segunda-feira, 11 de julho de 2005

Grito

No dia 25, saí, na noite difusa, corpos esvoaçantes de desejo, misturam-se na bruma do fumo do tabaco, que conspurca a pele, limpa, lavada, perfumada, suave. Algo me impele para o bar; serão as luzes, o olhar, o som, a sede. Tento não pensar muito nisso e dirijo-me autonomamente, sem dar contas a ninguém, nem se quer a mim. Olhos fixos na rapariga do bar e peço, sem tremer as mãos, sem soluçar, sem hesitações.
Um copo de água, por favor.
Contorcia-me ao som da música.
Sai, fui à casa de banho.
Quando voltei as pessoas estavam muito diferentes, só depois me apercebi que a música tinha mudado, bem como as luzes. Já a rapariga que me seguia para todo o lado, inclusive para a casa de banho, essa mantinha-se na mesma, como que se não fosse necessário dizer que eu estou ali, mas ela não teria que estar, mas estava e nada disso iria mudar a minha forma de pensar. De qualquer forma, mantinha a mesma postura desde à três horas. Calada, olhava-me, tocava-me no ombro e pedia algo, mas eu não compreendia, eu não a conseguia ouvir. Fiz um pequeno esforço, contudo ela ao ver que eu estaria interessado em saber o que ela teria para me dizer, ou pedir, correu e de um só salto, mergulhou na noite, caindo no chão, sem um único som. Saltou da varanda, sorte a do idoso que por ali passava.
Saí, fui à casa de banho.
No bar, pedi um copo de água.
A musica era cada vez mais intensa.
Com a alarido provocado pela garota, nada pude fazer, se não tentar encontrar alguém que a substituísse. Tarefa árdua, impossível, mesmo desesperante, até que por um milagre (coisa que não acredito), aparece um anjo. As vestes que trazia identificavam um sabor tórrido, seco e sem sal. Mas os olhos, tenros, e negros como a noite sem luar, transpareciam um súbito ar de desdém, que aos poucos se convertia em sufoco. Mais uma vez, nada pude fazer. Tal como a primeira, esta, ficou a meu lado, de uma forma diferente, mais colada, mais junta, por certo seria da idade. Em tudo diferente, mas em tudo igual, não só por ser um mulher, como eu sou o mesmo.
A música, aí esta música!
E vai mais uma copo de água...
A casa de banho, fica tão longe.
Sem querer deixar arrefecer muito a noite, passei ao ataque. Tentei por várias vezes prenunciar o meu nome, mas não sai nada, só grunhidos, sons sem sentido, ao que ela, respondia, “Prazer...”. Desde logo percebi que a comunicação estava condenada ao olhar. Dancei mais um pouco, já não sentia o chão, digo-vos que não é uma sensação fantástica, é mais na onda do surreal, do ‘se-bem! Tão juntos, tão fundidos, que pensei que tinha mudado de sexo. Julguei-me fora de mim, dentro dela, senti o meu sexo em mim. Assim que os meus lábios penetraram nos dela, tudo mudou, nada ficou, desde essa hora até ao dia seguinte e dentro dos próximos dois mil, trezentos, oitenta e 3 anos, não mais os vou largar, bem... posso fazer uma pausa de dois mil, trezentos, oitenta e 3 anos, menos duas semanas.
Bebi um shot de urina.
Dancei a casa de banho.
E, paguei a música.
Quando me dei conta das horas, soltei um grito lancinante!

Nax saca dex nhima mãri

Nax saca dex nhima mãri, iv mua nhaara, aer drange, merone, otã drange equ sox hsolo rmae dox nhomata dex rintenasga. Solvire ud-ala oa ijdriam closae sima imóxipra. Ifo mnteportane aitece. Canun sima ax iv, daiand johe nhote daesduas elad...

quinta-feira, 7 de julho de 2005

Volta!

Procuro-te no fundo da escada, mas não te encontro, só um leve toque do teu perfume, que pelo cheiro, já deve ter vários dias. Desapareces-te, não te vejo à dias. Não consigo saber bem o que se passou. Estava tudo tão bem, andávamos tão felizes, tu na cozinha, eu na sofá, tu na casa da minha mãe e eu com os meus amigos, estávamos mesmo felizes, bolas pá! És mesmo mal agradecida! Fiz de tudo para te agradar! Comprei a máquina de lavar roupa nova, um lava-loiças maior, um esquentador de ligar automático, até comprei um caixote do lixo daqueles da reciclagem. Que queres mais?!?! Já não te batia à dois meses e tenho me controlado a beber, já só vinha duas vezes grosso para casa. Até comprei um saco de pugilismo para não te bater! Devias agradecer-me, pá! Até no outro dia fui contigo ao centro comercial e fui dar uma volta enquanto tu foste comprar trapos. É claro que mais que uma hora a fazer essas coisas, chega bem, mais vale isso que nada! Tens que ver as coisas por esse prisma. Já para não falar que uma semana antes de teres ido embora, encontrei a tua mãe na rua e até consegui falar-lhe e tudo! Ela é claro que depois de eu a cumprimentar ficou para lá a falar sozinha: “Você é um crápula! Estúpido! Veja bem o que está a fazer a minha filha, ela anda toda desgraçada...!” - Eu é claro que fiz ouvidos de mercador. E depois da morte do teu pai, nunca mais lhe disse nada, não a quero chatear. Por falar em fazer mal, como está a tua orelha? Melhor espero eu...
Só pode ter sido da lua, ou se calhar da gaja que estava na minha cama quando chegaste a casa. Mas podes voltar, eu já lavei os lençóis, a casa de banho e a cozinha. Eu sou mesmo bonito, não sou? Volta, por favor...

Hoje - 2

Quatro da manhã, às voltas na cama, vazia, fria, cheia de magoa, de dor, o arrepio torna-me ainda mais pequeno. Espreito a mesa de cabeceira, teimosamente as horas que fitam sem cessar, que ameaçam, que deturpam a verdadeira realidade... não passam de meros números. Mais uma vez desisto. A passos arrastados, transponho a minha preocupação para outra divisão. Por entre o breu da noite fria, tento desviar-me das parede, como elas de mim, sem sucesso aparente, servem de guia. Por fim, chego pesaroso à cozinha. De todas as divisões esta guarda algo que não pode mais ser esquecido, trazendo uma lufada de ar fresco à minha pobre alma, que dormente pensa em tudo e em nada. Neste momento só uma coisa interessa, copo de leite morno, para afogar esta maldita inquietude. Pacientemente encho o fervedor de leite e aguardo. Em quanto isso, sento-me e de orelhas entre as pernas e medito. Quase conseguia, quase chegava lá, mas o leite já transbordava e mais uma vez o sono transformou-se em euforia, a quietude em trovoada. Servi o leite e dirigi-me para a sala. Num acto de irreflectido, liguei o rádio. Procurei algo calmo, bucólico, que me aclamasse, tornando-se numa busca inglória. Muita música sem nexo, sem sentido, em línguas que não intendo. Desliguei o rádio. Na canto, perdida, a minha escrevaninha piscava-me o olho, tentei. Mal cheguei ao papel e à pena, lembrei-me de uma palavra: simpatia, mas não me surgia nada, mesmo nada, nem uma rima; mas com que diabo rima simpatia? Busquei por entre os meus apontamentos, rabiscos, temas de inspiração para os meus poemas sem sentido, de rimas estúpidas que ninguém compreende, da rima do mal com o anormal, do coração com o cagalhão, e nada! Nada conseguia rimar com simpatia, a única palavra que me surgia para esta rima, era, merda! E com este pensamento e após o terno efeito do leite, adormeci, ali mesmo.

quarta-feira, 6 de julho de 2005

Carne Podre

O mistério da carne podre, que definha e cresce por entre as pedras do caminho, tão escura, tão mal cheirosa, tão infecta, mas que nos atraia, a cheirar, a tocar, chegando mesmo a tornar-se uma obsessão de a ter nas mãos, junto ao corpo, de leva-la connosco, de a exibir, de mostrar que a conseguimos ter, sem que nos faça qualquer tipo de mal.
Mas após alguns dias, as doenças, as náuseas, os arrepios, os suores frios, o querer tirar e não conseguir, o lavar, raspar e não sair, o cheiro infecto que se nota a léguas, não mais nos larga. Pensamos que nunca mais nos irá abandonar, mas há uma solução! Sim há! Temos que nos convencer que a carne fresta é mais saudável, mais difícil de obter, é certo, mas mais fácil de sair. Não tem o mesmo aspecto apelativo da podre, a qual se consegue obter sem grande esforço. Mas compensa. É mais limpa e saudável. É bem mais difícil de obter, e as quantidades são sem dúvida insignificantes, quando comparadas com a da podre, mas dá mais gozo, mais gosto e não cheira tão mal.
Por isso eu digo a bem de verdade, não comam carne. Comam merda! Essa sim é a verdadeira ambição de qualquer um.

segunda-feira, 4 de julho de 2005

Adivinha

Se um maneta é uma pessoa só com uma mão, como se chama uma pessoa só com um cão?

sexta-feira, 1 de julho de 2005

Hoje

Mas que raio andam estes palhaços a fazer? Cada dia que passa fico mais baralhado... não sei se os deva mandar para o caralho ou para a cona da mãe deles! Que palhaçada!! À e tal, não vamos mexer nos impostos e mais não sei o quê! A merda! Mas não há ninguém que os trave?! Que lhes faça medo? Acho que se uma deles fosse morto, como na Espanha se fazia, resolvia-se muita coisa! Passam sempre incólumes, como se nada fosse, até de riem! Isto tem que acabar! É que é muito difícil aguentar isto... não sei mesmo onde isto vai parar, aliás até sei; eles cada vez melhor e nós cada vez pior!

Mas porque raio inventam tanto?! Não é preciso inventar, basta copiar o que os outros fizeram bem, e no máximo fazer um pouco melhor, há que ser práticos! Nós não somos melhores que os outros países, somos iguais ou até mesmo piores, deixemo-nos de merdas! E outra coisa, se não gostam do nosso país e estão sempre a dizer mal dele, VÃO PARA OUTRO QUALQUER! E deixem-nos descansados, se não querem trabalhar, emigrem! Temos uma pais excelente! Com óptimas condições.

Outra coisa, ajudem o próximo, nem que seja uma vez, acho que não é pedir muito. Quando falo de ajuda, basta dar conta que está uma pessoa ao vosso lado e que de alguma forma poderão ajuda-la, nem que seja abrir uma porta, dar passagem no transito, partilhar um elevador, apanhar um papel da chão, sei lá tanta coisa. Quantas vezes já deram a vez na fila da pagar as compras no Supermercado?...

Ouvi esta semana no noticiário: “Temos que começar a pensar no nuclear como energia alternativa para o nosso pais...” Só agora é que se ouve falar nisto?!?! Devem estar a brincar comigo não? Olha a Espanha já lá tem energia nuclear desde os anos 70!
Já devíamos ter energia nuclear à muito tempo! E os recursos hídricos? Porque razão não são aproveitados?! PORQUÊ CARALHO! Faz-me tanta confusão! O que interessa é casas... CASAS E MAIS CASAS!

E o turismo estúpido, de província, para não estragar a fauna e a flora, ai ai... a MERDA! Sabem o que é proteger em Portugal? É deixar a mata crescer, VIRGEM, sem ser tratada, para depois se possa pegar fogo e construir á vontade! Uma mata deve ser partilhada por todos e deve ser explorada por todos, deve estar bem tratada e vigiada. Organizar passeios de jeep, ou a pé. Mas o que fazem os defensores do ambiente? Andam de Renault 4, que é dos carros mais poluentes do MUNDO!

Bom fim de semana. Vou para a Costa de Caparica... mais o seu belo plano Polis... A MERDA!

PS: Isto amanhã passa...

Tetas e mais testas e não são da treta!

Daily Nipple

quinta-feira, 30 de junho de 2005

quarta-feira, 29 de junho de 2005

Chispas

Era uma vez uma pessoa que por ser a pessoa que era, chamava-se Vera, nasceu na Primavera, mas não ambicionou ver.
Mas por outras razões, que não quero mencionar, ficava virada para o mar quando o coração começava a incendiar.
Sei que foi vista com um turista, dentro do hospital, com o jornal e o avental, sei que não era da vista, pois isso seria muito normal.
Quando o viu era tremendo, mesmo horrendo, mesmo não o sendo, vinha sempre de uma certo canto do Rossio.
Fez vista grossa, à morsa que vinha grossa, de trombas, dentro de uma possa, a babar, e a arrotar, não queria acreditar, fui ver, já nem havia sombras!

Estes e outro textos, não podem ser encontrados em lado nenhum.

Santo António, Santo Antoninho

Mas um bocado e levas no cuzinho.

Foi na noite de Santo António
A primeira vez que te vi
Dois minutos no comboio
Foi mesmo ai que te comi

Vem comemorar este Santo
Ali naquela esquina
Tu mostras-me a vagina
E eu, o meu encanto

Vem comer sardinha assada
Na mesa do Santo Padre
Mas tapa essa cona assada
Para não fazer inveja á Santa Madre

Neste dia de euforia
Come-se muito carapau
Com muita alegria
Meti-te o pirilau

Agora que a festa acabou
É tempo de ir embora
Mas eu cá não vou
Porque te estou a comer agora

Agora que já te comi
Posso ir descansado
Eu, com menos um rim
E tu, com o rabo assado!

quarta-feira, 8 de junho de 2005

Já repararam?

Porque razão é que os intervenientes na última ceia de Jesus Cristo, estão todos no mesmo lado da mesa? Será que aquilo foi transmitido em directo?

terça-feira, 24 de maio de 2005

Tina

Olhei-te nos olhos
Vi que nada temias
Tinhas um par de ovos
E perguntei se engolias

Engolir não engolias
Mas outras coisas fazias

Fui apanhar meia dúzia de polvos
Para comer com fios de ovos

Tinhas um belo rabo
Que por sinal
Estava todo assado
Mas isso não fazia mal

Desde que não cheirasse mal
E não soubesse muito mal

Fui comer um iogurte opado
Para ser logo operado

O teu cheiro a vagina
Põe-me todo maluco
Cheira a sardinha
É do muco

Muco viscoso a saber a sardinha
É igual à da tua prima

Ouvi um cuco
Fui lá e dei-lhe um tiro.

Assim termina
Esta bela cantoria
Não é da minha autoria
Mas até gostava que fosse.

A caverna

- Apaga lá a lanterna.
- Para quê?
- Só para ver se fica mesmo escuro.
- Ok... (click)
- Onde foste? Onde estás? Não vejo nada! Liga a lanterna, rápido! LIGA!!! LIGA!!! LIGA!!! Não faças isso... não se vê nada. Estarei cego? Estás-me a ver? Estás ai? Isto é mesmo escuro. Estou-me a sentir mal, estou enjoado. Porque não ligas a luz? Não me ouves?! Onde estás? ONDE ESTÁS?! Eu não mereço isto. Estou-me a sentir mal, sem ar, será que morri? NÃO! Estou morto! Mas consigo me ouvir e sentir, logo não devo estar morto. Mas não vejo nada, NADA! Não posso me mexer, se não caio e morro. Aí sim, vou morrer. Porquê? Porque tenho eu estas ideias estúpidas, porquê?! Não estou a aguentar isto, é muito escuro, é muito mau, não se vê nada! Isto é um sonho, só pode ser. Acorda, VÁ! ACORDA! Não é um sonho.... estou a ficar sem ar, ar, quero ar! Que escuro, estou-me mesmo a sentir mal. Eu não quero isto! Eu não quero mais isto! Eu quero luz! Eu quero luz! LUZ!! Volta. Vá lá... eu não estou a aguentar... volta, por favor, volta! Nem que seja de outra lanterna qualquer, por favor... volta! Vou-me mexer... aaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhhh!
- Men, tem calma, estou aqui. És mesmo maricas, da-se!
- A final não morri... caneco!

terça-feira, 10 de maio de 2005

Anah y los niños

Era uma vez uma rapariga de seu nome Anah, que gostava muito passear nas matas do pinhal de Foz Côa. Um belo dia de Primavera, saiu cedo da casa de sua tia Anastácia, com uma pequena cesta com farnel, com uma roupa muito primaveril e um xaile por causa dos ventos frios da serra. Era seu costume passear por aquelas bandas às Quartas-Feiras e como o costume é inimigo do hábito, assim o fez também desta vez.
O dia estava lindo, os pássaros ouviam-se aos milhares, alegres pela abundância proporcionada pelas chuvas que caíram em Abril. Maio estava lindo como sempre por aquelas paragens, um pouco ventoso, mas nada que não se conseguisse tolerar, mal se entrasse no conforto da mata de pinheiros esguios, que serviam de abrigo.
Anah caminhava alegre pela mata, com uma flor na mão, que tinha colhido à uns metros atrás. Parava aqui e acolá, para admirar as plantas, pequenos animais, cogumelos das mais variadas cores, bem como a paisagem que por vezes se vislumbrava por entre a folhagem de pequenos arbustos. Toda aquela paz e quietude inundavam-na de serenidade.
Mais tarde e após um longa caminhada, resolveu procurar uma rocha, com sombra, para que pudesse comer, pois já se fazia tarde e a fome era mais que muita, aquele ar dava-lhe muita fome. Assim fez. Sabia que tinha já passado a sua rocha favorita, mas como vinha tão distraída com tudo o que a envolvia, já não se recordava se teria sido à muito e se teria que andar muito para trás, fazendo com que tivesse que alterar o caminho que tinha planeado. Como sabia que mais à frente existia uma rocha parecida, mas com uma vista não tão boa, resolveu prosseguir, mesmo não sendo do seu agrado. Como estava tão bem disposta e com tanta fome, continuou.
Logo que chegou, prontamente limpou o local onde ia por a toalha com um ramo de arvore que estava caído no chão. Primeiro tirou a toalha, depois dois pequenos pratos, em seguida e por ordem que estavam arrumados na cesta, os doces, o sumo de pêra, as frutas, queijo, um pouco de presunto, por fim o pão e os talheres. Ainda tirou dos bolso da saia um pequeno lenço para colocar no colo. Com um apetite voraz iniciou a sua refeição. Anah era muito delicada, uma refeição destas podia demorar horas e como é seu apanágio, esta não foi excepção.
Passadas duas horas, começou a arrumar tudo com muito cuidado dentro da cesta. Quando terminou, abriu um pequeno compartimento na cesta, assim como um compartimento secreto. Lá de dentro tirou um pequeno tubo, um saquinho de plástico e um espelho. Retirou um pequena quantidade do pó que estava dentro do pequeno saquinho de plástico para cima do espelho. Tinha que ter muito cuidado, pois por aquelas partes o vento pode ser traiçoeiro e soprar com muita força. Assim para que o vento não ficasse com o pó, ela prontamente colocou o cubo no nariz e de uma só vez inspirava-o para dentro do nariz. Assim o fez em ambas nas narinas até que o saquinho ficasse vazio.
Após esta operação Anah, guardava as suas coisas num local seguro e renovada com novas energias e cheia de calor, um só folgo, subia a serra toda, nua, sem nunca tirar o pequeno instrumento que tinha sempre metido no seu anus e que gostava muito. Quando lá chegava a cima, chamava pelo seu amigo cavalo selvagem favorito e ficavam os dois a ter relações amorosas o resto da tarde. Era um mimo ver o cavalinho em cima da Anah a relinchar de prazer e ela como sempre gostava, dobrada debaixo dele, gemia que dava gosto. Quando o pobre do bicho já não tinha nada para dar, ela descia, alegre. Mas naquele dia ficou um pouco triste, pois como se tinha distraído com a caminhada da manhã, esqueceu-se de retirar o seu instrumento favorito do anus e agora estava sem pilha. Para não o perder, colocou na vagina, e lá ficou guardado, todo guardado.
Assim que chegou ao local onde estavam as suas coisas, prontamente se vestiu, pegou na cesta e fez-se ao caminho, muito apressada, mas muito alegre.
Passadas algumas horas, já o dia se estava a por, Anah chega a casa, já a tia Anastácia estava preocupada.
- Ai menina não venhas assim tão tarde, que eu já não consigo ver bem e posso-te aleijar.
- Ó tia, também não é assim tão tarde.
- Para mim já começa a ser filha.
Sem mais demoras, Anah vai dentro da casa, deixa a cesta da cozinha e trás o estojo das injecções. A tia senta-se na mesa do alpendre e prepara a injecção. Diz para a sobrinha.
- Então filha, passeaste muito? Estava tudo bem? Comeste bem?
- Sim, estava minha tia ...
- Vê lá tu que quando saíste é que me lembrei que deverias ter levado outras pilhas.
- Pois foi tia... quando vinha para baixo acabou-se as pilhas. Por falar nisso, já venho!
Enquanto Anah retirava o instrumento favorito, a tia acabava o preparo.
- Ó filha! Anda que isto está pronto.
- Já vou – dizia de dentro da casa.
- Sabes que estes limões são aqui dos nossos, são muito bons.
- Ai sim?! Boa, é que os da vizinha já me estavam a fazer um pouco de azia.
- Pois, por isso mesmo. Com estes até se consegue misturar muito melhor o cavalo.
- Pois é – já junto da tia e a ver como ela fazia – a tia faz isso como ninguém! – e dá-lhe um beijo na testa.
Senta-se em frente à tia prepara o garrote e prepara-se para receber a dose. A tia com a sua mestria, introduz a seringa na veia ávida! O processo é de uma meticulosidade incrível. Mal Anah retira o garrote, até parece que já lhe está a chegar imediatamente à cabeça. Diz a tia.
- Também não exageres!
- Ó tia mas já chegou... - e mal profere estas palavras, levanta-se a custo e desloca-se para o cadeirão que a espera, como quem a quer abraçar e não mais a quer largar.
A tia, solta uma lágrima de alegria e chama:
- ¡Niños, niños! ¡Vengan aquí! ¡Tu madre esta drogadita! ¡Y que bella está!

segunda-feira, 9 de maio de 2005

O teste

Q 1
Q 1.1 - Utilizando os conjuntos de duas palavras, efectue uma frase.
O cão
O mijo
O carro
O martelo
O vidro
O ar
O inventário
O olho
O cu
O quadro
O livro
O acento

R (exemplo) :
O cão, não só corre como anda.
O mijo corre pela calçada, há quem o pise.
O carro vinha de cima.
O martelo tem um cabo grosso.
O vidro está partido em dois sítios.
O ar é limpo, por vezes até demais.
O inventário foi feito em dois dias.
O olho é muito bonito.
O cu está limpo.
O quadro está torto.
O livro tem muitas páginas.
O acento é agudo.

Q 1.1.1 - Agora a partir de cada frase, efectue um livro e explique porquê:

Q 1.1.2 - Agora a partir de cada livro, efectue um quadro:

Q 1.1.3 - Junto o resultado do livro e do quadro e faça uma palestra.

Q 1.2.1 - Filie-se num partido qualquer que dê direito a governo, mesmo que não seja maioria. Efectue uma lista de pessoas a abater e quais as que vai utilizar para subir rápido.

Q 1.2.2 - Saia do partido e filie-se na oposição. Justifique.

Q 1.2.3 - Candidate-se a presidente do partido e porquê.

Q 2
Q 2.1 - Após um mau governo, o que deve fazer?

Q 2.2 - Quantos anos deve passar até se candidatar a Presidente da República? E que passos deve dar? Porquê?

Q 3 - Onde deve ser edificada a sua estatua?

Q 4 - Caso não tenha roubado dinheiro, explique porquê.


Notas: O teste é de duas horas e trinta minutos e não é permitido qualquer tipo de honestidade. As consultas devem ser efectuadas de uma forma insuspeita e muito dissimulada.

Boa sorte!

quinta-feira, 28 de abril de 2005

Para o Carlitos

Fiz ontem uma varanda para a escada de estar, não consegui foi ver a entrada de chuva. Tive de novo que voltar à frente e encontrar-me com ninguém que goste de peixe espada, verde. Já prometi que mesmo sem luz, as varetas do chapéu, nunca se afastam depressa, em vez de ficarem a noite toda a olhar para mim.
Deixei de ver a cores, com os nervos que a minha mesa anda, deve estar sempre a piscar os dedos e nem consegue ver as rosas que estavam dentro da lata de sardinhas. Venha lá quem vir, terá um par de vez que fazer um pinto todos os anos anteriores, quando isso não acontecer, deixa-se a arejar umas horas, para tirar o sabor a amarelo, ou mesmo se o virmos, temos que ir embora, sem falar com os mesmos três caracóis quando eram mortos:
- Uma treta!
- Ontem fui ver o mar.
- A minha mãe gostou.
- A que horas?
- Vinha com duas pregas
- Entra, entra, que quero ver-te de fora.
E assim mais uma vez, tendo os tendões todos em seguida, sabia que nada podia entrar nem sair a toda hora da manga do tecto, todo, ou nenhum, cada vez que, mas com medo, tratando de ver a cara do peixe espada, verde.

quarta-feira, 27 de abril de 2005

Siga! Mais um...

Só depois da 6

...e parece que é cá dos meus!
Sejas bem vindo!

Ps: É, rata! Sejas bem vinda...

Tomei o pequeno almoço e sai

Tomei o pequeno almoço e sai, ainda estava escuro, as luzes da rua ainda estavam acesas. Subo a rua, dirijo-me para o Metro. Ao dobrar a esquina da leitaria, dou de caras com o meu vizinho bêbado, mais a sua prostituta favorita, que por amizade o trazia a casa nos piores dias. Cumprimentei-os como sempre faço, ao que a madame com o seu ar altivo, quase de gozo e como quase sempre responde:
– Não vai uma mamada? - ao que eu respondo,
– Estou atrasado, tenho de ir trabalhar. – Por vezes a troca de galhardetes fica por aí, mas desta vez, bem como outras que já aconteceram, ela queria conversa. A noite devia lhe ter corrido mal e o meu vizinho bêbado não teria muito dinheiro, assim respondeu:
– Anda lá, são dois minutos, faço-te um desconto!
– Não pode ser, tenho mesmo que ir – digo isto já a afastar-me deles, mas ela insistia.
– Anda lá querido, sabes bem que os faço como ninguém, tu próprio já mo disseste. – E dizia isto com um tom de voz um pouco alto. Eu com receio que o dialogo se tronasse dantesco, animalesco e com contornos ajavardados, resolvi correr para junto de ambos.
O meu vizinho, dormente, quase sem forças, e com um fio de baba no canto da boca, continuava pendurado no ombro desta mulher de 1 metro e 80, forte, aliás, gorda, com os peitos do tamanho de duas melancias, com um rabo espetado, rijo que nem cornos, com umas unhas que fariam a inveja de muitos talhantes, vestido sabes-se lá com o quê, e era com estes dois par de jarras que eu ia entrar de novo para o meu prédio, para a casa do meu vizinho, para que sua Excelência, Dona Prostituta, arregaçasse as mangas, tirasse a placa e se pusesse a chupar no meu sequioso abono de família, como nenhuma outra mulher alguma vez o tinha chupado, (acreditem que é realmente impressionante)! Sem pensar duas vezes, acedi à depravação. Puxei pelo braço dela e antes de irmos perguntei-lhe baixinho:
- Primeiro, vamos lá a saber quanto vale isso.
- Querido, para ti... deixa cá ver... 5contos!
- O quê?! Você deve estar louca! 5 contos?! E o desconto?!
- Querido, mas os 5 contos é já com desconto...
- Isso não pode ser! E quanto vale um queca?
- De quanto tempo?
- Sei lá... 10 minutos...
- Deixa ver... ora... para ti, faço-te 20 contos.
- 20 contos? Você passou-se! Então 5 contos a mamada e 20 contos a queca?
- E é se queres! – com tom de peixeira.
- Faça bem as contas. Repare; se por 10 minutos eu pago 20 contos isso dá 2 contos por minuto, certo?
- Sim.... – olhar para o ar com um ar pensativo e a contar com os dedos.
- Ora se a mamada é 5 contos, isso dá 2 contos e 500, por minuto, certo?
- Não estou a ver onde queres chegar...
- Não?!? Onde eu quero chegar é ao seguinte; uma mamada não é o mesmo da queca! Eu na queca posso lhe apalpar as mamas!
- Pois... e?
- E na mamda não! Está a ver onde eu quero chegar?
- Mais ou menos...
- Queca mamas, mamada não há mamas.... está a ver?
- Espera lá! O que estás-me querer a dizer é, se eu te deixar mexer das mamas enquanto te faço a mamada, já pode ser?
- Ora ai está!!
- Tu deves estar maluco! Tu deves bater mal mona! Não podes ter duas boas mercadorias ao mesmo tempo, chavalo!
- Ou é isso, ou vou-me já embora.
- Esquece!
- Está bem, então adeus, até amanhã.
- Olha o fedelho! Lá por ser todo menino da mamã e bem educado, deve pensar que leva tudo! É assim, e é assim mesmo!
- Muito bem, vou já andando. Ciao!
- Adeus... – com ar de desprezo.
E voltei a iniciar a minha marcha a caminho do Metro. Enquanto caminhava, ainda ouvia a prostituta a reclamar
– Olha-me só o fedelho! Mamada e mamas ao mesmo tempo, não queria mais nada! - continuava – É nisto o que dá quando se faz um bom serviço, querem sempre mais! Já viste isto? – dizia para o meu vizinho que já espumava pela boca.
Eu continuava a minha caminhada e pensava; mas que raio é que me deu na cabeça para perder 15 minutos da minha vida com esta mulher? Eu no fundo sabia porquê. É que a mamada que ela me tinha feito no ano passado tinha sido a melhor coisa que alguma vez alguém me tinham feito ao meu nabo. Nem a minha melhor namorada, não lhe tinha conseguido chegar aos calcanhares e isso era a única razão pela qual eu ainda a cumprimentava. É claro que uma voltinha nas melancias não faria mal menhum. Já em conversa com o meu vizinho, quando estava sóbrio, que era pelo menos uma vez por semana, quando ia visitar o filho, e lhe dei bolei na minha motorizada, me contou que se a mamada era boa, uma punheta daquelas mamas era ainda melhor e explicou porquê. Não vou contar, tenho vergonha...
Quando já ia bem lá em cima e já quase que não a conseguia ouvir, olhei para trás, para ver se ainda os consegui ver e se estaria tudo bem. Lá iam os dois, ele pendurado, já não era no ombro dela, já era na mala e ela continuava a esbracejar a praguejava, ainda se conseguiam ouvir algumas palavras:
– Deve pensar que é o maior!!
Quando cheguei ao topo da rua, voltei na papelaria à esquerda e desci para o Metro.
Já estava um pouco atrasado. Normalmente à hora a que costumava chegar à estação não havia ninguém, mas bastava ter-me atrasado 15 ou 20 minutos, para haver já um dezena de pessoas, que era o caso. Já tinha que esperar 1 minuto a mais para comprar o jornal e o Sr. Esteves me perguntar o que se tinha passado, fazendo-me perder mais 30 segundos que o normal, sendo já o atraso de um minuto e meio, mais o que iria perder quando fosse beber o café, pois já tinha uma fila de 1 pessoa à minha frente a pedir café e um pastel de nata, que por azar iria comer o que estava guardado para mim, pois como o Sr. Vitorino já sabia, se eu me atrasasse seria porque não iria trabalhar naquele dia e assim vendia o pastel, indo me atrasar ainda mais 2 minutos, fazendo com que não conseguisse apanhar o Metro de quando eu estou atrasado, resolvi então voltar para trás, ir a casa do meu vizinho e aceitar os 5 contos pela mamada e como a Dona Prostituta gostava muito de mim, ainda me deixou mexer durante a dita, nas suas belas mamas!

Um muito bom dia de trabalho, são os meus votos!

sexta-feira, 22 de abril de 2005

Vamos ter que falar.

Vamos ter que falar.
Da última vez que o tentamos fazer estavas toda despida, nua, sem roupa e sem pudor, quase que te via a alma.
Vamos ter que falar.
Se continuarmos a ignorar o que nos preocupa, não restará nada de nós, nada! Nem um dia ficará.
Vamos ter que falar.
Sei que não consegues, mas ou menos tenta, esforça-se, só uma vez. Eu ajudo.
Vamos ter que falar.
Ontem estive quase para te perguntar, mas quando te vi, foi como que se o mundo estivesse a acabar, a minha boca se tivesse congelado, o meu cérebro tivesse ficado vazio, oco.
Vamos ter que falar.
Vejo-te à tarde, na rua, sozinha, mas não consigo te chegar, não deixas, o teu olhar foge de mim.
Vamos ter que falar.
Mesmo quando não sabes que te vejo, eu sei que sabes que estou aí, junto de ti, ao teu lado, sempre ao teu lado.
Vamos ter que falar.
Quando me olhas, penso que quero fugir, mas tu não deixas, segues-me para onde eu for, mas no entanto, não deixas que eu te....
Vamos ter que falar.
PORRA CATARINA!! Não passa de hoje!!

quinta-feira, 21 de abril de 2005

Mais um...

Foi-me apresentado por um amigo, Vento de leste.

Fiquei tão inspirado que até fiz um:
Gota de orvalho
Cai no chão da floresta
Outra cai na minha testa
Ainda bem que não foi no caralho!

Sejas bem vindo!

quinta-feira, 31 de março de 2005

Acta número 1584

“Os passos que damos são dados com ambos os pés, caso só tenhas um, dá-los à mesma.”
Este foi um tema de abertura de conversa da última tertúlia de amigos, que todos os meses se juntam, dentro da casa de banho de um restaurante muito conhecido da nossa praça.
Das cabeças pensantes de todos os que frequentam (adoro escrever esta palavra em Brasileiro “freqüentam”, há lá coisa mais estúpida!?) este encontros, há uma, que todos identificam como sendo a mais pensante, que tem como tarefa mensal, a elaboração de um tema. O deste mês, o qual se encontra em epígrafe, é de todos o mais estúpido, e como tal foi escolhido para ser reflectido por outro grupo, que como nós, seguidores da nossa ideia, mas como menos capacidade intelectual, sendo por essa mesma razão praticamente impossível levar a bom porto qualquer tipo de conclusão. Visto isto, eu, como moderador, dei por encerrado este tema. Mas não deixando de exprimir o meu desagrado para com o pensante mor, pela a idiotice do tema.

14 de Maio de 1982.
Lisboa, Hospital Júlio de Matos.

A Formiga ataca em AL-HAIN.

Fui ao Cerro, que nunca lá tinha ido, já gastei dois rolos de fotografias, que nunca tinha me dedicado a fotografar Olhão como deve ser fotografado e antevejo uma ida à Ilha amanhã. Alguém quer me fazer companhia?
Farei o report, quando me der na real gana.
Até lá, façam só aquilo que realmente gostem.

terça-feira, 29 de março de 2005

...

Dia 29 de Março de 2005, 15:30.
Dia 29 de Março de 2005, 17:00.
Já tá...

quarta-feira, 16 de março de 2005

,

Mais, que um pássaro é um caixote de prendas que nos levam a um ponto de partida sem sentido para que por sua vez façamos o esforço de não ter pena de ser um pessoa com receio do tempo que tudo aquilo que gira à nossa volta será igual à mesma sensação de um dia termos a necessidade de voltar aquele sitio onde ninguém note que alguma vez estivemos lá no dia anterior com a pessoa que agora vai para casa da mãe com um saco plástico preto sem asas para se puder agarrar com força sem entornar uma única gota ficando tudo no lixo de manhã antes de ir para o trabalho para não querer ferir susceptibilidades que assolam todos os vizinhos do bairro onde mora desde pequeno como outros que desde muito cedo nada sabem o que fazer para continuar a vida desgraçada que levam com os dissabores de outros que em tudo fazem lembrar as pessoas felizes que conhecemos ao longo de nossas vida marcada de coisas boas como os dias maravilhosos de Primavera bonita de morrer aos poucos por conseguir ver o simples desabrochar de um flor repleta de maravilhosos pedaços de cores intensas tornadas encantadoramente cheias de esperança de conseguir chegar a um destino acolhedor feito de recordações tão boas como as que alguma vez se pudesse imaginar a dormir com aquela pessoas que tantos falam bem mas nada sabem sentir rancor de incorporar as sua pessoa, de manhã.

Evangelho do Quotidiano

João – Senhor, a quem iremos nós?
J – Não faço a mais pequena ideia!...
João – Mas tu tens a palavra da vida eterna, comé?! Ou é 6 ou é 68?!

Segunda-feira, dia 19 de... de... ai esta minha cabeça, de 2005.
Hoje a irmandade do Bibi celebra: Santa Bombástica, Virgem, com ascendente Leão, +-543 percings no corpo.

Proclamação do Evangelho de J Cruz (irmão do nosso querido amigo), segundo Maricas, 6, 53 ou 56 vezes pior que o irmão do Cruz.

Foram violaram para o outro lodo e chegaram à região de Setúbal, onde pararam. Assim que saíram do X5, o povo o reconheceu e pernas para que te quer. Percorrendo toda a região, começaram a violar, em leitos alheios , os que pereciam menos mal, para o lugar onde ouviam dizer que ele se encontrava, os interessados iam lá ter. Onde quer que ele entrasse, fosse nas aldeias ou nos povos, ou nos povoados, ou nas cidades. E todos os que lhe tocavam em J Cruz ficavam com tesão.

Da Bíblia do Pedófilo

terça-feira, 8 de março de 2005

Evangelho Quotidiano

Senhor, a quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna, João? 6 ou 69?

Quinta-feira, dia 07 de Fevereiro de 2000 e qualquer coisa.
Hoje a discoteca Igreja em Braga celebra: S. DJ Ricardo F. rei da Night, + 777 pontos, http:\\www.ampland.com, Cinco ou mais chagas d’isto, http:\\www.xxx.com, S Veemâncio Fortuna, baterista, + 600 pontos http:\\onlybestsex.com.

Proclamação de Evangelho de J, segundos Marcos, esse grande palhaço! 6x12=43

O rei Herodes, ou te cagas ou te fodes, ouviu falar de J, cujo nome se tronava célebre, pelas grandes orgia. Dizia-se: DJ JB ressurgiu dos mortos e por isso o poder de fazer house parties opera nele. Uns afirmavam: É Elias! Diziam outros: É um DJ como qualquer outro. Ouvindo isto, Herodes, que não se cagou e fodeu-se, repetia: É DJ JB, a quem mandei decapitar, só põe música de treta! Ele ressuscitou! Pois o próprio Herodes mandara prender JB e acorrentá-lo no Kings & Queens, por causa de Herodíates (uma grande vaca), mulher de seu irmão Filipe Trombudo, com a qual ele se tinha casado. JB tinha dito a Herodes: Não te é permitido ter a mulher do teu irmão, ó cabrão! Por isso Herodíates o odiava e queria matá-lo, não o conseguido, porém. Pois Herodes respeitava JB, sabendo que era um homem justo e santo, sim ele chamava-se: João Justo e Santo Batista; protegia-o do pessoal do J, que andava mortinho por o enrabar e, quando o ouvia sentia-se embaraçado. Mas, mesmo assim, de boa mente o ouvia. E JB dizia: Chavalo! Ou deixas a vaca ou... Chegou, porém, um dia favorável em que Herodes, por ocasião de seu natalício, deu um banquete aos grandes de sua corte, aos seus oficiais e aos principais da Galiléia. A filha de Herodíates apresentou-se e pôs-se a dançar, rebaldaria mais que certa, para grande satisfação de Herodes e dos seus convivas. Disse: o rei à moça: Pede-me o que quiseres, e eu to darei. E jurou-lhe: Tudo o que poderes te darei, ainda que seja a metade de meu reino. Ela saiu e perguntou à sua mãe: Que hei de pedir? E a vaca da mãe: A cabeça do DJ JB, e uma noite com o Capitão Robi. Tronando logo a entrar apressadamente à presença do rei, exprimiu-lhe o seu desejo: Quero que sem demora me dês a cabeça do DJ JB e uma noite com o Capitão Robi. O rei entristeceu-se; todavia, por causa da sua promessa e por ele ter uma maior que a do Robi, já para não falar dos convivas, não quis recusar. Sem tardar, enviou um carrasco com a ordem de trazer a cabeça de JB e para encontrar o Robi e cortar-lhe o sebardo. Ele foi, decapitou JB no Kings & Queens, trouxe a sua cabeça num prato e a deu à moça, e esta a entregou à sua mãe. Ouvindo isto, os seus discípulos forma tomar um copo e o depositaram num sepulcro. A partir desse dia o Kings & Queens, passou a Queens e o Robi lá ficou com o sebardo de meio metro!

Da Bíblia da Night

De seu nome António

Tinha uma grande inspiração
Batia só com uma mão
Não se fazia rogado
Gostava de ser enrabado

Mantinha a atenção
Não lhe fossem ir ó cu
Já a circuncisão
Dizia: fázelia tu!

Mamas tetas e silicone
Nada lhe fazia confusão
Já a cona da tia
Nunca dizia que não

Mais parecia um Zé Ninguém
Ninguém que o conhecia
Mas quando ele aparecia
Ficavam todos bem

De seu nome António
Nome anónimo
Que queria ser alguém

Ficava sempre de pau feito
Quando o enrabador era perfeito
Mas fica sempre descolhoado
Quando não era o namorado

Já a sua mão dizia:
Nem para sebo serves!
Ele contente sorria
Quanto comia um prato de perceves

Do alto da igreja
Atirou-se certo dia
Todos tiveram inveja
E foi uma correria

De seu nome António
Nome anónimo
Que queria ser alguém

segunda-feira, 7 de março de 2005

Pelos caminhos de Portugal


Rebordelo
E se um dia lá passares Nesses lindos olivais Ficas sempre a recordar Rebordelo de Vinhais

Informações Úteis
NOME DA FREGUESIA: Rebordelo
DISTÂNCIA A VINHAIS: 25 km
Nº DE HABITANTES: 828
ÁREA: 2215 ha
POVOAÇÕES: Rebordelo
PRESIDENTE DA JUNTA: Francisco Manuel Baía
TELEFONE: 278 369 162 / 93 332 57 55

Rebordelo é uma povoação muito antiga que já é citada nas Inquirições de 1258, sendo o seu primitivo nome Revordêllo. É uma freguesia do concelho de Vinhais, distrito de Bragança, com cerca de 1500 habitantes em 381 fogos, desses habitantes 47% são homens, 43% são mulheres e 10% são jovens.
Freguesia situada nas proximidades da margem esquerda do rio Rabaçal, dista a 25 km da sede do concelho, compreendendo os lugares de Rebordelo e Vale de Armeiro e fazendo fronteira com o Concelho de Valpaços e o de Mirandela.
A povoação principal é de granito. Junto à estrada, construções novas contrastam com o velho burgo, confirmando os ventos de mudança que nos últimos anos se têm feito sentir por aqui. Tem bairros com identidade muito própria: Igreja, Lombo, Carril, Fontainha, Eiró e outros de menor importância. A gente desta freguesia é o repositório de uma cultura popular que teima em sobreviver: lendas, rezas, tradições, medicina popular.
Mas a instalação das primeiras comunidades humanas em terras de Rebordelo remonta a tempos pré-históricos, como indica a sua arqueologia.

Arqueologia
Na Fraga dos Mouros, gruta natural no meio de brenhas graníticas, há uma antecamâra onde se notam ranhuras, indiciando a existência, em tempos, uma porta. No exterior existe uma espécie de mesa. Atendendo à morfologia do sítio, tudo indica uma ocupação desta gruta desde remotos tempos.

Desenvolvimento Económico
A Agricultura e pecuária, serralharia civil, construção civil, oficinas mecânicas, produção de castanha, vinicultura, olivicultura e pequeno comércio, são as principais fontes de rendimento das famílias desta freguesia.
Dos muitos que tenham de passar por aquelas terras, talvez gostem de saborear um pouco da refrescante água e observar a Fraga das Ferraduras, onde imperam os vinhedos, os olivais, e os castanheiros que lhe dão muita graça.
Na área da freguesia há duas minas de estanho, denominadas “Alto do Sarilho” e “Trigueiriça”. Julga-se que a sua exploração remonte a tempos muitos antigos. Embora desactivadas há algum tempo, as suas potencialidades continuam-se a manter, o problema é que hoje não se verifica qualquer interesse na extracção e aproveitamento de minério. Rebordelo foi um centro importante da indústria da seda que continuou em laboração contínua, mesmo depois do aparecimento da moléstia do sirgo, que quase aniquilou aquela indústria na região.
Também, existe um moinho que em tempos foi habitado, por uma família, onde moíam o centeio e o trigo. Mas com o tempo o moinho ficou abandonado
Banhada por um pequeno rio, o Rabaçal, onde actualmente se pesca a tão desejada truta, é uma aldeia em fase de desenvolvimento cultural e económico.

Terra de Judeus
Terra de Judeus dizem os vizinhos e o povo de Rebordelo também que estes se reuniam em pequenas assembleias ocultas aos olhares de estranhos e faziam em conjunto as suas rezas ao Grande Deus de Israel. No bairro das Pereiras há uma casa que, à entrada, tem uma estrela de David gravada no granito.
É a casa do senhor Moisés Abraão Gaspar, que também herdou do seu pai um velho manuscrito que se compõe de um caderno de noventa e nove páginas de papel não pautado de 15x10 cm. O manuscrito tem o nome de Livro de Orações ao Altíssimo Deus Todo- Poderoso e conta a primeira intitulada "Orações" e a segunda "Coisas Divinas".
A primeira parte ocupa as primeiras 72 páginas cujo tipo de letra parece ser do século XVIII. Nas páginas seguintes há apontamentos de família indicando nascimentos, mortes e casamentos. O manuscrito encontra-se encadernado em pele de cor acastanhada.
Este manuscrito foi transcrito em 1928 para o Há-lapíd (periódico do Movimento do Resgate, nessa altura o Capitão Barros Basto fez várias visitas a Rebordelo, sendo mesmo lá estabelecido um núcleo do movimento).
“Em Rebordelo, durante a lua de Setembro, os cristãos-novos quatro jejuns, cortam-se as unhas aos moribundos, ou apenas uma ou duas, assim como alguns cabelos, e embrulha-se tudo num pedaço de papel ou pano. Depois pega-se num bocado de pão e numa moeda de prata e passam-se pelos olhos do doente.” Este tipo de ritual é mais um exemplo das diversas práticas judaizantes, mas muitas há a assinalar. Orações para rezar pela manhã quando se jejua; para a lavagem matinal; para começar a rezar à tarde ou ainda a oração pelos mortos

Festas e Romarias
A povoação é tão crente e religiosa que não é de admirar se as festas e romarias vão beber as suas origens nas celebrações religiosas. Os dias santos eram dias festivos e permitiam às pessoas reunir e conviver finalmente num baile de música tradicional, porque todos os outros dias eram trabalhados pensando na sobrevivência das famílias.
Nesta freguesia a palavra Deus tem um significado sublime, reflectindo-se em tudo aquilo que se faz no dia-a-dia da população, nomeadamente em festas e romarias. Um exemplo disso são as “encomendação das almas”, “acto de criação”, entre outros.
O “Acto da Criação” (RAMO) é representado no dia 25 de Dezembro, pelo povo de Rebordelo, para o povo de Rebordelo e arredores.
“As Encomendações das Almas” , as pessoas reuniam-se nas encruzilhadas com a intenção de pedir a quem dormisse que rezasse pelos que já tivessem feito a viagem para o além. Mais precisamente na Quaresma depois da meia-noite.
Dia 1 de Novembro: Dias dos Fieis Defuntos
Dia 8 de Dezembro: Dia da Nossa Senhora da Conceição
Dia 24 de Dezembro: Dia de Consoada
Dia 25 de Dezembro: Festa das Varas
Mês de Fevereiro: Carnaval
Mês de Abril: Páscoa «Corpo de Deus»
Dia 18 de Maio: Festa de S. Venâncio
Dia 24 de Junho: Festa de S. João « Coração de Jesus »
Dia 29 de Junho: Festa de S. Pedro
Dia 10 de Agosto: Festa de S. Lourenço
Dia 15 de Agosto: Festa de Nossa Senhora da Penha de França

A romaria de Nossa Senhora de Penha de França, em Rebordelo realiza-se nos dias 14 e 15 de Agosto sendo a festa mais concorrida e animada de todo o concelho de Vinhais.
A capela de nossa Senhora de França está situada no alto de um monte distante 100 metros de um grande e íngreme rochedo conhecido pela Fraga das Ferraduras. É lhe atribuída esta denominação pelo facto de nele se encontrarem insculpidas umas figuras em forma oval e de ferradura. Na base esquerda do fragueiro há uma nascente de água, de qualidade superior, a que chamam Fonte da Virgem. Nenhum lugar seria mais adequado para o imaginário popular fazer nascer uma lenda. E foi ali mesmo, que surgiu a lenda de Nossa Senhora da Penha de França.

Lenda
Nossa Senhora, montada numa burrinha veio de Espanha, atravessou a fronteira de Atrave que dista cerca de 25 km de Rebordelo e entrou naquela aldeia. Quando chegou ao rochedo, apercebeu-se que os mouros a queriam perseguir e conduziu a burrinha para a íngreme rocha. O animal à medida que trepava por ali a cima, ia gravando no fraguedo as ferraduras das patas. Foi trepando até que o rochedo abriu uma fenda por onde a virgem se sumiu.
Esta lenda, pela sua ingenuidade e pela beleza natural do sítio onde a crença popular a colocou, merece ser conhecida.

Associações Culturais
Perpetuam as tradições da localidade, a Banda Filarmónica que foi constituída no início do século com cerca de quarenta elementos, se nos fiarmos nas mais antigas memórias da freguesia. Actualmente funciona com cerca de trinta e cinco elementos.
Há quinze anos atrás, criou-se um Rancho Folclórico, muito apreciado pela população. Infelizmente nestes últimos anos, não tem realizado quaisquer apresentações.
Há cinco anos que a associação desportiva e cultural de Rebordelo treina a equipa de futebol, participando esta em todos os torneios ao seu alcance.

Gastronomia e Artesanato
O Presunto, enchidos, cabrito assado no forno e para a sobremesa o pão de ló, compõem a ementa desta freguesia.
Calçado, rendas e bordados são lembranças que se podem trazer de Rebordelo, para além das imagens das Margens do rio Rabaçal, cuja praia fluvial convida ao descanso.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2005

Paz no mundo e vida longa

Hoje, 5ª feira, 3 de Fevereiro de 2005, acordei com uma grande vontade de praticar o bem, de abraçar, de cumprimentar as pessoas que me rodeiam, dizer-lhes, que bonito está o dia, como brilha o Sol, olhar para elas com um sorriso nos lábios, tentar convence-las que a vida é feita de pequenos nadas, e esses mesmos nadas são para ser vividos com muita intensidade. “Não se deixe abalar por acções que não pode controlar”, disse-me uma vez um “pardal”, até o dia de hoje nunca tinha compreendido o significado daquela frase, mas hoje, para mim, tudo ficou claro, limpo, sem venenos, vem maldade, sem ódios, sem sangue. Se facto, neste momento, e até com muita coragem, completo a frase “...e tente vive-las da melhor forma que possível”.
Este dia vai ser o dia mais longo da minha vida. Estou a apreciar cada segundo, cada pormenor, cada raio de luz, cada expressão, e tento a todo o custo semear a paz, a harmonia, todo o meu amor, que me enche o peito até à exaustam. Bolas como estou feliz! Alegre, sinto-me com vontade de viver 300 anos.
A última pessoa que abracei, disse-me que eu estava muito bonito. Achei o mesmo. É bom.
Foda-se o caralho da erva é mesmo boa!!!
Don’t walk on the grass smoke it!

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2005

Pelos caminhos de Portugal


Freguesia: Santa Clara do Louredo (Boavista)
Orago: Santa Clara
População: 1000 habitantes
Actividades económicas: Comércio, agricultura e fabrico de queijo de ovelha e cabra
Festas e Romarias: Santa Clara (Setembro)Património cultural e edificado: Igreja paroquial
Gastronomia: Açorda, sopa de cação, migas com carne de porco e carne de porco à alentejana
Colectividades: Centro Cultural e Desportivo Louredense

Situada na antiga baixara da serra de Alçaria Ruiva, a cerca de 5 quilómetros de Beja, na sede de concelho, a freguesia de Santa Clara de Louredo é composta pelos seguintes lugares: Boavista, Cabanão e Monte da Igreja.



Foi um curato da apresentação do arcebispo de Évora e antiga comenda da Ordem de Malta, transitando posteriormente para a coroa. A exploração agrícola do seu território teve projecção nacional, salientando-se várias quintas de nomeada, entre as quais de Fernão da Fonseca e a de José de Brito Lobo, que deram lugar à denominada Quinta de Santa Clara de Louredo e, consequentemente, à actual freguesia. Ao 1º Conde da Boavista, Mariano Joaquim de Sousa Feio e a sua esposa, D. Mariana Teresa Ribeiro de Sousa se deveu o desenvolvimento deste complexo agrícola e a construção ou ampliação de um solar residencial, com fundamentos de capela palaciana. Trata-se de uma obra projectada no reinado de D. Carlos e realizada arquitectonicamente no espírito luso-mourisco. Esta Quinta está ligada ao passal da igreja matriz, belo exemplar quinhentista de arquitectura religiosa quinhentista, correndo, pelo antigo cemitério, o seu murete de protecção.

Notícias
Tragédia em Santa Clara do Louredo
Data: Quarta, 22 de Dezembro de 2004 (9:38:13)
Tópico: Noticias
Tragédia em Santa Clara do Louredo. Na madrugada do último sábado um incêndio quase reduziu a cinzas o nº 10 do Bairro 1º de Maio.
Ângela Madeira, a proprietária da casa e o filho de 15 anos, que na altura se encontravam a dormir, conseguiram abandonar a residência a
tempo. Um curto – circuito terá estado na origem do incêndio. Os prejuízos são superiores a 5 mil euros. A família perdeu quase todo o recheio da habitação.
A Junta de Freguesia e a Câmara Municipal de Beja tem desenvolvido esforços nos últimos dias no sentido de recuperar a casa. Ângela Madeira vive sozinha com o filho e não tem condições para reparar os prejuízos. Por isso deixa um apelo aos Baixo Alentejanos.
Os donativos podem ser depositados na sede da Junta de Freguesia de Santa Clara do Louredo.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2005

Evasões da alma escura de pensamentos lúcidos e outras merdas.

Um rato e uma galinha:
- Mas a tua é mais pequena que a minha.

Caso eu conseguisse, iria passar umas férias. Ideias?

Nunca, mas nunca, tinha me dado conta do tamanho do Sol, BOLAS!

Xii, queimou outra vez!

Penso que estou a entrar na fase mais lúcida da minha vida. O que é esta merda que eles chamam dinheiro?

Brados, cicio, bonança, horror, raiva, pranto, e a cona da tia aos saltos.

Sabiam que canguru significa, na língua dos aborígenes Australianos, “não compreendo o que estás a dizer”.

Já uma vez disse isto, mas foi muito baixinho: aguas passadas, não fazem bem a ninguém e são umas grandes malucas.

Hoje, ao almoço, comi peixe. Não sei o que me deu.

Éh, ouve lá, eu estava a brincar! Estes bófias levam tudo a sério.

Uma unha de águia real, pele q.b. de iguana marinha das Caraíbas, raspas de pulga do mar da Armona, dois dentes e meio de foca do Polo Sul, um tentáculo de polvo corrente, dois bagos de arroz, sal muito grosso e uma ou duas caganitas de ratazana. Serve-se frio.

Bom proveito.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2005

O frio

O frio



Leve brisa que toca, fria, que envolve, languida, o teu corpo, tornando-o áspero e, como um grito surdo, e ao mesmo tempo, qual rajada de loucura, o transforma, agonizantemente, no Criador do desejo. Pensei em cobri-te de suaves mantas feitas de penas de aves raras, mas a cor, o cheiro, e, esse bruto, O Desejo de te tocar, foram mais fortes, derrubaram-me, qual maremoto de sentidos. O toque, a loucura de querer mais, o inebriante desejo que te querer possuir, à muito me tinha invadido, de tal assombrosa forma, que não haveria nada que me demovesse, nem que fosses a mais alta montanha ,
o mais profundo vale ,
a floresta mais densa ,
nem que estivesses tão perto do sol ,
a gruta mais escura ,
nem o facto, de seres uma menina na candura dos 16, quanto mais o facto de seres, a filha da minha mulher a dias.
Mas a natureza é matreira, omnipresente, omnipotente, avassaladora, arrebatadora, não deixa passar impune estas devassas tentações, a qual produz um frio, de tal forma arrepiante, e gélido, que torna o maior mastro, mais grosso, mas gordo, mas duro que um diamante, num pedaço de carne, tão mole que inveja o mais excelente bife de carne barrosã.
Assim, tal como cheguei, sai, e fui pregar para outra sacristia.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2004

Felix Natil e Prospero Anito nuobo!

O Natal é uma quadra em que temos de nos unir, por isso fodam bastante!

Já agora e como devo ter mais que fazer do que estar para aqui a vos aturar, um bom ano 1605, desculpem, 3005, aliás, 1405, em que ano estamos?

São os meus votos.

Aproveito o oportunidade para agradecer a fidelidade como têm visitado este Blog e pelos vossos comentários. Mais uma vez, o meu muito obrigado!

É nestas oportunidades que devemos fazer um balanço do que se passou nos últimos 12 mil dias, aliás, 12 mês. O balanço que faço é muito positivo, por podia ser tudo bem pior. Tendo em conta que o que virá poderá ser bem pior do que se está à espera, será um ano fantástico, mas “eispetacular”, assim como Paris.

Quando penso que já passaram 365 dias desde o ano passado a esta parte, tudo para mim faz sentido, as plantas, o mar, os ventos, as putas, o meu cabelo, a tua pachaxa e por fim, não só mas também, o universo. Esse grande matreiro!

Agora a sério; estava a brincar.

Beijos e abraços para todos os que merecem.

terça-feira, 7 de dezembro de 2004

Não hão-de os computadores só fazerem merda!

Reparem como se comunicam entre si:

"BM6ø 6 ( @    ô Î Ä Ü        1  ! ! 9! !!! ) ) ) !!) B!) ))) 1 1 1 B1 !!1 ))1 111 9 9 9 !!9 ))9 B B 11B BBB J J J !!J ))J 11J 99J JJJ R R )R R ))R 11R BBR RRR Z Z )Z 1Z BBZ JJZ ZZZ c c c !!c ))c ccc k )k k k k )k 11k RRk kkk J s s s !s !!s ! { ! „ ) { 1 { 9 { { „ !{ !{ !!{ !!œ )!{ 1!s ))„ ))” ))œ 11„ 11” 11œ 99s 99{ 99„ JJ„ B=” ZZ{ ccs ccŒ ZZ” BBœ JJœ ZZœ BB¥ JJ¥ RR­ ZZ­ ZZµ ccœ cc­ kk„ kkŒ kk¥ sss ss” ssµ {{{ {{Œ {{¥ {{Æ „„„ „„œ „„­ „„½ ŒŒŒ ŒŒ¥ ”ŒÎ ””” ””¥ œœœ ¥¥¥ ¥¥½ ­­­ ­­½ µµµ ÆÆÆ ÆÆÖ ÎÎÎ ÎÎç ÖÖÖ ÖÖç ÖÖï ÞÞÞ ççç ïïï ÿÿÿ Œ – Ÿ © ² ¼ Æ Ï Ù â ì õ ÿ ÿ  ÿ
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E ainda tentamos intende-los e domá-los...
Reparem nesta frase: "...ïîîîîíííììììëëëëêðððïïïïîîîîíííìììëëëëêêêéééèèèçççæææ‡..." Nem parece que vem de um computador!

1...2...3...

AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHH!!!

Estava mesmo a apetecer, dasse!

terça-feira, 16 de novembro de 2004

Que autor?

Senhor, a quem iremos nós enrabar? Tu tens as palavras da vida eterna. Jonhy 6,69

Quinta-feira, dia...? sei lá! De Fevereiro de 2003
Hoje a irmandade do Roto celebra: Santos: Paolo Miki, Pedro Brochista e companheiros de enrabedelas, mártires (é claro!), +197, Sonsa Doroteia, mártir (uma devassa!), +352

Proclamação de Evangelho de J, segundo Marcos, seu namorado, 6,7,8,9,10...
Então chamou dos Doze e começou a enraba-los, dois a dois; e deu-lhes prazer falando-lhes sobre os espíritos imundos. Ordenou-lhes que não levassem coisa alguma para o caminho, senão somente um boião de vaselina; nem pão, nem mochila, nem dinheiro na liga; como calçado, unicamente saltos altos, e que se revestissem de duas túnicas, mais fio dental e casaco justo. E disse-lhes: Em qualquer casa em que entrardes, ficai nela, até vos retirardes dali, tipo okupa. Se em algum lugar não vos receberem nem vos escutarem, têm a minha autorização para varrer tudo a Napalm, granadas, mísseis bombas de mau cheiro, etc... e no fim, saí dali e sacudi o pó dos vossos pés em testemunho contra eles. Eles partiram e pregaram a penitência, levaram no cú o resto do dia, mesmo até partirem. Expeliam numerosos demónios, peidos, ungiam com óleo a muitos enfermos e os curavam. That’s what I’m talking about, you faggot ass!

Da Bíblia do Roto

quarta-feira, 10 de novembro de 2004

A tua racha

Quando a vejo, praguejo
Parece que me quer comer, deixa ver
É tão fofinha, tão rosinha
Qual greta de parede verde
Qual racha de chão, que tesão!

A tua racha
A tua pachácha
Gosto de a ter
É linda de morrer

Temos que tratar dela, vai um esporradela?
Que gosto de sabor, que calor
Mas primeiro vem o cheiro, esse matreiro
Quando lhe toco, arroto
És minha, já me vinha
És visceral, etc e tal

A tua racha
A tua pachácha
Gosto de a ter
É linda de morrer

Pela manhã, um maçã
Pela tardinha, uma rachinha
Na cozinha, uma fodinha
No colchão, um fodão
Já está assada, é da foda bem dada
Ou aqui ou em Beirute, vou ter de te por o Halibute

A tua racha
A tua pachácha
Gosto de a ter
É linda de morrer!

Desconhecido autor...

Quarta-feira, dia de são nunca de Janeiro.
Hoje a Irmandade do punheteiro celebra: S. Jumento, mártir, +304, Beata do Charro Arcângela Girl, virgem (das orelhas!), +1495, Beato Freinademetz todo no cú, presbítero, S. Valério, bicha, +315.

Proclamação do Evangelho do J. Segundo Marcos do Big Brother 4, 1-20
J pôs-se novamente a ajoelhar, à beira do mar, para eu mamar, e aglomerou-se junto dele tão grande multidão, que ele teve de entrar no bacanal. No mar, toda a multidão ficou em terra na praia a mandar vi: É TUDO PARA TI? Ó CABRÃO! E ensinava-lhes muitos coisas em parábolas, como desenhos e com revistas da especialidade. Dizia-lhes na sua doutrina: Ouvi: Saiu o semeador a semear, Eu sai para foder! Enquanto lançava a semente, uma parte caiu à beira do rego, e vieram as putas e lamberam. Outra parte caiu na cona, onde não havia muito terra; o grão germinou logo, porque eu sou muito homem; mas, assim que se sobe que ia ser mãe, cortou-se e fez um aborto, a puta! Outra parte caiu entre os lábios; foi de tal a esporradela, que sufocou e o grão não entrou para a goela. Outra caiu mesmo dentro da ratinha, rosa, e deu fruto, cresceu e desenvolveu-se, um grão rendeu trinta, outro sessenta e outro cem, isso é que foi ganhar dinheiro com os putos! E dizia: Quem tem ouvidos, ouça! Quando se acharam a sós, os que o cercavam e os Doze indagaram dele Ele disse-lhes: A vós é revelado o mistério do Reino de Deus, mas aos que são de fora tudo se lhes propõe em quecas valentes. Desse modo, eles olham sem ver, escutam sem compreender, sem que se convertam e lhes seja perdoado, por isso vão ser todos enrabados! E acrescentou: Não entendeis essa parábola? Como entendeis então todas as outras? O semeador semeia a palavra e colhe o dinheirinho. Alguns se encontram è beira do caminho, onde ele é semeada; apenas a querem tirar dos tomates para ser semeada. Outros recebem a semente em lugares mal cheirosos; quando a ouvem, tribulação ou uma perseguição por causa da semente, eles tropeçam. Outro recebem a semente entre os espinhos; ouvem a palavra: Vais levar com ele!, mas as preocupações de querer sempre mais e mais grosso, a ilusão das riquezas, as múltiplas cobiças sufocam e a tornam infrutífera e devassa. Aqueles que recebem a semente em terra boa escutam e palavra, acolhem-na e dão o fruto, trinta, sessenta e cem por um. E dizia: ISSO É QUE É MOSTRAR SERVIÇO!

Da Bíblia do Safo

terça-feira, 9 de novembro de 2004

Autor desconhecido...

Quinta-feira, um dia qualquer de Janeiro.
Hoje a irmandade de Night celebra: S. João Esmola, mitra, - (menos) 616, Sarna Ildefonso, chato, / (dividir) 667, Beate Maria de Megakante, virgem (deve ser verdade!), x (vezes) 1696 = (igual) ver livro de resultados do 10º ano.

Proclamação do Evangelho de J, segundo Marcos 3,1=69. (ou seja três mais uma igual a um ganda 69)

J retirou-se com os seus discípulos para o bar, e seguia-o uma grande multidão, vinda da Kapital. E da Juveleo, da Juventude Anarca, do Indochina, do além-Tejo e dos arredores da Amadora e de Sintra veio a ele uma grande multidão, ao ouvir o que ele fazia. Ele ordenou a seus discípulos que lhe aprontassem uns shots para o pessoal, para que a multidão não o chateasse mais com a cena de estar sempre a cravar bebidas. Curou a muitos, de modo que todos os que padeciam de algum mal se arrotavam a ele para o gregoriar. Quando os mitras imundos o viam, prostravam-se diante dele e gritavam: Tu és o Filho da puta que me deve dinheiro, não és?! Ele os proibia severamente que o dessem a conhecer.

Da Biblia da Noite Lisboeta

quarta-feira, 3 de novembro de 2004

Menina da rua

Vi-te
Olhei-te
Comi-te
Beije-te

Olhaste
Mamaste
Gostaste
Gritaste

Mijei
Depressa
Gostei
À beça

Partiste
Triste
Caíste
Viste?

Avisei-te!
Estás sempre a olhar, para qual o próximo a mamar!

sexta-feira, 29 de outubro de 2004

Coisas que acontecem

Vai começar, eu sei que vai! Ainda à pouco dizia à minha amiga que ia. Sei tão bem que até me arrepio de pensar nisso, é assim como que ninguém soubesse, só eu sei. É terrível! Quando começar espero ter coragem de dizer, não irá ser fácil, é necessário muita coragem, mas... eu hei-de conseguir. Vai começar e eu sei como, será horrível, ninguém saberá, só eu. Já não aguento, está prestes a começar... ai! Já não dá mais... ai! Ai! Ai! Lá vai!!!
Foda-se, nunca pesei que iria cheirar tão mal, desculpem... já passa, esperem! O elevador está quase a chegar.

A caminho do topo do Empire State Building.

Olha se fosse comigo?

Eu sei o que vi, mas não quero acreditar. Será mesmo? É de certeza, eu conheço muito bem. Se for, será muito mau. Aliás nem sei como será, só sei que será devastador. Bem, cada vez que olho até me faz impressão! É de fazer chorar. É mesmo muito mau... não pode ser. Não!... é mesmo, é mesmo! Xii que mau!

Um amigo meu, julgasse com um prostituta, mas está com um travesti.

Eles vivem

Se bem me lembro isto não estava aqui. Mas que raio! De onde veio isto? Como veio aqui parar? Não pode ter vindo sozinho, alguém teve de o trazer. Isto é realmente muito estranho.

Uma nave espacial nas traseiras da casa do Santana.

sexta-feira, 22 de outubro de 2004

Sessão da noite

De que é feita a matéria? De substâncias quais os nomes foram inventadas pelo homem? Se foram inventados pelo homem, como podemos saber se são verdadeiras? Talvez sejam alucinações de um qualquer desgraçado. Eu gostaria de saber o que nos torna crentes. Devo acreditar em pessoas que transformam o mundo a seu belo prazer? Devo confiar em cientistas que descobrem formas de aniquilar milhares num abrir e fechar de olhos? No entanto, esses mesmos indivíduos salvam vidas todos os dias, com as suas invenções. Chego a uma, nada brilhante, conclusão: o que nos vai mantendo vivos, são estas merdas... o bem e o mal.
Eis o meu estado depois de ver o Van Helsing... em português, Van=Carrinha Helsing=Infernocanta.

quinta-feira, 21 de outubro de 2004

Ana Maria

Vi-te passar naquela rua
Estavas completamente nua
Mas quando te tentei dizer
Já nem querias saber

És boa como o milho
Até te fazia um filho
Se queres mesmo saber
Vou ter de te comer

A avó bem me avisou
Mas eu sou como sou
O teu pai é duro de roer
Mas eu vou-te mesmo é foder

Sei que te tinha mentido
Eu vou tirar-te esse vestido
Fizeste-me sofrer
E agora faço-te doer

Ana Maria, Ana Maria
Tinha dias que sofria

Mas ainda não sabia.

Agora que te vou ter
Não sei o que fazer
Estas toda húmida
Estas no ponto miúda...

Terei que te comer?
Ou terei que te fazer sofrer?
Uma coisa é certa
Sais daqui toda aberta

Terei portanto que te foder
E olha que te vai doer
Mas tu sempre soubeste
Era assim ou era no Sudoeste

Assim te fodi
Doido de prazer
Fui eu que escolhi
Fazer-te sofrer

Foi pena não estares calada
Assim não tinhas ficado baleada

Ana Maria, Ana Maria
Tinha dias que sofria

Agora?... Fingia que dormia.

sexta-feira, 15 de outubro de 2004

Que animais são aqueles?

A chegada

Acordei cheio de fome. De imediato acordei a minha mãe. Com muito esforço lá se levantou. Seguimos para o rio. A água corria, fria, limpa, fresca, os peixes saltavam, brincavam alegres, as plantas estavam mais viçosas que nunca, todo os outros animais pareciam agradecer tal abundância, tudo está magnifico!
Caminhávamos junto à margem, à minha frente ia a minha mãe, ao meu lado a minha irmã. Estava mesmo com fome!
De repente a minha mãe pára, fica muito quieta, faz um sinal para nós pararmos, mas eu vinha tão distraído nem me apercebi e continuei. Muito chateada, puxou-me, e fui para trás dela. Nunca a tinha visto assim.
De facto estava um cheiro estranho no ar. Aproximei-me da margem do rio e vindo do nada aparecerem uns animais estranhos, com um cheiro estranho, andavam de forma estranha, tinham cores que nunca tinha visto e faziam muitos ruídos estranhos pela boca, não dava para perceber os sons. As costas eram muito saídas e mais altas que a cabeça, eram de facto estranhos. As cores nas várias partes do corpo eram todas diferentes, bem como entre eles. Parecia que não tinham pelos! Ou então os pelos eram muito pequenos, lá que eram muito coloridos, eram.
Olhei melhor e só consegui ver cores muito fortes em todo o corpo. Tinham todos patas diferentes, uns castanhas, outros às cores. Conseguia-se ver a cor da pele, era muito branca e só tinham na cara. Será que são venenosos? O andar era ainda mais estranho, pareciam a minha mãe quando estava a apanhar coisas nas arvores, mas que estranho!
Pararam, ficaram junto ao rio, fizeram mais uns barulhos com a boca. Não saiam de lá. O mais estranho aconteceu! Tiraram as costas! Não sei bem se tiraram as costas, ou se é algo que sai das costas e depois voltam a por, de qualquer forma tiraram e colocaram no chão, fiquei cheio de medo! A parte das costas que estava agora no chão, tinha também umas cores estranhas, fazia muito barulho, um telintar ensurdecedor. O pelo das costas que ficaram nos animais tinha mudado de cor, agora era da mesmo cor do peito. O pelo era realmente muito estranho, tinha cores que nunca tinha visto e só um dos animais é que tinha o pelo e era na cabeça, era realmente muito estranho.
A minha mãe não se mexia, só cheirava, o cheiro era cada vez mais intenso, muito forte, como se estive algumas coisa a apodrecer, ou era doce, não conseguia explicar, parecia que cheirava a animais mortos. Recuamos e fomos para outro lado. Aí finalmente comemos, fiquei tão cheio que mal conseguia andar. Após a refeição encontramos uma arvore grande e aí ficámos a dormir uma boa parte da tarde.
Como sempre fui eu que acordei primeiro que todos, estava de novo cheio de fome. Resolvi ir sozinho ao rio.
Quando estava prestes a chegar senti um cheiro terrível! FOGO! Nós nesse ano já tínhamos sentido aquele cheiro e tinha sido horrível! Foi nesse fogo que perdemos o meu irmão. Tivemos que correr muito, mas o meu irmão que era o mais pequeno e fraco, não nos conseguiu acompanhar. Foi apanhado pelo fogo. Acho que ainda hoje o oiço. Foi horrível!
Aquele cheiro deixou-me em pânico, voltei para trás. Quando cheguei à arvore onde a minha mãe e a minha irmã estava, já não estavam lá, fiquei sem saber o que fazer. Fiz o que a minha mãe tinha ensinado, procurei o local onde tínhamos estado, chamei por ela e esperei.
A espera estava a dar comigo em louco e já estava sem forças para continuar a chamar. Não sabia o que fazer. Resolvi ir à sua procura. Mal saí, ouvi barulho por entre os arbustos, parei, fiquei muito quieto. O barulho aproximava-se, cheirei e conheci o cheiro, eram eles! Fiquei tão contente que até caí.
A minha mãe só me lambia, estava também muito contente, já a minha irmã saltava por cima de mim.
Saímos na direcção do cheiro do fogo. Eu não queria ir! Lembrava-me do outro fogo e fiquei com receio. Fiquei confuso, porque a minha mãe não estava com medo do fogo. Olhou para mim, esperou um pouco e seguiu, sem hesitações segui-os também!
Chegámos à beira do rio e lá estavam os animais estranhos. O cheiro a fogo vinha dai, onde eles estavam. Aí fiquei mesmo com medo deles. Continuámos rio a cima, em busca de uma boa refeição. Quando chegámos ao local onde normalmente comíamos, alguns dos animais estranhos também lá estavam. Bolas! Estavam em todo o lado! Estes estavam muito quietos, como se estivessem a dormir, mas estavam em pé! Que estranho. Eram dois, tinham um pau na mão, que mexiam à vezes. Quando chegámos mais perto é que deu para reparar que não estavam a dormir. De repente um deles mexeu o pau com muito força, até me assustei. Fez alguns movimentos bruscos, eu não conseguia compreender. Mesmo à sua frente um peixe, enorme salta. Com a fome que eu estava até perdi o medo deles, corri para apanhar o peixe. Corri, corri e vi que a minha mãe me acompanhava, até achei piada. Mas havia algo de estranho, ela não parecia estar a brincar, mas chamava por mim, como se eu estivesse a fazer algo de errado. Abrandei e acabei mesmo por parar. Ela parou ao pé de mim a olhou para o animais que estavam ali mesmo muito perto de nós. Fiquei gelado de medo! A minha mãe olhava-os. Eles em vez de voltarem coisas e fugir, ficaram parados. Um deles começou a fazer uns sons com a boca e a levantar o braço, como se estivesse a falar connosco. Eu fugi logo para trás da minha mãe. A minha mãe levantou-se e gritou para eles saírem dali! Um fugiu o outro ficou. A minha mãe estava mesmo furiosa. Gritou ainda mais e o outro acabou por fugir, até deixou cair ao pau que tinha na mão. Aproximei-me da minha mãe a minha irmã já lá estava, senti um grande alívio, um enorme conforto e sobretudo muita segurança.
Depois daquilo tudo passar, retornarmos à comida. Mais um grande banquete.
Quando voltámos, resolvemos vir pelo lado de onde estavam os animais. Ao chegarmos ao local onde estavam, não estavam lá. Resolvemos aproximar para ver e cheirar mais de perto. Aquilo era ao mesmo tempo divertido e assustador. Cheirei tudo o que havia para cheirar. Entrei para a toca de um deles, era muito estranha, tinha uma cor muito fora do normal, aprecia que era coberta de flores e eram todas amarelas. O desejo de curiosidade era mais forte que o medo. Tive alguma dificuldade em entrar. Quando entrei, fiquei louco com o cheiro que estava lá dentro! Era incrível! Cheirava tão bem, Cheirava a comida e devia ser mesmo boa, pois o cheiro era igualmente bom. Procurei e acabei por encontrar. Comi quase tudo. Quando tentei dar a volta para sair, encostei-me à toca e ela começou a cair. Fiquei confuso e assustado. A toca acabou por cair em cima de mim, em pânico tentei sair dali o mais depressa possível. Por fim consegui sair, a minha irmã até pensou que estava a brincar e foi ter comigo, começámos logo a brincar. De repente, ouvimos a mãe a gritar. Parámos logo. Eram os animais que vinham todos a correr na nossa direcção e também ao gritos, fugimos todos para a floresta. Ainda olhei um última vez para trás, viam-se ao longe ainda a correr, dei mais uma corrida e só parei na nossa toca.
Tinha sido um dia muito agitado, estava muito cansado, mal chegámos ao toca, aninhei-me ao pé da minha mãe e ao juntinho à minha irmã, adormeci logo.


A perseguição

Na manhã seguinte fui o último a acordar, estava ainda cansado do dia anterior, já não estava ninguém na toca. Sai, e já estavam à minha espera. Como o rio estava com tantos animais estranhos, a minha mãe resolveu ir para outro rio que ficava ou pouco mais longe. De caminho a mãe ensinou-nos mais umas quantas coisas, o que comer, o que não comer, onde há comida, onde é perigoso ir, ou é mais seguro, coisas desse género. O outro rio era mais pequeno, mas tinha também muito peixe. Para variar estava cheio de fome.
Mas hoje não estava com muita sorte, já estava ali à um bom bocado e não consegui apanhar nada. Resolvi ir um pouco mais para cima. Afastei-me um pouco deles. Encontrei o sítio ideal, o peixe era tanto que nem sabia por onde começar. Ataquei tudo o que de mexia, como é obvio, o peixe fugiu todo. Estava mesmo desastrado naquele dia. Acalmei-me e lá consegui comer até rebentar. Por fim a mãe e a minha irmã vieram ter comigo.
Depois do repasto, deitámo-nos na beira do rio.
A meio de sono, comecei a sonhar com o animais estranhos, parecia tão real, o cheiro era tão real, até acordei. O pior é que o cheiro mantinha-se. A minha mãe já estava atenta. Estava a começar a ficar farto daqueles animais! Resolvemos sair dali e entrar na floresta, pois aí tínhamos onde nos esconder.
Os animais eram outros, não eram os mesmo do rio. Eram mais e traziam lobos. Os lobos não eram como os da floresta, estes faziam mais barulho. A mãe ficou em pânico, corremos tanto como no dia do fogo. Parecia que ela já conhecia aqueles lobos. Já estava muito cansado, resolvi abrandar. A minha irmã também estava muito cansada, a mãe continuou a correr, chamei por ela e ela parou, voltou para trás, chegou ao pé de mim e emproou-me, para eu continuar, fez o mesmo à minha irmã, nós estávamos mesmo muito cansados. Mas elas insistia. Lá corremos mais um pouco, por fim chagámos à tranquilidade da nossa toca. A minha mãe não descansava, estava sempre a cheirar, estava muito nervosa.
Ao longe ouviam-se os lobos que faziam muito barulho, era muito assustador. Também se ouviam os animais estranhos a gritar, como se estivessem a comunicar entre eles. A minha mãe estava cada vez mais nervosa. Agarrei-me a minha irmã e ela a mim, ficámos quietos na toca. Lá fora o barulho era cada vez mais assustador. Fui ver o que seria, fiquei sem reacção. A minha mãe estava a ser atacada pelos lobos estranhos, eram tantos que ela nem sabia para onde se voltar. Ela batia neles, dava-lhes dentadas, mas não consegui ver-se livre deles. Atirou um deles de encontro a uma arvore, e ali ficou, morreu logo. Mas eram tantos e eu não podia fazer nada, estava cheio de medo. A minha irmã, empurrava-me, mas eu não queria sair. Passou quase por cima de mim e saiu. Foi ajudar a minha mãe, mas ela não deixou e atirou-a para longe com um só golpe. No meio da confusão começou-se a ouvir os sons dos animais estranhos. Todo eu tremia de medo. Começaram a chegar animais estranhos de todo o lado e traziam paus nas mãos. A minha mãe continuava a lutar com os lobos estranhos e a minha irmã estava deitada no chão sem vida, resolvi sair da toca, quando me preparava para ajudar a minha mãe, ou vi um barulho enorme, como aqueles que vêm do céu. Olhei para todo o lado mas não consegui ver de onde tinha vindo, e mais outro, e outro, quando olho para o animais estranhos reparei que vinha dos paus que traziam e deitavam muito fumo. Olhei para a minha mãe e estava caída no chão, não se mexia. O que tinha acontecido?
Os animais estranhos começaram a chegar junto dela com os paus na mão. Ela não se mexia, estava morta! Tinha sido os paus que a mataram, só podia ser. Não podia ser os lobos, eram muito pequenos. Fiquei tão triste, comecei a chorar. A minha irmã também não se mexia. Estavam mortas!
Os animais estranhos olharam para mim e começaram a trocar sons entre si. Um deles começou a andar muito devagar para junto de mim, trazia o pau na mão. Eu pensei que o pau poderia me fazer algum mal e fugi, corri, fugi, e continuei a correr, chorava e corria, estava muito triste e perdido.

Sozinho

Porquê? Porque razão os paus mataram a minha mãe? Porque razão é a minha mãe matou a minha irmã? Porquê? Não conseguia compreender. Estava numa nova floresta, não sabia onde estava, o cheiro eram quase os mesmo, as cores e eram ligeiramente diferentes, mas no entanto não conhecia o cheiro dos sítios por onde passava. Estava cheio de fome, ao menos isso eu sabia como resolver. Apanhei algumas bagas, tentei encontrar um rio perto. Encontrei, mas tinha pouco peixe, comi pouco, continuava com fome. Já era quase de noite e procurei um lugar para dormir. Encontrei uma pequena toca, verifiquei de estava ocupada, estava fazia. Deitei-me. Estava tão só. Quase não consegui adormecer com o frio que tinha, por fim lá adormeci.
Na manhã seguinte, quando acordei, ainda tive a sensação que lá fora estava a minha mãe e a minha irmã e brincar...
Saí e resolvi explorar o novo lugar. Marquei uma ou duas arvores, procurei se havia outros animais pela zona. Encontrei um cheiro parecido com o meu, mas já era antigo, marquei por cima. Havia outros animais, mas mais pequenos que eu. Eu tinha medo era dos lobos. Fui até ao rio apanhei o maior número de peixes que consegui e finalmente consegui ficar cheio. Descansei um pouco. Ainda estava cansado da noite e adormeci junto a uma arvore.
Acordei sobressaltado com o cheiro de animais estranhos! Outra vez?! Não podia ser. Procurei, mas não ouvia nada, no entanto o cheiro mantinha-se. Mas de onde vinha aquele cheiro? Cheirei o ar e nada, cheirei o chão e segui um rasto. Encontrei de onde vinha o cheiro, era um bocado de pelo de animal estranho, com aquelas cores horríveis.
Peguei no pelo com a boca, levei-o para outro sítio, aí deitei-o para o chão e com a tristeza que os animais estranhos me tinha provocado, cheio de raiva mordi, desfiz, pisei, rasguei, destrui tudo! Nunca tinha sentido aquilo, estava mesmo com raiva!
Enterrei o pelo, fui para o rio, mergulhei, lavei a cara, para nunca mais cheirar aquele cheiro.
Passaram-se mais algumas luas, o frio estava quase a chegar como no ano anterior. Tinha de encontrar uma toca maior.
Comi o mais que pude, no intervalos procurava por uma toca.
Numa noite, antes de deitar, olhei para o céu, vi as luzes, que teimam em não cair e por entre uma ou duas, pareceu-me ver a minha mãe, com a minha irmã ao lado dela, uma lágrima escorreu-me pela cara. A minha mãe dizia: - Estas a ir muito bem, parabéns. - E deu-me um beijo.

quinta-feira, 14 de outubro de 2004

Seios rijos

1...2...3...
Encontrei-me com ela
Num beco escuro
Ela fazia vela
E eu mergulho

Ela estava de branco
Naquela noite de horrores
Eu tenho sorriso branco
O pior era os odores

Seios, seios,
Seios, seios,
Seios rijos.

Minhas mãos tremiam caindo
Seu seios tremiam como gelatina
Meu sexo subindo
E ela chamava-se Tina

Seus olhos palpitavam em meus testículos
Meus cabelos enriçavam-se
Eu saltei para cima dela
E ela pisou-me os calos

Seios, seios,
Seios, seios,
Seios rijos.

In: Pénis insuflável de porco flutuante.
By: JRGSG
Produced by: JRGSG
Over produced by: JRGSG

Daqui a um coche

No dia em que nasci,
Nasci de uma vagina,
Vagina alheia.
Não sei se era doce ou agre,
O sumo da sua cona.
Olhei e vi o careta,
Logo percebi que estava num bacanal,
Bacanal alheio.
Mordaz foda, mordaz orgia.
Teu lábios anseiam um beijo,
Longo e viscoso.
Talvez te descuides
E beijes mais a baixo.

De vagar eu me venho com mania

Depressa eu te chupo
O sumo precioso

Faz barulho, faz barulho
Eu sou mudo, eu sou mudo
Faz-me um broche, faz-me um broche
Daqui a um coche

És um animal,
Animal feroz...
Eu sou a tua cura!

Vem e lambe-me o sexo.
Eu rasguei-te a camisa!
Tu rasgas-te o que não devias!
Estou com tusa e sinto o teu sexo.

Gorda feia,
Abre as bordas do cu,
Pareces um baleia,
Vou-te ao cu, vou-te ao cu, vou-te ao cu...

In: Pénis insuflável de porco flutuante.
By: JRGSG
Produced by: JRGSG
Over produced by: JRGSG

terça-feira, 12 de outubro de 2004

Angustiado da vida

Filosofando de si para si,
Um flor de pé ante pé,
Murmura aos ouvidos de uma porta caindo.
Cinzeiros caindo contigo ou semtigo,
Sacos de plástico olhando para mim.
Carrego no botão logo ali ou aqui,
Também vou lá e não vou ca,
Porque antes de se já não o era,
Penso o que não penso,
Sei o que não sei,
Morro com quem penso,
É lei o que não sei!
Morcego chupando o teu sangue, meu sangue...
Horrores de casa de banho,
Amores de autoclismo.
Noite palpitantes de dentadas alheias.

Obrigado!

In: Pénis insuflável de porco flutuante.
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Ando

Eu chorando sem dor
Pessoas falando sem sentido,
Pessoas olhando para o abstracto que os rodeia
Pessoas fumando droga sem fim lógico
Pessoas chorando pela dor dos outros
Pessoas chorado de dor, de desespero, de alegria
Pessoas olhando de olhos fechados sem amor
Pessoas odiando seus superiores seu semelhantes
Pessoas falhando obstáculos e passagens
Pessoas amando a morte a todos
Pessoas fugindo do mal e para o mal
Pessoas vendendo tudo sem pensar
Pessoas envenenando animais
Pessoas maquinando o desespero do mundo
Eu morrendo com dor

In: Pénis insuflável de porco flutuante.
By: JRGSG
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A mentira das coisas

A mentira das coisas

Teu pensamento vagueando em minha mente vazia de engarrafamento;
Encruzilhada para um estupor secreto de teu secretíssimo mórbido;
Causticíssimo caustico, como o fogo ardente de teu olhar caustico e amarelo
Amas que eu não,
Brilhas como andas;
Cagas de maneira estranha contrariando os princípios e as leis de bem cagar.
O sol brilha às quatro da madrugada, por detrás de um burro apoiado somente na quinta pata.
Colinas estonteantes de desejo homossexual ou invertido;
Malfeitores roendo seu cabelos brancos,
Como o degelo dos icebergues em fogo.
Amarelo vómito,
Preto florescente,
Cores impossíveis mas com muita razão de serem cores.

A mentira das coisas

In: Pénis insuflável de porco flutuante.
By: JRGSG
Produced by: JRGSG
Over produced by: JRGSG

sexta-feira, 1 de outubro de 2004

Kerry vs Bush

Estive ontem a ver em directo. Achei piada, foi muito bom! Adorei a cena das luzes.
Comentário geral:
Bush=Palhaço
Kerry=Candidato a palhaço

Muito bom mesmo!

terça-feira, 28 de setembro de 2004

segunda-feira, 27 de setembro de 2004

Tornicotão!

Um... dois... três! Tornicotão!!! Poing!

quinta-feira, 23 de setembro de 2004

Soltas e presas

Ao fim ao cabo as palavras são como as cerejas, vermelhas!

No alto daquele monte está um pardal,
Não o consigo ver, mas está.

Vá lá! Anda lá! Já estou com cãibras. - Dizia eu ao meu órgão sexual. -
É sempre a mesma desgraça cada vez que vens a um bar de strip. Chiça!

Gosto de ti, e tu gostas de mim, gostamos dois, porque razão é que o nosso cão é tão pequeno?

Se o meu filho soubesse também queria vir comigo. Mas como não sabe, vem comigo de certeza.

Na manhã de ontem vi um caranguejo, era verde, andava de lado e dizia-me adeus. Não sei o que lhe aconteceu, hoje fui lá e já se tinha ido embora. Conclusão: Se vires santola, é melhor voltares ao mesmo sítio passado dois dias.

Na minha sábia opinião, quanto mais se sabe menos se caga.

Grito, esperneio, babo, rasgo, salto, pulo, ladro, amo, odeio, gosto, desgosto, vejo, durmo, falo, mato, merda mais para as gajas!

Bem! Até fiquei a bater mal!

Se não podes sair, deixa-te estar, tudo se há-de resolver, nem que seja amanhã. Eu bem me queria parecer que tu não gostavas de aparecer na televisão.

Porra que a nina é mesmo bonita!

Estou a ver que tenho um animal em casa! Cada vez que chegou a casa, lá está ele, de rabo alçado, de roda de mim. Vou deixar esta vida de paneleiro!

Se gosto é porque não sei quê, se não gosto é porque não sei que mais, afinal em que ficamos? Já disse... A sopa é horrível!!!

Mãe?
Sim filho...
Porque razão os Srs. na televisão são mais bonitos que na rua?
Ó filho...

Só mais uma, posso? Vá lá... deixa lá. Deixa... Sim? Deixa lá! Posso? Vá lá! É só mais uma. Eu prometo que é a última. Posso? Sim?
Cá vai: Se a minha casa é redonda, porque razão é que as tomadas estão na parede?

quarta-feira, 22 de setembro de 2004

Isto é que se chama informação!

Li isto, aqui, e pensei que tinha alguma coisa a ver com o artigo aqui, vendo bem era isto que estava a ler. Fui ver melhor e na realidade era isto que queria ler, não fiquei satisfeito e encontrei isto com alguma dificuldade, para não ficar sem saber do que estavam a falar fui procurar, não é que consegui ainda encontrar isto!
Não estava esclarecido, fui à procura, encontrei algo, fantástico! Não é que consegui encontrar mais um.

Bolas fiquei mesmo a saber!...
Não procurei mais, já estava satisfeito.

Com este assunto é com todos os que são bombásticos, até enjoa! DASSE!!!!!!!!!!!

terça-feira, 21 de setembro de 2004

Olá!

Caro leitor, neste dia chuvoso e triste, exalto todos os meus sentidos e os vossos, para juntos conseguirmos alcançar uma conclusão, no que diz respeito à questão de fundo que já se coloca há alguns séculos e para a qual não há resposta aparente.
Caso consigamos responder a esta mesma questão, nada mais há que fazer, ou acrescentar à nossas existência.

São estas dúvidas que tornam e, dão vida, exaltam o nosso ser. Por essa razão é de facto perigoso tentar responder a questões que poderão por em risco tudo aquilo que a humanidade sempre se questionou e que nunca conseguiu responder. Por outro lado, nunca houve uma força internacional conjunta, que tentasse por todos os meios possíveis, decifrar a questão. Logo surge uma outra questão; será que poderei revelar a resposta às questões fundamentais?

Esta questão neste momento levantada terá que ser devidamente analisada, pensada, fundamentada, para não cairmos no mesmo erro das questões fundamentais.
Ou seja, ao se saber a resposta, teremos que saber se irá colocar a humanidade em risco. Neste caso o perigo não é directo à resposta das perguntas fundamentais, mas sim se resposta à pergunta para saber se a resposta às questões fundamentais podem ser ou não letais. Por outras palavras, teríamos de analisar a interligação entre as duas respostas, levando-nos por conseguinte a concluir que estão interligadas, tornando-se então num duplo risco para a humanidade a resposta à segunda questão.

Conclusão: Quando for ao Hipermercado e se colocar uma questão, que ponha em risco a alegria conjugal, esqueça! Está fodido na mesma!

segunda-feira, 20 de setembro de 2004

21 razões para odiar os espanhóis

Não é da minha autoria, já muitos devem ter recebido por mail, mas aqui vai:

“1.
A mania que eles têm de invadir-nos de 200 em 200 anos só para levarem nos cornos.
Será masoquismo?!?
2.
Tratado de Tordesilhas, em que eles ficaram com o ouro e a prata toda e nós com as mulatas e a caipirinha... pensando bem, o negócio até nem foi tão mal para nós porque, entretanto, o ouro e a prata acabaram-se.
3.
As sevilhanas: que raio de gente com auto-estima se veste com vestidos às bolinhas tipo joaninha e saltita enquanto um parolo de cabelo oleoso geme como quem está com
uma crise de hemorróidas?
4.
Castilla la Macha, Estremadura e Andaluzia:
todos eles desertos áridos e monótonos, mas sem camelos nem tipos de turbante para tirar fotos com os turistas.
5.
O antigo costume espanhol de reclamarem para si terras às quais não têm direito (como Gilbraltar, Ceuta, Olivença - que é nossa! - e as Canárias).
6.
Enrique Iglesias, y su magnifica verruga en la tromba.
7.
A língua castelhana: esse prodígio da linguagem, em que seres humanos são capazes de emitir ruídos imitando perfeitamente o som de um cão a roer um osso.
8.
Filipe I.
9.
Filipe II.
10.
Filipe III.
11.
Os Seat, os piores automóveis que existem a oeste da Varsóvia. Boca chauvinista, a treinar diante do espelho: «Yo esborracho tu Seat Marbella com mi pujante UMM»!
12.
A Guardía Civil, e a sua mania de arrear porrada em políticos portugueses na fronteira:
mesmo que eles estivessem a pedi-las, nos nosso políticos somos nós quem "molha a sopa".
13.
Badajoz, a segunda cidade mais feia do mundo, a seguir a Ayamonte.
14.
Os nomes que ostentam: quer queiram, quer não, Pilar é nome de uma viga de betão
e Mercedes é tudo menos nome de mulher!
15.
A mania que têm de se afirmarem como uma nação unida quando três quintos da população tem um ódio de morte a Espanha.
16.
El Córte Inglés... Até eles tiveram vergonha da sua criação, pelo que não lhe chamaram "El Córte Español", optando por atirar as culpas a outro povo, totalmente inocente.
17.
Café espanhol: uma zurrapa intragável e, além disso, para se conseguir uma bica em Espanha, o cliente tem que especificar expressamente que a quer «cafe solo, sin leche».
E, à cautela, convirá também pedir sem Sonasol, sem gelo, sem pêlos do peito do empregado...
18.
A riquíssima culinária espanhola: paella de carne, paella de peixe, paella de gambas...
Claro que galegos, bascos e catalães têm uma culinária riquíssima, mas esses não são espanhóis (ver ponto 15).
19.
O hábito cínico de nos tratarem por "nuestros hermanos".
Aí o português deve, com ênfase, esclarecer: «Xô, bastardo! Vai prá p*** que te pariu».
20.
A televisão espanhola: 100% parola, e onde é considerado top de audiências um concurso em que a corrente, chamada Mercedes (vrumm! vrumm!), tem que dançar sevilhanas (arrghh!) com o Enrique Iglesias (vómitos!) para ganhar um Seat (keep it!) ou um T2 em Ayamonte (nãaaaaaaaao!).
21.
Já imaginando a contra-argumentação que alguns tentarão contra esta minha lista, devo lembrar que os filmes do Canal 18 NÃO são feitos em Espanha, nem por espanhóis.
Vejam o genérico. São americanos e dobrados em espanhol porque os espanhóis ficariam logo murchos se ouvissem as senhoras a gemer noutra língua que não a sua.
Aliás, os espanhóis nunca foram muito dotados: sabiam que a DUREX comercializa em Portugal preservativos com uma média de 1 cm mais compridos do que aqueles que comercializa em Espanha?!?
Agora, agradeçamos todos:
«Obrigado D. Afonso Henriques, por nos teres separado dessa raça, para que hoje possamos dizer, com orgulho, eu sou português!»”

Há mais esta e vem de um Irlandês que conheci: “Sabem qual é a melhor forma de irritar um Espanhol? Perguntando se a capital é Barcelona.”

E já agora, a melhor forma de irritar um Português é dizer que a capital de Portugal é Madrid.

Portugal!

Amor de irmã

Não sei como
Não sei quando
Só sei que foi amor
Amor de irmã

Ninguém pode resistir
A tão bela personagem
Todos os dias vendo-a dormir
Sem lhe poder fazer uma abordagem

Quantos banhos juntos
Tantos gestos de carinho
Não trocava nem por dois presuntos
E quando ela me chama de maninho?

Não sei como
Não sei quando
Só sei que foi amor
Amor de irmã

Quando ela também sentiu
Eu enlouqueci de desejo
Perguntei: Dás-me um beijo?
Aí ela fugiu

Atormentada, fechou-se no quarto
Triste, fiquei fora de mim
E ela gritou bem alto
SIM!!!

Um beijo lhe dei, amor fizemos
Foi então que acordei, só, no quarto
De um qualquer hospital de lou... lou... LOUCOS!!!

Não sei como
Não sei quando
Só sei que foi amor
Amor de irmã

sexta-feira, 17 de setembro de 2004

Fancílio Cuécaslius

Um dia o nosso herói estava na casa de banho e teve uma ideia fulminante, as cuecas! Fancílio viveu no sec. II a. C. (180-99 a.C.). Quando era pequeno, Fancílio sentia-se mal quando trazia todos aqueles enormes lençóis enrolados a si, e ficava sempre com a “fruta” desamparada.

Fancílio, pertencia a uma família rica, uma das mais ricas do Império, provavelmente a mais rica logo a seguir à do Imperador - o pai era ministro das finanças.
Quando tinha 20 anos, foi falar com Políbio, historiador grego da época, só reconhecido como tal, após a sua morte – que chatice! Fancílio conversou com ele vários dias e explicou-lhe a sua ideia. Políbio por sua parte disse que os astros não existiam, que Deus à muitos, seu palerma! e preferia a Marvel em vez do Tio Patinhas, entrado em evidente desacordo com Fancílio. Este por sua vez disse que tinha de se ausentar por umas horas, pois teria que ir fazer uma compras para a mãe ao Jumbius, mas logo logo, estaria de volta.

Enquanto isso Políbio pensou e repensou e... chegou a uma conclusão. Teria de se fazer uma ranhura nas cuecas, com um fecho ecler para os homens fazerem as necessidades.

Fancílio chegou passado 3 meses e 2 minutos, pois o relógio da igreja estava atrasado uma hora. Políbio num grande frenesim, explicou-lhe a sua tese, com algumas alterações à ideia original, ao que Fancílio descordou e apresentou desde logo uma lista de problemas às alterações apresentadas:
1- Ainda não se tinha inventado o fecho ecler.
2- Ao se fizer uma ranhura para os homens, ter-se-ia de fazer outra para as mulheres.
3- As mulheres também usarão cuecas.
4- Os homens e as mulheres não só urinam , como também evacuam.
Políbio ouviu-o pacientemente durante dias e dias...

Passado uma mês houve a batalha de Pidna e Políbio foi para Roma levado como refém, ai apanhou uma valente bebedeira que durou uns dias.

Fancílio ficou destroçado, e tão desgostoso que nunca mais foi ao circo.
Ele pensou que nunca mais iria ver o seu sonho realizado, mas!...
Viu uma luz no fundo do túnel!
Seria um comboio? Seria um pássaro? Seria um avião? Não! Era o Super Sonhafilius!!!
Fancílio ficou pasmado, embasbacado, quadrado, mamado, envernizado, pois sempre sonhara em ver o seu personagem favorito da TV. Estava mesmo vislumbrado!
Super Sonhafilius dirige-se para ele e disse:
- Tu tens a ideia e eu tenho a sua realização
Era como se aquele momento tivesse sido tirado de uma história fantástica. Ao que se seguiu uma troca muito interessante de impressões:
- A sério SS?
- Sim, a sério!
- Que bom.
- Pois é.
- Nunca pensei!
- Pois.
Super Sonhafilius pegou no braço de Fancíliom, puxou para um canto e disse em voz baixa:
- Terás de arranjar um cordel para prender as cuecas, quando os homens ou as mulheres quiserem fazer as suas necessidades fisiológicas, terão única e simplesmente que desapertar o cordel da cintura.

Fancílio desde esse dia começou a tratar toda a gente com indiferença.

Fancílio fez vários modelos de cuecas, entre elas umas feitas de pele de crocodilo. Este modelo teve pouca aceitação, pois deu aso a muitas reclamações, visto que a cor da pele do crocodilo era verde e maioria dos clientes era do Benfica.
Havia também cuecas rendilhadas, com lantejoilas, outras que eram tão pequenas que eram para a tanga, etc., etc., etc.

Mas nem todas as pessoas aderiram à cuequice, haviam os naturistas que eram contra as cuecas e contra tudo em geral, reuniram uns milhares de assinaturas, e fizeram uma manifestação em frente ao Ministério das Cuecas. O Ministro disse que ia ver o que podia fazer, recebeu as assinaturas, reclamações e coisas mais, atentados á moral pública, galinhas, patos, alfaces, etc.
Nessa noite o Ministro foi para casa, fazia muito frio, ele não tinha pago a conta do gás, e não tinha lenha. Então em desespero e como não tinha como aquecer a casa, queimou os papeis todos que tinha trazido do Ministério. No dia seguinte comentou à imprensa que tinha sido o filho, que estava a fumar na sala e tinha deixado cair uma beata para cima dos papeis, queimando tudo. Toda a gente sabia que o filho do Ministro não fumava.

Fancílio morreu em 99 a.C..
O seu filho continuou a sua obra, mas não com tanto sucesso, ao pensar que ia revolucionar o mundo inventando a peruca. Teve um pouco mais de sucesso quando inventou uma mistura química para decapar, a que nós hoje em dia chamamos CocaCola.

quinta-feira, 16 de setembro de 2004

Na capa de um livro que comecei a ler, mas não consegui acabar pois...

Quando penso que não penso
Na vida que Deus me deu
Às vezes até me convenço
Que não penso que sou eu

Autor:
Fernando Pereira Dias
Titulo do livro:
Do popular ao erudito

... o livro não era meu e estava cheio depressa.