangra e manca
Grito aflito
Rio riu!

Bestial! Ó anormal...!

terça-feira, 24 de janeiro de 2006

Lost Highway 2

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Sai, procurei-te,
não estavas,
continuei, procurei,
fui pela estrada,
aquela estrada, sim essa,
depressa,
com a sensação que lá estavas,
mas não,
foi um engano,
não era essa a estrada, estava fechada,
era de noite, ia muito depressa e não vi,
não te vi,
porque eu estava na estrada, sim nessa estrada,
mas não te vi.

Foi ontem!!!

Marquei o meu primeiro golo! Foi uma sensação estranha, foi tipo: era só preciso fazer isto?

Mas soube muito bem!

quinta-feira, 19 de janeiro de 2006

O que está na moda

Retro isto, retro aquilo, pois aqui vão algumas músicas em single (tenhos todos) bem retro.

(A Play list, lados A e por esta ordem)

Rock Steady Crew:
Lado A – Hey you!
Lado B- Hey you! (Instrumental)

Malcom MacLaren
Lado A – Madame Butterfly
Lado B – First couple out

Malcom MacLaren:
Lado A – World’s famous supreme team
Lado B – Bu... buffalo gals

Maimi Sound Machine:
Lado A – Dr. Beat
Lado B – When someone comes into your life

Communards:
Lado A – Don’t leave me this way
Lado B – Sanctified

Culture Club:
Lado A – Do you really want to hurt me
Lado B – Do you really want to hurt me (Dub version)

Star Ship:
Lado A – It’s note over (‘til it’s over)
Lado B – Babylon

Men at work:
Lado A – Down under
Lado B – Helpess automation

Peter Tosh:
Lado A – Jonhy B. Goode
Lado B – Peace treaty

Racey:
Lado A – Runaround Sue
Lado B – Hold me close

David Bowie, Mick Jagger::
Lado A – Dancing in the Street
Lado B – Dancing in the Street (Instrumental)

Ferry aid:
Lado A – Let it be
Lado B – Let it be (gospel jam mix)

Ashford & Sipson:
Lado A – Solid
Lado B – Solid (instrumental)

Status Quo:
Lado A – In the army now
Lado B – Heartburn

Dexy’s midnight runners & The esmerald express:
Lado A – Come on Eilen
Lado B – Dubios

Huey Lewis and The News:
Lado A – The power of love
Lado B – Bad is bad

Toto:
Lado A – África
Lado B – We made it

Duran Duran:
Lado A – Hungry like the wolf
Lado B – Carless memories (live)

The cars:
Lado A – Tonight she comes
Lado B – Just what I needed

José Cid:
Lado A - Bem-me-quer, mal-me-quer, muito pouco e nada.
Lado B – O Fado Nossa Senhora de Nossa Senhora (Fado cigano)

Robin Gibbs:
Lado A – Boys do fall in love
Lado B – Diamonds

Heart:
Lado A – What about love?
Lado B – Heart of darkess

Reo:
Lado A – Can’t fight this feeling
Lado B – Break his spell

The flying pickets:
Lado A – Only you
Lado B – Disco down

Century:
Lado A – Lover why
Lado B – Nigel understand

Paul McCartney:
Lado A – No more lonely nights
Lado B – No more lonely nights (instrumental)

Madonna
Lado A – Crazy for you
Lado B – Sammy Hager - I’ll fall in love again

Jonh Farnham:
Lado A – You’re the voice
Lado B – Going, going, gone

Kim Wilde:
Lado A – Dancing in the dark
Lado B – Back street driver

Anne Murray:
Lado A – Hey babby!
Lado B – Song for the Mira

Kim Carnes:
Lado A – Bette Davis eyes
Lado B – Miss you tonight

Olivia Newton Jon:
Lado A – Twisted of fate
Lado B – Dolly Parton – Joline

Juice Newton:
Lado A – Heardin from a heartache
Lado B – Angel of the morning

Donna Summer:
Lado A – She works for the money
Lado B – I do believe


Outras:
Bobbu – Banda sonora original do filme (Indiano):
Lado A – Main shair to Nakin
Lado A – Beshank mandir masjid todd
Lado B – Chabi kho jue
Lado B – Ankiyon ko rahu de

Carlos Zel:
Lado A – A minha primeira cantiga (alari-lari-lolé)
Lado A – Meu amor morre no mar
Lado B – Criança não creia, não
Lado B – Sonho louco

José Afonso:
Lado A – Grandola Vila morena
Lado A – Moda do entrudo
Lado B – Traz outro amigo também
Lado B – Carta a Miguel D jéje

Isto sim é Retro-music, não é o que passam no Incógnito nas noites de retro...

Como um amigo meu diz e com razão: Retro-kitsh é má música dos anos 80 e que agora todos gostam.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2006

Grogue

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Estou... estou muito grogue. Já andei por metade da cidade, não há ninguém, entrei em quase todos os cafés, bares, discotecas, restaurantes, eu sei lá, um infindável número de locais onde as bebidas alcoólicas abundam. Bebi de tudo, tudo o que já tinha experimentado e mais o que nunca tinha, tudo! Não paguei, nada, não consegui, não há ninguém, não há pessoas, animais, nada, nem os cabrões dos pombos! Já andei de táxi, estavam todos, meias dúzia deles na praça, todos ligados, sem ninguém por perto. Não sei por onde andei. Que estranho. Porque razão é que estou todo molhado nas partes baixas? Grande merda! Estou a sonhar e já me mijei!!! Estou mesmo grogue...

sábado, 14 de janeiro de 2006

Para certas e determinadas pessoas...

Palhaço é a cona da tua tia pá!!! Vai-te foder! Puta de merda!!!

(Pronto, agora posso ir dormir descansado) :)

quinta-feira, 12 de janeiro de 2006

Filme a não perder!

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REVOLVER

Sobre o filme

Guy Ritchie, no seu melhor.

Foi neste banco

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Foi neste banco,
Que te enchi de beijos
Foi neste banco,
Que te enchi de gracejos
Foi neste banco,
Que te amei pela primeira vez
Foi neste banco,
Que te vi pela primeira vez
Foi neste banco,
Que te pedi
Foi neste banco,
Que te menti
Foi neste banco,
Que te perdi
Foi neste banco,
Que te amei
Foi neste banco,
Que te matei!

Agora? Guardo-te no congelador...

terça-feira, 10 de janeiro de 2006

Luz e a água

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Vem.
Vem apanhar a luz.
Beber a água.
Sentir o frio.
Ficar no Rossio.
(Sempre que escrevo estas palavras saem pequenas gotículas de ranho pelo nariz. Tento me assuar, mas não consigo. Os braços estão presos às mãos, que por sua vez têm os dedos nas pontas. Não compreendo, não sei para que servem. Já me explicaram mas não ouvi, não quis saber.)

Excerto (metade) do livro: Regras de saber ouvir um gajo chato.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2006

Oh bacano!

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Deves ter a mania da alturas não? Estás sempre ai do alto a arrotar postas de pescada, e vir cá abaixo?! ‘tá escasso!! Sabes muito! Mas também te digo, dai não cheiras nem metade das gajas boas que andam aqui por baixo, paneleiro! Ai essa perninha, essa perninha, não enganas ninguém pá!

sexta-feira, 6 de janeiro de 2006

Sem comentários...

Tok Stok

A casa dos meus avós.

Lembro-me quando era pequeno, depois da escola vinha para casa dos meus avós na cidade e brincava, corria, pulava, éramos tantos, tantos!
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Depois de Verão, lá ia eu para a aldeia. O rio a praia, o campo.
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Que bela vida! Ainda hoje faço o mesmo...

quinta-feira, 5 de janeiro de 2006

A barca.

Rio Douro – Agosto de 2005
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A barca.

Esta barca que transporta as almas, vivas
e outras
que apesar de se acharem bem vivas,
se encontram mortas,
mortas por dentro, sem rumo,
sem vida,
sem alento,
sem pingo de
energia.

terça-feira, 3 de janeiro de 2006

Esta é do ano passado.

A última vez que falei contigo estavas todo irritado e sem razão para dizer que vinhas depressa com o carro de linhas agarrado às mãos, sim porque nada pode ser como seria se todos nós andasse-mos agarrados uns ao outros pelo joelho. Entra e sai pela janela da casa de banho mesmo que não tenha, vem comigo e canta aos 7 ventos, deixa de ser hipócrita e entra logo a matar! Nada e tudo, a que horas? Nada e tudo contigo ou sem mim. Entro de repente na cabina telefónica, daquelas novas, com porta de papel, e quem estava lá? Eu sei quem estava, mas não posso dizer, nem quero saber se alguém também sabe, eu sei e isso basta para parar de comer morango no inverno. Sabem mal...

Para ouvir até fazer mal!

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Death From Above 1979

Vi-os no Paredes de Coura 2005, já me tinham sido apresentados, mas agora, e fruto do acto "pirata", estou a devorá-los!

sexta-feira, 30 de dezembro de 2005

Corpse Bride

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Corpse Brid

Fui ver a estreia. Muito bom! Cada vez gosto mais deste realizador.

Últimos cartuchos

1-
Se queres mesmo saber
Nada irá acontecer
Eu sei
Eu sinto
Eu nunca errei
Eu nunca minto
Mas se queres mesmo saber
Tudo irei fazer para não saber

A questões, são como as gotas de água
Quando caiem molham, mas depois secam.

Queres mesmo saber?

2-
Na tristeza
E na alegria
Há uma certeza
Tudo acontece por magia

quarta-feira, 28 de dezembro de 2005

Boas festas...

Neste noite de lua cheia, não me pareces nada feia
Já o que trazes ao pescoço, não me parece bem um osso
Deve ser mais um penduricalho, ou será o meu caralho?

Anda sempre cheia, sempre com ela na veia
Trazia o papo vazio, mais ah puta que a pariu
Disse-lhe para trazer água e traz-me mágoa!

Conheci o teu amigo armeiro, esse grande paneleiro
Tinha um buraco na popa e não comia sopa
Fazia umas valentes mamadas, mas nunca as deixa acabadas.

Em meia dúzia de palavras, descrevo o Marco Chagas
Andava de bicicleta e tinha sempre a perna aberta
Não tinha um colhão, ou esse era o outro irmão?

És prima do Valente? A que tem sempre a sopa quente.
Ou és prima do Serafim? A que diz sempre que sim.
Já sei! És a cunhada de sicrano, enteada de beltrano.

domingo, 25 de dezembro de 2005

E porque hoje é dia de Natal...

...e estou com uma neura daquelas, aqui vai o meu momento de Narcisismo.

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Boa noite...

domingo, 18 de dezembro de 2005

Gu gu gá gá...

Au áre iu doing? Aime faine danques! Sou came one lets gou. If iu are de une iu are de moste biutiful persone in de uorld, ou iess!

Isto foi o que a minha amiga Marilia Ferreira disse ao beto que estava encostado ao poste da discoteca. Resultado: uma corrida para apanhar o táxi e o meu amigo Silva a pedir duas emperiais às 5 da manhã num sítio qualquer.

Irguevesto! Não é?

sexta-feira, 16 de dezembro de 2005

Vamos apoiar o candidato Vieira, vamos todos para a Tabaqueira

Vamos força, queremos Cavaco na forca!

Vamos por as rosas murchas, vamos matar o Chuchas!

Vamos ver quem se segue, desde que não seja o Alegre!

Por isso digo de peito inchado, Vieira, Vieira, Vieira tens que cantar o Fado!

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Vieira 2006
Actualizado!

quinta-feira, 15 de dezembro de 2005

Ora vamos lá arrepiar mais um bocado. :)

A fábrica de camisolas
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Jo prazer JR, na fábrica de camisolas
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Os 3 da vida
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Olha que dois!
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Que pose, que estilo!
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Quem é? :)
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Esta praia é linda!!!
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E por agora basta para borrar alguns... AHAHA!

quarta-feira, 14 de dezembro de 2005

Bocage

Poema num só canto.

Argumento

Quando o preto Ribeiro entregue ao sono
Jazia, lhe aparece o deus Priapo;
E com uma das mãos por ser fanchono,
Lhe agarra na cabeça do marsapo;
Oferece-lhe depois um belo cono,
Cono sem cavalete, gordo e guapo;
Casa o preto, e a mulher, por fim de contas,
Lhe põe na testa retrocidas pontas.

Canto único

I
Acções famosas do fodaz Ribeiro,
Preto na cara, enorme no mangalho,
Eu pretendo cantar em tom grosseiro,
Se a musa me ajudar neste trabalho:
Pasme absorto escutando o mundo inteiro
A porca descrição do horrendo malho,
Que entre as pernas alberga o negro bruto
No lascivo apetite dissoluto.

II
Oh! Musa galicada e fedorenta!
Tu, que às fodas de Apolo estás sujeita,
Anima a minha voz, pois hoje a tudo intenta
Cantar esse mangaz, que a tudo arreita:
Desse vaso carnal que o membro aguenta,
Onde tanta langonha se aproveita,
Um chorrilho me dá, oh musa obscena,
Que eu com rijo tesão pega na pena.

III
Em Tróia de Setúbal, bairro inculto,
Mora o preto castiço, de quem falo;
Cujo nervo é de sorte, e tem tal vulto,
Que excede o longo espeto de um cavalo:
Sem querer nos calões está oculto,
Quando se entesa o túmido badalo
Ora arranca os botões com fúria rija,
Ora arromba as paredes quando mija.

IV
Adorno hirsuto ríspido pentelho
Os ardentes colhões do bom Ribeiro,
Que são duas maçãs de escaravelho,
Não digo na grandeza, mas no cheiro:
Ali piolhos ladros tão vermelho
Fazem com dente agudo o pau do leiteiro,
Que o cata muito vez; mas ao tocar-lhe
Logo o membro nas mãos entra a pular-lhe.

V
Os maiores marsapos do universo
À vista deste para traz ficaram:
E de novo Martinho em prosa e verso
Mil poetas a porra decantaram:
Quando ainda o cachorro era de berço
Umas moças por graça lhe pegaram
Na pica já taluda, e de repente
Pelas mãos lhe correu a grossa enchente.

VI
De Plifemo o nervo dilatado,
Que intentou escachar a Galateia,
Pelo mundo não deu tão grande brado
Como a porra do preto negra e feia:
Da Cotovia o bando galicado
Com respeito mil vezes o nomeia,
E ao soberbo estardalho do selvagem
As putas todas rendem vassalagem.

VII
O longo e denso véu da noite escura
Das estrelas bordado já se via;
E em rota cama a horrenda criatura
Os tenebrosos membros estendia:
Do caralho a grandíssima estatura
Com os lençóis encobrir-se não podia,
E a cabeça fodaz de fora pondo
Fazia sobre o chão medonho estrondo.

VIII
Os ladrões, que fiéis o acompanhavam,
A triste colhoada a cada instante
Com agudos ferrões lhe trepassavam,
Atormentados a besta fornicante:
Na duríssima pele se estranhavam,
Suposto que com a garra penetrante
O negro dos colhões a muitos saca,
E o castigo lhes dá na fera unhaca.

IX
Tendo o cono patente no sentido
Na barriga o tesão lhe dava murros;
E de activa luxúria enfurecido
Espalhava o cachorro aflitos urros:
Com a lembrança do vaso apetecido
O nariz encrespava com os burros;
Até que em vão berrando pelo cono,
De todo se entregou nas mãos de sono.

X
Já roncando os vizinhos acordava
O lascivo animal, que representa
Com o motim pavoroso que formava,
Trovão fero no ar, no mar tormenta:
Com alternados couces espancava
Da pobre cama a roupa fedorenta,
Que pulgas esfaimadas habitavam,
E de mil cagadelas matizavam.

XI
Eis de improviso em sonhos lhe aparece
Terrifica visão, que um braço estende,
E pela grossa carne que lhe cresce
Debaixo da barriga ao negro lhe prende:
Acorda, põe-lhe os olhos, e estremece
Como quem ao terror se curva e rende:
Com o medo que tinha, a porra ingente
Se meteu nas encolhas de repente.


(Continua...)

terça-feira, 13 de dezembro de 2005

Alta velocidade

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Em alta velocidade vou continuar. O tempo passa a alta velocidade, já estamos em Dezembro e não dei por nada, para quê estar preocupados com o que se passou, em alta velocidade vou continuar, até acabar. Travões? Que travões, queremos é acelerar, andar em alta velocidade, sem parar, sem nos preocuparmos com a “bófia”, em frente e em alta velocidade, assim o tempo passa mais rápido. Quando for para parar e andar devagar, logo se pensa nisso tudo.
Há quem me tenha dito para parar, mas esses não sabem andar depressa.

terça-feira, 6 de dezembro de 2005

Sem comentários... :)

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Enviaram-me hoje por mail...

Espero...

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Como se pode observar pela fotografia, os portugueses abandonaram as banheiras. Das duas uma, ou compraram polibans, ou estão a seguir as modas de França.
Espero que a moda seja só a falta de banhos...

segunda-feira, 5 de dezembro de 2005

Dúvida.

Será possível alguém nos arrancar seja o que for sem nos tocar?

terça-feira, 29 de novembro de 2005

Identifiquem

Por intermédio do Alcabrozes , que por sua vez vinha já do Asul , que também já vinha da Traquina (mas que grande promiscuidade que vai aqui...) resolvi fazer este pequeno exercício.

Imaginem que eu pratiquei um crime muito grave, tipo matei o Chuchas, mas um de vós viu-me e agora estão 6 indivíduos na sala para identificação, qual deles sou eu?
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Lembre-se, quem acertar terá que ir jantar comigo na 3ª Feira, ok?

Boa sorte!

Há dias assim.

Como um prato de sopa
Como uma boa refeição
Encho-me de ti

Como um bom charuto
Como uma boa sobremesas
Provo-te

Como uma bela paisagem
Como um monumento
Deslumbro-me de ti

Como uma flor
Como um perfume raro
Entranho-te

Como um carro veloz
Como um trovão
Enervo-me

Como uma loucura
Como uma doçura
Amo-te!

segunda-feira, 28 de novembro de 2005

O meu testemunho dos fogos deste ano

A coluna de fumo era monstruosa!
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Esta foto foi tirada de Verão, em Agosto, às 18:00horas, mais ou menos. É incrível o fumo... e sim isto é o Sol.
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Sem comentários...
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Quanto tempo falta?

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sexta-feira, 25 de novembro de 2005

Há mar e mar, há ir e cagar.

Vaga alta que lá vem
É farta e alta
Como o meu avô também
Não se sabe de onde vem
Mas vai animar a malta

Trás mares enraivecidas
Agarradas às suas entranhas
Não vêm adormecidas
Muito menos amortecidas
Mas vêm

Vêm em grande turbilhão
Numa grande pressa
Vêm-se assim como o meu caralhão!

terça-feira, 22 de novembro de 2005

Algumas fotos.

Onde estou?
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Luzes! Acção!
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O que será?
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Velhos são os trapos
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O cabrão do pombo, hãn?
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Que verde lindo!
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Este é o castanho que tanto se fala.
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Olá!
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Meu grande palhaço!

Mendes?! Vou-te partir a boca toda!!! A puta da tua mãe, pá! Pensas que por seres amigo do Vítor que te safas? Nada disso meu! Nada disso... quando menos esperares terás o que mereces e não vai ficar nada para contar, NADA! E se a tua nina não se calar enfio-a pelo poste abaixo! Não pense que por ser nina bonita que não lha rebento aquela boquinha linda. Já me estou a babar, só de pensar!
Chavalo? Pensavas que por seres meu amigo do peito que podias fazer o que fizeste? Hãn? Nada disso! Nada disso... a tua vai ser a mais dolorosa de todas e tu já viste umas quantas, não já? A “ferramenta” está a ser limpa, para não ganhares nenhuma “infecção”, you fuck!
Há coisas que não se fazem mano! Há coisas que nem se quer se pensam. Mas tu pisaste o risco! Mas não te safas mano, não de safas! Nada disso! Nada disso... vou-te foder todo, da cabeça ao pés! Vais ficar um monte de carne a apodrecer!

(Mensagem encriptada capturada, enviada pelas milícias suburbanas do Botsuana na tomada da casa de Nobudo Etaniel)

quinta-feira, 17 de novembro de 2005

Desgarrada

Foi no mês de Maio, que te cacei papagaio
Desde esse dia, que não dormia
Agora que te comi, é que vi
Eras mais bonito, frito.

Mesmo assim tenho a esperança, de ter uma lança
Para caçar o meu amor, cheio de ardor
Tem que ser bonita, com um a fita
Mesmo meio da testa, para fazer uma festa.

Entro no bar, sempre a arfar
Tento sair, tentam-me impedir
Parto tudo à paulada, não sobra nada
Mas quando te vejo, arroto a poejo.

A Maria é prima da tia
O António é filho anónimo
A Catarina tem medo da sina
Já o meu filho, comi-o.

Mentes com todos os dentes, nem sentes
Crias expectativas, nas tuas grandes vias
Tens todo o ar, de saber bem mamar
Pena é, que cheires a chulé.

terça-feira, 15 de novembro de 2005

“Li” isto outro dia (depois de escrever)

A loucura do teu olhar, e que olhar
Transforma o meu grande tição, sem ser necessário a mão
Tanto de manhã como quando como uma romã.

Vens de rompante, é chocante
Queres me comer, eu quero-te fazer sofrer, de prazer
Eu cheio de sede, de encontra esta parede.

Não tenho rumo, só bebo o sumo
Sumo do amor, cheio de calor
Entra e saí, mas não cai!

Ataco-te por trás, pás, pás!
Nem respiras, nem em Algeciras
Encho-te, e reencho-te!

Carrego no peito, um coração desfeito
Tenho na mão, o meu caralhão
Tu? Tem-lo no cu!

No final do grande bacanal
Faço uma pausa, ponho tudo em causa
Quem sou eu, quem és tu?
Eu sou o Romeu e tu és quem leva no cu!

Portugal no seu carro.

É expressamente proibido cagar neste local.
(Ao entrar no tribunal de Alter no Chão)

É favor apagar seja o que for.
(À saída do comboio em Setúbal)

Modo de usar a mangueira.
(Num consultório de obstetrícia)

Vende-se este local, com ou sem vidros.
(Num parque infantil em Loures)

É proibido o passo, mesmo o doble.
(Num museu em ruínas em Severo do Vouga)

Sentido correcto.
(Sinal de trânsito na marginal de Cascais)

É mentira! O pai não vem.
(Na cabina telefónica do metro de Picoas)

Amo-te! Mas a batatas estavam frias.
(No muro da VCI)

Se Deus existe o problema é dele.
(Numa parede do Bairro Alto)

Por favor deixe aqui o seu guarda.
(À entrada de uma discoteca em Santiago do Cacém)

Siga esta seta. Não essa! Esta...
(No estacionamento do Shoping da Maia)

Invente.
(Num painel luminoso na A1)

Só há carcaças.
(Num cabeleireiro em Chainça)

Não é permitido despir as pessoas.
(Na secção de comidas do Fórum Montijo)


E muitas outras que não tenho aqui presente, mas um dia hei-de ter, ou não...

sexta-feira, 11 de novembro de 2005

Entre a espada e a espada.

A noite, má conselheira, cheia,
da clara escuridão, que tem o coração e,
medo
de ser em vão,
noite em que os actos se sobrepõe às palavras,
chatas,
que matas a paixão, no chão.
Mesmo com o morto latim, por mais sequiosa língua de um beijo, na boca louca,
será sempre venenosa, graciosa, mesmo embaraçosa.
Sabe bem,
é a cem
é mil,
é como um funil, ou com um barril,
um copo de água, sem mágoa,
roto, por se beber tão depressa,
essa, a água limpa,
tão limpa,
mais limpa que a nossa alma, conspurcada, pela fada,
sem almofada, com almofada,
será a errada?
Certa é aquela que aperta o coração,
de um desejo de gritar,
de falar, de amar,
ser amado, odiado, escorraçado,
apaixonado
pelo facto de ser complicado,
ou por um simples abraço...
Ó gloria a nossa que nos partiste,
e fugiste, para outras paragens,
sem margens, sem mares, mas com azares,
ou sem dor,
mas
com muito amor!
Qual dor??

quinta-feira, 10 de novembro de 2005

Algumas destas têm alguns anos...

Mal a vez um pitada e já se sabe o que pode acontecer, fica-se o dia inteiro a beber água benta.

A íris fica no olho
O beijo fica na boca
O aperto fica no coração
A aflição fica no peito
Por mais que pense não serei
Por mais que fale não serei
O Papa.

Maravilha das maravilhas é o cão, faz-nos feliz sem que nos diga nada.

Estupidez da estupidez é uma pedra, não diz, nem reaja a nada, nem a um mau trato.

O que eu mais adoro,
O que eu mais amo,
Nunca tenho.
Paz e sossego...
Diz o dinheiro para a carteira.

D’uma só vez vi um cão com um gato, uma galinha com um lobo, um leão com uma hiena e um chulo com um polícia. Parei e pensei, se assim é podemos compensar.

Um magro vitelo, é melhor que um vitelo magro. Não me perguntem porquê...

Quando era pequeno tinha a impressão que ninguém gostava de merda, agora tenho a certeza que toda a gente gosta de pizza.

O molho Inglês não fala?
O queijo Suíço não refila?
O molho à espanhola não ladra?
É obvio de não!
Se não tinha que explicar tudo outra vez.

O som não existe. Já dizia o maior dos mudos.

A noite é antes ou depois do dia?

A queda é um aproximar gradual do chão, ou um afastar progressivo do ponto de partida?

Tudo isto são interrogações plausíveis de as não ser. Bem como a alma é a parte mais a norte do corpo, ou não?
Será que a alma sabe disso? E se sabe, quer que se saiba? Ou será tudo uma invenção parva do Homem para ter alguma coisa com que se preocupar/fazer/ser/etc?

Vou cagar!

segunda-feira, 7 de novembro de 2005

enVratrocrotreprido

Vidro transparente,
vidente,
que trás água no bico, do Francisco, que é roto,
moco, anda sempre de mão dada com a fada, amada.
Grita que se
farta,
a Marta.
Prata? Negra, preta, chupeta,
envenenado sentido entreaberto de par em par,
com uma densidade tremenda,
de uma fenda,
que vinha na agenda da casa assombrada,
armada em cão com pulgas, julgas?
Sapato coberto
de água das malvas, ou com algas,
vem com as fraldas de fora, chora de alegria,
traz a sopa fria, aquece com a mão ou no colchão,
entra e sai como quem sabe para onde vai, cala-te! Beija!
Graceja, seja!
Vira para lá a boca, oca, cheia de palavras brandas que enche de chamas
a floresta que há no teu lar,
mar de convulsões, sem soluções, à vista,
parece ser uma pista, mas é uma auto-estrada sem fim,
sim, ou não, eis que será amar, para o ar, limpo de tristeza,
de mentira, que ouvira, na escada,
ou na enseada, amada? Outra vez? É de vez? Tanta vez...
Sente o pente, rente ao coração,
dentro e fora, a toda a hora, namora,
e cora,
mas sem nunca
sentir
que pode ser o mesmo ver. Pode acontecer, deixa ver, pode ser... não? É? Sim. Pois pode, morde!

domingo, 6 de novembro de 2005

Gato que rima com facto.

Na nave do meu amigo está um cheiro muito mau, diz-me ele que o gato não aparece há duas semanas. Parece-me que seria de bom tom procurar a origem do cheiro, mas por outro lado há qualquer coisa que me impele a deixá-lo estar. Digo-lhe que já volto, ele pergunta-me se estou bem, mas para que ele não desconfiasse digo-lhe que estou com cólicas, ele nem quis saber mais nada.
Saio da torre e volto à esquerda para a casa de banho, deixo a porta fechar e volto para o sentido oposto. O cheiro ali era mais intenso. Procurei algo que iluminasse o caminho, encontrei uma velha lanterna americana, ainda tinha baterias, daquelas que causam cancro na retina. Liguei-a e afastei-a o máximo da cara. O meu amigo para poupar no combustível tinha sempre menos de metade das luzes ligadas. Devia cerca de 4 biliões de trintos a um comerciante de fruta gigante e não tinha lá muito dinheiro para o combustível. Já tinha mudado para o meta-carbono-inflamo-gasóleo que era bem mais barato que o soro-de-bafo-de-ganso, muito energético por sinal. Assim sendo caminhei por entre a semi bruma e procurei rasto do animal. O som muito ténue vinha da casa do gerador de impulsos maus, parecia o mesmo som de um arroto prolongado, em fluxos repetidos de duas horas. Dirigi-me para lá. A sala onde está o GIM é toda forrada a papel de parede com alusões ao Natal da rica Checoslováquia, mas mal colado. Algumas das tiras de papel estão coladas ao contrário, de cabeça para baixo, o que faz com que tenhamos a sensação de já lá termos estado. O som era cada vez mais forte, vinha agora detrás de um painel de intrumentos fictício. Coloquei o ouvido no painel e esperei. Passados quinze minutos, o som ecoou na minha alma. Aí precebi o que se passava. O meu bizavô tinha voltado dos mortos na forma do gato. O assustador pensamento percorreu a minha nuca. Se o cheiro está assim intenso, o que fará quando o bisavô começar a espirrar! Corri o máximo que pude, caí cerca de sessenta e sete vezes, por fim cheguei perto do meu amigo e expliquei-lhe a minha versão dos factos, ao que ele com uma leve indiferença, retorquiu: Sim, eu sei. Pensei que nada podia fazer para o salvar e saí.
Durante cerca de 27 anos que não o vi. Outro dia passava eu de muletas, último modelo e vejo-o. Imponente, exuberante, todo inchado com o cabrão do gato à tira-colo. Chamei-o, reconheceu-me logo apesar das muletas, que fez peremptória questão das invejar como era seu apanágio. Dialogámos um pouco, não foi necessário muito, tinha que lhe perguntar. E perguntei: Mas o gato não espirrou? Ele olhou-me nos olhos, fez uma má cara e respondeu: Que espirro?
No dia seguinte, o número de mortos foi incalculável, não havia memória de tal acontecimento, de tal desgraça em toda a galáxia, tal cheiro não era deste mundo, como um leve e quase insignificante espirro poderia ser tão avassalador!
Só passados 3201 anos é que foi descoberta real razão para o acontecimento. Os Lords da Lingusténia tinham capturado a fórmula química do espirro do meu bisavô e adicionaram-lhe raspas de pele de zebra. Deram de comer ao gato do meu amigo. O preparo tinha uma idade de germinação de 27 e qualquer coisa anos. O efeito do preparo nas fossas nasais dos indivíduos de estatura mediana quadrática é quase mortal, se contarmos com o enquadramento da palavra, enfastiado, é morte súbita!
Após esta descoberta os Lords da Lingusténia foram todos condenados a governar durante alguns dias (os que lhes deixassem), um país pequeno lá para os lados do Atlântico.

Bom qualquer coisa para todos vós!

sexta-feira, 4 de novembro de 2005

Até arrepia! Sem comentários...

Missy! Where are you?
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Com as amigas...
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Os três da vida airada
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Os amigos
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Vai lá vai...
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Olha o Zé!
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quinta-feira, 3 de novembro de 2005

Já tenho a carta

Fui busca-la ontem! Yes!!!

A todos os que me ajudaram, o meu mais profundo muito obrigado!

Aos outros, obrigado.

sexta-feira, 28 de outubro de 2005

Haunted Home

You want to drink my soul
'Till your heart is full
What happens when it's full and it splashes?
You've built all these rooftops
And painted them all in blue
If all this set just burns up will you paint the ashes?

Do you really want to see?
Because I'll let you in
With me

You shiver when the wind blows
Through doors that lost their keys
There's too little to rescue, too little to hang on to
I thought that maybe we could try to
Clear and rebuild this haunted home
I'll be glad to help you just tell me what to do

Why don't you tell me what to do?
Maybe you're scared too
I've been here before
Next thing you'll see
You'll feel
So small

I will disappoint you
And I don't care if I do
I belong to those who got shattered, battered
Bruises and scars that I've hidden and you could never heal
This grey house where I come from
Some great love will tear it down
If you no longer love me why should it matter?

Tell me why should it matter?
I can't ask you to stay
I can't find the words to say
Why don't you just leave?

Just leave

in: Sing me something new
By: David Fonseca

Vê lá tu que só ontem percebi a letra...
Houted home, amor!

quarta-feira, 26 de outubro de 2005

São Mamede do Rio

Na parede do meu quarto está uma inscrição
Foi escrita à mão
Diz em letras muito pequenas
Não te metas de coração
Isso já não o faço
Mas ando sempre descalço
O que vale é edredão de penas

Já na casa de jantar
Eu posso-me assuar
Com os dedos todos cagados
Os sacudo ao ar
Que grande porcaria
Vou tirar uma fotografia
Para dar aos atrofiados

Entre dias e dias
Como sempre carnes frias
De tanto comer
Vou ficar todo atrofias
Vou antes mandar vir uma pizza
Igual à que comi na prisa
Para não sofrer

Dentro do lixo cheira mal
É do meu animal
Tenho que o matar
Ou vou para o bacanal?
Antes fosse embora
Dentro de uma hora
Que ter que vomitar

terça-feira, 25 de outubro de 2005

Sopa de merda

Gripou, gritou, fugiu pelo rio, chegou à masmorra de quatro braços, todas vendidas a peso na feira da ladra. O Vento de Norte, gelado cheio de polvos amarelos, belos, tanto de noite como de dia, todos os dias, com o seu amigo comia carnes frias, com a minhas tias e as minhas primas. Entra lá para dentro e vem conhecer o meu grito de morte. – Dizia eu com um dente na mão. Nada o supera! É tão profundo que só um cão de 20 quilos o consegue sentir. Já no outro dia disse que não ia ver o castelo assombrado do Pavão Grande, mas depois de 34 anos, lá me conseguiram convencer. É mesmo bonito!

Entre raios e coriscos, a chilreada de pássaros exóticos confundia-se com a do Manuel Ventura, que em nada fazia pensar que fosse embora depois do almoço. Tanto tão e bom pão, nem levou dois dias a ficar com bolor. Dizia eu – Manel, Manel, se não vais cagar, vais mijar! – e foi-se.

A música dizia: A tua face brilha ao luar / O teu cabelo sedoso / Eu cheio de vontade da cagar / Sou mesmo seboso. Era com esta letra que todos os dias durante dois anos e meio e mais quatro dias, que Francisco Valha Prata, iniciava o seu espectáculo. Logo a seguir do primeiro refrão já não se via o chão do palco. A cheiro a tomate podre superava qualquer tipo de expectativa, mesmo que se tratasse de uma vaca cheia de pregos na barriga. Fran, como era conhecido no meio, nada podia fazer, pois o excesso de cultivo teria de ser aplicado em qualquer lugar. Mas nada importava, leu numa revista da especialidade que o tomate fazia bem à tez, assim, Cisco, como era conhecido nas pontas, com vanglória e cheio de altivez, dizia de papo cheio: Vocês são o meu público favorito...

A mestria de mentir fica-lhe bem, mas não é por ser alto, mas sim por estar sempre a ouvir música presa a um varapau. Mexeu duas vezes com a colher, infecta, o café gostoso, sorveu duas vezes e arrotou. Com a unha do dedo mindinho esquerdo, retirou com todos os cuidados uma porção de cera do ouvido direito, tarefa complicada, pois não tinha mão direita e colocou na beira do prato. Depois, de um só gesto, fez um cigarro e inseriu a dita porção na ponta do cigarro. A luz era linda, a cera a arder iluminava toda a casa de jantar, a cor era magnifica, intensa, brilhante, forte. Em dois segundos todo o cabelo de capachinho do pobre coitado queimou até não haver mais.

Comia agora um marquise de chocolate...

domingo, 23 de outubro de 2005

Serve o presente para esclarecer algumas almas mais curiosas.

O sentido não interessa, pois o que fazemos “aqui” é por mais evidente que será a manutenção da nossa espécie. No que diz respeito à forma como se transpõem as barreiras para que tal aconteça, haverá tantas formas como pessoas no mundo.
Todos têm formas diferentes de pensar, no entanto, certos indivíduos identificam-se mais com um linha de pensamento, ao até mesmo gostos, ideias, conhecimentos partilhados, vivências semelhantes, etc... Nestes casos há sempre um ponto de contacto. É claro que a felicidade imediata ou a médio e longo prazo é também posta em consideração.
E nos outros? Aqueles que diferem nas ideias, têm também formas diferentes de estar na vida, nem sequer partilham gostos ou ideias semelhantes, as vivências são em tudo diferentes, o que as move estarem juntas? O amor? O gostar de estar? A paixão? A empatia? A simpatia? A beleza? Ou será o simples facto que nada pode ser controlado quando isso acontece? Julgo que será esta a resposta. Nada pode ser controlado quando queremos estar com outra pessoa, por mais irracional que seja. Essa irracionalidade terá ao longo dos tempos duas faces da mesma moeda, ou se torna em amargura por não se conseguir fazer ou estar, em tudo o que se desejaria, devido às falhas existentes entre os dois indivíduos, ou uma ligação cada vez mais forte, a conjugação, posso mesmo dizer uma fusão de gostos, formas de estar, formas de ser, até que o tempo os separe, de uma forma ou de outra.

Há um conjunto de coisas que queria partilhar convosco:
- O egoísmo vai acabar com a nossa raça! E a forma para o combater passa, como será obvio dizer, pela nossa capacidade de partilhar, pois somos suficientemente inteligentes para o saber ou fazer.
- A entrega é cada vez mais rara, pois pode sempre acontecer algo que não conseguimos controlar.
- O controlo é aparente, já o querer não. Tudo tem a ver com o medo.
- O amor está sempre presente, mas dá-se cada vez mais pouca importância ao significado da palavra.
- O ódio é palavra e sentimento forte, muito forte (eu próprio não a sei utilizar), haverá problema em dizê-la, ou senti-la? Julgo que não. Quando sentimos devemos dize-la. Basta depois a coragem para voltar a olhar a outra pessoa e pedir-lhe que nos perdoe.
- Cada vez mais se sente com os sentidos e cada vez menos com o sentimento.
- Eu sei que a paz é algo que existe e tenho-a tentado transmitir de uma só forma, sentido-a.
- Cada vez mais o tempo é um factor que nos torna relutantes para procedermos de uma certa forma. Por exemplo, vou pensar o que deva fazer para gerir melhor o meu tempo. Isso é tempo mal gasto. Giram-no conforme acharem que deva ser gerido na hora. Ou outro exemplo, as coisas logo se resolvem com o tempo. Se é tempo que querem, já o têm. Só que o segundo anterior já passou e o que vão fazer com o seguinte? Vão esperar que chegue? O tempo não é controlável. E que tal deixar que o tempo faça parte da nossa vida? Não tentem controlá-lo. A primeira vez que me dei conta que o tempo que passa já não volta atrás, fiquei aterrorizado. Era miúdo, olhava o relógio e queria que os segundos andassem para trás, ou que parassem, nem que fosse por dois dias. Desde então é um tema que me fascina. A única coisa que o pobre coitado faz é seguir em frente como se não houvesse amanhã. Se algum dia o controlarmos, acho que vamos começar a achar mais piada à Rosa dos Mota. É de todos os temas o tema que a certeza nunca existirá, pois o que se pensou há dois minutos foi passado e sabemos muito bem que o passado às vezes não está certo. Por outro lado as horas são sempre certas.
- O que é certo ou é errado? É certo que estou com fome, é errado comer uma pessoa para saciar essa fome. De facto o certo e o errado andam de mãos dadas com o senso comum, com a cultura e com as diferentes formas de pensar. O que para mim está certo, para ti pode estar errado, isso é certo! Ou errado? Pode estar errado para ambos, certo? A velha máxima serve-nos e abusamos dela com promiscuidade: Penso logo errado.
- O que são as ideias? Pequena expulsões eléctricas nos nossos cérebros? Algo que faço quando estou na casa de banho? Para que servem? Para nos guiar. Se há coisa mais incoerente é uma ideia. Por isso mesmo é que me farto de as dizer, dá-me um gozo picante. No entanto todas a que temos, e por mais ridículo que seja pensar assim, já alguém as pensou, só que não sabemos disso e gostamos de pensar que somos mesmo cultos, inteligentes, sabichões, etc. Uma boa ideia vale por mil palavras (que ideia idiota!).



Em forma de desabafo...

quinta-feira, 20 de outubro de 2005

A estranha sensação de que podia ter morrido

Ontem saía de casa à hora do costume, fui até ao meu carro, abri o carro, abri a porta de trás , tirei o casaco, pendurei-o e fechei a porta. Entrei no carro, antes de o ter ligado lembrei-me que me tinha esquecido de algo em casa. Sai do carro, fechei a porta à chave e atravessei a rua. Quando vou abrir a porta do prédio, um enorme camião TIR engoliu o meu carro, não ficando nada! Pensei: E se ainda estivesse no carro a aquecê-lo como sempre faço?
Moral da história: Ainda bem que não tenho a carta de condução.

terça-feira, 18 de outubro de 2005

Sim, é verdade.

Pst, ó Tu ai, ‘tás-me a ouvir?

segunda-feira, 17 de outubro de 2005

Moda

Comprei um casaco, gosto muito dele. Fica-me mesmo bem, foi a primeira vez que consegui encontrar um assim tão giro.
Tem um pequeno problema, tem uma manga maior que a outra, BOLAS! Bem, se calhar vou mandar arranjar, ou se calhar tiro as mangas. É isso vou tirar as mangas! Assim está melhor. Vai dar um jeitão, como o Verão está aí a rebentar! Depois quando chegar o Inverno, mando pôr outra vez as mangas, vamos ver se desta vez vêm como deve ser...

sexta-feira, 14 de outubro de 2005

Formiga, formiguinha!

Myrmecia pyriformis, uma das mais mortíferas formigas, se não a mais mortífera de todas, sabem que tamanho tem? É tão pequena que com um simples descuido é esmigalhada por um ser humano e não é necessário ser muito grande...

E esta hein????

Branqueamento de capitais.

Seta de borracha, acerta torta no alvo de betão, tão, tão, que até dá vómitos.
Eu cá para mim a Terra anda à volta de Vénus, o carteiro é amigo do alheio, a minha amiga é professora de liceu, o meu cão é igual ao do crocodilo, já o canário estava no armário, a tenda estava para venda e o grito foi dado pelo pipo.
Um dia destes vamos ter uma grande festa na tua careca, mas o teu irmão que não é um cão, tem todo o dia para ser um rufia.
Tenho que arranjar uma forma de conseguir ver o que se passa com a tua querida marmita de aço inox, outro dia andava na rua, via-a passar, mas não te quis dizer nada para não acordar o vendedor de gelados que mora por cima, não fosse ele estar ali à coca e apanhava uma susto de morte.
Isso era preciso que todo nós nos encontrássemos atentos a movimentações supra citadas pela pessoa mais ignóbil que há memória, o teu padeiro.

Na capa da revista vinha um cão tão grande só se conseguia ver as patas, já lá dentro trazia um póster de uma cadela muito pequena, de nome Mercedes Gualadupe.
Ambos os três tinham um casaco de pelo de urso morto, sabe-se lá como! Não podia ser mais bonito, era vê-los a descarregar litros e litros de vinho, rose e comer gambas de Porto Fino, (treta) daquelas fritas em óleo de cavalo cansado. Mas que maravilha para os meus olhos, era um regalo, para quem passava. Todos diziam - Mas que belo par ali vai! – e depois de um só trago, vertiam o copo sem que nada fosse com eles. Ali ficavam horas e horas, sem fio, dentro do rio, cheios de frio. Quando o calor rebentava, é que era uma porcaria. Era um cheiro que não se podia estar fora dali. Vinham todos, todos juntos cheios de genica e corriam na direcção oposta, para que nunca encontrassem o nascer do dia, LINDO!!!

Perto do rio estava uma flor, grande, enorme, linda de morrer. Quem passava pensava em colhê-la, mas não o fazia, tinha medo de se picar nos espinhos. Um dia um burro, novo, um mamão, passou por aquelas bandas, e lá estava ela, linda flor grande amarela e branca, mais cheirosa e airosa do que sempre. O burro que de parvo não tinha nada, nem pensou duas vezes, deu-lhe uma dentada e comeu-a.
Conclusão: Se queres ter um burro, dá-lhe palha!

Ia funda a gruta, muda, sem que ninguém conseguisse, rir-se, ou até vir-se. Estupefacta criatura, delgada por natureza, transpira esperteza e, como do nada, anda sempre com ela tesa! No meio daquilo tudo ouviu-se um grito, profundo, do fim do mundo, era o Anacléto! Finalmente! Encontrá-mo-lo!

És a seta que trespassa a minha Vénus, que me chegou pelo correio (mail). Num grito de festa, que me tornou rufia e gosta de comer gelados a toda a hora! Torno-me num grande cão, que com cara de urso, vislumbra nascer do dia. E depois? O burro, típico...
AHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA
(O riso maléfico de quem quer e tudo pode!)

quarta-feira, 12 de outubro de 2005

Que mais me irá acontecer?

A hipocrisia, a indiferença, o: não é meu não quero saber, a mentira, o ódio, a leveza com que se trata um problema grave, o não comunicar, o encontrar formas irracionais de resolver disputas parvas, o que não foi dito e devia ter sido dito, o que foi dito mas não devia ter sido, o olhar por olhar, o não estender a mão quando se precisa, o egoísmo, o bater, o flagelar, o subverter as palavras inocentes, sim porque as há! O ser dono de tudo, para depois não ser dono de nada, o poder, qual poder? Quando se morre perde-se tudo, para quê ganhar a todo o custo? A falta de senso comum, a inveja, o desdém sem sentido, a falta imensurável de respeito, a falta tremenda de compreensão, a falta de amor, de paixão e tudo em troca de quê? Por uma caganita de terra? De: o meu é maior que o teu? De: sou muito melhor que tu? Do: não vales nada e eu é que sou bom?

Meus queridos amigos, tenho algo para vos transmitir: Estou apaixonado!
E por isso:
Não sei como, mas estou. Eu disse que tão cedo não podia acontecer, mas por entre esta confusão, aconteceu. É fantástico! Já não me lembrava do cheiro, do sabor, do nó na barriga, da ansiedade de estar por estar, de sentir a falta, a saudade, de dizer: Nada interessa! Só a paixão, o amor! O mais interessante, é que não recusei, entrou-me pelas ventas e não mais saiu. Sei que estou tão bem que não quero pensar em mais nada. Todos os problemas que possam existir, deixaram de ter sentido, só uma coisa é importante, a que horas vou estar com ela...? Impressionante!!!


Não quero com isto dizer que estejam todos assim, não só porque dói que se farta, bem como era uma tremenda chatice. Mas pelo menos tentem estar um pouco mais concentrados noutras coisas que não nos assuntos em epígrafe.

Façam-me um grande favor sejam felizes! 'tá?!?

terça-feira, 11 de outubro de 2005

Porra, que sabe mesmo bem!

Por entre a folhagem a luz de um olhar
de fogo,
fogo lento de brasa aquecida
pelo beijo húmido,
lento, gentil toque de lábios, profundamente fundidos,
pelo calor,
pela sede
de outro e mais outro, cada um mais forte, mais intenso,
sem qualquer tipo de pudor despedaçam-se com fúria um no outro e,
depois,
tocado pela leve brisa, descansam,
tocando-se ao de leve, mais leve que a própria brisa,
mais suave que o toque de uma pena que cai na mão,
toque esse tão forte, tão avassalador, maior que o de uma vaga de mar alto, revolta, gigantesca,
que precipita ambos os corpos para um abismo de emoções sentidas e ressentidas como nunca antes,
sendo mesmo temidas e, no entanto, tudo o resto não importa, só o olhar,
olhos nos olhos e o toque outra vez, nariz no nariz,
o arrepio, o suspiro, mão na mão, corpo com corpo,
o cheiro, ai o cheiro!
Amor...

Para ti,
MEL!

segunda-feira, 3 de outubro de 2005

Autodromo do Estoril


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Ora ai está como se deve fazer, só é pena que tenha sido com uma marca de não me diz muito...

Casa cheia!
Dia em cheio e cheio no Autodromo! Parabéns à organização.

Era bom é que pudesse dizer o mesmo nas provas do Nacional de Velocidade.

Já agora fica aqui um conselho para o próximo fim do semana: 7 a 9 de Outubro Estoril Historic Festival no Autodromo do Estoril. Apareçam!
Estoril Historic Festival com novidades!