terça-feira, 31 de agosto de 2004

A abelha

Era uma vez uma abelha, tinha todas as qualidades de uma abelha linda. As cores, as patas, os som, as antenas, a forma de voar, tudo era perfeito. A primeira vez que a vi, pensei que tinha chegado ao céu, tal era a perfeição. Eu apreciava-a sempre de longe, tinha receio que ela não gostasse de ser observada e voasse para longe. Era de facto uma abelha linda. Os olhos, grandes observam tudo. Com as patas retira o néctar das flores e transporta na sua bolsa, é de uma perfeição majestosa. Ganhei coragem e aproximei-me mais, para ver os pormenores e quem sabe se com o som da minha voz, a conseguisse agradar de alguma forma. Assim fiz, fui me aproximando. Quando estava bem perto dela, exclamei: Olá! – Voltou-se para mim e ali ficou. Pelos vistos o truque da voz resultou. Ali perto, ainda consegui ver melhor, de facto tudo dela era linda, perfeito, como que se tivesse sido esculpido à mão, nada estava fora do lugar, nada era feio, não consegui encontrar nenhum defeito, era incrível. Tentei uma nova aproximação. Desta vez iria tentar novas palavras, podiam não parecer adequadas, mas não conseguia esperar mais, antes que ela se fosse embora, tinha de lhe dizer mais alguma coisa. Perguntei: Onde moras?
Para meu espanto, ela responde: Moro numa casa com o meu marido que por acaso está atrás de si e que para seu azar não gosta nada que pessoas estranhas falem comigo, seja onde for e por essa razão esteve dois anos na Tailândia a aprender várias artes marciais!
Ao que eu respondi: Desculpa, mas não estava a falar consigo, estava a falar com o abelha que está em cima da sua cabeça...
Senti tanta pena do pobre rapariga... O namorado quando viu a abelha no alto da cabeça do sua namorada, resolve proferir um ataque fulminante e de um só golpe, não só conseguiu falhar a abelha, como deixar a pobre rapariga em coma.
A abelha? Essa continuo a sua vida, ainda outro dia tínhamos combinado desviar um 747, mas a desgraçada não apareceu. Ligou-me mais tarde a dizer que tinha ido passear com o Santana Lopes! Cabra da abelha!

Para fazer quando se tenha muito que fazer

Vão o Google e escrevam a frase em Inglês "miserable failure" sem mais nada, tal e qual como está escrita, em seguida pressionem no botão "I'm Feeling Lucky", se vos aparecer o Google.pt, pressionem no botão "Sinto-me com Sorte", também dá.

Ia vomitando outro dia à hora do Jornal da Noite

Quando é que o jornal da noite vai passar a ter bolinha vermelha no canto? Aliás quando é que passa a ser considerado pessoas mutilados, mortas, a esvaírem-se em sangue e coisas parecidas, imagens que possam ferir ou chocar os telespectadores?
Já a notícia referente à actriz porno que conseguido bater o recorde do mundo, em que conseguiu despachar durante 24 horas o maior número de homens, já não pode passar nas notícias ... pode ferir a sensibilidade... Cambada de hipócritas!
As cenas de sangue ao menos podiam colocar aqueles filtros difusos que não deixam ver as coisas nítidas, como fazem quando aparecem partes intimas das pessoas. Que merda!

segunda-feira, 30 de agosto de 2004

Tema livre.

Após uma aprofundada analise, investigação e conversa com algumas pessoas mais chegados, cheguei a uma conclusão:
A relação entre o a lei do aborto, o “barco do aborto”, o governo e o processo da Casa Pia e por fim a pedofilia, é de inteira promiscuidade!
Vejamos; se a lei do aborto fosse aprovada, havia uma muito menor probalidade de existir crianças em locais como a Casa Pia. Por sua vez como a lei é votada no parlamento e, muito bem, houve um referendo para saber a vontade do povo, que por acaso calhou no Verão. A lei foi chumbada, mas não deixando a classe política ter sempre a sua palavra a proferir os seus comentários à cerca “destes” assuntos.
Ora se assim é, estão a ver onde isto vai parar, não é?

sexta-feira, 27 de agosto de 2004

Total Invasion

Now you listen to me
Just enough water
For a third of the world
Oil barons running the government

All votes invalid
Use any old lie
Going to crave up your wealth
Like pumpkin pie

It’s a global abrasion
Its conflagration

United Nations
It’s a total invasion


Terrify them
Complete submission
This is our goal
This our mission
Destroy your customs
You’ll have no say
We’ll clothe your women

It’s a fucking crusade
A lesson in trade
So all you intellectuals
Were gonna to invade

It’s a global abrasion
Its conflagration

United Nations
It’s a total invasion


24 million people Mexico City
Half a liter of water a day

The final push
The last battle
Eden restored
Man is cattle

We want your oil
We want your land
We’ll take your wealth
You’ll have much less
Well change your god to the bitch Goddess

It’s a global abrasion
Its conflagration

United Nations
It’s a total invasion


In: Killing Joke - Zum - 2003

Aviso à circulação

Muito atenção! Peço a vossa atenção!
Para os Srs. proprietários de veículos com tecto de abrir, tomem a máxima atenção e tenham o máximo cuidado, há objectos estranhos na forma de gajas muito boas que entram pelo respectivo e se apoderam da vossa concentração, bem como outras coisas acabadas em ão! Muito cuidado.

quinta-feira, 26 de agosto de 2004

As coisas que tentaram me ensinar hoje

Hoje, quando estava a tomar o café da tarde, que por acaso não tomo, mas faço sempre a pausa com KitKat e afins, reparei nos pacotes de açúcar e não é que tive uma agradável surpresa! Vêm coisas escritas neles, para além de:
Desejamos-lhe um óptimo café Nicola

Açúcar Granulado
Distribuído por:
Nutricafés
Tel: 214 968 500
Consumumidor@nutricafes.pt
www.nicola.pt

PL 6/8g
Embalado por sugapack

... e mais umas merdas com uns desenhos.

Formando uma pequena colecção, em vários pacotes consegui encontrar, no lado oposto ao referido em cima, está a razão da vida, da existência primordial, passo a transcrever algumas pérolas, de bom humor e outras de verdadeira arte escrita:
- “O que é que o tomate disse á banana?” Para aguçar a curiosidade, a resposta vem em letras muito pequenas e itálico, entre aspas e ao contrário. Ou seja é necessário dar uma volta de 180graus ao pacote para conseguir saber qual a resposta elaboradíssima e em tudo sábia: “Quando tiras a roupa fico todo vermelhinho”
- Outra: “O que é um pontinho preto em cima de uma jornal? Hilariante! “Uma formiga à procura de emprego.”
- As palavras preferidas a seguir são da inteira responsabilidade da Nicola: “O que é que tem dedos mas não escreve?” “As luvas” (...)
- É a verdade a vir ao de cima! “O que é que dá a volta ao mundo, mas permanece num canto?” “O selo” (qual selo?)
- De facto a sabedoria transcrita nestes pacotes de açúcar é avassaladora! Reparem: “O que é que a sardinha chama ao submarino?” “Uma lata com pessoas dentro”.
- A verdade anda sempre a cima de tudo: “O que é que anda com os pés na cabeça?” Se aplicássemos os princípios da boa etiqueta esta pergunta, teria outros contornos, mas como estamos aqui a falar da verdade que me queriam ensinar, a resposta é: “O piolho.”
- “O que é que sempre sobe, quando a chuva desce?” “O guarda-chuva”. E se fosse o sol a descer, o que subia?
- Tipicamente o renascer de uma mentalidade antiga, o machismo: “Por que é que o boi muge quando a vaca passa?” “Porque não sabe assobiar”. Veja-se aqui a sintaxe formada com a conjugação da palavra do mais elevado valor gramatical.
- A pérola das pérolas: “O que é que (reparem, “...o que é que...”, uma cacofonia linguistica, simbiótica entre o que e o que) o ponteiro grande (o falo grande!) diz ao ponteiro pequeno?” “Não te vás embora. Eu volto daqui a u a hora”.”...não te vás embora que eu volto daqui a uma hora...” estas palavras são o êxtase! Vamos analisar uma a uma...

Varboletas

Vi uma varboleta
À voar, à voar
Era perneta
Faltava-lhe duas asas
E cheirava muito mal dos sovacos

Varboletas
Tão belas, tão belas
Às corzinhas

Era feia
Mesmo muito horrível
E tive de a embalsamar

Varboletas
Tão belas, tão belas
Às corzinhas

Pergesa alpenor
Diryas palpirias
Pupilas menor
God zylias

Varboletas...

In: O Incesto
1989

Super Pop Azeitona

Artista Pop
Artista Rock

Quero ser muito famoso
Quero ser muito vaidoso
Quero ser um artista de Pop, Pop
Quero cantar música Rock
Quero ser o Rui Reininho
Sero ser o Velosinho
Xico Fininho

Artista Pop
Pop azeitona

Quero beijar o João Peste
Quero ser dos Plot Pop Pot Nhot...
Quero ser capaz do 7
Quero ser capa do Blitz
Quero tocar no Jonhy Guitar
Sou um fã dos Heróis do Mar
ZX 3000
LX 10000

Pop artista
Pop azeitona

Quero ter uma relação
No fogão
Com a Sofia Morais

In: O Incesto
1990

quarta-feira, 25 de agosto de 2004

Vamos aprender a comer – Vamos aprender a bater.

Como todos sabem, as regras de etiqueta são uma das primeiras formas de sadismo.
O primeiro manual de etiqueta incluía velas, chicotes, tenazes, entre outros objectos e animais, utilizados nas práticas sádicas, que se escondiam por entre as palavras de boa etiqueta, frases como: “O garfo de peixe nunca deverá ser levantado mais de 10cms a cima da mesa” É um dos exemplos mais fáceis da tradução para as práticas sádicas, vejamos a tradução: O garfo de peixe – pénis de plástico – nunca deverá ser levantado – ficar – mais de 5cms a cima – fora – da mesa – do cu.
Os autores destes manuais, verdadeiras bíblias do sadismo, eram conhecidos pelas suas dissertações à cerca do corpo humano e os seu limites. Autores como Sir. Artur Balls eram invocados pelas melhores escolas de etiqueta, como sendo verdadeiros deuses. O profundo conhecimento do corpo humano e das suas fraquezas, tornavam a prática alucinante, chegando a ser viciante.
A relação entre a comida e o sadismo está implícita em praticamente todos os livros antigos. Um dos exemplos mais elucidativo desta relação implícita será a sopa de tomate. Não só pela cor, como também pelo som. Sim o som! O som é de uma semelhança atroz. O som da urina a cair no ventre de uma freira é exactamente igual á da sopa de tomate e cair, quando resvala pela colher, que está cheia. Como este exemplo à enumeros outros, que como este estão muito bem camuflados.
Como será obvio referir todos esses textos foram objecto de profunda analise e com a ajuda de códigos muito bem elaborados pelos monges sem o dedo mindinho, visto ser o mais avassalador dos dedos, pelo menos para estes monges, só assim conseguiram chegar às actuais traduções, ilustradas, dos manuais de etiqueta de antigamente.
Estes livros podem-se comprar nas melhores lojas de rebuçados e vêm sempre acompanhados de um gato. O gato serve para praticarem...

terça-feira, 24 de agosto de 2004

quarta-feira, 18 de agosto de 2004

terça-feira, 17 de agosto de 2004

O tubo.

Sem comentários

O meu frigorifico

Naquela casa fresca
Os passáros esvoaçam
Numa neblina pitoresca
Os mesmo passáros a trespassam

No meu frigorifico
Cheio de sol e calor
O meu frigorifico
Pior que um matador

No frigorifico escancarado
A cabeça dela se deslumbrava
E então um passáro marado
Um olho lhe arrancava

Sua perna
Fiz para o almoço
Minha alma de moço
A conserva eterna

De seu cabelo
Esfergona fiz
E foi por um triz
Que não engoli farto pelo

No meu frigorifico
Cheio de sangue e horror
Em meu frigorifico
Eu te pus meu amor

In O Incesto

segunda-feira, 16 de agosto de 2004

Conversas de salão.

“As coisas são como são, o se quer tudo ou não se quer nada.” Este foi o tema de conversa da nossa última conversa. Eu queria tudo, o outro não queria nada, estivemos nisto a noite toda. A conversa rodopiava:
- Tu vais ver! – dizia o outro com os olhos em sangue.
- ... não sei do que estás a falar... – respondia eu com a maior das calmas.
- - Ai não?
- Não...
- Então queres dizer que preferes ter tudo?
- Claro que sim!
- E se ficares com nada?
- Isso não é uma opção para mim.
- Fazes-me nervos! Essa tua arrogância... – e cospe para o chão.
- O que significa isso? – perguntei eu apontando com o nariz, para o escarro no chão.
- Significa que tu és um cobarde!
- Porra vê lá se te decides, ou queres tudo ou não queres nada. Primeiro não queres nada e depois chamas-me cobarde? A que propósito?
- Se queres tudo terás que ter a ousadia de ter mesmo tudo, por isso o cobarde.
- Já sei a que te referes... mas isso meu caro são trocos.
- Que nervos!!!
- Calma... temos a noite toda.
- Não temos nada.
- Ai isso é que temos!
- E se decidir já?
- Acho um pouco difícil.
- É verdade... MERDA!
- À pois!
- Mas isso também para mim são trocos.
- Não te esqueças que não queres nada.
- Cala-te!
- Só te relembrei.
Fez-se silêncio durante uns breves minutos. Após o silêncio sepulcral, um grito e um bater de palmas, atiram-me para o chão com o susto.
- AHAHAHAAH! – As gargalhadas do outro ouviam-se na rua.
- Cabrão! – diz eu, enquanto tentava levantar-me.
- AHAHAHAAHAHAHAHAAHAHA!!!
- Pára desgraçado!
- AHAHAHAHAAH! Não consigo é... AHAHA! Mais forte que eu... AHAHAHA!
- Eu disse pára!!!
- AHAHAahahaheheheh... ai, ai! Rir faz bem à saúde, ria e seja um verdadeiro atleta!
- Mais uma dessa e levas tudo!
- Isso NÃO!
- Ah, já não te ris agora, pois não?
- Isso não!
- Pois mas meu caro, essas coisas são mesmo assim, ou é tudo ou não é nada.
- Não tenho a culpa de teres escolhido primeiro...
- Lá isso é verdade, fui eu que quis escolher primeiro.
- Ora ai está. Há uma coisa que ainda não compreendi...
- Diz?
- De que estamos a falar?
- Como assim?
- Esta cena do tudo e do nada... de que se trata?
- Espera lá... ainda não compreendes-te do que se trata?
- Desculpa... mas eu daquele tipo que gosta de tudo muito bem explicado.
- Logo vi. Então aqui vai: Tudo! Tudo é mesmo tudo! Tudo o que existe e tudo o que não existe, tudo o que se conhece e tudo o que não se conhece, estás a imaginar tudo? É mais do que isso. Nada! É nada, rigorosamente nada, népia, néribi, ziles, nerum, riem, NADA!
- Nada?
- Sim, NADA!!!
- Mas nada é alguma coisa....
Desde esse dia nunca mais andei de táxi.

Para quando?

Para quando governantes deste pais competentes?
Para quando a baixa dos impostos?
Para quando os dinheiros da receita do estado começam a ser bem aplicados?
Para quando a classe política se começar a preocupar mais com quem os elege e menos com quem está no poleiro?
Para quando mais responsabilização sobre os maus actos?
Para quando penas agravadas para quem não cumpre?
Para quando leis de trabalhadores que se apliquem também aos governantes?
Para quando a justiça deste pais começar a funcionar?
Para quando é que termina esta hipocrisia generalizada que está tudo nas lonas? Quem é que não tem dinheiro? Os do costume... porque os outros têm-no cada vez mais! Eu gostava de ser dos outros. Provavelmente quando eu for dos outros, os gajos sabem e fazem que os outros se tornem mais com os do costume.
Para quando? Hã? Para quando?

sexta-feira, 13 de agosto de 2004

Olhão

AL-HAIN - ALHAM - OLHAM - OLHÃO

  • CMO

  • Olhão Cidade do Mar - Capital da Ria Formosa

  • OLHÃO PARA O CIDADÃO !

  • Olhão Internacional


  • A Revolução Francesa protagonizada por Napoleão Bonaparte e as subsequentes invasões napoleónicas marcaram Portugal e, de uma forma especial, o Algarve e Olhão. Nos finais de 1807, o Algarve, tal como o resto do país, preparou-se para receber o invasor francês.

    Um ano mais tarde, respirava-se no ar a insoburdinação ao poder francês. A indignação dos olhanenses surgiu quando, a caminho das solenidades do dia do Corpo de Deus, se depararam com um edital que convidava os portugueses a lutarem contra a sublevação espanhola ao lado dos franceses. O Coronel José Lopes, apoiado pelo Padre Malveiro, pároco local, rasga este edital motivando a revolta e rebatem os sinos nas freguesias mais próximas - Moncarapacho, Fuzeta, Pechão e Quelfes. Enquanto as tropas francesas tentavam controlar a situação, surgiu o boato de que os soldados portugueses, estacionados em Faro e sob domínio francês, se haviam juntado a Olhão na revolta. O boato teve um efeito imediato! O repicar dos sinos da Igreja de Nossa Senhora do Carmo incitou os farenses à sublevação que rapidamente se alastrou. Quando os reforços franceses chegaram era tarde de mais - o Algarve era novamente português!

    Com saudades, sem mais!

    Quem és tu, pá?

    Continuo a achar que te conheço de qualquer lado, não sei bem de onde, será de onde a brisa corre por entre o vale que te embriaga de desejo? Ou será do bar onde fui ontem. Não sei. Ou sei? Os teus olhos são como duas uvas verdes, que anseiam por um copo, onde finalmente possam ser bebidos e tocados pelos meus doces lábios. Ó se eu pudesse ser vestido, só para o ser por ti, para puder tocar nesse teu ventre! No ventre era bom. Tenho quase a certeza que és a mulher de alguém que conheço. Mas quem? É alguém que me é muito próximo, mas quem? É alguém que eu compartilho um grande segredo, mas quem? Os teus cabelos são como searas ao vento, sedentas de água! De facto devias ter mais cuidado com os champôs que usas. Algo em ti faz com que o meu olhar rebusque o teu, em longínquos passeios por entre as floresta dos nossos pensamentos. É como que se eu conseguisse advinhar qual vai ser o teu próximo passo. A próxima frase... Está bêbado! Desse género de coisas. É como eu conseguisse saber o teu nome sem nunca o ter proferido. Julgo sentir as tuas mãos tocarem o âmago do meu ser, como se de uma peça de fruta se tratasse. Nem consigo imaginar outro cenário se não este: Nos teus braços, aliás com uma não na testa e outra na parede a segurar-me na cabeça, para eu em longas lufadas de ar, dizer tudo o que tenho a dizer, como que de um longo e pesaroso desabafo, à retrete, se tratasse. Esta sensação de que te estou a conhecer de algum lado, vou continuar a tentar a lembrar, porque eu quero saber, se te estou a perder. Será que me vais dizer? Será que vou conseguir lembrar-me? Será que vou ser uma pessoa de novo? Um insecto? Sim, um insecto, uma barata, nojenta, que trepa pelas tuas pernas, tão lisas como a seda que envolve a tua tez, e vou entrar e vou e tu vais gostar e eu vou gostar, as cuecas é que não vão gostar. Já perguntei a toda a gente que encontrei, ou que consegui arrastar até mim, mas essas pobres criatura nem conseguem encontrar a casa de banho, quanto mais saber se eu te conheço, Estou perdido, vou a nado, vou remar, vou remar contra a corrente, não, isso não! Já basta alguém o fazer vezes sem conta. Quanto mais te miro, menos te vejo. Quanto mais tento chegar até ti mais longe ficas, é como não quisesses estar ao pé de mim. Verdade seja dita, que o cheiro é nauseabundo. Acho... acho... já está! Mais umas longas lufadas de ar e já passou. Agora que estou melhor, já me estou a lembrar de onde te conheço. JÁ SEI!!! Tu... tu... tu... porra mas tu és a mulher. A minha mulher! Nunca mais vou a bar de strip. Um gajo vem de lá todo baralhado. Desculpa mãe!

    quinta-feira, 12 de agosto de 2004

    Se te...

    Se te faço chorar
    É porque te dói
    Se te dói
    É porque o tenho grosso
    Se já não me consegues ver
    É porque as lagrimas te inundam os olhos
    Se são lágrimas
    É porque são de dor
    Se não gritas
    É porque o tens na boca
    Se murmuras
    É porque o queres no cu
    Se gritas
    É porque já está cu
    Se suspiras
    É porque está nas tua não
    Se eu te bati
    É porque estás a fazer muita força com a mão
    Se neste momento está tudo branco na tua vida
    É porque me vi para a tua cara
    Que bom que é dormir depois de um pouco de sexo... ai, ai!