sexta-feira, 27 de agosto de 2004

Aviso à circulação

Muito atenção! Peço a vossa atenção!
Para os Srs. proprietários de veículos com tecto de abrir, tomem a máxima atenção e tenham o máximo cuidado, há objectos estranhos na forma de gajas muito boas que entram pelo respectivo e se apoderam da vossa concentração, bem como outras coisas acabadas em ão! Muito cuidado.

quinta-feira, 26 de agosto de 2004

As coisas que tentaram me ensinar hoje

Hoje, quando estava a tomar o café da tarde, que por acaso não tomo, mas faço sempre a pausa com KitKat e afins, reparei nos pacotes de açúcar e não é que tive uma agradável surpresa! Vêm coisas escritas neles, para além de:
Desejamos-lhe um óptimo café Nicola

Açúcar Granulado
Distribuído por:
Nutricafés
Tel: 214 968 500
Consumumidor@nutricafes.pt
www.nicola.pt

PL 6/8g
Embalado por sugapack

... e mais umas merdas com uns desenhos.

Formando uma pequena colecção, em vários pacotes consegui encontrar, no lado oposto ao referido em cima, está a razão da vida, da existência primordial, passo a transcrever algumas pérolas, de bom humor e outras de verdadeira arte escrita:
- “O que é que o tomate disse á banana?” Para aguçar a curiosidade, a resposta vem em letras muito pequenas e itálico, entre aspas e ao contrário. Ou seja é necessário dar uma volta de 180graus ao pacote para conseguir saber qual a resposta elaboradíssima e em tudo sábia: “Quando tiras a roupa fico todo vermelhinho”
- Outra: “O que é um pontinho preto em cima de uma jornal? Hilariante! “Uma formiga à procura de emprego.”
- As palavras preferidas a seguir são da inteira responsabilidade da Nicola: “O que é que tem dedos mas não escreve?” “As luvas” (...)
- É a verdade a vir ao de cima! “O que é que dá a volta ao mundo, mas permanece num canto?” “O selo” (qual selo?)
- De facto a sabedoria transcrita nestes pacotes de açúcar é avassaladora! Reparem: “O que é que a sardinha chama ao submarino?” “Uma lata com pessoas dentro”.
- A verdade anda sempre a cima de tudo: “O que é que anda com os pés na cabeça?” Se aplicássemos os princípios da boa etiqueta esta pergunta, teria outros contornos, mas como estamos aqui a falar da verdade que me queriam ensinar, a resposta é: “O piolho.”
- “O que é que sempre sobe, quando a chuva desce?” “O guarda-chuva”. E se fosse o sol a descer, o que subia?
- Tipicamente o renascer de uma mentalidade antiga, o machismo: “Por que é que o boi muge quando a vaca passa?” “Porque não sabe assobiar”. Veja-se aqui a sintaxe formada com a conjugação da palavra do mais elevado valor gramatical.
- A pérola das pérolas: “O que é que (reparem, “...o que é que...”, uma cacofonia linguistica, simbiótica entre o que e o que) o ponteiro grande (o falo grande!) diz ao ponteiro pequeno?” “Não te vás embora. Eu volto daqui a u a hora”.”...não te vás embora que eu volto daqui a uma hora...” estas palavras são o êxtase! Vamos analisar uma a uma...

Varboletas

Vi uma varboleta
À voar, à voar
Era perneta
Faltava-lhe duas asas
E cheirava muito mal dos sovacos

Varboletas
Tão belas, tão belas
Às corzinhas

Era feia
Mesmo muito horrível
E tive de a embalsamar

Varboletas
Tão belas, tão belas
Às corzinhas

Pergesa alpenor
Diryas palpirias
Pupilas menor
God zylias

Varboletas...

In: O Incesto
1989

Super Pop Azeitona

Artista Pop
Artista Rock

Quero ser muito famoso
Quero ser muito vaidoso
Quero ser um artista de Pop, Pop
Quero cantar música Rock
Quero ser o Rui Reininho
Sero ser o Velosinho
Xico Fininho

Artista Pop
Pop azeitona

Quero beijar o João Peste
Quero ser dos Plot Pop Pot Nhot...
Quero ser capaz do 7
Quero ser capa do Blitz
Quero tocar no Jonhy Guitar
Sou um fã dos Heróis do Mar
ZX 3000
LX 10000

Pop artista
Pop azeitona

Quero ter uma relação
No fogão
Com a Sofia Morais

In: O Incesto
1990

quarta-feira, 25 de agosto de 2004

Vamos aprender a comer – Vamos aprender a bater.

Como todos sabem, as regras de etiqueta são uma das primeiras formas de sadismo.
O primeiro manual de etiqueta incluía velas, chicotes, tenazes, entre outros objectos e animais, utilizados nas práticas sádicas, que se escondiam por entre as palavras de boa etiqueta, frases como: “O garfo de peixe nunca deverá ser levantado mais de 10cms a cima da mesa” É um dos exemplos mais fáceis da tradução para as práticas sádicas, vejamos a tradução: O garfo de peixe – pénis de plástico – nunca deverá ser levantado – ficar – mais de 5cms a cima – fora – da mesa – do cu.
Os autores destes manuais, verdadeiras bíblias do sadismo, eram conhecidos pelas suas dissertações à cerca do corpo humano e os seu limites. Autores como Sir. Artur Balls eram invocados pelas melhores escolas de etiqueta, como sendo verdadeiros deuses. O profundo conhecimento do corpo humano e das suas fraquezas, tornavam a prática alucinante, chegando a ser viciante.
A relação entre a comida e o sadismo está implícita em praticamente todos os livros antigos. Um dos exemplos mais elucidativo desta relação implícita será a sopa de tomate. Não só pela cor, como também pelo som. Sim o som! O som é de uma semelhança atroz. O som da urina a cair no ventre de uma freira é exactamente igual á da sopa de tomate e cair, quando resvala pela colher, que está cheia. Como este exemplo à enumeros outros, que como este estão muito bem camuflados.
Como será obvio referir todos esses textos foram objecto de profunda analise e com a ajuda de códigos muito bem elaborados pelos monges sem o dedo mindinho, visto ser o mais avassalador dos dedos, pelo menos para estes monges, só assim conseguiram chegar às actuais traduções, ilustradas, dos manuais de etiqueta de antigamente.
Estes livros podem-se comprar nas melhores lojas de rebuçados e vêm sempre acompanhados de um gato. O gato serve para praticarem...

terça-feira, 24 de agosto de 2004

quarta-feira, 18 de agosto de 2004

terça-feira, 17 de agosto de 2004

O tubo.

Sem comentários

O meu frigorifico

Naquela casa fresca
Os passáros esvoaçam
Numa neblina pitoresca
Os mesmo passáros a trespassam

No meu frigorifico
Cheio de sol e calor
O meu frigorifico
Pior que um matador

No frigorifico escancarado
A cabeça dela se deslumbrava
E então um passáro marado
Um olho lhe arrancava

Sua perna
Fiz para o almoço
Minha alma de moço
A conserva eterna

De seu cabelo
Esfergona fiz
E foi por um triz
Que não engoli farto pelo

No meu frigorifico
Cheio de sangue e horror
Em meu frigorifico
Eu te pus meu amor

In O Incesto

segunda-feira, 16 de agosto de 2004

Conversas de salão.

“As coisas são como são, o se quer tudo ou não se quer nada.” Este foi o tema de conversa da nossa última conversa. Eu queria tudo, o outro não queria nada, estivemos nisto a noite toda. A conversa rodopiava:
- Tu vais ver! – dizia o outro com os olhos em sangue.
- ... não sei do que estás a falar... – respondia eu com a maior das calmas.
- - Ai não?
- Não...
- Então queres dizer que preferes ter tudo?
- Claro que sim!
- E se ficares com nada?
- Isso não é uma opção para mim.
- Fazes-me nervos! Essa tua arrogância... – e cospe para o chão.
- O que significa isso? – perguntei eu apontando com o nariz, para o escarro no chão.
- Significa que tu és um cobarde!
- Porra vê lá se te decides, ou queres tudo ou não queres nada. Primeiro não queres nada e depois chamas-me cobarde? A que propósito?
- Se queres tudo terás que ter a ousadia de ter mesmo tudo, por isso o cobarde.
- Já sei a que te referes... mas isso meu caro são trocos.
- Que nervos!!!
- Calma... temos a noite toda.
- Não temos nada.
- Ai isso é que temos!
- E se decidir já?
- Acho um pouco difícil.
- É verdade... MERDA!
- À pois!
- Mas isso também para mim são trocos.
- Não te esqueças que não queres nada.
- Cala-te!
- Só te relembrei.
Fez-se silêncio durante uns breves minutos. Após o silêncio sepulcral, um grito e um bater de palmas, atiram-me para o chão com o susto.
- AHAHAHAAH! – As gargalhadas do outro ouviam-se na rua.
- Cabrão! – diz eu, enquanto tentava levantar-me.
- AHAHAHAAHAHAHAHAAHAHA!!!
- Pára desgraçado!
- AHAHAHAHAAH! Não consigo é... AHAHA! Mais forte que eu... AHAHAHA!
- Eu disse pára!!!
- AHAHAahahaheheheh... ai, ai! Rir faz bem à saúde, ria e seja um verdadeiro atleta!
- Mais uma dessa e levas tudo!
- Isso NÃO!
- Ah, já não te ris agora, pois não?
- Isso não!
- Pois mas meu caro, essas coisas são mesmo assim, ou é tudo ou não é nada.
- Não tenho a culpa de teres escolhido primeiro...
- Lá isso é verdade, fui eu que quis escolher primeiro.
- Ora ai está. Há uma coisa que ainda não compreendi...
- Diz?
- De que estamos a falar?
- Como assim?
- Esta cena do tudo e do nada... de que se trata?
- Espera lá... ainda não compreendes-te do que se trata?
- Desculpa... mas eu daquele tipo que gosta de tudo muito bem explicado.
- Logo vi. Então aqui vai: Tudo! Tudo é mesmo tudo! Tudo o que existe e tudo o que não existe, tudo o que se conhece e tudo o que não se conhece, estás a imaginar tudo? É mais do que isso. Nada! É nada, rigorosamente nada, népia, néribi, ziles, nerum, riem, NADA!
- Nada?
- Sim, NADA!!!
- Mas nada é alguma coisa....
Desde esse dia nunca mais andei de táxi.

Para quando?

Para quando governantes deste pais competentes?
Para quando a baixa dos impostos?
Para quando os dinheiros da receita do estado começam a ser bem aplicados?
Para quando a classe política se começar a preocupar mais com quem os elege e menos com quem está no poleiro?
Para quando mais responsabilização sobre os maus actos?
Para quando penas agravadas para quem não cumpre?
Para quando leis de trabalhadores que se apliquem também aos governantes?
Para quando a justiça deste pais começar a funcionar?
Para quando é que termina esta hipocrisia generalizada que está tudo nas lonas? Quem é que não tem dinheiro? Os do costume... porque os outros têm-no cada vez mais! Eu gostava de ser dos outros. Provavelmente quando eu for dos outros, os gajos sabem e fazem que os outros se tornem mais com os do costume.
Para quando? Hã? Para quando?

sexta-feira, 13 de agosto de 2004

Olhão

AL-HAIN - ALHAM - OLHAM - OLHÃO

  • CMO

  • Olhão Cidade do Mar - Capital da Ria Formosa

  • OLHÃO PARA O CIDADÃO !

  • Olhão Internacional


  • A Revolução Francesa protagonizada por Napoleão Bonaparte e as subsequentes invasões napoleónicas marcaram Portugal e, de uma forma especial, o Algarve e Olhão. Nos finais de 1807, o Algarve, tal como o resto do país, preparou-se para receber o invasor francês.

    Um ano mais tarde, respirava-se no ar a insoburdinação ao poder francês. A indignação dos olhanenses surgiu quando, a caminho das solenidades do dia do Corpo de Deus, se depararam com um edital que convidava os portugueses a lutarem contra a sublevação espanhola ao lado dos franceses. O Coronel José Lopes, apoiado pelo Padre Malveiro, pároco local, rasga este edital motivando a revolta e rebatem os sinos nas freguesias mais próximas - Moncarapacho, Fuzeta, Pechão e Quelfes. Enquanto as tropas francesas tentavam controlar a situação, surgiu o boato de que os soldados portugueses, estacionados em Faro e sob domínio francês, se haviam juntado a Olhão na revolta. O boato teve um efeito imediato! O repicar dos sinos da Igreja de Nossa Senhora do Carmo incitou os farenses à sublevação que rapidamente se alastrou. Quando os reforços franceses chegaram era tarde de mais - o Algarve era novamente português!

    Com saudades, sem mais!

    Quem és tu, pá?

    Continuo a achar que te conheço de qualquer lado, não sei bem de onde, será de onde a brisa corre por entre o vale que te embriaga de desejo? Ou será do bar onde fui ontem. Não sei. Ou sei? Os teus olhos são como duas uvas verdes, que anseiam por um copo, onde finalmente possam ser bebidos e tocados pelos meus doces lábios. Ó se eu pudesse ser vestido, só para o ser por ti, para puder tocar nesse teu ventre! No ventre era bom. Tenho quase a certeza que és a mulher de alguém que conheço. Mas quem? É alguém que me é muito próximo, mas quem? É alguém que eu compartilho um grande segredo, mas quem? Os teus cabelos são como searas ao vento, sedentas de água! De facto devias ter mais cuidado com os champôs que usas. Algo em ti faz com que o meu olhar rebusque o teu, em longínquos passeios por entre as floresta dos nossos pensamentos. É como que se eu conseguisse advinhar qual vai ser o teu próximo passo. A próxima frase... Está bêbado! Desse género de coisas. É como eu conseguisse saber o teu nome sem nunca o ter proferido. Julgo sentir as tuas mãos tocarem o âmago do meu ser, como se de uma peça de fruta se tratasse. Nem consigo imaginar outro cenário se não este: Nos teus braços, aliás com uma não na testa e outra na parede a segurar-me na cabeça, para eu em longas lufadas de ar, dizer tudo o que tenho a dizer, como que de um longo e pesaroso desabafo, à retrete, se tratasse. Esta sensação de que te estou a conhecer de algum lado, vou continuar a tentar a lembrar, porque eu quero saber, se te estou a perder. Será que me vais dizer? Será que vou conseguir lembrar-me? Será que vou ser uma pessoa de novo? Um insecto? Sim, um insecto, uma barata, nojenta, que trepa pelas tuas pernas, tão lisas como a seda que envolve a tua tez, e vou entrar e vou e tu vais gostar e eu vou gostar, as cuecas é que não vão gostar. Já perguntei a toda a gente que encontrei, ou que consegui arrastar até mim, mas essas pobres criatura nem conseguem encontrar a casa de banho, quanto mais saber se eu te conheço, Estou perdido, vou a nado, vou remar, vou remar contra a corrente, não, isso não! Já basta alguém o fazer vezes sem conta. Quanto mais te miro, menos te vejo. Quanto mais tento chegar até ti mais longe ficas, é como não quisesses estar ao pé de mim. Verdade seja dita, que o cheiro é nauseabundo. Acho... acho... já está! Mais umas longas lufadas de ar e já passou. Agora que estou melhor, já me estou a lembrar de onde te conheço. JÁ SEI!!! Tu... tu... tu... porra mas tu és a mulher. A minha mulher! Nunca mais vou a bar de strip. Um gajo vem de lá todo baralhado. Desculpa mãe!

    quinta-feira, 12 de agosto de 2004

    Se te...

    Se te faço chorar
    É porque te dói
    Se te dói
    É porque o tenho grosso
    Se já não me consegues ver
    É porque as lagrimas te inundam os olhos
    Se são lágrimas
    É porque são de dor
    Se não gritas
    É porque o tens na boca
    Se murmuras
    É porque o queres no cu
    Se gritas
    É porque já está cu
    Se suspiras
    É porque está nas tua não
    Se eu te bati
    É porque estás a fazer muita força com a mão
    Se neste momento está tudo branco na tua vida
    É porque me vi para a tua cara
    Que bom que é dormir depois de um pouco de sexo... ai, ai!

    quarta-feira, 11 de agosto de 2004

    ...

    Se Deus existe já não era altura d'ele aparecer?

    terça-feira, 10 de agosto de 2004

    A “praia”

    As ondas
    As areias
    O sol
    Tudo me faz lembrar
    Faz-me lembrar o dia em que te conheci
    O cheiro a óleo de coco
    O calor
    A água
    Tudo me faz lembrar
    Faz-me lembrar os dias que estive contigo
    O sabor a sal
    O cheiro a mar
    A humidade
    Tudo me faz lembrar
    Faz-me lembrar as noites que estive contigo
    Os sons
    Os barcos
    As casas
    Tudo me faz lembrar
    Faz-me lembrar os anos que estive contigo
    As pessoas
    As vozes
    Os amigos
    Tudo me faz lembrar
    Faz-me lembrar quem já não vejo à muito tempo
    Os sabores
    Os cheiros todos
    As cores
    Tudo me faz lembrar
    Faz-me lembrar que tenho saudades. Este ano prometi que te ia ser infiel e até agora tenho conseguido, mas não sei até quando...

    Adeus até para o ano!

    sexta-feira, 6 de agosto de 2004

    Fai um sol de caralho!

    Perdido por aí num blog galego, Pepi Lucibem , estava esta letra:

    "Os Resentidos - Galícia canibal (Fai um sol de caralho)

    -Que movida-
    Com isto da movida,
    há-che muito lhe-lhé
    que, de noite e de dia,
    usa ghafas de sol.

    Fai um sol de caralho!

    -Mata-lhe o caralho-
    A matança do porco.
    Mata-lhe o caralho.
    A berra e um conjunto de berros e um porco, quando o vam matar?
    Sam Martinho oficial,
    de Monforte ao Nepal,
    o Magosto para agosto.
    Safaris do porco.
    Filhoas de sangue.
    Galícia embutida.

    Fai um sol de caralho! Galícia canibal!

    -Etiopia tem fame-
    Etiopia tem fame
    Um parado ocidental
    sustém um filete,
    um negro deitado,
    o negro nom lhe chega,
    arrasta o bandulho.
    O parado ocidental
    sustém o filete,
    o parado altivo,
    o negro nom lhe chega.
    Doa os teus riles:
    um ril à merenda
    Doa os teus riles:
    outro ril à ceia.

    Fai um sol de caralho! Galícia canibal!
    Doa os teus riles, mui mal organizado...


    Nom me fagas rir, que nos miram os velhos!"

    IIIIIIIIIIIPPPPPPPPYYYYYYYYYY!!!!!!!!!!!!!

    Acho que o Net Pulhas já tinha uma posta com isto, mas nunca é demais relembrar!

    quinta-feira, 5 de agosto de 2004

    Námérica!

    Na minha opinião devíamos ir todos para a América do Norte. Os Americanos são nossos compinchas! Eles estão a guardar as “últimas” reservas de petróleo para quando não houver no resto do mundo, puderem ter. São o máximo! Acho que deveríamos ir todos viver para os Estados Unidos da América! Gosto muito deles, são sociáveis, são amigos dos outros povos, são cordeais, amistosos, ajudam sempre nos problemas domésticos dos outros países, têm muita confiança neles próprios, são saudáveis, preocupam-se com o ambiente, têm os melhores carros, as melhores estradas, o melhor clima, as pessoas são muito elegantes, e interessantes, têm os desportos mais interessantes, não têm medo de nada, têm como base a vida a vida em sociedade, não há racismo, não há xenofobismo, o respeito mutuo é um dado adquirido e sobre tudo têm dinheiro, ou talvez não....
    Uma coisa é certa, quem imaginaria que num país como os Estados Unidos da América, houvesse uma Sra. que processasse a empresa que faz micro-ondas, pela morte do seu gato, quando ao colocar o seu gato dentro do micro-ondas, e ligar-lo, para secar o animal, o tivesse morto. A acusação teve como base o facto que não estar escrito no manual do micro-ondas, que não se poderia introduzir animais VIVOS dentro do micor-ondas e coloca-lo em funcionamento. Estão a imaginar se isto tivesse acontecido à vossa avó, ou mesmo à vossa mãe? Acho que saltava-lhe em cima! Chamava-lhe todos os nomes possíveis e imaginários! Enquanto no país dos nossos amigos, ganha-se milhões com estas merdas...
    Quero ir para a América!

    Saga - Fui às putas

    Na noite de 4ª feira, estava eu entediado em casa da minha namorada, resolvi ir comprar tabaco. Despedi-me dela com um beijo e uma fodinha.
    Depois de ter retomado o meu stock de nicotina bem como outras merdas, na bomba de gasolina do bairro, resolvi passar pelo bar do meu grande amigo Zéca. Dois dedos de conversa, 5 whiskys e já está. Sai, arrastei-me até ao meu carro, entrei, liguei-o, e ali fiquei. Passaram cerca de 10 minutos. Eu sabia que tinha que fazer alguma coisa, mas não sabia o quê... pensava em todos os locais para onde poderia ir, mas por uma razão ou outra não me apetecia ir para lá. Quando esgotei quase todas minhas hipóteses, lembrei-me em ir à putas, mas desta vez seria naquelas de rua.
    Procurei nos pontos mais quentes da cidade, por uma que não me desse nauseais só de olhar para ela. Encontrei, perguntei quanto levava, ao que ela respondeu: António?. 1ª a fundo e vá de zarpar dali para fora!
    Deve ter sido a primeira vez que passei sinais vermelhos e não foram poucos! Foda-se era a minha mãe... Não tinha coragem de voltar ao local e partir-lhe todos os ossinhos do corpo, mas também não conseguia conformar-me com o facto da minha mãe estar a atacar na rua. Tinha estado com ela, nem à uma semana atrás e estava toda contente, tinha até comprado um frigorifico novo, ao que eu perguntei, se ela tinha namorado novo e logo ela retorquiu: Não! É só um amigo... - Um amigo??!?!? A merda! É o chulo!
    Serrei o dentes, e voltei ao local onde ela estava. Já tinha fugido. Depois de espancar uma das putas, lá me disse onde ela poderia estar. A todo o gás pus-me ao caminho. A puta tinha-me dito que ela estaria nos subúrbios, numa zona que em nada daria a entender que seria a casa do chulo. Então de quem seria a casa? Fiquei intrigado.
    Após um maço de cigarros e uns bons 20 minutos de caminho, chego à tal localidade. Como não conhecia bem o sítio, perguntei a uns tipos da GNR que estavam junto do carro brigada, onde ficava a morada que lhes mostrava, ao que eles me responderam de imediato com uma boa operação stop. Devem ter revolvido o carro todo, fizeram mil e uma perguntas, fiz todos os testes que à conhecimento e não conseguiram encontrar nada. Então lá me disseram onde ficava o local. Tive sorte, não procuraram nada nos meus bolsos... estúpidos! A intriga ia-se adensando, quanto mais eu ia chegando ao local. A zona era impecável, bons carros parados na rua, muito calmo, com muito bom aspecto. Parei o carro mesmo em frente ao prédio. Para minha sorte... o prédio tinha vigilante. Comprimentei o Sr., disse para onde queria ir e como é da praxe, ligou para o apartamento para me anunciar, coisa que não chegou a fazer, pois caiu redondo no chão... não faço a mínima ideia o que lhe aconteceu, mas estava um bastão no chão, mesmo ao lado da cabeça dele. Coitado...
    Subi pelas escadas. Ao chegar ao andar, parei e respirei fundo, não evitando um ataque de tosse diabólico, como se todas as minha entranhas fosse sair pela boca e pelo cu. Tive de abortar a minha investida. Tentei de novo passados mais alguns minutos, não cometendo desta vez o mesmo erro, mesmo assim ainda saiu um peido. Ouvia-se um grande alarido no apartamento onde era suposto estar a minha mãe (nem sei porque ainda lhe chamo isto...). Duas vozes de homem e um de mulher, que de facto parecia ser da minha mãe (tenho que lhe começar a chamar A puta mor). Toquei á campainha e identifiquei-me como sendo da Polícia Judiciária. À porta veio um homem vestido de mulher, com umas roupas muito pouco ortodoxas, mesmo para uma mulher, mais parecia uma travesti. Perguntou o que se passava, ao que eu respondi em voz baixa e rouca, que tinha havido um acidente com uma amiga de uma senhora que costuma estar naquela casa. Ele pediu-me um momento. Passado um minuto e alguma conversa dentro da casa, a porta abri-se de novo. Era ela, A puta mor! Nem dei tempo para ela dizer nada, entrei e espanquei-a, ao mesmo tempo perguntava porquê, mas ela debatia-se com algumas dificuldade em responder. Os outros dois davam-me socos nas costas, mais parecia que estavam a fazer-me cócegas. Por fim e quando já não tinha mais forças, resolvi parar. Sentei-me na sofá. Que espectáculo lindo, um travesti, ou drag queen, acho que é mais isso, e um enfezado, com ar de quem não dorme à 15 dias porque passa o tempo todo a ver pessoas com tronco nu, a tentar reanimar A Puta Mor.
    Sai e fui às putas, mas não da rua, podia ser que encontrasse a minha namorada...!